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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Seis meses de Trump e nem um "apocalipsezinho"?! Não foi isso que me prometeram...

por Kruzes Kanhoto, em 19.07.17

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A eleição do Trump foi-me manifestamente indiferente. Tirando, claro, aquela parte de ver a intelectualidade e a brigada do politicamente correcto à beira de um ataque de nervos perante a vitória da criatura. Passado este tempo, no entanto, não consigo esconder o meu desapontamento. Afinal o anunciado Apocalipse não aconteceu. O sol continua a nascer no mesmo sitio e o mundo insiste em continuar a girar em torno de si mesmo como se nada de dramático tivesse ocorrido. Nem, sequer, uma guerra – uma só, que fosse – o homem começou. Ou uma invasão, ao menos. Nada. Nadinha. Nicles. Isto já não se fazem milionários excêntricos e burgessos como antigamente, é o que é. Ou, então, são os gajos que andaram a prever essas desgraças todas que são uns idiotas de meter dó. Tendo a inclinar-me seriamente para esta última hipótese...

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Vá lá, sejam tolerantes...

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.17

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Isto, se não fosse extremamente perigoso, constituiria motivo para umas boas risadas. Mas não constitui. A brigada das novas verdades e do politicamente correcto – o equivalente ocidental às policias religiosas dos países islâmicos ou aos diversos “comités” de outras ditaduras – é para levar a sério. A nova vitima destes biltres é o candidato do PSD à Câmara de Loures. O homem exprimiu a sua opinião acerca do comportamento da comunidade cigana e, aqui d’el rei, caiu-lhe tudo em cima. Ameaças, processos, queixas, exigência de retirada da candidatura e o rol habitual de insultos que sempre ocorrem quando além ousa dizer coisas que um minoria, determinada em fazer das suas convicções uma cartilha obrigatoriamente seguida por todos, não aceita. O curioso é que o motivo da controvérsia não é o conteúdo das acusações. Talvez por todos saberem que, por aí, não existe muito para contestar. O problema parece apenas residir no facto de terem sido proferidas. Ainda que, para muitos dos ofendidos com a frontalidade e o desembaraço de língua da criatura, os ciganos sejam o que menos importa. Para esses a grande chatice é que se o homem resolve manter o discurso ainda ganha aquilo.

 

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E aquela cena da liberdade de expressão, ou lá o que era?!

por Kruzes Kanhoto, em 16.07.17

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Pouco me interessa se aquele médico já velhote – o Gentil Martins, ou lá o que é – tem ou não razão relativamente àquilo dos paneleiros¹, fressureiras¹ e actividades correlativas. Se ele disse o que disse lá saberá porque o fez. E, de certeza absoluta, com muito mais conhecimento de causa do que a esmagadora maioria daqueles que o andam por aí a criticar. Mas nem é isso que está em causa. O preocupante é que, actualmente e após quarenta e três anos de democracia, parece constituir um crime emitir opiniões divergentes daquelas que uma minoria pretensamente bem pensante entende serem as correctas. Seja qual for o assunto em causa. O homem, apesar da sua reconhecida sapiência, até pode estar errado. Mas, porra, não pode exprimir a sua opinião sem ser ofendido, alvo de inquéritos ou ameaça de processos na justiça?! Belo exercício de tolerância este, sim senhor! Mais ainda vindo de quem, permanentemente, exige essa e muito mais tolerância em relação a si e aos seus comportamentos.

Já quanto às reacções que as declarações do senhor suscitaram, no sentido de negar o seu conteúdo, não me surpreendem. De todos os malucos que já conheci nunca vi nenhum reconhecer-se como tal.


¹ Vidé o dicionário Priberan de língua portuguesa.

