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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Populistas, dizem eles...

por Kruzes Kanhoto, em 30.11.16

Populismo – ou populista, tanto faz – integrará, quase de certeza, o leque de candidatas a palavra do ano. Está na moda chamar isso aos que, por este ou aquele motivo, se desviam da linha de pensamento único vigente. Mesmo que, na maior parte das vezes, essa designação vise criticar aquilo que dita o senso comum, a opinião do homem médio ou a conduta do bom pai de família. Ou, como diriam outros, a maioria silenciosa. Conceitos que, cada vez menos, significam alguma coisa para uma minoria, a cada dia mais pequena, de pessoas que se arrogam no direito de determinar o que é, ou deixa de ser, correcto.

Por mim quero que eles se lixem. Fazem-me lembrar uns quantos habitantes de um determinado resort. Quando apanhados a roubar no supermercado das cercanias, chamam racistas aos seguranças que lhes solicitam a devolução dos itens roubados. O contexto é, mais ou menos, o mesmo. Um dias destes, quando enriquecerem o vocabulário, talvez substituam o alegado insulto. Populista parece-me adequado. É mais fino.

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Má sorte não ser secretário de estado...

por Kruzes Kanhoto, em 28.11.16

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Diz que o final do arco-íris assinala a localização do pote de ouro. Quiçá. Não confirmei se, neste caso, seria assim. Mas, tratando-se de instalações da Galp, é bem possível que a sinalética esteja correcta. Pode é depender de quem procura. Eu, desconfio, não encontraria nada. Já um qualquer secretário de estado era gajo para ter mais sorte...

 

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Costa, o ilusionista. Ou conversa para enganar parolos.

por Kruzes Kanhoto, em 27.11.16

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Já sobre a evolução do consumo interno, António Costa admitiu que as medidas de reposição de rendimentos e de redução da sobretaxa de IRS poderão não se ter traduzido imediatamente num aumento da procura interna.

 

"Certamente, muitas famílias tinham sistemas de endividamento informal que aproveitaram para ir resolvendo ao longo deste ano", justificou.

 

Estes dois excertos de uma entrevista de António Costa - o ilusionista - ao “Jornal de Negócios” são elucidativos acerca da ignorância do homem em tudo o que tem a ver com números, economia, finanças e afins. Promover a evolução do consumo interno não é, de todo, uma ideia parva. Repor rendimentos e reduzir impostos, com a finalidade de estimular a procura interna, também não. Agora esperar que o consumo e a procura cresçam sem fazer nenhuma dessas coisas é que me parece bastante idiota. Ninguém deve ter explicado à criatura que os funcionários e reformados a quem foram repostos rendimentos são uma minúscula fatia destes grupos sociais. Gente para quem as importâncias líquidas cortadas terão um valor pouco mais do que simbólico e que não constituíram motivo para alterar o seu padrão de consumo. O mesmo com os impostos. Verdade que baixou a sobretaxa. Sim, e daí?! O que aumentou - acertadamente, quanto a mim - nos impostos indirectos levou isso e muito mais.

E aquilo do endividamento informal?! Ao certo, isso é o quê?! O crédito ao consumo, concedido pelos bancos e outras entidades, não deve ser. Esses, ainda que poucas, requerem umas quantas formalidades. Nem, se calhar, estará a pensar naqueles empréstimos entre amigos, familiares ou conhecidos. Ou, tão pouco, nas contas por pagar no talho, na mercearia ou no tasco onde se toma o pequeno-almoço.  Nestes casos, se as famílias liquidarem estas dívidas, o dinheiro entra na mesma na economia e contribui para o seu crescimento.

E é isto. É este o primeiro ministro que temos. Um ilusionista. O que não é necessariamente mau. As pessoas precisam de ilusões. O que é preocupante é que as levem a sério.

 

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Já vai tarde...

por Kruzes Kanhoto, em 26.11.16

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Deixemos de merdas. Fidel Castro era um ditador. Pode ter sido um líder histórico, carismático e um revolucionário amoroso como hoje a generalidade da comunicação social o pinta. Franco, Salazar, Stalin e outros terão sido, também, isso tudo. Não merecem, vá lá saber-se porquê, é os mesmos encómios que o agora defunto déspota cubano. Uma ditadura é uma ditadura e todos os ditadores são uns filhos da puta. Por mais que a  pandilha do politicamente correcto se esforce por me convencer que umas ditaduras e uns ditadores sejam mais fofinhos que outros.

