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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A osga sobrevivente

por Kruzes Kanhoto, em 31.08.16

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Não gosto de osgas. Enojam-me. Daí a tentar esmagá-las à base da vassourada ou com o sapato que estiver mais à mão vai o passo de um anão. Mas esta magana é esquiva. E está com muita sorte, também. Tem passado o Verão a escapar miraculosamente às múltiplas tentativas de esmagamento de que já foi alvo. Às tantas merece sobreviver. Pelo menos até à próxima vez que se ponha a jeito.

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Os novos bolcheviques

por Kruzes Kanhoto, em 30.08.16

Não falta quem garanta que no Brasil não há políticos honestos. Se os houvesse, acrescentam, o país deixaria de funcionar. Desconheço se assim é ou não. Nem, a bem dizer, é assunto que me tire o sono. É lá com eles.

É por isso que, descontando aquela parte do internacionalismo não sei das quantas, dificilmente entendo os motivos que levam tantos comunistas a expressar diariamente nas redes sociais o seu apoio a Dilma Roussef e, consequentemente, a sua repulsa pelo processo político que levou ao afastamento da Presidenta brasileira. Parece – e se calhar é – uma campanha orquestrada. Insurgem-se contra um alegado golpe de Estado, acusam os opositores dos crimes que estes apontam aos governantes recentemente destituídos e apelam ao respeito da vontade popular expressa em eleições.

Convenhamos que estes argumentos e a sua acérrima defesa, independentemente da seriedade de todos os personagens envolvidos nesta comédia, são para lá de surpreendentes. Nomeadamente por virem de gente cujo ideal político é fundamentado nas teses de um ditador que chegou ao poder através de um golpe de Estado, que se esteve nas tintas para os resultados eleitorais – o seu partido levou uma coça monumental mas ele não largou o poleiro – e instituiu no país uma ditadura sanguinária que durou mais de setenta anos. Ou como diziam por cá: “Não podemos perder por via eleitoral o que tanto tem custado a ganhar ao povo português”.

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Com sorte os senhorios até perdem o livro dos recibos...

por Kruzes Kanhoto, em 29.08.16

Senhorio de cariz social. Gosto disso. É genial. Brilhante, até. Deve ser mais um daqueles conceitos, todos modernaços, que a esquerda gosta de inventar. Nem sei como é que ninguém se tinha lembrado de criar esta figura. Ah, espera, afinal sei. Há quarenta anos que os comunistas e outros esquerdistas ainda mais radicais não estavam no governo… Sim, só a esta gente podia ocorrer uma ideia tão estapafúrdia como obrigar alguém a fazer caridade. Não tarda seremos obrigados a dar esmola. Em linguagem esquerdola a ser solidários com os mendigos.

A intervenção do Estado no sector da habitação tem produzido os resultados catastróficos que saltam à vista. Mas, ao invés de deixar o mercado funcionar, o que faz o governo?! Intervém ainda mais! É tudo uma questão (ideo)lógica. O governo deve estar à espera que surjam por aí aos pontapés senhorios como aquele da avenida da Liberdade, em Lisboa, que alugava uns duplexs por preços em conta. Ou, quiçá, como o outro que cedia gratuitamente apartamentos em Paris.


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Perdoai-lhes senhor...

por Kruzes Kanhoto, em 28.08.16

Não é que me surpreenda muito – que isto os cidadãos, ao contrário do que se pensa, não diferem assim tanto dos políticos – mas questiono-me sobre a ausência de criticas ao resgate à Caixa Geral de Depósitos por parte dos autores de uns quantos blogues que tenho o hábito de ler com alguma regularidade. Na respeitável opinião dos seus autores o BPN, o BPP, o BES e o BANIF – tudo culpa do Passos Coelho, claro está – são os responsáveis por tudo e mais um belo par de botas. Já a solução para a CGD, que nos vai sugar mais cinco mil milhões, não parece ser da responsabilidade da geringonça. Nem, pelos vistos, de ninguém. Às tantas ainda há-de ser minha, por um certo dia de sol ter passado à porta daquilo…

Até, à semelhança do BE, o orçamento rectificativo que aí vem se afigura como a coisa mais natural deste mundo. Como se do mesmo apenas vá constar a despesa e a receita surja do nada. Tipo um milagre qualquer, ou assim. Que, para além dos que lhes aparecem nos recibos de vencimentos ou das pensões de reforma, as pessoas pouco percebam de números não é de criticar. Mas que falem deles como verdadeiros entendidos no assunto e ainda chamem ignorantes aos que, por uma ou outra razão, têm algum conhecimento do tema é que já me parece um bocadinho parvo. É por isso que eu evito dissertar aqui sobre unhal de gel, depilação intima ou viagens a destinos exóticos.

