Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A sério que ainda não perceberam?!

por Kruzes Kanhoto, em 29.06.16

cartoon-man-with-pointer.jpg

 

Não sou dos que acham que o Fundo Monetário Internacional, só por nos emprestar o dinheiro que andamos a esturrar para fazer a nossa vidinha de alarves, não se pode imiscuir nos nossos assuntos. Pode e, mais do que isso, deve. Mal comparado é como se eu emprestasse dinheiro a um cavalheiro em dificuldades financeiras e, depois, não o pudesse criticar por fazer uma vida faustosa com o dinheiro que lhe emprestei. O FMI não pode – nem, muito menos, deve – é dizer parvoíces. Coisa que, reconhecidamente, tem feito quase de cada vez que os seus representantes abrem a boca para se referir a Portugal.

O caso do horário de trabalho da função pública, por exemplo. Segundo a análise de um individuo qualquer daquela organização se em trinta e cinco horas é executado o mesmo serviço que em quarenta, então é porque existe gente a mais. Assim, de repente, o homem até parece ter razão. Mas contas dessas até os ciganos que vendem penicos rachados resgatados ao lixo sabem fazer.

Com o que a criatura se deve preocupar é com o significativo aumento das despesas com aquisições de serviços, nos anos em que o FMI nos mandou apertar o cinto. Aquilo que engloba os outsourcings, as empresas de trabalho temporário e aquelas aquisições de serviços a empresas e trabalhadores individuais para fazerem, nomeadamente, coisas. Só na administração local – presumo que no Estado central seja igual – este tipo de despesa aumentou, entre 2010 e 2014, a “insignificância” de 243 milhões de euros. Quase dezoito por cento. Face a números desta natureza, este e outros badamecos de certeza que querem falar do horário de trabalho? Se calhar querem, mas isso é porque “não conhecem o dinheiro”, como em tempos idos se dizia por cá daqueles que eram assim a atirar para o “poucochinho”...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:56

Uiiiiiiiii......que medo!!!!!!

por Kruzes Kanhoto, em 28.06.16

vaca-em-um-telefone-celular-43681966.jpg

 

 

Não costumo dar palco aos anónimos que, por motivos que a psiquiatria explicará melhor do que eu, para aqui vêm marrar comigo. Ando há muitos anos nisto e, como é natural, não faltarão os que não apreciam aquilo que escrevo. Têm sempre a opção de não ler ou, lendo, manifestar de forma cordata uma opinião diferente. É o que fazem as pessoas normais.

Há, depois, as outras. Como aquela anónima que hoje, cerca das quinze e quarenta, me telefonou para o meu local de trabalho. “Se voltas a dizer mal dos animais estás fodido”, garantia uma mulher, com voz de bagaço e um timbre notoriamente labrego, enquanto desligava antes que a pudesse inquirir acerca da envolvência de tão estranha promessa. Apesar de, sabendo quem sou e onde trabalho, não necessitar de recorrer a este método para me oferecer os seus préstimos.

Não falta quem garanta que se trata de uma lunática cá da terra. Não creio. Será, apenas, mais uma idiota que por aí vai vegetando. Tão idiota que não sabe que isso do anonimato, seja ao telefone ou num computador, é apenas relativo. Mas, seja quem for, não possui capacidade intelectual para interpretar um texto. Por aqui não se diz mal dos bichos. Coitados, eles nem sabem ler. Diz-se, isso sim, de gentinha como ela. E continuará a dizer. Porque quero, porque me apetece e porque posso.

 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:28

Eles "andem" aí...

por Kruzes Kanhoto, em 28.06.16

100_4667.JPG

 

Ao que consta, embora estas coisas não apareçam nas noticias e apenas se saibam por meios alternativos, têm sido avistados nos últimos dias – e nas ultimas noites, também – diversos objectos voadores não identificados nos céus de Portugal. Por todo o lado. Do norte ao Algarve, em Lisboa e em vários locais do interior do país. Os relatos de avistamentos são mais que muitos, as fotos e os vídeos a documenta-los são igualmente em número apreciável e quem, alegadamente, os avistou jura, pelas alminhas dos que já lá estão e dos que para lá hão-de ir, que aquilo não era coisa deste planeta.

