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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Os novos ditadores andam aí...e são mais perigosos que os outros!

por Kruzes Kanhoto, em 18.08.17

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Não sei o que é um supremacista. Mas, por aquilo que vou lendo e ouvindo, parece algo condenável e merecedor de reprovação por parte de qualquer pessoa bem formada. Também escapa ao meu entendimento – mas, concedo, será problema meu – o motivo pelo qual a esse conceito são sempre associados os “brancos”, os fascistas, os beatos e, em suma, gente com ideologia que podemos identificar de direita. “Pretos”, comunas, muçulmanos e esquerdalha diversa aparentam estar imunes a tal degenerescência.

Há, no entanto, noticias que me deixam ainda mais baralhado quanto a isso dos supremacistas. Por exemplo aquela da deputada australiana – eleita por um partido da extrema-direita – que se apresentou no parlamento vestida com uma burka. Motivo que a levou a ser fortemente criticada pelos outros deputados da maioria do politicamente correcto e, suponho, nada supremacistas. Maioria essa que, pouco depois, chumbou uma lei que previa a proibição do uso daquela fatiota em território australiano…

Não sei se só eu a ver aqui uma discriminaçãozinha. Mas, se bem entendo, o direito a usar burka não pode estar reservado a um determinado grupo de pessoas. Se não for proibido qualquer um(a) a pode vestir. Até eu, se me apetecer. A menos que os não supremacistas achem o contrário, claro.

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Mais uns que não representam o islão...

por Kruzes Kanhoto, em 17.08.17

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Desconfio que por esta hora as redes sociais já estejam repletas de bandeirinhas de Espanha. Quiçá, até, da Catalunha para os mais modernaços. Frases tipo “orai por Barcelona” ou outras igualmente parvas também não deverão escassear, a servir de enfeite a muitos perfis. E flores? Ou muito me equivoco ou esta noite será de azáfama para as floristas da cidade Condal. Idiotas a espalha-las pelas ramblas devem ser mais que muitos. Para os vendedores de velas o dia, quase de certeza, deve igualmente ser bom. A malta gosta de acender coisas dessas sempre que acontecem azares. O que, como se sabe, desincentiva fortemente quem está a pensar em fazer tropelias. Nada de novo, portanto.

Do mal o menos que foram apenas uns simpáticos maluquinhos a atropelar umas dezenas de pessoas. Que, bem vistas as coisas, nem tinham nada que andar a li a chatear em vez de andarem no Mediterrâneo a servir de taxistas. Mau, mas mesmo muito mau, seria um ataque desses malvados dos "islamofóbicos". Isso é que era terrível, dramático e capaz de colocar em causa paz interestelar. A propósito, alguém me informa quantos islâmicos é que esses patifes que padecem de "islamofobia" já mataram?

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Olha c'arvore mai'linda...

por Kruzes Kanhoto, em 15.08.17

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Li em tempos um artigo onde um expert no assunto defendia que as árvores deviam crescer livremente e que eventuais cortes seriam de limitar ao estritamente necessário à sua sobrevivência. Deve ser essa, presumo, a tese reinante entre aqueles que têm a responsabilidade de cuidar do parque arbóreo cá da terra. Até porque se automóveis, postes, bilhas de gás, sinais de trânsito e merda de cão já nos fazem sair do passeio, que mal tem se uma ou outra árvore nos obrigar também a um pequeno desvio?

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Direitos há muitos...

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.17

Falei, no post anterior, de direitos. Uma coisa que me é cara, diga-se, e que por isso merece novo destaque. O direito de manifestação, por exemplo. Ao que leio hoje nos mais variados sites noticiosos, parece estar reservado apenas para os esquerdistas ou para aqueles que se dedicam às novas causas sociais, sexuais ou simplesmente parvas. Ou até mesmo, como acontece com frequência em diversas capitais ocidentais, para aqueles estrangeiros que se manifestam em defesa – ou será ataque - da implementação do seu modo de vida nos países que os acolhem, alimentam e lhes pagam a subsistência. Tudo o que escape a esses padrões é tratado como criminoso. Podemos concordar ou não com o que defendem mas, no caso da manifestação dos fascistas de direita nos EUA, têm tanto direito a defender as suas convicções como os árabes que festejaram ruidosamente nas ruas os ataques do onze de Setembro. Ou, mais recentemente, os que andam por aí a manifestar-se a favor do Maduro venezuelano. 

