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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Os gloriosos malucos das máquinas voadoras

por Kruzes Kanhoto, em 05.08.17

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Desconheço a denominação técnica daquelas coisas que, na época balnear, costumam esvoaçar sobre as praias. Podia, na minha ignorância, chamar-lhe um ovni. Mas, para simplificar, chamemos-lhes parapente com motor. Pois um destes objectos esteve, um dia destes, em manifesta dificuldade para se manter no ar. Mas, felizmente, lá conseguiu. Depois de muitas piruetas, que a pouca qualidade da máquina e a minha ainda menor habilidade para a fotografia não permitiram documentar convenientemente, a criatura dominou a traquitana e seguiu a sua vida. Ficou o cagaço. Para ele e para quem estava cá em baixo.

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“Allah é Gay”, proibido; “Jesús é Gay”, permitido

por Kruzes Kanhoto, em 04.08.17

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Pouco me importa que Jesus – o verdadeiro – tenha sido rabeta ou que o tal de Alá tenha arrecadado a costeleta. Igualmente nada me interessa que uns apoiantes daquilo a que chamam causa LGBTturbo venham para a rua exibir cartazes a garantir que os ditos profetas apoiariam, se fossem vivos, o seu modo de vida. É lá com eles. O que me desagrada é a discriminação. Diz que em Londres, nas últimas manifestações de pessoas que não fornicam como a – ainda – maioria, a policia não permitiu que os manifestantes insinuassem que o tal Alá era panasca, com o argumento que isso ofenderia a comunidade muçulmana. Mas, em contrapartida, não se incomodou com idêntica acusação dirigida a Jesus.

Estamos, portanto, perante uma intolerável manifestação de multi-intolerância. Apenas se concede liberdade a um dos profetas para abafar a palhinha, presume-se que os muçulmanos não ficariam felizes por saber que a sua divindade era larilas e assume-se que tal comportamento - por ser susceptivel de ofender alguém – é algo de condenável. Desconheço as reacções que esta acção policial terá suscitado em Inglaterra. Tenho é a certeza que, se fosse cá, os policias estavam feitos num oito. É que isto não se discriminam assim as pessoinhas. Nem, muito menos,os profetas, pá!

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Coisinhas boas da geringonça

por Kruzes Kanhoto, em 03.08.17

O subsidio de refeição da função pública aumentou 25 cêntimos no dia um de Agosto. Cinco euros a acrescer ao vencimento dos funcionários públicos, mais coisa menos coisa, no fim de cada mês. Sujeitos, os cêntimos respeitantes ao aumento, a desconto de onze por cento para a Caixa Geral de Aposentações e ao respectivo IRS. Estamos, concordará a maioria, perante mais uma medida que visa repor alguma justiça depois dos roubos perpetrados pelo infame governo de direita que pretendia condenar os portugueses à miséria. Mas, pelo sim pelo não, o melhor é fazer a conta. De preferência com a tabela de retenção na fonte do IRS por perto, não vá, lá para o final do mês, o recibo do vencimento trazer uma inusitada surpresa. Assim tipo o previsto aumento de cinco euros transformar-se numa redução de algumas dezenas e a generosidade da geringonça resultar em mais um roubo, para usar uma expressão tão querida à nossa amada esquerda e que neste caso, para alguns trabalhadores, se vai aplicar na perfeição. Ah, espera, a esquerda não rouba. Redistribui o dinheiro dos outros.

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Ainda que mal pergunte...

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.17

A propósito daquela coisa do Rendimento Social de Inserção atribuído aos cidadãos de etnia cigana – o mesmo que ciganos, mas escrito à intelectual – sabe-se quantos de entre os que recebem aquela prestação social – e ao que parece serão muitos – é que foram inseridos socialmente? E, caso se saiba e o número seja sensivelmente aquele que todos desconfiamos, ninguém é responsabilizado pelo rotundo falhanço dos objectivos que a medida visa alcançar ou, vá, investigada a competência dos técnicos que a aplicam? Ou isto só são os presidentes de câmara e os autarcas em geral é que são enxovalhados publicamente e condenados na justiça por esturrarem dinheiro de forma desabrida e fazerem pouco caso de um ou outro preceito legal?

