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Vai por aí um inusitado entusiasmo com os resultados eleitorais obtidos pelos movimentos políticos alternativos, constituídos por cidadãos alegadamente fartos dos partidos tradicionais, nas recentes eleições espanholas. Também já assim foi com o Siryza. Mesmo que a chegada ao poder daqueles malucos não tenha trazido nada de novo. Nem, sequer, conseguiu surpreender aqueles – entre os quais me incluo – que sempre acharam que aquilo ia dar, ainda mais, para o torto.

Admito que possa ser o meu cepticismo a escrever mais alto mas, por mais que me esforce, não consigo lobrigar motivo para tanto entusiasmo. É que nós - em alguma coisa havíamos de ser pioneiros - já passámos por idêntica experiência. Há trinta anos, mais coisa menos coisa, tivemos o PRD. Um partido que teve o alto patrocínio do general Eanes, então Presidente da Republica, com uma retórica muito semelhante à destes “cidadãos” que tantos desejam ver replicados por cá. Deu no que deu. Ou seja, em nada. Daí que o país real, aquele que não anda pelas redes sociais e se está cagando para a intelectualidade bem pensante, não ligue peva a essa malta. Eles que vão fumando umas brocas enquanto discutem entre si se os unicórnios voam ou não. Nisso, reconheço, são bons e estão muito acima do comum dos mortais.

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publicado às 21:08

Comove-me tanta generosidade

por Kruzes Kanhoto, em 29.05.15

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O Facebook é um lugar de indignação. Toda a gente se indigna por tudo e mais um par de botas. Parece assim uma espécie de doença contagiosa. Ontem foi a vez de um destacado militante socialista, ex-ministro e comentador residente de uma televisão, se manifestar indignado por um quadro famoso, obra de um não menos afamado pintor, ter sido vendido em leilão.

Defendia o senhor que o dono da pintura, em lugar de se ter abotoado com os trezentos e cinquenta mil euros que o novo proprietário lhe pagou, devia ter cedido o quadro a um museu onde pudesse ser apreciado pelo povo. Generoso, o homem. É notável o desprendimento da criatura relativamente aos bens materiais. Nomeadamente em relação aos que não são de sua propriedade. Como quase todos os socialistas, afinal.

Curioso é a quantidade de apoiantes que a causa granjeou em pouco tempo. Bem que podiam passar das palavras aos actos e tratar de, entre todos, fazer uma “vaquinha” para comprar o quadro e ofertá-lo a um qualquer museu. Ou, melhor ainda, sugerir que uma fundação dessas que se fartaram de receber apoios do Estado o compre. Isso sim, é que era uma boa malha!

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publicado às 19:14

Um desses estudos que agora aparecem todos os dias a propósito de tudo e de nada, garante que os casamentos mais felizes são aqueles em que o homem é cinco anos mais velho que a mulher e menos inteligente do que esta. É capaz. Ou não, sei lá. Mas isso, para o caso, é o que menos importa. Ao ler a noticia o que mais me apoquentou é os homofóbicos dos estudiosos se terem esquecido, aparentemente, de estudar as parelhas do mesmo sexo. Se, com este estudo, todos – pelo menos aqueles e aquelas que estão no mercado – ficaram a saber quem escolher para ter uma relação feliz, é uma crueldade que a rapaziada seguidora de outra cartilha fique sem orientações claras quanto ao parceiro ideal. Uma discriminação inqualificável. Não se faz. De certeza que um qualquer deputado já estará a tratar de fazer aprovar uma lei a proibir este tipo de estudos por atentatórios à liberdade de desorientação sexual de cada um...

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publicado às 22:48

Destaque!

por Kruzes Kanhoto, em 28.05.15

Este post sobre as pensões e a segurança social esteve hoje em destaque no Sapoblogs. Se outro motivos não houvesse – e houve uns quantos – já valeu a pena a mudança para esta plataforma. Obrigado Sapo!

