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Depois não digam que ninguém avisou...

por Kruzes Kanhoto, em 30.06.15

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publicado às 22:40

A teia

por Kruzes Kanhoto, em 30.06.15

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Quanto tempo e quanta paciência serão necessários para construir uma teia?! Muito, presumo. De ambos. Nomeadamente se a teia em causa envolver toda a estrutura que se pretende dominar.  Mas, concluída a obra, temos de aceitar que terá valido a pena. Com aquilo, fica tudo sob controlo.

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publicado às 19:20

Mudança, dizem eles. Qual mudança, qual quê. Eles, os socialistas, querem é regressar ao passado. Aquele passado que uns quantos desmemoriados não lembram e que outros tantos desmiolados fingem não lembrar. E, depois, há aqueles para quem os números são uma maçada. Escudam-se naquela coisa, que em rigor não quer dizer absolutamente nada, que o importante são as pessoas e que estas não são números. São os mais insuportáveis. Falam, falam, escrevem, escrevem mas, na verdade, nunca ninguém os viu a fazer nada. Pelo menos de jeito. Porque, quando tiveram oportunidade para isso, fizeram mal.

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publicado às 18:53

Olha se a moda pega...

por Kruzes Kanhoto, em 28.06.15

Os sócios do Sporting acabam de expulsar de sócio do clube um antigo Presidente da agremiação por alegada má gestão financeira. A decisão foi anunciada aos jornalistas e povo em geral pelo Presidente da Assembleia Geral da instituição. Jaime Marta Soares, de sua graça. Personalidade que, recorde-se, durante cerca de trinta e sete anos - até 2013 – exerceu o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares. Per capita, uma das mais endividadas do país...

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publicado às 23:53

Muito se tem falado e escrito, nomeadamente nas últimas semanas, a propósito da crise humanitária que, segundo a opinião publicada politicamente correcta – logo alinhada com a esquerdalha – estará a assolar a Grécia. É provável que as coisas estejam difíceis por lá. Estranho seria o contrário. Mas convém não exagerar. Até porque os exageros, por norma, conduzem ao ridículo. Crise humanitária é um conceito que, digo eu, nos suscita imagens de gente esfomeada em busca de comida. Ou em fuga de conflitos armados. Da Grécia as noticias que nos chegam referem uma corrida da população ao levantamento dos depósitos bancários e, agora, de filas intermináveis em tudo o que é multibanco na esperança de colocar os euros a salvo dos malucos do Syriza. Crise humanitária?! Tomaram a maioria dos habitantes deste planeta...

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publicado às 12:37

Eu também sou muito supersticioso

por Kruzes Kanhoto, em 27.06.15

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A julgar pela quantidade à venda todas as semanas no mercado cá do sitio, das duas uma: Ou o terreno na zona das quintinhas é extremamente fértil e proporciona uma safra fantástica, ou existe por lá um entreposto especializado na comercialização de alhos. A presença da policia é que parece incomodar ligeiramente os vendedores deste produto agrícola. Nada que me admire. Eu também tenho azar a fardas.



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publicado às 15:14

A indignação, mais do que um direito, constitui um desporto nacional. É vê-los nas redes ditas sociais – que às vezes mais parecem ati-sociais – a destilar indignaçãozinha da boa por todos os poros. A vitima, hoje, é uma pacata aldeia onde, na falta de melhor diversão, os habitantes têm por hábito divertir-se a fazer umas patifarias aos gatos. A um, apenas. E só uma vez por ano. Ao que consta o bichano nem, sequer, chega a esgotar uma das suas sete vidas mas, ainda assim, os indignados da praxe não perdoam. Queixas, processos e autoridades em bolandas são, para já, as consequências conhecidas. A conta, essa, é paga pelo contribuinte. Sim que isto não é de borla.