Quem também está chateado por não ter visto os seus direitos respeitados é Jorge Jesus. Coitado. Ficaram-lhe com o portátil onde armazenou seis anos de trabalho, aqueles os malandros do Benfica. Tempo esse em que o Benfica lhe pagou o ordenado. E, pelos vistos, lhe facultou um computador. Coisas que, finda a relação laboral, devem ficar na posse do trabalhador despedido. Como, de resto, acontece com todos os trabalhadores a quem juntamente com a carta de despedimento é entregue o material com que trabalhavam na empresa. Bolas pá, onde é que andam os Arménios desta vida?!

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Mais um direito adquirido

por Kruzes Kanhoto, em 12.08.17

Parece que agora existe um novo direito adquirido. Ou inalienável, talvez, que é morar no centro da cidade de Lisboa. Estou farto de ler, seja em blogues ou jornais, reivindicações de quem, não sendo proprietário de nenhum imóvel na zona, se acha no legitimo direito de viver naquelas bandas e que culpa turismo e a ganância dos donos das habitações pela aparente impossibilidade de concretizar o seu sonho.

Todos os sonhos são respeitáveis e este também é. Tão respeitável como o sonho do infeliz que até há pouco tempo recebia uma miséria de renda pelo aluguer de um prédio que nem lhe dava para pagar o IMI e que agora, finalmente, consegue tirar algum rendimento daquilo que é seu com o aluguer aos turistas.

Mas sonhos são sonhos e a realidade é o que é. E se os alentejanos e os beirões dos anos sessenta e setenta que foram forçados a abalar para Lisboa para escapar à miséria se fixaram nas periferias, porque razão os que agora demandam aquelas paragens não hão-de também ir morar para os arrabaldes? São mais que os outros? Não. Apenas imaginam que têm direito a tudo e que o universo existe para satisfazer os seus caprichos.

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A sério?! Não! Foi o Costa que disse...

por Kruzes Kanhoto, em 10.08.17

 

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Podia fazer umas quantas piadolas, mais ou menos jocosas, acerca desta afirmação proferida pelo individuo que chefia o governo do país. Ou sobre aqueles – e são muitos – que veem nele uma espécie de herói que resgatou os portugueses da tirania imposta por aqueles malvados da direita e que, mais por isso do que por outra coisa, se babam com tudo o que o homem faz ou diz. Era fácil. Demasiado, até. Mas não o vou fazer. Por dois motivos. Primeiro porque sempre me ensinaram que não é de bom tom gozar com pessoas que não estão na posse de todas as suas faculdades e, segundo, porque não é preciso. A criatura de cada vez que abre a boca já se ridiculariza o suficiente.

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E ir à piscina de ceroulas, pode-se?

por Kruzes Kanhoto, em 08.08.17

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Foram noticia nos últimos dias diversas situações de mulheres, alegadamente seguidoras da religião islâmica, que se terão banhado vestidas nas piscinas dos hotéis onde se encontravam instaladas. Ou, na versão delas, com uma vestimenta de acordo com os preceitos a que obriga a sua crença. Mas, para todos os efeitos, estavam vestidas de alto abaixo e de fora apenas tinham o focinho, as mãos e os cascos.

Perante tão desadequado traje, na maior parte das ocorrências, os responsáveis pelas piscinas fizeram o que era esperado. Não permitiram tamanho disparate. Ora, quando esta actuação devia merecer o aplauso generalizado, não tardaram a aparecer os defensores da diversidade, do multiculturalismo e de mais uns trezentos conceitos cada um mais parvo do que o outro a condenar os responsáveis pela decisão de impedir o banho naquelas circunstâncias.

Parece, argumentam estes malucos, que aquilo de se meterem numa piscina naquela triste figura é integrador e que não devem ser discriminadas por isso. Como isto está a ir de mal a pior a cada ano que passa, desconfio que nas próximas férias a probabilidade de encontrar malta nesses preparos será bastante elevada. É por isso que já estou a tratar da indumentária que irei usar quando for chapinhar para a piscina. Uma fatiota mais ou menos como a da foto. Só para me sentir integrado. 

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Umas mamocas incomodam assim tanto?!

por Kruzes Kanhoto, em 07.08.17

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Ainda sou do tempo em que vislumbrar mamocas ao léu na televisão constituía algo para lá de impensável. Hoje é coisa mais ou menos corriqueira e, a bem dizer, já ninguém liga. É por isso que não percebo a polémica por causa daquela adepta do Glorioso que nos encheu a pantalha com o seu peito generoso. Devidamente coberto pelo manto sagrado, refira-se. Nem, ainda menos, consigo entender as razões que levaram o realizador da transmissão televisiva a pedir desculpa. Parece-me coisa própria de alguém com a espinha demasiado flexível. As criticas - não li nenhuma, não quero ler e nutro um profundo desprezo por quem as fez ou com elas concorda - presumo que venham de criaturas com um nível de intelecto próximo da indigência mental. Só é pena que andem por aí a beber a água que, nomeadamente em tempo de seca, tanta falta faz para dar de beber aos animais ou para regar as plantas.