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"Cada um veste o que quer". A sério?! Acham mesmo isso?

por Kruzes Kanhoto, em 27.08.16

 

Cada um veste o que quer, onde e quando muito bem entender. Será. Não consigo discordar convictamente desta tese, tão reclamada por estes dias, acerca da liberdade de escolha da indumentária. Mais. Estou com uma vontade danada de a colocar em prática. Assim do tipo ir à ópera de calções e xanatos. Ou ir à mesquita e não descalçar os sapatos. Ou ir ao banco com um capacete integral na cabeça. Daqueles com viseira escura e tudo. E não me digam que estes exemplos não valem por não se tratar de um espaço público. A opera pode ser no teatro cá da terra – que é municipal e de vez em quando também tem cenas dessas – o banco é a Caixa Geral de Depósitos – que mais pública não podia ser – e a mesquita como não paga impostos também pertence ao povo. Sempre quero ver se não me deixam entrar. Eu depois conto. Até já estou a imaginar, caso me barrem a entrada, a onda de solidariedade que se vai levantar na Internet em defesa da minha liberdade a vestir o que quiser quando muito bem me apetecer...

Por falar em solidariedade, tolerância e o camandro. Lembrei-me, vá lá saber-se porquê, daquele futebolista português que foi jogar para um clube espanhol e que na apresentação aos sócios e à imprensa local apareceu vestido com uma camisola onde estava estampada a cara do General Franco. Podemos ver neste link, no espaço reservado aos comentários, o que escreveram sobre isso uns quantos portugueses...Ou no último ano mudámos de opinião quanto a essa coisa de cada um vestir o que quiser ou então isto é tudo um bando hipócritas. Inclino-me mais para esta segunda hipótese.

 

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Pobres avós que tão estúpidos netos têm...

por Kruzes Kanhoto, em 26.08.16

Fiquei por estes dias a saber – a propósito disto do burkini – que as avozinhas de muita gente também iam à praia naquele preparo. Completamente vestidas e com um lenço na cabeça. Quase todas de preto, garantem. Sem que ninguém ousasse incomodá-las por causa da fatiota. E desenganem-se os que pensam – tal como eu pensei – que quem assim escreve tem mais de cinquenta anos e se está a referir a velhinhas que já entregaram a alminha ao criador. Nada disso. São jovens – de idade, de resto não sei – os que afiançam ser esta a realidade dos areais portugueses trinta anos mais atrás. Aí por volta de mil novecentos e oitenta e seis, para nos situarmos melhor. Há, até, quem queira que nós acreditemos que a sua avó, hoje com sessenta e oito anos, dos quais quase quarenta vividos em Paris, é exactamente assim que, por estes dias, se banha nas águas mediterrânicas do sul de França. Pois. Deve ser, deve.

Desconheço o que andam a fumar. Ou a beber. Mas, decerto, tem pouco tabaco ou está estragado. Há trinta anos – ou mesmo mais – não havia banhistas assim vestidas, contudo, com as mentalidades que por aí existem, daqui por mais trinta não haverá ninguém em bikini. Mas é bem feito, que é para não serem parvos. E, principalmente, parvas.

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Já se calavam com a briga dos fedelhos...

por Kruzes Kanhoto, em 25.08.16

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Isto dos alinhamentos dos telejornais e dos conteúdos noticiosos em geral ficarem a cargo dos jornalistas é uma chatice. Já dizia Ferreira Leite quando era líder do PSD. Basta ver a última semana. Não têm falado de outra coisa que não da briga de uns gaiatos. Como se, para além dos que lhes são próximos, isso importasse a alguém.

Podiam falar, se a ideia é manter a temática criminal na ordem do dia para roubar audiências à CMTV, dos muitos doentes mentais que andam pelas ruas europeias a tentar matar pessoas. Isto enquanto gritam “Allah akbar”. Que, parece, é o que as criaturas com problemas do foro psiquiátrico agora fazem enquanto tentam limpar o sebo a quem lhes está mais próximo e não tem, em comum com maluquinho, o mesmo amigo imaginário.