Não me revejo nestas selvajarias. Nem noutras como ter cães ou gatos enclausurados em apartamentos, touradas, praxes académicas ou abandono de idosos. Mas, porra, há que relativizar um bocadinho as coisas. E, se calhar, é capaz de haver no país, na Europa e no mundo temas que nos deviam preocupar muito mais. Hoje, por sinal, até aconteceram umas quantas. Diz que houve uns quantos atentados onde até morreram umas largas dezenas de pessoas. A boa noticia é que nenhum gato se chamuscou.

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publicado às 21:20

O jantar da brigada do reumático

por Kruzes Kanhoto, em 25.06.15

Sintomático das dificuldades porque, alegadamente, estarão a passar as pessoas que se manifestam contra a austeridade é a maneira como protestam. Um jantar parece-me assaz original. E revelador, também, do nível de sofrimento que os desgraçados comensais manifestantes estão sujeitos.

Os militares reformados, que hoje optaram por promover um jantar de desagrado, protestam de barriga cheia. Em todos os sentidos.  

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publicado às 20:35

Sopas depois de almoço...

por Kruzes Kanhoto, em 25.06.15

Está na moda dizer mal do Cavaco. O ainda Presidente. O homem, de facto, não consegue proporcionar motivos para que se diga bem dele mas, porra, fazem-lhe cada acusação que não lembra nem ao careca. De tudo, ou quase, a criatura tem culpa. Tenho, até, a fundada esperança que alguém ainda o acuse – nem sei como é que o Bruno de Carvalho ainda não se lembrou – de ser o culpado por o Sporting não ganhar o campeonato há catorze anos.

Li hoje uma espécie de carta aberta que um esparveirado qualquer escreveu e que uns quantos ignorantes trataram de divulgar, como se a missiva constituísse um tratado sobre a governação cavaquista. Diz-se, a dado passo, que os seus governos destruíram, em obediência à então CEE, o tecido produtivo nacional. Essa época não foi, efectivamente, lá muito boa para o que ainda restava do tal tecido produtivo português. E sublinho AINDA RESTAVA DO TECIDO PRODUTIVO. Pelos vistos a cambada de idiotas que assume isso como uma verdade histórica desconhece que esse tal tecido foi arrasado em 1975 pelos comunistas e esquerdalha em geral. E sublinho ARRASADO.

Esta tese, além de parva, é assaz hilariante. Nomeadamente quando defendida por gente que beneficiou de forma descarada dos subsídios que desaguavam em Portugal vindos directamente dos cofres de Bruxelas. Havia dinheiro para tudo e mais alguma coisa que estivesse ao alcance da imaginação mais delirante. E muita, muita gente a beneficiar dele. Curiosamente sem que ninguém se questionasse quanto ao que ia acontecer a seguir. Agora é fácil. Sopas depois de almoço, como diria a minha avó.

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publicado às 08:36

Emigrem para a Grécia, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 24.06.15

Enternecedor – ou patético, dependendo do ponto de vista – o que se ouve e lê, dito e escrito por uns quantos figurões, a propósito do quase certo acordo entre a Grécia e a troika. Ou, antes, com as três instituições. O que, como se sabe, é completamente diferente de "troika", com a qual o heróico Siryza tratou de correr.

Os gregos, coitados, vão ser vítimas de mais um valente apertão. O acordo proposto está a ser alvo de forte contestação interna dentro do partido que apoia o governo local mas, mesmo assim, para uma certa esquerdalha nacional trata-se de uma vitória memorável. Até parece que aquilo que foi imposto à Grécia, ao longo de não sei quantos resgates, é bastante mais aceitável do que o programa de assistência português! Se calhar o melhor é fazerem as malas e irem explicar isso ao povo grego. Ficávamos todos a ganhar.

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publicado às 08:22

"Não mije, está a ser filmado"

por Kruzes Kanhoto, em 23.06.15

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 (Imagem gamada num site qualquer)

 

 

Há quem tente de tudo para impedir que “naquela” parede ou “naquele” recanto – aparentemente recatado mas onde, afinal, toda a gente vê – os fulanos mais incontinentes tratam de verter águas. Ou de escorrer o caldo à couve. De mijar, a bem dizer.

