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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Boas noticias para os caloteiros!

por Kruzes Kanhoto, em 05.01.16

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 (Imagem da internet)

 

Não me importo de ser do contra. Faço, até, por isso em muitas circunstâncias. Recuso-me, sempre que posso, a seguir a carneirada ou a abanar o rabinho de contentamento sempre que os governantes – sejam eles quais forem – adoptem daquelas medidas muito pró-social. Não sou um coração mole, tenho a mania de fazer contas e preocupo-me em olhar um pouco mais para o horizonte.

Isto a propósito daquela ideia demagógica e altamente discriminatória de tornar as casas dos caloteiros impenhoráveis pelas dividas ao fisco e à segurança social. Ou seja, quem nada mais tiver de seu fica isento de pagar impostos e contribuições. À nossa custa, obviamente. Dos que pagamos para que os vigaristas possam ser uma espécie de inimputáveis fiscais.

Tratando-se de um universo infelizmente vasto haverá, concedo, casos e casos. Mas apenas quem não sabe o que é a vida – ou sabendo gosta de fazer generosidade à conta dos outros – entenderá esta medida como algo de socialmente justo. Os pobres, se entendermos como pobre quem ganha o salário mínimo ou pouco mais, não pagam impostos. Daí que os beneficiados sejam outros. Aqueles, se calhar, de quem ainda não há muito tempo ouvíamos dizer que se tinham esquecido de pagar essas minudências dos tributos ao Estado. E prejudicados os do costume. Os que vão pagar mais este desvario. A menos que alguém com juízo questione a constitucionalidade disto.


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