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Populistas, dizem eles...

por Kruzes Kanhoto, em 30.11.16

Populismo – ou populista, tanto faz – integrará, quase de certeza, o leque de candidatas a palavra do ano. Está na moda chamar isso aos que, por este ou aquele motivo, se desviam da linha de pensamento único vigente. Mesmo que, na maior parte das vezes, essa designação vise criticar aquilo que dita o senso comum, a opinião do homem médio ou a conduta do bom pai de família. Ou, como diriam outros, a maioria silenciosa. Conceitos que, cada vez menos, significam alguma coisa para uma minoria, a cada dia mais pequena, de pessoas que se arrogam no direito de determinar o que é, ou deixa de ser, correcto.

Por mim quero que eles se lixem. Fazem-me lembrar uns quantos habitantes de um determinado resort. Quando apanhados a roubar no supermercado das cercanias, chamam racistas aos seguranças que lhes solicitam a devolução dos itens roubados. O contexto é, mais ou menos, o mesmo. Um dias destes, quando enriquecerem o vocabulário, talvez substituam o alegado insulto. Populista parece-me adequado. É mais fino.

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publicado às 19:50

Má sorte não ser secretário de estado...

por Kruzes Kanhoto, em 28.11.16

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Diz que o final do arco-íris assinala a localização do pote de ouro. Quiçá. Não confirmei se, neste caso, seria assim. Mas, tratando-se de instalações da Galp, é bem possível que a sinalética esteja correcta. Pode é depender de quem procura. Eu, desconfio, não encontraria nada. Já um qualquer secretário de estado era gajo para ter mais sorte...

 

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publicado às 19:46

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Já sobre a evolução do consumo interno, António Costa admitiu que as medidas de reposição de rendimentos e de redução da sobretaxa de IRS poderão não se ter traduzido imediatamente num aumento da procura interna.

 

"Certamente, muitas famílias tinham sistemas de endividamento informal que aproveitaram para ir resolvendo ao longo deste ano", justificou.

 

Estes dois excertos de uma entrevista de António Costa - o ilusionista - ao “Jornal de Negócios” são elucidativos acerca da ignorância do homem em tudo o que tem a ver com números, economia, finanças e afins. Promover a evolução do consumo interno não é, de todo, uma ideia parva. Repor rendimentos e reduzir impostos, com a finalidade de estimular a procura interna, também não. Agora esperar que o consumo e a procura cresçam sem fazer nenhuma dessas coisas é que me parece bastante idiota. Ninguém deve ter explicado à criatura que os funcionários e reformados a quem foram repostos rendimentos são uma minúscula fatia destes grupos sociais. Gente para quem as importâncias líquidas cortadas terão um valor pouco mais do que simbólico e que não constituíram motivo para alterar o seu padrão de consumo. O mesmo com os impostos. Verdade que baixou a sobretaxa. Sim, e daí?! O que aumentou - acertadamente, quanto a mim - nos impostos indirectos levou isso e muito mais.

E aquilo do endividamento informal?! Ao certo, isso é o quê?! O crédito ao consumo, concedido pelos bancos e outras entidades, não deve ser. Esses, ainda que poucas, requerem umas quantas formalidades. Nem, se calhar, estará a pensar naqueles empréstimos entre amigos, familiares ou conhecidos. Ou, tão pouco, nas contas por pagar no talho, na mercearia ou no tasco onde se toma o pequeno-almoço.  Nestes casos, se as famílias liquidarem estas dívidas, o dinheiro entra na mesma na economia e contribui para o seu crescimento.

E é isto. É este o primeiro ministro que temos. Um ilusionista. O que não é necessariamente mau. As pessoas precisam de ilusões. O que é preocupante é que as levem a sério.

