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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Esquerda para lamentar

por Kruzes Kanhoto, em 30.01.16

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A esquerdalha “descobriu” agora que, ao contrário do que tem andado a papaguear, a redução da taxa do iva na restauração abrirá um buraco descomunal nas contas públicas. Mas, ainda assim, acredita que pode avançar com mais essa loucura. Nada que os aflija. Nomeadamente quando a ideia daqueles malucos parece ser forçar a saída do euro. Entre quebra de receita fiscal, fuga ao fisco e tramóias diversas será só mais um Banif. Isto só à conta do sector da restauração. A única diferença é que este se repete todos os anos. Daí que, digo eu, é capaz de ser um bocadinho difícil convencer os gajos das Europas de que esta é apenas mais uma medida extraordinária. Ao contrário dos extraordinariamente parvos apoiantes do governo, que estão mais do que convencidos da genialidade de tudo o que brota da ala esquerda “para lamentar”...

 

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Contas de sumir

por Kruzes Kanhoto, em 29.01.16

Não se confirmam, afinal, as suspeitas que ontem manifestei no post abaixo. O governo preferiu ir por outros caminhos. Adiar o confisco por uns tempos, é o que é. Optou, nisto do Orçamento para 2016, por regressar às manigâncias já nossas conhecidas e que tiveram as consequências que todos sabemos. Ou quase todos, pois ainda há uns quantos que parece não terem percebido e se mantêm num patetico estado de negação.

Ao que se diz e escreve desde ontem à noite, o governo pretenderá transformar despesas certas e permanentes, como são os vencimentos, em despesas extraordinárias. Logo excluídas do apuramento do deficit. O que, convenhamos, é uma coisa fantástica. Quase ao nível daqueles tempos pré-troika em que existiam nas autarquias locais aqueles empréstimos bancários que não contavam para divida. Ou seja, divida que não era divida apesar de ter de se pagar como a divida que era divida mas que, por força da sua condição de não divida, permitia continuar a contrair mais divida. Foi assim durante muitos anos. Até que deu no que deu. Agora propõem-nos algo ainda pior. Gente honesta, esta!

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Eu já desconfiava que havia truque nisso do orçamento...

por Kruzes Kanhoto, em 28.01.16

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Afinal não há motivo para preocupações com aquela coisa do orçamento de Estado, ou lá o que é. Está tudo previsto. O rombo colossal nas contas já tem solução. À dinamarquesa. O PS só quer saber como se faz...

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Jerónimo!!!

por Kruzes Kanhoto, em 27.01.16

Simpatizo com o Jerónimo. Curiosamente a minha simpatia em relação ao senhor está a aumentar na mesma proporção que os seus votantes estão a diminuir. Coincidência, só isso. Mas lá que lhe acho piada, acho. Ao contrário de muitos que só falta andarem com o homem em ombros mas que ficaram indignados com a graçola das candidatas engraçadinhas. Esteve bem o Jerónimo. Não sei se aquilo se pode entender como um piropo à Marisa ou uma graçola à Belém. Mas seja um ou outro ou, até, ambos os dois, não era motivo para pedir desculpa. Não precisava de o fazer. A menos que tenha sido um desabafo. A sê-lo o único com razão para ter ficado chateado era o camarada Edgar.

Confesso, no entanto, que sinto saudade – uma espécie de nostalgia, vá – do tempo em que o Jerónimo dizia mal do governo. Parecia-me um país mais normal, o dessa altura. Agora já nem os telejornais são a mesma coisa. Perderam a piada. O que eu apreciava aquela parte em que ele contestava a “politica de direita” e as “perseguições impiedosas” do “goverrrrrrrrno” aos trabalhadores e ao povo...

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Volta Berlusconi...

por Kruzes Kanhoto, em 26.01.16

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Já dizia a minha avó, na sua imensa sabedoria, que quanto mais nos agachamos mais nos aparece o rabo. E é isto – agachar-se perante o mundo islâmico – que o ocidente está a fazer. Não surpreende, por isso, que o rabo ocidental esteja cada vez mais a descoberto.

