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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Chama-se rasgar contratos ou lá o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 12.07.17

Tempos houve em que um aperto de mão chegava para concretizar um negócio, um contrato ou simples acordo. Que, salvo uma ou outra excepção que apenas servia para confirmar a regra, os intervenientes se esforçavam por cumprir religiosamente. Hoje já não é bem assim. E, para exemplificar, nem preciso citar certos figurões alegadamente famosos. Seja na rua deles ou no circo da politica, futebol, cultura ou outras artes. Chegam as decisões da justiça. Como aquela que deu razão a uma criatura que, mesmo tendo assinado de livre e espontanea vontade um contrato de arrendamento onde constava a ecpressa proibição de ter animais no apartamento, resolveu co-habitar com um cão na casa arrendada. Diz que, com o bicho lá, a senhora fica muito mais feliz. Dependendo do tamanho do canito até sou capaz de acreditar.

Espero que a decisão faça jurisprudência. Acabo de ver uma casinha á beira-mar, com piscina e outros pequenos luxos a que me julgo com direito. O dono, que aparenta estar falido, está disposto a fazer já a escritura facilitando o pagamento em três ou quatro tranches. Pago a primeira e quando chegar a vez das outras bem pode o outro recorrer aos tribunais para resolver o contrato. Argumento que fico muito infeliz se ficar sem a "barreca" que, de certeza, ninguém ma tira. E, pelo sim pelo não, arranjo um cão.

 

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