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Candidatos de peso

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.16

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Começam a ser conhecidos os candidatos às ainda relativamente distantes eleições autárquicas. Ou, nalguns casos, os candidatos a candidatos. Daqueles putativos, apenas. Outros, para além de reunirem as duas condições anteriormente enunciadas, são igualmente surpreendentes. Isaltino de Morais, por exemplo. Diz que o homem reunirá apoios que o tornam num sério candidato a reocupar a presidência do município de Oeiras. Por sinal o concelho com maior concentração de licenciados e doutorados do país. Curioso, isso. Nomeadamente quando se insiste tanto que um dos nossos maiores problemas é a baixa escolaridade da população...

Por cá a coisa promete. Ou muito me enganam – não me enganei, queria mesmo escrever isto - ou vamos ter vários candidatos de peso. O que é bom. O resultado também não parece difícil de adivinhar. Embora esta coisa das eleições se assemelhe cada vez mais com o Placard. Neste jogo nem sempre o que tem a “odd” mais baixa é o vencedor e nas contendas eleitorais o favorito nas sondagens às vezes não ganha. E depois há aquilo das influências externas, Assim tipo o Putin a meter o bedelho nas eleições americanas e isso. O que será um factor a ter em conta. Má ou boa. Por mim prefiro as boas. Contas.


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publicado às 20:08

Todos os que conhecemos a maneira como funciona a administração pública sabemos os motivos porque determinadas leis, nomeadamente aquela de inutilidade mais do que reconhecida, são aprovadas e publicadas. Incluem-se, entre outros, a vontade de dar dinheiro a ganhar aos grandes escritórios de advogados e a necessidade que muitos governantes – estes, todos os outros que já lá estiveram e os que hão-de vir – têm de mostrar serviço e de justificar a sua presença, muitas vezes mais do que dispensável, na estrutura governativa. Digamos que muitas leis não servem para nada, não correspondem a nenhuma exigência da sociedade e servem apenas como prova de vida do membro do governo que a mandou fazer.

É o caso da lei da prioridade no atendimento. Uma das ideias mais estúpidas produzida por socialistas. Passe a redundância. O que já existia fazia todo o sentido, chegava perfeitamente e não havia nenhuma reivindicação o sentido da sua alteração. Mas não. Tiveram de mexer no que estava bem e não necessitava de ser alterado. Criar confusão onde não a havia.

Senão vejamos. Num multibanco instalado na via pública, caso a prioridade não seja cedida, quem é multado? Recorde-se, para os mais distraídos, que o texto da lei refere a “entidade que não prestar...”. Ou naquelas situações em que a fila é para aquisição de um produto ou serviço – essencial ou não – que apenas está disponível ao público numa quantidade limitada ou o acesso condicionado a um restrito numero de lugares? Não estou a ver que, num caso destes, se possa evocar o bom senso. Quando, ao que tenho ouvido argumentar, terá sido a sua ausência a motivar este aborto legislativo.

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publicado às 20:10

 

 

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Presumo que o presépio que visitei um dia destes numa cidade vizinha tenha causado a ira dos amiguinhos dos animais. Que eles, por estas zonas, são poucos mas, como todos os que abraçam essa causa, chatos como o caraças. Aquilo há lá de tudo o que pode irritar essa malta. Ele é a matança do porco, uma cavalgadura espancada, um crocodilo prestes a ser espetado com uma lança, galinhas enxotadas à base de vassourada, um raposa açoitada ou um rato quase esmagado são algumas das cenas retratadas. Uma representação desnecessária de violência sobre sobre seres dotados de sensibilidade – ou anjos de quatro patas, como lhes chamam os que já estão num estado de putrefação cerebral - dirão uns quantos alarves. Talvez. Mas tem graça. E merece uma visita. Antes que os iluminados desta alegada democracia aprovem uma lei a proibir estas coisas.

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publicado às 18:15

A seguir proíbem o quê? O peixe com espinhas?!

