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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Bora lá fazer uma grandolada!

por Kruzes Kanhoto, em 26.07.17

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Ainda a propósito das comissões da Caixa. Fossem outros os tempos e não estivessem as esquerdas – a caviar e a bafienta – a servir de tropa de choque dos socialistas, o que não faltaria por aí seria gente a cantar a "Grândola, vila morena" nas agências do banco público. Assim, para não os acusarem de não dizerem nada, vão-se queixando de como a vida dos reformados vai ficar difícil. Podiam, digo eu, ensinar os velhinhos a procurar alternativas gratuitas...na banca privada! Isso sim, é que era uma coisa valorizável e que realmente ajudava os velhotes.

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Sinto-me discriminado

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.17

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Irrita-me esta paranoia com os pensionistas, idosos e velhos em geral. Agora é por causa das comissões que a Caixa Geral de Depósitos se propõe cobrar sobre as contas bancárias. Está tudo muito preocupado por os reformados, com mais de sessenta e cinco anos e oitocentos e trinta e cinco euros de reforma, terem de pagar as ditas comissões. Então e os outros? Já não digo eu, que não vou para novo, mas, vá, um gajo de trinta anos que aufira seiscentos euros por mês?! Com esses ninguém se preocupa? Pois, nem sei para que pergunto. Esta malta dos políticos só quer saber dos idosos. São muitos, insistem em votar e, portanto, há que mostrar que se importam muito com eles. Talvez fizessem melhor se, em lugar de manifestarem tanta preocupação com os velhotes e as comissões, se preocupassem com os figurões que levaram o banco público a esta situação. Mas isso, obviamente, era pedir demais.

 

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Estou no trabalho, amor.

por Kruzes Kanhoto, em 24.07.17

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É este o sugestivo nome de um estabelecimento de diversão, bar, café ou seja lá o que for que tem as portas abertas cá no burgo. Bem esgalhado, o raio do nome. Há, no entanto, uma questão inquietante. E se, no retorno ao recesso do lar, a patroa perguntar “onde estiveste?”. A ideia até está engraçada. Merece, ainda assim, uns retoques. É que serve para o presente mas descura o passado e, eventualmente, pode comprometer o futuro.

 

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Aquilo da integração, ou lá o que é, é só para receber?

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.17

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Queixam-se aqueles que consideram Portugal um país ainda com um longo caminho a percorrer no que diz respeito à eliminação do racismo, xenofobia e outras ideias igualmente discriminatórias da falta, por exemplo, de apresentadores de televisão e “opinion makers” pretos ou ciganos. Têm toda a razão. Eu também me queixo. Não disso, porque idiotas nas televisões e nos jornais já sobram, mas de noutras actividades, daquelas realmente úteis, não encontrar negros nem ciganos. Para não ir mais longe fico-me aqui pela terrinha. Apesar das largas centenas de ciganos que cá habitam, nem um – alguém que me corrija se estiver enganado – é bombeiro voluntário. Porque (não) será?

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Ai, credo! Uma aranha!

por Kruzes Kanhoto, em 22.07.17

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Segundo relata um conhecido pasquim, na parte dedicada às noticias parvas, os bombeiros terão sido chamados por um gajo que se assustou com a presença de uma aranha dentro de casa. Tudo, ao que parece, terá terminado em bem, pois o aracnídeo, conclui a noticia, foi devolvido à natureza são e salvo.

Excepto o interveniente acidental nesta ocorrência – a aranha - que, coitada, estava no seu papel de aranha que é andar por aí a tratar de se alimentar, os outros deviam corar de vergonha. A começar pelo tipo – tive de ler duas vezes, mas confirma-se era mesmo um gajo – que tem medo de uma aranha, ao ponto de nem ser capaz da esborrachar com uma vassoura ou algo suficientemente contundente. Depois os bombeiros que perdem tempo com minudências desta natureza. Deve ser por isso que, em muitas circunstâncias e quando são realmente precisos, demoram uma eternidade a aparecer. Andam ocupados com mariquices. Por fim, mas não por último, essa idiotice de soltar o bicho no descampado mais próximo. Poupem-me. Por mais idiotas que andem pelo Facecoiso a tecer loas a este comportamento, ele não deixa de ser parvo. O que a minha avó não se havia de rir destes idiotas! Ou, como ela sempre dizia, ainda lhe fazia umas “décimas”.

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Agricultura da crise, ou isso

por Kruzes Kanhoto, em 21.07.17

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Devia mudar o titulo dos posts em que abordo o tema da produção agrícola caseira. A crise, como toda a gente sabe, já passou. O fantástico governo de Lisboa já a enxotou para bem longe. E também porque, a bem dizer, os produtos expostos são o resultado de uma parceria. Daquelas como as PPP’s, não sei se estão a topar. No caso dei a árvore, as sementes e colhi. Uma canseira. Mesmo assim começo a gostar do conceito.