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publicado às 20:38

Um dia a esplanada vem abaixo...

por Kruzes Kanhoto, em 27.05.15

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As arribas da costa algarvia, tal como o país, ameaçam desmoronar-se a qualquer momento. O perigo de derrocada está devidamente assinalado e quem, ainda assim, ousar colocar a vida em risco, nomeadamente abancando nas imediações, está sujeito a ser penalizado com uma coima que é para não se armar em infractor. Mas isto, ao que parece, é só para quem fica por baixo. Por cima, a julgar pela esplanada, a segurança estará garantida apesar de situada sobre a zona assinalada como sendo de potencial risco. A menos que se acredite que, em caso de desmoronamento, a parte superior fica incólume. Ou isso ou o red bull é à descrição...

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publicado às 21:35

Sinto-me um benfeitor...

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.15

Era inevitável. A questão das reformas teria de vir, mais cedo do que tarde, de novo à discussão. Pena é que não se consiga fazer de forma séria e que uma questão desta natureza seja tratada como mera questiúncula politica. Lamentável, igualmente, que os cidadãos não percebam o que está em causa e, menos ainda, aceitem que o sistema está prestes a colapsar.

Particularmente irritante – pelo menos para mim – é a retórica politicamente correcta, que vai da direita mais à direita até à esquerda mais à esquerda, que não se pode cortar nas pensões. Como se não fosse o que tem andado a ser feito nos últimos anos. A minha reforma, a que hei-de ter daqui por uns anos, já foi mais do que retalhada. Mas essa parece que não faz mal. Pode-se cortar à vontade. Nas de quem se reformou com a idade que tenho agora – e mais novos, até – é que não se pode tocar. Ou seja, sou triplamente penalizado. Desconto mais, trabalho muitos mais anos e, no fim, tenho uma reforma mais baixa. Isto para garantir o conforto de quem trabalhou menos, descontou menos e recebe uma pensão maior. Estranho conceito de justiça social, este.



 

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publicado às 21:59

A importância do camaleão

por Kruzes Kanhoto, em 25.05.15

Aquilo das construções clandestinas nas ilhas da Ria Formosa, lá para os Algarves, tem a sua piada. Primeiro pela ideia genial de uns quantos em construir ali uma casinha, num terreno que não é seu – deles – e, depois, por acharem que têm um qualquer direito divino a ocupar a aquele espaço. Mas, ainda assim, o mais engraçado nem é isso. Piada tem mesmo essa coisa dos camaleões. Enquanto se tratou de expulsar pessoas não houve problema, mas quando se descobriu que andavam por lá esses pequenos bicharocos – provavelmente introduzidos no local por algum dos indivíduos a escorraçar – é que foi uma chatice. É a confirmação que nos estranhos tempos que vivemos - de ainda mais estranhas leis e esquisitas mentalidades – os bichos são muito mais importantes que os homens. Assim vamos longe, vamos.

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publicado às 20:59

Envergonhar a natureza

por Kruzes Kanhoto, em 24.05.15

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Por pior e mais parva que seja uma ideia para entreter velhotes, animar a juventude ou outra maneira qualquer que envolva esturrar o dinheiro dos portugueses, ela é, quase no imediato, replicada por este país fora. Agora é esta coisa de vestir as árvores. Manias. Neste caso, nem vou sugerir que há piores. Esta é suficientemente má. É por isso que aguardo ansiosamente pelo dia em verei esta aberração a cobrir – de vergonha – todas as árvores que ladeiam o Rossio cá do sítio.

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publicado às 12:36

Compreendi-te...

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.15

Segundo António Costa o PS propõe-se aumentar a despesa e, simultaneamente, baixar a despesa. Garante também o mesmo personagem – e sem se rir – que as ideias socialistas para a governação passam igualmente por fazer crescer a receita e, em simultâneo, diminui-la. Percebi tudo. É mais ou menos o mesmo que dizia o outro. Aquele do BES que financiava isto tudo. “Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. Ou o contrário, não sei ao certo.

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publicado às 11:19

O gato, a professora e os papás totós...

por Kruzes Kanhoto, em 22.05.15

A escola mudou muito desde os meus tempos de aluno. Para pior, receio. E, ao contrário do que muitas vezes parece que se quer fazer acreditar, não é por culpa dos alunos. Os pais são muito piores. Veja-se o caso do gato. Um exercício onde o autor pretendeu colocar uma pitada de humor, virou quase um drama nacional. Ou da professora toda jeitosa que dançava em cima de uma mesa enquanto se esfregava pelos alunos. O que, presumo, não terá afectado negativamente a rapaziada. E se afectou algum é porque qualquer coisa nele não funciona lá muito bem.

