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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Camarada, demagogo és tu. Quiçá até um populista, camarada!

por Kruzes Kanhoto, em 16.06.17

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Sob o sugestivo titulo “basta de demagogia com a devolução do IRS pelos municípios” um comunista qualquer escreve, numa publicação igualmente comunista, um extenso rol de alarvidades acerca da da tributação sobre os rendimentos do trabalho, do qual recorto a parte que melhor define aquilo que o homem – e, presumo, o pcp – pensam relativamente à carga fiscal a que os trabalhadores estão sujeitos. Nem me alongo em comentários acerca das bacoradas que ali estão expressas. Já ouvi muitos argumentos acerca deste tema. Contra, alguns. Admito, também, que esta opção das autarquias será, maioritariamente, usada como bandeira eleitoral. Agora, como decorre da opinião do articulista, defender esta brutal carga fiscal e, pior, achar que os trabalhadores que ganham, por exemplo, setecentos euros – esses burgueses - não devem ter uma redução de impostos para as autarquias poderem continuar a financiar as actividades destinadas aos “pobrezinhos”, é coisa para dar vontade de rir. Ou de lhe dar um murro nos cornos.

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Agência Europeia do Medicamento. Ou da Mezinha, vá...

por Kruzes Kanhoto, em 15.06.17

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Vai para aí uma grande polémica por causa daquilo da sede da Agência Europeia do Medicamento. Todos a querem. Até eu. Aqui, na minha terra, é que ela ficava bem instalada. Nem sei por que raio os autarcas cá do sitio não apresentam também a candidatura da cidade. Era um bom destino a dar a alguns prédios que estão ao abandono. Por exemplo a antiga casa da câmara. Sempre era melhor do que um centro interpretativo não sei do quê que uns quantos alarves lá querem instalar. Outro seria o palacete do Bernardo – ou lá como se chama o tipo – que estará, alegadamente, à espera de fundos públicos para ser recuperado. Ao menos, assim, já que o público gasta ali o dinheiro, sempre servia para alguma coisa e não ficávamos privados do guito. São pequenos para albergar tantos funcionários?! Ora essa, aproveitam-se os entre-forros. Mas se ainda assim não chegar, temos uma zona industrial a estrear que deve dar para construir uma coisa jeitosa.

Podemos, ao contrário dos outros candidatos, não ter universidades, hospitais, laboratórios, empresas especializadas na matéria e outras ninharias. Mas temos velhos com fartura e, como é natural, são eles quem mais necessita de medicamentos. E temos vinho. Muito e bom. Que, sustentam alguns especialistas no assunto, faz muito bem à saúde e, com a tal agência cá, até podia ser elevado à categoria de medicamento.

No entanto, se a decisão de sediar aquilo em Lisboa já estiver tomada, não nos devemos deixar abater pelo centralismo lisboeta. Há que inovar. Criemos nós a Agência Europeia da Mezinha. Com sede cá, obviamente. Fica a ideia.

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Populismo do bom

por Kruzes Kanhoto, em 12.06.17

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Gosto de ouvir o Marcelo a falar de populismo. A sério. É, até, a pessoa indicada para o fazer. Percebe disso como poucos. E de outras coisas, também. Como de dizer porra nenhuma mesmo não parando de falar, por exemplo. Por mim o homem já se calava. Mesmo essa idiotice dos afectos já aborrece. E, de caminho, parava de dar graxa aos portugueses. Ou, sei lá, ia dá-la aos emigrantes tugas que andam a penar na Venezuela. Que desses, coitados, ninguém quer saber.

Que somos uns gajos desenrascados toda a gente sabe. Não é preciso que o ex-comentador nos esteja sempre a recordar isso. Temos, nesta foto, uma dessas situações. Na ausência de melhor, serviu um cabo eléctrico em fim de vida para manter a árvore fixa ao apoio que a protege durante o crescimento. Mais ou menos o que fez o doutor Bosta. Para se fixar no poder tudo lhe serviu. Até o apoio de partidos políticos seguidores de ideologias bafientas e com o prazo de validade mais do que ultrapassada pela vontade dos povos que as tiveram de sofrer na pele. Um desenrascado, o gajo. Deve ser por isso que o outro populista gosta dele.

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Mais mil milhões que voaram...

