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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E se fossem limpar a caca dos pombos?!

por Kruzes Kanhoto, em 09.10.17

Tal como tinha previsto num post publicado aqui há atrasado, os maluquinhos das estátuas já andam por aí. Liderados por esse português de gema que responde pelo nome de Mamadou Ba, da ancestral família dos Ba, tiveram como primeiro alvo uma estátua do Padre António Vieira. Parece que esse patife – refiro-me ao padre, claro – era um esclavagista do caraças e, portanto, merecedor do desprezo dos portugueses honrados e amantes da igualdade entre os homens. Nos os quais se inclui o tal Mamadou, da portuguesissima família dos Ba. Não sei se da Silva, mas isso agora não vem ao caso.

Que as criaturas protestem contra estátuas, pinturas ou o que mais lhes aprouver não é coisa que me escandalize. Ainda bem que o podem fazer. Até porque isto, ao contrário do que garante o distinto Ba, não é uma prisão a céu aberto de onde ele não quer sair nem que o empurrem. Que outras pessoas se armem em bisbilhoteiras e façam um convívio à mesma hora perto do local onde o senhor Ba e acólitos iam declamar uns poemas, também se me afigura muito legitimo. Era o que mais faltava que não o pudessem fazer. Mais ainda porque, e como bom português o compadre Mamadou devia saber isso, o tuga é um mirone do piorio.

Desconfio que a saga do ataque a estátuas estará apenas a começar. E o próximo alvo bem que pode ser a do nosso primeiro rei. O Afonso era um gajo lixado. Xenófobo e islamofobico como poucos.

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Grande defensor dos trabalhadores e do povo, este...

por Kruzes Kanhoto, em 08.10.17

O que ontem era verdade hoje é mentira. Ou o contrário. Não sei, mas, no caso, é indiferente. Para o antigo chefe da CGTP, agora, não é possível baixar impostos. Nem desejável, acrescenta. Até porque, acha o cavalheiro, até nem pagamos por aí além. Pior, a criatura acha que teremos de nos conformar com a ideia de ir sempre pagando mais qualquer coisinha a cada ano que passa.

Já não me lembro – e não estou para ir pesquisar – mas suponho que este senhor tenha sido daqueles que considerou um roubo a quem trabalha aquilo do brutal aumento de impostos, ordenado pela troika, para pagarmos a bancarrota deixada pelo governo de Sócrates. Do qual, convém não esquecer, António Costa foi o número dois.

E é isto. É esta a coerência daqueles a quem a comunicação social vai dando voz e os contribuintes vão sustentando. São estas as baboseiras e estes alarves que vamos tendo de aturar. Nada de surpreendente nem a que não estejamos habituados. De estranhar, apenas, é que tanta gente ainda se mobilize para seguir estes idiotas.

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Velharias

por Kruzes Kanhoto, em 07.10.17

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Segundo um site de passeatas, a feira das velharias que semanalmente se realiza em Estremoz constitui um dos locais de visita obrigatória para todos os passeantes. Também acho. Mesmo que não ache grande piada ao material exposto e, não raramente, fique sem saber se o item para o qual estou a olhar é classificável como velharia ou como lixo. Mas esta classificação fica, naturalmente, para os entendidos no assunto. A mim tanto se me dá.

Já a este quiosque, situado no centro da dita feira, não hesito em classificar como velharia. Apesar de fechado há anos, está tal e qual – ou quase, vá – como no último dia em que esteve aberto. O que, salvo melhor opinião de algum versado na temática, constitui uma inegável mais valia para o espaço circundante. É a preservação de equipamentos desta natureza que enriquece o património colectivo e mantém vivas as memórias de um povo. Está é a precisar de uma pintura, ou isso...

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Isaltinações

por Kruzes Kanhoto, em 03.10.17

Ainda me lembro do tempo em que a comunicação social, os engraçadinhos de serviço e, de uma forma geral, o país urbano troçavam das velhinhas de verruga e bigode a condizer que juravam devoção eterna à então presidenta Fátima Felgueiras, suspeita de diversos crimes de corrupção. A chacota foi geral e a simpatia que a senhora recolhia nas ruas da localidade atribuída à fraca instrução daquelas pobres alminhas.

Em Oeiras não se coloca a questão da literacia dos eleitores que elegeram Isaltino Morais. Nem, tão pouco, se pode relacionar a massiva votação que obteve com questões de ignorância. Quem votou na criatura fê-lo com plena consciência do acto que estava a praticar e cabal conhecimento dos actos praticados por aquele que estava a eleger.

