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Viajar para o passado.

por Kruzes Kanhoto, em 31.03.16

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Acho muito bem isso da carruagem só para mulheres. É, convenhamos, de toda a justiça reservar um espaço para as senhoras que não apreciam a companhia masculina. Mais. Entendo que não se deve ficar apenas por aí. Há que ir mais longe. Reservar outra, por exemplo, aos homens que não queiram partilhar a viagem com mulheres, mais outra aos homossexuais e ainda outra aos que não são carne nem peixe. E, já agora, separem-se igualmente negros, brancos, chineses, benfiquistas, sportinguistas, portistas, socialistas, comunas, bloquistas (os três últimos podem ir todos na mesma) e perigosos reaccionários. Sim que nisto do assédio, dos incómodos e das impertinências não deve existir discriminação. No meio de tudo isto convêm não esquecer os animais de estimação. Também devem ter direito a carruagem exclusiva. Pode, admito, vir a ser um bocadinho confuso para uma mulher negra, perigosa reaccionária, adepta confessa do Benfica, que não seja nem carne nem peixe, acompanhada por um cão saber ao certo para que carruagem se há-de enfiar… mas isso será coisa de somenos. Não serão essas minudências que vão impedir imbecis vários e multiculturalistas de diversas orientações de nos conduzir, alarvemente, rumo ao passado.

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publicado às 21:54

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As escolas portuguesas vão perguntar aos seus alunos que objectos colocariam numa mochila caso sentissem necessidade de se refugiar. Se fossem refugiados, portanto. Deve ser no âmbito de um projecto todo modernaço destinado a entender as motivações da chusma de gente que está a invadir a Europa.

Nada de inovadora, esta ideia. Cá pelo Kruzes também já tínhamos pensado em tão perturbadora questiúncula. E, mentalmente, até fizemos uma lista de itens a incorporar na trouxa que carregaríamos caso – às tantas o melhor é dizer quando – tivéssemos de, para salvar a pele ou devido a outra motivação qualquer, ir para outro país. Que, por se tratar de um cenário, para já meramente académico, até podia ser um daqueles de onde agora chegam “refugiados” aos magotes. Pois que para além de uma “muda” de roupa só iam um saca-rolhas e um terço. Não que eu seja gajo de andar nos copos ou de rezas. Nada disso. Era apenas para testar a multiculturalidade que se pratica por aquelas bandas. Que deve ser muita, presumo. Tanta que, desconfio, depressa me ia arrepender de lá procurar refugio...

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publicado às 20:03

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O que têm em comum o Papa Francisco e o deputado comunista Miguel Tiago? Pouco, aparentemente. Exceptuando, talvez, aquilo de acharem que uns fedelhos ranhosos se podem explodir em qualquer lado, matando dezenas de inocentes, sem que a culpa lhes possa ser imputada. Não. Os responsáveis não são eles. Nem a família que os educou, os vizinhos que os protegeram ou os chefes religiosos que os doutrinaram. Nada disso. A culpa – só um ceguinho é que não vê – é das politicas de direita. E dos fabricantes de armas. O que têm em comum o Papa Francisco e o deputado comunista Miguel Tiago? Pouco, aparentemente. Exceptuando, talvez, não poderem ser levados a sério.

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publicado às 20:40

Ainda a propósito de Bruxelas

por Kruzes Kanhoto, em 28.03.16

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Ainda estou em choque. Aquilo devia ser proibido. Pessoas, na rua, a manifestarem-se de cara tapada e a vociferar a sua intolerância perante modos de vida, culturas, religiões e valores aparentemente inconciliáveis com os seus é coisa que a Europa não pode tolerar. Não são estes os valores europeus. Nunca Bruxelas havia visto uma coisa assim. Nem Londres, Paris ou outra qualquer capital europeia. Há que travar estes patifes da extrema-direita. Constituem uma ameaça à paz e ao projector integrador, multi-cultural e humanista que os manifestantes das imagens que acompanham este texto tanto se esforçam por implementar no velho continente. Não tarda esses malandrins dos extremistas de direita ainda se começam a rebentar nos aeroportos, esplanadas, transportes públicos, teatros e sabe-se lá onde mais. Esses xenófobos são capazes de tudo só para nos aterrorizar.


