Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Percebe-se a ideia...

por Kruzes Kanhoto, em 28.02.17

100_5000.JPG

 

Compreendo que aquela parte das gajas nuas não entre nos corsos carnavalescos cá da zona. Está fresquinho e as moçoilas não estão para apanhar um resfriado. Seria um aborrecimento. Daí que não se desnudem e deixem isso para, digamos, outros carnavais.

Já quanto à sátira, ou falta dela, percebo um bocadinho menos. Embora um espectador atento cujo nome não será aqui revelado tenha, num momento de rara sagacidade e inusitada perspicácia, descortinado neste dinossauro uma subtil referência satírica. Pois, espectador atento cujo nome não será aqui revelado, assim de repente, não estou a topar. O pessoal não é dessas coisas. É mais destas.

100_5017.JPG

 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:18

"Ganda" cena!

por Kruzes Kanhoto, em 27.02.17

Não sou de me congratular com a desgraça alheia. É coisa que me foi ensinada logo em pequeno. Mas, confesso, deu-me um certo gozo aquela barracada dos óscares. Bem feita. Estavam mesmo a pedi-las. É o que dá preocuparem-se mais com a política. Quando, diga-se, não é para isso que ali estão. A opinião deles – seja qual for o assunto – não interessa para nada. Não tem qualquer relevância. O prémio que obtêm significa, só e apenas, o reconhecimento pelo seu trabalho. É por isso que os admiramos. Quanto ao que pensam do Trump, do aquecimento global ou da exploração do trabalho infantil pelas marcas de roupa que ostentam a sua opinião, naquele contexto, é absolutamente desprezível. Se querem lutar contra tudo isso, fazem muito bem. Estão no seu direito. Mas duvido que o façam. A maior parte deles só quer é aparecer.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 12:03

É a conta...ó faxavor!

por Kruzes Kanhoto, em 26.02.17

ttttttt.jpg

Os taberneiros continuam a fugir ao fisco. Como sempre fizeram, diga-se. Estimam uns entendidos no assunto que a marosca chegue aos quinhentos milhões de euros. Coisa pouca, convenhamos. Nada que surpreenda. É, até, algo perfeitamente normal. Mais ainda desde que a geringonça decidiu baixar o IVA e, por força da menor dedução no IRS, desincentivar a exigência de factura pelo consumidor. Se, antes, a porta do galinheiro estava entreaberta agora, com esta medida, está totalmente escancarada e a chave entrega às raposas. Hoje em dia ninguém quer factura. Nem eu já ligo a isso. Qual é, portanto, o espanto?! Quanto aos milhões a menos, alguém os pagará. Tenho uma vaga ideia acerca de quem vai ser... 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:20

Irritações nórdicas

por Kruzes Kanhoto, em 25.02.17

images.jpg

 

Isso de aliciar reformados de outros países a vir esturrar as suas pensões em Portugal, mesmo sendo ideia do Sócrates, sempre me pareceu um golpe de génio. E, pelos vistos, funciona. Tanto que até irrita a ministra sueca das finanças. Ainda bem. Problema dela. Por mim, se fosse reformado e sueco, também fazia a trouxa e punha-me ao fresco. Ou, no caso, ao sol. Livrava-me de impostos, do frio e de outras coisas igualmente indesejáveis que por aquelas bandas existem cada vez em maior número. Pena que não venham mais. Desses, com graveto. Doutros não fazem cá falta nenhuma.  

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:44

Reformas ou esquema em pirâmide?

por Kruzes Kanhoto, em 23.02.17

sorria.jpg

 

As conversas em torno das reformas baixaram de intensidade. Deve aquela táctica de, perante um assunto  manifestamente desagradável, garantir que o caso está encerrado. Nem sequer quando um economista de renome veio, um dia destes, dizer umas coisas acerca da sustentabilidade – ou da falta dela – do sistema de pensões as hostes se agitaram. Tirando um ou outro cão de fila. Daqueles que rosnam a tudo o que, mesmo vagamente, se assemelhe a uma critica à coligação de esquerda.   