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Devem ter tirado o curso no facebook...

por Kruzes Kanhoto, em 20.07.17

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Percebe-se que o mundo está virado do avesso quando – entre muitas outras maluqueiras – se constata que agora são os gajos das cidades que sabem como é que as pessoas dos campos devem cuidar deles e, até – abra-se a boca de espanto – dos animais. Eles é que sabem tudo. Seja a espécie de árvores  a plantar, as sementeiras que os campónios devem fazer ou mesmo a maneira como os pategos do campo devem cuidar da bicharada. Ainda que, a maioria destes novos sábios, da natureza apenas conheçam o jardim onde levam o cão a cagar ou julguem que gostar de animais é tê-los enjaulados num apartamento. É uma sorte esta gente colocar toda a sua sabedoria de inexperiência feita ao serviço da comunidade. Nem sei como é que plantas, animais e o mundo em geral sobreviveram tantos milénios sem eles.

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Seis meses de Trump e nem um "apocalipsezinho"?! Não foi isso que me prometeram...

por Kruzes Kanhoto, em 19.07.17

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A eleição do Trump foi-me manifestamente indiferente. Tirando, claro, aquela parte de ver a intelectualidade e a brigada do politicamente correcto à beira de um ataque de nervos perante a vitória da criatura. Passado este tempo, no entanto, não consigo esconder o meu desapontamento. Afinal o anunciado Apocalipse não aconteceu. O sol continua a nascer no mesmo sitio e o mundo insiste em continuar a girar em torno de si mesmo como se nada de dramático tivesse ocorrido. Nem, sequer, uma guerra – uma só, que fosse – o homem começou. Ou uma invasão, ao menos. Nada. Nadinha. Nicles. Isto já não se fazem milionários excêntricos e burgessos como antigamente, é o que é. Ou, então, são os gajos que andaram a prever essas desgraças todas que são uns idiotas de meter dó. Tendo a inclinar-me seriamente para esta última hipótese...

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Vá lá, sejam tolerantes...

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.17

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Isto, se não fosse extremamente perigoso, constituiria motivo para umas boas risadas. Mas não constitui. A brigada das novas verdades e do politicamente correcto – o equivalente ocidental às policias religiosas dos países islâmicos ou aos diversos “comités” de outras ditaduras – é para levar a sério. A nova vitima destes biltres é o candidato do PSD à Câmara de Loures. O homem exprimiu a sua opinião acerca do comportamento da comunidade cigana e, aqui d’el rei, caiu-lhe tudo em cima. Ameaças, processos, queixas, exigência de retirada da candidatura e o rol habitual de insultos que sempre ocorrem quando além ousa dizer coisas que um minoria, determinada em fazer das suas convicções uma cartilha obrigatoriamente seguida por todos, não aceita. O curioso é que o motivo da controvérsia não é o conteúdo das acusações. Talvez por todos saberem que, por aí, não existe muito para contestar. O problema parece apenas residir no facto de terem sido proferidas. Ainda que, para muitos dos ofendidos com a frontalidade e o desembaraço de língua da criatura, os ciganos sejam o que menos importa. Para esses a grande chatice é que se o homem resolve manter o discurso ainda ganha aquilo.

 

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E aquela cena da liberdade de expressão, ou lá o que era?!

por Kruzes Kanhoto, em 16.07.17

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Pouco me interessa se aquele médico já velhote – o Gentil Martins, ou lá o que é – tem ou não razão relativamente àquilo dos paneleiros¹, fressureiras¹ e actividades correlativas. Se ele disse o que disse lá saberá porque o fez. E, de certeza absoluta, com muito mais conhecimento de causa do que a esmagadora maioria daqueles que o andam por aí a criticar. Mas nem é isso que está em causa. O preocupante é que, actualmente e após quarenta e três anos de democracia, parece constituir um crime emitir opiniões divergentes daquelas que uma minoria pretensamente bem pensante entende serem as correctas. Seja qual for o assunto em causa. O homem, apesar da sua reconhecida sapiência, até pode estar errado. Mas, porra, não pode exprimir a sua opinião sem ser ofendido, alvo de inquéritos ou ameaça de processos na justiça?! Belo exercício de tolerância este, sim senhor! Mais ainda vindo de quem, permanentemente, exige essa e muito mais tolerância em relação a si e aos seus comportamentos.

Já quanto às reacções que as declarações do senhor suscitaram, no sentido de negar o seu conteúdo, não me surpreendem. De todos os malucos que já conheci nunca vi nenhum reconhecer-se como tal.


¹ Vidé o dicionário Priberan de língua portuguesa.