Não vejo, por isso, grande diferença entre as velhotas analfabetas de Felgueiras, os doutores de Oeiras e os estarolas que se fartaram de gozar com as primeiras mas que agora não abrem o bico para zombar dos segundos. A não ser que seria uma enorme falta de educação chamar burras às anciãs da capital do calçado.

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Ilusionismo eleitoral

por Kruzes Kanhoto, em 02.10.17

Comovente – ternurento, vá – o modo como o PS está a tratar a hecatombe eleitoral do Partido Comunista nas autárquicas. Ou ridículo, se preferirem. Os socialistas insistem que as dez Câmaras perdidas pelos comunistas não representam para estes uma derrota. Derrotado é só o PSD, garantem. Isto apesar do próprio Jerónimo assumir que, sim senhor, perder um terço das Câmaras a que o Partido presidia constitui mesmo uma derrota.

Ora isto, vindo do individuo que ocupa o cargo de primeiro ministro ou da outra badameca que o acolita, já seria de esperar. Não é novo. É apenas parvo. A novidade é aqui o reconhecimento do seu fracasso por parte do PCP. Deve ser o instinto de sobrevivência. Já da parte do PS aquelas falinhas mansas não se destinam a afundar o PSD e ao seu líder. Nem precisam, que bem no fundo já eles estão. Visam somente manter os comunistas sossegados. Assim será mais fácil, um destes dias, dar-lhes a facada final. É o modus operandis dos traidores. Quem não os conheça que os compre.

Não estou com isto a defender os comunistas. Com o mal deles posso eu bem. Não suporto é gente com a mania que é esperta e convencida que enrola todos os outros. E o cavalheiro que chefia o governo é um desses.

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Direito incondicional à preguiça

por Kruzes Kanhoto, em 01.10.17

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Ter direito a receber um determinado montante, que supostamente permitirá viver com dignidade, sem ter que bulir uma palha é uma ideia que me agrada. Diz que é esse o conceito do tal Rendimento Básico Incondicional, ou lá o que chamam a isso. Os defensores dessa coisa sustentam a atribuição a todos e cada um – pobres ou ricos, velhos ou novos, trabalhadores ou desempregados – de um subsidio de valor igual para cada cidadão. Só porque sim.

Por mim, reitero, parece-me uma teoria prazenteira. Há, no entanto, uma ou outra dúvida que me assalta o espírito. Saber, por exemplo, de onde vem o dinheiro – muito, presumo - que permita pagar, suponhamos e só para ter uma noção da enormidade do disparate, cem ou duzentos euros por mês a cada português. Ou, fosse qual fosse o valor do tal subsidio, admitamos que todos deixávamos de trabalhar para auferir do tal rendimento a que teríamos direito. Nessas circunstâncias já nem pergunto a origem do graveto. Limito-me a questionar o que é que comíamos...

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E promessas novas, pá?!

por Kruzes Kanhoto, em 27.09.17

Esta deve ter sido, em termos autárquicos, a campanha eleitoral que menos interesse me suscitou. Li, apesar disso, as propostas que as quatro forças concorrentes têm para nos apresentar. Por alto e na diagonal, confesso, mas li. Foi assim a modos um passar de olhos, como diria a minha avó, suficiente para me deixar profundamente desiludido. Mais coisa menos coisa são as ideias do costume. Não descortino ideias inovadoras nem verdadeiramente capazes de suscitar uma mobilização geral do eleitorado. Daquelas de encher o olho, vá. E nem me refiro àquelas cenas de prometer campas a metade do preço, bairros do amor ou espantar ciganos. Isso são coisas de meninos que prometem em todo o lado. O que eu queria ver nos programas eleitorais eram promessas a sério. Assim tipo construir um teleférico do Rossio até ao Castelo ou um centro de acolhimento a visitantes de outros planetas. Sim, que isto há que elevar a aposta no turismo a outros patamares. Ou, até mesmo, recuperar as fontes tradicionais que foram ao longo dos anos sendo destruídas pelo desleixo, pela acção do tempo ou pelos proprietários dos terrenos circundantes.

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Parvoíces

por Kruzes Kanhoto, em 25.09.17

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Não percebo este chavascal por causa das eleições alemãs e da votação na extrema-direita lá do sitio. Os eleitores votaram nas opções que tinham à sua disposição, não consta que tenha havido fraude e, contados os votos, o resultado final foi o que se conhece. Goste-se ou não. Chama-se a isto democracia, ou lá o que é aquilo de que só gostamos quando ganha o nosso partido favorito.

