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É, de certeza, culpa minha e da manifesta incapacidade que evidencio para perceber a postura dos portugueses perante a situação que vivemos. Os apelos a uma revolução, como frequentemente o fazem algumas figuras de relativo relevo na sociedade, são de entre as coisas parvas que todos os dias se dizem as que me deixam mais perplexo. Sim, façamos a tal revolução. Seja lá o que for que isso quer dizer. E a seguir? Os nossos problemas ficam resolvidos? Se calhar não. O dinheiro não brotará das pedras, os empregos não vão aparecer do nada e os corruptos vão continuar a andar por aí.
Este tipo de mentalidade vem, essencialmente, daqueles que viveram o 25 do A. Principalmente tudo o que se seguiu. São, na sua maioria, pessoas com idade para ter juízo e que deviam possuir a clarividência necessária para fazer uma análise critica ao que foram as consequências desse período catastrófico. Rebentaram com o incipiente tecido produtivo, estoiraram as finanças públicas e puseram o país à beira da guerra civil. Mas, pelos vistos, não lhes bastou. Querem fazê-lo de novo. Alguém que os interne, se faz favor!
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publicado às 19:25

Revolução?! Agora não me dava jeito nenhum. Talvez lá mais para o Verão...
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publicado às 19:25

Estecanito, a quem desde há muito - por desconhecer a sua graça - chamoObama, estava hoje com este penteado todo janota. O que contribuiupara me suscitar a inquietante questão se ele, afinal, não é ela. Talvez um destes dias tire a coisa a limpo e indague a dona acerca do sexo do bicho. Sim, sexo, porque isso do género é tãoestúpido como aquela malta idiota que, referindo-se a um cachorro, pergunta se é menino ou menina.


Nota:O cão é todo preto. A zona pintada a branco destina-se, obviamente,a proteger a identidade do animal.
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publicado às 19:58

Ou é cão ou cadela. Não há cá menino ou menina. Certo, suas bestas?!
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publicado às 19:58

A inveja é uma coisa muito feia...

por Kruzes Kanhoto, em 29.01.14
Adecisão do Município de Tomar no sentido de conceder um dia por mês de tolerância de ponto aos seus funcionários está a motivar,como seria de esperar, um chorrilho de comentários, na sua maioriadisparatados, em tudo quanto é sitio onde se pode expressar opinião.Por algum motivo que me escapa esta medida está a deixar irritadauma imensidão de gente. Gente que, diga-se, em nada é afectada comesta opção do município nabantino. O atendimento ao públicoestará assegurado, os serviços essenciais estarão a funcionar e,daqui, não resultará mais despesa para a autarquia. Assim sendo nãoparece que isto prejudique seja quem for, nomeadamente os muitosofendidos que por aí pululam. A esmagadora maioria dos quais, secalhar, nem nunca pôs as patas naquela cidade.
Curiosamente,ou talvez não, uma outra noticia que refere a contratação – essasim geradora despesa pública - de dezoito psicólogos e doisterapeutas da fala, por uma autarquia do norte do país, merece umainusitada quantidade de elogios. Não que a ideia de ter todos osmiúdos, de todas as escolas primárias do concelho, a seracompanhados por estes técnicos não seja meritória. Ao nível,acredito, a que poucos países desenvolvidos e que não passam porproblemas sequer comparáveis aos nossos se poderão dar ao luxo.
Quero,com esta comparação, sublinhar que por cá continuamos a não nospreocupar com isso da crise, da falta de dinheiro e do esbanjamento.Pouco nos importa que o nosso dinheiro seja esturrado por políticoslunáticos. O que não admitimos é que outros tenham melhorqualidade de vida que nós. Mesmo que isso em nada prejudique anossa. Tal coisa, no meu dicionário, chama-se inveja.
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publicado às 22:32

A inveja é uma coisa muito feia...

por Kruzes Kanhoto, em 29.01.14
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publicado às 22:32

Os javardões que paguem a crise!

por Kruzes Kanhoto, em 28.01.14

Desconheçose entre os poucos leitores deste blogue se encontra algum autarca.Provavelmente não. Têm todos coisas mais interessantes para fazer.Sejam elas – as coisas – quais forem e por mais difíceis deidentificar que se revelem. Mas isso, para o caso, interessa pouco.Deixo a mensagem na mesma, na expectativa que algum politico de umaqualquer autarquia um dia por aqui passe. Pois que, em lugar de selamuriarem com a falta de verbas e dos cortes nas transferências doEstado, ponham os olhos na imagem que documenta este post e verãoque têm um manancial de recursos quase ilimitado. Isto enquanto,simultaneamente, zelam pela saúde dos seus eleitores e poupamdinheiro com a limpeza urbana. Não precisam de ter medo de perder aseleições. Os cães – ainda – não votam e a maioria doseleitores não gosta de pisar dejectos. É que, não sei se sabem, quando por azar issoacontece não é ao Passos Coelho que chamam nomes... 
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publicado às 12:30