Pois eu, um dia destes, também me deparei com algo a esvoaçar nos céus do Alentejo. Era um domingo. Que até nem é dia muito propicio a estes aparecimentos mais ou menos inopinados. Em plena luz do dia apareceu, vindo do nada, mesmo em frente ao meu nariz este objecto esvoaçante. Pode, ao contrário dos outros, ser perfeitamente identificado mas, também contrariamente aos demais avistamentos, neste caso as provas são irrefutáveis.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:00

farejador.jpg

 

Não me importo nada que os meus escritos provoquem manifesto desagrado aos defensores dos animais que visitam este espaço. Estou-me nas tintas. Nem, como já escrevi noutras circunstâncias, admito pressões no sentido de escrever ou deixar de escrever seja acerca de que assunto for. Pressões que, diga-se, nunca tive. Até porque, quem as fizer – seja lá quem for - vai ter o nome aqui escarrapachado, vai ler e, sobretudo, ouvir um sonoro “vai para o c******”. Sem asteriscos. Depois, se não ficar satisfeito, pode queixar-se nos locais próprios. Até porque, comigo, estas coisas costumam funcionar ao contrário. Quanto mais se sentirem incomodados, mais vezes o assunto aqui será abordado, a critica mais corrosiva e o humor mais jocoso. Apenas por dois motivos. O primeiro porque quero e o segundo porque posso.

Posto isto – e por me dar um especial gozo malhar nos amiguinhos dos animais – vejamos as últimas ideias do PAN. Trata-se de uma proposta de regulamento municipal do animal, apresentada por aquela agremiação na Assembleia municipal de Lisboa e, felizmente, rejeitada pela maioria dos membros daquele órgão autárquico da capital. A ser aplicado, ficaria proibido o uso de aves de rapina para fins de controlo de segurança no aeroporto ou, por exemplo, a exibição da águia “Vitória” no Estádio da Luz.

Mas há mais. E pior. O controlo dos pombos apenas podia ser feito com recurso a contraceptivos e, mesmo para os afugentar, apenas se poderia recorrer a meios que não fossem susceptíveis de os magoar. Estão a ver aquilo dos picos nos edifícios? Com este regulamento tal seria impossível. Proibido seria também a existência de coches, atrelados e jaulas de transporte de cães e gatos. Trela apenas se não prejudicar os movimentos do bicho e, no caso dos cães perigosos, as pessoas devem adoptar um comportamento que não os irrite. Mesmo o extermínio de pragas de insectos ou ratazanas ficaria condicionado à aplicação de métodos que não causassem sofrimento aos exterminados.

Por fim, tipo piece-de-resistance, os “donos” deixariam de o ser. Passariam a “detentores”. Ainda bem que já não tenho animais de estimação. Acho que o meu cão ia ficar confuso quando me ouvisse chama-lo “BENFICA! Anda cá ao detentor”.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:00

Antes tinham fome...agora apenas sentem um ratinho!

por Kruzes Kanhoto, em 26.06.16

ng1489633_700x505.jpg

 

Ao contrário de anos lectivos anteriores, o que agora findou não nos trouxe noticias de criancinhas a chegar esfaimadas às salas de aula. Mesmo as informações acerca da necessidade de manter abertas as cantinas escolares durante os períodos de férias foram relativamente escassas, nomeadamente por comparação com os quatro anos precedentes. Deve ter ocorrido algum milagre, neste entretanto. Ou, então, sou eu que ando distraído.

Do que tenho ouvido falar, no âmbito dos alunos esfomeados, é de comida a mais. Parece – é o que decorre de uma proposta, sobre este tema, apresentada por um partido da geringonça - que um número significativo de alunos, maioritariamente carenciados, os que não pagam a refeição que lhes é fornecida na cantina escolar, não aparecem para o almoço nem avisam que não vão almoçar. Originando, assim, um enorme desperdício alimentar que a tal proposta pretende combater. Embora, como não há noticias de mortes por desnutrição, se presuma que continuem a dar ao dente. Coisa que, presumivelmente, não teriam condições para fazer sem ser na escola...


Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:14

Uma chatice essa mania de pôr o povo a decidir...

por Kruzes Kanhoto, em 25.06.16

csm_6223-05-15-GB-Wahl-EU_F_04aabd2588.jpg

 

Não percebo a dificuldade evidenciada por todos aqueles que enchem a boca de democracia, vontade popular e sei lá mais o quê em aceitar os resultados do referendo no Reino Unido. Entre o alegado milhão de subscritores de uma alegada petição, que corre lá para a Grã-Bretanha, visando fazer nova consulta para decidir - de novo e desta vez é que vale -  a saída da União Europeia estarão, seguramente, muitos desses alegados democratas. Repetir votações até que estas dêem o resultado pretendido não constitui novidade, mas, bolas, custa assim tanto respeitar o resultado de uma votação?!