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.16

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E aquilo do bolo-rei não trazer fava nem brinde?! Outra – mais uma - intromissão grosseira nas nossas liberdade individuais de que já ninguém reclama. Verdade que durante muitos anos, entre o Natal e o dia de reis, não fiz mais nada do que andar em funerais de gente que morreu engasgada por, inadvertidamente, ter engolido o brinde ou voluntariamente ter tragado a fava. Era um regabofe para as agências funerárias. Os gatos-pingados andavam numa lufa-lufa. E os dentes e placas que se escavacavam nesta quadra? Mais que muitos. Tantas que o meu vizinho dentista se despedia da família e só voltava a casa por altura do Carnaval, tal era a trabalheira. Mas, ainda assim, preferia os bolos-rei de outros tempos. Tinham mais piada. E muito mais frutos, também.

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publicado às 19:38

Video de Natal

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.16

 

Este é um daqueles vídeos de Natal que teria tudo para se tornar viral, como o pagode gosta de dizer. Mas não será o caso. Mais dia menos dia vai ser retirado da Internet, que isto do pessoal andar a ver coisas destas não agrada à censura nem aos defensores das novas verdades. Cá para mim é fofinho. Amoroso, quase. Ternurento, vá. É sobre um jovem que gosta de camiões, que ama as pessoas e apenas pretende fazer bem ao próximo. "The most wonderful form of jihad" é o seu sugestivo titulo.

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publicado às 10:34

Embrulhar é que está a dar!

por Kruzes Kanhoto, em 23.12.16

Ainda sou do tempo em que um gajo – uma gaja também, vá – ia a uma grande superfície nesta altura natalícia, comprava o que muito bem lhe apetecia e, junto às caixas, um bando de “joves” contratados especialmente para o efeito, tratava dos embrulhos. À pala, claro. Embrulhavam tudo. Lembro-me de, em certa ocasião, alguém mesmo à minha frente ter mandado embrulhar um frango assado. E cheirava bem, o raio do franganito.

Agora já não é assim. No lugar da rapaziada que aproveitava as férias de natal para ganhar uns trocos, estão os escuteiros ou uma associação de auxilio a uns desgraçados quaisquer. Todos, com esta mudança, ficaram a ganhar. Os donos do supermercado que se livraram dos encargos com aquele pessoal e os escuteiros ou as tais associações que sacam uns trocos aos preguiçosos que não querem embrulhar as prendas em casa. E nós? Nós ficámos a perder. Como sempre.

Esta situação revela a elevada capacidade de inovação do empresariado português. Deve ser por isso que não gostam de pagar salários dignos. Afinal para quê?! Até têm quem lhes faça o servicinho de borla. Nem sei como é que este tipo de comportamento não se generalizou. Mas não deve tardar. Um dia destes, num daqueles tascos com pré pagamento, ainda me aparece um voluntário da associação dos ramelosos anónimos a servir-me o café...

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publicado às 18:50

Animais, coisas e...coiso!

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.16

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No âmbito de mais uma iniciativa parva, das muitas em que os deputados se entretêm, os amiguinhos dos animais conseguiram finalmente que os animais deixem ser coisas. Não vejo, assim de repente, a vantagem que daí pode advir. Nem para as pessoas, nem para os animais. Presumo, isso sim, é que num futuro mais ou menos próximo estarão a tentar impedir-me de matar um “ser vivo dotado de sensibilidade” - parece que os bichos agora são isso - com o intuito de o degustar. Não me surpreenderá por aí além que o consigam. A paranoia em relação à bicharada é mais que muita, a subversão de valores ultrapassou toda a razoabilidade e já se perdeu a noção do lugar do animal na sociedade. Quando se considera adequado e normal ter cães e gatos – quando não pior - a partilhar a casa, a cama e a mesa está tudo dito acerca da sanidade mental desta gente. Mas não admira. De uma sociedade controlada por urbano-deprimidos não se pode esperar grande coisa.