Os javardões que paguem a crise!

por Kruzes Kanhoto, em 28.01.14
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publicado às 12:30

O perigo é uma coisa muita fixe. Radical, até.

por Kruzes Kanhoto, em 27.01.14
Muito se tem dito e escrito a propósito das praxes académicas na sequência das trágicas mortes ocorridas na praia do Meco. Até demais, diria. Trata-se, afinal, de um grupo de pessoas maiores de idade e no pleno uso de todas as suas faculdades mentais, que numa noite em que era esperada a maior agitação marítima dos últimos anos entendeu por bem ir fazer coisas parvas para a beira-mar. Numa zona que, aquela hora, estava sob alerta vermelho da meteorologia, recorde-se.
Este tipo de comportamento de risco e o especial apreço que os portugueses demonstram por actividades estúpidas é um legado que sabiamente é transmitido de geração em geração. Basta estar atento à comunicação social para constatar que, às primeiras noticias de mau tempo, uma legião de papás trata de enfiar os fedelhos no automóvel e, indiferentes ao risco e aos avisos das autoridades, enfrentam um conjunto de perigos para chegar ao topo da serra da Estrela. Tudo para que o Martim, o Tomás, a Carlota ou a Vanessa Marisa vejam uma porção de terreno coberta de neve onde podem dar uns trambolhões. Depois admiram-se que, uns anitos mais tarde, a rapaziada se queira divertir na praia em noites de temporal e com ondas de dez metros.
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publicado às 19:11

O perigo é uma coisa muita fixe. Radical, até.

por Kruzes Kanhoto, em 27.01.14
O perigo é uma coisa muita fixe. Radical, até.
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publicado às 19:11

Muitosautarcas têm vindo publicamente – assim como a ANMP, a suaassociação representativa – lamentar que a receita cobrada doImposto Municipal sobre Imóveis tenha ficado substancialmente aquémdas expectativas. Nalguns casos, ao que garantem, terá mesmo ficadoabaixo daquilo que receberam em anos anteriores. Reclamam, por isso,que o governo lhes dê uma mãozinha porque, afiançam, estavam àespera que a recente reavaliação dos prédios proporcionasse àsautarquias uma receita bastante mais avultada o que, por não seconcretizar, colocará muitos municípios numa situação complicadaem termos financeiros.
Ouautarcas viam neste imposto uma espécie de galinha dos ovos de ouro.O pior é que, para ganhar eleições, optaram por baixar as taxas doIMI que vinham cobrando e de reduzir, ou mesmo abdicar, de outrasreceitas que legalmente cabem às autarquias locais. Vir agora comestas lamurias mais não é do que chorar lágrimas de crocodilo. Éque isto não se pode querer ter o melhor de dois mundos. Não cobrardinheiro ao eleitores, por um lado, e dar-lhes muitos apoios sociais,divertimentos e obras com fartura, por outro, é uma equaçãoimpossível. Mas vá lá alguém convencer os autarcas que este é onosso novo e irremediável paradigma...
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publicado às 14:34

Goste-se ou não essa coisa do paradigma é mesmo para levar a sério
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publicado às 14:34

Antes a morte que tal sorte...