Isto da democracia é uma chatice. Principalmente quando a escolha popular não é a que nós gostamos. Ou, como se começa a pressentir por essa Europa fora, o povo se está nas tintas para o politicamente correcto, para a opinião publicada e para as ideias bacocas de alguns génios auto-proclamados. Habituem-se, que é capaz de vir aí mais...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:43

Abram lá uns "gulags", vá...

por Kruzes Kanhoto, em 25.06.16

9278942_kUNZt.jpeg

Pois faz. Nomeadamente a quem precisa dela. Da saúde. Daquela que o Estado não tem condições de prestar mas que, por convicção ideológica, a geringonça pretende recusar aos portugueses. A partir do próximo ano, ao que se lê em alguma imprensa, os hospitais ficarão inibidos de emitir cheques-cirurgia para o sector convencionado. Voltarão as famosas listas de espera. Deve ser, outra vez, aquilo da opção. Quem não quiser morrer, ou não tiver paciência para aguardar a sua vez, que pague do seu bolso. E se não tiver dinheiro que peça um crédito. Ainda bem que temos um governo preocupados com os mais pobres e que não quer cá negociatas com a banca, as seguradoras, os privados e coiso...

 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:17

Abandonar animais humanos não é crime

por Kruzes Kanhoto, em 24.06.16

IMG_20160603_084546.jpg

(imagem obtida um dia destes na minha rua) 

A imprensa deu-nos por estes dias a noticia da absolvição de um individuo que foi presente a tribunal por abandono e maus tratos a familiares. Daqueles humanos. O pai e uma tia, no caso. O mesmo sucederá a todos os outros animais humanos levados à justiça acusados de iguais práticas. Tudo mudará de figura se em causa estiver um cão, um gato, um pássaro ou um animal não humano de qualquer outra espécie. Aí o agressor está feito ao bife. Pode, até, ir malhar com os costados xelindró.

Esta altura de férias costuma ser fértil em abandono de animais. Presumo que este ano não vá ser diferente. Há é que escolher o animal certo para abandonar. Por isso, caros leitores, quando rumarem a sul e ao gozo das merecidas, certifiquem-se que é a sogra que fica na beira da estrada e não o Boby. E se a filha – da sogra – for amiguinha dos animais deixem-na lá também. Pode ser que descubra uma nova vocação…

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:48

bloco_de_esquerda.JPG

 

De tão entretidos que andamos com a selecção do Ronaldo, nem reparamos que os nossos bolsos continuam a ser atacados. Exactamente como eram antes. No tempo da malvada coligação de direita. Só que agora ninguém se importa. A finalidade, por acaso, até continua a ser a mesma. A tal que, anteriormente, toda a gente criticava. Salvar bancos. E investimentos ruinosos, também. Daqueles em que o lucro foi privado e o prejuízo é assumido pelo Estado. Mas isso foi noutros tempos. Hoje vamos todos, felizes e contentes, salvar a Caixa Geral de Depósitos e os “lesados” do BES. Não faz mal. Não nos importamos. Nós só não gostamos é de apoiar o grande capital. Nem os especuladores oportunistas. Ainda bem que não é o caso.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:38

The-answer-is-yes.jpeg

 

Uma reputada jornalista portuguesa garantia hoje, a propósito do referendo à permanência da Grã-Bretanha na União Europeia, que os apoiantes da continuação na UE eram jovens, urbanos, cultos e viajados. Os outros, os que defendem a saída, seriam o contrário. Pessoas com mais de cinquenta anos, rurais e com pouca instrução. Gente que nem com a ajuda da Cofidis lá do sitio teria dado uma voltinha pela estranja, talvez tenha acrescentado.

Oxalá a senhora em causa ainda esteja em condições de fazer reportagens quando igual questão for colocada aos portugueses. Se em terras de sua majestade os euro-cépticos são maioritariamente de direita, por cá é exactamente ao contrário. Daí que vou gostar de a ouvir chamar velhos, campónios, analfabetos – uns verdadeiros labregos, em suma – aos gajos do PCP, do Bloco e da ala mais esquerdista do PS. Receio é que não tenha coragem. Não vá algum deputado a sugerir que seja despedida...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 22:36

Um pombo tem sentimentos?!

por Kruzes Kanhoto, em 21.06.16

IMG_20160530_135355.jpg

 

Esta gente dos amiguinhos dos animais não me dá descanso. Cada dia sua indignação. Ou, como se diria noutros tempos, cada tiro cada melro. Diria, porque agora já não se pode atirar aos melros. Ou torcer o pescoço a um pássaro qualquer. Nem, sequer, a esses que poluem as cidades, deterioram os edifícios e nos cagam em cima.