 

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publicado às 20:01

Dar o melhor aos eleitores...

por Kruzes Kanhoto, em 21.12.16

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Não se pense que isso das almoçaradas, jantaradas e outras comezainas e festarolas oferecidas pelas autarquias aos eleitores mais idosos - seja pelo Natal ou noutra altura qualquer, que isto há que trazer o eleitorado satisfeito - constitui um exclusivo nacional. Nada disso. Aqui ao lado, em Espanha, é igual. Embora, a julgar pelas noticias que chegam de Lozoya, um ayuntamiento perto de Madrid, a coisa por lá já chegou a outro nível. A cantante convidada para animar os comensais, da festa dos idosos e reformados lá do sitio, apresentou-se em grande estilo. Vestida, como aconselham os rigores da época e recomendam as normas do decoro associadas à circunstância, mas com uma fatiota que simulava estar nua. Rezam as crónicas que os velhotes gostaram. Pudera. Bem esgalhada, a ideia. Podia era ter menos pêlo, aquilo.

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publicado às 20:03

O ridículo não cobra dividas

por Kruzes Kanhoto, em 20.12.16

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O calote é uma prática que me irrita. Os caloteiros, também. Pelo menos em determinadas circunstâncias. Quase todas, diga-se. Também quase sempre tendo a colocar-me do lado do gajo que procura reaver o que é seu. Salvo uma ou outra excepção onde o lesado - ele ou por interposta pessoa - tem uma actuação que, de tão ridícula, acaba por transformar o patife do caloteiro numa espécie de herói. É o caso, relatado por estes dias na imprensa, da tentativa de penhorar a refeição - sim, a refeição, não o subsídio ou qualquer outro abono com ela relacionado - a uma alegada devedora, por parte de uma empresa de recuperação de créditos. A ordem de penhora, parece, não terá sido cumprida por parte da entidade patronal que será, simultaneamente, fornecedora da refeição. Uma pena, isso. Seria curioso verificar o que faria o agente de execução com o almoço da senhora e de que forma essa apreensão contribuiria para deduzir a importância em dívida.

Apesar disso, reitero, estou do lado da criatura que, alegadamente, não cumpriu a sua parte no negócio que motivou esta penhora. Tem direito a refeiçoar. Até porque, se isso lhe for negado, não sobreviverá as dezenas de anos que - atendendo ao salário que, provavelmente, auferirá -  serão necessárias para pagar os vários milhares de euros que deve. Alegadamente, claro.

 

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publicado às 20:11

Noticias da Eurábia

por Kruzes Kanhoto, em 19.12.16

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Está em curso um bloqueio informativo, promovido pelos principais meios de comunicação social, às tropelias cometidas nos mais diversos países europeus pelos migrantes – refugiados ou não – que estão a invadir a Europa. Presumo que seja para nosso bem. Se não soubermos somos mais felizes. Afinal aquilo que não sabemos não nos causa preocupação.

Não sou grande adepto de teorias da conspiração. Começo, contudo, a acreditar que elas – as conspirações – são como as bruxas. Que as há, há. Porque deve existir um motivo suficientemente forte para as televisões nos massacrarem com todos os detalhes da fatiota de uma gaja qualquer, conhecida apenas por quem se preocupa com futilidades, e ignorarem noticias como as que se seguem.

 

Centenares de musulmanes cortan una de las principales plazas de Londres para exigir un califato en el Reino Unido”

 

Una multitud de alemanes enfurecidos gritan repetidas veces a la Policía en Colonia “¿Dónde estabais en Nochevieja?” el 9 de enero de 2016, en alusión a los asaltos sexuales masivos perpetrados por inmigrantes ese día en la ciudad, del que fueron víctimas más de 450 mujeres.”