Ver os esparveirados dos papás preocupados com estes assuntos faz-me perder a esperança na humanidade. Afinal que receiam eles? Que comecem a chover pequenos felinos das varandas, colocando em causa a integridade pública dos transeuntes? Que alguma docente mais fogosa se estique para o lado dos seus “inocentes” meninos? É isto que preocupa o país?! Porra, pá. Tratem-se mas é...

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publicado às 20:55

As cerejas da crise

por Kruzes Kanhoto, em 21.05.15

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Alguns prognósticos mais pessimistas apontavam para a impossibilidade de me engasgar com os frutos desta árvore. Seria, digo eu, uma maneira de insinuar que poucas ou nenhumas cerejas daqui iria colher. Mas, contrariando esse vaticínio, tudo aponta para que este ano, mais uma vez, as previsões acerca da esterilidade da cerejeira cá do quintal tenham sido manifestamente exageradas.

Uma ameaça alada paira, no entanto, sobre a colheita. Melros. Mais que muitos. Uns quantos, desconfio, com ninho instalado nas cercanias. É o que dá a parónia, actualmente em voga, acerca da alegada protecção de tudo o que esvoace, rasteje ou tenha pernas e não seja humano. A continuar assim, pouco me admira que um dias destes o cenário daquele celebre filme do Alfred Hitchock se concretize.

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publicado às 21:05

Fica-lhe bem a franqueza!

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.15

A coerência e a honestidade ficam bem a toda a gente. Nomeadamente ao políticos. Que, como se sabe, são uma espécie a quem estes valores não dizem grande coisa. Por contrariar esta prática e dizer com toda a convicção ao que vem, o líder parlamentar do PS mostrou claramente que a seriedade também pode existir na politica. Garante o senhor que defende para Portugal – e o partido que representa também, parece licito concluir – os mesmos princípios e os mesmos valores que defendia há quatro anos. Ou seja, o que contribuiu para a intervenção da troika, a falência do país e, em suma, tudo o que nos trouxe até este triste estado de coisas. Ainda bem que avisa. Não é que não desconfiássemos mas, assim, apenas os distraídos  – daqueles mesmo muito distraídos – é que vão votar do Partido Socialista.

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publicado às 21:59

Eles andem n'aí

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.15

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publicado às 10:34

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Estou como o outro da estória da batata frita. Cada coisa no seu lugar. E o lugar dos cães não é na praia em ameno convívio com as pessoas como se fossemos todos da mesma espécie. Por alguma razão é proibido, sendo que essa proibição é bem visível nos acessos a todas as praias. Nada que importe a umas quantas bestas. Lá por entre eles e os bichos ser tudo ao molho e fé em Deus, não quer dizer que no espaço público tenha de ser assim. Mas destes não querem as autoridades saber...

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publicado às 11:56

A idade do pombo

por Kruzes Kanhoto, em 18.05.15

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Duas noticias das últimas horas deixaram-me particularmente inquieto. Ambas envolvem idosos e retratam duas situações de penúria.

Uma refere-se às dificuldades de um velhote inglês que, coitado, teve de recorrer ao trafico de bebidas alcoólicas - que alegadamente revendia aos outros utentes do lar de idosos onde estava instalado – para conseguir suportar os encargos com as prostitutas que, amiúde, contratava. Para ele e para os amigos. Generosidade que a direcção do lar não apreciou e que o levou a ser expulso da instituição.

Outra elucida-nos acerca do montante que auferirá de reforma um conhecido maestro português. Duzentos e oitenta e oito euros mensais. Uma vergonha. De tal forma que o senhor terá de sair para “caçar” se quiser sobreviver nesta “badalhoquice” de país. Não se faz, de facto, uma coisa destas a tão grande vulto da cultura nacional.

No primeiro caso é de elogiar o dinamismo revelado pelo velhote. Precisava de algo que não conseguia pagar mas, não desistiu, foi à luta e obteve aquilo que pretendia. Um exemplo que as gerações mais novas deviam seguir. Ainda que, evidentemente, dando melhor uso aos proveitos obtidos.