Mas, voltando à vaca fria, os amiguinhos da bicharada indignaram-se este fim de semana com um Município ribatejano que resolveu controlar a população de pombos lá da terra. Uma chatice. Não se faz. Atrair os bichinhos para uma gaiola, onde estava depositado milho, da qual já não conseguem voltar à liberdade, não é coisa que se faça àqueles seres. Sencientes, possivelmente. Pior, argumentavam, sabe-se lá que destino está reservado aos pobres animais não humanos tão cruelmente capturados. Se calhar, receavam algumas alminhas, nem os vão soltar longe. Assim, tipo um descampado, onde não façam mal a ninguém. Às tantas ainda os matam. Uma maçada.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:14

ArquivoExibir.jpg

Não sei quem é Rui Sinel de Cordes. Nunca, até um dias destes, tinha lido ou ouvido fosse o que fosse que me fizesse ter conhecimento da sua existência. É, ao que parece, um humorista. Que, tal como todos os outros, fará umas piadolas. Não conheço nenhuma, mas presumo que umas terão mais graça que outras e, de certo, algumas  não terão piada nenhuma na opinião de uns, enquanto para outros serão de rir até às lágrimas.

Isto a propósito de uns gracejos que o homem, alegadamente, terá feito acerca do atentado onde quinaram umas dezenas de gays e que causaram indignação aos alarves do costume. Não sei o que o humorista terá dito, ou escrito, acerca da ocorrência. Nem me interessa. Tem é todo o direito de o fazer. E toda a gente tem o direito de não apreciar. De ficar indignado, também. Como normalmente eu fico quando contam anedotas ou vomitam dichotes, geralmente parvos, acerca de alentejanos.

Parece que começam a existir novos tabus na sociedade ocidental. Assuntos sobre os quais, alegando essa coisa da discriminação, não se pode discordar, ser contra, nem – ai de quem o ousar – assumir publicamente uma posição diferente do pensamento único que nos está a ser imposto. Se isto não é ditadura...não sei o que lhe chame!

 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:32

Liberdade. É disso que se trata, gajas!

por Kruzes Kanhoto, em 17.06.16

gajas.jpg

 

Por um acaso qualquer, que me esforçarei por não repetir, dei por mim a ler um blogue de gajas. Daqueles que, volta e meia e sabe-se lá porquê, estão em destaque no Sapo. Para meu espanto, quer a gaja autora quer as gajas comentadoras estavam manifestamente encantadas com a proibição – censura, é capaz de ser mais apropriado – imposta pelo autarca de Londres à exibição de publicidade, que envolva mulheres com pouca roupa, nos transportes públicos daquela cidade. Esta opinião escapa, confesso, ao meu entendimento. Provavelmente todas elas, as gajas do blogue, serão gordas, feias e mal-apessoadas. Uns camafeus, em suma. Embora isso não se afigure – excepto, quiçá, para as próprias – como um problema de especial importância. Não precisam é de ser invejosas.

Se calhar, um destes dias, por lá, terão de passar a andar na rua um pouco mais cobertas. Coisa que, de certo, também não vão achar mal. Talvez, até, mais dia menos dia, dar porrada na mulher deixe de ser considerado crime. Nessa altura, possivelmente, gajas como as do tal blogue de gajas poderão começar a pensar que talvez se esteja a ir um nadinha longe de mais. Então o mais certo é já ser demasiado tarde. Mas pedir a uma gaja – ou mais – que escreve para gajas, num blogue de gajas sobre coisas de gajas, para perceber que se trata de uma questão de liberdade e não de estética é, seguramente, pedir demais.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:27

A hipocrisia fica-lhes tão bem...

por Kruzes Kanhoto, em 16.06.16

hotel1.jpg

Como já se esperava multaram o tal hotel que não aceita como hospedes gays, lésbicas, adeptos de futebol, festivaleiros e consumidores de drogas. É, mais uma vez, a ditadura do politicamente correcto no seu melhor.

Nem é preciso grande capacidade adivinhatória para prever a satisfação que muitos irão expressar nas redes sociais pela penalidade a que os proprietários foram sujeitos. Interessante seria, no entanto, saber quantos escolheriam o último quarto de uma unidade hoteleira, sabendo que todos os outros quartos estavam ocupados com pessoas destas características. Dentre quem não se dedica a nenhuma daquelas práticas, o gajo que mandou aplicar a multa seria, quase de certeza, o único. Ou, já agora que o tema está na moda, quantos levariam os filhos para um hotel onde metade dos alojamentos – sim, só metade – estivessem ocupados por gente daquela que o dito hotel não aceita.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:01

E em casa, pode-se?!

por Kruzes Kanhoto, em 15.06.16

2016-02-26-naom_56cffe3ba240b.jpg

 

Os quatro leitores que seguem este blogue sabem que gosto de olhar para o outro lado da questão. Aquele que, normalmente, fica de fora na discussão mais acalorada dos diversos temas que vão constituindo a espuma dos dias. E, no caso do casal filmado a, alegadamente, ter relações sexuais na presença da filha menor, prefiro questionar outros aspectos que, a meu ver, são bastante mais inquietantes do que aquilo que, alegadamente, se vê no tal vídeo.

