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Tadinho do criminoso...

por Kruzes Kanhoto, em 30.04.15

Não percebo a indignação que causa, nomeadamente à esquerda, a existência de uma lista de pedófilos. Ou de devedores ao fisco. Ou de outra qualquer classe de prevaricadores que alguém tenha a ideia de pretender divulgar. Até parece que o criminoso e o incumpridor gozam de privilégios especiais ou que são uma espécie que urge proteger. Deve ser por isso que uns e outros se multiplicam. Depois queixem-se...

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publicado às 21:46

Verborreia. Paletes de verborreia.

por Kruzes Kanhoto, em 28.04.15

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A pergunta é assaz pertinente mas, quanto a mim que me tenho na conta de impertinente assumido, desnecessária. É que hoje em dia ninguém se cala. Mesmo que nada de útil tenham para dizer, todos têm qualquer coisa para opinar a propósito de tudo. Ainda que do assunto acerca qual debitam verborreia nada percebam. De tal modo que me pareça fazer muito mais sentido perguntar antes: Por que não te calas?

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publicado às 23:17

A operadora de caixa visivelmente entusiamada

por Kruzes Kanhoto, em 27.04.15

As propostas do PS para salvar o país da crise e potenciar o desenvolvimento estão mesmo a entusiasmar os portugueses. Não admira. Afinal todos sabemos que nada melhor para tapar um buraco do que o gajo que o cavou.

O entusiasmo, escrevia eu, é quase geral. Até nos locais mais improváveis. Domingo de manhã no supermercado Continente cá do sitio, a operadora de caixa proclamava para quem a queria ouvir – no caso eu e os dois clientes que me precediam – que o futuro, com Costa no poder, será radioso. Entre outras tiradas à Santos Silva – não o que está preso por causa daquela coisa da alegada corrupção, mas o outro que foi ministro e agora é comentador – garantia que só gente “absolutamente estúpida” é que votará noutro partido que não o Socialista.

Fiquei, confesso, visivelmente impressionado com a eloquência da “piquena”. Com uma língua daquelas auguro-lhe um futuro ainda mais radioso do que aquele que ela prevê para o país em caso de vitória socrática do PS. Assim tenha cabeça para a controlar. À língua, claro.

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publicado às 20:28

Post do 25 de Abril

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.15

Não sei o que é isso dos “valores de Abril” com que uns quantos gostam de encher a boca. Caso se refiram à democracia estamos conversados. São valores universais, não são exclusivo nosso e, hoje, é algo tão normal quanto o ar que se respira. Nem vejo, assim de repente, que seja coisa para grandes festejos. Quando muito será apenas ocasião para lamentar que tenha chegado com tanto tempo de atraso.

Provavelmente há quem, saudosamente, associe os tais “valores de Abril” ao que se passou nos meses seguintes ao golpe militar. Se assim é esses valores estarão mais associados à loucura e ao crime. Há, também, quem o faça sempre que o seu partido percorre a via sacra da oposição. Uma chatice, isso de estar longe do pote.

Interessante, igualmente, é a insistência de, ao nível local, promover a realização de sessões solenes comemorativas da data. Se fazem tanta questão passem a agendar a sessão obrigatória de Abril para o dia 25. Assim fico a pensar que é apenas para uns milhares de marmanjos, ao longo país, se aboletarem aos cerca de setenta euros da senha de presença.

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publicado às 13:01

Não paga o PAEL?! Ai paga, paga. Queira ou não.

por Kruzes Kanhoto, em 24.04.15

Um Presidente de Câmara apregoava um destes dias que, caso venham a existir situações de fome no seu concelho, não hesitará em deixar de pagar as prestações do empréstimo do PAEL a que teve de recorrer graças à gestão desastrosa dos seus antecessores. É de homem. E fica-lhe bem tamanha generosidade. A malta gosta de ouvir. De certeza subiu vários pontos na consideração de muita gente. Nomeadamente daquela que não percebe patavina daquilo que o senhor está a falar.

Independentemente da eventual boa vontade do autarca em questão – e que certamente será muita – as coisas não funcionam assim. Em caso de incumprimento das obrigações decorrentes do tal empréstimo, para acudir a casos de fome ou por outra razão qualquer, o dinheiro das prestações em falta nem sequer chega a entrar nos cofres da autarquia. É-lhe retido, sem mais aquelas, pelo Estado. Portanto o dito Presidente, seja qual for a circunstância, apenas tem duas hipóteses. Ou paga ou...paga!