 

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publicado às 10:00

Já vai tarde...

por Kruzes Kanhoto, em 26.11.16

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Deixemos de merdas. Fidel Castro era um ditador. Pode ter sido um líder histórico, carismático e um revolucionário amoroso como hoje a generalidade da comunicação social o pinta. Franco, Salazar, Stalin e outros terão sido, também, isso tudo. Não merecem, vá lá saber-se porquê, é os mesmos encómios que o agora defunto déspota cubano. Uma ditadura é uma ditadura e todos os ditadores são uns filhos da puta. Por mais que a  pandilha do politicamente correcto se esforce por me convencer que umas ditaduras e uns ditadores sejam mais fofinhos que outros.

 

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publicado às 12:53

Europa 2029

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.16

 

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publicado às 23:02

Da série comecem a despedir-se da geringonça

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.16

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A acreditar na sondagem hoje divulgada o PS estará à beira da maioria absoluta. Assim de repente não me ocorre nenhuma razão para acreditar no resultado do estudo de opinião. Exemplos recentes de falhanços épicos de estudos análogos -  escuso de os citar de tão frescos que estarão na nossa memória colectiva - levam-me, pelo contrário, a não levar estas previsões a sério. Embora, caso se confirmasse o seu acerto, não constituisse de todo uma má noticia. Excepto, claro, para comunistas e bloquistas. O Partido Socialista com maioria absoluta seria o pior cenário para aquele pagode. Coitados. Divulgar uma noticia destas num dia particularmente triste para a esquerda radical portuguesa é mesmo lixado.   

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publicado às 19:54

A propósito da sexta-feira preta

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.16

A minha relação com as lojas é pouco menos que inconciliável. Nomeadamente as de indumentária. Permanecer num desses antros por um período de tempo superior ao estritamente necessário para adquirir aquilo que me obrigou a entrar equivale a tortura.

Cada um é para o que nasce. Já garantia a minha avó, essa sábia senhora. Daí que considere muito respeitável - apesar de incompreensível, para mim - o entusiasmo com que a maioria das gajas se dedicam à actividade de passear em lojas de farpela. Ou, até mesmo, alguns gajos. Jovens, quase todos. Alguns praticamente em êxtase por remexerem nos trapinhos. Deve ser da textura.

 

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publicado às 17:23

Tão bem dito que podia ser eu a dizer...

por Kruzes Kanhoto, em 24.11.16

"Na política vale quase tudo. No fim ganha quem melhor consegue enganar a opinião pública. E quem perde é sempre o contribuinte."

 

João Vieira Pereira, diretor-adjunto do Expresso.

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publicado às 13:42

Um dia destes ganhamos todos o salário mínimo...

por Kruzes Kanhoto, em 23.11.16

Já li e ouvi muitos argumentos em defesa do aumento do salário mínimo nacional. Mas hoje gostei particularmente de um. Quem ganha o SMN gasta tudo, defendia um expert destas coisas. O que não será difícil, digo eu. Nem ser dotado de uma imaginação prodigiosa ou possuir gostos relativamente extravagantes. Gastando tudo, por pouco que seja, é dinheiro que de imediato entra na economia, criando, assim, mais riqueza, crescimento económico e impostos. Parece-me bem visto. Por acaso, ou talvez não, até penso mais ou menos o mesmo. Com uma nuance. Eu ia mais além. Seria mais ambicioso. Aumentava também as pessoas que ganham quinhentos e oitenta ou seiscentos euros. E, já agora que ali estava, ia por aí acima. Quando déssemos por nós estávamos com uma economia mais pujante do que a chinesa. Enquanto, simultaneamente, se fazia justiça social e promovia a igualdade. É que, não sei se já alguém reparou, um trabalhador que em 2014 ganhava 485€ por mês, ganhará 557€ em 2017. Mas, enquanto isso, outro que até pode ser o colega do lado, continuará a auferir mensalmente 560€, tal como ocorria há dois anos atrás. Justo, dizem eles. Ninguém o manda ser um malvado aforrador.

