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Coisas de malucos. Ou de portugueses, tanto faz.

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.16

maluco.jpg

 

Ainda as penhoras - ou a sua impossibilidade - por dividas ao fisco. Podia argumentar, baseando-me na sabedoria popular, que quem não aguenta o peso larga a carga. Mas não, não vou por aí. Admito, até, a bondade na lei quanto a um ou outro caso. Custa-me é aceitar que muitos chicos-espertos – seguramente a esmagadora maioria dos envolvidos – se continuem a rir à conta de todos. Ou a roubar-nos. Como aquele taberneiro que não entregou o IVA que eu lhe paguei. Mas se é disto que o povo gosta...

Tal como também gosta daquela coisa de taxar as heranças. Um roubo que a maioria de esquerda pretende que o Estado volte a fazer aos contribuintes. Ou seja. Para a esquerda e, a julgar pelas opiniões que vou lendo e ouvindo, para a maioria da população sensível, educada, culta, solidária e tudo o mais que se queira, deve-se perdoar os caloteiros mas, simultaneamente, obrigar outros a pagar aquilo que já é seu por direito ainda que, eventualmente, nem tenham liquidez para o fazer. Embora, neste caso, possam sempre também eles tornarem-se caloteiros e, assim, obter o perdão daqueles que os pretendem roubar. Coisa de malucos? Não. Estamos em Portugal e esta é a vontade dos portugueses.

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publicado às 13:24



15 comentários

De fr a 09.01.2016 às 18:54

Não tenho dúvidas que pessoas como Paulo de Morais (candidato a presidente) causam desconforto a muitos patrões e cultura instalada pois, um ferrenho anti-corrupção como ele, num país onde um pouco de corrupção existe em quase todas as empresas, ele é visto como uma ameaça até aos próprios valores culturais deste país...não somos os mais honestos e por isso, vai ser escolhido um comentador de futebol que nem Marcelo Rebelo de Sousa para tal cargo.

De Kruzes Kanhoto a 09.01.2016 às 19:42

Não somos os mais honestos...e gostamos dos mais corruptos!

De Sapiente a 10.01.2016 às 00:16

Portugueses há duas classes: os que pagam e são parvos e os que não pagam e são espertos...

De Kruzes Kanhoto a 10.01.2016 às 18:54

E há os que não têm como escapar. Por isso pagam os seus e os dos outros.

De Anónimo a 10.01.2016 às 10:16

Não é "coisa" de malucos , não...É MAIS "COISA" DE INVEJOSOS, QUE O SOMOS DESDE HÁ 900 ANOS E COMO SE SABE " NUNCA O INVEJOSO MEDROU , NEM QUEM À BEIRA DELE MOROU"...

De Kruzes Kanhoto a 10.01.2016 às 18:55

Grande verdade. É por causa da inveja - da casa do vizinho, do carro do vizinho, das férias do vizinho - que muitos estão como estão...

De Fatyly a 10.01.2016 às 10:27

Não sei se será "perdoar a caloteiros" ou antes "aguardar melhores dias para que paguem por não terem como".

Desempregados e falo do que conheço porque ajudei a tratar de dois casos, com ameaças constantes por parte da AT e da SS, com negas à forma como poderiam pagar, com convites que viessem buscar a casa o que quisessem, foi como malhar em ferro frio, nada versus nada. Um devia 2.000€ que já ia em quase oito mil e outro dia 5.000€ que já ia quase em dez. Valeu-lhes os senhorios que os deixaram estar nas casas, quase um ano sem pagar a renda. Um reformou-se, porque sofreu um AVC, com a heróica reforma de 205€ e desse dinheiro conseguiu pagar os 2.000 €. O que comiam? O que lhe davam, o que lhe dei, o que lhes demos...e a história poderia continuar...mas deve ser aterrador teres a tua casinha, estares a pagar e com tudo em ordem e de repente tiram-te o tapete e perdes tudo, por vezes por meia dúzia de patacos que deves!!!!!

no entanto quando me deparo que as dívidas astronómicas de muitos e sobretudo as das SAD's do futebol foram alargadas por mais 10 anos, com os processos de corrupção de milhões que andam a passear nos tribunais cujos autores continuam nas suas belas vidinhas, deixo-te a pergunta:

há ou não há portugueses de primeira e segunda? Uns ficam sem tecto e outros mantêm os vários tectos!