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.17

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A administração tributária terá deixado prescrever, no último ano, dividas ao fisco no valor aproximado de mil milhões de euros. Assim, sem mais nem menos. Sem que, aparentemente, nada aconteça. A coisa parece ficar por um simples “olha que aborrecimento, lá perdemos uns trocos”. Ou, se calhar, nem isso. Ninguém se rala por tão pouco. Agora, que se os factos ocorressem na vigência de outro governo qualquer teríamos conversa para vários dias. Afinal, trata-se apenas de uma bagatela que daria para pagar cerca de um mês de vencimentos aos funcionários públicos. Quase nada, portanto.

Mais do que a perda de tanto dinheiro – a somar a muito outro que já se perdeu em receita fiscal – o que me deixa estupefacto é a reacção que observo em meia dúzia de blogues – não me apeteceu ler mais – de acérrimos apoiantes da geringonça. Para quase todos a culpa não é do governo. Coitado, não tem responsabilidade nenhuma nisso. Os culpados são os malandros dos funcionários. Esses patifes que só atrapalham. Nisto e noutros – poucos - aspectos onde a actuação do governo ainda não conseguiu atingir a genialidade. Eu sei que reverter cortes nas reformas actuais à custa de cortes nas reformas futuras, faz toda a diferença na maneira como os reformados de hoje e os reformados de amanhã olham para o governo. Não precisamos é de ficar cegos. Ou, apenas, de não querer ver. Nem escrever.


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O génio da urna

por Kruzes Kanhoto, em 10.06.17

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Ontem apenas ouvi as noticias de “relance”, sem lhes dar a devida atenção. No final do dia, depois dos sound bites que fui apanhando, deitei-me convencido que o tal Corbyn,  o trabalhista inglês meio maluco, tinha ganho as eleições. Afinal não, fiquei hoje a saber. Foram os conservadores. Nem sei o que me terá levado a pensar o contrário. Culpei, primeiro, a pouca atenção que dediquei ao assunto em particular e aos órgãos de informação em geral. Depois, pensando melhor, conclui que houve qualquer coisa que me levou a esse convencimento. Deve ter sido o peculiar metódo de análise dos resultados eleitoral criado por Barreirinhas Cunhal há mais de quarenta anos, que agora faz escola entre jornaleiros tugas e analistas esparveirados, segundo o qual, no que toca a eleições, quem ganha perde e quem perde ganha. É por isso que gosto de futebol. Pelos menos sei sempre quem ganha. É quem mete mais golos. O resto é conversa fiada. E na politica também.

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Sexo, trabalho e boa-disposição...

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.17

 

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Segundo um estudo qualquer – desses estudos que ciclicamente aparecem sem que se descortine qual é a sua importância - onze em cada cem pessoas já tiveram relações sexuais com colegas de trabalho. Desconfio que, apesar da sua inutilidade, a conclusão encontrada não deve andar muito longe da verdade. Ou, se calhar, até peca por defeito. Pelo menos a fazer fé em metade do que se vai vendo, ouvindo e lendo por aí, por aqui e por outros lados.  

Ao contrário do que se possa pensar, esta prática, diz, não prejudica as empresas. Nada disso. Segundo a mesma investigação as pessoas vão com mais alegria para o local de trabalho, estarão mais motivadas e terão, por isso, um melhor desempenho profissional. Pelo menos enquanto as respectivas caras-metades não souberem. No entretanto, como diz alguém cujo nome não será aqui mencionado, são todos felizes. E ainda bem. 

Mas, a ser verdade isso da produtividade, este estudo suscita umas quantas questões. Cada uma mais inquietante que a outra. Tanto que até escuso de me alongar a identificá-las. Limito-me a constatar que há muito que se concluiu que uma pausa para café - ou para a bucha, vá - favorece a produção do trabalhador e que um intervalo para uns minutos de ginástica, garantem alguns, parece que também faz milagres no âmbito do bem estar laboral. 

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A demagogia do costume

por Kruzes Kanhoto, em 05.06.17

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Há qualquer coisa nessa polémica dos estagiários do Pingo Doce que se me está a escapar. Assim de repente não estou a ver questiúncula que justifique o alarido armado por aquele deputado esquisito do Bloco de Estrume. Nem, a bem dizer, consigo perceber as contas dele. Quinhentos euros limpos e dez horas de trabalho, incluindo duas de pausa para refeiçoar, é o que recebem e o horário cumprem grande parte dos trabalhadores do privado. Das duas uma. Ou o coisinho não sabe fazer contas – o gajinho é de letras, não admira que os números o baralhem – ou então nem sequer sabe o valor do salário mínimo nacional, nem qual é o horário normal de trabalho. O que, diga-se, não surpreende. Nunca deve ter vivido com um ou cumprido o outro. É nestas alturas que gosto de citar Jerónimo de Sousa: “Ele sabe lá o que é a vida”. Embora, para ser deputado, não precise de saber.


