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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Coisas da lavoura

por Kruzes Kanhoto, em 27.11.11

Aocontrário do que a imagem pode sugerir, não se trata de umaplantação de garrafões. É, apenas, a forma que encontrei depreservar as ervilhas, que começam agora a despontar, da gula dospardais. Espantalhos e outras artimanhas têm-se revelado incapazesde atemorizar os pequenos terroristas alados que insistem em saciar oseu apetite voraz no meu diminuto quintal. A técnica consiste emcortar ao meio um garrafão de agua, fazer-lhe diversos furos parapermitir a circulação do ar e colocar sobre as plantasrecém-nascidas. Quando começam a surgir as primeiras floresretira-se a protecção porque, nessa altura, a passarada já nãorepresenta qualquer perigo para as plantas.
Mesmocom todos estes cuidados a produção não será por aí além. Nemterá grande peso na redução da minha dependência alimentar faceao exterior. É antes, digamos, uma forma de me ir habituando aempobrecer com alguma qualidade. E, também, de contribuir, ainda que de forma modesta,para o empobrecimento de outros. Pela primeira vez nos últimos dez ou quinzeanos, o meu quintal vai ser integralmente aproveitado para cultivaralguns produtos hortícolas, e, assim, para além de obterprodutos mais saudáveis, poupar uns trocos. Poucos, obviamente, masque a juntar a muitos outros, constituem a minha humilde contribuiçãopara atingir o novo desígnio nacional. Empobrecer. Empobreçamos,então.
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