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publicado às 20:28

Todos uns piegas, é o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 22.11.16

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Diz que, por comparação com 2015, há em Portugal mais mil trezentos e tal milionários. Condição a que se chega quando o património da criatura atinge, mais ou menos, o milhão de euros. O número, ao que consta, tende a aumentar. E muito, ao que parece. Segundo os gajos e as gajas que estudaram isto da riqueza acumulada – a tal que a filha do ex-terrorista Camilo quer atacar – nos próximos cinco anos a quantidade de ricaços com este nível de fortuna deve ultrapassar os setenta e seis mil.

Não farei, quase de certeza, parte desse número. A menos que as bolas do euromilhões acertem com os palpites da sociedade em que invisto nesse jogo do demo. Mas, mesmo assim, fico satisfeito por haver cada vez mais gente endinheirada. O que me desagrada é ver a indignação que o facto suscita. Uns invejosos, é o que é. Por mais que chorem baba e ranho, ou vertam lágrimas de crocodilo pelos probrezinhos coitadinhos, não me comovem. Querem lá eles saber. Nem, tão pouco, acredito naquela treta do cada vez mais ricos e cada vez mais pobres. Tretas, reitero. A mesma análise revela que a riqueza média de cada português também subiu em relação ao ano passado e que mais de 55% dos tugas possui um património entre dez e cem mil dólares. O que confirma, se tal ainda fosse necessário, tudo aquilo que os geringonços têm vindo a afirmar acerca da tragédia a que o governo do Parvus conduziu o país...

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publicado às 22:23

Se calhar é uma espécie de mensagem subliminar...

por Kruzes Kanhoto, em 21.11.16

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Deve haver, presumo, uma regra qualquer que determine a altura a que uma caixa multibanco deve ser colocada. Ou, pelo contrário, será coisa para deixar ao livre arbítrio do gajo que instala o equipamento?! Quiçá seja algo mais ou menos aleatório. Nuns sítios mais acima, noutros mais abaixo. Talvez os bancos tenham assim uma espécie de estudo acerca dos clientes e determinem a colocação das ditas traquitanas em função da altura média dos mesmos. Ou conforme o número de baixotes. Se estes forem a maioria a máquina fica mais baixa e o contrário se os mais espigados estiverem em superioridade numérica.

Independentemente do motivo parece-me que a esmagadora maioria está demasiado próxima do solo. Uma chatice. Um gajo tem de curvar para sacar o dinheiro. Pior. Se a visão ao longe já não fôr a melhor mal se distinguem as teclas. Um problema inquietante, este. E que urge resolver. Em menos tempo do que os tipos da CGD levam para entregar uma declaração de rendimentos, de preferência.

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publicado às 23:10

Olívia patroa, Olívia costureira...

por Kruzes Kanhoto, em 20.11.16

O nível de coerência de comunistas e bloquistas é algo que não pára de me surpreender. Ou, a bem dizer, nem por isso. Daquela gente espera-se tudo. Até que deputados e destacados dirigentes do partido comunista e do bloco de esquerda declarem o seu entusiástico apoio aos manifestantes que protestam contra o governo que os seus partidos apoiam no parlamento. Devem ter-se inspirado naquela rábula da Olívia patroa, Olívia costureira...

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publicado às 14:46

Vade retro, satanás!

por Kruzes Kanhoto, em 19.11.16

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As noticias acerca da vinda do diabo foram manifestamente exageradas. O mafarrico, com aparição anunciada para Setembro, não deu, afinal, sinais de vida. Atrasou-se, se calhar. Ou, então, preferiu infernizar a vida a outros. Não sei qual terá sido a opção do canhoto. Talvez nos ache demasiado insignificantes, o chifrudo. Mas sei que um lado evidencia uma certa frustração por belzebu não ter entrado em cena e que o outro parece estar a fazer tudo o que pode para trazer lucifer até nós. Por mim, que não acredito nem em deuses nem em demónios, acho que isto vai acabar mal. E, não, não sou pessimista, catastrofista ou essas coisas que os despesistas costumam chamar a quem gosta de olhar para os números de forma cautelosa. Sou apenas um optimista informado que já teve razão da outra vez. Daquela, em que se fez tudo exactamente como agora.