Para minha grande desilusão – e do Bruno de Carvalho, também – nem a profunda crise que o tricampeão está a atravessar, como comprova o recente empate altamente comprometedor, tem sido noticia. Nem entrevistas de rua aos habitantes de Setúbal a indagá-los quanto à forte possibilidade do seu Vitória chegar à liga dos campeões. Há cerca de um ano Arouca, após a derrota do bicampeão aos pés do clube local, foi invadida por repórteres convencidos que estavam na terra onde se festejaria, meses mais tarde, a conquista do título. E agora não saem da Ponte de Sôr... Desiludem-me, estes jornaleiros.



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Eles "andem" aí... (II) ou mais, não sei ao certo.

por Kruzes Kanhoto, em 24.08.16

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Que os cidadãos sejam obrigados a aprovisionar a despensa com mantimentos, para no mínimo dez dias, é uma medida que as autoridades alemãs pretendem implementar no país. Isto para fazer face a um qualquer acontecimento futuro. Seja ele qual for. Cenários não faltam. Desde um ataque em larga escala de doentes mentais a um cataclismo natural qualquer. Ou, mas isso sou eu a desconfiar, são os extraterrestres que estão para chegar. O que não deve constituir problema. Tal como os maluquinhos a que a Europa abriga aos milhões, serão certamente criaturas bondosas, simpáticas e pouco dadas a causar aborrecimentos. O melhor é não ligar a isso de açambarcar comida – deve ser coisa para ajudar as grandes cadeias de distribuição – e preparar mas é a placa com os dizeres “Welcome Et's”. 

PS - Razão tinha o outro autarca maluco que queria fazer o centro de acolhimento a visitantes de outros planetas.

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Não deviam estar todos na caminha? Afinal são umas crianças...

por Kruzes Kanhoto, em 23.08.16

Manifestamente exagerada a cobertura noticiosa que tem merecido a rixa da Ponte de Sôr. Independentemente das consequências dramáticas para um dos lados e de quem, do outro, está envolvido no incidente, a insistência no tema já enjoa. Se calhar não será o caso mas, assim de repente, quase parece encomendada.

Apesar de tanto tempo de antena desperdiçado em redor do assunto, ficam duas ou três questões – pelo menos – por esclarecer. Ou, se foram esclarecidas não dei por isso. O que não é de surpreender dado que o tema, logo após os primeiros trinta segundos, deixou-me de me suscitar qualquer curiosidade. Mas falta, escrevia, esclarecer, entre outras coisas, o que faziam três putos, menores de idade e um deles com apenas quinze anos – uma criança, não é? - num bar, às tantas da noite? Bebiam chá? Um sumo, talvez?! E mais ninguém tem responsabilidade no caso? E como é que as chaves do carro foram parar às mãos dos fedelhos? Ninguém na embaixada do Iraque deu pela falta da viatura? Tudo questões pertinentes – e impertinentes – que deviam ser colocadas.

Quanto àquilo da imunidade diplomática e da eventual impossibilidade de punir os iraquianos, também não estou a acompanhar a admiração generalizada que por aí se instalou. Querem lá ver que o país não está repleto de gente que goza de todo o tipo de imunidade...

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E assim nos vamos indignando...

por Kruzes Kanhoto, em 22.08.16

O que não falta por aí é gente a diabolizar o sector privado. Basta ver a base de apoio da geringonça. O pior é que a dita iniciativa privada está, constantemente, a pôr-se a jeito. A dar razão a quem os abomina. Isto dos estágios é só mais uma sacanice das muitas em que os portugueses – “públicos” e “privados”, “individuais” e “colectivos” – são especialistas. “Semos” todos muito espertos. Gabamo-nos do nosso engenho em contornar as leis. Orgulhamo-nos de desenrascar tudo e todos. Depois dá nisto. E pior. Pena é que os gajos que se tramam sejam sempre os mesmos. É o que dá termos patrões a mais e empresários a menos, excesso de políticos e falta de gestores, lacaios incompetentes a fazer o que não sabem e cobardolas que falam quando deviam estar calados e se calam quando deviam falar.