 

"Una dirigente del Partido Verde justifica el asesinato de una joven alemana por un afgano: “Es costumbre en Afganistán condenar a muerte a una mujer violada”

 

"La nueva secretaria del Senado alemán, hija de inmigrantes palestinos, declara ser favorable a la ley islámica (sharia)”

 

"Un colegio noruego prohíbe a sus alumnos cantar villancicos para no ofender a los no creyentes”

 

Zonas prohibidas a las mujeres en pleno París”

 

"La Justicia alemana permite las patrullas pro-sharia en las calles porque los uniformes no son sugestivamente militantes”

 

Daesh ordena “masacrar infieles” en Occidente con cuchillos y bombas caseras”

 

GERMAN Home Affairs Minister: “Our streets and squares are under MUSLIM MIGRANT control”

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publicado às 22:18

Cenas tristes.

por Kruzes Kanhoto, em 18.12.16

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O país é especialista em cunhas. O Presidente em afectos. É quase a mesma coisa. Tanto assim que ontem foi demonstrar o seu afecto por uma empresa que já tinha anunciado o encerramento. Ou, por assim dizer, meter uma cunha ao governo para este injectar o dinheiro necessário para aquilo se manter de portas abertas mais uns tempos. Uma lição para todos os empresários em dificuldades. De todos os ramos. Quando a empresa não conseguir vender os bens ou serviços que produz - seja pela ausência de qualidade, o preço demasiado elevado para o bolso do consumidor ou o produto estar obsoleto - o melhor é meter uma cunha ao Presidente. Ou pedir afecto. É quase a mesma coisa. E o contribuinte paga essas cenas todas.

 

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publicado às 15:02

Humor politicamente correcto

por Kruzes Kanhoto, em 17.12.16

 

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(Isto sim é que é humor inteligente, com piada e nada discriminatório ou ofensivo)

 

Hoje não se poderia fazer um sketch sobre marrecos, coxos e mariconços”. Esta afirmação, de um conhecido humorista, motivou umas quantas reacções indignadas. É muito bem feita. Isso da indignação, claro. Eu também me indignei. O autor deixou de fora outros grupos de pessoas sobre as quais também não se podem fazer piadas. Ou, se pode, não devia poder. Então os cegos, mudos, surdos e carecas podem ser alvo de chacota? Os padres, os ciganos e os pretos não ficam excluídos da zombaria? É isto que me aflige. E indigna, ao mesmo tempo. A discriminação no âmbito do sketch e da piadola em geral. Se querem fazer graçolas, contar anedotas e dizer parvoíces metam mas é os alentejanos. Com esses sim, pode-se gozar à vontade. Toda a gente acha muita graça. Excepto, claro, se o alentejano for mariconço.

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publicado às 17:10

Olha, afinal não era racismo...

por Kruzes Kanhoto, em 16.12.16

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Na sequência do episódio aqui mencionado foi o Município de Estremoz acusado de racismo em relação à etnia cigana. Parvoíce. Mais uma. Coisas de gente que quer é aparecer. A decisão do tribunal local acerca do assunto, agora tornada pública pela rádio campanário, é clara. De lamentar é que os verdadeiros culpados por ocupar a justiça com assuntos desta natureza não sejam responsabilizados por isso. Talvez assim ganhassem juizo, que já têm idade para isso.

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publicado às 19:53

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Os portugueses estão cada vez mais tolerantes. Mais moles, como diria essa santa senhora que era a minha avó. Alguns evidenciam até um grau de moleza que é manifestamente preocupante. Estou a lembrar-me, assim de repente porque podia citar muitos mais, o camarada Jerónimo e a Catarina de olhar alucinado. Nenhum deles manifestou com veemência – nem sem ela, que tenha dado conta – a sua indignação por, segundo a bastonária dos enfermeiros, durante dois dias os doentes internados num determinado hospital não terem sido alimentados ou medicados. Nem, sequer, pediram a demissão do ministro da saúde. Ou, pelo menos, o acusaram de ser o coveiro do SNS. Tudo coisas - e muitíssimo mais – que fariam até um ano atrás por problemas muito menos importantes. Deu-lhes a moleza, é o que é. E, bem assim, aos apoiantes da geringonça que, nestas e noutras em que a actual governação é perita, se calam que nem ratos. Ou, então, o seu grau de exigência limita-se a “desde que não estejam lá os outros”. Brilhante.