O segundo é mais um exemplo da lusitana lamechice. As reformas são proporcionais ao que se desconta e para receber uma quantia tão irrisória é porque também não descontou grande coisa. Prática muito comum entre os chicos-espertos. Um bom exemplo, também, daquilo que não se deve fazer. E depois o “badalhoco” é o país...

 

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publicado às 13:48

Alegrai-vos despesistas!

por Kruzes Kanhoto, em 17.05.15

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Depois de uma paragem de cerca de três anos voltaram as obras ao IP2 entre Évora e Castro Verde. Para gáudio dos que acham que o país deve ser um estaleiro permanente, daqueles para quem betão e desenvolvimento são sinónimos e dos despesistas em geral. Não digo que, num ou outro ponto do referido itinerário, a interrupção decretada há quatro anos não tenha criado situações de potencial perigo para os automobilistas e que a sua conclusão se impunha por questões de segurança. O pior é que, na generalidade dos casos, as intervenções iniciadas no tempo do delirante governo socialista pouco ou nada acrescentam à qualidade da estrada. Vamos ter, isso sim, é muito mais quilómetros de vias paralelas e viadutos a desnivelar entradas e saídas de e para lugar nenhum.

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publicado às 11:26

Este peixe lembra-me alguém...

por Kruzes Kanhoto, em 16.05.15

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Promessas. Mais que muitas. Parece, até, que saiu um mega-hiper jackpot do euromilhões e agora não se sabe onde gastar tanto dinheiro. E nós, feitos parvos, a ir na conversa do tubarão...

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publicado às 11:50

Pode ser que a moda pegue...

por Kruzes Kanhoto, em 15.05.15

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Ter uma ovelha como animal de estimação é, digamos, uma coisa a atirar para o esquisito. Colocar-lhe uma fralda, também. Mas, quanto a esta última parte, a esquisitice é de louvar. Se os donos dos canitos fizessem o mesmo teríamos um país muito mais limpo.

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publicado às 10:28

Que merdas é que andam a fumar em Guimarães?

por Kruzes Kanhoto, em 14.05.15

Não sei se o glorioso vai ou não festejar o titulo de campeão no próximo Domingo. Nem, sequer, imagino se vai chegar a comemorar o quer que seja nos dias, semanas ou meses que se avizinham. Sei apenas que ouvi e li as declarações de uns quantos mentecaptos – alguns com mais responsabilidade que o comum adepto - garantir que não permitiriam festejos benfiquistas em Guimarães. Como se as bestas, aquelas ou outras, fossem donos da vontade dos outros cidadãos. Adeptos do Benfica ou de outro clube qualquer. Havia de ter piada se, por exemplo, os socialistas de Estremoz fossem proibidos de festejar aqui a vitória nas próximas eleições legislativas só porque a Câmara é de outra cor completamente diferente... Mas isto está tudo parvo ou quê?!

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publicado às 15:14

Desacordo!

por Kruzes Kanhoto, em 13.05.15

Não estou de acordo com essa coisa do acordo ortográfico. Nem me sou submeter a regras parvas que quantos iluminados se lembraram de inventar. O corrector do Writer ainda está configurado para o português correcto e qualquer actualização que se proponha instalar um dicionário com a nova forma de escrever será liminarmente rejeitada. Para mim o “trânsito não para para ela passar”. Micto para essa cambada!

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publicado às 22:38

Gajas que, alegadamente, me tiram o sono.

por Kruzes Kanhoto, em 12.05.15

Fui desafiado pela dESsarrumada a colocar aqui a fotografia de dez gajas que me tirem o sono. Logo eu, que não costumo responder a estes desafios e que durmo que nem um alarve.

Desta vez abro uma excepção. Mesmo que a lista não chegue a dez. É que, assim de repente, não estou a ver tanta gente capaz de me causar perturbações do sono.

 

Nºs 1, 2 e 3

A ordem – da esquerda para a direita ou o contrário - é indiferente. Se não me tiraram o sono, pelo menos, tiraram-me do sério. Um pesadelo que descrevi aqui.

 

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Nºs 4, 5 e 6

Estas não me tiraram o sono nem outra coisa qualquer. Deram-me foi o pretexto para publicar a foto...