Não sei se, como afirma o tal senhor,  o sistema de pensões é ou não sustentável. Assim de repente, olhando para a demografia, não parece. Por mim olho para aquilo e vejo um esquema em pirâmide. Desses manhosos, em que quem chega primeiro ganha muito dinheiro e os últimos perdem tudo. Com uma diferença, nesses esquemas quando se descobre a tramóia os que perderam, ao menos, sabem que já não vão perder mais. Nisto das pensões não é assim. Nós, os que vamos perder tudo o que descontámos, somos obrigados a continuar a pagar. Mesmo sabendo que dali não levaremos nada e que todo o nosso dinheiro irá parar a outros bolsos. A isto, no meu dicionário, chama-se burla.  

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:44

A ideia daquele vereador sueco que propõe uma pausa diária de uma hora nos serviços da autarquia para o pessoal tratar de ir dar uma queca, perdoem-me os admiradores da proposta, não passa de uma idiotice. Por todas as razões. A maior parte delas facilmente entendíveis até por qualquer mentecapto.

Estranho - ou, talvez, nem tanto - é isto ter sido notícia por cá.  Com destaque em letras garrafais e tudo, como se de algo importante se tratasse. Já outras coisas que se passam por aquelas bandas não merecem da comunicação social tuga nem uma leve referência. Critérios. Que, diga-se, também são fáceis de entender. Carros a arder, desordens quase diárias e relatos de vítimas de todo o tipo de violência constituem quase sempre um excelente material para exibir em televisão. Mas isso para os gajos das notícias, nos tempos que correm, depende da cor da pele, da origem e da religião professada pelos desordeiros.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:23

Fora do sitio do costume.

por Kruzes Kanhoto, em 21.02.17

IMG_20170216_183653.jpg

De certo alguém se arrependeu de levar a botelha para casa. Vai daí ficou mesmo ali, junta com a farinha. Nada de mais. Outro alguém tratará de a recolocar no lugar devido. É, no entanto, uma atitude que diz muito acerca do nosso modus vivendi.  Qualquer coisa assim do tipo, "outro o fará por mim" ou isso.  

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:16

Velhinha terrorista

por Kruzes Kanhoto, em 20.02.17

terrorismo.jpg

 

Concordo que o mundo é um lugar perigoso. Muita gente começou a reparar nisso há coisa de um ou dois meses. Ainda que pelos motivos errados, pois a ameaça vem de outro lado. Reconheço que a liberdade está ameaçada e que, um destes dias, aquilo que consideramos como adquirido, nomeadamente em matéria de direitos, poderá não ser algo tão garantido como supúnhamos.  

Esse dia já chegou para muitos. Aqui, na Europa dita democrática. Que o diga uma senhora inglesa, de setenta e oito anos, que foi detida pela policia local depois de ter escrito no seu blogue pessoal que o país está a ser invadido por uma "maré de guerreiros islâmicos". Apesar de libertada pouco depois, ficou sem o telemóvel e o computador pessoal - confiscados pelas autoridades policiais -  e, provavelmente, enfrentará a acusação de promover o ódio racial.  

E é a isto que, cada vez mais, iremos assistir. A criminalização da liberdade de expressão. Algo particularmente sinistro que julgávamos completamente erradicado da sociedade ocidental. Parece que, afinal, os europeus não têm o direito a expressar, no seu próprio país e em público, opiniões contrárias à ditadura do pensamento único estabelecida pelos imbecilóides do politicamente correcto. Depois admiram-se que Trumps, LePens e outros figurões ganhem eleições ou estejam cada vez mais perto disso... 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:11

Corrida inclusiva. Ou quase.

por Kruzes Kanhoto, em 19.02.17

FB_IMG_1487408437152.jpg

 

Este cartaz todo catita parece constituir um incentivo à salutar prática desportiva. Exorta os portugueses a correr. Com todos, que os seus autores não gostam de discriminações. Embora, olhando bem para a mensagem, seja possível detectar uma ou outra discriminaçãozinha. Os coxos, por exemplo, não podem praticar a saudável actividade que é a corrida. Logo estarão excluídos do "todos". Não se faz.  

Por mim não alinho nisso. Não corro. Não me apetece. Prefiro caminhar. Pratico todos os dias e, por enquanto, com resultados positivos. Ali entre a meia-noite e as oito da manhã, mais coisa menos coisa, farto-me de caminhar. Com a minha Maria. Que isso do todos – ou todas, que não quero ser acusado de polidiscriminar ninguém - seria uma grande confusão.  