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publicado às 20:00

As saudades que eu já tinha de uma greve!

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.16

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Diz que amanhã vai haver greve da função pública. Daquelas com manifestação e tudo. Não era sem tempo. Já tinha, confesso, saudades destas coisas. Não sei ao certo o que está, desta vez, em causa. Nem, dada a falta de noticias sobre o assunto, se é mesmo a sério. Deve ser da falta de treino. É que dantes, quando governavam os maus, isto era noticia para ser repetida até conhecermos de cor e salteado todas as reivindicações. Mas, seja o que for que estiver a ser reivindicado, estou completamente de acordo. Presumo que a jornada, apesar dos fantásticos avanços conseguidos e das não menos maravilhosas medidas já tomadas por este espectacular governo de esquerda que entende os justos anseios dos trabalhadores, vise reivindicar qualquer coisa em prol da generalidade dos trabalhadores do Estado. Uma só que seja. É que para mim está exactamente igual ao que estava antes. Reitero, exactamente. Por mais que o sindicalista gordo e comuna que de vez em quando ciranda cá pela terra, enalteça os feitos da geringonça e se esforce ingloriamente por demonstrar o contrário.

 

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publicado às 22:02

Cuidado com o que desejas!

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.16

Há pessoas relativamente às quais não são precisos grandes dotes adivinhatórios para lhes prever o futuro. Qualquer adivinho de vão de escada, se conhecer o seu passado, não terá dificuldades de maior em lhes diagnosticar o futuro. E este, o futuro, às vezes é uma coisa lixada. Como, de resto, o passado está farto de demonstrar.

Este texto não é um exercicio de adivinhação. Nem pretende ser. Mas podia.

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publicado às 20:05

Imigrantes, borlistas e caloteiros

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.16

Apesar de nenhuma organização de apoio a imigrantes, refugiados ou outros desgraçados ter vindo a público defender o homem, parece que afinal o “Rei do Kebab” - aquele imigrante curdo que desbaratou um bando de meliantes que pretendiam assaltar o seu restaurante - vai, ao contrário que se chegou a temer, poder regressar a Portugal. A autorização de residência, ao que consta, será coisa para demorar poucos dias a ser concedida e, após isso acontecer, o senhor poderá voltar. Ainda bem. São, sem dúvida, boas noticias. É de pessoas assim que o país precisa, que isto de bananas há cá muitos.

Em sentido contrário foram, ao que dá conta alguma imprensa, cento e quarenta refugiados. Daqueles que o governo, organizações de caridade – solidariedade, em linguagem modernaça – ou outros patetas quaisquer insistiram em trazer para Portugal. Igualmente boas noticias. Eles que vão. E, principalmente, não voltem.

Outra boa noticia é aquilo do detector de borlistas que a Carris pretende instalar nos seus autocarros. Grande ideia. Mas que, duvido, passe disso mesmo. De ideia. Deve ser ilegal. Violar a privacidade, ou isso. Mesmo que daí não resultasse nada de mais, toda a gente ficava a saber quem viajava à borla. Ná, não pode ser. Logo agora que o governo até quer acabar com aquela cena do cobrador do fraque…

Por falar em caloteiros. São cada vez mais os alegados famosos a quem é “descoberta a careca”. Famosos, enfim, é como quem diz. Vagamente conhecidos, vá. Figurinhas sem importância, a maior parte deles. Gente que vive à custa de esquemas manhosos e que, quase sempre, não tem onde cair morta. Mas, como quase todos os desta laia, quem os ouve falar ou vê cuspir não os leva presos. E isso, de não irem presos, é que é pena...