O primeiro é saber o que leva alguém, que visiona o vídeo no recato do seu lar, não conhece os intervenientes e não tem nada a ver com o assunto a telefonar para as autoridades da terra – a quatrocentos quilómetros do local de residência – onde, alegadamente, os factos terão ocorrido para denunciar os intervenientes. Gabo-lhe a paciência. Nomeadamente a que terá de arranjar para as muitas deslocações que fará até ao tribunal onde o assunto, se lá chegar, será julgado.

O segundo é o trauma da criança. Sabendo que os petizes tendem a imitar os adultos há, naturalmente, que existir da parte destes o cuidado necessário com o que fazem na presença dos mais pequenos. Seja na rua, seja em casa. Coisa a que, como está amplamente demonstrado, as autoridades competentes estão atentas. Portanto muito juizinho com o que se faz, também, no sofá. É que, embora isso pareça não constituir motivo de preocupação para as comissões todas modernaças que mandam nisto tudo, corremos o risco de, um dia destes, começar a ver meninos a apalpar as pilinhas dos outros meninos...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:42

Deve ser aquilo da beira da estrada e coiso...

por Kruzes Kanhoto, em 14.06.16

homero-pensando.jpg

 

A seletividade da indignação nacional é algo que me diverte. Não me consegue surpreender mas lá que diverte, isso diverte. O caso do atentado contra a discoteca gay, por exemplo. Se todos usaram o “je suis Charlie” em perfis de facebook, blogs, jornais e onde a imaginação permitiu por que raio não fazem agora o mesmo em solidariedade com as vitimas deste último ataque? Devem ter escolhido outra forma de se indignarem. Ou então há aqui qualquer coisa ligeiramente homofóbica...

Ainda no âmbito da ausência de indignação temos os conselhos do Costa. Nomeadamente aquele que sugere aos professores que agarrem a oportunidade de emigrar para França. Parece que, desta vez e ao contrário de quando foi o outro a apontar o mesmo caminho, ninguém se ralou com a sugestão. Ensurdecedor o silêncio do Nogueira, esganiçadas e geringonços em geral. Nada de mais ou que surpreenda ao nível da coerência.

Por fim a última ideia de um autarca. O de Londres, no caso. Que até foi eleito com os votos da esquerda, amedrontada com as ideias de um perigoso direitista. O homem pretende proibir as imagens de mulheres esbeltas, mais ou menos desnudadas, em cartazes publicitários. Argumenta a criatura que isso causará problemas de índole diversa às senhoras que jamais conseguirão atingir igual patamar de beleza. Pois. Deve ser por isso, deve. Presumo que o facto do homem ser muçulmano seja alheio à decisão. Nada que aborreça os indignados profissionais. Ou, então, não querem dar parte de fraco das suas convicções multiculturalistas.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:22

bulldog-brabo.jpg

 

Ontem deve ter nascido mais um herói nas redes sociais. O cão de raça perigosa que mordeu uma criança na face quando esta lhe fazia uma caricia. Não hão-de faltar amiguinhos, de dedo rápido e inteligência curta, ao animal não humano. Diz que é assim que, agora, se designam os bichos. O costume. Sempre que ocorre um incidente desta natureza, surgem mil vozes muito mais preocupadas com o bicho – processe-me mas vou continuar a chamar bicho aos bichos – do que com a vitima. Esta, por norma, estaria mesmo a pedi-las.

Com a aprovação recente de legislação nesse sentido, vai deixar de ser possível proceder ao abate destas feras. Se calhar, se isso não aborrecer os animais humanos defensores destas causas, cumprirão pena de prisão. Domiciliária, com pulseira electrónica e após um julgamento justo e imparcial. Com pena suspensa, se for a primeira dentada.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:06

E agora, "suis" o quê?!