por Kruzes Kanhoto, em 24.01.14
Manuela Ferreira Leite tem sido, nos últimos tempos, abundantemente citada a propósito das suas posições de frontal oposição às medidas de austeridade decretadas pelo governo. Ou melhor. Contra os cortes nas pensões. Porque, bem vistas as coisas, é só e apenas com isso que a senhora se preocupa. Tirando o facto – irrelevante, quase – de se tratar de uma aposentada, auferindo uma pensão de valor, presumo, razoável, até era capaz de pensar que a senhora vai para a televisão defender os seus interesses e que, de resto, se estará nas tintas para todos os outros reformados e velhotes.
Longe vai o tempo – isto a espuma dos dias tudo leva – em que o país se indignou com as declarações da agora comentadeira por esta ter defendido que os cuidados de saúde, no caso a hemodiálise, só devia ser feita a pessoas com mais de oitenta anos caso estas a pudessem pagar. À época, recorde-se, os cortes ainda não chegavam às reformas. Isso era coisa que então apenas afectava outros, que não os reformados. Daí que as preocupações da senhora não abarcassem essa faixa etária. Ao contrário de agora que, coitadinhos dos velhinhos mesmo que tenham mais de oitenta anos e façam hemodiálise, não podem ser afectados por este roubo generalizado de que todos somos vitimas.
Ou seja. Se bem percebo, até se pode deixá-los morrer caso não tenham dinheiro para pagar os tratamentos. O que não se pode é cortar-lhes reforma. Isto sem que ninguém relembre à ex-ministra as afirmações então proferidas. Deve ser inconveniente, talvez. Ou então ninguém se importa verdadeiramente com os mais velhos e todos querem é malhar no governo. Verdade que, nesse aspecto do malhar, só se perdem as que caem no chão mas, que diabo, um bocadinho de honestidade intelectual não ficava mal.



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publicado às 19:58

Antes a morte que tal sorte...

por Kruzes Kanhoto, em 24.01.14
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publicado às 19:58

Orgulham-se de quê?!

por Kruzes Kanhoto, em 23.01.14
A evidente satisfação do governo e seus correlegionários com os resultados da execução orçamental de 2013, nomeadamente com a superação dos objectivos previstos para o défice, parece-me manifestamente desproporcionada. Não vejo - mas deve ser por ter o estranho hábito de olhar para o “outro lado” da questão – motivo nenhum para o bando de laranjas podres que nos governa estar notoriamente impressionado com os resultados agora divulgados.
Não é que queira ser sempre do contra. Nem, sequer, para poder dizer que tinha razão. Menos ainda por, como alguém escreveu não sei onde, neste blogue se dizer mal de tudo e de todos. É que espreitando o que está por detrás destes números, alegadamente bons e espectaculares, concluímos que o resultado se deve a um brutal corte sobre os rendimentos dos trabalhadores do Estado e reformados, e a um aumento sem precedentes da carga fiscal. Pior. Esse acréscimo de impostos foi obtido a partir de um universo de contribuintes bastante mais pequeno do que já aconteceu noutras ocasiões. Devido, nomeadamente, ao desemprego ou à emigração. O que dá bem a ideia da dimensão do esbulho a que estamos a ser sujeitos.
Aliando o saque fiscal à diminuição de vencimentos e pensões melhor seria que as contas não ficassem um pouco menos desequilibradas. Disso, nas nossas casas, todos somos capazes. Basta não comer, não pagar as contas e cortar todo o tipo de despesa para as finanças de qualquer cidadão darem notórios sinais de equilíbrio. Pode é acontecer-lhe o mesmo que ao cavalo do espanhol... 
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publicado às 20:12

Orgulham-se de quê?!

por Kruzes Kanhoto, em 23.01.14
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publicado às 20:12

"Frasquinho" dixit

por Kruzes Kanhoto, em 22.01.14

Acabo de ouvir um “Frasquinho” qualquer garantir, no parlamento, que já passámos o pior da crise e que daqui para a frente isto vai ser sempre a melhorar. Deve ser verdade, deve. 
Não sei em que dia pagam o ordenado lá pela Assembleia mas, desconfio, o homem ainda não viu o recibo do vencimento. Ou então é parvo. 
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publicado às 18:52

"Frasquinho" dixit

por Kruzes Kanhoto, em 22.01.14
"Frasquinho" dixit
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publicado às 18:52

E que tal pagar a reforma em géneros?

por Kruzes Kanhoto, em 21.01.14

Istode pagar impostos é das coisas mais desagradáveis que há.Aborrecidas mesmo. Capazes, até, de tirar uma pessoa do sério.Principalmente a quem não está acostumado e, ao longo da vida,sempre se habituou a ouvir falar disso como um assunto que não lhediz respeito. Claro que o pessoal se chateia quando, chegado a umaidade avançada – pelo menos relativamente avançada – pelaprimeira vez lhe é pedido um tributo que retirará uma parte dosseus rendimentos. Que, provavelmente, nem serão muito avultados,reconheça-se. Fica desagradado. Chama nomes à ministra, ao Coelho ea outros gatunos. O pior é que as reformas, as baixas médicas, asconsultas e tudo o mais a que a malta que se recusa a pagar impostostem direito, custam dinheiro que alguém tem de pôr lá. Sim, porqueparece-me pouco provável que aqueles velhotes agricultores aceitemreceber a reforma em géneros.
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publicado às 19:03