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:10

foto-mochila-pesada.jpg

 

Contra todas as expectativas, o país está muito melhor. Damos conta disso quando olhamos para as causas que, hoje por contraponto ao que se passava antes, preocupam os portugueses. Nas escolas, por exemplo. Agora o problema são as mochilas que desengonçam os costados dos putos. Os mesmo pirralhos que antes, coitados, desmaiavam por causa da larica. Presumo que nessa altura arrastassem penosamente as mochilas de tão esfaimados que estavam e, por não terem força para as carregar no lombo, a ameaça de futuros de bicos de papagaio se não colocasse. Passámos assim, quase de um momento para o outro, da preocupação com a sobrevivência para a luta pela qualidade de vida. Ainda bem. São os pequenos milagres que só uma governação de esquerda consegue produzir.  

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:35

A sério?!

por Kruzes Kanhoto, em 17.02.17

images.jpg

 

A direita – esse bando de mal feitores e de gente ruim – quer matar a Caixa. Berram os garotos que, lá pelo parlamento, dão voz ao partidos que sustentam a geringonça. Que eles o façam, as pessoas normais até toleram. Coitados, são novos. Aquilo, um dia, há-de passar-lhes. Agora gente com idade para ter juízo achar que pretender saber até onde foram as pantominices – ou mesmo os erros de perceção, vá - é mais prejudicial à saúde da instituição do que as tropelias cometidas por lá ao longo de umas dezenas de anos, é que já parece uma coisa assim um bocadinho estranha. Não sei, digo eu que não percebo nada de finanças. Só desconfio - é cá uma ideia minha -  que o crédito malparado costuma ser ligeiramente pior para  o negócio da banca do que saber se o gajo que manda naquilo é ou não um pantomineiro. Mas isso é na vida real. Coisa que os tais garotos não sabem o que é.  

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:55

A tranquilidade da bicha

por Kruzes Kanhoto, em 16.02.17

Fila02.jpg

 

Ao contrário do que esperava ainda não dei conta de nenhum desaguisado – nem um quiproquó, ao menos – relacionado com a nova lei da prioridade no atendimento. Nomeadamente nas caixas dos supermercados. Falhei redondamente nas previsões, admito. O que, diga-se, é perfeitamente normal isso de eu errar os prognósticos. Mas, neste particular, ainda bem que a ausência de ocorrências derivadas da questão tem sido a norma. O que só pode significar uma coisa. Os portugueses são muito mais inteligentes que os políticos. Continuam a fazer a sua vidinha e estão-se nas tintas para as leis parvas que eles inventam.  

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:52

Cem Tino

por Kruzes Kanhoto, em 14.02.17

pin.jpg

 

Curiosa a campanha que os escribas de esquerda -  na sua maioria, porque ainda há um ou outro sério que não alinha nessas coisas – no sentido de branquear as pantominices do Centeno. Nomeadamente quando as mesmas encrencas disseram o que Maomé não disse do toucinho, a propósito de cenas parecidas protagonizadas por gente da direita. Ou mesmo de esquerda. Como o Sócrates, por exemplo. Isto, evidentemente, cingindo-nos apenas ao âmbito da aldrabice. 

Faz-me confusão, isso. Não entendo como é que o cidadão comum, que escreve em blogues, desabafa no Facebook ou atira umas larachas numa roda de amigos não consegue manter a lucidez suficiente – e nem é precisa muita – para perceber que patetices destas acontecem com todos os que estão envolvidos na politica. Sejam ou não da facção que mais nos agrada.  

Isto está cada vez mais parecido com o futebol. O nosso clube do coração joga sempre bem e merece sempre ganhar. O que, no meu caso, até é verdade. Mas isso sou eu, que sou do Benfica e isso me envaidece.  

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:35

Ainda bem que temos um governo que se preocupa com coisas importantes. Assim tipo criar novos conceitos. Daqueles que importam às pessoas em particular e aos militantes do politicamente correcto em geral. Tipo a multidiscriminação - alguém que é discriminado por ser gordo e maricas - e a discriminação por associação, que acontece, por exemplo, se um velhote que se desloca com duas jovens brasileiras a um serviço público é mal atendido por estar com elas.  

