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Devem ser as tais amplas liberdades...

por Kruzes Kanhoto, em 31.08.15

Diz, mas eu não acredito, que lá para a Venezuela, terra que como se sabe é governada por malucos, foi proibida a formação de bichas à porta dos supermercados. A escassez dos produtos mais básicos leva a que muitos venezuelanos – a soldo do capitalismo, presumo – se aglomerem à porta destes locais sempre que desconfiam da reposição dos stoks das lojas. Coisa que, pelos vistos, não agrada aos ditadores lá do sitio. Nem aos seus apaniguados. Daí que tenham sido formadas milícias populares para combater os que se atrevem a fazer fila para comprar, por exemplo, papel higiénico. É bem feita que lhes dêem nas trombas. Eles que limpem o cú ao programa do Partido Comunista. Ou lá como se chama o equivalente lá do sitio.

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publicado às 09:01

Continuo a achar que baixar a taxa de IVA na restauração é uma parvoíce. A acontecer, como o Costa anda a prometer, apenas servirá para transferir dinheiro dos bolsos dos contribuintes para os empresários sem que daí resulte qualquer beneficio. A não ser para os próprios, claro. Este sector, mesmo com isto das facturas deduzirem no IRS, continua a escapar à malha fiscal. Ou seja, anda a enganar-nos a todos. Mas isso é outra história da qual só nós temos a culpa.

Se, como ouço repetidamente afirmar, a restauração está assim tão mal é de estranhar, por exemplo, o verdadeiro “assalto” às promoções das grandes superfícies por parte dos empresários do ramo. Todo e qualquer produto da área de alimentação e bebidas desaparece das prateleiras, das peixarias e dos talhos dos supermercados cá do sitio mal estes abrem portas. É vê-los de carrinhos a transbordar de bens que, certamente, não serão para o banco alimentar. Sem, curiosamente, nunca se esquecerem de pedir factura com número de contribuinte. Para quem está em crise...

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publicado às 09:01

Isto só a chumbo...

por Kruzes Kanhoto, em 29.08.15

O Tribunal Constitucional acaba de chumbar a lei que permitia o acesso aos dados das comunicações por parte das secretas. Acho bem. Não têm nada de andar a meter o bedelho nas conversas dos outros. Mesmo que em causa essa coisa de prevenir eventuais actos de terrorismo. Era agora o que mais faltava. E a liberdade de aterrorizar? E a privacidade do pobre e desgraçado terrorista? Há que respeitá-la, obviamente. Que ele é um cidadão como qualquer outro. Com direitos adquiridos e tudo.

Talvez com esta medida um outro refugiado esteja, finalmente, disposto a carregar a trouxa até Portugal. Afinal se já havia medidas para cativar a vinda de chineses, angolanos e mafiosos diversos para o país porque não estimular a vinda de potenciais terroristas?!

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publicado às 09:01

Ao que nos tem dado conta a imprensa, os senhorios estão contra a obrigatoriedade da emissão dos recibos das rendas passar a ser feita, desde que reunidas determinadas condições, por via electrónica. Não admira. O que admira são os argumentos usados. Podiam simplesmente argumentar que não gostam de pagar impostos, é uma coisa que os aborrece ou, vá, que não lhes dá jeito nenhum. Podia não colher tanta simpatia junto da opinião publica mas, pelo menos, era mais séria. É que o ponto reside unicamente aí. Nos impostos. Nomeadamente por parte daqueles que sempre escaparam e que, com a nova lei, vêem a fuga bastante mais dificultada. O resto é conversa fiada.

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publicado às 09:01

Entretanto continua em grande ritmo o processo de islamização da Europa. Chegam aos milhares, alegadamente em fuga a acontecimentos mais ou menos dramáticos, apresentam-se frágeis e aparentemente apenas desejosos de viver uma existência feliz e pacifica. O que, por agora, até pode ser verdade na maioria dos casos. Ainda assim não deixa de ser estranho que essa mesma felicidade não seja procurada no Qatar, no Dubai ou na Arábia Saudita. Onde, presumo, não teriam tanta dificuldade em encontrar trabalho e a integração estaria muito mais facilitada. A chatice é que por lá, diz, não existe essa coisa do Estado social. Ou seja, não podem viver à conta dos outros.