 

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Europa 2029

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.16

 

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Da série comecem a despedir-se da geringonça

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.16

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A acreditar na sondagem hoje divulgada o PS estará à beira da maioria absoluta. Assim de repente não me ocorre nenhuma razão para acreditar no resultado do estudo de opinião. Exemplos recentes de falhanços épicos de estudos análogos -  escuso de os citar de tão frescos que estarão na nossa memória colectiva - levam-me, pelo contrário, a não levar estas previsões a sério. Embora, caso se confirmasse o seu acerto, não constituisse de todo uma má noticia. Excepto, claro, para comunistas e bloquistas. O Partido Socialista com maioria absoluta seria o pior cenário para aquele pagode. Coitados. Divulgar uma noticia destas num dia particularmente triste para a esquerda radical portuguesa é mesmo lixado.   

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A propósito da sexta-feira preta

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.16

A minha relação com as lojas é pouco menos que inconciliável. Nomeadamente as de indumentária. Permanecer num desses antros por um período de tempo superior ao estritamente necessário para adquirir aquilo que me obrigou a entrar equivale a tortura.

Cada um é para o que nasce. Já garantia a minha avó, essa sábia senhora. Daí que considere muito respeitável - apesar de incompreensível, para mim - o entusiasmo com que a maioria das gajas se dedicam à actividade de passear em lojas de farpela. Ou, até mesmo, alguns gajos. Jovens, quase todos. Alguns praticamente em êxtase por remexerem nos trapinhos. Deve ser da textura.

 

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Tão bem dito que podia ser eu a dizer...

por Kruzes Kanhoto, em 24.11.16

"Na política vale quase tudo. No fim ganha quem melhor consegue enganar a opinião pública. E quem perde é sempre o contribuinte."

 

João Vieira Pereira, diretor-adjunto do Expresso.

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Um dia destes ganhamos todos o salário mínimo...

por Kruzes Kanhoto, em 23.11.16

Já li e ouvi muitos argumentos em defesa do aumento do salário mínimo nacional. Mas hoje gostei particularmente de um. Quem ganha o SMN gasta tudo, defendia um expert destas coisas. O que não será difícil, digo eu. Nem ser dotado de uma imaginação prodigiosa ou possuir gostos relativamente extravagantes. Gastando tudo, por pouco que seja, é dinheiro que de imediato entra na economia, criando, assim, mais riqueza, crescimento económico e impostos. Parece-me bem visto. Por acaso, ou talvez não, até penso mais ou menos o mesmo. Com uma nuance. Eu ia mais além. Seria mais ambicioso. Aumentava também as pessoas que ganham quinhentos e oitenta ou seiscentos euros. E, já agora que ali estava, ia por aí acima. Quando déssemos por nós estávamos com uma economia mais pujante do que a chinesa. Enquanto, simultaneamente, se fazia justiça social e promovia a igualdade. É que, não sei se já alguém reparou, um trabalhador que em 2014 ganhava 485€ por mês, ganhará 557€ em 2017. Mas, enquanto isso, outro que até pode ser o colega do lado, continuará a auferir mensalmente 560€, tal como ocorria há dois anos atrás. Justo, dizem eles. Ninguém o manda ser um malvado aforrador.

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Todos uns piegas, é o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 22.11.16

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Diz que, por comparação com 2015, há em Portugal mais mil trezentos e tal milionários. Condição a que se chega quando o património da criatura atinge, mais ou menos, o milhão de euros. O número, ao que consta, tende a aumentar. E muito, ao que parece. Segundo os gajos e as gajas que estudaram isto da riqueza acumulada – a tal que a filha do ex-terrorista Camilo quer atacar – nos próximos cinco anos a quantidade de ricaços com este nível de fortuna deve ultrapassar os setenta e seis mil.

Não farei, quase de certeza, parte desse número. A menos que as bolas do euromilhões acertem com os palpites da sociedade em que invisto nesse jogo do demo. Mas, mesmo assim, fico satisfeito por haver cada vez mais gente endinheirada. O que me desagrada é ver a indignação que o facto suscita. Uns invejosos, é o que é. Por mais que chorem baba e ranho, ou vertam lágrimas de crocodilo pelos probrezinhos coitadinhos, não me comovem. Querem lá eles saber. Nem, tão pouco, acredito naquela treta do cada vez mais ricos e cada vez mais pobres. Tretas, reitero. A mesma análise revela que a riqueza média de cada português também subiu em relação ao ano passado e que mais de 55% dos tugas possui um património entre dez e cem mil dólares. O que confirma, se tal ainda fosse necessário, tudo aquilo que os geringonços têm vindo a afirmar acerca da tragédia a que o governo do Parvus conduziu o país...

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Se calhar é uma espécie de mensagem subliminar...

por Kruzes Kanhoto, em 21.11.16

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Deve haver, presumo, uma regra qualquer que determine a altura a que uma caixa multibanco deve ser colocada. Ou, pelo contrário, será coisa para deixar ao livre arbítrio do gajo que instala o equipamento?! Quiçá seja algo mais ou menos aleatório. Nuns sítios mais acima, noutros mais abaixo. Talvez os bancos tenham assim uma espécie de estudo acerca dos clientes e determinem a colocação das ditas traquitanas em função da altura média dos mesmos. Ou conforme o número de baixotes. Se estes forem a maioria a máquina fica mais baixa e o contrário se os mais espigados estiverem em superioridade numérica.