Significa isto que o autarca pode fazer a caridade que muito bem entender. Com o dinheiro que disse que faria é que não faz de certeza. Para já, só fez uma bravata. Daquelas para eleitor pouco esclarecido aplaudir.

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publicado às 19:52

A ideia socialista de baixar o IVA da restauração da taxa máxima para a intermédia parece-me excelente. Melhor, fantástica mesmo, só se estes serviços passassem a estar isentos. E, a bem dizer, nem vejo razão nenhuma para assim não ser.

É, reconheço, uma medida muito prazenteira. Capaz, segundo quem a propõe, de revitalizar economicamente um sector bastante abalado pelas opções austeritárias do Parvus Coelho. Com o IVA a passar de vinte e três para treze por cento os preços baixam, os consumidores aumentam ou consomem mais e ficamos todos a ganhar. Nós porque pagamos menos, os taberneiros porque facturam mais e o Estado porque, na sequência das premissas anteriores, acaba por obter mais receita.

Por mim, optimista convicto e crente assumido na honestidade de toda a gente, fico a aguardar ansiosamente pelo dia em que a baixa do IVA fará com que o preço que pago pelo meu café passe dos actuais sessenta e cinco cêntimos para os sessenta resultantes da influência da nova taxa na formação do preço.

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publicado às 21:11

Os socialistas optaram pelos eleitores mais velhos

por Kruzes Kanhoto, em 22.04.15

Nem ouso questionar a bondade das propostas do PS ontem conhecidas. A genialidade dos sábios que as elaboraram, em contraponto com a notória falta de sapiência da minha, não o permite fazer de forma séria. Mas, se bem entendo, aquilo é tudo uma questão de escolhas. De opções. Escolher um caminho em detrimento de outro. Ou lixar uns em vez de outros.

O caso da segurança social, por exemplo. Escolheram não cortar nas pensões dos actuais pensionistas. Optaram por dar mais uma machadada nas dos futuros reformados. Estes vão continuar a subsidiar os primeiros, a troco de uma miserável redução da TSU durante um curto período de tempo. Uma legislatura, convenientemente. Genial, esta ideia. Não é para qualquer besta, reconheço.

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publicado às 21:39

O que é que andam a fumar no Largo do Rato?!

por Kruzes Kanhoto, em 21.04.15

Ainda estou, confesso, atordoado com as promessas eleitorais do Partido Socialista. Não esperava tanto. Afinal parece que os cofres sempre estão cheios e que o dinheiro para distribuir pelo povo é mais do que muito. Ainda bem que assim é. Fico contente por isso. Tão, mas tão contente que até vou esquecer essa coisa da esmola avultada que faz o pobre desconfiar.

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publicado às 22:52

O pior é que disse isto sem se rir!

por Kruzes Kanhoto, em 19.04.15

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Há quem diga que a actividade politica não é para as pessoas sérias. Não vou tão longe. Embora seja cada vez mais difícil encontrar argumentos que rebatam essa tese.

Veja-se o caso do gajo que, quase de certeza, vai voltar a governar o país depois de ter contribuído activamente para para o estourar. Nem, ao que é noticia, as contas do Partido a que preside conseguirá pagar mas, alarvemente, arrota postas de pescada sobre as maravilhas da sua governação.

Existem, ainda, uns quantos patetas ou iletrados que não percebem o motivo do aumento da divida da República - por comparação com a existente antes da intervenção da troika – nem a razão para a diminuição da divida do município de Lisboa. O chefe do grupo do Rato sabe. Mas não diz. A isto chama-se, de uma forma simpática, demagogia.