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Detesto os bonzinhos. Prefiro os malvados.

por Kruzes Kanhoto, em 20.08.16

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Um conhecido radialista partilhou nas redes sociais a sua preocupação por ter visto a cozinha invadida por um rato. Ralações a dobrar, no caso. Pois, a acrescentar à primeira, estava igualmente preocupado quanto à maneira de se livrar do visitante indesejado sem colocar em causa a integridade física do pequeno roedor. Para começar, acrescentava, trancou a porta da cozinha a fim de impedir que o gato – ou o cão, não sei ao certo, lá de casa – tratasse da saúde ao ratinho. Isto enquanto magicava na solução que permitisse capturar o intruso sem o molestar.

Pouco me importa o destino que o homem queira dar ao rato. É lá com ele. A coisa apenas me despertou interesse pelo número inusitado de comentários que o post mereceu. Todos, ou quase, a apelar à clemencia, a sugerir maneiras - cada uma mais idiota do que a outra - para apanhar o bicho sem o magoar e à sua posterior libertação num descampado qualquer. Matá-lo, isso, está completamente fora de questão. Coitados dos poucos comentadores que, face às doenças transmitidas por aqueles animais, se atreveram a sugerir tal solução. O ódio destilado foi tanto que, estou em crer, se os apanhassem - aos comentadores malvados – aqueles seres sensíveis preocupados com a vida do ratinho, eram capazes de os matar.

 

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Ratos voadores

por Kruzes Kanhoto, em 19.08.16

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Agora é a tentativa de controlar a população de pombos a suscitar a ira dos amiguinhos dos animais. Uma fonte de doenças, como se sabe, essa bicharada. Ainda assim há quem os queira proteger e conteste as coimas para quem os alimente que, em boa hora, alguns municípios resolveram incluir nos seus regulamentos.

Em vez do extermínio em massa dessa espécie de ratazanas com asas, coisa que se faria a baixo custo e com elevada eficácia, as medidas colocadas em prática nalguns locais, com vista à redução de efectivos são absolutamente ridículas. Aquela, por exemplo, de capturar o bicho na cidade e ir soltá-lo ao campo nem a mim me lembraria. Ou, como propõe a agremiação de idiotas também conhecida por PAN, enganar as pombas substituindo os seus ovos por outros de gesso ou plástico também tem a sua piada. Principalmente quando vinda de um alegado partido político. Como é que se vai confiar em gente que até os pombos quer ludibriar?!

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Tomatada

por Kruzes Kanhoto, em 18.08.16

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Consta – presumo que seja verdade - que esta semana, ao atravessar a cidade pela EN 18, um automobilista terá sido surpreendido pelo arremesso de objectos contra a sua viatura ao circular na zona da rotunda da “Primavera”, junto ao Continente. Tomates, no caso. Significa, portanto, que o senhor em causa se pode considerar um sortudo. Outros, igualmente ao que se diz, não terão tido, noutras ocasiões, a mesma fortuna. Os itens que voam em direcção a quem passa, parece, costumam ser de natureza mais consistente e, por isso, capazes de causar estragos de maior monta.

Coisas de crianças, provavelmente. Ou próprias da irreverência de uma juventude sem perspetivas de futuro, talvez. Quiçá, até, de adultos marginalizados por uma sociedade incapaz de os integrar. Não sabemos. Mas lá que constitui uma boa explicação, isso constitui.

Podem, porventura, ter sido os militares da GNR – o quartel, para quem não sabe, é mesmo ali – a treinar a pontaria. Se atirarem tomates aos meliantes pelo menos não correm o risco de os matar e, por causa disso, acabar na prisão ou, pior, na miséria. Pouco provável esta hipótese, reconheço, mas fica a ideia.

Já completamente de descartar é a possibilidade do ataque ter partido dos habitantes do resort. Ná. Não acredito. Não são gajos para isso. Ainda que os tomates estivessem impróprios para consumo eles não os iam desperdiçar. Uma saladinha, para desenjoar depois de uma tarde nas cervejolas, cai sempre bem. Cá para mim aquilo foi algum espanhol a antecipar a tomatina deste ano, ou isso.