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Pacóvios!

por Kruzes Kanhoto, em 30.07.17

Aí pelo final dos anos sessenta e principio dos anos setenta do século passado o modo de vida no campo causava aos “lisboetas” - entenda-se os que moravam na chamada grande Lisboa – uma certa repulsa. Era, em muitas circunstâncias, motivo de gozo ou, em alternativa, de uma certa pena perante as condições de vida que, então, se verificavam na “província”. Recordo o quanto os enojava o facto de os animais andarem à solta pelas aldeias ou os estábulos localizarem-se paredes-meias com as habitações. Mesmo a natureza das tarefas agrícolas lhes causava uma certa aversão e eram, amiúde, objecto de chacota e piadas diversas.

Hoje, todo este tempo depois, acho-lhes graça. E sinto, agora é a minha vez, um enorme nojo pela maneira como partilham a casa, o sofá, a mesa e até a cama com os bichos. A quem consideram membros da família. Mas isso, enfim, eles lá sabem os parentes que têm. Depois há aquelas coisas a que chamam “experiências”. Vêm para o campo, passam umas horas a colher uvas, ordenhar vacas ou a limpar os currais e – no inicio pensei que era anedota – pagam para fazer isso!

Por mim podem continuar a relatar nos blogues deles, cheios de orgulho, todas estas vivências. Não tenho nada contra. As silvas lá da propriedade estão em crescimento acelerado e cortá-las é coisa que não me está a apetecer mesmo nada. Talvez faça um preço especial a quem queira vir ao Alentejo vivenciar a experiência única, enriquecedora e revigorante que é passar uma manhã com uma gadanha na mão.

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Mais coisinhas boas promovidas pela geringonça...

por Kruzes Kanhoto, em 28.07.17

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O facto de eu ter um Dácia na garagem e um morador das Quintinhas um Audi, não faz de mim um pobre nem transforma o habitante do resort mais famoso de Estremoz e arredores num rico. Tão pouco comparar o dinheiro que eu possa ter depositado no banco ou que o outro sujeito tenha, suponhamos, enterrado na sub-cave da barreca pode servir para aferir das necessidades de cada qual. Mesmo a eventualidade de sair o euromilhões a um de nós – a mim ou ao cigano das Quintinhas – não fará de nenhum dos dois um milionário. Na ocorrência de tal bambúrrio, se ambos retirarmos o dinheiro do banco – o que constituiria uma medida ajuizada, saliente-se – ambos podemos ser considerados uns pobres de Jó e, logo, candidatos a receber o RSI. Sim, que nestas coisas – como em todas as outras, aliás – a malta de esquerda é que sabe. E se a malta da esquerda disser que o sortudo apostador pode receber umas valentes maçarocas da Segurança Social, então é porque assim é que está bem e encerra-se já aqui o assunto.

De referir, por fim, que quem não estiver de acordo com o exposto é racista, xenófobo, populista, cultiva um discurso de ódio e devia era estar preocupado com o Berardo, o Oliveira, o Cavaco, o Dias Loureiro e as grandes fortunas que não pagam impostos. Mencionar o Sócrates, o Vara ou três bancarrotas com governos do Partido Socialista não vale.

 

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Evolução, dizem eles.

por Kruzes Kanhoto, em 27.07.17

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Cada um peticiona o que muito bem entende. E, para peticionar, nem precisa sair de casa. Deve ser por isso que essas coisas das petições são mais que muitas. Tantas que até aborrecem.

Dando uma olhadela pelos sites que promovem essas actividades lúdicas, percebe-se que quase todas são acerca de coisas importantes. Cães, na maioria. Deve ser o que mais preocupa esse exercito de desocupados. Querem - melhor, exigem - os peticionários de uma delas que os seus amiguinhos de quatro patas possam acompanhar os donos em centros comerciais, supermercados, restaurantes, hotéis, cafés e aceder livremente às praias. Dizem eles que é o que já acontece em muitos países mais avançados. Achava eu que o tempo em que homens e animais partilhavam o espaço seria nos tempos das cavernas ou daqueles casebres de aspecto bíblico mas, pelos vistos, há umas bestas que acham o contrário.

Talvez num futuro próximo esta gente consiga o que pretende. Quiçá, nessa sociedade mais evoluída, eu tenha o privilégio de refeiçoar num restaurante enquanto o cão da mesa ao lado manda uma cagada ou de apanhar sol na praia ao lado do canito que se está a espojar alegremente na areia. Talvez até - apesar de, curiosamente, isso ainda não ter sido reivindicado pelos patetas da causa - todos possamos ir à opera, ao teatro, ao cinema ou assistir a um show erótico acompanhados do cachorro. Isso é que era evolução. Peticione-se!