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publicado às 07:43

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Ora aí está um produto financeiro que recomendo vivamente. Nomeadamente aos que apoiam a geringonça. Apresenta uma taxa de juro simpática, o tempo de “imobilização” do capital não é nada de por aí além e o valor mínimo a subscrever estará ao alcance de qualquer um daqueles funcionários públicos e aposentados que viram os seus rendimentos repostos.

E, depois, há ainda aquilo da renegociação da dívida. A acontecer – necessidade que os geringonços sustentam – nada será de preocupante. Nem, sequer, coisa que lhes cause indignação ou suscite aborrecimento. Pelo contrário. De certeza que até ficarão satisfeitos. Por isso, malta que apoia a geringonça, é investir, é investir!!!

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publicado às 19:42

Censurar a censura

por Kruzes Kanhoto, em 13.11.16

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Parece que a culpa – desde a eleição do Trump à generalizada ascensão da direita na Europa – é das redes sociais. É o que dá qualquer um desatar a comentar noticias, publicar opiniões e escrever disparates diversos no Facebook, nos blogues, no Twitter, no Instagram e onde mais lhe aprouver. Coisa que, como sempre aconteceu, apenas devia estar reservada aos jornalistas e comentadores devidamente encartados. Eles é que sabem opinar sensatamente. Eles é que sabem o que é bom para povos, os países e o progresso civilizacional.

A discussão acerca do tema ainda mal começou mas, a julgar por aquilo que nos últimos dias se tem dito e escrito, não tardará a generalizar-se. A censura vem aí. Em nome da liberdade, dizem eles. Por enquanto têm-se limitado a controlar a informação. Filtram as noticias. Esforçam-se por moldar a opinião das massas à sua visão do mundo. Boicotam quem diverge. Escondem aquilo que não lhes convém que as pessoas saibam. Manipulam-nos, em suma. A chatice é que o mundo mudou. E o conhecimento que temos dele, também. Isso do “sol na terra” e dos “amanhãs que cantam” passou à história e não volta mais. Habituem-se!

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publicado às 17:21

Aventesmas!

por Kruzes Kanhoto, em 12.11.16

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Diz que esta espécie de fatiota se chama pannenburka, ou lá o que é. Ao que consta – mas espero que não seja verdade – terá sido concebida e estará a ser comercializada na Alemanha. Por mim estou em crer que não passará de uma fantasia carnavalesca. Ou então não. Mas se não for a coisa é séria. E, nesse caso, a única vantagem que terá é evitar danos nas viaturas. Que, em caso de embate com aquilo, serão os únicos prejuizos a lamentar.

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publicado às 15:34

Isto anda tudo ligado...

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.16

Esta época futebolística tenho apostado quase sempre na vitória do Sporting. Será essa, a estatística não me deixa mentir, a razão pela qual as apostas no Placard me estão a correr tão mal. Bem me avisava, no último domingo quando registava o boletim, um outro apostador que a insistência em vaticinar as vitórias dos lagartos só me traria uma desagradável acumulação de prejuízos. Isto, claro, sou eu a traduzir do vernáculo. Mas o cavalheiro em causa ia mais longe. Garantia que os leões, que já não venciam desde que o Pedro Dias desapareceu, apenas voltariam a ganhar quando o tal foragido fosse encontrado. Ora o Sporting, nesse mesmo Domingo, ganhou. Ao Arouca. Por três a zero. E, no final desse jogo, as câmaras de vigilância do estádio das osgas filmaram umas cenas rocambolescas. Acontece que o tal Pedro Dias apareceu. Em Arouca. Três dias depois do jogo que o Sporting ganhou por três a zero ao Arouca, perante as câmaras de uma televisão que estavam lá para filmar aquela cena rocambolesca. O tal gajo não acertou nisso do clube do Lumiar só ganhar depois do alegado assassino aparecer. Mas só falhou por três dias. Isto anda mesmo tudo ligado.

E eu, que sou benfiquista e isso me envaidece, por que raio aposto na vitória das lagartixas? Porque assim fico sempre contente...