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Não espetem o chapéu de sol aí...isso é o meu pé!

por Kruzes Kanhoto, em 13.07.17

Estão a ver aquela cena - mito urbano, quase - de, chegada a época estival, não haver nos lusos areais, nomeadamente naqueles mais a sul, lugar para estender nem mais uma toalha? Não acreditem. É uma refinadissima peta. Lugar para esticar seja o que for é o que mais há. Excepto nos primeiros dez metros de areia seguintes á linha de rebentação das ondas. Que é onde o pagode se gosta de instalar. Todos muito juntinhos uns aos outros. Deve ser para se sentirem mais aconchegados. Nos restantes cinquenta metros de areia o que não falta é espaço. Mas, por alguma razão que me escapa, ninguém quer ir para lá. Nem a familia numerosa que acaba de chegar e se está a esforçar por espetar uma das suas sombrinhas no meu pé.

 

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Chama-se rasgar contratos ou lá o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 12.07.17

Tempos houve em que um aperto de mão chegava para concretizar um negócio, um contrato ou simples acordo. Que, salvo uma ou outra excepção que apenas servia para confirmar a regra, os intervenientes se esforçavam por cumprir religiosamente. Hoje já não é bem assim. E, para exemplificar, nem preciso citar certos figurões alegadamente famosos. Seja na rua deles ou no circo da politica, futebol, cultura ou outras artes. Chegam as decisões da justiça. Como aquela que deu razão a uma criatura que, mesmo tendo assinado de livre e espontanea vontade um contrato de arrendamento onde constava a ecpressa proibição de ter animais no apartamento, resolveu co-habitar com um cão na casa arrendada. Diz que, com o bicho lá, a senhora fica muito mais feliz. Dependendo do tamanho do canito até sou capaz de acreditar.

Espero que a decisão faça jurisprudência. Acabo de ver uma casinha á beira-mar, com piscina e outros pequenos luxos a que me julgo com direito. O dono, que aparenta estar falido, está disposto a fazer já a escritura facilitando o pagamento em três ou quatro tranches. Pago a primeira e quando chegar a vez das outras bem pode o outro recorrer aos tribunais para resolver o contrato. Argumento que fico muito infeliz se ficar sem a "barreca" que, de certeza, ninguém ma tira. E, pelo sim pelo não, arranjo um cão.

 

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Querem-nos pôr a viver como os bichos...

por Kruzes Kanhoto, em 10.07.17

Um contrato é um acordo celebrado entre duas ou mais partes que, livremente, acordam entre si as condições do mesmo. É assim desde que a civilização existe. Mas vai deixar de ser. Pelo menos por cá. Se uma lei que está para ser aprovada no parlamento for por diante, nos contratos de arrendamento não pode constar nenhuma cláusula que impeça os iquilinos de meter animais nos imóveis que arrendarem. Nem, sequer, tal condição pode ser inscrita nos anúncios. Ou seja. Se eu tiver um prédio, pago com o meu dinheiro e que o Estado reconhece como sendo legitima e legalmente como meu, ainda assim, não o posso arrendar nas condições que eu - recordo, proprietário - quiser. Na opinião dos individuos que se reunem na assembleia da republica apenas sou dono para pagar o IMI.

O lobi da bicharada é, hoje, muito forte. Não me admira que, mais dia menos dia, imponham igual tonteria a hotéis e demais arrendamento turistico. O mais provável é que o façam, pois sabe-se quanto a esquerda detesta tudo o que, para além do Estado, dá dinheiro a ganhar. Urge, por isso, fazer qualquer coisa que prejudique o imobiliário. É que, por mais que alguns iluminados pensem o contrário, a esmagadora maioria das pessoas não aprecia viver como os bichos.