Deve ser a pensar nesses casos que alguém inventou esta sinalética. E resulta, ao que parece. Consta que o número de criaturas a aliviar a bexiga nos locais onde os sinais foram instalados diminuiu drasticamente. Cá pela terrinha bem que se podia fazer a experiência. Lugares onde o pessoal aponta a minhoca à parede diz que não faltam. Fica a sugestão.

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publicado às 09:12

Queremos mais impostos!

por Kruzes Kanhoto, em 22.06.15

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Se bem entendo os jovens comunistas reivindicam a atribuição de mais bolsas de estudo e, simultaneamente, o pagamento de propinas mais baratas. Ou seja, mais despesa e menos receita. Logo parece-me que falta ali uma terceira reivindicação. Algo do género: “queremos mais impostos”!

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publicado às 12:25

As bruxas e a corrupção têm muito em comum. Parece, até, que ambas estão intimamente ligadas. Das primeiras – as bruxas - costuma-se dizer que apesar de não acreditarmos nelas, lá que a há, há. Já a corrupção acreditamos que existe mas, por mais que nos esforcemos, nunca a conseguimos ver. Curiosamente não é raro depararmos com coisas que nos parecem apenas possíveis graças a uma qualquer bruxaria. Ou, menos raro ainda, a situações que levam, mesmo ao mais ingénuo, a desconfiar da impossibilidade da coisa sem a intervenção de uma mãozinha corrupta. Seja como fôr a existência de bruxas e de corruptos, salvo uma ou outra bruxa menos discreta ou um ou outro corrupto mais descuidado, está ainda por demonstrar.

O que já está mais do que demonstrado e diariamente reafirmado é o apelo de autarcas, ex-autarcas com vontade de ser novamente autarcas, opositores a quem já cheira a poder e patos bravos em geral ao “investimento público”, ao “fim da austeridade” e, em suma, à abertura das torneiras do pote. Toda esta malta não esconde a ansiedade de voltar a esturrar o dinheiro do contribuinte. Tudo, garantem, para o bem do povo. O mesmo povo que não acredita em bruxas, mas que crê piamente na existência de corruptos. Mesmo que uns e outros permaneçam invisíveis. Para alguns.

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publicado às 18:42

Uns ingratos estes eleitores. Promete-se-lhes tudo e mais um par de botas e, mesmo assim, os patifes preferem votar nos outros. Não se faz. Se calhar, digo eu que não sou de intrigas, o melhor é calarem-se. Fazerem-se de morto. Talvez assim subam nas sondagens. Experimentem, já que a fazerem-nos de parvo não está a resultar.

Entretanto a opinião publicada continua a esforçar-se por convencer a opinião pública que um empate é melhor do que uma vitória por poucochinho. Já agora, diga-se, é uma chatice isto de ser a segunda e não a primeira a escolher quem governa. Ou, até mesmo, a ser auscultada numa simples sondagem.

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publicado às 01:15

Antes a pé...

por Kruzes Kanhoto, em 19.06.15

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Longe de mim pretender fazer piadolas a atirar para o javardote ou de manifesto mau gosto. Até pelo respeito que as circunstâncias impõem e que é devido a todos os envolvidos nos infelizes acidentes das últimas horas. Ainda assim, garanto, pensava duas vezes antes de viajar num veiculo com estes dizeres. Não é seja superticioso mas, pelo sim pelo não, preferia ir a pé...