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publicado às 15:19

Porra, pá! Pisei um costa!

por Kruzes Kanhoto, em 27.03.16

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Apesar do estonteante ziguezaguear com que é necessário locomover-nos pelos passeios de qualquer cidade, não é possível evitar todos os resíduos deixados pelos javardões que não recolhem os presentes dos seus amiguinhos de quatro patas. À mais pequena distracção estamos feitos. Hoje calhou-me a mim. Pisei um costa.

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publicado às 16:12

Finalmente!!

por Kruzes Kanhoto, em 26.03.16

Finalmente alguém com coragem para divergir publicamente do politicamente correcto que tem andado a adormecer os europeus e ocidentais em geral. Nada mais a acrescentar. O homem disse tudo. Vede antes que, em nome da liberdade de expressão, seja apagado.

 

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publicado às 16:31

Covadonga, outra vez...

por Kruzes Kanhoto, em 26.03.16

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Se esta é a história da Bélgica nada garante que não seja também, com as necessárias adaptações, a da restante Europa. Pelo menos a do lado de cá da antiga cortina de ferro. Sim, porque na outra a coisa fia mais fino. E ainda bem. Mais cedo do que tarde vamos precisar de uma nova Covadonga...

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publicado às 15:26

Diz-me o que pões no lixo e dir-te-ei quem és...

por Kruzes Kanhoto, em 25.03.16

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Ao que parece a justiça portuguesa terá aberto um inquérito por causa das declarações proferidas por um cavalheiro, que escreve nos jornais e discursa nas televisões, ter chamado esganiçadas às senhoras do Bloco de Esquerda. Não é para menos. Até porque o sujeito terá acrescentado ainda que, enquanto mulheres não as queria nem dadas. Isto, claro, alegadamente e ao que rezaram, à época, diversas fontes.

Ora estas afirmações constituirão, pelos vistos, qualquer coisa que merece ser investigada. Quiçá, dependendo das conclusões dos inquiridores, ser julgada pelos tribunais. Isto, de facto, não pode ser. Não as querer nem dadas não é nada dignificante. Nem para o alegado nem para as alegadas. Ainda se o opinador em causa se tivesse prontificado a aceitá-las em troco de uma quantia módica, vá que não vá. Embora – e isto cada um sabe de si – me pareça bastante suspeito que o homem, alegadamente, desdenhe daquela maneira de umas senhoras tão bem apessoadas. Gostava de dar uma espreitadela no caixote do lixo da criatura. Só por curiosidade.

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publicado às 16:27

Adse para todos?! E porque não?

por Kruzes Kanhoto, em 24.03.16

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Ciclicamente o tema da ADSE constitui motivo de discussão. Acessa, como quase todas as discussões que envolvem alegados direitos alegadamente exclusivos dos funcionários públicos. Que deve ser extinta e fica o Serviço Nacional de Saúde para toda a gente, defendem uns. Alargada a todos os que para ela queiram descontar é que era, sustentam outros alegando uns quantos princípios constitucionais.

Percebo os primeiros. É uma questão de filosofia de vida. Ou de outra coisa qualquer. De que, obviamente, discordo. Para eles o Estado deve regular todos os aspectos da vida de cada cidadão e, mesmo que um grupo de pessoas financie um sistema à conta exclusiva do seu vencimento sem que daí resulte encargos para os que dele não beneficiam, ainda assim, não pode ser. Nem sei como não reivindicam o fim dos seguros de saúde. Esses sim financiados pelo Estado através das deduções fiscais.