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publicado às 15:51

Não passa nada...de normal!

por Kruzes Kanhoto, em 18.04.15

Parte significativa dos portugueses – não sei se a maioria, sei apenas que são muitos – têm uma espécie de fetiche com a TAP. Tem que ser pública porque sim e não se pode privatizar porque não. Deve cair a asa de algum avião se a companhia for vendida a privados, deve…

Os pilotos, esses, até nem se importam que a companhia aérea portuguesa deixe de ser pública. Se calhar até preferem. Desde que tenham parte significativa do capital, está tudo bem. Daí que não se estranhe que tenham pedido ao governo para ter bom senso…  

Continuando a dissertar sobre gente idiota. Os admiradores de Sócrates vão voltar a manifestar-se junto à prisão de Évora. E a dependurar cravos vermelhos nas letras que identificam o estabelecimento prisional, também. Começo a achar que os velhotes que, insistentemente, lamentam a perda dos valores de Abril, terão alguma razão. Por comparação com os bandalhos que vão andar às voltas à cadeia eborense, até parecem uns gajos cheios de lucidez…

Depois ainda há quem tenha o topete de reclamar por não termos um governo normal...

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publicado às 22:16

Não pago, não pago e não pago!

por Kruzes Kanhoto, em 17.04.15

Assegurava um ambientalista, presença habitual no espaço televisivo matinal, que despejar o lixo nos contentores sem estar devidamente acondicionado em sacos de plástico é um procedimento errado. Aconselhava, por consequência, que da lista de compras que levamos para o supermercado constasse sempre a aquisição dos sacos adequados para o efeito. De plástico, acrescentava. São estas coisas que me confundem as ideias. Não me dão sacos para, assim, proteger o ambiente. Mas devo comprá-los para proteger o dito ambiente. Ou seja, a protecção ambiental está garantida se eu pagar. Não percebo. Mas não faz mal. E, pelo sim pelo não, não pago!

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publicado às 21:45

Um fartote de rir as propostas em discussão no parlamento para fomentar a natalidade. Próprias de quem vive num mundo que apenas raramente coincide com a realidade. E esta assegura-nos que os jovens casais não querem ter filhos em número suficiente que assegure a substituição de gerações. Têm outras prioridades. Legitimas, admito, das quais eles próprios serão as primeiras vitimas.

Já que estamos em maré de discutir ideias parvas, podiam ter proposto uma taxa de valores exorbitantes para abranger diversas situações potencialmente “culpadas” pelo fraco ímpeto reprodutivo do pessoal. A posse de cães, o consumo de electricidade a partir das dez da noite, as viagens ao estrangeiro ou os contraceptivos, por exemplo. São, aceito facilmente, propostas com pouco sentido. Ao nível das apresentadas pelos partidos, portanto. Só que muito mais baratas para o contribuinte.

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publicado às 11:47

Só mostrou a cueca...

por Kruzes Kanhoto, em 15.04.15

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Uma gaja atacou hoje a sede do BCE. Sem armas. Apenas guinchou. Para gáudio, presumo eu, do segurança que teve qualquer coisa jeitosa para apalpar. Lamentavelmente a tipa não se despiu. Nem, ao menos, mostrou as mamocas aos banqueiros europeus. Já não há activistas como antigamente, é o que é.

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publicado às 21:23

Consequências da fiscalidade verde

por Kruzes Kanhoto, em 15.04.15

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Esta é daquelas noticias que não constituem novidade para ninguém. Excepto, talvez, para os políticos que decidiram inventar mais um imposto, ecologistas e outras pessoas que vivem numa espécie de realidade paralela. Estava-se mesmo a ver que poucos seriam os que passavam a comprar sacos para o lixo e que as consequências da inexistência de sacos grátis iam ser as que mostra o recorte que acima publico. E, por enquanto, ainda existem locais onde os sacos são à borla e quem tenha um stock apreciável em casa...

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publicado às 20:21

Baterias para que vos quero...

por Kruzes Kanhoto, em 14.04.15

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Deve ser um novo negócio. Daqueles que dinâmicos empreendedores empreendem para dar a volta à crise. Ao mesmo tempo, também, uma oportunidade para quem tenha em casa baterias que não "funconam" se livrar delas. É que se em casa uma bateria que não "funcona" não serve para nada, pode sempre dar jeito a quem a saiba pôr a "funconar". Seja isso o que fôr. Que eu cá não sou de intrigas nem gosto de tirar conclusões precipitadas.

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publicado às 20:45

Tralha

por Kruzes Kanhoto, em 13.04.15

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Desta panóplia de instrumentos, expostos para venda numa feira de velharias, hesito quanto ao mais inútil. Questiono-me, até, sobre a espécie de loucura consumista momentânea pode levar um normal e pacato cidadão a abrir – e muito – os cordões à bolsa para adquirir qualquer um destes itens.