Por falar em parvoíces. Diz que há umas desmioladas a propor que existam carruagens do metro apenas para mulheres. Mais ou menos as mesmas, ao que consta, que eram contra os livros para meninas e os livros para meninos. Argumentam que há marmanjos que se esfregam nas senhoras e que – passo a citar - se vêm entre duas estações. O que revela, logo para começar, que padecem de dois problemas. Desequilibro mental e ejaculação precoce. Um par de tabefes costuma aliviar o primeiro. Quanto ao segundo, revelar logo ali a precocidade ejaculatória do individuo em questão era capaz de produzir um efeito dissuasor bastante eficaz. Mas, seja como for, segregar é que não. Não pode existir medo. Não é o que dizem sempre que há atentados? Ou têm mais medo de um frustrado qualquer do que de um bombista?!

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Desokupados

por Kruzes Kanhoto, em 18.09.17

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Um grupo de indivíduos – provavelmente desocupados e sem nada de útil para fazer - ocupou, um destes dias, um prédio devoluto propriedade do Município lisboeta. Não terá sido, presumo, escolhido ao acaso. Qualquer proprietário normal, chamemos-lhe assim, não estaria para aturar as brincadeiras de gente que se recusa a crescer. Opção, essa de ser eternamente gaiato, que será muito legitima - embora simultaneamente parva e financeiramente ao alcance de poucos – mas que se deve conter dentro daquilo que a lei aceita. O que, para além dos jornalistas embevecidos com esta acção, toda a gente deve perceber que não é o caso. Até o Medina. Mas este pensará no assunto lá para dia dois do próximo mês. Entretanto quem passar por perto é melhor ter cuidado com o fumo. Nunca se sabe a quantidade de tabaco que essa malta usa.

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Profissionais da discriminação

por Kruzes Kanhoto, em 16.09.17

Um jornal de expansão nacional – daqueles ditos de referência, seja lá o que for que isso quer dizer – exulta, na sua capa de um destes dias, por do currículo escolar do ensino básico e secundário passar a ser obrigatório o tema da chamada igualdade de género, do racismo e dessas coisas modernaças que eles gostam de inventar. O pasquim em causa tem, diga-se, feito um esforço assinalável por colocar esses assuntos na agenda mediática. O que se compreende. Há muita gente que necessita disso como do pão para a boca. Literalmente. Só à conta de observatórios, comissões, grupos de trabalho e comités diversos dedicados à temática há muita gente a ganhar a vida.

Mas, independentemente da necessidade de sustentar esse pagode que dificilmente sobreviveria sem os empregos que estas causas proporcionam, acho muito bem que nas escolas se lecionem estas matérias. É bom que se ensine aos meninos ciganos e a outras minorias que devem respeitar as diferenças e, sobretudo, que as leis pelas quais nos regemos são para cumprir. Sem discriminações.

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Malvados, vão gastar o vosso dinheiro para outro lado!

por Kruzes Kanhoto, em 15.09.17

Extraordinário como, praticamente sem perder algum tempo a pensar, os internautas enchem o facecoiso e as caixas de comentários dos jornais aplaudindo as opções da geringonça. Hoje foi aquela ideia peregrina que o governo estará a amadurecer no sentido de taxar as pensões dos estrangeiros que, nos últimos anos, tiveram a ideia de viver e gastar as suas reformas cá pelo rectangulo.

Os argumentos são do mais variado mas, em quase todos, predomina a inveja. Assim na base do “se eu pago eles também têm de pagar”. Não adianta perder tempo a explicar a estes ignorantes as inúmeras vantagens para o país de ter pessoas com elevado poder de compra a viver grande parte do ano entre nós. Nunca perceberiam. Nem, menos ainda, percebem que caso coloquemos entraves à sua presença, outros lhes oferecerão aquilo que nós lhes negamos.

Percebo que alguns achem que o dinheiro deles não faz cá falta nenhuma. Nomeadamente aqueles que “o” têm certo ao fim do mês sem que para isso necessitem de desenvolver um esforço significativo. A esses pouco importa que os velhotes endinheirados do norte da Europa contribuam para a regeneração urbana das nossas cidades ou para a dinamização do nosso comércio, restauração e hotelaria. Tanto se lhes dá. Desconfio, até, que são capazes de pensar que se os estrangeiros começarem a pagar, a receita fiscal aumenta de tal maneira que o governo baixa o IRS...Tadinhos!