Era para mim um dado adquirido que lá para 2050 ou 2060 na Europa existiriam vários países debaixo do jugo fascista islâmico sem necessidade de disparar um único tiro. A demografia faria o seu papel, a tolerância modernaça das sociedades ocidentais daria uma ajuda e as regras democráticas tratariam de colocar no poder um partido que represente os ideais políticos daquela maralha. Hoje, perante as hordas invasoras que estão a dar às costas europeias, hesito quanto a tão dilatado prazo e tenho poucas dúvidas quanto ao pacifismo do processo de tomada do poder pelo islão. A continuar assim bastarão dez ou quinze anos. Não sem antes colocarem isto tudo em pé de guerra. A única boa noticia é que eles não querem vir para cá...

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publicado às 09:28

As vacas moucas

por Kruzes Kanhoto, em 26.08.15

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Agora são as vacas. Dizem os amiguinhos dos animais que o chocalho as deixa moucas. Há, argumentam, maneiras muito mais eficazes de localizar os bichos, caso se tresmalhem, do que os antiquados chocalhos que lhes penduram ao pescoço. O GPS, por exemplo, que tem a vantagem de ser mais preciso e é substancialmente mais leve.

Suspiro pelas próximas causas destes malucos. Com as ideias desta malta é divertimento garantido. Tenho fé que, mais cedo ou mais tarde, hão-de reivindicar a instalação nos automóveis de dispositivos que evitem a morte de milhares de milhões de mosquitos, a proibição da venda de mata-moscas ou o fim dos champôs contra os piolhos.

Quem não deve achar piada nenhuma a esta ideia são os gajos da candidatura da arte chocalheira a património da humanidade. Que, diga-se, também têm a sua piada. Não os gajos que fabricam os chocalhos - que, coitados, apenas devem querer que ninguém os aborreça – mas sim uma nova trupe que anda aqui pelo Alentejo a candidatar tudo e mais alguma coisa a património da humanidade. Falta só candidatar – e mesmo assim não tenho a certeza se não estará já alguém a tratar disso – a arte de cagar em pé.

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publicado às 09:15

"Ganda" invenção!

por Kruzes Kanhoto, em 25.08.15

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Aplaudo, como quase toda a gente, os avanços da medicina e saúdo o surgimento de novos fármacos com entusiasmo (a bem-dizer não faço nada disso mas pareceu-me uma boa maneira de começar o post). No entanto esta coisa do “viagra” para as mulheres parece-me uma ideia potencialmente perigosa. É que, se bem percebo, caso o tal comprimido corresponda às expectativas, vai trazer de volta ao activo um significativo número de gajas que, até agora, não estariam para aí viradas. Pior - ou melhor,  quiçá - aquilo não terá apenas um efeito orientado para um determinado momento e limitado a um certo intervalo temporal. Facto que, não sendo necessariamente mau nem especialmente preocupante, pode suscitar uma infinidade de problemas. Tantos quantos a imaginação mais prodigiosa conseguir imaginar. O que trará, imagino, consequências que agora nem imaginamos...

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publicado às 09:20

Por acaso até queria um desenho, ó palhaço!

por Kruzes Kanhoto, em 24.08.15

 

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Nem me alongo em grandes considerandos. Nem em pequenos. Não vale a pena. Gente como um tal Kim Kardoso não merece que gaste as teclas do computador. Não merece isso nem o ar que infelizmente respira. Ou conspurca. O que escreve – ele e um número cada vez maior de humanóides – diz tudo acerca das mentalidades que vão ganhando espaço naquilo a que se convencionou chamar redes sociais. Afinal apenas uma das mais tristes consequências da generalização das novas tecnologias.

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publicado às 09:28

Hello Kitty

por Kruzes Kanhoto, em 23.08.15

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Tudo neste carro – o que se vê e o muito mais que não fotografei – tem a ver com a Hello Kitty. Um xunning muito mais fofinho e inofensivo do que muitas aberrações que por aí se vão vendo. Até os riscos - deve ter sido um gato a afiar as unhas - estão a condizer...