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publicado às 22:08

É a democracia, estúpido...

por Kruzes Kanhoto, em 09.11.16

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E pronto, ganhou o Trump. Uma chatice. Nomeadamente para jornaleiros, comentadores, gente das artes e intelectuais diversos que se acham dotados de uma inteligência superior ao comum dos mortais. Tudo culpa dos matarruanos rurais, velhos, analfabetos e extremistas vários que, pasme-se tamanho desplante, insistem em ter opinião e, pior, traduzi-la em voto. Coisa que, como parece cada vez mais óbvia, devia estar reservada somente a jovens, urbanos e licenciados. Uma maçada, isto da democracia.

Se não fossem tão arrogantes talvez percebessem a mensagem e aprendessem a lição. Mas não acredito que alguma vez a aprendam. Não querem entender que a maioria dos povos não aceitam esta coisa do politicamente correcto que está a destruir as sociedades ocidentais. Marine Le Pen ganhará as eleições em França. As próximas ou as seguintes. O mesmo acontecerá na maioria dos países europeus. A culpa, essa, nas cabecinhas intelectualoides dos que hoje lamentam a eleição do “Trampas”, nunca será deles nem das políticas que apoiam. Será sempre dos outros. Dos parvos, como eles gostam de considerar quem não pensa como eles.

Por mim, o vencedor das eleições americanas não podia ser mais indiferente. Cada povo escolhe quem quer para o governar. Mas, confesso, não consigo esconder um sorriso perante tamanha azia que insuspeitos democratas - daqueles que só o partido deles é que é bom – hoje têm exibido. Até parecem os comentadores desportivos dos canais televisivos quando o Benfica ganha...

 

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publicado às 20:26

Trabalhar de borla?! É uma coisa que me aborrece.

por Kruzes Kanhoto, em 08.11.16

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Não gosto de self services. Tirando o multibanco. E, vá, mais uma ou outra coisa que igualmente me dê jeito. Embora, assim de repente, não me ocorra nenhuma. Trata-se uma maneira de uns quantos capitalistas nojentos diminuírem os custos - nomeadamente com pessoal - e aumentarem os lucros, os porcos-fascistas. Fazemos nós o trabalho das pessoas que eles despedem e das que não contratam, sem que ganhemos nada com isso. Nem, sequer, uma reduçãozinha no preço do bem ou serviço em que, por momentos, nos tornamos empregados do gajo a quem os estamos a adquirir.

Uma das superfícies comerciais cá da terra adoptou agora esse conceito no pagamento das compras. Substituiu umas quantas caixas tradicionais por outras onde é o cliente que trata de todo o processo que envolve pagar os bens que acabou de comprar. Por mim recuso. Não quero. Não sou empregado de supermercado. E se o incentivo é apenas evitar as longas filas que, agora, se formam nas outras, pouquíssimas, caixas que se mantém abertas, então prefiro ir abastecer a despensa a outro lado. Como, aliás, já faço em relação ao combustível. Não atesto o depósito em sítios onde, sem nada em troca, me forçam a ser gasolineiro.

Quem, aparentemente, aprecia o novo esquema é a malta do resort. Passam todos por aquilo do auto-pagamento. Gostam tanto da ideia que já não aborrecem as operadoras e os clientes das restantes caixas. Velhos e novos, mesmo sem saberem uma letra – ou um número - do tamanho de um burro, aprenderam depressa a trabalhar com aquelas traquitanas. Têm muita desenvoltura com as mãos, eles...

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publicado às 20:05

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Uma tarja com os dizeres “ides sofrer como cães”, ontem ostentada por um bando de arruaceiros à chegada do tricampeão nacional ao hotel onde pernoitou antes de jogar em Contumil com o clube da fruta, significa o quê?! Uma ameaça que farão os jogadores passar pelo mesmo sofrimento que infligem aos cães? Mas há cães a sofrer às mãos desta gentalha?! Se assim fôr constitui motivo mais do que suficiente para as autoridades competentes – ou até mesmo as incompetentes, vá – abrirem uma investigação acerca dos maus tratos que o grupo de energúmenos que a mostrava estará a infligir aos canitos.