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Opções. Não sei se conhecem o conceito.

por Kruzes Kanhoto, em 09.07.17

Com que então a culpa do roubo de material de guerra do quartel de Tancos foi das politicas de direita e daqueles cortes cegos em tudo o que é serviço do Estado... Pois, deve ser isso mesmo ó camaradas. Por causa das restrições orçamentais impostas por esses patifes, as chefias miltares não dispoem de magalas em número suficiente para fazer rondas e, de maneira geral, proteger os bens á sua guarda da cobiça dos amigos do alheio. Compreendo. E tambėm percebo muito bem que seria uma maçada terem de fechar o bar, a messe ou deixar os generais a pé. Quiçá, até, mais perigoso. Imagine-se que roubavam as minis, o úisque ou que o general chegava atrasado para o jantar.

 

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Intolerável a tua prima, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 07.07.17

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Segundo um relatório qualquer, produzido por um obscuro deputado do PSD no parlamento europeu, não é tolerável que em Espanha e Portugal existam casas vazias a dar com um pau enquanto na Alemanha há invasores, migrantes, refugiados a dormir nas ruas. Confesso que não percebo onde é que a criatura pretende chegar ao criar esta aparente relação entre os dois factos. Ao que se sabe aquele pessoal não quer vir para cá. O ordenado de refugiado é baixo, por um lado, e por outro ninguém ocupa as periferias de um território se puder, na maior das calmas, conquistar logo os centros de decisão.

Depois há aquilo da propriedade. Coisa de somenos, ao que parece. Lá por existirem casas vazias na península ibérica não quer dizer que não tenham dono. Que, no seu legitimo direito, podem não as querer alugar a qualquer um. A não ser que o senhor esteja a pensar nacionalizar os prédios devolutos e deslocalizar aquela gente pela força. Ideia que, a bem dizer, não me admira que ocorra aos novos “Miguéis de Vasconcelos” que pululam por essa Europa fora. Que isto quando o dinheiro fala a ideologia cala-se. E sabe-se como esta invasão organizada coisa dos alegados refugiados movimenta muito graveto. A mim, o que me parece mesmo intolerável é que os alemães tenham os bolsos cheios e os portugueses os tenham vazios.


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"Cóltura". Muita "cóltura".

por Kruzes Kanhoto, em 06.07.17

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(Foto publicada na internet por: Municipio de Estremoz) 

 

Acho muito bem isso do Museu Berardo em Estremoz. Precisamos de coisas. De todo o género. Nomeadamente daquelas que tragam gente à cidade. Por mim, mesmo não apreciando por aí além essas cenas da cultura, sou gajo para ir lá dar uma vista de olhos a uma ou outra exposição. Especialmente quando os itens expostos forem assim mais ou menos como aqueles, da colecção do cavalheiro, que estão no Centro Cultural de Belém. Visitar aquilo faz-me sentir bem. Saio sempre de lá convencido que arte daquela também eu fazia. Mas bem feita.

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Multiculturalismo sueco

por Kruzes Kanhoto, em 05.07.17

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Diz que na Suécia a edição deste ano de um dos maiores festivais de música vai apenas contar com público feminino. Os homens não entram. Parece, segundo a organização, que é para aprenderem a comportar-se. Isto depois de no ano passado o dito festival ter sido cancelado e de, sempre que se verificam ajuntamentos desta natureza, as coisas darem para o torto.

Não sei o que pensam disto os malucos dos direitos humanos, os doidinhos do politicamente correcto ou aqueles idiotas para quem a culpa é sempre – seja qual for a questiúncula – do ocidente, do capitalismo, dos States, da ganância pelo petróleo e, em suma, do homem branco. Inquestionável é que situações desta natureza, visando preservar a segurança das mulheres, estão a suceder-se ao mesmo ritmo que o número de invasores aumenta na Europa. Embora, de certeza, não falte quem garanta que uma coisa nada tem a ver com a outra. Nem, de forma séria, se possa relacionar os indivíduos que estão a invadir o norte e centro do velho continente com o crescente número de violações e outros abusos praticados sobre mulheres. Sabe-se, aliás, que essa malta não é dada a essas práticas. Nunca acontece. Desconfio até que, neste caso do festival só para gajas, a ideia será evitar que uns quantos indivíduos altos e louros vão para lá tentar saltar para a cueca às jovens suecas.