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Lágrimas de crocodilo

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.17

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Nem sei por que razão acontecimentos como os de ontem em Londres ainda constituem noticia. É o novo normal. É isto que cobardemente aceitamos quando estamos dispostos a acolher entre nós uma legião de gente que nos odeia e nos deseja cortar as goelas.

Hoje é o dia para as habituais lágrimas de crocodilo. Outra vez. Por esta hora já todos condenámos o ataque. Alguns, daqueles que apenas por uma má disfarçada vergonha não aplaudem estas acções, acrescentaram uns quantos “mas” seguidos de palavras como “americanos”, “petróleo” ou “Israel” entre outras patranhas. Aproveitámos também para declarar que não temos medo nenhum deles e que vamos, haja o que houver, continuar a fazer a nossa vidinha. Seguir-se-ão umas vigílias, minutos de silêncio e as inevitáveis homenagens às vitimas. Entretanto acendem-se velas, depositam-se flores nos locais da tragédia e colocam-se bandeiras e frases enternecedoras no Facebook. Tudo isto enquanto garantimos que o islão não tem nada a ver com o assunto, que a moirama não é toda igual e acusamos de islamofobia quem se atrever a associar os seguidores do profeta ao terrorismo. O habitual.

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Populismo selectivo

por Kruzes Kanhoto, em 03.06.17

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O que não falta por estes dias é gente indignada, na internet e noutros locais menos virtuais, por a Câmara de Almada ter gasto para cima de um dinheirão a ofertar umas "cebolas" caríssimas aos seus funcionários mais antigos. Acho muito bem que o pagode se indigne com o esturranço de dinheiro público. Lamento, até, que o faça tão poucas vezes. Mas, neste caso, desconfio da indignação. Ou, pelo menos, da quantidade e qualidade da indignação vertida. Não sei porquê mas parece-me que o problema serão os destinatários da oferta. Se o relógio fosse dado a uns putos ranhosos quaisquer seria, certamente, uma iniciativa muito valorizável por ensinar as criancinhas a ver as horas. Ou se os alvos da dádiva fossem os velhinhos. Pobres ou de uma academia sénior qualquer. Estaríamos, então, perante uma atitude louvável capaz de enternecer o coração empedernido ao mais fundamentalista dos possidónios.  

O Estado e, particularmente, as autarquias locais oferecem tudo e mais alguma coisa desde que lhe cheire a voto. Almoços, jantares, viagens, livros, remédios e toda uma vasta panóplia de itens que a mais delirante imaginação consiga discorrer são dados indiscriminadamente a velhos e a novos, a pobres e a ricos. Poucos se indignam com isso e os que o fazem são logo apelidados de populistas e outros nomes pouco simpáticos. Coisa que em relação aos críticos deste caso em concreto não acontece. Lixados, estes conceitos de populismo... 

 

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Catarina, a pequena

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.17

A primeira-ministra Catarina Martins já prometeu novos aumentos das prestações sociais, do salário mínimo e de mais umas quantas benesses. Não é que ache mal a intenção da pequena líder. Pelo contrário. O que me desagrada profundamente – que isto os desagrados devem ser sempre profundos - é o desprezo com que esta "coisinha" trata os restantes portugueses. Nomeadamente aqueles que ganham há um ror de anos pouco mais que o actual salário mínimo e que, a continuar assim, vão ficar em igualdade salarial com quem, antes da crise, ganhava bastante menos.  Para alguns a diminuição do leque salarial que está a ser promovida até pode constituir uma questão de justiça social. Por mim não consigo ver outra coisa senão falta de respeito pelo mérito, incentivo ao desleixo profissional e discriminação laboral e remuneratória. 