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publicado às 22:18

Pode vir aí a suspensão da democracia...

por Kruzes Kanhoto, em 21.08.15

António Costa garantiu ontem a quem o quis ouvir que se identifica com as posições – leia-se ideias politicas – de Manuela Ferreira Leite. Ainda bem que nos elucidou quanto a essa sua identificação. É sempre bom saber que o líder da oposição, secretário-geral do partido socialista e mais que provável primeiro ministro se identifica com aquela senhora. A mesma, recorde-se, que num tempo não muito distante considerava uma boa ideia suspender a democracia durante seis meses e achava que uma pessoa de oitenta anos apenas devia fazer hemodiálise se a pudesse pagar.

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publicado às 19:27

Quase vinte e quatro horas depois – mas se calhar sou eu que não estou suficientemente atento – ainda não ouvi ninguém contestar a proposta de aumento de impostos que a Ordem dos veterinários terá apresentado aos partidos políticos. Sim, aumento. É que nesta coisa da receita fiscal não existem milagres. Se, como é proposto, a taxa de IVA aplicável a produtos e serviços destinados aos animais de companhia for reduzida ou passarem a existir deduções no IRS dos seus possuidores, estes ou outros impostos terão inevitavelmente de subir. Mas os portugueses, como não sabem fazer contas, vão aplaudindo a iniciativa. O que provavelmente os aborrecerá é se tiverem de tirar o número de contribuinte ao canito e pedir factura no nome dele...

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publicado às 21:41

Bolinha baixa. Baixinha, mesmo...

por Kruzes Kanhoto, em 19.08.15

Este personagem da banda desenhada lembra-me alguém. Uma figurinha ridicula que por estes dias tem tentado colocar-se em lugar de destaque, talvez.  

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publicado às 23:15

Se não gosto deles por que raio os hei-de apoiar?!

por Kruzes Kanhoto, em 19.08.15

Não alinho nessa coisa de, nos jogos europeus, torcer pelas outras equipas portuguesas. O Porto e o Sporting, nomeadamente. Nada disso. Quero é que percam sempre. De preferência por muitos. Seja o adversário quem fôr. Nem sequer, ao contrário de muitos benfiquistas, consigo ficar indiferente. Isso da indiferença apenas acontece nos jogos entre ambos onde, infelizmente, não podem perder os dois.

Claro que findo o jogo a coisa morre ali. O resultado e as incidências do mesmo deixam imediatamente de me interessar. Até ao próximo. Onde, espero, os camaradas de Moscovo tratem de esmagar as osgas. Bicho que, como se sabe, não se dá particularmente bem a latitudes mais altas.

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publicado às 12:00

Somos uns ricaços, é o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 18.08.15

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Há quem teorize acerca de indicadores de bem-estar. A quantidade de lixo produzida é, dizem, um deles. Parece que quanto mais ricos somos mais lixo produzimos. A ser assim - e não estou a ver por que não há-de ser – não nos podemos queixar. De pobres, a julgar pelo que se vê, teremos pouco.

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publicado às 22:28

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Compreendo a preocupação de muita gente com os maus tratos aos bobys e tarecos desta vida. Também me aflige que quem diz preferir os animais às pessoas depois os trate assim. Sim, porque, por norma, quem trata os animais dessa maneira é quem os tem. Não sou eu de certeza, que há muito deixei de os ter, que os maltrato.

Fica bem vir para as redes sociais destilar sensibilidade e enaltecer alegados valores éticos, morais e civilizacionais. Desde, evidentemente, que esses valores se relacionem com a bicharada. O que também não ficava nada mal era essa malta mobilizar-se e, de vez em quando, fazerem uma espécie de campanha de limpeza da muita porcaria que os seus amiguinhos de quatro patas vão deixando pelo espaço público. Mas isso, se calhar, seria pedir de mais a gente tão sensível, com um nível educacional tão elevado e com valores morais e civilizacionais tão próximos da perfeição.