E que tal pagar a reforma em géneros?

por Kruzes Kanhoto, em 21.01.14
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publicado às 19:03

Mis gastos son tus ingresos, comprendes?

por Kruzes Kanhoto, em 20.01.14

Orecibo do vencimento está, por estes dias, a chegar à caixa decorreio electrónico ou, se ainda não for o caso, às mãos decentenas de milhares de funcionários públicos. Sorte a deles, dirãouns quantos ranhosos, é sinal que têm emprego. Talvez. Por mim, nasequência do que já fiz aqui em inúmeras ocasiões, continuo alamentar a desdita daqueles que, por causa desse mesmo recibo, vãoperder o posto de trabalho nos próximos meses. É que isto, por maisdifícil que seja de entender a certos cabeçudos, se não hádinheiro não há compras. E se não há compras não há vendas. Ese não há vendas não entra dinheiro na caixa. E se não entradinheiro saem os empregados...Muitos dos quais andam por aí aderramar o seu regozijo pela redução de vencimento dos funcionáriospúblicos. Desconhecem, coitados, aquela velha máxima castelhanaque, ajuizadamente, proclama que tus gastos son mis ingresos.Ou o contrário. 
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publicado às 19:07

Mis gastos son tus ingresos, comprendes?

por Kruzes Kanhoto, em 20.01.14
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publicado às 19:07

Garganeiros

por Kruzes Kanhoto, em 18.01.14
Constitui para mim um inquietante mistério a necessidade evidenciada por algumas criaturas de debicar as uvas expostas para venda. As não embaladas, obviamente. Porque as outras já era um bocado de descaramento a mais. Seja numa banca do mercado, na frutaria ou nas grandes superfícies – e nas pequenas, também – é vê-los a “provar” os pequenos bagos e a expelir as grainhas em todas as direcções.
Trata-se de evidente má-educação. Ou de uma questão cultural, defenderão alguns. É uma prática, por norma, associada a pessoas de idade mais avançada, independentemente do estatuto social. Analfabetos ou com com alguma formação académica. Em comum apenas o facto de serem burgessos. Por mim reprovo em absoluto este comportamento. É que não gosto de comer os sobejos de ninguém e, neste caso, o que lá fica é isso mesmo. Sobras de um garganeiro qualquer.
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publicado às 19:51

Garganeiros

por Kruzes Kanhoto, em 18.01.14
Garganeiros
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publicado às 19:51

Ora retoma!

por Kruzes Kanhoto, em 18.01.14
Isso da retoma estar a dar sinais de vida faz-me confusão. Por mais que me esforce em não ser catastrofista, arauto da desgraça, velho do restelo e outros negativismos que me escuso de enunciar, não consigo perceber como é que tudo está melhor quando uns quantos milhões de pessoas estão a ver o seu rendimento mensal cada vez mais reduzido.
Dizia-se até à pouco tempo que a economia é feita com base nas expectativas. Presumo que o conceito tenha sido revisto e hoje a perspectiva seja diferente. Assim tipo, isto está tão mau que a coisa só pode melhorar ainda que a gente ganhe menos, não saiba se vai ter emprego e não veja razão nenhuma para estar optimista.
Lamento ser, mais uma vez, do contra. Mas não. Isto vai ficar ainda pior. Que o digam todos os que, em 2014, já viram o ordenado reduzido. A perder mais um mês de vencimento, durante o ano que agora teve inicio, afigura-se-me difícil evidenciar qualquer tipo de optimismo ou de manifestar a mais ténue intenção de contribuir para o dinamismo da economia. Antes pelo contrário. Como vou ter menos rendimento disponível e não me tenciono endividar, terei de gastar, forçosamente, ainda menos. Com as consequências conhecidas. E costumeiras. O que, ao contrário do amplamente anunciado, não augura nada de bom para a tal retoma.
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publicado às 16:44

Ora retoma!

por Kruzes Kanhoto, em 18.01.14
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publicado às 16:44