Sabe-se que aumentar apoios sociais e salários mais baixos estimula a economia, dado que os seus destinatários poem de imediato em circulação aquilo que recebem. A maioria por imperiosa necessidade e outros, não tão poucos quanto isso, apenas porque sim.  Cabeleireiros, manicuras, tatuadores e taberneiros, entre outros, que o digam. E é disso que a geringonça precisa. De pobres e de quem gaste. É por isso que não baixa os impostos. Esses ricaços que ganham seiscentos, oitocentos ou mil e poucos euros todos os meses que tratem de sustentar o optimismo nacional.  Porque os que ganham mais do que isso também já tiveram a sua benesse. 

 

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Coisas que, no âmbito do coisar, não coisam nada

por Kruzes Kanhoto, em 29.05.17

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Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, já dizia um conhecido figurão quando questionado acerca de umas coisas que, alegadamente, teria feito e que nos coisaram a todos. O mesmo se pode dizer acerca dos coisos. Uns servem de alguma coisa e outros para coisa nenhuma. O coiso da imagem, por exemplo. Serve para coisas de jeito. Como ver a bola ou outra coisa qualquer que mereça ser vista. Outros, caros e profusamente distribuídos pelo país inteiro, não se sabe ao certo para que servem. Daí que um coiso possa ser uma coisa útil e outro coiso não passe de uma coisa inútil. Daquelas coisas que apenas servem para fazer sombra. Ou coiso.  

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O OIB (Optimismo Interno Bruto) deve estar a crescer perto dos 100% ao dia...

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.17

Na sequência dos meus escritos e de um outro dichote acerca da geringonça, questionam-me, mais vezes do que aquelas que me apetece responder, quanto ao porquê da minha implicância com o governo das esquerdas. Logo eu, acrescentam, que me incluo entre os mais penalizados pelo malvado Coelho. Isto enquanto me recordam que tudo o que é indicador está agora muito melhor.

A parte das melhorias não as discuto. Devem ter razão. Não é que as sinta, mas acredito que existam. Vão ver é como dizia o lider parlamentar do PSD, Luís Montenegro, em 2014: “O país está melhor os portugueses é que ainda não”. Ou, pelo menos, alguns portugueses entre os quais me incluo, ainda não melhoraram nada. Para outros, reconheço, estará melhor. Os reformados, por exemplo. Ou para quem ganha o salário mínimo. Ou para os vencimentos mais altos da função pública. Para todos esses não tenho grandes dúvidas em aceitar que a coisa melhorou. Mas para os restantes, se mal pergunto, onde está a diferença?! E essa coisa dos feriados e das trinta e cinco horas não conta. Já tentei convencer várias meninas das caixas dos supermercados a aceitarem isso como pagamento das compras e elas, vá lá saber-se porquê, olharam-me de esguelha e não aceitaram. Para a próxima pergunto se posso pagar em optimismo. 

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Haja respeito pelos bombistas!

por Kruzes Kanhoto, em 24.05.17

Está difícil a vida – e a morte, também - de terrorista. Devem estar que nem podem. Coitados. Por mais que se esforcem raramente as suas acções são reconhecidas atempadamente como resultantes da sua indómita vontade de aterrorizar. São sempre incidentes, ocorrências ou, na melhor das hipóteses, actos tresloucados.

Há, depois, aquilo da fé. Verdade que cada um tem a sua. Eles, com toda a legitimidade, têm a deles. Mas, desgraçados, por mais que insistam em se rebentarem por causa e em nome dela – da fé – outros ainda mais desgraçados esfalfam-se por demonstrar o contrário. Que não, que não têm fé nenhuma e mesmo que tenham não foi nada em nome da dita fé que se fizeram em fanicos. São, portanto, considerados uns mentirosos. Tese que, desconfio, pode ser considerada discriminatória por se tratar de um julgamento preconceituoso contra a classe dos bombistas suicidas.

Pior ainda é o que se segue aos rebentamentos. Não para os rebentados, que esses já foram ter com as virgens, mas para os candidatos a rebentar. Os infelizes têm de aturar os papalvos das flores, das rezas, das velas e dos facebook’s amaricados. Uma chatice. De tal ordem que até os que ainda não foram acometidos da vontade de se explodir ficam mortinhos por o fazer. E costumam fazê-lo.