Pode, ao contrário, ser interpretado como um amistoso gesto de boas vindas. Uma espécie de vassalagem que as criaturinhas estarão a prestar ao maior clube do país. Pode ser. Até as criaturas mais reles têm – às vezes lá bem no fundo, mas têm – um outro sentimento menos mau. E, por outro lado, é reconhecida a maneira como os animais são bem tratados por aquelas paragens. Nomeadamente as pegas. Aquilo é quase o seu - delas - habitat natural.

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publicado às 12:22

Qualidade de vida...é um conceito muito vago!

por Kruzes Kanhoto, em 05.11.16

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Acredito que uma empresa de estudos de mercado faça as suas análises com base na seriedade, no rigor e na competência de quem os elabora. Nem me passa pela cabeça que os resultados apurados não sejam analisados à lupa e que eventuais falhas não sejam corrigidas antes da sua divulgação pública. Daí a minha perplexidade perante um estudo que aponta cinco concelhos do vizinho distrito de Portalegre como aqueles que possuem, a nível nacional, melhor qualidade de vida.

Admito que, em todos eles, se viva extremamente bem. Melhor, admito também, do que no meu. Que, diga-se, nem desconfio em que posição se encontra. Embora, olhando para a pontuação dos melhores do distrito de Évora, presuma que se situe num lugar muito distante dos primeiros. Deve ser dos indicadores, ou lá o que é. Diz que neste estudo deram muita importância a aspectos como a educação, a saúde ou a cultura.

Deve ser por causa desses critérios que Sousel é considerado, pelo tal estudo, o segundo melhor concelho do país para viver. Muito melhor do que Estremoz, que dista daquele paraíso uns miseráveis dezassete quilómetros. Quase nada, convenhamos. Um trajecto que se faz em pouco mais de vinte minutos e que é percorrido diariamente pelos alunos souselenses que, concluído o ensino básico, pretendem frequentar o secundário e o lugar mais perto para o fazerem é Estremoz. Ou por aqueles que durante a noite e ao fim de semana são acometidos por alguma maleita e, se a coisa for ligeira, têm de recorrer ao serviço de atendimento de Estremoz. O mesmo para os que queiram ir ao cinema, dado que em Sousel também não há e o mais próximo, adivinhem, é o de Estremoz.

Não coloco, naturalmente, em causa a credibilidade deste estudo. Outros itens haverá naquele concelho que dão a Estremoz uma goleada de dez a zero. Não estou é, assim de repente, a ver nenhum...

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publicado às 13:12

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Isso de escolher isto ou aquilo como qualquer coisa do ano é, por norma, do mais parvo que há. Podia, também, considerar estúpido. Não era mal considerado mas, até ver, fico-me pelo parvo. Nomeadamente quando a escolha é baseada em critérios subjectivos, não mensuráveis ou baseados apenas em simpatias pessoais, políticas ou outras. É o caso de uma revista de gajas que escolheu um gajo para gaja do ano. Uma parvoíce. Irrelevante, é verdade. Ninguém quer saber, nem a distinção adianta ou atrasa seja o que for à humanidade. Quando muito servirá para dar razão aos que ainda acham que o lugar da mulher é em casa a coser as meias do marido. Por acaso acho o mesmo. Em relação às gajas que fizeram esta escolha, claro.

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publicado às 19:29

O Orçamento dos autarcas e reformados

por Kruzes Kanhoto, em 03.11.16

Tenho lido nos últimos dias – praticamente desde a sua apresentação oficial - que o Orçamento para 2017 é o Orçamento dos funcionários públicos e dos reformados. Será, em parte, verdade. Nomeadamente quanto aos últimos, pois a função pública, exceptuando os vinte cinco cêntimos do subsidio de refeição, não é contemplada com a distribuição de benesses, ao contrário do que acontece com os pensionistas.