Mas há mais. Discriminações que se baseiam na ascendência ou no território de origem, ou seja, que digam respeito a afrodescendentes, passarão também a merecer uma especial atenção. Aqui não são dados exemplos mas, presumo, passará a estar incluído aquele dichote de mandar para a terra dele um negro que tenha nascido na Amadora. Ou, digo eu, contar anedotas e piadolas visando ridicularizar os protagonistas em função do local de onde são oriundos. Mas, quanto a esta última parte, apenas se envolver coxos ou marrecos, certamente. 

Por fim algo que se afigura potencialmente perigoso e que terá sido sugerido por um comité qualquer da ONU. O suposto agressor é que deve provar que não cometeu aquilo de que é acusado. Num país onde quem mata uma pessoa, ainda que perante várias testemunhas, é considerado inocente até a sentença transitar em julgado, parece-me ser qualquer coisa para nos deixar preocupados. Pelo menos àqueles que gostam da democracia. 

Voltarei, obviamente, ao assunto. 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:09

Organizem-se, porra!

por Kruzes Kanhoto, em 12.02.17

O ser humano é lixado. Nunca está satisfeito. Queixa-se de tudo. Uma jovem escocesa lamenta-se por ter acertado no euromilhões. Diz que o prémio – um milhão de euros, que até nem é coisa por aí além – lhe arruinou a vida. Coitada. Acredito. Só não percebo é a razão que agora a leva a processar a casa de apostas que organiza aquilo no Reino Unido. Pretende, ao certo, o quê?! Ser indemnizada pelas chatices que a fortuna lhe trouxe? Pois. É capaz de ser isso. Ou, então, é o guito a chegar ao fim.

Outros que também nunca estão satisfeitos são os tugas. Fartam-se de criticar os políticos que não cumprem as promessas feitas em campanha. Mas quando algum as cumpre, ainda que estrangeiro, atiram-se às canelas do homem. Aqui d’el rei que o gajo está mesmo a fazer o que prometeu. Não há paciência para aturar tanto especialista em política internacional. É moda. Mesmo entre aqueles que, no seu quotidiano, têm tiques em tudo iguais aos do Trump. Quase todos, se puserem bem a mãozinha na consciência.

E depois há aquela coisa dos ministros que se devem ou não demitir quando dizem mentiras. Embora quanto a isso, reconheço, os portugueses manifestem um nível de coerência bastante aceitável. Se o ministro mentiroso fôr de direita, deve ir-se embora. Se é de esquerda, fica. Compreendo. É tudo uma questão de princípios. Ou de falta deles.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:32

Uma espécie de dica de poupança.

por Kruzes Kanhoto, em 11.02.17

Captura de ecrã_2017-02-11_15-50-01.jpg

 

Sou, como já escrevi noutras ocasiões, um adepto entusiástico das energias alternativas. Por agora apenas manifesto umas quantas reservas em relação aos automóveis eléctricos. A autonomia, aquilo das baterias demorarem uma eternidade a carregar e, principalmente, o preço da sua substituição deixam-me bastante céptico. Nestes aspectos ou a investigação carrega no acelerador ou terá de aparecer um qualquer outro “combustível” alternativo.

Mas, escrevia, sou um adepto das novas formas de obter energia. Tanto assim é que, para além do aquecimento de água, também tenho no meu telhado um daqueles painéis para produção de energia. Coisa que, garantiam-me, não valia a pena. Demasiado tempo até recuperar o valor do investimento, constituía – e constitui ainda, para os detratores da ideia – o principal argumento. Não vejo a coisa por esse prisma. Prefiro olhar para os mais de dezasseis por cento de poupança obtida. Ou para o facto de o dinheiro despendido com a aquisição do equipamento, se depositado num banco, não ter, nem de perto, a mesma rentabilidade.

Claro que num dia como hoje, sem sol, aquilo não produz nada. Mas essa é a excepção. 


Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:40

Orçamento participativo

por Kruzes Kanhoto, em 09.02.17

4951555314_cb2f9b23c1_b.jpg

 

Essa cena do orçamento participativo é das ideias mais parvas, demagógicas e populistas que já vi ocorrerem aos políticos. Até ainda não há muito tempo afectava apenas a moleirinha de uns quantos autarcas. Este ano contagiou, também, o governo. Estão, ao que é anunciado oficialmente, reservados uns quantos milhões - poucos, felizmente – destinados a promover iniciativas propostas pela sociedade civil e que, depois de submetidas a sufrágio, mereçam a escolha do maior número de cidadãos. Isto, dito assim, até se afigura como uma coisa muito valorizável. O pior é que, ao contrário do que se pode depreender, o país não tem dinheiro. Nem estes milhões, nem outros. Tem é divida. Muita. Daí que esta gente, se tivesse o mínimo de juízo que se exige a um governante, tratava de, pelo menos, não promover ainda mais despesa e, consequentemente, mais calote. 

Nem vale a pena dizer que tenho esperança que, entre as propostas apresentadas ao governo para gastar os tais milhões, se encontre uma que sugira utilizar o dinheiro para pagar a divida. Não tenho. Mesmo que surgisse, duvido que recolhesse mais do que um voto. O meu. É por isso que, já que é para esturrar,  irei tratar de apresentar a minha ideia quanto à maneira de desbaratar o guito. É mais ou menos aquilo de "já que não os podes vencer junta-te a eles". Tratarei de propor, assim que descubra onde o posso fazer, a construção - até pode ser aqui, na minha terra – de um centro empresarial intergaláctico. Uma coisa em conta, sem luxos e que acolha condignamente os investidores oriundos dos confins do universo. Até pode ser o Sócrates a elaborar o projecto e uma qualquer das muitas empresas do amigo a fazer a obra. Por mim, desde que os custos não derrapem, tudo bem.  

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:22

Captura de ecrã de 2017-02-08 18-45-10.jpg

 

Diz a OCDE que os futuros pensionistas serão lesados nas reformas. Diz, mas não precisava. Toda a gente sabe. O problema é que poucos se importam. Anda tudo satisfeitinho da vida com as fantásticas reversões do Costa que quase ninguém quer saber disso.

A iliteracia financeira – e da outra, já agora – é a maior aliada do governo. Deste, do anterior e do próximo. Só assim se percebe que a população aceite pacificamente cortes brutais nas futuras pensões, enquanto as actuais permanecem intocáveis. Não que eu seja apologista de redução de rendimentos seja de quem fôr. Quem tiver dúvidas acerca disso leia, se tiver paciência, outros posts que por aqui fui publicando. Mas, a ter de se fazer alguma coisa para garantir a sobrevivência da Segurança Social – e pelos viste tem – então que o sacrifício se distribua por todos.

Para se perceber o que está em questão, nada melhor do que um exemplo. Os meus anteriores chefes aposentaram-se há vinte anos. Tinham, então, a idade que eu tenho hoje. O montante da pensão atribuída foi o equivalente ao valor do vencimento que auferiam na altura. Já eu, se me quiser reformar amanhã, ficarei com menos de um terço do que ganho agora. Ou, ninguém me manda ter pressa, espero mais uma dúzia de anos para, depois, ficar com cerca de oitenta por cento. Se tiver sorte. Deve ser a isto que chamam solidariedade intergeracional, ou lá o que é.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:33

Chinês com fezada

por Kruzes Kanhoto, em 07.02.17

IMG_20170207_083618.jpg

 

 

Não estou a ver, assim de repente, motivo para tanto alarido por causa da aposta de cem mil euros na derrota no Rio Ave na sua deslocação à casa do Feirense. Eu próprio apostei como os de Vila do Conde iam perder. Um pouco menos que o tal chinês, é certo. Mas isso sou que, para além de apostador muito moderado, não frequento aqueles lugares tão próximos do local onde está sediado o clube contra o qual apostei. Nem, por isso mesmo, conheço – sequer de vista – ninguém ligado à agremiação vilacondense que me pudesse informar do estado anímico dos atletas para jogar à noite, ao frio, no campo do adversário ou se havia muitos jogadores constipados.
Tudo informações a que – diga-se – não sei se o chinês teve ou não acesso. Mas, estando ali mesmo ao lado, é natural que possa ter tido. O que, obviamente, nada tem de mal. São, como sabe que analisa estes assuntos, pormenores de uma importância extrema no momento de apostar e, mais ainda, quando a bola começa rolar. Ou então – e certamente terá sido – foi apenas uma questão de fé. Muita. E, nestas coisas da fé, cada um acredita no que quer.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:01

