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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Baby boom à portuguesa

por Kruzes Kanhoto, em 27.01.09

À semelhança do que já fazem outras empresas em alguns países também a Canon, no Japão, resolveu mandar os seus empregados mais cedo para casa dois dias por semana. A medida, mesmo que eventualmente tenha alguma coisa a ver com a crise que anda por aí, é justificada pelo conselho dado ao pessoal para aproveitar o tempo livre que lhes é proporcionado para trabalharem na reprodução da espécie.

Este procedimento, embora arrojado, em nada se compara com aquele que os empresários portugueses, como se sabe dotados de uma sensibilidade social e uma visão estratégica absolutamente notáveis, tem vindo a adoptar ao longo dos últimos meses. Ao despedirem muitos milhares de colaboradores, em muitos casos marido e mulher, que consequentemente ficarão em casa e com muito tempo livre, os patrões lusos poderão estar a contribuir para um verdadeiro baby boom. Ao ritmo a que se sucedem os encerramentos, se os trabalhadores despedidos “colaborarem” muito, Portugal terá dentro de pouco tempo uma densidade populacional superior a Gaza. Talvez seja essa a afinidade que o Bloco de Esquerda já está a descortinar...

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