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Falta muito para aquilo dos pássaros?

por Kruzes Kanhoto, em 14.09.17

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Pouco admira que um governo de esquerdistas, comunistas e socialistas malucos se sinta tentado a fazer aquilo que todas as ditaduras fazem. Regular todos os aspectos da vida dos cidadãos. Agora chegou a vez dos jogos de futebol. Que, pelos vistos, apenas se poderão realizar quando o governo entender. E, vá lá, que por enquanto apenas entende que não se podem fazer em dia de eleições. Quem sabe, no futuro, também não se possa jogar à bola quando o primeiro-ministro discursa ao país, no fim-de-semana da festa do avante ou quando a Catarina Martins anuncia as próximas medidas a aprovar pelo governo. E ainda bem que a CGTP já não faz manifestações, senão era mais um dia em que não havia futebol para ninguém.

A sequência desta senda reguladora continuará, mais dia menos dia, com as bolachas. Que isto do povo comer desreguladamente o que lhe apetece não é coisa própria de sociedades avançadas e devidamente organizadas. Tipo a Coreia do Norte, a Venezuela e assim. Aproveitando a deixa do sal, da gordura, do açúcar ou seja lá o que for que aquilo tem em excesso, não deixarão também passar a oportunidade de proibir a marca de bolachas “Maria”. Quando muito permitirão que se chamem “Mari@”. A bem de qualquer coisa de que eles se hão-de lembrar.

Mas, a bem-dizer, nada destas palermices que surpreendem. O que me surpreende e preocupa é que exista tanta gente a concordar com elas. A continuarmos assim não estará longe o dia em que, ao ligarmos a TV, nos vamos deparar com um individuo de tez ligeiramente mais escura que a maioria, a garantir que um passarito lhe chilreou qualquer coisa ao ouvido...

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Achar que os outros são racistas não será uma espécie de racismo?!

por Kruzes Kanhoto, em 13.09.17

Parece que, contra tudo o que antes pensávamos, somos – os portugueses – uns racistas do piorio. É pelo menos isso que os meios de comunicação social nos querem fazer acreditar. Bom, os portugueses é como quem diz. Nem todos padecem deste problema. Só os portugueses brancos. Negros, ciganos e mestiçagem diversa ainda que tão tugas como os restantes, são imunes a essa estranha patologia. Mesmo quando os seus hábitos e tradições demonstram claramente o contrário. Veja-se o caso da comunidade cigana, que não admite o casamento de uma mulher com um homem não cigano. E já nem me atrevo a imaginar o que pensarão os membros da dita etnia se a ciganita optar por casar com outra mulher. Nesta cena do casório – ou da sua reprovação, no caso – imagino que para a gentalha que nos chama racistas, tudo se resuma a uma questão cultural que temos de respeitar. Como a pedofilia, prática igualmente recorrente entre aquele pagode.

Li, num artigo acerca das comunidades ciganas de Monforte e Elvas, que durante a reportagem uma das jornalistas teria sido apalpada no rabo. Nada que a tivesse incomodado por aí além, concluí do resto da leitura. Não é, de facto, nada de reprovável quando exercitados por membros de uma qualquer minoria. Até porque, como toda a gente sabe, machismo, sexismo e sei lá mais o quê no âmbito discriminatório, não são pecadilhos próprios de ciganos.

E é assim que se faz jornalismo em Portugal. Ou que se pretende discutir temas sérios. Depois não se admirem quando, um dia destes, estivermos a eleger um André Ventura qualquer. Ainda que de esquerda, que também os há.

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Em defesa dos gordos, dos preguiçosos e do grande capital

por Kruzes Kanhoto, em 01.09.17

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Diz que o governo estará a preparar um novo imposto sobre a “junk food”. Não é que goste de impostos mas, este, acho muito bem. E nem é por causa dessa cena da comida saudável, ou o raio que os parta, com que uns quantos patetas andam sempre a embirrar. Defendo que, mais do que sobre os rendimentos, os impostos deviam incidir preferencialmente sobre o consumo, o vicio, as escolhas ou seja o que fôr que permita sempre ao pagante optar por outra via. E, quanto a esta coisa, opções e alternativas menos oneradas fiscalmente é o que mais abunda.