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Não espetem o chapéu de sol aí...isso é o meu pé!

por Kruzes Kanhoto, em 13.07.17

Estão a ver aquela cena - mito urbano, quase - de, chegada a época estival, não haver nos lusos areais, nomeadamente naqueles mais a sul, lugar para estender nem mais uma toalha? Não acreditem. É uma refinadissima peta. Lugar para esticar seja o que for é o que mais há. Excepto nos primeiros dez metros de areia seguintes á linha de rebentação das ondas. Que é onde o pagode se gosta de instalar. Todos muito juntinhos uns aos outros. Deve ser para se sentirem mais aconchegados. Nos restantes cinquenta metros de areia o que não falta é espaço. Mas, por alguma razão que me escapa, ninguém quer ir para lá. Nem a familia numerosa que acaba de chegar e se está a esforçar por espetar uma das suas sombrinhas no meu pé.

 

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Chama-se rasgar contratos ou lá o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 12.07.17

Tempos houve em que um aperto de mão chegava para concretizar um negócio, um contrato ou simples acordo. Que, salvo uma ou outra excepção que apenas servia para confirmar a regra, os intervenientes se esforçavam por cumprir religiosamente. Hoje já não é bem assim. E, para exemplificar, nem preciso citar certos figurões alegadamente famosos. Seja na rua deles ou no circo da politica, futebol, cultura ou outras artes. Chegam as decisões da justiça. Como aquela que deu razão a uma criatura que, mesmo tendo assinado de livre e espontanea vontade um contrato de arrendamento onde constava a ecpressa proibição de ter animais no apartamento, resolveu co-habitar com um cão na casa arrendada. Diz que, com o bicho lá, a senhora fica muito mais feliz. Dependendo do tamanho do canito até sou capaz de acreditar.

Espero que a decisão faça jurisprudência. Acabo de ver uma casinha á beira-mar, com piscina e outros pequenos luxos a que me julgo com direito. O dono, que aparenta estar falido, está disposto a fazer já a escritura facilitando o pagamento em três ou quatro tranches. Pago a primeira e quando chegar a vez das outras bem pode o outro recorrer aos tribunais para resolver o contrato. Argumento que fico muito infeliz se ficar sem a "barreca" que, de certeza, ninguém ma tira. E, pelo sim pelo não, arranjo um cão.

 

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Querem-nos pôr a viver como os bichos...

por Kruzes Kanhoto, em 10.07.17

Um contrato é um acordo celebrado entre duas ou mais partes que, livremente, acordam entre si as condições do mesmo. É assim desde que a civilização existe. Mas vai deixar de ser. Pelo menos por cá. Se uma lei que está para ser aprovada no parlamento for por diante, nos contratos de arrendamento não pode constar nenhuma cláusula que impeça os iquilinos de meter animais nos imóveis que arrendarem. Nem, sequer, tal condição pode ser inscrita nos anúncios. Ou seja. Se eu tiver um prédio, pago com o meu dinheiro e que o Estado reconhece como sendo legitima e legalmente como meu, ainda assim, não o posso arrendar nas condições que eu - recordo, proprietário - quiser. Na opinião dos individuos que se reunem na assembleia da republica apenas sou dono para pagar o IMI.

O lobi da bicharada é, hoje, muito forte. Não me admira que, mais dia menos dia, imponham igual tonteria a hotéis e demais arrendamento turistico. O mais provável é que o façam, pois sabe-se quanto a esquerda detesta tudo o que, para além do Estado, dá dinheiro a ganhar. Urge, por isso, fazer qualquer coisa que prejudique o imobiliário. É que, por mais que alguns iluminados pensem o contrário, a esmagadora maioria das pessoas não aprecia viver como os bichos.

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Opções. Não sei se conhecem o conceito.

por Kruzes Kanhoto, em 09.07.17

Com que então a culpa do roubo de material de guerra do quartel de Tancos foi das politicas de direita e daqueles cortes cegos em tudo o que é serviço do Estado... Pois, deve ser isso mesmo ó camaradas. Por causa das restrições orçamentais impostas por esses patifes, as chefias miltares não dispoem de magalas em número suficiente para fazer rondas e, de maneira geral, proteger os bens á sua guarda da cobiça dos amigos do alheio. Compreendo. E tambėm percebo muito bem que seria uma maçada terem de fechar o bar, a messe ou deixar os generais a pé. Quiçá, até, mais perigoso. Imagine-se que roubavam as minis, o úisque ou que o general chegava atrasado para o jantar.

 

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Intolerável a tua prima, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 07.07.17

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Segundo um relatório qualquer, produzido por um obscuro deputado do PSD no parlamento europeu, não é tolerável que em Espanha e Portugal existam casas vazias a dar com um pau enquanto na Alemanha há invasores, migrantes, refugiados a dormir nas ruas. Confesso que não percebo onde é que a criatura pretende chegar ao criar esta aparente relação entre os dois factos. Ao que se sabe aquele pessoal não quer vir para cá. O ordenado de refugiado é baixo, por um lado, e por outro ninguém ocupa as periferias de um território se puder, na maior das calmas, conquistar logo os centros de decisão.