Já a opinião dos segundos, alargar o conceito de serviço prestado pela ADSE a quem a ela queira aderir, seja ou não funcionário público, parece-me fazer todo o sentido. Tenha ele – o conceito – o nome que tiver. Pode, até, chamar-se privatização parcial do SNS. Proporcionaria uma maior capacidade de escolha, um melhor serviço aos utentes e uma poupança de milhares de milhões de euros aos cofres públicos. Tinha era um problema. Dois, melhor. Representava um enorme aumentos de impostos para quem quisesse aderir – mas isso era como o outro, só pagava quem aderisse – e quase decepava uns quantos lobbys na área da saúde. Uma chatice, portanto.

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publicado às 19:22

Os "Je suis" já se calavam...

por Kruzes Kanhoto, em 23.03.16

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É sem surpresa que assisto - outra vez, de certeza não será a última - a reacções bacocas a mais um atentado. Como se iluminar monumentos, acender velas, desenhar coisas ou fazer declarações proclamando a paz e o amor eterno ajude a evitar a próxima matança.

A esquerdalha, como sempre, sugere que se atire dinheiro para cima do problema. Apoios sociais para promover a inclusão dos jovens muçulmanos nas sociedades ocidentais contribuiriam, acham os palermas esquerdóides, para resolver a questão do terrorismo. Esquecendo, ou omitindo deliberadamente, que é essa distribuição de dinheiro pelas respectivas seguranças sociais que atrai aquelas populações a fixarem-se nos países do centro e norte da Europa em detrimento – e ainda bem – de países como Portugal onde, neste caso felizmente, o Estado social não tem dinheiro para sustentar todos os ociosos que aqui aportem.

Por mais que nos custe, não existe na democracia tal como a conhecemos solução para este problema. Embora poucos o queiram reconhecer, sabemos que assim é. Estão em guerra com o nosso modo de vida. Todos. Os que se explodem, os que os ajudam e os que não denunciam. Uma guerra que dificilmente venceremos se, primeiro, não tratarmos dos “Miguéis de Vasconcelos” desta vida.

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publicado às 19:57

Não se pode eutanasia-los?!

por Kruzes Kanhoto, em 22.03.16

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Há duas frases, ambas muito repetidas nos últimos anos, relativamente às quais tenho as maiores reservas. Uma é “um terrorista bom é um terrorista morto”. A outra “nem todos os muçulmanos são terroristas”. Pois. Tenho manifesta dificuldade em entender como é que um terrorista suicida pode, depois de morto, ser bom. Afogado num qualquer oceano é capaz de ser muito melhor. Não sei, digo eu. Quanto à segunda posso dar o beneficio da dúvida. O nível de terror dependerá sempre de quem o sente e porque o que aterroriza um individuo pode não ser o que deixa outro aterrorizado. E, por outro lado, admito, nem todos os seguidores do profeta serão gente de andar por aí a aterrorizar. O pior é que quase todos os que aterrorizam são muçulmanos.

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publicado às 20:16

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Leio sempre com particular atenção os escritos que os opinadores comunistas vão publicando em blogs e jornais on-line. Acho-lhes piada. Tal como quase toda a gente, diga-se. Ninguém os leva a sério. E eles sabem disso. Assim tipo o maluco da aldeia que diz o que muito bem lhe apetece sem que daí resulte grande mal. Ninguém quer saber.

Agora, a propósito daquilo do Brasil, os gajos têm-se esmerado. O argumentário em defesa da democracia - que segundo eles estará em perigo se os alegados corruptos Lula, Dilma e companhia forem de cana - chega a ser brilhante. E comovente, também. Sócrates dificilmente diria melhor.

São mesmo estranhos os tempos que vivemos. Já nada é como antes. Se calhar, sem me esforçar muito, ainda tropeço por aí nalgum artigo de um qualquer nazi a jurar que é democrata desde pequenino...