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publicado às 14:32

E dinheiro para repelente, não há?!

por Kruzes Kanhoto, em 15.08.15

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Onde quer que exista um pequeno – ou grande – relvado é a isto que se assiste. Cães a cagar. Os donos, esses, obviamente nem sequer equacionam a hipótese de recolher os presentes dos seus familiares de quatro patas. Deixar a merda na relva é, para eles, algo de natural e que em nada os incomoda. O que não surpreende. O que espanta é, existindo uma vasta panóplia de produtos repelentes para cães, que as autarquias nada façam para afastar a canzoada destes e de outros locais manifestamente assolados por esta praga. Trata-se, não sei se percebem, da saúde pública.

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publicado às 10:15

Viva o Estado social!!!

por Kruzes Kanhoto, em 14.08.15

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A questão do pagamento de taxa moderadora nos abortos praticados no SNS está a deixar a esquerdalha com os nervos à flor da pele. Discriminação, uivam eles. E elas. Coisas de um asqueroso governo de direita e das suas vingativas politicas de direita. Coerente, portanto. Aquilo que seria de estranhar era, digo eu, um governo de direita praticar as patéticas politicas de esquerda.

Mas sim, concordo. Existe no âmbito desta coisa do aborto uma intolerável discriminação relativamente às mulheres que optam por esta solução. Não têm direito a subsidio por interrupção da gravidez. Ah, espera, afinal têm...e até podem acumular com a pensão de velhice!

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publicado às 13:52

Crescimento em tons de azul

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.15

Mesmo sendo o segredo a alma do negócio - se até eu que sou um gajo manifestamente mal informado já sei - não deve constituir grande novidade para ninguém a provável instalação de uma unidade de produção de Viagra num concelho do interior alentejano. Parece-me uma jogada de mestre. Não só para a empresa mas, sobretudo, para quem conseguiu captar o investimento. Criará uns quantos empregos para outros tantos tesos desempregados e contribuirá decisivamente para fazer a região dar a cambalhota, elevar o nível de vida, contribuir para inverter o declínio e potenciar o crescimento da economia regional. Esperemos é que a ideia não murche.

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publicado às 13:01

Os alegados qualquer coisa do caso BES

por Kruzes Kanhoto, em 12.08.15

Percebo a indignação dos chamados lesados do Bes. Ou lesionados, como dizem alguns jornalistas. O que tenho dificuldade em entender é que, de entre todos os que já se pronunciaram publicamente, nenhum tenha percebido que estava a investir num negócio de risco. Se a esmagadora maioria não terá obrigação de perceber grande coisa destes assuntos que envolvem o meio financeiro, o que não deixa de me fazer espécie é que nenhum deles tenha suspeitado da elevada remuneração oferecida pelos alegados depósitos. Ora, como toda a gente sabe, quando a esmola é grande o pobre desconfia. Ou devia. O que, atendendo à idade avançada de quase todos os envolvidos, não deixa de ser estranho não ter acontecido.

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publicado às 18:33

Animais!

por Kruzes Kanhoto, em 10.08.15

Ao ler o que se vai escrevendo acerca de qualquer assunto que envolva bichos, mal tratados ou não, sinto uma imensa saudade do tempo em que os animais não escreviam. O que não foi assim há tanto tempo. Basta recuar à época em que qualquer matarruano não se julgava um intelectual. Hoje é possível encontrar pérolas do mais fino recorte literário sempre que o tema é bicheza. Opiniões de gente que coloca os animais muito, mas mesmo muito, acima de qualquer pessoa. Por mim só espero que se um dia necessitarem de uma transfusão encontrem um animal com sangue compatível.

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publicado às 20:10

Oferta de emprego

por Kruzes Kanhoto, em 09.08.15

Agora que, segundo as últimas noticias, o homem se demitiu, estou a ponderar a possibilidade de contratar o director de campanha do Partido Socialista. Para fazer o trabalho que tenho para lhe oferecer não encontrarei, de certeza, ninguém mais competente. Preciso, urgentemente, de um director de segurança para o meu quintal. A passarada come tudo o que por aqui tento produzir. E o pior é que estou a ficar sem ideias para pôr cobro a estes ataques aéreos. Ele será, de certeza, a solução para isto. Diz que é cada tiro, cada melro...