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publicado às 21:56

A culpa foi do picheleiro!

por Kruzes Kanhoto, em 11.05.15

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Uma rotura é uma coisa tramada. Seja qual for a sua natureza. Na canalização, então, é do piorio. Pior, muito pior do que uma rotura de stock's. Mais desagradável só uma rotura de ligamentos...

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publicado às 23:08

Hoje cortei as unhas

por Kruzes Kanhoto, em 10.05.15

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Nem precisava escrever mais nada. Um post com um titulo destes vai, de certeza, estoirar com a capacidade do contador de visitas aqui do blogue. Não faltará gente interessada em saber a técnica de corte, o material cortante utilizado e o tamanho a que as unhas ficaram reduzidas. Ou, quiçá, um qualquer outro importantíssimo aspecto que me esteja a escapar relacionado com tão relevante facto.

Vou cortar os pintelhos”, “descasquei uma banana e só no fim descobri que era um morango”, “como fazer um bolo de chocolate sem chocolate” ou “comprei uma t-shirt muita fofinha”, seriam títulos igualmente bons. Ficam para a próxima.

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publicado às 16:20

Feriados e horário. Há que voltar à normalidade!

por Kruzes Kanhoto, em 09.05.15

Acabar com feriados e impor as quarenta horas de trabalho na função pública nada tem a ver com austeridade. É, mais, parvoíce. Daí que propor a reposição da situação anterior nada tenha de especial, nem constitua uma benesse. Apenas bom senso. O país nada ganhou com o fim dos quatro feriados e só perdeu com as cinco horas semanais que acresceram ao horário dos funcionários públicos. Concluir o contrário apenas estará ao alcance de uma imaginação delirante.

Não sei, no entanto, se esta promessa socialista não constitui mais um tiro no pé. Há quem aprecie as medidas, sejam elas quais forem, que tramem os funcionários públicos. Neste caso as vozes contra já começaram a destilar veneno. A qualidade da argumentação é vários pontos abaixo de sofrível e resume-se quase a um elucidativo “por que sim, seus filhos da puta”. Mais ou menos o mesmo que fazem os velhinhos que se sentam nos bancos do largo cá do sitio e que regozijam por nos verem cumprir o horário vigente. 

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publicado às 18:47

Mamar à pala do contribuinte

por Kruzes Kanhoto, em 08.05.15

O país indignou-se um destes dias com o caso das duas enfermeiras de um hospital do Porto a quem, para provar que estavam a amamentar os seus pimpolhos, terá sido sugerido que espremessem as mamocas para ver se esguichava dali qualquer coisa. Não admira. Indignamos-nos facilmente e um assunto destes puxa ao sentimento. O pior, quase sempre, é quando se começa a escarafunchar. Ou, no caso, uma das senhoras resolve dar a cara e falar do assunto. Afinal o puto, a julgar pelas imagens, está em boa idade para deixar a mama. O que já teria acontecido há muito se a mãe não fosse funcionária pública. Esperemos é que o gajo não decida continuar a mamar até ir para a universidade. Embora, pelas reacções conhecidas, os contribuintes não se importem de continuar a pagar por isso.

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publicado às 13:24

Tudo gente séria. Alegadamente.

por Kruzes Kanhoto, em 07.05.15

Compreendo que o pessoal não goste de pagar impostos. Também detesto fazê-lo. É por isso que aproveito tudo o que a lei permite para pagar o menos possível. Outra coisa, muito diferente, é o uso de esquemas fraudulentos. Esses, agora em muito menor número do que em tempos idos, é que são condenáveis. Mais ainda quando envolvem dinheiros públicos.

Consta que, alegadamente, lá para os confins do norte haverá clubes, associações e outras agremiações alegadamente sem fins lucrativos, que alegadamente receberão subvenções públicas com as quais alegadamente retribuirão o trabalho do treinador, do mestre da banda e de outros colaboradores, por baixo da mesa. Sem que as finanças e a segurança social saibam, portanto. Para alegado beneficio de ambos. Da colectividade, que pagará menos, e do colaborador que verá uma maquia mais ou menos simpática longe das garras do fisco. Tudo alegadamente, está bem de ver.