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Pão com coisas

por Kruzes Kanhoto, em 04.07.17

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Não sei o que é que esta malta das panificadoras anda a meter no pão. Posso, apenas, especular. Mas pelo aspecto, de certeza, coisa boa não é. Provavelmente nem adiantará de muito indagar o padeiro acerca da natureza dos ingredientes usados lá na fábrica. Até porque, às tantas, o melhor é nem saber o que eles fazem com aquilo que comemos.

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Vêm aí mais promessas rançosas

por Kruzes Kanhoto, em 02.07.17

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(imagem obtida na internet)

Estão aí, não tarda, mais umas eleições autárquicas. Tal como as anteriores – desde 2005, que foi quando este blogue apareceu – vão ter neste espaço toda a atenção que merecem. Pouca, portanto. E, mesmo essa, já será muita. A conversa dos candidatos – de lés a lés - vai ser a de sempre. Aborrecida, inconsequente e geralmente parva. Já dá ranço, como diria a minha avó. Esqueçam lá isso de “construir um futuro melhor para todos”. Poupem-nos a palermices como “investir na atractividade e reforçar a imagem do concelho”. Também toda a gente sabe que gostam muito da “regeneração urbana, eficiência energética, energias renováveis, modernização tecnológica, ambiente” e de outros conceitos modernaços. Sabemos igualmente que querem muito “melhorar o acesso à saúde e reforçar a coesão e a justiça social”. Não se cansem. Prometam mas é o empregozinho lá nas vossas câmaras ao bom do eleitor e vão ver que ganham isso com uma perna às costas. Ah, espera, isso já fazem. Embora não conste do programa. Mas podia passar a constar. Em nome da transparência, ou lá o que é. 

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No passa nada

por Kruzes Kanhoto, em 30.06.17

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Uma quantidade bastante simpática de armamento levou sumiço de um quartel. Nada de novo. Já aconteceu noutras ocasiões. Nem, pelos vistos, é coisa que constitua motivo para preocupação de maior. Só falta aparecer aí um marmanjo qualquer, como da outra vez, a garantir que as armas estão em boas mãos. E ainda há quem insista em afiançar que a história não se repete...  

 

Diz o Jornal de Noticias de hoje que metade dos portugueses toleram a existência de corrupção autárquica. Fico, confesso, basbaque perante tão surpreendente revelação. De queixo caído, como dizemos por cá. Achava eu, na minha santa ignorância, que essa taxa de tolerância rondaria para aí os noventa e cinco por cento. Ou mesmo mais. A ser verdade, este número apenas vem revelar que a outra metade dos tugas são uns ingratos. Não valorizam o esforço hercúleo que os autarcas desenvolvem em prol da criação de emprego, da dinamização da economia e da simplificação de procedimentos ao nível da decisão. Uma falta de reconhecimento perante tanta eficiência, é o que é… 

 

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Os indignados da Internet têm fraca memória...

por Kruzes Kanhoto, em 28.06.17

Como muito bem dizia um conhecido socialista, há muita falta de memória na politica e nos políticos. E o pagode em geral, acrescento eu, padece do mesmo mal. Vejam duas, apenas duas para não aborrecer, das mais recentes discussões suscitadas a propósito dos incêndios. Andou meia Internet a ofender a outra meia  porque uma dessas metades achava muito bem que o pessoal do rendimento mínimo ocupasse o tempo a limpar as matas. Que não, argumentava a metade intelectualmente superior e portanto supostamente de esquerda, pois isso seria uma espécie de escravatura. Tendo, por uma vez, a concordar com os últimos. Da mesma maneira que também achei uma parvoíce aquela ideia peregrina de alguém – cujo nome não vou aqui mencionar, mas que até é primeiro ministro – que sugeria colocar os refugiados que eventualmente acolhêssemos, a cuidar da floresta. Devo ter andado distraído mas, nessa altura, não dei pela indignaçãozinha que a ideia merecia...