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Bora lá fazer uma grandolada!

por Kruzes Kanhoto, em 26.07.17

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Ainda a propósito das comissões da Caixa. Fossem outros os tempos e não estivessem as esquerdas – a caviar e a bafienta – a servir de tropa de choque dos socialistas, o que não faltaria por aí seria gente a cantar a "Grândola, vila morena" nas agências do banco público. Assim, para não os acusarem de não dizerem nada, vão-se queixando de como a vida dos reformados vai ficar difícil. Podiam, digo eu, ensinar os velhinhos a procurar alternativas gratuitas...na banca privada! Isso sim, é que era uma coisa valorizável e que realmente ajudava os velhotes.

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Sinto-me discriminado

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.17

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Irrita-me esta paranoia com os pensionistas, idosos e velhos em geral. Agora é por causa das comissões que a Caixa Geral de Depósitos se propõe cobrar sobre as contas bancárias. Está tudo muito preocupado por os reformados, com mais de sessenta e cinco anos e oitocentos e trinta e cinco euros de reforma, terem de pagar as ditas comissões. Então e os outros? Já não digo eu, que não vou para novo, mas, vá, um gajo de trinta anos que aufira seiscentos euros por mês?! Com esses ninguém se preocupa? Pois, nem sei para que pergunto. Esta malta dos políticos só quer saber dos idosos. São muitos, insistem em votar e, portanto, há que mostrar que se importam muito com eles. Talvez fizessem melhor se, em lugar de manifestarem tanta preocupação com os velhotes e as comissões, se preocupassem com os figurões que levaram o banco público a esta situação. Mas isso, obviamente, era pedir demais.

 

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Estou no trabalho, amor.

por Kruzes Kanhoto, em 24.07.17

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É este o sugestivo nome de um estabelecimento de diversão, bar, café ou seja lá o que for que tem as portas abertas cá no burgo. Bem esgalhado, o raio do nome. Há, no entanto, uma questão inquietante. E se, no retorno ao recesso do lar, a patroa perguntar “onde estiveste?”. A ideia até está engraçada. Merece, ainda assim, uns retoques. É que serve para o presente mas descura o passado e, eventualmente, pode comprometer o futuro.

 

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Aquilo da integração, ou lá o que é, é só para receber?

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.17

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Queixam-se aqueles que consideram Portugal um país ainda com um longo caminho a percorrer no que diz respeito à eliminação do racismo, xenofobia e outras ideias igualmente discriminatórias da falta, por exemplo, de apresentadores de televisão e “opinion makers” pretos ou ciganos. Têm toda a razão. Eu também me queixo. Não disso, porque idiotas nas televisões e nos jornais já sobram, mas de noutras actividades, daquelas realmente úteis, não encontrar negros nem ciganos. Para não ir mais longe fico-me aqui pela terrinha. Apesar das largas centenas de ciganos que cá habitam, nem um – alguém que me corrija se estiver enganado – é bombeiro voluntário. Porque (não) será?

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Ai, credo! Uma aranha!

por Kruzes Kanhoto, em 22.07.17

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Segundo relata um conhecido pasquim, na parte dedicada às noticias parvas, os bombeiros terão sido chamados por um gajo que se assustou com a presença de uma aranha dentro de casa. Tudo, ao que parece, terá terminado em bem, pois o aracnídeo, conclui a noticia, foi devolvido à natureza são e salvo.

Excepto o interveniente acidental nesta ocorrência – a aranha - que, coitada, estava no seu papel de aranha que é andar por aí a tratar de se alimentar, os outros deviam corar de vergonha. A começar pelo tipo – tive de ler duas vezes, mas confirma-se era mesmo um gajo – que tem medo de uma aranha, ao ponto de nem ser capaz da esborrachar com uma vassoura ou algo suficientemente contundente. Depois os bombeiros que perdem tempo com minudências desta natureza. Deve ser por isso que, em muitas circunstâncias e quando são realmente precisos, demoram uma eternidade a aparecer. Andam ocupados com mariquices. Por fim, mas não por último, essa idiotice de soltar o bicho no descampado mais próximo. Poupem-me. Por mais idiotas que andem pelo Facecoiso a tecer loas a este comportamento, ele não deixa de ser parvo. O que a minha avó não se havia de rir destes idiotas! Ou, como ela sempre dizia, ainda lhe fazia umas “décimas”.