Vem isto a propósito do comportamento miserável do governo italiano que, não fosse o presidente iraniano ficar em estado de choque, mandou cobrir todas as estátuas de nus que pudessem ser avistadas pelo visitante. Para além desta atitude constituir uma verdadeira estupidez – afinal trata-se de arte – é, igualmente, um acto de subserviência de um país soberano que deve envergonhar os italianos.

A decisão tomada pelo primeiro ministro de itália – propositadamente em minúsculas – abre um precedente de consequências inimagináveis. Talvez numa próxima visita, para além das estátuas, também as mulheres que circulem ao alcance da vista de um qualquer presidente islâmico sejam obrigadas a usar uma fatiota que as tape por completo. Ou, até, tapar as cruzes e outros símbolos cristãos existentes nas cidades não vá o troglodita ficar ofendido. É que estas coisas sabe-se como começam, mas nunca se sabe como vão acabar...

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Um mentiroso tende a dizer mentiras...

por Kruzes Kanhoto, em 25.01.16

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Não sei se alguém levou a sério aquela tanga, em vésperas de eleições, acerca da devolução de parte significativa da sobretaxa de IRS. A julgar por algumas reacções temo que sim. E o verdadeiramente surpreendente é que, pelos comentários ao assunto que por aí vejo e ouço, são os críticos do anterior governo os que mais se revoltam com a noticia que, afinal, não vai haver devolução nenhuma. Logo eles, os que sempre garantiram que os gajos eram uns pantomineiros e que faziam exactamente o contrário do que prometiam. Então se sabiam isso, deviam igualmente saber que um mentiroso, por força da sua condição de mentiroso, tem tendência a dizer mentiras. Ninguém os mandou acreditar. Se o fizeram é porque são parvos.

 

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O que é isso de "paneleiro dos olhos"?!

por Kruzes Kanhoto, em 24.01.16

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Será, certamente, legitimo concluir pela frase inscrita nas traseiras desta viatura que existirão paneleiros de diversas espécies. De duas, pelo menos. A paneleirice ocular e a outra. A clássica. Ou, se calhar, até haverá muitas mais, sabe-se lá.

Admira-me que o dono da máquina ainda não tenha tido aborrecimentos com a malta do “politiquês correctus”. Ou, se teve, que ainda não tenham ido ao ponto de o levar a tirar aquilo dali. É que hoje em dia paneleiro é uma palavra que quase já não se pode pronunciar em voz alta sem que tal suscite olhares reprovadores de quem está ao redor. Nem – eu que o diga – escrever. Aparecem logo uns censores a pretender limitar a minha liberdade de expressão. Curiosamente, ou então não, gente que enche a boca de democracia, defesa da liberdade e muitos outros conceitos que gostam de usar. Nomeadamente na defesa dos seus interesses.

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"Zovens" com espírito de iniciativa...

por Kruzes Kanhoto, em 22.01.16

Não conhecia o funcionamento do Placard, o mais recente jogo de apostas desportivas da Santa Casa. Foram as noticias acerca da miudagem que, alegadamente, anda a apostar naquilo como se não houvesse amanhã, que me motivaram a curiosidade de ver como se joga. Nomeadamente preço, valor dos prémios e a forma de apostar. E, sinceramente, não estou a ver razões para tanta indignaçãozinha. Nem, a bem-dizer, para indignação de espécie nenhuma. Acho, até, bastante razoável que os putos “invistam” no Placard. É barato, não é preciso estar à espera uma semana pelo resultado, não depende exclusivamente da sorte e, não sendo ganancioso, é relativamente fácil ir ganhando “algum”. Ao contrário dos outros jogos não dá prémios “fabulásticos” mas, sem muito azar, é possível multiplicar o valor da aposta mínima – um euro – por dois ou três.

Não quero com isto dizer que o jogo deva ser permitido a menores mas, que diabo, há coisas muito piores a que todos fechamos os olhos diariamente. Este caso, ao contrário de outros, revela até que os miúdos terão um louvável espírito de iniciativa. Apostam num jogo onde as probabilidades de ganhar, ainda que pouco dinheiro, são bem maiores do que aqueles onde os adultos apostam fortunas sem que daí tenham o mais pequeno retorno.

Também eu vou jogar nesta coisa. Irei apostar um euro na vitória do Benfica. Se o Glorioso não me desiludir recebo um euro e doze cêntimos...