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publicado às 21:58

Greve do Metro

por Kruzes Kanhoto, em 17.06.15

Nutro uma admiração muito especial por pessoas com sentido de humor. Até mesmo aquelas que apenas manifestam uma ligeira queda para a piadola fácil e alarve despertam em mim um sentimento de simpatia. É o caso dos sindicalistas, comunistas e esquerdalha em geral. São uns pândegos, os tipos. Toda esta malta consegue, em diversos canais de comunicação, fazer um humor de fino recorte a propósito da greve – deve ser a tricentésima octogésima nona – do Metropolitano de Lisboa. Segundo estes comediantes circenses o intuito de mais esta gloriosa jornada de luta é defender o interesse dos utentes. Por isso, no interesse de quem o usa e já pagou pelo serviço, nada melhor do que fechar aquilo. De certo todos os que pretendam utilizar o Metro e não o possam fazer, vão ficar agradecidos. Exultantes, mesmo. E ainda bem. Para tristeza já chega a funesta expectativa de um dia destes, só para atazanar o sentido aos passageiros, o serviço funcionar todos os dias.

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publicado às 22:59

Prioridades de um país de malucos

por Kruzes Kanhoto, em 16.06.15

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Devo ser dos poucos a achar que, em Portugal, as prioridades estão todas trocadas. Isto, no fundo, é um país de invertidos. E de pervertidos, também. Nem vale a pena procurar exemplos que justifiquem esta afirmação. Antes pelo contrário. Ela é justificada pela ausência de exemplos que a contradigam.

Atente-se no Serviço Nacional de Saúde. Pode argumentar-se que ele reflecte as opções dos governantes e que são eles, os de agora e os que estiveram antes, os culpados. Poder, pode. Mas será pouco sério. É que as escolhas dos políticos espelham as nossas e se eles escolhem isto e não outra coisa é porque sabem que é isto que nós queremos. Os políticos, todos eles, querem agradar aos eleitores. Às pessoinhas,em geral.

Daí que se chegue a esta situação aterradora. O SNS faz abortos, à custa do contribuinte, como se não houvesse amanhã mas, em contrapartida, não possui os recursos necessários para efectuar exames clínicos que podem salvar vidas. Não tem porque faz opções. Escolhe. No caso opta pelo mais simpático, modernaço e que agrada ao povo. Invertido. Ou pervertido, sei lá.

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publicado às 21:51

Coisas que me apoquentam

por Kruzes Kanhoto, em 15.06.15

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Porquê um coelho? Admitamos que é uma coelha vá, mas, ainda assim, porquê? E branca?! Não podia ser, digamos, um pouco mais escurinha a modos que a condizer com as pilosidades que se pretendem remover? Tudo questões inquietantes para as quais tenho, até, receio de procurar uma resposta.

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publicado às 19:55

Moda

por Kruzes Kanhoto, em 14.06.15

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A moda é uma coisa chata. Sem piada. Nem sei como é que o gajedo – e uns quantos panilhas, também – perdem tanto do seu escasso tempo de vida a falar ou escrever acerca do assunto. Muito mais animado seria se os gajos do marketing conseguissem pôr o pessoal a trajar fatiotas como a da senhora da foto. O limite seria a criatividade dos designers...

 

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publicado às 15:43

E uma taxinha para isto, não se arranja?!

por Kruzes Kanhoto, em 13.06.15

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Há quem insista na defesa da aplicação da taxa reduzida de IVA nos produtos destinados à alimentação para animais de companhia. Não me parece boa ideia. Pelo contrário. A fiscalidade sobre este tipo de bens de luxo devia ser substancialmente agravada. Talvez cenas desagradáveis como esta não se repetissem a cada passo nas ruas das nossas cidades.

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publicado às 17:11

Desintegrados? Não dei por nada...

por Kruzes Kanhoto, em 12.06.15

Diz que, enquanto país, integramos bem os imigrantes e mal os ciganos. Receio não perceber a tese. Nomeadamente no que diz respeito ao ciganos. É que, parece-me, eles não precisam de ser integrados. Já cá estão. Ao contrário dos imigrantes que, como o nome sugere, vieram para aqui.