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publicado às 20:27

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Acho piada aos que se manifestam contra a exploração petrolífera ao largo do Algarve. Nomeadamente os autarcas que argumentam ser esta actividade incompatível com o turismo. Apesar de, ao que se sabe, tal exploração ser feita muito longe do mais apurado dos olhares.

Curiosamente li um destes dias que existirão vários presidentes de câmara algarvios a demonstrar uma enorme vontade de acolher mais refugiados na região. Parece-me manifestamente contraditório. Deixa-me perplexo, até.  Pensava eu que isso de ter  bandos de refugiados em zonas turísticas era capaz de ser um bocadinho mau para o turismo. Basta ver o que aconteceu, no Verão passado, nas zonas de veraneio da Grécia e do sul de Itália que, por estarem povoadas desse pagode,  viram o número de turistas diminuir drasticamente.

Entre exploração de petróleo que não se vê e refugiados à vista de todos não existirão grandes dúvidas entre o que mais prejudica o turismo. E, não sendo Portugal um país rico, não pode prescindir de explorar os seus recursos. Sejam eles o petróleo ou o turismo. Quanto ao resto…”cabeças de saco” já temos que sobrem!

 

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publicado às 22:27

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Como era de esperar a proposta de Rui Rio, no sentido de criar um novo imposto com a receita consignada ao pagamento dos juros da divida portuguesa, deixou os profissionais da indignação à beira de um ataque de nervos. Nem, diga-se, outra coisa seria de esperar. Por várias razões. Uns não percebem do que está o homem a falar. Embora, como se viu e leu, isso não os impeça de dar uso aos dedos para vilipendiar a ideia. Outros, mesmo não pagando impostos nem sabendo ao certo o que isso é, martelaram furiosamente o teclado só porque sim. Ou, relativamente à proposta, porque não.

Por mim não acho que a sugestão seja grande coisa. Ou, sequer, valha a pena perder tempo e criar burocracia com novos impostos que, parcialmete, substituam os existentes. A intenção seria fazer sentir a cada um de nós – aos poucos que pagam – quanto nos custa a divida. Talvez assim, pensará o aspirante a líder do PSD, percebamos melhor o esforço colectivo que estamos a fazer para pagar os desvarios dos governantes. Mas não. É escusado. Não queremos saber. Nem tão-pouco nos importamos com a forma como eles esturram aquilo que nos custa a ganhar. Veja-se o caso do IMI. A barbaridade de dinheiro que nos sacam é descaradamente esturrada nas nossas barbas sem que ninguém se irrite com isso. Ou, vá, gentilmente peça contas ao gastadores. Pelo contrário. Muitos até gostam de o ver a arder. Sem aspas. Propositadamente.

 

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publicado às 19:50

Cada coisa no seu lugar...

por Kruzes Kanhoto, em 12.12.16

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Há quem goste de dar aos objectos um uso diferente daquele para que foram inventados. Atitude que, reconheça-se, revela em muitas circunstâncias uma elevada capacidade de imaginação. Noutras, há também que reconhecer, é apenas parvoíce. Como, por exemplo, aquilo de introduzir coisas em determinados orifícios. O que pode causar graves transtornos quando os ditos orifícios não reúnem as características minimamente recomendáveis para aconchegar a coisa que se pretende introduzir. Nestes casos o resultado pode ser catastrófico.

Já o uso que estas senhoras, aparentemente encaloradas, estão a dar aos crucifixos constitui para mim um enigma. Assim de repente não estou a apanhar a mensagem que, suponho, pretendem transmitir. Se a ideia é manifestar o seu desprezo por aquilo que o objecto representa, insinuar que o vão enfiar rabo acima é um bocado estúpido. É mais auto-flagelação. O que, digo eu que sou pouco dado à religiosidade, parece mais cena de crentes. Mas, se a ideia é essa, acho que deviam ser radicais à séria. Metiam aquilo ao contrário. Se calhar até nem lhes fazia muita diferença.