Depois houve aquilo do suicídio que afinal não foi. Aqui d' el rei, que isto de andar a espalhar noticias falsas e, simultaneamente, mórbidas não é coisa que se faça. De facto não. Não se faz. Pena que, depois da tantas noticias boas, tenham vindo as más. Daí que não precisemos que inventem outras ainda piores. Como aquela da queda do avião, por exemplo. Que, se bem recordo, também não irritou ninguém.

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Vão mas é tratar dos macaquinhos. Do sótão.

por Kruzes Kanhoto, em 26.06.17

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Aborrecem-me os defensores dos animais. São parvos e, desconfio, padecem de algum problema ao nível do desenvolvimento intelectual. Não me refiro, obviamente, aos que dão o melhor de si e do seu tempo para salvar a bicharada abandonada. Esses, pelo menos na sua maioria, desenvolvem uma acção meritória merecedora de todos os encómios. A quem me apetece dar uns valentes tabefes são aqueles que estão sempre a mandar bitaites acerca de qualquer noticia que envolva animais. Seja sobre a caça à raposa, o excesso de javalis, as touradas ou os rastejantes que falecem por atropelamento quando atravessam as estradas.

Há duas ideias desta gente – ou mais, mas estas chegam para justificar o desprezo que nutro por eles – que me deixam fora de mim e com vontade de lhes torcer o pescoço. Como se faz aos pardais, para melhor exemplificar. A primeira é que para essa gente a vida de um bicho vale sempre mais do que a de uma pessoa. O que dispensa outros considerandos quanto à bondade daquelas alminhas e à lucidez que vai naquelas débeis cabecinhas. Depois é acharem que as pessoas do campo maltratam os animais e que as da cidade, fruto de uma superioridade qualquer, é que os tratam bem. Pois. Deve ser deve. Ter um cão, um gato ou um mini-porco – diz que é o que está agora na moda – fechado num apartamento é de certeza o que o faz feliz. Ao dono, talvez. Porque quanto ao pobre animal não concebo maior maltrato.


 

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A esquerda sofre de intolerância à livre opinião...

por Kruzes Kanhoto, em 24.06.17

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A esquerda não tolera opiniões divergentes da sua. Isto nem é uma opinião. É um facto. Quem se atreve a divergir da verdade oficial está feito. Agora, a propósito dos últimos incêndios, voltámos a assistir a todo o ódio que é destilado relativamente a quem ousa sugerir que é capaz de existir, naquela tragédia toda, alguma responsabilidade politica do actual governo. E sublinho do actual. Se a atribuição da culpa for feita ao anterior até é uma coisa muito valorizável de referir. Mas, cuidado, se por descuido a culpa for também atribuída aos dois governos que precederam o anterior já é uma filhadaputice outra vez.

Nas redes sociais e nos jornais andam todos atirados às canelas do gajo que escreveu um artigo num jornal espanhol acerca da temática dos incêndios em Portugal. Uma vergonha, dizem. Querem, à viva força, saber quem é o tipo. Deve ser para lhe darem uma carga de porrada. Que é para ele aprender a não dizer mal de um governo de esquerda, o porco fascista.

E depois há aquilo da memória. Selectiva, no caso. Gostam de recordar que Assunção Cristas apelava, enquanto ministra, às boas graças de Nossa Senhora de Fátima. Algo condenável e motivo de gozo, para eles. Catarina Martins chama pela chuva no twitter. Mas isso, apesar de igualmente parvo, não merece reparo à malta da esquerdalha. Coerente esta gentinha.