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publicado às 12:04

Pelo fim da exploração da cavalgadura!

por Kruzes Kanhoto, em 18.03.16

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As charretes de Sintra são o novo alvo da fúria fundamentalista dos auto proclamados amiguinhos dos animais. Aqueles malucos, que entendem dever a bicharada ter os mesmos direitos das pessoas, predentem acabar com aquilo que consideram ser a exploração do cavalo pelo homem. Argumentam os mentores da ideia que aos pobres cavalos são infligidos sofrimentos de toda a ordem. Desde puxar, encosta acima, veículos pesadíssimos carregados de turistas gordos até terem de aturar criancinhas histéricas e birrentas. Sem, pior ainda, um horário de trabalho minimamente aceitável. Também querem as trinta e cinco horas, pelos vistos. Um vergonha, garantem. À qual, exigem, deve ser posto um fim imediato dotando as carroças - aquelas e todas em geral, já agora -  de um motor que faça o trabalho dos equídeos.

Atendendo ao atual quadro parlamentar acredito que, mais tarde ou mais cedo, levarão adiante os seus intentos. Estes e outros que, inevitavelmente se seguirão. O fim dos cães policias, corridas de cavalos, utilização de animais em produções televisivas e cinematográficas ou acabar com jardins zoológicos serão apenas alguns dos próximos alvos. A sorte é que um dia destes, seja pela demografia ou pelas armas, a mourama toma conta disto e toda esta gente terá o destino que merece. O abate.

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publicado às 20:01

E a reversão, pá?!

por Kruzes Kanhoto, em 17.03.16

Estou decepcionado. Muito decepcionado. E o culpado desta tamanha decepção é o Costa. Aquele da geringonça. O homem fez - ou melhor, não fez - o que para mim era impensável fazer. Não repôs a tolerância de ponto para a tarde de quinta-feira de Páscoa. Uma prática, recorde-se, instituída durante muitos anos e que só terminou com a chegada da troika. Ora, no âmbito do processo de reversão em curso, não faz qualquer sentido deixar de reverter esta tolerância. O direito adquirido ao antecipado descanso pascal está a ser posto em causa. Não se faz. Ou então esqueceu-se. Se foi isso ainda vai a tempo de emendar o lapso.

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publicado às 21:38

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O Orçamento de estado para 2016 foi hoje aprovado. Quase nem se deu por isso. Nem uma manifestação à porta do parlamento, um protesto qualquer da CGTP ou outro sinal que evidencie desagrado. Nada. Nadinha. Decididamente isto já não é o que era. Andam todos mais mansos. É o que dá estar do lado certo da gamela.

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publicado às 19:45

Forever alone..

por Kruzes Kanhoto, em 15.03.16

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Recordo-me de, nos primórdios destas coisas, o autor de um blogue extinto há muito, manifestar em diversos escritos o seu desagrado por existirem pessoas que teimavam em ler o que escrevia. Vá lá saber-se porquê o homem, ao contrário de toda a lógica, não gostava de ter leitores. Irritava-se, mesmo. Nunca percebi porque publicava os textos em lugar de se limitar a guardá-los no computador...

Mais ou menos parecido, só que ainda em mais parvo, é o que pretendem certas criaturas que plantam no fuçasbook frases ofensivas dirigidas a quem visita o respectivo perfil. Naquelas cabecinhas ninguém terá o direito de lá ir meter o nariz. Cuscar, rosnam. Se não querem que as vejam não publiquem nada ou, em alternativa, usem as funcionalidades daquilo para limitar o que é mostrado e a quem. 

Do mesmo mal deve padecer o borra paredes autor desta pintura. Ia chamar-lhe arte urbana mas, se calhar, é melhor não. É mais rural. Só alguém que não quer mesmo que o seu “trabalho” seja apreciado é que vai pintar isto no interior de um monte alentejano, em ruínas, no meio de nenhures. A vantagem é que ali não incomoda ninguém. Ao menos isso. 