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O ignorante é quase sempre optimista...

por Kruzes Kanhoto, em 17.08.16

Poucos discordarão que Passos Coelho não foi grande coisa como primeiro-ministro. E só não digo que foi mau ou péssimo porque se o fizesse ficaria sem saber como qualificar Guterres ou Sócrates. Também não haverá, presumo, muita gente a discordar que como líder da oposição o homem é fraquinho. Daí não se afigurar necessário que António Costa nos esteja sempre a lembrar disso. Já sabemos. Não precisa, por isso, de estar constantemente a recordar o pessimismo do outro. Melhor seria que, de preferência com factos sustentados por números, nos esclarecesse onde é que o outro está errado. E porquê, já agora. Não basta achar que a coisa vai melhorar. Nomeadamente quando isso depende mais de outros do que de nós. Nem persistir em apelidar de pessimistas os que acham que isto vai dar para o torto. Essa foi a estratégia de Sócrates quando o país caminhava alegremente para a bancarrota. Afinal os tais “catastrofistas”, como ele gostava de chamar a quem antecipava o cenário que se veio a verificar, tinham toda a razão. Costa, para já, repete os passos do mestre. A história, provavelmente, também se repetirá. Numa versão bastante pior, suspeito.

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Façam mas é uma campanha de sensibilização, ou isso...

por Kruzes Kanhoto, em 16.08.16

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Hesito em concordar com as autoridades francesas que proibiram o uso do burkini – aquelas vestes ridículas que as muçulmanas usam quando vão a banhos – nalgumas praias onde, por causa da dita fatiota, se registaram alguns conflitos entre os banhistas. Proibir, desconfio, apenas fará com que mais gajas se vistam assim. E multar também não adianta. Além da multa ser irrisória, diz que há um mouro ricaço qualquer que paga a conta.

Obviamente que, na praia, ao cidadão comum incomoda a presença de pessoas assim trajadas. Tal como também incomodam os nudistas. Ou os cães. É por isso que se optou por criar praias para os amantes do nudismo. E, mais recentemente, para cães. Quiçá esse seja o caminho. Em lugar de proibir que as criaturas usem o dito burkini, criar praias onde essa prática seja permitida. Não de uso exclusivo, que isso seria discriminação, mas onde um veraneante qualquer soubesse, ao aceder ao local, com aquilo que contava.

Já li, a este propósito, vários comentários indignados com esta proibição. Não muitos, diga-se. Parece-me é que não são das mesmas pessoas que se indignaram contra a invasão de uma piscina, exclusiva para naturistas, por parte de um grupo de muçulmanos que, reclamando pelo seu encerramento, ofenderam e agrediram os utentes. Isto da tolerância e do multiculturalismo funcionar apenas num sentido ainda vai acabar mal...

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Fala como deve ser, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 15.08.16

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Não sei quanto ganham os indivíduos que vão às televisões dizer umas alarvidades sobre futebol. Nomeadamente, digo eu, os seus clubes. Não sei mas gostava de saber. É que se é para dizer parvoíces, como as que eles bolçam durante horas a fio, sou gajo para o fazer por metade do preço.

Algumas das criaturas nem sequer sabem falar português. O ser que aparece na imagem, por exemplo. Cuidava eu - mas ninguém me manda andar mal informado - que era adepto do Sporting. Pelos vistos não é. Leva o tempo todo a falar do Benfica. E a dizer bacoradas. Iniciou a sua intervenção no programa de ontem, como não podia deixar de ser, a debitar parvoíces acerca do Glorioso. Referiu-se a uma “vestoria” que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional terá realizado ao estádio onde no Sábado jogou e ganhou o Glorioso. “VESTORIA”!!!! Sim, ele disse “VESTORIA”. Convinha, digo eu, que quem vai para a televisão participar neste ou noutro tipo de programas tivesse um conhecimento mínimo da língua portuguesa. E, de preferência, que a soubesse falar.

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Pagar e morrer ė a última coisa que se faz na vida. Não necessariamente por esta ordem.

por Kruzes Kanhoto, em 14.08.16

Ė com um algum espanto e manifesta surpresa que alguma imprensa deu conta que a empresa electrica da Madeira teria dividas por receber, por parte de autarquias e outras instituiçoes, que ascendiam a muitos milhões de euros. Com dezenas de anos, algumas. Ora, a mim, o que surpreende é que a imprensa se surpreenda. Bastava um pouco de trabalho de casa. Não é preciso procurar calotes tão longe. Nem, sequer, esperar pelos relatórios de qualquer entidade fiscalizadora. Que, pelos vistos, também fiscaliza muito pouco. Vão ver, para não falar noutras coisas, nas dividas relativas ao consumo de água. São aos milhões. Os euros e as dividas. Pode, quase, dizer-se que em muitos municipios só os parvos é que pagam. Em muitas localidades, onde o fornecimento de água ė da responsabilidade da respectiva câmara, há gente que não paga uma única gota desde que o sporting ganhou o último campeonato. É só ver as contas das autarquias publicadas na internet. Está lá tudo.