Independentemente do motivo parece-me que a esmagadora maioria está demasiado próxima do solo. Uma chatice. Um gajo tem de curvar para sacar o dinheiro. Pior. Se a visão ao longe já não fôr a melhor mal se distinguem as teclas. Um problema inquietante, este. E que urge resolver. Em menos tempo do que os tipos da CGD levam para entregar uma declaração de rendimentos, de preferência.

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Olívia patroa, Olívia costureira...

por Kruzes Kanhoto, em 20.11.16

O nível de coerência de comunistas e bloquistas é algo que não pára de me surpreender. Ou, a bem dizer, nem por isso. Daquela gente espera-se tudo. Até que deputados e destacados dirigentes do partido comunista e do bloco de esquerda declarem o seu entusiástico apoio aos manifestantes que protestam contra o governo que os seus partidos apoiam no parlamento. Devem ter-se inspirado naquela rábula da Olívia patroa, Olívia costureira...

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Vade retro, satanás!

por Kruzes Kanhoto, em 19.11.16

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As noticias acerca da vinda do diabo foram manifestamente exageradas. O mafarrico, com aparição anunciada para Setembro, não deu, afinal, sinais de vida. Atrasou-se, se calhar. Ou, então, preferiu infernizar a vida a outros. Não sei qual terá sido a opção do canhoto. Talvez nos ache demasiado insignificantes, o chifrudo. Mas sei que um lado evidencia uma certa frustração por belzebu não ter entrado em cena e que o outro parece estar a fazer tudo o que pode para trazer lucifer até nós. Por mim, que não acredito nem em deuses nem em demónios, acho que isto vai acabar mal. E, não, não sou pessimista, catastrofista ou essas coisas que os despesistas costumam chamar a quem gosta de olhar para os números de forma cautelosa. Sou apenas um optimista informado que já teve razão da outra vez. Daquela, em que se fez tudo exactamente como agora.

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As saudades que eu já tinha de uma greve!

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.16

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Diz que amanhã vai haver greve da função pública. Daquelas com manifestação e tudo. Não era sem tempo. Já tinha, confesso, saudades destas coisas. Não sei ao certo o que está, desta vez, em causa. Nem, dada a falta de noticias sobre o assunto, se é mesmo a sério. Deve ser da falta de treino. É que dantes, quando governavam os maus, isto era noticia para ser repetida até conhecermos de cor e salteado todas as reivindicações. Mas, seja o que for que estiver a ser reivindicado, estou completamente de acordo. Presumo que a jornada, apesar dos fantásticos avanços conseguidos e das não menos maravilhosas medidas já tomadas por este espectacular governo de esquerda que entende os justos anseios dos trabalhadores, vise reivindicar qualquer coisa em prol da generalidade dos trabalhadores do Estado. Uma só que seja. É que para mim está exactamente igual ao que estava antes. Reitero, exactamente. Por mais que o sindicalista gordo e comuna que de vez em quando ciranda cá pela terra, enalteça os feitos da geringonça e se esforce ingloriamente por demonstrar o contrário.

 

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Cuidado com o que desejas!

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.16

Há pessoas relativamente às quais não são precisos grandes dotes adivinhatórios para lhes prever o futuro. Qualquer adivinho de vão de escada, se conhecer o seu passado, não terá dificuldades de maior em lhes diagnosticar o futuro. E este, o futuro, às vezes é uma coisa lixada. Como, de resto, o passado está farto de demonstrar.

Este texto não é um exercicio de adivinhação. Nem pretende ser. Mas podia.

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Imigrantes, borlistas e caloteiros

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.16

Apesar de nenhuma organização de apoio a imigrantes, refugiados ou outros desgraçados ter vindo a público defender o homem, parece que afinal o “Rei do Kebab” - aquele imigrante curdo que desbaratou um bando de meliantes que pretendiam assaltar o seu restaurante - vai, ao contrário que se chegou a temer, poder regressar a Portugal. A autorização de residência, ao que consta, será coisa para demorar poucos dias a ser concedida e, após isso acontecer, o senhor poderá voltar. Ainda bem. São, sem dúvida, boas noticias. É de pessoas assim que o país precisa, que isto de bananas há cá muitos.

Em sentido contrário foram, ao que dá conta alguma imprensa, cento e quarenta refugiados. Daqueles que o governo, organizações de caridade – solidariedade, em linguagem modernaça – ou outros patetas quaisquer insistiram em trazer para Portugal. Igualmente boas noticias. Eles que vão. E, principalmente, não voltem.