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publicado às 20:04

Uma crise sui generis, esta...

por Kruzes Kanhoto, em 14.03.16

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Depois de ter apelado ao civismo dos portugueses para não irem abastecer o carro a Espanha, aguardo que a qualquer momento o ministro da economia faça o mesmo acerca das passeatas ao estrangeiro. Igualmente, usando o mesmo método de análise, uma forma de pagar impostos no exterior em detrimento das finanças nacionais.

Parece que a oferta disponível nas agências de viagem estará perto de esgotar. Bom sinal, acho eu. Quererá dizer, se entendo alguma coisa disto, que, afinal, as pessoinhas não estarão assim tão mal de vida. Apesar de todos os roubos aos reformados, funcionários públicos e povo em geral, pelos vistos, continua a haver dinheiro. Ainda bem. É sempre bom saber que as noticias acerca do tal empobrecimento generalizado são manifestamente exageradas. Isso e a demagogia da troika que por enquanto vai aguentando a geringonça.

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publicado às 18:44

É a democracia, estúpido!

por Kruzes Kanhoto, em 13.03.16

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Pode gostar-se ou não de Donald Trump. Todos os motivos são bons e muito respeitáveis para odiar o homem. O que parece muito pouco respeitável é a tentativa de o silenciar, de boicotar os seus comicios e de, por vias pouco legitimas, tentar impedir a sua nomeação como candidato presidencial. Atitude que, por cá, tem uma quantidade significativa de apreciadores. Não acho bem. O fulano tem todo o direito a dizer os dispartes que quiser e a propo-los aos eleitores americanos. O resto resolve-se nas urnas. Diz que é isso a democracia ou lá o que chamam aquilo do povo ser chamado a escolher livremente quem o governa.    

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publicado às 10:01

E que tal pagar à malta para ir à escola?

por Kruzes Kanhoto, em 12.03.16

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Livros à borla para todos os alunos do primeiro ano do ensino básico é a nova benesse da geringonça. Para já. Para o ano a medida deve ser alargada aos anos seguintes. Por mim acho bem. Só uma coisa me preocupa. Uma coisinha de nada, por assim dizer. Então aquela cerimónia fofinha, que anualmente os presidentes de câmara protagonizam no inicio do ano lectivo, agora como é que se faz?! Era tão lindo ver autarcas rubicundos a ofertar livros às criancinhas… Mas desconfio que eles não me vão desiludir. Ou muito me engano ou já estarão a magicar num outro apoio qualquer a entregar lá para o fim do Verão. Pagar aos putos para irem à escola, por exemplo. Algo assim tipo ordenado de aluno. Fica a ideia.

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publicado às 15:50

O estado a que isto chegou

por Kruzes Kanhoto, em 11.03.16

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Portugal é um sítio esquisito que se rege por leis ainda mais esquisitas. Nada que constitua novidade dado que quem o habita também parece desprovido de tino. Veja-se, por exemplo, a relação da lei com as crianças. Se os pais forem para os copos, deixarem os filhos sozinhos em casa e, na sua ausência, um tiver desaparecido sem deixar rasto, nada acontece. Nadinha. Mesmo que nunca mais seja encontrado. Já se os pais forem ao casino e o gaiato pular da janela, a coisa é capaz de fiar mais fino. Pode até, eventualmente, dar direito a estadia na prisão. Se, mesmo estando em casa, os catarios se esgueirarem para o parque infantil mais próximo sem que os progenitores deem por isso, aí é uma chatice. Os fedelhos são logo encaminhados para uma instituição qualquer e os pais têm aborrecimentos garantidos. Mas, por outro lado, se levarem os filhos para um assalto – por não terem com quem os deixar ou para os iniciar na nobre arte do gamanço – e em consequência o pequeno meliante bater a bota, não têm que se preocupar. Pelo contrário. O Estado trata de os indemnizar pela perda. Esquisito?! Nada disso. É só o Estado a que isto chegou.