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Agricultura da crise, ou isso

por Kruzes Kanhoto, em 21.07.17

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Devia mudar o titulo dos posts em que abordo o tema da produção agrícola caseira. A crise, como toda a gente sabe, já passou. O fantástico governo de Lisboa já a enxotou para bem longe. E também porque, a bem dizer, os produtos expostos são o resultado de uma parceria. Daquelas como as PPP’s, não sei se estão a topar. No caso dei a árvore, as sementes e colhi. Uma canseira. Mesmo assim começo a gostar do conceito.

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Devem ter tirado o curso no facebook...

por Kruzes Kanhoto, em 20.07.17

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Percebe-se que o mundo está virado do avesso quando – entre muitas outras maluqueiras – se constata que agora são os gajos das cidades que sabem como é que as pessoas dos campos devem cuidar deles e, até – abra-se a boca de espanto – dos animais. Eles é que sabem tudo. Seja a espécie de árvores  a plantar, as sementeiras que os campónios devem fazer ou mesmo a maneira como os pategos do campo devem cuidar da bicharada. Ainda que, a maioria destes novos sábios, da natureza apenas conheçam o jardim onde levam o cão a cagar ou julguem que gostar de animais é tê-los enjaulados num apartamento. É uma sorte esta gente colocar toda a sua sabedoria de inexperiência feita ao serviço da comunidade. Nem sei como é que plantas, animais e o mundo em geral sobreviveram tantos milénios sem eles.

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Seis meses de Trump e nem um "apocalipsezinho"?! Não foi isso que me prometeram...

por Kruzes Kanhoto, em 19.07.17

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A eleição do Trump foi-me manifestamente indiferente. Tirando, claro, aquela parte de ver a intelectualidade e a brigada do politicamente correcto à beira de um ataque de nervos perante a vitória da criatura. Passado este tempo, no entanto, não consigo esconder o meu desapontamento. Afinal o anunciado Apocalipse não aconteceu. O sol continua a nascer no mesmo sitio e o mundo insiste em continuar a girar em torno de si mesmo como se nada de dramático tivesse ocorrido. Nem, sequer, uma guerra – uma só, que fosse – o homem começou. Ou uma invasão, ao menos. Nada. Nadinha. Nicles. Isto já não se fazem milionários excêntricos e burgessos como antigamente, é o que é. Ou, então, são os gajos que andaram a prever essas desgraças todas que são uns idiotas de meter dó. Tendo a inclinar-me seriamente para esta última hipótese...

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Vá lá, sejam tolerantes...

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.17

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Isto, se não fosse extremamente perigoso, constituiria motivo para umas boas risadas. Mas não constitui. A brigada das novas verdades e do politicamente correcto – o equivalente ocidental às policias religiosas dos países islâmicos ou aos diversos “comités” de outras ditaduras – é para levar a sério. A nova vitima destes biltres é o candidato do PSD à Câmara de Loures. O homem exprimiu a sua opinião acerca do comportamento da comunidade cigana e, aqui d’el rei, caiu-lhe tudo em cima. Ameaças, processos, queixas, exigência de retirada da candidatura e o rol habitual de insultos que sempre ocorrem quando além ousa dizer coisas que um minoria, determinada em fazer das suas convicções uma cartilha obrigatoriamente seguida por todos, não aceita. O curioso é que o motivo da controvérsia não é o conteúdo das acusações. Talvez por todos saberem que, por aí, não existe muito para contestar. O problema parece apenas residir no facto de terem sido proferidas. Ainda que, para muitos dos ofendidos com a frontalidade e o desembaraço de língua da criatura, os ciganos sejam o que menos importa. Para esses a grande chatice é que se o homem resolve manter o discurso ainda ganha aquilo.

 

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E aquela cena da liberdade de expressão, ou lá o que era?!

por Kruzes Kanhoto, em 16.07.17

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Pouco me interessa se aquele médico já velhote – o Gentil Martins, ou lá o que é – tem ou não razão relativamente àquilo dos paneleiros¹, fressureiras¹ e actividades correlativas. Se ele disse o que disse lá saberá porque o fez. E, de certeza absoluta, com muito mais conhecimento de causa do que a esmagadora maioria daqueles que o andam por aí a criticar. Mas nem é isso que está em causa. O preocupante é que, actualmente e após quarenta e três anos de democracia, parece constituir um crime emitir opiniões divergentes daquelas que uma minoria pretensamente bem pensante entende serem as correctas. Seja qual for o assunto em causa. O homem, apesar da sua reconhecida sapiência, até pode estar errado. Mas, porra, não pode exprimir a sua opinião sem ser ofendido, alvo de inquéritos ou ameaça de processos na justiça?! Belo exercício de tolerância este, sim senhor! Mais ainda vindo de quem, permanentemente, exige essa e muito mais tolerância em relação a si e aos seus comportamentos.