Para a próxima ele que mande os operadores de câmara filmarem dois paneleiros a entrelaçarem as respectivas línguas e vão ver que ainda ganha um prémio qualquer, recebe um aumento de ordenado, uma promoção e uma medalha do Marcelo por promover a diversidade, a diferença e o enrabanço.

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Os gloriosos malucos das máquinas voadoras

por Kruzes Kanhoto, em 05.08.17

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Desconheço a denominação técnica daquelas coisas que, na época balnear, costumam esvoaçar sobre as praias. Podia, na minha ignorância, chamar-lhe um ovni. Mas, para simplificar, chamemos-lhes parapente com motor. Pois um destes objectos esteve, um dia destes, em manifesta dificuldade para se manter no ar. Mas, felizmente, lá conseguiu. Depois de muitas piruetas, que a pouca qualidade da máquina e a minha ainda menor habilidade para a fotografia não permitiram documentar convenientemente, a criatura dominou a traquitana e seguiu a sua vida. Ficou o cagaço. Para ele e para quem estava cá em baixo.

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“Allah é Gay”, proibido; “Jesús é Gay”, permitido

por Kruzes Kanhoto, em 04.08.17

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Pouco me importa que Jesus – o verdadeiro – tenha sido rabeta ou que o tal de Alá tenha arrecadado a costeleta. Igualmente nada me interessa que uns apoiantes daquilo a que chamam causa LGBTturbo venham para a rua exibir cartazes a garantir que os ditos profetas apoiariam, se fossem vivos, o seu modo de vida. É lá com eles. O que me desagrada é a discriminação. Diz que em Londres, nas últimas manifestações de pessoas que não fornicam como a – ainda – maioria, a policia não permitiu que os manifestantes insinuassem que o tal Alá era panasca, com o argumento que isso ofenderia a comunidade muçulmana. Mas, em contrapartida, não se incomodou com idêntica acusação dirigida a Jesus.

Estamos, portanto, perante uma intolerável manifestação de multi-intolerância. Apenas se concede liberdade a um dos profetas para abafar a palhinha, presume-se que os muçulmanos não ficariam felizes por saber que a sua divindade era larilas e assume-se que tal comportamento - por ser susceptivel de ofender alguém – é algo de condenável. Desconheço as reacções que esta acção policial terá suscitado em Inglaterra. Tenho é a certeza que, se fosse cá, os policias estavam feitos num oito. É que isto não se discriminam assim as pessoinhas. Nem, muito menos,os profetas, pá!

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Coisinhas boas da geringonça

por Kruzes Kanhoto, em 03.08.17

O subsidio de refeição da função pública aumentou 25 cêntimos no dia um de Agosto. Cinco euros a acrescer ao vencimento dos funcionários públicos, mais coisa menos coisa, no fim de cada mês. Sujeitos, os cêntimos respeitantes ao aumento, a desconto de onze por cento para a Caixa Geral de Aposentações e ao respectivo IRS. Estamos, concordará a maioria, perante mais uma medida que visa repor alguma justiça depois dos roubos perpetrados pelo infame governo de direita que pretendia condenar os portugueses à miséria. Mas, pelo sim pelo não, o melhor é fazer a conta. De preferência com a tabela de retenção na fonte do IRS por perto, não vá, lá para o final do mês, o recibo do vencimento trazer uma inusitada surpresa. Assim tipo o previsto aumento de cinco euros transformar-se numa redução de algumas dezenas e a generosidade da geringonça resultar em mais um roubo, para usar uma expressão tão querida à nossa amada esquerda e que neste caso, para alguns trabalhadores, se vai aplicar na perfeição. Ah, espera, a esquerda não rouba. Redistribui o dinheiro dos outros.

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Ainda que mal pergunte...

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.17

A propósito daquela coisa do Rendimento Social de Inserção atribuído aos cidadãos de etnia cigana – o mesmo que ciganos, mas escrito à intelectual – sabe-se quantos de entre os que recebem aquela prestação social – e ao que parece serão muitos – é que foram inseridos socialmente? E, caso se saiba e o número seja sensivelmente aquele que todos desconfiamos, ninguém é responsabilizado pelo rotundo falhanço dos objectivos que a medida visa alcançar ou, vá, investigada a competência dos técnicos que a aplicam? Ou isto só são os presidentes de câmara e os autarcas em geral é que são enxovalhados publicamente e condenados na justiça por esturrarem dinheiro de forma desabrida e fazerem pouco caso de um ou outro preceito legal?

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