por Kruzes Kanhoto, em 12.06.16

Peace-Offering-600-LA.jpg

A culpa do atentado contra a discoteca gay lá nos States será, outra vez e de certeza, do imperialismo, do fácil acesso às armas, do capitalismo desenfreado, da invasão do Iraque, do Bush, da cimeira dos Açores, dos bombardeamentos na Síria ou dos ataques israelitas ao povo palestiniano. Talvez até - com um pouco de imaginação chegaremos lá - das politicas de direita do anterior governo. Mesmo que o atacante seja um afegão, membro ao que parece do Partido Democrático e seguidor do islão. Religião cujos seguidores, como se sabe, têm uma particular aversão a paneleirices e a quem as pratica. Ainda sim. Não tarda, os politicamente correcto detentores de toda a sapiência estarão aí para nos esclarecer acerca da bondade do atacante e da justeza das suas causas. Mesmo que elas incluam matar panilhas.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:37

Captura de ecrã de 2016-06-12 12:06:06.jpg

 

Claro que não é uma questão economicista. Nem de poupança do dinheiro dos contribuintes. É, apenas, uma questão ideológica segundo a qual o Estado deve prestar determinado serviço, mesmo que ele tenha um custo muito mais elevado do que prestado por privados. Para a geringonça não importa quanto o Estado gasta ou deixa de gastar. Quando não tiver dinheiro aumenta os impostos.

Depois da guerra da educação, virá a da saúde. Que, diga-se, já se anuncia. É, do ponto de vista dos geringonços, uma parvoíce que o Estado pague as minhas análises, feitas numa das cinco ou seis clínicas cá da terra, se tenho o Centro de Saúde ali mesmo à mão a prestar o mesmíssimo serviço.

E por falar em Centro de Saúde. Não se percebe igualmente a necessidade do recurso a uma empresa de segurança privada para vigiar as instalações quando, num raio de trezentos metros, existe uma esquadra da PSP, um posto da GNR e, se não chegar, um quartel do exército. 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:42

simp1.jpg

 

A central nuclear de Almaraz, que em linha recta ficará a cerca de duzentos quilómetros da minha casa, tem chamado por estes dias a atenção de alguma comunicação social e das forças politicas mais à esquerda. Parece que já passou do prazo de validade, as avarias serão frequentes e corre-se o sério risco daquilo rebentar levando-nos a todos para os anjinhos. Uma maçada.

Os espanhóis também não tinham nada de construir o mamarracho mesmo à nossa beira. São uns chatos. Tal como a minha vizinha, que também não gosta nada que eu asse as sardinhas ou grelhe uma febras mesmo junto ao muro que serve de fronteira aos nossos quintais.

Chatos são também os comunistas e outros esquerdistas que agora andam preocupados não vá aquilo estourar. Eu ainda sou do tempo em que essas coisas não tinham importância nenhuma. Lembro-me perfeitamente de, para essa malta, as preocupações que o ocidente manifestava relativamente ao desastre de Chernobyl serem, nos dias a seguir à tragédia, apenas propaganda que visava atacar a gloriosa União Soviética. Isto do nuclear bom e do nuclear mau tem muito que se lhe diga...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:22

Cães que andam de trotinete também contam?!

por Kruzes Kanhoto, em 10.06.16

vta1.jpg

 

A histeria colectiva em torno dos animais ultrapassou já os limites do bom senso. Todos os dias se dá mais um passo no sentido de humanizar os bichos tentando fazer com que fiquem, em termos de direitos, iguais às pessoas. Chamam-lhe evolução. Parece-me outra coisa. Mas isso sou eu que me atrevo a pensar que sei melhor o que é a “natureza” do que aqueles que viveram toda a vida encaixotados em apartamentos e de verde apenas conhecem o jardim onde levam o cão a cagar.

Agora – dentro de dias – vai ser discutida na Assembleia da República uma petição visando proibir a circulação de veículos de tracção animal na via pública. Nem vou analisar a idiotice do projecto pelo lado das consequência económicas que a sua aprovação provocaria em diversos sectores. Limito-me, apenas, a considerá-lo racista e provocatório em relação às comunidades nómadas de etnia cigana que ainda restam. Nomeadamente no Alentejo. Mas isso pouco importará aos amiguinhos dos animais. Um cigano, para essa gentinha, deve valer muito menos que um cavalo ou um burro.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:31

Academias de voto

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.16

 

can-stock-photo_csp10531148.jpg

 

Não deve existir terra, terrinha ou terriola que não tenha a sua “academia sénior”, "universidade senior" ou outro nome qualquer mais ou menos inspirado. Uma invenção - interessante, diga-se - que serve para manter os reformados entretidos, garantir votos ao autarca local e que, por norma, funciona à conta das autarquias respectivas. De nós todos, portanto, que subsidiamos com os nossos impostos gente que de necessitada pouco terá.