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publicado às 20:18

Eles que vão...

por Kruzes Kanhoto, em 11.12.16

Parece que os dados oficiais apontam para cerca de duas centenas os refugiados que, depois de trazidos para Portugal, já se puseram a andar. Há, no entanto, quem aponte para outros números. Bem mais elevados, ao que consta. Pese a preocupação de alguns partidos, que até já aborreceram a ministra da tutela por causa disso, ou o transtorno que isso possa provocar às instituições que os acolheram, não há como negar que a ida desta gente para outras paragens constitui uma boa noticia. Eles que vão. Desamparem a loja.

Diz que não gostam dos nossos hábitos. Como, por exemplo, trabalhar por pouco dinheiro e isso. Nomeadamente quando noutros países não precisam de bulir para obter subsídios várias vezes superiores ao que ganhariam aqui a trabalhar oito horas. E, melhor ainda, em grandes cidades onde se podem divertir, chatear os nativos e beneficiar das maravilhas de uma civilização que odeiam. Já por cá, coitados, são colocados nas terriolas três dias para lá do sol-posto. Ou, com sorte, naquelas onde Judas perdeu as botas. O que, convenhamos, desagradaria a qualquer um. Mais ainda a refugiado de guerra. Habituado à bombas, tanto sossego até lhe devia causar stress.

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publicado às 13:32

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O que seria impensável estará agora a acontecer em várias cidades da Europa central e do norte. Tudo isto perante a passividade, o silêncio, a cumplicidade e não raras vezes o apoio dos governos, da justiça, da comunicação social e das múltiplas comissões, comités e associações de solidariedade com tudo e mais alguma coisa que envolva migrantes, minorias e multiculturalismo. Afinal, como dizia o outro, quando o dinheiro fala tudo o resto se cala... Depois admiram-se que a extrema-direita obtenha resultados eleitorais que a colocam às portas do poder em inúmeros países europeus ou eleja o Trump presidente nos EUA. Até eu, se visse porcos na minha rua, votava nessa malta.

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publicado às 18:22

Populistas à portuguesa.

por Kruzes Kanhoto, em 10.12.16

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A esquerda em geral, a intelectualidade em particular, a imprensa politicamente correcta e até alguns papalvos que nem desconfiam o que isso significa andam extremamente preocupados com o populismo que, segundo eles, estará a ganhar uma inusitada e preocupante força na Europa e nos Estados Unidos. Ora, segundo o dicionário Priberan, populismo será uma política que procura obter o apoio da população através de medidas que aparentemente lhe são favoráveis. Então, segundo esta definição, o actual governo e os partidos que o apoiam constituem, em Portugal, a expressão maior do populismo. Fácil é também concluir que o anterior terá sido, desde que me recordo, o menos populista de todos os governos.

Parece-me descortinar aqui uma estranha incoerência. Ou, então, não. Talvez não tenha nada de estranho. Nem de incoerente. A esquerdalha, a intelectualidade, a imprensa politicamente correcta e demais papalvos apenas apreciam a pluralidade de opiniões quando estão de acordo com eles. Ou detêm a maioria. Como sobejamente sabemos o populismo é sempre de direita. À esquerda até a mais abjecta das ditaduras é tolerada. Ou, mesmo, elogiada como não se têm cansado de fazer em relação ao Fidel.

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publicado às 13:05

Inferno fiscal

por Kruzes Kanhoto, em 09.12.16

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Desconheço se o proprietário deste imóvel estará ou não sujeito ao imposto da gaiata Mortágua. Ignoro, igualmente, o valor que lhe foi atribuído pelo fisco. Mas, suspeito, não deve ser assim tão pouco. O prédio está à venda há alguns anos e, pelos vistos, ninguém lhe pega. É disto que por aqui escrevo de vez quando. Do valor manifestamente exagerado da avaliação fiscal, dos impostos a que os imóveis estão sujeitos e da pouca ou nenhuma rentabilidade que, em muitas circunstâncias, os proprietários deles obtêm. Pode, admito, nada disto se aplicar a este caso em concreto. Agora o que não se pode é presumir que alguém, pelo simples acaso de possuir algum património, é automaticamente um ricaço da pior espécie e por isso merece ser tributado ao nível do esbulho.