O argumento dos que estão contra – BE e PCP – que os mais penalizados serão os mais pobres me convence. Este tipo de comida não fará parte, em lugar nenhum do planeta, do cabaz básico de alimentação. Nem sei como é que os que auferem rendimentos mais baixos têm dinheiro para fazer esse tipo de alimentação. Um frango e um pacote de massa são muito mais baratos do que um hambúrguer, uma dose de batatas fritas e um refrigerante. Com a vantagem que dão para uma refeição de toda a família.

Trata-se de mais uma incoerência daquelas organizações extremistas que, desgraçadamente, nos governam. Estão sempre a falar de defender a produção nacional, a mandar bitaites contra as grandes empresas e outras bacoradas do género mas, na hora da verdade, fazem exatamente o contrário. Defendem-nas. Que eu saiba os frangos ou a massa são produzidos cá enquanto a junkfood está, maioritariamente, nas mãos dos tais grandes grupos económicos que eles tanto detestam. Ou que nos querem fazer crer que detestam.

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A sério que estão preocupados com o galo?!

por Kruzes Kanhoto, em 30.08.17

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Os políticos de Lisboa estão-se nas tintas para o interior do país. O mesmo sucede, de uma maneira geral, com os habitantes dos grandes centros urbanos. Dois terços do território estão votados ao abandono pelo Estado central e quem cá mora entregue à sua sorte, sem que alguém se importe minimamente com isso. Ninguém quer saber. Daquilo a que chamam província apenas o tratamento dado aos animais suscita preocupação a essa gente. Um gato chamuscado, um touro lidado numa praça ou uma cabra atirada do cimo de um campanário é que causam inquietação aos urbano-depressivos, aos políticos e aos indignados militantes das redes sociais. O resto não lhes importa. Só os bichos. Não me surpreende muito, até porque é costume dizer-se que cada um preocupa-se com os seus.

O drama, desta vez, é um galo. Que, diz, vai ser morto à paulada na festarola de uma aldeia qualquer. O PAN – qual Sporting – até já fez umas quantas queixinhas, visando acabar com a prática. Os doentinhos do Facecoiso, claro, indignaram-se e sugeriram que, no lugar do galináceo, a vitima das pauladas fosse uma pessoa. Por mim esta sugestão parece-me extremamente válida. Nem sei porque não se voluntariaram para substituir o bicho. As vantagens, convenhamos, seriam inegáveis. Mas isso, desconfio, só acontecerá quando descobrirem uma terra onde a tradição não seja matar um animal, mas ir-lhe ao cú.

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Nem sei para que é preciso WC...uma esquina servia!

por Kruzes Kanhoto, em 26.08.17

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Esta sinalética, o que ela representa, as instalações que sinaliza e o conceito do espaço são manifestamente discriminatórios, degradantes e atentatórios da dignidade de qualquer ser humano que se preze. Por mim, se as tivesse de utilizar, sentir-me-ia profundamente discriminado, humilhado e capaz de cometer, mesmo ali, um acto de vandalismo qualquer. Mas que raio de sociedade é esta que equipara - para efeitos mictórios, cagatórios ou outros - um homem a um cão? Será que em vez de um urinol se mija para uma árvore ou um poste? E no lugar da sanita está um espaço com areia? Não tarda, em lugar de nos cumprimentarmos com um aperto de mão ou um beijo, ainda vão querer que cheiremos o cú uns aos outros.

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Quando é que começamos a derrubar estátuas?

por Kruzes Kanhoto, em 25.08.17

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A imaginação delirante destes malucos não dá mostras de moderar a velocidade a que lhes surgem as ideias parvas. Agora são as estátuas. Coitadas. Para ali estão sossegadas, a fazer figura daquilo que são, e aparecem uns indigentes mentais a quererem mandá-las a baixo. Por cá ainda não chegámos a isso. Ainda, sublinho. Mas, mais cedo do que tarde, vamos chegar. Um dos primeiros a ser apeado deve ser o D. Afonso Henriques. Um islamofobico do piorio, o gajo. Do qual, obviamente, nos devemos envergonhar e que urge expurgar da nossa sociedade que se quer livre, multicultural e tolerante. Até porque os refugiados que acolhemos, nas curtas horas que passam entre nós antes de se pisgarem para sítios onde o ordenado de refugiado é mais simpático, podem sentir-se ofendidos com a presença de algo que lhes recorda a carga de porrada que os seus antepassados levaram quando foram expulsos da nossa terra. Belos tempos, esses.