Que não paguem propinas, tenham aulas, festas de abertura ou de encerramento de ano lectivo, visitas de estudo, passeatas diversas, bolinhos, champanhe e festas de índole variada – no corpo todo ou das outras – tudo à pala, não são coisas que me causem particular inquietação. Deve ser pela força do hábito. O que me deixa ligeiramente preocupado – mas não muito, confesso – é que não me lembro de ouvir falar de finalistas nestas academias. Será que ninguém conclui o curso? Ou não fazem festas alusivas a esta parte? Ou, sendo mesmo bera, pode substituir-se aquilo do “fazer tijolo” por “tirar o doutoramento”?!

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:18

porco gay.jpg

 

O presidente do Gil Vicente é, por estes dias, um homem manifestamente feliz. Tem, como sabe quem acompanha as movimentações futebolísticas, razão para isso. Daí que, para comemorar, prometa festa rija. Bem regada, também. E com dez porcos e outros tantos vitelos na brasa que é para o pessoal festejar à maneira. Um por cada ano que a justiça tardou.

Esta parte das celebrações está a deixar indignados, como seria de esperar, os parvos do costume. Aqueles para quem um animal vale tanto como um ser humano. Ou mais, dependendo se o humano se rege ou não pelos mesmos princípios de vida do amante da bicharada. As alarvidades a que já estamos habituados, contra o abate de “animais inocentes” e outras idiotices parecidas, já são mais que muitas por essa Internet fora. Deviam querer que os adeptos gilistas comemorassem com tofu...

Agora só faltam os outros maluquinhos. Aqueles da igualdade do género, ou lá o que é, virem reclamar por o homem se ter referido apenas a porcos e vitelos. No masculino. Claramente sexista, a festarola. Então os suínos e bovinos do sexo feminino, gays, lésbicas, transsexuais, bissexuais não têm direito à vida? Quer dizer, à morte? Tá mal, pá.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:20

PTDC0282.JPG

 

 

O buraco na Caixa Geral de Depósitos que os contribuintes terão de tapar será, ao que rezam as crónicas mais pessimistas, superior aos do BNP e do BANIF somados. O que, tratando-se de um banco público, se afigura assaz estranho. Quase uma impossibilidade, diria. Pelo menos a acreditar na retórica esquerdista, que defende a nacionalização do sector bancário por forma a proteger-nos dos desmandos dos banqueiros privados. Vê-se. A julgar pela amostra nem é necessária grande capacidade imaginativa para calcular a tragédia em que estaríamos metidos se toda a banca fosse pública…

Estranho – ou, às tantas, talvez não – é que os Galambas, Jerónimos, Mortáguas e outros arautos da transparência e da honestidade não andem já por aí a malhar nas sucessivas administrações da Caixa. Mais estranho ainda não terem já proposto a constituição de uma comissão de inquérito para apurar a que se deve o descalabro da CGD. Terão, se calhar, medo das conclusões. Ou, então, já “concluíram” tudo. À excepção de uns quantos patetas, encandeados com o brilhantismo intelectual auto proclamado da esquerda, toda a gente percebe o que aconteceu. E também percebe que a esquerda não queira que se saiba.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:00

A cereja da crise

por Kruzes Kanhoto, em 06.06.16

100_4657.JPG

Sim, no singular. Não há mais nenhuma. Nem para mim, nem para os melros. Era apenas esta. Não é que a árvore tenha sido nacionalizada. Por enquanto ainda não chegámos aí. Ou que tenha havido por aqui uma reforma agrária. As restantes – e eram muitas, este ano – a todas a intempérie levou. O que não é muito diferente em termos de resultado. Embora, ainda assim, o mau tempo seja ligeiramente mais generoso. Pelo menos deixou uma...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:10

Sem ciência

por Kruzes Kanhoto, em 05.06.16

100_4652.JPG

 

Será que todas as moscas, mosquitos e esvoaçantes variados que faleceram dentro desta garrafa, afogados numa mistura de vinagre e açúcar para onde foram atraídos, sofreram uma morte horrível e dolorosa? Ficaram apavorados quando perceberam a sua incapacidade de encontrar o caminho de volta à liberdade? Se calhar não. Mas isso, a bem dizer, não interessa nada. O importante é que o insecticida caseiro, nesta e noutra dúzia de garrafas, está a matá-los.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:03

Quem decide a relevância das noticias?!

por Kruzes Kanhoto, em 05.06.16

33.jpg

 

Terá dito, em tempos, a Ferreira Leite que o alinhamento dos telejornais era um assunto demasiado sério para ser deixado ao critério dos jornalistas. Se não foi isso, foi algo parecido mas com o mesmo significado. Tinha toda a razão. Todos os dias os noticiários televisivos fazem questão de o demonstrar.