 

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publicado às 19:19

Patifórios e outros pacóvios

por Kruzes Kanhoto, em 10.03.16

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Desconfio que a lista com uns milhares de nomes de criminosos, meliantes e vagabundos diversos que caiu na posse dos serviços secretos ocidentais valha de alguma coisa. Assim tipo localizar os indivíduos e resguardá-los na choça durante bastante tempo. Pelo menos por cá. Nenhum tribunal os condenaria. Ou condenará, se bestas dessas forem caçadas em Portugal. Usar esse género de informação será certamente ilegal. Viola, como é fácil de ver, a privacidade das criaturas e, portanto, o mais certo é nem ser admitida como prova. E muito bem, que isto em matéria de protecção ao patife não é nenhum república das bananas.

 

 

Por falar em patifes e bananas diz que há, no Banco Central Europeu, a quem já tenha ocorrido a ideia de dar dinheiro às pessoas desde que estas se comprometam em não o guardar mas, ao invés, a esturrá-lo todo. Isso criaria mais consumo e mais inflação. O grande objectivo do BCE, ao que parece. Não é que queira ser desmancha-prazeres mas, lamento, não funciona. As Câmaras municipais do interior do país andam a fazer isso há dezenas de anos e, como facilmente se constata, não resulta.

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publicado às 22:11

Cenas de uma geringonça

por Kruzes Kanhoto, em 09.03.16

Já andava desconfiado mas, agora, confirma-se. Decididamente não percebo nada disto. Então baixa-se a taxa de iva da restauração e, como isso abre um rombo nas contas públicas, a primeira ideia que surge é equacionar a hipótese de aumentar a taxa máxima de iva dos restantes bens e serviços?! Bom, primeira é como quem diz. É que aumentar o IRS para compensar a sobretaxa que antes foi reduzida também se afigura como provável...

 

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publicado às 22:47

...E o café nem é grande coisa!

por Kruzes Kanhoto, em 08.03.16

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Se há sector de actividade económica que tenho em muito má conta é o da restauração. Por muitos motivos. Tantos que nem me apetece enumerá-los. Não cabiam num post. Seria preciso um blogue inteiro e assunto para crónica diária de certo não faltaria.

Logo a começar pelas facturas. Coisa que nunca me esqueço de pedir nem que seja apenas pelo pagamento de um café. O que deixa, vá lá saber-se porquê,  a maior parte dos “empresários” do ramo extremamente desconfortáveis. E faço-o por dois motivos. Primeiro porque quero e segundo porque posso. Vou é de ora em diante ficar mais atento à falta de honestidade dos taberneiros. Não vá voltar a repetir-se o roubo de que fui vitima num estabelecimento, daqueles pseudo-finórios, que recentemente abriu cá no burgo. Paguei oitenta cêntimos por um café quando - apenas hoje soube disso - o preço praticado é de sessenta e cinco cêntimos. Deve ser por ter pedido factura.

É por estas e por outras que prefiro cada vez mais o cafezinho da crise. É mais barato, quase sempre melhor e não tenho de aturar aldrabões. Nem sou roubado à descarada.



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publicado às 20:30

Autarca femitonto

por Kruzes Kanhoto, em 07.03.16

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As chamadas questões do género estão cada vez mais na ordem do dia. E são, também, cada vez mais parvas. Assiste-se a uma espécie de competição no sentido de apurar quem é mais idiota relativamente a esta temática. Agora é o ayuntamiento –  Câmara Municipal em castelhano - de Valência que, parece, quer substituir os semáforos para peões lá da terra. Não que os existentes estejam estragados, sejam feios, ou consumam muita energia. Quer, isso sim, substitui-los por semáforos paritários. Ou seja, em vez do tradicional boneco em figura de homem, vão passar a surgir dois bonecos. Um homem e uma mulher...de saia.