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Acolhimentos

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.17

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Desconheço, até porque só vi de longe, a que espécie de acolhimento se refere a tarja afixada – presumo com a devida autorização municipal – no coreto cá do sítio. Deve ser, calculo, algo que tem a ver com o turismo. Uma maneira simpática de saudar os muitos turistas que nos visitam, provavelmente. O que, diga-se, só nos fica bem. São eles que estão a fazer crescer a nossa economia, a contribuir para a queda do desemprego e, de certa maneira, a tornar-nos um povo mais feliz e optimista. São bem-vindos e merecem o nosso agradecimento. Esses. Quanto aos outros…que saibamos honrar a memória do nosso primeiro rei.

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O lixo, os lixados e os que se estão lixando...

por Kruzes Kanhoto, em 07.05.17

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A indignação por lhe despejarem o lixo nas imediações da residência levou um cidadão a deixar uma mensagem ao jarvardo que ali se livrou dos seus resíduos. Pois, caro cidadão indignado, não vale a pena. Contentores e eco-pontos existem por todo o lado. São mais que muitos. Mas, por maior que seja o seu número, os idiotas que atiram o lixo para o lugar que lhes cause menos esforço serão sempre mais. Isto, acredite, não se resolve com apelos, desta ou de outra natureza. Só lá vai com acção. Multas, nomeadamente. Até porque, em muitas circunstâncias que envolvem este tipo de comportamento, é possível identificar os infractores. Mas fazê-lo é um aborrecimento. Para todos.

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Há "outros" e "outros"...

por Kruzes Kanhoto, em 06.05.17

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Políticos, politólogos e comentadores diversos esfalfam-se a tentar explicar as razões que têm estado na origem da ascensão dos partidos de extrema-direita – populistas, como eles lhes chamam – em quase toda a Europa. A austeridade, o desemprego, o fluxo migratório, a xenofobia ou outro motivo qualquer que, num momento de rara sagacidade, uma daquelas ilustres inteligências se lembre de mencionar constituem as explicações predilectas. Tudo isso enquanto manifestam um profundo desprezo por quem opta pelo voto nos tais populistas. Muitos milhões, no caso.

O que não deixa de ser curioso é que, por norma, vão intercalando uns dichotes acerca da necessidade de respeitar as ideias e as opções do “outro”, pois, asseguram, são essas coisas que constituem a matriz europeia. Neste raciocínio, confesso, escapa-me qualquer coisinha. Não sei qual é o “outro” a que se referem. Ou será que há “outros” que devemos respeitar e “outros” que devemos repudiar?! O melhor que têm a fazer é decidirem-se. E depressa. Que isto, como dizia Vasco Gonçalves num celebre comício, não há cá neutros. Ou se estava, no caso daquele maluco, com a revolução ou contra a revolução.

Convinha que esta gentinha percebesse que em causa não estão politicas austeritárias, refugiados de guerra ou ódio a pessoas de outras nacionalidades. O problema é a islamização da Europa e a consequente substituição dos valores europeus por outros próprios da idade média. Tanto assim é que o problema da extrema-direita e dos populismos não se coloca em Portugal. Tivemos e continuamos a ter austeridade, não temos é muçulmanos tresloucados. Por enquanto, que eles não gostam de cá estar.

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Os animais primeiro...as pessoas logo se vê!

por Kruzes Kanhoto, em 04.05.17

 

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A educação de um povo avalia-se pela maneira como trata os animais, garantem uns quantos alarves. Curioso. E eu aqui a pensar que seria mais pela forma como trata as suas crianças, os seus velhos e os seus desvalidos. Pelos vistos não. Mas ninguém me manda ser parvo. Esses, para esta gentinha de agora, não importam nada. Os animais sim, é que merecem tudo. Não fossem eles os nossos patudinhos queridos. Ou os nossos anjos de quatro patas, como algumas aleivosas gostam de se lhes referir. 

Isto a propósito, entre outras coisas, do inovador serviço de assistência médica aos munícipes de quatro patas a disponibilizar em permanência pelo Município de Oeiras. Uma ideia parva, despesista, eleitoralista e, sobretudo, repugnante. E, já agora, também discriminatória por levar em consideração o número de membros do bicho e não incluir os rastejantes e voadores. Choca-me, mas deve ser só a mim, que num país onde fecham serviços públicos essenciais quase todos os dias e onde um número significativo de localidades não dispõe de centros de saúde abertos vinte e quatro horas, se possa esturrar dinheiro público com os animais. Prioridades. Nunca pensei escrever isto, mas começo a ter saudades de quando, nos cartazes do PS, se garantia que as pessoas estavam em primeiro lugar.