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Subvencionar é uma coisa que nos assiste...

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.16

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Populista. É o que já vi chamar à lista de subvenções vitalícias divulgada ontem pela Caixa Geral de Aposentações. Será. Isso e o mais que queiram lhe chamar. A transparência tem destas coisas. Chatas, como esta. E é também muito bonita. Nomeadamente quando aplicada aos outros.

Por mim acho-a, à lista, estranhamente curta. Muito, mas mesmo muito mais gente beneficiou daquele esquema vergonhoso a que o governo Sócrates colocou fim em 2005. Ainda que por outras vias. Como, por exemplo, aquele senhor que - lá para o norte, acho eu - se candidatou a Presidente de Câmara com o objectivo de cumprir no cargo o tempo necessário para completar os doze anos de autarca que lhe permitiram sacar a reforma. Propósito que, diga-se em abono da verdade, o homem nunca escondeu. Louve-se, apesar de tudo, a sua integridade. Após ter sido eleito, quando completou o tempo necessário para se reformar, sensivelmente a meio do mandato, pôs-se ao fresco. Ou seja, pediu a aposentação e foi-se embora gozar a reforma. Correspondente ao valor do último vencimento - como era de lei à época – de autarca e não ao que auferia na sua actividade profissional e sobre o qual terá descontado.

Era incompetente como poucos, mas de parvo a criatura nada teve. Viu a oportunidade e agarrou-a. Idiotas foram os que o elegeram. E pensar que muitos deles – como isto terá sido há cerca de trinta anos, bastantes ainda estarão vivos – passam a vida a vociferar contra os privilégios dos políticos...

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Isabel "Irritada" Moreira. Outra vez.

por Kruzes Kanhoto, em 12.08.16

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Ainda a Isabel Moreira. Queixa-se a criatura de ter sido ameaçada por homens. Mais de mil vezes, ao que diz. Não compreendo o que tanto a desagrada. Significa que o seu discurso é ouvido. Por pior que ele seja. E é, de facto, muito mau. Parvo, até, a maior parte das ocasiões. Granjeia-lhe no entanto, a julgar pelo inusitado número de ameaças, um vasto rol de fans.

Mas, dizia, não percebo a irritação da senhora. Mesmo que irritada seja o seu nome do meio. Eu apenas fui ameaçado uma vez por uma gaja e achei piada. Tanta que até lhe mandei um pedido de amizade no Fuçasbook. Continuo é à espera que ela me aceite. Uma tal Ana Brito, para que conste. Não deve ter tido tempo, a fulaninha, de tão ocupada que anda a cuidar dos seus “patudinhos lindos”.

Ocorreu-me de novo, mesmo não vindo a propósito, aquela treta da moeda de dois euros com a cara do Papa que tanto irritou a senhora deputada. Presumo que, sendo ela laica, republicana e socialista rejeite liminarmente usar as moedas de um e dois euros que têm a cara do rei de Espanha.

 

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Incêndios

por Kruzes Kanhoto, em 10.08.16

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 Isto dos incêndios é uma coisa curiosa. Todos os anos – ou quase – se atira mais dinheiro para cima do problema, se afectam mais recursos e apesar disso fica-se com a sensação que, mais fogo ou menos fogo e mais hectare ardido ou menos hectare ardido, continua tudo na mesma.

Depois há aqueles que reclamam por estudos, debates, ordenamento do território e outras iniciativas que se costumam sugerir quando não se sabe como resolver um problema. Não vale a pena. Podem estudar, debater e ordenar o que quiserem se isso lhes dá prazer. Não adianta. Desde que o homem descobriu o fogo que existem incêndios. E incendiários. Que, por mais estranho que pareça a alguns citadinos, a mata não arde sozinha. Isso da combustão espontânea, do pedaço de vidro que origina uma chama ou de árvores que não ardem não existe. É uma treta. Haverá sempre alguém que provoque um fogo. Nem que seja por queimar o papel a que limpou o rabo. E é em relação a estes gajos – malucos ou não – que se terá de fazer alguma coisa. Prende-los, sei lá. Por mais estranha que esta ideia aparente ser a quem aplica a justiça. A menos que incendiar constitua – por praticado reiteradamente – mais um daqueles direitos adquiridos sempre tão protegidos pelos tribunais.

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