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Se querem privacidade não ponham a foto no fuçasbook!

por Kruzes Kanhoto, em 21.01.16

Ainda não li as reacções – que presumo já abundem por aí – à ideia do governo de obrigar os bancos a comunicar às Finanças os saldos das contas bancárias de cada um. Se relativamente ao número de contribuinte nas facturas é o escarcéu que se conhece, nem quero imaginar o que será se esta medida for avante. Por mim aplaudo de pé. Só peca por tardia. Embora tenha muitas dúvidas, para não dizer certezas, quanto à possibilidade da comissão de protecção de dados conceder autorização para que tal aconteça. Por cá protege-se sempre o prevaricador. Nem que para isso se castigue a vitima. E, neste caso dos impostos, as vitimas somos nós. Os que pagamos impostos e que não temos nada a esconder por detrás de uma privacidade que alguns evocam de cada vez que dá jeito.

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Cortes de aterrorizar

por Kruzes Kanhoto, em 20.01.16

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Isto da alegada crise toca a todos. Até aos mais insuspeitos. Agora é o Estado Islâmico que terá entrado em recessão. Daí que tenha sido forçado a tomar medidas de austeridade como, de resto, fazem todos os outros Estados. Daquelas a sério, que por ali não se brinca. Quando é para cortar, corta-se mesmo. Que o digam os funcionários públicos lá do sitio – também conhecidos por jihadistas - que viram o seu vencimento reduzido a metade. Quiçá, se a coisa não melhorar, também o horário de trabalho seja alargado para as quarenta horas.

O que parece a salvo de cortes são os subsídios de férias e de ramadão. O califa não terá querido arriscar um mais que certo chumbo do tribunal constitucional lá do califado. A subvenção vitalícia dos mullah's fica, para já, a salvo. Diz que o manda-chuva daquilo, um tal Abu al-Baghdadi, receou a reacção do gang mais famoso da região. Aquele, do Ali. Trinta terão ficado mesmo muito chateados...

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O principio da desconfiança

por Kruzes Kanhoto, em 19.01.16

São, também, decisões como a que hoje conhecemos do Tribunal Constitucional que contribuem para o descrédito da politica, dos políticos e, principalmente, da justiça. Que os políticos pretendam sacar o mais que podem da sua actividade não é coisa que me surpreenda. Mais vale, até, que o façam pela via da imoralidade do que pela da ilegalidade.

Já quanto à justiça é diferente. Devia ser cega. Manter o mesmo critério em todas as circunstâncias. Isso do principio da confiança deve, gostemos ou não, ser respeitado relativamente a todos os cidadãos. Esteja em causa o corte dos subsídios de férias e Natal, a redução de vencimentos ou as subvenções dos políticos. Daí que era capaz de ser interessante que alguém viesse explicar o porquê da dualidade de critérios perante situações, aparentemente, iguais.

Quanto aos deputados que pediram a fiscalização desta coisa pelo TC gabo-lhe a coragem. E, já agora, a honestidade intelectual. São o que são e não tiveram problemas em assumi-lo. Não é, de facto, para todos. A maioria dos que o são, mesmo que toda a gente os reconheça como tal, não aceita que o é. Eles, ao menos, assumiram-se.

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Alimentar animais vadios dá multa...

por Kruzes Kanhoto, em 18.01.16

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Ficará quem alimenta os animais abandonados com a consciência muito aconchegada, admito. Será, também, um gesto revelador de de estarmos em presença de alguém dotado de elevadas qualidades humanas. Há apenas um pequeno problema. É ilegal. E não o é por o legislador ser uma besta insensível. Trata-se, apenas, de proteger a saúde pública.

Esta fotografia foi tirada no parque de estacionamento do Continente cá sitio. Onde, como pode constatar quem se desloca aquela superfície comercial, vagueiam um número significativo de cães vadios. Caso um dia a coisa dê para o torto e ocorra algum incidente com esses animais, a culpa não poderá morrer solteira. Quem por lá anda a fazer estas brincadeiras terá de ser, também, responsabilizado.