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publicado às 21:39

Vêm aí as obras publicas. Cuidado com a carteira!

por Kruzes Kanhoto, em 08.12.16

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Há já membros do governo a anunciar o regresso para 2018 das obras públicas megalómanas ou, como eles preferem chamar-lhes, grandes projectos de infraestruturas. O grave da coisa não é o anúncio. Nem, tão pouco, a evidente vontade de voltar a esturrar dinheiro naquilo a que gostam de chamar de investimento público. Percebo que o queiram fazer. Afinal é isso que faz circular o guito de uns bolsos para os outros. É isso que faz uns quantos ficarem bastante mais ricos. Nomeadamente os que decidem investir. É sempre assim. Ao contrário de outros investimentos, em matéria de obras públicas o investidor ganha sempre. E os que perdem, invariavelmente, são sempre os mesmos. Os contribuintes. Ainda que com isso poucos se preocupem.

Mas, escrevia, mais alarmante nem é esta intenção. Preocupante é aquela gente não ter percebido nada do que aconteceu ao país nos últimos vinte cinco anos. Nem eles, nem a quantidade de tugas que aplaudem veementemente a ideia. Pior. Eles nem sequer percebem que não podem repetir a maluqueira. Desta vez já não há quem empreste dinheiro. Agora nem o Espírito Santo lhes vale.

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publicado às 19:38

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A propósito do estranho sentimento que sem se saber ao certo porquê se generalizou entre os portugueses, escreveu alguém que as pessoas não têm mais dinheiro na algibeira, acreditam é que têm mais dinheiro na algibeira. Tem, esta afirmação, uma certa piada. Já o sentimento, esse, não tem piada nenhuma. É, apenas e só, uma parvoíce. Mas, já dizia o outro, a economia é feita de expectativas. Ou como garantia a minha avó, essa sábia senhora, em terra de cegos quem tem um olho é rei. E, no caso vertente, quem manda nesta terra de ceguetas tem dois e bem abertos. Podia até acrescentar que tem mais olhos do que barriga mas, olhando para o figurão, não chego tão longe. Ainda assim, reconheça-se, o homem é esperto. Não só nos convenceu que estamos mais ricos – ou menos pobres, para quem vê o copo meio vazio – como conseguiu fazer transbordar de alegria os funcionários públicos por, no próximo ano, lhes pagar o subsidio de Natal por junto. Ainda que, em Janeiro e nos meses seguintes, o recibo do vencimento mostre que recebem um bocado menos. Há, mas isso não constitui novidade, gente que acredita em tudo. Até no Pai Natal. Ou no António Costa, o que é quase a mesma coisa.

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publicado às 19:46

Tragam mais refugiadas, mas é....

por Kruzes Kanhoto, em 05.12.16

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Não sei do que se admiram. Nem do que estavam à espera. O gajo que violou a sem-abrigo fê-lo porque no seu país e para a sua cultura é uma coisa mais ou menos banal. Outros farão o mesmo. Tal como fazem noutros lados onde são recebidos muitos cavalheiros oriundos daquelas paragens, iguais aos que uns quantos benfazejos insistem em acarretar para cá.

Estas ocorrências significam, entre outras coisas, que o acolhimento a estes senhores não estará a ser o mais indicado. Existirão, presumo, muitas lacunas na integração destes amáveis cidadãos. Não basta dar-lhes alojamento, alimentação, roupas e dinheiro. Nem só disso vive o homem. Há que proporcionar-lhes, igualmente, uma vida sexual de acordo com as suas necessidades. E orientações, também. Embora, neste caso, há quem diga que preferem orientado para Meca.