O aviso para ter cuidado com os pés faz, quanto a mim, todo o sentido. Dá mesmo vontade de dar um pontapé naquela tralha...

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publicado às 20:02

Facturas - Campanha de desinformação em curso.

por Kruzes Kanhoto, em 12.04.15

Desde a implementação das medidas que incentivam os consumidores a pedir factura que se assiste a uma campanha descarada – a soldo de interesses que não são difíceis de adivinhar – contra esses incentivos. Tudo serve. Desde os custos astronómicos, absolutamente insuportáveis mesmo, com que teria de lidar quem tivesse o tremendo azar de lhe sair o carro sorteado pelas finanças até outras mais recentes e que envolvem penhoras fiscais.

Cada um será tão parvo quanto lhe apetecer e acreditará no que quiser. Há quem acredite no Pai Natal, na inocência do Sócrates ou que o Sporting ainda pode ser campeão. Nada disso muda a realidade. E, no caso das facturas, a realidade é que se não pedirmos factura daquilo que consumimos pagaremos muito mais impostos. Directa ou indirectamente. O resto são conversas da velha à soalheira.

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publicado às 19:17

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Ao que se diz uma quantidade assinalável de coisas alegadamente sumidas de diversos locais, nomeadamente aqui da zona, aparecem nas cercanias do Continente cá do sitio. Tratar-se-á, estou em crer e nada me leva a pensar o contrário, de uma inexplicável coincidência. Nada mais do que isso. A menos que queiramos entrar no domínio da especulação e atribuamos estas alegadas deslocações de objectos a alguém com poderes no âmbito da telecinesia. Mas se calhar é melhor não. Ao que parece a ciência divide-se quanto a isso.

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publicado às 13:05

Só boas ideias...ou não!

por Kruzes Kanhoto, em 10.04.15

Não sei se percebi bem mas, em boa verdade, isso também não interessa nada. Julgo ter ouvido por aí que, tendo em vista fomentar a natalidade, o PSD vai propor – e se os sociais democratas propõem é quase certa a aprovação – que os funcionários públicos possam trabalhar meio-tempo, recebendo sessenta por cento do vencimento, para assim terem mais disponibilidade para a procriação.

É, façam o favor de reconhecer, uma medida genial. Daquelas que mata dois coelhos de uma só cajadada. Por um lado reduz a despesa e, por outro, o pagode fica com mais tempo para tratar se reproduzir. A medida, especialmente boa no caso em que os dois sejam funcionários públicos, é igualmente prazenteira mesmo quanto apenas um membro do casal trabalha na função pública. Este, indo para casa mais cedo, sempre pode ir adiantando as coisas de modos que quando o outro chegar é só tratar daquilo que é realmente importante.

Para os cépticos, os que estão sempre do contra e aqueles que acham não ser isto que vai estimular o pessoal a fazer mais filhos, deixo o exemplo do concelho onde resido. Um dos mais envelhecidos do país, com a autarquia local a constituir a principal empregadora e uma daquelas em que os funcionários municipais têm de cumprir o horário de quarenta horas. Se isto não está tudo ligado...

 

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publicado às 22:07

Enganem-me que eu gosto...

por Kruzes Kanhoto, em 09.04.15

Na comunicação social nacional e regional têm surgido nos últimos dias noticias que referem uma queda, mais significativa nuns casos do que noutros, do número de trabalhadores das autarquias. Isto em consequência das restrições às despesas com pessoal impostas pelo acordo com a troika.


Para uns a noticia é boa, para outros nem por isso. Depende, claro, do ponto de vista de quem analisa os dados. Por mim estou como dizia um saudoso professor. “Não é boa nem é má. É uma merda”. Na esmagadora maioria das autarquias a despesa corrente primária cresceu e o número de pessoas que, directa e indirectamente, são pagas pelos orçamentos municipais também. Basta ver o site onde são publicados os contratos públicos e o portal autárquico para, facilmente, se perceber a dimensão da marosca.


Neste aspecto, tal como noutros, o país andou a fingir que cumpria aquilo a que se comprometeu. Tratou-se, apenas, de maquilhar os números para troika ver. Coisa em que “semos” mesmo bons. E fê-lo tão bem, mas tão bem, que até se convenceu a si próprio. Vamos ver se da próxima – que não deve tardar mais que uma legislatura socialista - os conseguimos voltar a enganar.