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publicado às 12:09

Sugestão para outro cartaz

por Kruzes Kanhoto, em 08.08.15

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Não sei, nem me interessa grande coisa, quem tem razão nessa polémica que por aí anda acerca do desemprego. Sei apenas que se trata de um drama para quem está nessa situação e que constitui um problema antigo, como se pode constatar nesta capa do “Público” de 18 de Agosto de 2010, para o qual não existem soluções milagrosas.

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publicado às 15:56

Porque parece que muitos já esqueceram...

por Kruzes Kanhoto, em 07.08.15

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Existem marcas do passado que, por mais que o tempo as desgaste ou sucessivas camadas de tinta as tentem disfarçar, jamais se apagam. No caso, a comparação será manifestamente exagerada. Quem a escreveu, contudo, lá saberá porque o fez. Se calhar estaria a pensar num professor com nome de alfaia agrícola, numa directora regional mal apessoada ou em imensos acontecimentos que, durante seis anos, alegadamente terão ocorrido nos mais variados corredores do diversos poderes...

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publicado às 23:49

Uma autarquia tem, façamos um suponhamos, cem funcionários que trabalham, cada um, trinta e cinco horas semanais. Três mil e quinhentas horas, portanto. Para cumprir promessas feitas em tempo de eleições, ajeitar uns quantos afilhados, recompensar a malta que andou a segurar o pau da bandeira durante a campanha ou resolver problemas de algumas pessoinhas deliberou recrutar mais dez funcionários. Seguindo o raciocínio anterior teríamos mais trezentas e cinquenta horas de serviço em prol da qualidade de vida da população. Número exacto que os autarcas, na sua imensa sabedoria, determinaram como essencial para prestar um serviço público de qualidade.

O pior é que não pode. O governo não autoriza. A dita autarquia - seja ela qual for, mas suspeito que será lá para o norte – apenas está autorizada a proceder ao recrutamento de mais pessoal se cada um dos seus actuais cem trabalhadores assegurar um horário de quarenta horas. Logo, no seu conjunto, a servir a população do concelho durante mais quinhentas horas. Cumprida esta premissa, aí sim, estará garantida a autorização governamental para a contratação dos tais dez novos funcionários. Que irão, logo que contratados, laborar quatrocentas horas por semana para o bem-estar dos contribuintes lá do sitio. Ou seja, o governo só autoriza e a autarquia apenas contrata quando os tais trabalhadores que está autorizada a contratar já não fazem falta nenhuma.

Trata-se, acho eu, de uma questão inquietante. Reveladora, também, do desvario que vai na cabecinha de quem manda alguma coisa neste país. O pior é que isso reflecte-se directamente nas nossas algibeiras. Ou então sou eu que não percebo nada disto. Hipótese que, obviamente, não descarto.



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publicado às 12:00

Paranóicos!

por Kruzes Kanhoto, em 05.08.15

Começa a ser preocupante a paranóia em relação aos animais. As histórias sucedem-se e, em cada uma, a apreciação feita por uma franja significativa da população é mais radical que na anterior. Tudo devidamente amplificado pela comunicação social e pelas novas tecnologias a que qualquer matarruano tem acesso.

A vida de um animal e de uma pessoa são colocados no mesmo patamar. Chega-se a exigir – pasme-se – a pena de morte para o idiota que matou um leão numa caçada em África. Quando cães atacam e mutilam pessoas defende-se o animal e culpa-se o ser humano. Se alguém ousa manifestar o seu desagrado pela presença próxima de bichos de estimação em locais onde o seu acesso não é permitido, é ferozmente atacado como se o prevaricador fosse ele e não as bestas dos donos dos animais. Pior do que isso. Começa a ser problemático emitir opiniões contrárias a este estado de coisas. Ameaças e insultos é o que espera quem se atreve a contrariar o pensamento vigente. A mim foi coisa que nunca me incomodou. Pelo contrário. Ainda que, obviamente, a minha opinião não interesse a ninguém, nem represente outros interesses que não os meus, jamais me calarei.