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É o que dá terem esgotado as causas fracturantes...

por Kruzes Kanhoto, em 23.08.17

Há duas espécies de opinião. A pública e a publicada. A segunda parece um hospício. Daqueles do piorio. Estão lá reunidos os mais malucos de entre os destrambelhados. São uma minoria a quem, fora do circulo restrito das redes sociais e do governo, ninguém liga. Mas, infelizmente para todos, são esses loucos que ditam a agenda política, que têm o poder de ir alterando a legislação, de impôr novos costumes, determinando novas regras e, em suma, ir destruindo o modo de vida que nos trouxe até aqui.

Quanto à primeira, a opinião pública, por enquanto vai-se rindo e gozando com a segunda. Tem-se, até agora, limitado a chamar nomes – cada um melhor do que o outro, diga-se – aos doentes mentais que estão a escavacar as bases da nossa sociedade. Sou adepto do escárnio e da zombaria aplicada a essa malta e tenho por eles um profundo desprezo. Sentimento que, não duvido, é comum à imensa maioria dos portugueses, dos europeus e dos ocidentais. Mas, receio, já não chega. Eles não se importam de serem gozados. Há que, em relação a essa gente, passar a outro patamar. Seja ele qual for.

A ironia da coisa é que isto a médio prazo resolve-se. Umas, poucas, dezenas de anos. Quando muito. O processo de islamização tratará de acalmar todas essas minorias modernaças que por aí andam e de lhes explicar, entre muitas outras coisas, as diferenças entre meninos e meninas. E a história recente diz-nos que não será com bons modos.

 

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Coisas que me apetece destacar

por Kruzes Kanhoto, em 21.08.17

Percebo a utilidade de um blogue dedicado a auxiliar as pessoas a optar pelo melhor rolo de cozinha ou pelo penso higiénico mais confortável. Não fico indiferente ao esforço de todos os que dedicam parte do seu tempo a recolher, divulgar e, principalmente, publicitar os folhetos das promoções dos mais variados espaços comerciais. É, parece, uma espécie de serviço ao público e uma ajuda ao privado. Ou ao contrário, pouco importa. Aprecio igualmente que muitos bloggers ocupem metade do seu tempo a viajar e a outra metade a contar-nos como foi a passeata. Mesmo os blogues que se dedicam a outras problemáticas, por exemplo a merda de cão ou à descrição de iguarias capazes de nos dar vontade de vomitar, não me suscitam qualquer desprezo. Pelo contrário. Acho que todos têm o seu espaço ou, mesmo que não tenham, estão conforme a vontade dos seus autores e é apenas isso que importa.

Nisto dos blogues – como no resto – o que me incomoda é a discriminação. Nomeadamente quando esta funciona apenas num sentido. Sempre o mesmo, por sinal. E sim, sinto-me discriminado. As opiniões que aqui expresso são tão válidas como as de qualquer outro blogger que pense exactamente o contrário. Sejam acerca de preservativos, cozinha afegã ou atentados terroristas. E quem não entender isso percebe tanto de liberdade e de democracia como o meu cão.

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E ir à piscina de ceroulas, pode-se?

por Kruzes Kanhoto, em 08.08.17

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Foram noticia nos últimos dias diversas situações de mulheres, alegadamente seguidoras da religião islâmica, que se terão banhado vestidas nas piscinas dos hotéis onde se encontravam instaladas. Ou, na versão delas, com uma vestimenta de acordo com os preceitos a que obriga a sua crença. Mas, para todos os efeitos, estavam vestidas de alto abaixo e de fora apenas tinham o focinho, as mãos e os cascos.

Perante tão desadequado traje, na maior parte das ocorrências, os responsáveis pelas piscinas fizeram o que era esperado. Não permitiram tamanho disparate. Ora, quando esta actuação devia merecer o aplauso generalizado, não tardaram a aparecer os defensores da diversidade, do multiculturalismo e de mais uns trezentos conceitos cada um mais parvo do que o outro a condenar os responsáveis pela decisão de impedir o banho naquelas circunstâncias.

Parece, argumentam estes malucos, que aquilo de se meterem numa piscina naquela triste figura é integrador e que não devem ser discriminadas por isso. Como isto está a ir de mal a pior a cada ano que passa, desconfio que nas próximas férias a probabilidade de encontrar malta nesses preparos será bastante elevada. É por isso que já estou a tratar da indumentária que irei usar quando for chapinhar para a piscina. Uma fatiota mais ou menos como a da foto. Só para me sentir integrado. 

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