Já quanto às reacções que as declarações do senhor suscitaram, no sentido de negar o seu conteúdo, não me surpreendem. De todos os malucos que já conheci nunca vi nenhum reconhecer-se como tal.


¹ Vidé o dicionário Priberan de língua portuguesa.

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Não espetem o chapéu de sol aí...isso é o meu pé!

por Kruzes Kanhoto, em 13.07.17

Estão a ver aquela cena - mito urbano, quase - de, chegada a época estival, não haver nos lusos areais, nomeadamente naqueles mais a sul, lugar para estender nem mais uma toalha? Não acreditem. É uma refinadissima peta. Lugar para esticar seja o que for é o que mais há. Excepto nos primeiros dez metros de areia seguintes á linha de rebentação das ondas. Que é onde o pagode se gosta de instalar. Todos muito juntinhos uns aos outros. Deve ser para se sentirem mais aconchegados. Nos restantes cinquenta metros de areia o que não falta é espaço. Mas, por alguma razão que me escapa, ninguém quer ir para lá. Nem a familia numerosa que acaba de chegar e se está a esforçar por espetar uma das suas sombrinhas no meu pé.

 

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Chama-se rasgar contratos ou lá o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 12.07.17

Tempos houve em que um aperto de mão chegava para concretizar um negócio, um contrato ou simples acordo. Que, salvo uma ou outra excepção que apenas servia para confirmar a regra, os intervenientes se esforçavam por cumprir religiosamente. Hoje já não é bem assim. E, para exemplificar, nem preciso citar certos figurões alegadamente famosos. Seja na rua deles ou no circo da politica, futebol, cultura ou outras artes. Chegam as decisões da justiça. Como aquela que deu razão a uma criatura que, mesmo tendo assinado de livre e espontanea vontade um contrato de arrendamento onde constava a ecpressa proibição de ter animais no apartamento, resolveu co-habitar com um cão na casa arrendada. Diz que, com o bicho lá, a senhora fica muito mais feliz. Dependendo do tamanho do canito até sou capaz de acreditar.

Espero que a decisão faça jurisprudência. Acabo de ver uma casinha á beira-mar, com piscina e outros pequenos luxos a que me julgo com direito. O dono, que aparenta estar falido, está disposto a fazer já a escritura facilitando o pagamento em três ou quatro tranches. Pago a primeira e quando chegar a vez das outras bem pode o outro recorrer aos tribunais para resolver o contrato. Argumento que fico muito infeliz se ficar sem a "barreca" que, de certeza, ninguém ma tira. E, pelo sim pelo não, arranjo um cão.

 

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Querem-nos pôr a viver como os bichos...

por Kruzes Kanhoto, em 10.07.17

Um contrato é um acordo celebrado entre duas ou mais partes que, livremente, acordam entre si as condições do mesmo. É assim desde que a civilização existe. Mas vai deixar de ser. Pelo menos por cá. Se uma lei que está para ser aprovada no parlamento for por diante, nos contratos de arrendamento não pode constar nenhuma cláusula que impeça os iquilinos de meter animais nos imóveis que arrendarem. Nem, sequer, tal condição pode ser inscrita nos anúncios. Ou seja. Se eu tiver um prédio, pago com o meu dinheiro e que o Estado reconhece como sendo legitima e legalmente como meu, ainda assim, não o posso arrendar nas condições que eu - recordo, proprietário - quiser. Na opinião dos individuos que se reunem na assembleia da republica apenas sou dono para pagar o IMI.

O lobi da bicharada é, hoje, muito forte. Não me admira que, mais dia menos dia, imponham igual tonteria a hotéis e demais arrendamento turistico. O mais provável é que o façam, pois sabe-se quanto a esquerda detesta tudo o que, para além do Estado, dá dinheiro a ganhar. Urge, por isso, fazer qualquer coisa que prejudique o imobiliário. É que, por mais que alguns iluminados pensem o contrário, a esmagadora maioria das pessoas não aprecia viver como os bichos.

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