Nos próximos posts, se me apetecer, voltarei ao tema. Se possível abrilhantados com com exemplos do que escrevi acima. Com nomes e fotos. Só porque sim.

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publicado às 14:38

Bolas, bolas, bolas! Logo a única promessa socialista – entre aquelas mais conhecidas - com que me sentia tentado a concordar não vai, afinal, trazer-me qualquer beneficio. Refiro-me aquela coisa da redução da TSU. Que, pensava eu e pelos vistos quase toda a gente, seria aplicável igualmente aos descontos dos funcionários públicos para a CGA. Pois diz que não. Mas isso, caso o PS ganhe e avance com a ideia, ainda vai ser assunto para o Tribunal Constitucional decidir. É que, assim de repente, não estou a ver a equidade entre dois funcionários públicos que ganhando exactamente o mesmo descontam valores diferentes...

Tendo a concordar com esta proposta socialista não pelo facto de achar que, dali, vai resultar algo de bom para a economia, o crescimento do PIB ou outros chavões quaisquer. A minha concordância – ainda que hesitante – tem mais a ver com a ausência de utilidade da contribuição que faço para o sistema de pensões. No pequeno universo da entidade pública onde laboro, no tempo onde a reforma era igual ao último vencimento, não chegam os dedos dos pés e das mãos para contar os casos de todos os que foram promovidos a escassos meses de se aposentaram para, assim, gozarem de uma pensão substancialmente superior. Prática muito comum, à época. Ora se a contribuição dos actuais trabalhadores serve para manter intocáveis essas reformas e se os futuros reformados apenas auferirão, com sorte, uma pensão equivalente a um terço do seu vencimento, só alguém com um espírito ultra-mega-hiper altruísta concordará em continuar a privar-se de uma parte substancial do rendimento. Que, no caso, nem é para dar aos pobres e necessitados.

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publicado às 22:42

Telhado ecológico

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.15

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Depois do aquecimento de água através da energia solar também, desde esta semana, cá por casa já se produz electricidade. Pouca, diga-se. Apenas a suficiente para manter a funcionar, durante as horas em que o sol incide no painel, os equipamentos que estão permanentemente ligados à corrente. Que isto de fornecer energia de borla à rede não é coisa que me assista. Nem a minha veia de ecologista é assim tão forte. Estou, reconheço, muito mais preocupado com a carteira.

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publicado às 11:18

Vantagens de um Estado social fraquinho

por Kruzes Kanhoto, em 01.08.15

Admito que exista uma explicação muito lógica para esta coisa dos migrantes. Eu é que tenho alguma dificuldade em a entender. Não percebo por que raio quer aquela gente entrar a todo o custo na Europa. Nem, menos entendo ainda, a sua fixação pelo Reino Unido. Faz-me espécie que aquele pagode, muçulmanos na sua esmagadora maioria, não prefira antes emigrar para a Arábia Saudita ou para os reinos ali à volta onde o dinheiro jorra das areias,

Parece-me pouco plausível que procurem o Ocidente que tanto criticam, cujo modo de vida abominam e onde insistem em manter os costumes selváticos que trazem dos países de origem. Atendendo às suas crenças, a adaptação seria muito mais fácil, o problema da integração não se colocaria, jamais seriam vitimas de discriminação ou racismo, teriam um nível de vida substancialmente superior e os sacrifícios suportados para chegar ao seu “el dorado” seriam incomensuravelmente menores. Também as criticas aos governos europeus, por não acolher todos os que demandam a Europa, se afiguram manifestamente desajustadas. O alvo deviam ser os países árabes desenvolvidos e ricos que desprezam toda esta gente.

O modelo de Estado social britânico é, provavelmente, a razão deste fluxo migratório. Gerações sucessivas vivem à conta dos contribuintes, sem conhecer o conceito de trabalhar para viver, e isso é motivo mais do que suficiente para atrair multidões de pobres, mandriões e trapaceiros diversos. É por isso que não nos procuram. Mesmo os que a “solidariedade” traz até cá, zarpam assim que podem. E ainda bem. Felizmente o nosso Estado social é pobrezinho.

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publicado às 11:59



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