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Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 17.01.16

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Já dizia o outro – alguém, seja ele quem for, que gosto de citar com regularidade – que quem disputa não mede bem as palavras. Mas isso são as pessoas normais. Aquelas para quem o preto é preto e um porco é um porco. Já ao nível do pontapé na bola não é bem assim. Quem disputa esse jogo mede muito bem o que diz. E, mais do que isso, sabe o que quer fazer com elas.

É o caso do senhor gordo – anafado, vá – que manda no clube do Lumiar. Que o homem veja aquilo que quer ver é lá com ele. Os manicómios estão cheios de gajos que garantem ter visto extraterrestres e ninguém se importa com isso. Tal como interessa a poucos que o fulaninho mantenha uma relação inconciliável com a realidade. O chorrilho de disparates que o alucinado vai debitando é de tal ordem que, por comparação, o treinador da mesma agremiação quando abre a boca parece declamar poesia.

O objectivo da criatura é, obviamente, fazer os tais “mind games” tão usados no futebol. Alguém lhe diga que aquilo não resulta. É parvo demais. Continuando a citar o outro, “para a mentira ser segura e atingir profundidade tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade”. E ali apenas há inconsistência mental. Não vale um vintém. Nem um cretino.


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Falem como deve ser, porra!

por Kruzes Kanhoto, em 16.01.16

- Foram procurar ele;

- Não encontraram eles; 

- Ele beijou ela;

- Roubaram elas.

E podia continuar a enumerar frases onde uma certa rapaziada menciona a terceira pessoa de uma forma esquisita. Gente que, se calhar, era capaz de ter dificuldade em passar num exame onde os seus conhecimentos da língua portuguesa fossem avaliados. Mas não faz mal. A escola não é para aprender. É, isso sim é que é importante, para compreender. Pena é muitos, por aquilo que vou lendo e ouvindo aos indefectíveis apoiantes do governo, revelarem uma exasperante lentidão ao nível da compreensão.

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Multiculturalismo, dizem eles...

por Kruzes Kanhoto, em 15.01.16

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A esquerda e a intelectualidade bem pensante estão em choque com os acontecimentos na noite de fim de ano na Alemanha e noutros países europeus. Uma chatice, aquilo. Não sabem como reagir. Não condenam para não dar ares de serem anti-imigração e não podem argumentar que se tratou de um fenómeno isolado porque foram muitos incidentes e com participação activa de muitos milhares de refugiados. Ainda assim há um ou outro que vai gaguejando umas desculpas mais ou menos esfarrapadas. Ou parvas, vá. A maioria limita-se à tentativa de insulto. Vociferam idiotices acerca de xenofobia, islamofobia e mais uns quantos chavões daqueles que gostam de usar quando os argumentos não abundam ou a causa é daquelas mesmo ridícula. Fazem-me lembrar os ciganitos vizinhos de uma grande superfície comercial cá da terra. Quando, de vez em quando, são apanhados com algum produto que acidentalmente lhes saltou para o bolso e que, perante a evidência do descuido, desatam – eles e os parentes todos que prontamente acorrem - a chamar racista a quem lhes exigem o pagamento ou a devolução da coisa.

Incidentes desta natureza vão-se repetir. Estão, apesar de pouco divulgados, a acontecer todos os dias perante a passividade geral. Mas, desconfio, não tardará a surgir uma onda generalizada de indignação que colocará, definitivamente, a Europa em estado de guerra. Basta que as vitimas, em lugar das mulheres, sejam minorias étnicas ou, principalmente, cães. Aí é que eles vão ver o que de que massa se faz um esquerdelho ou um intelectual...

 

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Fim de todos os exames deste mundo! E do outro também, já agora.

por Kruzes Kanhoto, em 13.01.16

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De vez em quando dou por mim a concordar com a “geringonça”. Demasiadas vezes, até. Agora é aquela coisa do fim dos exames. Acho muito bem que acabem. Todos. E de toda a espécie. Aquilo não traumatiza e inferniza apenas a vida das criancinhas. Tortura toda a gente.

Os exames de condução, por exemplo. Um aborrecimento. E não servem para nada. Podiam, com vantagem, ser substituídos pela avaliação contínua na escola de condução. Quem sabe a profusão de acidentes de trânsito se deva à infelicidade dos condutores por terem sido submetidos a exame. E, em caso de atropelamento, é preferível ser atropelado por um condutor feliz. Sê-lo por um que tenha sido examinado só traz chatices.