Foi através de um desses espaços informativos que ficámos, logo de seguida, a saber dois factos importantíssimos para as nossas vidas e, quiçá, para o destino colectivo da humanidade. Que uma professora de vinte e poucos anos terá violado, de forma continuada, um aluno de treze. Tendo, até, engravidado do dito. Coitado do moço. Desgraçado. Presumo que tenha ficado traumatizado. Se calhar agora, para a história ser perfeita e fazer disparar ainda mais os níveis de inveja de noventa e nove por cento da população masculina, até vai ser indemnizado. A outra ocorrência relevante do dia dava-nos conta de um puto de seis anos que telefonou para o número de emergência a denunciar uma infracção de trânsito cometida pelo pai. Nada que um par de tabefes não resolva. Se o objectivo era transformar o gaiato num herói duvido que o tenham conseguido. Foi apenas promovido a bufo.

Entretanto tropelias à séria, como as que os seguidores de um determinado profeta vão praticando pela Europa, são intencionalmente escondidas do grande público. Deve ser isso do critério editorial, ou lá o que é.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:39

Uma relíquia, esta botija

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.16

IMG_20160604_111458.jpg

 

Ainda bem que, por todo o lado, existem feiras, mercados e locais onde se promove o encontro entre quem tem necessidade de vender e vontade de comprar. Ou vontade de vender e necessidade de comprar, dá igual. Sejam lá os bens a transaccionar os que forem. Só não concordo que se chamem “velharias”, “antiguidades” ou qualquer outro nome vagamente relacionado com coisas antigas de relativo valor. Considerando o que se vende nestes eventos, quase me parece melhor chamar-lhes feiras de “velhacarias”.

Estas botijas de gás por exemplo. Apenas um delirante exercicio de imaginação as pode enquadrar no conceito de velharia. Ou de antiguidade. Eu próprio tenho uma no meu quintal. Que ciclicamente troco por outra, assim que o conteúdo se esgota, diga-se. E, pasme-se, onde a vou trocar há muitas iguais, ainda que não seja uma feira nem uma loja de antiguidades, ou lá o que chamam agora a estas modernices.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:38

Coisas de bicha

por Kruzes Kanhoto, em 02.06.16

367736.jpg

Sempre atenta às dificuldades dos portugueses, bem como aos seus mais profundos anseios, a geringonça tratou de legislar sobre esse problema que tanto tem afectado a vida de todos a gente. As bichas. Outra vez. Agora daquelas a sério. As constituídas por um conjunto de pessoas que se colocam umas a seguir às outras, normalmente à espera de qualquer coisa.

Nos supermercados, bilheteiras, cafés, paragens de transportes públicos e todos os locais onde a imaginação nos queira levar vamos ter gente que, em função da sua condição, terá prioridade no atendimento. Curioso será aplicar isto nos restaurantes quando se está à espera de mesa. Num grupo de pessoas – quatro ou cinco, vá – em que apenas uma delas apresenta os “sintomas” que lhe permitem ultrapassar a bicha, quantas é que a vão poder acompanhar? Uma questão inquietante capaz de tornar o livro de reclamações um dos objectos com mais uso no estabelecimento...

 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:59

Stress pós-masturbatório

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.16

Captura de ecrã de 2016-06-01 21:54:25.jpg

 

Um acto destes, praticado por um idiota qualquer, terá sido suficiente para colocar metade da policia da cidade onde a cena ocorreu atrás do cavalheiro. A noticia, no seu desenvolvimento, esclarece-nos que as duas espectadoras involuntárias da ocorrência saíram ilesas. Ainda bem, mas, assim à partida, não estou a ver que tipo de lesão podia ter provocado na assistência a condenável actividade do sujeito.

Também não estou a enxergar motivos minimamente razoáveis para a senhora, com vinte nove anos ao que reza a crónica, ter ficado assim tão traumatizada. Com aquela idade, de certo, já viu pior. E melhor, provavelmente, também.

Tudo isto para dizer – escrever, no caso – que anda toda a gente muito sensível. Ainda que, no âmbito da sensibilidade, muito selectiva. Confrontados com cenas de violência, roubo ou qualquer outra espécie de crime viram a cara para o lado e seguem como se não fosse nada com eles, mas, perante situações patéticas como a relatada, até se dão ao trabalho de incomodar a policia. Deve ser mais ou menos como aquilo de ter o sapato com o atacador desapertado. Ninguém liga. Já se for a braguilha aberta não há quem não olhe.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:24



Mais sobre mim

foto do autor






Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D