 

 

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Racismo, multiculturalismo e cenas parvas

por Kruzes Kanhoto, em 23.06.17

Estas cenas da tolerância, da igualdade e outras que tais relacionais com o respeito pela diferença, estão a ficar esquisitas. Ou, pelo menos para mim, difíceis de entender. Cada vez mais. Mas hoje – todos os dias se aprende e nunca é tarde para aprender – fiquei a conhecer melhor alguns conceitos. Nomeadamente acerca de racismo e multiculturalismo. Diz que é mais ou menos assim. Quando, como aconteceu por estes dias no Canadá, uma mãe branca exige que o filho seja atendido por um médico branco isso é racismo. Quando na Europa as mulheres muçulmanas exigem ser atendidas por pessoal médico feminino isso é multiculturalismo. Estão a topar? Fácil, não é? Visto assim até parece óbvio. Nem sei como é que uma coisa tão fácil de entender ainda não me tinha ocorrido. É o que dá só ir ao médico quando estou doente...

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Operação vinho chamuscado. Ou azeite esturrado, vá.

por Kruzes Kanhoto, em 21.06.17

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Desde o fim de semana o país foi invadido por uma nova e estranha espécie. Aparenta ser inofensiva mas aborrece como o caraças. São os especialistas em incêndios. Estão em todo o lado. Menos onde são precisos, parece-me. Que era, desconfio, a combater o fogo.

A propósito de incêndios e especialistas em assuntos derivados da questão ocorreu-me, nem sei ao certo porquê, a possibilidade deste olival, repleto de pastos, dentro do perímetro urbano e colado a um bairro residencial pegar fogo. Seria uma chatice. Sem culpados, provavelmente. Já se em vez de oliveiras, fossem eucaliptos, não restariam dúvidas quanto aos responsáveis pela desgraça que se espera não aconteça...

Possibilidade de incêndio que, há uns anos, as autoridades competentes em matéria de fogaréus trataram de prevenir relativamente a uma propriedade da família situada no meio de nenhures. Um terreno de pequena dimensão, com algum pasto - ainda que bastante menos do que o da imagem, rodeado de vinhas por todos os lados e que motivou um diligente aviso das não menos diligentes autoridades no sentido de se proceder à limpeza do mesmo. Deviam ter medo que o vinho não saísse grande coisa. Pena que não tenham a mesma preocupação quanto ao azeite.

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E aos figos, quem os protege?!

por Kruzes Kanhoto, em 20.06.17

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A produção deste ano promete. Pena a distância - que não permite uma colheita diária – e a passarada que não larga aquilo. Banqueteiam-se que nem uns alarves. Só a tiro. Ou à bomba, não sei. Sim, que isto à fisga não vai lá. Mas como não tenho nenhuma dessas armas fica apenas o meu lamento por não poder reduzir a população dos pássaros a, pelo menos, metade. E a ainda ficavam muitos. Depois andam por aí uns patetas urbano-depressivos a lamentarem-se por os portugueses comerem passarinhos fritos e de, ao contrário de outros países que eles acham mais civilizados, essa iguaria ainda não ter sido proibida por cá. Uns idiotas é o que eles são. Não entendem que na natureza existe uma coisa chamada equilíbrio e que, em relação a algumas espécies de aves, há muito que o ultrapassámos. A continuar assim, um dia destes figos só no supermercado e daqueles oriundos dos países onde essas pragas voadores são exterminadas sem contemplações.

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Grande poeta é o povo

por Kruzes Kanhoto, em 19.06.17

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Ó sol és a minha crença

nem que eu morra queimado

ainda assim não me compensa

do frio que tenho passado


O poeta popular que assim versejou, das duas uma, ou era um grande friorento ou um grandessíssimo pantomineiro. Talvez as duas. Que isto de apanhar quarenta graus à sombra e cinquenta ao sol é coisa para deixar qualquer um mais do que compensado pelos rigores do Inverno. Por piores que eles tenham sido. Por mim, não é para ser do contra mas já ia uma chuvinha. As nuvens é que não estão para isso.

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