Outra boa noticia é aquilo do detector de borlistas que a Carris pretende instalar nos seus autocarros. Grande ideia. Mas que, duvido, passe disso mesmo. De ideia. Deve ser ilegal. Violar a privacidade, ou isso. Mesmo que daí não resultasse nada de mais, toda a gente ficava a saber quem viajava à borla. Ná, não pode ser. Logo agora que o governo até quer acabar com aquela cena do cobrador do fraque…

Por falar em caloteiros. São cada vez mais os alegados famosos a quem é “descoberta a careca”. Famosos, enfim, é como quem diz. Vagamente conhecidos, vá. Figurinhas sem importância, a maior parte deles. Gente que vive à custa de esquemas manhosos e que, quase sempre, não tem onde cair morta. Mas, como quase todos os desta laia, quem os ouve falar ou vê cuspir não os leva presos. E isso, de não irem presos, é que é pena...

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Sugestão de investimento para quem votou na geringonça...

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.16

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Ora aí está um produto financeiro que recomendo vivamente. Nomeadamente aos que apoiam a geringonça. Apresenta uma taxa de juro simpática, o tempo de “imobilização” do capital não é nada de por aí além e o valor mínimo a subscrever estará ao alcance de qualquer um daqueles funcionários públicos e aposentados que viram os seus rendimentos repostos.

E, depois, há ainda aquilo da renegociação da dívida. A acontecer – necessidade que os geringonços sustentam – nada será de preocupante. Nem, sequer, coisa que lhes cause indignação ou suscite aborrecimento. Pelo contrário. De certeza que até ficarão satisfeitos. Por isso, malta que apoia a geringonça, é investir, é investir!!!

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Censurar a censura

por Kruzes Kanhoto, em 13.11.16

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Parece que a culpa – desde a eleição do Trump à generalizada ascensão da direita na Europa – é das redes sociais. É o que dá qualquer um desatar a comentar noticias, publicar opiniões e escrever disparates diversos no Facebook, nos blogues, no Twitter, no Instagram e onde mais lhe aprouver. Coisa que, como sempre aconteceu, apenas devia estar reservada aos jornalistas e comentadores devidamente encartados. Eles é que sabem opinar sensatamente. Eles é que sabem o que é bom para povos, os países e o progresso civilizacional.

A discussão acerca do tema ainda mal começou mas, a julgar por aquilo que nos últimos dias se tem dito e escrito, não tardará a generalizar-se. A censura vem aí. Em nome da liberdade, dizem eles. Por enquanto têm-se limitado a controlar a informação. Filtram as noticias. Esforçam-se por moldar a opinião das massas à sua visão do mundo. Boicotam quem diverge. Escondem aquilo que não lhes convém que as pessoas saibam. Manipulam-nos, em suma. A chatice é que o mundo mudou. E o conhecimento que temos dele, também. Isso do “sol na terra” e dos “amanhãs que cantam” passou à história e não volta mais. Habituem-se!

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Aventesmas!

por Kruzes Kanhoto, em 12.11.16

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Diz que esta espécie de fatiota se chama pannenburka, ou lá o que é. Ao que consta – mas espero que não seja verdade – terá sido concebida e estará a ser comercializada na Alemanha. Por mim estou em crer que não passará de uma fantasia carnavalesca. Ou então não. Mas se não for a coisa é séria. E, nesse caso, a única vantagem que terá é evitar danos nas viaturas. Que, em caso de embate com aquilo, serão os únicos prejuizos a lamentar.

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Isto anda tudo ligado...

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.16

Esta época futebolística tenho apostado quase sempre na vitória do Sporting. Será essa, a estatística não me deixa mentir, a razão pela qual as apostas no Placard me estão a correr tão mal. Bem me avisava, no último domingo quando registava o boletim, um outro apostador que a insistência em vaticinar as vitórias dos lagartos só me traria uma desagradável acumulação de prejuízos. Isto, claro, sou eu a traduzir do vernáculo. Mas o cavalheiro em causa ia mais longe. Garantia que os leões, que já não venciam desde que o Pedro Dias desapareceu, apenas voltariam a ganhar quando o tal foragido fosse encontrado. Ora o Sporting, nesse mesmo Domingo, ganhou. Ao Arouca. Por três a zero. E, no final desse jogo, as câmaras de vigilância do estádio das osgas filmaram umas cenas rocambolescas. Acontece que o tal Pedro Dias apareceu. Em Arouca. Três dias depois do jogo que o Sporting ganhou por três a zero ao Arouca, perante as câmaras de uma televisão que estavam lá para filmar aquela cena rocambolesca. O tal gajo não acertou nisso do clube do Lumiar só ganhar depois do alegado assassino aparecer. Mas só falhou por três dias. Isto anda mesmo tudo ligado.

E eu, que sou benfiquista e isso me envaidece, por que raio aposto na vitória das lagartixas? Porque assim fico sempre contente...


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