Os ciganos – e isso é reconhecido por toda a gente, excepto por alguma intelectualidade que tem uma visão romanceada da coisa – não querem misturas. Isso está presente no seu modo de vida e nas suas tradições. O conceito de igualdade, integração e outras tretas politicamente muito correctas, apenas se aplicam aquela comunidade no plano dos direitos. Quando toca aos deveres já pia mais fino. Não falta mesmo quem lembre, sempre que está em causa o cumprimento de certas regras e obrigações, as tradições culturais do grupo para justificar uma maneira de agir pouco compatível com uma conduta social de acordo com as normas pelas quais todos devemos reger.

Ao contrário do que o estudo – mais um – hoje divulgado garante, o país trata muito bem os ciganos. Veja-se o exemplo da minha terra. Têm um espaço só para eles, não pagam renda, consomem a água e a electricidade que querem sem pagar um cêntimo, a escola e a saúde são de borla e gozam de atendimento preferencial em todo o lado. A qualidade de vida é tanta que, das centenas que por lá habitam, raramente há noticia de algum morrer...

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publicado às 21:01

Tenho manifesta dificuldade em perceber esta histeria em torno da privatização da TAP e de todas as outras privatizações ou concessões a privados que foram ocorrendo ao longo dos últimos três ou quatro anos. Logo agora que temos, ao que se diz, a geração melhor preparada de sempre em termos académicos. Surpreende-me que eles – e os que contribuíram para a sua preparação, que também não devem ser parvos de todo – não saibam ou não se recordem que, neste país e não noutro planeta qualquer, já houve um tempo em que todas essas empresas eram privadas. O que não as impedia de funcionar nem de criar riqueza. Foi assim até uns quantos malucos tomarem o poder de assalto e arrasarem o tecido produtivo nacional. Por mais estranho que possa parecer, nessa altura, os transportes privados ou concessionados funcionavam e transportavam pessoas, os bancos privados cumpriam a missão para que foram criados e as fabricas privadas produziam o que tinham a produzir. Quase sempre melhor do que hoje, diga-se. Mas, admito, isto é capaz de constituir um conceito um bocado esquisito para quem acha que Portugal só “nasceu” em Abril de 1974 e que os outros oitocentos e quarenta e seis anos de história não passam de um imenso buraco negro.

 

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publicado às 22:36

Onde estão os gatos quando precisamos deles?!

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.15

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Não, não me tornei observador de pássaros. Até porque isso afigura-se-me como actividade pouco conceituada e própria de gente de gostos pouco recomendáveis. Também não nutro grande simpatia pela passarada. Especialmente por serem muitos. Em demasia. É tudo uma questão de equilíbrio e neste, como em muitos outros aspectos, já estamos muito para lá do ponto do dito. Este, armado em equilibrista, faz parte do bando que trata de devorar tudo o cresce no meu quintal. Pior. Nem as sementes escapam. Já aquilo que tento oferecer-lhes nem sequer provam, os manhosos.

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publicado às 20:55

Badalhocos!

por Kruzes Kanhoto, em 10.06.15

Há muita falta de memória na politica e nos políticos. Uns não se lembram do que disseram e outros não se recordam do que fizeram. O curioso é que os que não se recordam do que fizeram não se esquecem do que os adversários disseram e os que esquecem rapidamente o que dizem estão sempre a recordar as práticas dos que os antecederam. Uma badalhoquice, é o que é, esta espécie de memória selectiva que afecta a classe politica. E também os portugueses em geral, diga-se.

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publicado às 10:37

Ainda alguém se lembra das gorduras do Estado?

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.15

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Provavelmente poucos, hoje, se lembrarão daquela coisa das gorduras do Estado. Foi uma espécie de bandeira eleitoral, uma causa que resolveria todos os males e que, se devidamente reduzidas, evitariam cortes mais dolorosos.

Como era de esperar não aconteceu nada disso. Nem podia. Aos governantes não dava jeito, a oposição preferiu calar-se e os tugas, por mais que se queixem, ficariam possessos se o seu clube, banda de música ou o festival da morcela lá da terrinha deixasse de ser devidamente subsidiado.