Escusado será dizer que acho mal. Logo pela saia. Está, se ainda percebo alguma coisa disto, a representar a mulher usando um conceito marcadamente sexista. O uso da saia. Se calhar, digo eu que não sou de intrigas mas que gosto de exercer o meu direito a desconfiar daquilo que me apetecer, o objectivo será outro. Causar polémica, apenas. E, enquanto os pacóvios se entretêm a discutir a bondade ou a idiotice da medida, poucos se lembrarão de questionar quanto é que a criatura ganha com o negócio.

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publicado às 19:17

Cem dias de geringonça

por Kruzes Kanhoto, em 06.03.16

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O governo fez cem dias. Muito tempo para uma geringonça, admito. Facto que constitui um relativo mérito para António Costa. Aturar a primeira ministra Catarina e o camarada Jerónimo não deve ser fácil. Sem falar da magricela esganiçada e daquele picareta falante com uma coisa esquisita na orelha que tem lá no partido.

Esta centena de dias de governação da geringonça trouxeram-nos, reconheço, de volta a normalidade perdida. Exemplos disso não faltam. Nunca mais vi, ou ouvi, bandos de malucos a cantar a “Grândola, vila morena”. O camarada Arménio nunca mais mandou os trabalhadores das empresas de transportes fazerem greve e, assim, os utentes poderam usar normalmente o titulo de transporte que pagaram. O mesmo para as manifestações. Agora já não há velhotes nem drogados aos berros, de forma organizada, pelas ruas das principais cidades impedindo a livre e normal circulação de pessoas e bens. Que assim continue. Até que o Jerónimo e a Catarina queiram.

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publicado às 13:30

Já não há heróis...

por Kruzes Kanhoto, em 05.03.16

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Constatar, assim de repente, que os idolos que nos habituámos a ter como referencia têm, afinal, pés de barro, deve ser uma coisa lixada. É o que, ao longo das últimas dezenas de anos, tem vindo a acontecer aos comunistas. Lamento, mas é a vida. O homem, comunista ou não, é assim. Não vale a pena entrar em negação. A ambição pessoal, a ganância, o mau caracter ou o oportunismo não são apenas atributos das pessoas de direita. Antes fossem. Mas, infelizmente, não são. Por mais que se queiram convencer disso, o vosso Lula não é melhor que todos os outros que vocês condenam ao primeiro indicio.Temos pena.

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publicado às 13:19

Deixem lá os putos investir no placard, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 04.03.16

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Continua a ser noticia aquilo dos menores que são apanhados a jogar no placard. Como se isso fosse algo do outro mundo. Jornais, televisões e alarves diversos fazem um foguetório de todo o tamanho sempre que uns putos são avistados a investir uns trocos naquele jogo de apostas desportivas. Claro que se for tabaco ou droga não faz mal nenhum. Isso, como todos sabemos, é coisa muito menos grave e nem constitui assunto que mereça ser noticiado, punido ou, sequer, censurado.

Os últimos “delinquentes”, ao que rezam as crónicas, teriam entre quinze e dezasseis anos. E, grandes estróinas, gastaram um euro cada um. O suficiente para mobilizar a PSP para o local e o agente onde as apostas foram registadas ter à perna uma multa de milhares de euros. Parece, até, estarmos perante um crime de uma dimensão deveras preocupante. Mas não estamos. Preocupante é esta deriva persecutória. Mais dia menos dia os putos registam-se numa casa de apostas on-line e, no sossego do seu quarto, esturram muitissimo mais dinheiro. Ou ganham. Tudo livre de impostos. E é bem feito. Que esta cambada do politicamente correcto anda mesmo a pedi-las.

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publicado às 19:22

Deve ser coisa dos "antes pelo contrário"...

por Kruzes Kanhoto, em 03.03.16

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Receio não estar a perceber o sentido daquela coisa dos brinquedos do MacDonald's. Muito menos ainda onde é que está isso da discriminação do género. Deve ser mais uma idiotice da ditadura do politicamente correcto que rege a sociedade ocidental. Uma ideia parva que uma criatura qualquer, convencida da sua genialidade, discorreu entre um e outro charro. Ou após uma enrrabaleda mais dolorosa, quiçá.