Parece, no entanto, que todos se estão a esquecer dos autarcas. Esses, talvez, os maiores beneficiários da generosidade distributiva da geringonça. Para além da espécie de inimputabilidade - a ser aprovado o que é proposto – que o governo lhes pretende conceder, é ainda garantida uma torrente de dinheiro a desaguar nos cofres das autarquias como há muito se não via. E, se isso não fosse mais do que suficiente, vão dispor de inteira liberdade para endividarem as respectivas Câmaras – e, por consequência os respectivos munícipes e os portugueses em geral – em montantes que apenas conhecerão como limites a imaginação dos mais extravagantes de entre eles. O período negro, no que diz respeito aos calotes dos municípios, que terminou – salvo uma ou outra miserável excepção – em 2012, não constituiu uma lição suficiente. Continua-se, por isso, a dar fósforos aos incendiários.

Não me surpreende. Os governantes de agora são os mesmos que rebentaram o país e, na sua maioria, os autarcas que esturraram dinheiro à tripa-forra também. Já vimos este filme e sabemos como acaba. Só um tolinho pode esperar que, desta vez, tenhamos um final feliz.

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publicado às 23:35

Trabalhos de casa

por Kruzes Kanhoto, em 02.11.16

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Noticias vindas de Espanha dizem-nos que os putos estão a fazer uma espécie de greve aos trabalhos de casa. Forma de luta merecedora, como seria de esperar, de todo o apoio por parte dos progenitores. Compreendo a problemática. É, de facto, uma chatice os gaiatos chegarem a casa com cenas que impossibilitam aquela coisa do tempo de qualidade passado em família. Aquilo em que cada um olha fixamente para o seu tablet ou telemóvel sem ligar patavina aos outros.

Percebo que os miúdos não apreciem os TPC’s. Igualmente entendo que os pais não tenham paciência para ajudar os filhos a ultrapassar as dificuldades que estas coisas lhes colocam. Aceito, também, que prefiram estar no facebook, descansados da vida, sem ter o petiz a chatear por não perceber a tabuada ou seja lá o que for que ensinam agora. Compreendo isso tudo. Ninguém gosta de chatices. Podiam era admiti-lo. Que inventem argumentos rebuscados, muito modernos e que atirem para o ar uns quantos conceitos pretensamente evoluídos é que não me parece bem. Até porque ninguém acredita. Nem eles.

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publicado às 22:30

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Todos os canais televisivos têm levado o dia de hoje a passar um vídeo onde, supostamente, militares da GNR malham um fulano que acabaram de deter. Supostamente porque, ao contrário do que é afirmado até à exaustão, não se descortina violência absolutamente nenhuma. E ainda que fosse visível seria impossível determinar a intensidade com que o bastão, a mão, o pé ou seja o que for, atinge o meliante. Nada garante que, a ter-se verificado contacto, ele tenha sido intencional ou, mesmo que tenha ocorrido, tivesse sido suficientemente forte para poder ser considerado agressão. Pode – e nada garante o contrário – ter-se tratado apenas de uma carícia. Mais intempestiva, mas ainda assim uma carícia.

Mas, confesso, seja o que for que tenha acontecido, pouco me importa. Se bateram, ainda bem. Se não bateram, tivessem batido. Num meliante bate-se sempre. Mesmo que não se saiba porque se lhe bate, ele sabe de certeza porque apanha. Estranho, no entanto, o nebuloso critério jornalístico que leva os canais televisivos a repetir vezes sem conta estas imagens. Filmes desta natureza, captados por câmaras de vigilância ou filmados por cidadãos em que as vitimas de ataques são pessoas comuns e os agressores são os milhões de invasores que já estão em solo europeu, são publicados diariamente às centenas na Internet e nenhuma televisão os mostra sequer uma vez. Vá lá saber-se porquê. Ou melhor, todos sabemos porquê.

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publicado às 22:24



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