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publicado às 20:35

Nem parece socialista...

por Kruzes Kanhoto, em 08.04.15

Começa bem o novo Presidente da Câmara de Lisboa. A intenção, reiterada na cerimónia de tomada de posse, de fazer com que o município lisboeta passe a pagar a pronto pagamento aos fornecedores, revela que o senhor é adepto das boas contas e do rigor na gestão dos dinheiros públicos. Coisa rara nos autarcas e quase inédita entre os socialistas. Deve ser, num e noutro caso, a exceção que confirma as regras.

 

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publicado às 19:51

Quatro anos de troika

por Kruzes Kanhoto, em 07.04.15

Quatro anos já decorreram desde a chegada da troika. Da analise da sucessão de acontecimentos, de então até ao presente, apenas uma interpretação muito rebuscada permitirá concluir pelo sucesso da intervenção externa.

Como sempre acontece nestas ocasiões em que se assinala uma data qualquer, a comunicação social desata a fazer balanços. E a ouvir populares, também. Que, como é hábito, dizem coisas. Importantes, quase sempre, embora mais não sejam que a repetição do que ouviram antes na televisão. Uma das mais repetidas foi a convicção que os reformados foram os mais penalizados pela austeridade. Não estou, assim de repente, a perceber porquê. Só se for por, finalmente e após tantos anos de discriminação, o IRS que incide sobre as pensões, apesar de ainda inferior, já estar quase ao nível do que suporta quem trabalha. Coisa que, parece-me, é da mais elementar justiça social.

Outros, inquiridos sobre o que tinha mudado nas respectivas vidas, lamentavam-se pelas viagens que deixaram de fazer e pelas refeições fora que já não fazem. Preocupações capazes de levar qualquer um ao desespero, convenhamos. Tadinhos. Se foi por aí que foram atingidos mais valia estarem calados. Assim quase parece que estão a gozar, tal como muitos reformados queixosos, com aqueles que realmente são vitimas disto tudo. E esses, digam as estatísticas o que disserem, não são poucos.

 

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publicado às 22:11

As queixinhas do costume

por Kruzes Kanhoto, em 06.04.15

Queixam-se os senhores da industria hoteleira que estão em crise. Motivada, ao que asseguram, pela elevada taxa de IVA que incide sobre aquela actividade. Assim de repente, como já muitas vezes escrevi neste blogue, acho muito curiosa esta opinião. Primeiro, por o imposto ser pago pelos consumidores e não pelos empresários. Segundo, porque não acredito no argumento que caso a taxa de IVA aplicável fosse reduzida, os preços iriam baixar. Temos exemplos de sobra, neste e noutros negócios, que nada disso é verdade. Terceiro, veja-se o exemplo do preço do café. Varia, na maioria dos estabelecimentos situados fora das chamadas zonas turísticas, entre os cinquenta e os setenta e cinco cêntimos. Ora não acreditando que os primeiros estejam a perder dinheiro...É coisa, digo eu, para haver aqui uma certa especulaçãozinha. Nada de surpreendente para quem ainda se lembra do que foi o regabofe neste sector com a entrada em circulação do euro.

 

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publicado às 23:08

Isto do pagode andar indignado com essa coisa da lista VIP do fisco e do alegado acesso descontrolado a toda a espécie de dados pessoais por parte da administração pública é, parece-me, uma cena um bocado parva. Própria, diga-se, de gente ainda mais parva.

Não há gajo ou gaja, velho ou novo, letrado ou burro que nem asno, que não coloque tudo e mais um par de botas no Facebook. Desde o que confeccionam para o almoço até ao que mastigam ao jantar. Sabe-se, a cada momento, o que estão a fazer e com quem. Partilham, com quem queira ver, fotografias dos cães, gatos, filhos, netos, passeatas e tudo o que mais lhes dá na real gana. Fazem questão que todos saibamos tudo acerca da vida deles, mesmo que isso não nos interesse absolutamente nada. Apenas aquilo que realmente nos importa – que é saber se nos andam a enganar em termos fiscais e com isso nos obrigam a pagar mais impostos – é que não querem que se saiba. Pois temos pena. Habituem-se. Isto é como dizia uma cigana em certa ocasião: “Eles com os computadores sabem tudo da nossa vida”.