Em 2013 foram atribuídos pelo Estado subsídios no valor de 4,38 mil milhões de euros. Justificados ou justificáveis na sua maioria. Outros nem por isso. Tudo, no seu conjunto, representa quase um BPN todos os anos. Ou quatro meses de vencimentos de toda a função pública. Coisa de nada.

Só por curiosidade veja-se neste link, entre as páginas 39 a 65, quanto despendeu a Direcção Regional da Juventude e Desporto da Madeira a subsidiar a actividade desportiva regional. Surpreendam-se.

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publicado às 21:17

Incendiários...

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.15

Com a chegada do Verão volta a lengalenga da limpeza dos terrenos e dos proprietários – esses patifes - que não os limpam convenientemente. Ou não os limpam, de todo. Esquecem-se é que muitas propriedades pertencem a pessoas idosas. Quase todas sem condições físicas para os limpar e sem recursos financeiros para o mandar fazer. Sim, porque a limpeza paga-se. Por mais estranho que esse conceito possa parecer a certos opinadores. E, para os que não sabem, é cara. Muito cara. Demais para o rendimento que se obtém da terra, da reforma ou de um ordenado médio. A menos que se tenha a sorte de ser a Câmara lá do sitio a encarregar-se do servicinho. Como, alegadamente, farão algumas Câmaras do norte a certos terrenos privados.

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publicado às 20:51

Tantos nas manifestações e tão poucos a votar...

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.15

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Sabe-se que às manifestações do Partido Comunista – mais daquela coisa chamada PEV que ninguém sabe ao certo o que é – vai gente aos magotes. Ontem, garantem, foram cem mil almas. A mim, que não sou de intrigas, o que me deixa intrigado é que depois isso não se traduza em votos. Claro que se pode sempre colocar a hipótese – remota, convenhamos – que votantes de outros partidos também por lá andem, mas, ainda assim, continua a fazer-me espécie. Se o número de ontem estiver correcto significa que vinte cinco por cento dos eleitores comunistas estiveram lá. O que, quem sabe, até pode ter acontecido. Para quem já meteu um milhão de pessoas no Terreiro do Paço tudo deve ser possível...

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publicado às 17:42

Crise de identidade

por Kruzes Kanhoto, em 06.06.15

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Afinal em que ficamos?! São Syriza ou não são Syriza? Foram, deixaram de ser ou antes pelo contrário?

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publicado às 22:32

Não votar neles é uma questão de sabedoria!

por Kruzes Kanhoto, em 05.06.15

Um dos sábios que participou na elaboração das propostas do PS, referindo-se à redução da TSU, garantiu que a mesma não terá qualquer impacto nas pensões. Sendo assim gosto da ideia. Nem sei, sendo tão boa, como é que ninguém se lembrou antes. O efeito nas reformas, acrescentou, ocorrerá apenas lá para 2027. Fico muito mais descansado. Afinal, segundo o simulador da Caixa Geral de Aposentações, é só em Outubro desse ano que me posso aposentar…

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publicado às 19:06

"Pássaros estúpidos a esvoaçar..."

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.15

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A passarada tem uma predilecção especial pelo meu quintal. Cagam-me o carro, devoram a já de si fraca produção hortícola e, não raras vezes, a chilreada é de tal ordem que me desperta ainda mal a madrugada chegou ao fim. Gostam tanto que houve até uma familia - pelo menos uma, mas desconfio que há mais -  que se mudou para cá. E arranjaram descendência, os desenvergonhados.

É, tudo isto, consequência de não haver rapaziada como havia antigamente. A dar-lhes caça. Seja com a fisga no bolso de trás ou a pressão de ar debaixo do braço. Coisas que hoje devem ser altamente condenáveis, vistas como sinais de uma profunda ignorância e próprias de um estado civilizacional próximo da barbárie, suponho.