Depois há aquilo da propriedade. Coisa de somenos, ao que parece. Lá por existirem casas vazias na península ibérica não quer dizer que não tenham dono. Que, no seu legitimo direito, podem não as querer alugar a qualquer um. A não ser que o senhor esteja a pensar nacionalizar os prédios devolutos e deslocalizar aquela gente pela força. Ideia que, a bem dizer, não me admira que ocorra aos novos “Miguéis de Vasconcelos” que pululam por essa Europa fora. Que isto quando o dinheiro fala a ideologia cala-se. E sabe-se como esta invasão organizada coisa dos alegados refugiados movimenta muito graveto. A mim, o que me parece mesmo intolerável é que os alemães tenham os bolsos cheios e os portugueses os tenham vazios.


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"Cóltura". Muita "cóltura".

por Kruzes Kanhoto, em 06.07.17

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(Foto publicada na internet por: Municipio de Estremoz) 

 

Acho muito bem isso do Museu Berardo em Estremoz. Precisamos de coisas. De todo o género. Nomeadamente daquelas que tragam gente à cidade. Por mim, mesmo não apreciando por aí além essas cenas da cultura, sou gajo para ir lá dar uma vista de olhos a uma ou outra exposição. Especialmente quando os itens expostos forem assim mais ou menos como aqueles, da colecção do cavalheiro, que estão no Centro Cultural de Belém. Visitar aquilo faz-me sentir bem. Saio sempre de lá convencido que arte daquela também eu fazia. Mas bem feita.

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Multiculturalismo sueco

por Kruzes Kanhoto, em 05.07.17

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Diz que na Suécia a edição deste ano de um dos maiores festivais de música vai apenas contar com público feminino. Os homens não entram. Parece, segundo a organização, que é para aprenderem a comportar-se. Isto depois de no ano passado o dito festival ter sido cancelado e de, sempre que se verificam ajuntamentos desta natureza, as coisas darem para o torto.

Não sei o que pensam disto os malucos dos direitos humanos, os doidinhos do politicamente correcto ou aqueles idiotas para quem a culpa é sempre – seja qual for a questiúncula – do ocidente, do capitalismo, dos States, da ganância pelo petróleo e, em suma, do homem branco. Inquestionável é que situações desta natureza, visando preservar a segurança das mulheres, estão a suceder-se ao mesmo ritmo que o número de invasores aumenta na Europa. Embora, de certeza, não falte quem garanta que uma coisa nada tem a ver com a outra. Nem, de forma séria, se possa relacionar os indivíduos que estão a invadir o norte e centro do velho continente com o crescente número de violações e outros abusos praticados sobre mulheres. Sabe-se, aliás, que essa malta não é dada a essas práticas. Nunca acontece. Desconfio até que, neste caso do festival só para gajas, a ideia será evitar que uns quantos indivíduos altos e louros vão para lá tentar saltar para a cueca às jovens suecas.

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Pão com coisas

por Kruzes Kanhoto, em 04.07.17

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Não sei o que é que esta malta das panificadoras anda a meter no pão. Posso, apenas, especular. Mas pelo aspecto, de certeza, coisa boa não é. Provavelmente nem adiantará de muito indagar o padeiro acerca da natureza dos ingredientes usados lá na fábrica. Até porque, às tantas, o melhor é nem saber o que eles fazem com aquilo que comemos.

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Vêm aí mais promessas rançosas

por Kruzes Kanhoto, em 02.07.17

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(imagem obtida na internet)

Estão aí, não tarda, mais umas eleições autárquicas. Tal como as anteriores – desde 2005, que foi quando este blogue apareceu – vão ter neste espaço toda a atenção que merecem. Pouca, portanto. E, mesmo essa, já será muita. A conversa dos candidatos – de lés a lés - vai ser a de sempre. Aborrecida, inconsequente e geralmente parva. Já dá ranço, como diria a minha avó. Esqueçam lá isso de “construir um futuro melhor para todos”. Poupem-nos a palermices como “investir na atractividade e reforçar a imagem do concelho”. Também toda a gente sabe que gostam muito da “regeneração urbana, eficiência energética, energias renováveis, modernização tecnológica, ambiente” e de outros conceitos modernaços. Sabemos igualmente que querem muito “melhorar o acesso à saúde e reforçar a coesão e a justiça social”. Não se cansem. Prometam mas é o empregozinho lá nas vossas câmaras ao bom do eleitor e vão ver que ganham isso com uma perna às costas. Ah, espera, isso já fazem. Embora não conste do programa. Mas podia passar a constar. Em nome da transparência, ou lá o que é. 

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