 

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publicado às 11:49

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 05.04.15

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Pouco – nada, a bem dizer – haverá para acrescentar ao muito que já escrevi nos posts da série “estacionamento tuga”. Há de tudo para todos os gostos. Este, como muito outros tugas, faz questão de ser do contra. Aposto que se o estacionamento fosse em espinha, de certeza que estacionava paralelamente ao passeio...

 

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publicado às 17:03

Há anos que faço a sugestão que urge construir um centro de acolhimento a visitantes de outros planetas. Já nem sei há quantos mas, de certeza, que são muitos. Agora, finalmente, alguém propôs algo mais ou menos parecido. A construção de uma embaixada para receber extraterrestres em Portugal. Parece que a proposta já foi formalizada junto do governo e até haverá dinheiro para a sua edificação.

Apesar de todas as condições aparentemente favoráveis, tenho receio que ela não mereça grande crédito por parte dos nossos governantes. Teria sido muito mais avisado ter apresentado esta ideia a um qualquer autarca ansioso por investimentos no seu concelho. Quase todos ficariam entusiasmados com a ideia. E depois até podiam aplicar aquela coisa da taxa turística...

 

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publicado às 19:16

Já foste tarde!

por Kruzes Kanhoto, em 04.04.15

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Tive este Clio cerca de cinco anos. Até ao Verão passado. Apesar dos mais de oitenta mil quilómetros que percorremos juntos não guardo saudades. Nos últimos meses de convivência a nossa relação foi atribulada. Começou com o motor de arranque a entregar a alma ao criador, no caso deste reboque, mesmo na véspera de uma passeata há muito programada e atingiu o ponto culminante, dois ou três meses depois, com o motor todo escaqueirado, no verdadeiro sentido do termo, quando parado num semáforo em plena capital. Coisas que, convenhamos, em nada contribuem para criar um sentimento de nostalgia quando entregamos a chave do carrito ao seu novo dono. Pelo contrário. Ao invés de outros que tive antes, foi com alivio que virei as costas a este.

Poucas semanas antes tinham-lhe roubado os quatro tampões. Os de origem. Mas, como há coincidências para lá de lixadas, quando procurava adquirir outros a um preço módico numa superfície comercial da especialidade, deparo com uma nota de vinte euros entre um monte de “embelezadores de rodas”. Que, diga-se, estavam em promoção. Quando me lembrei que um dos ditos tampões estava partido, quase fiquei agradecido ao ladrãozeco...



 

 

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publicado às 15:47

Morangos há muitos...palerma!

por Kruzes Kanhoto, em 03.04.15

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Enquanto os morangueiros da crise, espalhados cá pelo quintal qual erva daninha, não iniciam o seu ciclo produtivo vamos consumindo esta espécie de morangos que, apesar da marca, aparentam bom aspecto. Ainda que me causem alguma desconfiança. Mesmo não sendo daqueles tão inchados como essa malta que anda aí pelos ginásios e a tomar produtos esquisitos que fazem aumentar umas coisas e diminuir outras. Uns palermas, também.

 

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publicado às 12:39

Isto anda tudo ligado...

por Kruzes Kanhoto, em 02.04.15

 

O autarca-mor do município onde se deu a explosão, que segundo os relatos chegados à província se terá ouvido até na capital e deixou muita gente em polvorosa, ter como apelido “Pólvora” é uma coincidência fantástica. Pelo sim – muito mais do que pelo não – era capaz não ser de todo despropositado que a protecção civil divulgasse a lista de todos os autarcas e respectivos concelhos...Não é por nada, mas eu ficava mais descansado.

 

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publicado às 19:54

Coima ecológica

por Kruzes Kanhoto, em 01.04.15

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Presumo que depositar o lixo exactamente no sitio onde um aviso ameaçador informa que o não deve fazer tenha constituído, julgar pelo conteúdo depositado, um acto de rebeldia juvenil tardia. Quiçá de protesto pelo valor da coima aplicável. Eventualmente, até, de provocação. Ou simplesmente a criatura quis foi livrar-se dos restos e ir à sua vida. Nunca o saberemos. Nem, a bem dizer, queremos saber.

 

 

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publicado às 20:39



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