Xenofobia da boa. Valorizável, até.

por Kruzes Kanhoto, em 06.02.17

Dizem que os americanos são estúpidos. Mesmo não tendo especial apreço por generalizações, admito que sejam. Até porque quem o garante, por vezes de forma categórica e cheia de convicção, são os mesmos que por cá votam no PCP, na Bloca – é aquilo do género, ou lá o que é – e que elegeram gajos como Sócrates. Não os vou contrariar. De certeza sabem do que falam. E, também, como já dizia a minha avó - essa sábia senhora que não me canso de citar - um bêbado e um maluco nunca se contrariam. 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:00

IMG_20170205_111754.jpg

 

Não me parece que constitua papel da comunicação social fazer oposição ao poder. Ou, ao invés, servir de suporte aos governos. Nem, exceptuando os jornais partidários, doutrinar os seus leitores. E, lamentavelmente, é isso, ou algo ainda pior, que hoje em dia se tenta fazer nos diversos órgãos de informação. Que disso – informação – é coisa que há muito já se esqueceram de fazer. Pelo menos daquela isenta ou que, vá lá, trate mesmo de informar quem lê sem que o jornalista nos queira impingir a sua opinião. A que, obviamente, tem direito mas que a mim, enquanto leitor, não interessa nada.
É por essas e por outras que a minha leitura de jornais se resume aos que existem cá na terra. Dois, no caso. Sou assinante de um e leitor ocasional de outro. Mas mesmo estes, à sua maneira, estão também a trilhar caminhos idênticos aos que a restante imprensa já segue. Daí que, não raras vezes, me limite a ler o obituário. Rigorosamente, mais nada.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:00

Mais um corte...ah, espera, é só um adiamento.

por Kruzes Kanhoto, em 04.02.17

 

o-dinheiro-est-voando-longe-do-bolso-31055802.jpg

 

Outro corte no ordenado, este ano. Mais um. Já vou estando habituado. Tal como também me vou habituando a que todos achem muito bem o que antes achavam mal só por ser mais uma reversão à moda do Costa, esse santo milagreiro. Verdade que, desta vez, não será bem um corte. É mais um adiamento. Restituem-me daqui por dez meses o que me tiram hoje. Ainda assim surpreende-me que todos aqueles – e são mais que muitos – que passam a vida a reclamar que o vencimento só lhes chega até ao dia cinco – ou nem isso – não se queixem agora que, quase de certeza, ainda acaba mais cedo.

A ideia de pagar “por atacado” estará fundamentada na tal dinamização da economia através do consumo. O governo terá esperança que, quando o pessoal se deparar com muito mais dinheiro na conta, desate a consumir como se não houvesse amanhã. Por mim não lhe vou fazer a vontade. Se puder – e também para contrariar – ainda irei gastar menos. O mesmo deverá acontecer com o restante pagode que entende a medida como mais uma genialidade da geringonça. Ou muito me engano ou os cinquenta por cento do décimo terceiro mês nem para metade do cartão de crédito há-de chegar...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:27

c4c8d0ab262e00e9d501d631c52109f6.jpg

 

Como sempre acontece de cada vez que é anunciada, num país ocidental, a proibição do uso de burka – ou outro adereço ridículo qualquer que apenas deixe os olhos de fora às mulheres que o vistam – levantam-se umas quantas vozes ofendidas com a falta de respeito pelas tradições das criaturas. Não percebo a condescendência. Nomeadamente quando não é reciproca.

Compreende-se que os imigrantes oriundos desses países forcem as respectivas esposas a usar aquele traje repugnante. Ou, pelo menos, que não as incentivem a deixar de usá-lo. Isto porque, ao que é confessado pela esmagadora maioria dos invasores que demandam a Europa, as mulheres são um dos principais motivos porque vêm para cá. Ora, sabendo das intenções dos seu patrícios, é natural que queiram esconder as deles.

Apesar disso é intolerável que gente disfarçada de sacos de batatas circule nas nossas cidades. Nisto faço minhas as palavras do xeique Munir, chefe dos muçulmanos portugueses, relativamente aos seus irmãos de fé que habitam na Europa. Se não gostam vão-se embora.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:01



Mais sobre mim

foto do autor






Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D