De Kruzes Kanhoto a 10.01.2016 às 19:15

Há de tudo. Também eu - como toda a gente - conheço muitas histórias. Até conheço um que foi preso por causa de um cheque careca (deve ter sido o único, diga-se). O infeliz teve pena de uns quantos desgraçadinhos que iam chorar baba e ranho para o seu estabelecimento. Deu-se mal, como era de esperar...Já os outros andam por aí, como sempre andaram e como nada têm de seu nada lhes acontece. E depois cá andamos nós a pagar o enorme aumento de impostos!

E há, ainda, outro aspecto. Suponhamos um comerciante em nome individual que tem um empregado a quem paga religiosamente o ordenado mas que, como o outro, se esquece de pagar a TSU. Entretanto o negócio dá para o torto, o homem fecha a actividade e o empregado vai para o desemprego. Como é que ficamos? Premeia-se o burlão, claro!

E os exemplos não tinham fim...Por ano, só pela minha mão passam largas dezenas e desses, sendo generoso, talvez apenas uma dúzia seja digna de um lamento.

De Jonas a 10.01.2016 às 18:55

As coisas não são bem assim, o estado não poder penhorar a habitação para pagar dividas, não significa que não penhore outros bens ou que a divida fique saldada. Eu acho que a medida é justa, não se deve por as pessoas na rua porque foram incapazes de pagar uma divida. Perde a casa é perder a dignidade, sem casa não há esperança de endireitar a vida.

De Kruzes Kanhoto a 10.01.2016 às 20:17

É como digo. Há de tudo. E com a reintrodução do imposto sucessório ainda vai ser melhor. Se alguém herdar uma propriedade no valor de um milhão de euros e não tiver 280 mil euros para pagar às finanças como é que se vai desenrascar? Menos mal que não lhe penhoram a casa...

De Nadir a 11.01.2016 às 09:02

Acabamos com estas questões se implementarmos o Imposto Único.
partidointeligente. blogs.sapo.pt

De Kruzes Kanhoto a 11.01.2016 às 12:58

Um bocado utópico, isso....

De Nadir a 12.01.2016 às 00:35

Há mais de 10 anos atrás fizemos um ensaio de recolha de assinaturas na Av. da Igreja em Lisboa, na altura com uma designação mais cómica que era PNM - Parvos Nunca Mais e a aderência ás ideias preconizadas foi muito grande. O ano passado ensaiámos com a designação actual PI e as pessoas continuaram a assinar e a aderir ás ideias. Pelos vistos a utopia tem pernas para andar. Da primeira vez (PNM) calhou-me por sorte abordar um dirigente do PS normalmente conotado com a ala esquerda, fiz de conta que não o conhecia inicialmente, depois disse-lhe que apesar de saber que era dirigente do PS podia muito bem assinar porque como era óbvio que se tratava-se de um partido democrático que até era muito mais democrático que os outros, e a resposta foi que achava muito bem o que estávamos a fazer mas "eu até assinava mas não sei qual seria a reacção dos meus colegas do partido". Até os velhotes militantes de longa data do PCP assinaram a dizer que nunca tinham conseguido nada e que esperávamos que conseguíssemos alguma coisa.Pelos vistos a população aceita muito bem a ideia de ter a oportunidade de poder candidatar-se e não gosta nada do estado actual das coisas.Assim fazemos progredir a democracia e evitamos os extremismos. Se é uma utopia pelos vistos é bem aceite pelos cidadãos comuns será por isso muito moderada e exequível, ou talvez até nem seja porque no fundo é apenas uma evolução em relação aquilo que existe neste momento. Outra questão é a do receio da reacção dos poderes instituídos e cujos interesses são muito postos em causa, pelo que precisamos de uma onda gigante do tamanho das da Nazaré nas redes sociais de forma a ganharmos aderência inquestionável e ultrapassarmos a barreira do medo que está instituída, por enquanto.... Há sempre como em tudo uns que vêm primeiro e que dão o pontapé de saída. Não se esqueça de que estamos a trabalhar para os verdadeiros donos disto tudo que são os cidadãos portugueses e que detêm o maior, o mais legítimo e o mais democrático poder que se possa imaginar. A frustração é muito grande e tanto o que existe como aquilo que está a aparecer em reacção a essa frustração (extremismos dos velhos tempos), são puro lixo. Por isso tão poucos votam.
Tudo pode ser melhorado, até a vida das pessoas!

De Anónimo a 11.01.2016 às 10:02

Se és maluco, bom proveito !
Mas não me queiras "meter" no mesmo saco.

Bessa

De Kruzes Kanhoto a 11.01.2016 às 12:59

Obrigado ó génio!

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