Mas, é cá uma desconfiança minha, esta deve ter sido a primeira e última vez que ficámos a saber que um pacato refugiado cometeu uma atrocidade destas. Noutras ocasiões, que seguramente existirão, a referência à origem do valentão será omitida. Para não discriminar o homem, coitado. Bem basta a sua aflição.

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publicado às 20:29

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Imagem obtida aqui

 

Percebo o embaraço do partido comunista quando confrontado com o apoio claro, inequívoco e empenhado que presta ao governo. É tramado estar de alma e coração com um executivo que gosta da união europeia, aprecia o euro e faz questão de, mesmo concordando pouco com elas, respeitar as regras europeias quanto à disciplina orçamental. Daí que os comunistas se esforcem por garantir o contrário. Tanto que até chega a ser ridículo. Não vale a pena. Não se cansem. A malta compreende o vosso drama. E, descansem, isto de estar de acordo e simultaneamente de opinião contrária em relação às políticas do Costa, não será coisa para colocar em causa a tão enaltecida coerência comunista. Se andar dezenas de anos a chamar “ilha da liberdade” a Cuba não colocou, não vai ser agora isso de fazerem parte da geringonça que manchará a reputação. 

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publicado às 11:42

Luzinhas de Natal

por Kruzes Kanhoto, em 03.12.16

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Foto gamada ao Jorge Pereira

 

Não, não é que ache mal essa coisa das luzinhas de Natal. Deve é haver moderação. Iluminar apenas os locais onde se concentra o comércio e um ou outro espaço público mais simbólico parece-me mais do que suficiente. Se é para iluminar tudo, mesmo onde praticamente não existe actividade comercial como acontece na generalidade das terras da província, então que o façam também nos parques de estacionamento do Continente, Jumbo, Pingo Doce, Lidl e outros que tais. Pelo menos aí há gente...

 

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publicado às 13:21

Congresso do PCP

por Kruzes Kanhoto, em 02.12.16

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Esta manhã, no congresso do PCP, centenas de camaradas gritavam em uníssono e a plenos pulmões: “Cuba vencerá!”, “Cuba vencerá!”. Tantas vezes repetiram que, até eu que sou um céptico relativamente a bitaites alheios, fiquei convencido perante tanta convicção. Mas foi por pouco tempo. Depressa constatei que toda aquela malta estava redondamente enganada. Por isso apostei no México. Cuba nem sequer joga hoje.

 

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publicado às 20:07

Deve ser para afastar as trevas da crise...

por Kruzes Kanhoto, em 01.12.16

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Devia constituir, para todos nós, motivo de vergonha que ciclicamente tenha de vir cá alguém dizer como nos devemos governar. Mas parece que não. Em situações de desespero absoluto aceitamos, contrariados, que nos orientem as contas e nos digam onde – ou no quê – devemos poupar, para que não andemos sempre com “as calças na mão”. Mas, mal nos deixam por nossa conta, rapidamente voltamos ao mesmo. A esturrar que nem uns malucos o dinheiro que não temos mas que esperamos que alguém nos empreste.

Depois de alguma contenção – pouca, diga-se – nos últimos anos, as autarquias portuguesas voltaram este ano a fazer aquilo que melhor sabem. Gastar. Seguem, afinal, o exemplo do governo. Agora são as luzinhas de Natal. Quem fez as contas garante que, em relação ao ano passado, os gastos autárquicos com iluminações natalícias quase duplicaram. Devem achar que dá votos. E, se calhar, até têm razão. O povo contenta-se com poucochinho.

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publicado às 18:46

E tricampeão, pá?

por Kruzes Kanhoto, em 01.12.16

Olha, afinal não. Populismo não faz parte da escolha para palavra do ano. Enganei-me, pronto. A que também não faz – vá lá saber-se porquê – é tricampeão. Seria, sem dúvida, a minha favorita. Mas era pedir de mais a essa malta que escolhe estas coisas. Devem ser muito criteriosos, eles.

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publicado às 12:45



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