Ora isto, a acontecer, será duplamente condenável. Tratar-se-á de dinheiro dos nossos impostos gasto sem controle e do qual não será, alegadamente, pago o correspondente tributo. Que quem recebe não goste de pagar impostos, ainda percebo. Que quem dirige essas agremiações, sabendo que está a receber dinheiro público seja, alegadamente, compincha do esquema é que já me parece outra coisa bem pior. Isto, naturalmente, a acontecer. Porque, reitero, a existência de gente tão trapaceira deixar-me-ia deveras surpreendido.

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publicado às 10:41

Anda por aí um basqueiro do camandro por causa de um novo código de conduta – ou lá o que é que aquilo se chama – aplicável aos funcionários de um qualquer sector da justiça. Do pouco que tenho lido acerca do assunto não se me afigura que seja motivo para tanto. Parecem-me, até, coisas do mais elementar bom-senso. Mesmo naquela parte que salienta o dever de relatar situações suspeitas de configurar um ilícito. Bufaria, garantem umas quantas virgens ofendidas muito mais empenhadas em proteger os criminosos, corruptos e outros vigaristas. Lá saberão porquê.

 

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publicado às 20:53

A sério?!

por Kruzes Kanhoto, em 04.05.15

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Não consigo acompanhar o raciocínio. Assim de repente não estou a ver como é que a culpa pela ausência de público num espectáculo pode ser atribuída ao Presidente da Câmara. Que se saiba o homem nem fazia parte do elenco!

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publicado às 20:07

Piegas, já lhes chamava o outro...

por Kruzes Kanhoto, em 03.05.15

Nem todos, obviamente, temos as mesmas prioridades. Mal seria se tivéssemos. Podíamos era ter, até por respeito aos outros, algum bom senso. Vem isto a propósito das habituais opiniões dos populares sobre a crise e as dificuldades da população, nomeadamente da jovem, a que a televisão gosta de dar palco nestas quadras festivas.

Num desses comoventes momentos televisivos lamentava-se uma jove que, mesmo tendo emprego, não conseguia reunir dinheiro bastante para viajar ou jantar fora. Longe de mim questionar as opções da criatura. São tão legitimas como a da outra que ambicionava ter malas e sapatos às centenas. Ela está é a confundir tudo. Não ter dinheiro para viajar ou ir a uma casa de pasto, não é crise. É falta de poder de compra por não ganhar o que, eventualmente, merecia auferir. Crise é não ter dinheiro para comer, pagar a casa, a saúde ou a educação dos filhos. O resto são balelas de gente que se convenceu que era rica.

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publicado às 13:05

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Cada um é como cada qual. Já sentenciava a minha avó, essa sábia senhora, quando a rapaziada tratava de gozar com o gordo, o orelhudo, o caixa de óculos ou a vizinha da mamas grandes. Ficou-me, desde aí e já lá vão muitos anos, o ensinamento. Não vou, portanto, escarnecer com os gajos que apreciam ter coisas enfiadas nos intestinos nem fazer piadolas jocosas com quem não se importa de mandar o “Zézinho” à merda. Nem, tão pouco, zombar com qualquer outra coisa que os rabetas andem por aí a fazer. Eles lá sabem.

Nos eventos que originam uma grande concentração de pessoas é normal que ocorram situações como a que, alegadamente, originou o tweet acima reproduzido. São muitos filhos de muitas mães reunidos num local relativamente pequeno. Talvez, em futuras edições do certame, seja de considerar a opção de instalar um espaço próprio para esta gente fazer o seu negócio. Há que dar condições à paneleiragem antes que eles reclamem que estão a ser discriminados...

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publicado às 12:02

Poluição de feiras medievais

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.15

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Acho piada a essa coisa das alegadas “feiras medievais”. Não tanto ao evento mas à estranha necessidade de cada terra, terrinha ou terreola, organizar a sua própria feira. Numa breve pesquisa no portal “Base.gov”, sitio na Internet onde obrigatoriamente é publicitada toda a contratação pública, é possível encontrar referências a quase centena e meia de contratos tendo como objectivo a realização destas festarolas. Não será, digamos, um bocadinho demais?! É claro que as empresas do ramo precisam de vender mas, c'um caraças, a malta das Câmaras escusava de andar sempre a copiar o que faz o município vizinho. Podiam, de vez em quando, ter alguma imaginação. Se, para justificar os lugares, têm de esturrar o IMI que pagamos ao menos que o façam de forma original.

 

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publicado às 19:51



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