Ou, outro exemplo de coisas nocivas, os exames médicos. Uma seca. Deviam ser extintos. Já. Há lá coisa mais angustiante ou traumática do que o exame da próstata! Se temos todos de morrer, que morramos felizes. Sempre é melhor do que falecer traumatizado.

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Então e aquilo de nos rirmos de nós próprios e tal?!

por Kruzes Kanhoto, em 12.01.16

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É, nos tempos que correm, mal aceite fazer piadas que envolvam pretos, ciganos ou paneleiros. Mesmo qualquer dichote mais jocoso acerca deles cai igualmente mal a muitos interlocutores. Já sobre os alentejanos podem contar-se as anedotas mais javardas. A risota está garantida e ninguém parece ficar aborrecido.

Quando, aqui no blog ou noutro sitio qualquer, manifesto a minha azia com as piadolas acerca dos alentejanos não faltam as alminhas a desdenhar do meu sentido de humor. Ou, para os piadistas de circunstância, da falta dele. Curiosamente perante a noticia que recorto para ilustrar esta posta não vejo, ao contrário do que esperava, um coro de indignados a chamar nomes ao juiz brasileiro. Nem, sequer, a justificar as piadas sobre portugueses que se contam no Brasil com o impagável sentido de humor brasileiro. Ou, tão pouco, a enaltecer a capacidade de nós – os tugas – nos rirmos de nós próprios. Pelo contrário, quase só encontro elogios à decisão judicial. Não percebo. A sério. Deve ser problema meu, de certo.

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Brincar ao PREC

por Kruzes Kanhoto, em 11.01.16

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Muita da rapaziada do governo e da maioria que o apoia não terá grande ideia do que foi o PREC. Terão, quando muito, ouvido da boca dos progenitores algumas historietas mais ou menos romanceadas e lido crónicas inflamadas sobre os acontecimentos da época escritas por gente que colocou bombas, roubou bens aos legítimos proprietários ou fez um infindável conjunto de sacanices. Sem que disso, ainda hoje, se arrependa.

A recriação desses tempos vai sair-nos cara. Muito cara. Muito mais barato nos sairia se a cada um dos meninos – e mesmo aos outros com idade para terem juízo - fosse oferecido este jogo educativo. Eles brincavam, ficavam a saber o que foi o PREC - sem necessidade de rebentar com o resto disto tudo - e no fim dávamos todos umas boas gargalhadas.

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Ainda fico vaidoso...

por Kruzes Kanhoto, em 10.01.16

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O post anterior tem estado em destaque na página principal do Sapo. É, no espaço de pouco mais de um mês, a segunda vez que o Kruzes merece tamanha honraria. Obrigado equipa do Sapo blogs!

 

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Coisas de malucos. Ou de portugueses, tanto faz.

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.16

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Ainda as penhoras - ou a sua impossibilidade - por dividas ao fisco. Podia argumentar, baseando-me na sabedoria popular, que quem não aguenta o peso larga a carga. Mas não, não vou por aí. Admito, até, a bondade na lei quanto a um ou outro caso. Custa-me é aceitar que muitos chicos-espertos – seguramente a esmagadora maioria dos envolvidos – se continuem a rir à conta de todos. Ou a roubar-nos. Como aquele taberneiro que não entregou o IVA que eu lhe paguei. Mas se é disto que o povo gosta...

Tal como também gosta daquela coisa de taxar as heranças. Um roubo que a maioria de esquerda pretende que o Estado volte a fazer aos contribuintes. Ou seja. Para a esquerda e, a julgar pelas opiniões que vou lendo e ouvindo, para a maioria da população sensível, educada, culta, solidária e tudo o mais que se queira, deve-se perdoar os caloteiros mas, simultaneamente, obrigar outros a pagar aquilo que já é seu por direito ainda que, eventualmente, nem tenham liquidez para o fazer. Embora, neste caso, possam sempre também eles tornarem-se caloteiros e, assim, obter o perdão daqueles que os pretendem roubar. Coisa de malucos? Não. Estamos em Portugal e esta é a vontade dos portugueses.

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