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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Cem mil?! Duzentos mil! Ou mais..

por Kruzes Kanhoto, em 25.10.12


Há quem defenda a necessidade imperiosa de despedir cem mil funcionáriospúblicos como única maneira de equilibrar as contas do país. Outros cortes,teorizam, pouco ou nada adiantam. Talvez tenham razão. Mas, à cautela, por mimdespedia duzentos mil. Só para ter a certeza que a medida resultava mesmo.
Não faço a mínima ideia quantos sejam, mas assessores, especialistas eoutros serviçais que pululam por todos os níveis da administração públicaseriam – só para dar o exemplo – os primeiros a receber guia de marcha. Dada airrelevância da poupança seguir-se-iam os consultores, os gajos dos projectos,dos outsourcing´s e “empresas” cujo único cliente é o Estado. Coisa paraenvolver, assim por alto, mais umas dezenas de milhar de “funcionários”. Como,muito provavelmente, os ganhos ainda não seriam os pretendidos podia continuar comas construtoras que sobrevivem à conta das obras inúteis. Lá teriam de regressaraos seus países de origem mais uns quantos “funcionários”. É a vida.
Ainda assim não teria obtido os milhões necessários nem atingido oobjectivo de pôr no desemprego duzentas mil almas. Haveria, portanto, de cortarmais. As próximas vítimas seriam os artistas “funcionários” que vão percorrendoo país a fazer espectáculos pagos com dinheiro público. Com toda a estruturaque mantém esta festa nacional a funcionar deve ser possível poupar mais umasdezenas de milhar de empregos suportados pelo Estado. Temos pena.
Por fim a educação. A vaca sagrada onde todos têm medo de tocar.Terminavam de imediato as chamadas “actividades extra-curriculares”. Por seremisso mesmo. Extra. Trata-se de uma invenção com meia-dúzia de anos, que custapara cima de um dinheirão aos portugueses e pouco mais servem do que para ospapás terem os meninos entretidos. Importante é manter a parte curricular. Deresto se não há dinheiro não há luxos.
Se ainda assim não chegasse – e não chegava, de certeza – podiam sempremandar para casa aqueles funcionários que os políticos contratam para ajudar osdois trabalhadores, já existentes na entidade, que fazem o serviço que podiaser feito por um.
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