 

 

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Liberdade para não vacinar?! A sério?!

por Kruzes Kanhoto, em 20.04.17

Acho assaz curiosa esta cena da discussão acerca da vacinação dever ou não ser obrigatória. Ah, e tal, eu não quero o Estado a meter-se na minha vida, argumentam uns quantos alarves. Era o que faltava eu não ter liberdade para optar acerca do que é melhor para o meu filho, espumam outros idiotas. Assim, à primeira vista e se o assunto for outro qualquer, até posso concordar com uns e com outros. Também considero que o Estado não tem nada de se meter na minha vida. Nomeadamente naquela parte do sal, do açúcar ou do tabaco. Já quanto a eu conduzir bêbado ou adoptar outro qualquer comportamento que possa prejudicar terceiros – assim tipo não me vacinar e depois andar a contagiar pessoas que, não estando vacinadas, até podem falecer – já é capaz de não ser má ideia o Estado arranjar uma maneira de impor o bom senso onde ele não existe.

Também o argumento da liberdade me é especialmente caro. Mas, neste caso, evocá-lo é do mais estúpido que se pode imaginar. Eu não me importo que eles faleçam. Não quero é que eles tenham a liberdade de me matar. Não tarda ainda estamos a admitir que, em nome da liberdade religiosa, um pateta - tão pateta como os anti-vacinas - trepe a uma montanha e asse o próprio filho, alegando que uma divindade qualquer lho terá ordenado, tal como ao outro da bíblia.

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A superioridade moral dos comunistas e isso...

por Kruzes Kanhoto, em 15.04.17

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Ninguém espera – a não ser, talvez, os próprios – que os comunistas sejam pessoas equilibradas e dotadas de bom senso. Nem precisam de ser. Ninguém - neste caso nem mesmo os próprios – se importa com isso. A menos, como infelizmente está acontecer em Portugal, cheguem ao poder. Aí é o nosso destino que está em causa. E vê-lo nas mãos desses malucos é uma coisa que me aborrece. Trata-se de uma gente que vive numa espécie de realidade paralela, cega pela ideologia, que não admite a tragédia que sempre ocorre nos países onde chegam ao poder, mas que consegue vislumbrar e anunciar ao mundo dramas que apenas eles conhecem.

O pior é que a generalidade dos meios de informação e dos opinion makersamparam-lhe o jogo”. Não os desmascaram. São, ao não o fazer, cúmplices da suas mentiras, manipulações e propaganda obscena. Como, por exemplo, esta noticia. Publicada, refira-se, em Novembro de 2015 e reproduzida até à exaustão em sites e blogues de propaganda comunista. Como ainda não a vi desmentida nem gozada, à semelhança do que acontece quando são outras áreas politicas a fazer declarações parvas, presumo que não falte quem a considere verdadeira. Assim sendo, um ano e meio depois, calculo que os cemitérios americanos estejam pejados de criancinhas que sucumbiram à fome. A Venezuela é que podia ter ajudado. O Maduro, se fosse realmente solidário, tinha enviado uns quantos contentores da comida que sobra na Venezuela.

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Figuras tristes

por Kruzes Kanhoto, em 08.04.17

Triste figura a daquele secretário de estado a quem o Costa e o Centeno ordenaram que exigisse um pedido de desculpas ao presidente do eurogrupo. Coitado. As coisas a que um individuo se tem de sujeitar. Para nada. O outro, obviamente, não pediu – nem tinha de o fazer – e, ainda por cima, teve de ouvir mais umas bocas do holandês. Bem-feita.

Há, por cá, uma vasta legião de ofendidos com aquilo dos copos e mulheres. Gente que, vá lá saber-se porquê, está a tomar as dores dos políticos. Foi a eles, como toda a gente minimamente informada percebe, que aqueles “piropos” foram dirigidos. Com toda a razão, diga-se. Até porque continuam a fazê-lo. Só um tolo não percebe que o festim continua. Basta olhar em redor. Se não vêem, então, é um problema clínico. E não me venham, como faz ciclicamente um alarve qualquer, com aquela cena do deficit e outros dados que alegadamente revelam que tudo está no melhor dos mundos. É que, como alguém escrevia hoje, “A melhoria da confiança dos portugueses acaba por não se refletir no índice de bem-estar”. Ou seja, estamos a viver num cenário de fantasia e ofendemos-nos com quem nos recorda isso.

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