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publicado às 22:13

Tenho manifesta dificuldade em perceber a alegria dos sportinguistas e a tristeza de alguns benfiquistas pela mudança de Jorge Jesus para o outro lado da segunda circular. Relativamente aos primeiros faz-me espécie a convicção que, com ele, vão voltar os tempos de glória a Alvalade. Nem sei o que os leva a acreditar nisso. Se o homem é treinador há trinta anos, passou por uma dúzia de clubes e não ganhou nada, por exemplo, no Belenenses, Guimarães ou Braga, porque raio é que há-de ser campeão no Sporting?! Deve ser uma questão de fé.

Quanto aos benfiquistas, mesmo reconhecendo os excelentes resultados obtidos nas duas últimas temporadas, convém não esquecer as três épocas que as antecederam. Nomeadamente quando, de forma perfeitamente inglória e incompetente, se perdeu tudo numa semana. Apesar disso a maioria dos adeptos do Glorioso estará grata a Jesus. Ganhou muita coisa, recolocou o clube no lugar que merece mas, como tudo na vida, o seu ciclo terminou. Por mim é sem saudade que o vejo partir. Até porque outras alegrias se aproximam. A começar pela diversão que, seguramente, a dupla Jesus-Bruno de Carvalho nos vai proporcionar...



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publicado às 23:12

Como era expectável essa parvoíce do imposto sobre os sacos de plástico está a dar em nada. Nada de receita para o Estado, o que constituía o objectivo fundamental da marosca, nada de bom para as empresas que produziam os sacos e tudo de mau para os trabalhadores que, à conta desta palermice, perderam o emprego. A tudo isso some-se o lixo despejado à balda nos caixotes e o consequente acréscimo de custos que isso acarreta, nomeadamente ao nível da recolha, da provável diminuição da reciclagem e da desinfecção dos contentores. Tudo coisas boas, portanto.

Sugerir, como já por aí vi escrito, multas para quem não use sacos daqueles que próprios para o lixo que se vendem nos supermercados é, parece-me, mais uma alarvidade. Daquelas que nem eu, alarve convicto, me atrevo a sugerir. Obrigar-nos a gastar vinte ou trinta euros por anos em sacos de plástico faz pouco sentido. Menos ainda quando, os mesmos, criticam o governo pela alta fiscalidade e pela ausência de dinheiro nos nossos bolsos.

Este é mais um daqueles exemplos em que é preferível não fazer nada. É por estas e por outras que cada vez mais acredito que o melhor era nem termos governo. Provavelmente éramos todos mais felizes. E dificilmente estaríamos pior.

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publicado às 19:57

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Gosto de pessoas que dão a cara por causas. Por mais parvas que sejam ambas as duas. As causas e as pessoas. É por isso que admiro a meia dúzia de patetas que decidiram manifestar publicamente a sua solidariedade com o sofrimento dos caracóis e as agruras que os gastrópodes passarão durante o processo de cozedura.

Todos já fizemos, numa ou noutra ocasião, figura de parvo. Involuntariamente, a maior parte das vezes e, quase sempre, nos envergonhámos do nosso comportamento. São raros os que optam por, voluntariamente, se armarem em totós e que o fazem com um à vontade desconcertante.

Estas criaturas dos caracóis, no âmbito da parvoíce, estão no topo da pirâmide. Era relativamente fácil protestar contra o arremesso de gatos das varandas. Apesar de vagamente estranho seria compreensível reclamar daqueles que gostam de virar os cagados de patas para o ar. Lutar contra o estigma do lobo mau, embora mais esquisito, ainda vá que não vá. Mas sair em defesa dos caracóis cozidos vivos é outro patamar. É elevar a estupidez a nível difícil de igualar. Depois disto só, talvez, a causa das minhocas espetadas nos anzóis.

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publicado às 22:28

Porra!

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.15

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Não conhecia esta porra. Cuidava, até – mas ninguém me manda ser a porra de um ignorante - que porra não fosse uma porra que se comesse. Numa próxima ocasião hei-de comer uma porra destas. Mesmo que seja cara como a porra. Desta vez não deu. O almoço tinha-me caído mal como a porra. 

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publicado às 22:43



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