Interrogo-me quanto ao próximo passo destas alimárias. Acabar com a definição do sexo – do género, como agora dizem – logo à nascença deve ser a aberracção seguinte. Ir à Conservatória fazer um registo e determinar logo ali que a criança, acabadinha de nascer, é rapaz ou rapariga deve ser coisa para ter os dias contados. Num futuro não muito distante isso será assunto para decidir mais tarde. Pelo próprio, que ninguém tem nada de escolher por ele. Ou por ela. Ou...enfim, seja lá pelo que fôr!

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publicado às 20:13

Estimulos ao repasto

por Kruzes Kanhoto, em 02.03.16

 

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Consumir constitui para a geringonça uma espécie de novo desígnio nacional. A solução para todos os males, acreditam. Agora é o ministro da economia. Acha a criatura que os portugueses devem voltar aos restaurantes. O que nem me parece mal. Nomeadamente se lhes, aos portugueses, apetecer. Mas para isso, acrescentou o governante, devem os empresários do sector tratar de criar condições para que esse regresso se efective. Criando, exemplificou, salas próprias para entreter as criancinhas que, enquanto os pais degustariam o repasto, estariam entregues ao cuidado de pessoal especializado no entretenimento infantil. O que contribuiria, também, para criar emprego, concluiu visivelmente entusiasmado. Ou, mas isso se calhar foi só impressão minha, manifestamente surpreendido com o brilhantismo da ideia que lhe tinha acabado de ocorrer.

Mas sim, a ideia é porreira. Podia ser melhor, mas, reconheço, é boa. Mas não é excelente. Nem sequer, menos ainda, visionária. Excelente seria se sugerisse que os restaurantes arranjassem uma sala para animais de estimação. Saberá, por acaso, o ministro quantas pessoas não vão ao restaurante por não poderem levar o cachorro? Eu também não. Mas, temos de concordar, é um nicho de mercado que não deve ser discriminado.

Já visionário seria ter sugerido, para além das outras duas, uma sala para as sogras. Quantos clientes perde o sector por ninguém estar disposto a aturar a progenitora do conjugue à mesa do restaurante? Nem desconfio. Mas, de certeza, é um segmento de clientela a ter em conta. Mesmo que má.

 

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publicado às 19:42

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A queda de neve da última semana veio, mais uma vez, demonstrar que não estamos preparados para as intempéries. Por mais que alguns patetas se esforcem por provar o contrário. Os idiotas que enfiam os putos no carro e aceleram em direcção a qualquer monte onde a neve se acumule, por exemplo.   Ou os "radicais", que até chateiam de tão radicais que são, para quem é "muita cool" fazer caminhadas, trepar montanhas ou outra parvoíce qualquer sempre que se anuncia borrasca da grossa.

São, por norma, alarves deste e doutro quilate mais menos igual que depois reclamam da ineficácia dos meios de salvamento. Que lá fora é que é, garantem. Neve com dez metros de altura e nenhuma estrada fica bloqueada, asseguram. E nem querem ouvir falar da vaga hipótese de terem de suportar o custo do resgate. O que seria, para aqueles que apenas vão para lá fazer figura de urso, da mais elementar justiça.

Estou de acordo com eles apenas numa coisa. É, de facto, de lamentar que a sul do Tejo não exista um único limpa-neves. Inconcebível. Veja-se o caso daquela serra no Algarve. Nenhuma autarquia da região terá, que se saiba, um limpa-neves. Uma falha intolerável, portanto. A corrigir quanto antes. O mesmo acontece no Alentejo. Se um dia destes por cá nevar sempre quero ver se não podemos ir todos em romaria ao cimo da Serra d' Ossa...

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publicado às 19:56



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