O aumento do horário de trabalho na função pública para quarenta horas é, apesar de poucos partilharem a minha opinião, a menor das malfeitorias que os últimos governos têm feito a quem trabalha para o Estado. Foi uma medida inútil, desnecessária e que nada acrescenta às finanças públicas nem à economia nacional. Mas, ainda assim, muito menos gravosa do que quase todas as outras que nos têm levado parte significativa do vencimento. E os melões, ao que se sabe, compram-se é com dinheiro.
Para os sindicatos, contudo, o acréscimo de horas de trabalho é que parece ser o ponto determinante da sua actuação. Talvez por constituir aquele onde se afigura mais fácil obter uma vitória. Como, refira-se, já está a suceder um pouco por todo o país. Pelo menos ao nível das autarquias. Onde a maioria dos executivos tem sido sensível em relação a esta matéria e tem chegado a acordo com as estruturas sindicais, no sentido de manter as trinta e cinco horas de trabalho.
Fica, no entanto, um senão. O finca-pé que alguns sindicatos e sindicalistas, alegadamente, teriam feito para que os acordos celebrados se aplicassem apenas aos trabalhadores filiados nos respectivos sindicatos, tendo os restantes de trabalhar quarenta horas. A serem verdadeiros estes rumores não é coisa que lhes fique bem. É que a fazer escola esta posição, às tantas, os pré-avisos de greve também serão apenas válidos para quem é sindicalizado. Para além de, me parece, a consumar-se alguma situação do género estarmos perante a violação de uns quantos princípios constitucionais. Felizmente que, neste assunto, os autarcas estarão a ter o bom senso de não ligar patavina a esta alegada ideia. Que, a ter existido, é das mais estapafúrdias que conheço em mais de trinta anos “disto”. 
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publicado às 20:15

Bi-horário?! Como é que alguém pode ter uma ideia tão parva?
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publicado às 20:15

Decidam lá isso e não aborreçam!

por Kruzes Kanhoto, em 16.01.14

Referendosobre a co-adopção - adopção plena ou seja lá o que for - porcasais de pessoas do mesmo sexo?! Esta malta está doida. Ou nãoquer decidir. Ou ambas as coisas. Cuidava eu que o pessoal lá doparlamento era eleito para tomar decisões. Acreditava que era paraevitar essas chatices de estar sempre a fazer leis que o povo tratavade arranjar uns quantos fulanos. Enganei-me, pelos vistos. Pena querelativamente aquilo que, de facto, é importante não tenham a mesmapostura. Podiam ter referendado, sei lá, o aumento da idade dareforma ou a nacionalização do BPN. Mas isso sou eu, que acho estestemas muito mais pertinentes e que verdadeiramente têm importância na qualidade de vida dosportugueses. Quanto a isso da adopção pelos paneleiros e pelasfufas interessa a quem?! E a quantos? Se tamanha parvoíce for para afrente é que vão ver o que é abstenção...
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publicado às 20:27

Decidam lá isso e não aborreçam!

por Kruzes Kanhoto, em 16.01.14
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publicado às 20:27

ADN canino?! Olha que boa ideia.

por Kruzes Kanhoto, em 13.01.14
A maioria dos municípios portugueses estão profundamente endividados e, mesmo os que não estão, não têm recursos financeiros para fazer face às suas atribuições ou respeitar de forma célere os compromissos que os seus autarcas assumem. Ainda assim, a imaginação que evidenciam na obtenção de receitas para os cofres autárquicos é quase nula e a preocupação em cobrar as poucas de que dispõem é ainda menor. Em suma, por cá, o lema parece ser não incomodar o eleitor.
Em Nápoles, Itália, é que as coisas não são bem assim. O município local vai criar uma base de dados com o ADN dos canitos lá do sitio, que permitirá identificar os autores dos dejectos deixados na via pública e, de seguida, apresentar a multa ao respectivo dono. Fácil, barato e, de certeza, muito lucrativo. E, diga-se, da mais elementar justiça.
Obviamente que em Portugal uma medida desta natureza seria ilegal. Inconstitucional, na certa. Violaria a privacidade dos bichos, dos donos e não haviam de faltar providências cautelares, petições, debates e todas as parvoíces a que já nos habituámos. Nenhum autarca, por mais enterrada em dividas que esteja a câmara que dirige, seria capaz de algo parecido. Para quê? É muito mais fácil aumentar o IMI ou ficar a dever aos fornecedores. 
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publicado às 20:44

ADN canino?! Olha que boa ideia.

por Kruzes Kanhoto, em 13.01.14
ADN canino?! Olha que boa ideia.
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publicado às 20:44

Arelutância dos comerciantes em emitir factura começa aaborrecer-me. Assim que me ouvem dizer “a factura é com número decontribuinte, se faz favor” parece que ficam atormentados como sequalquer coisa desagradável lhes estivesse prestes a acontecer. Istosucede, quase exclusivamente, naqueles estabelecimentos onde são ospatrões a mexer na caixa. Ou noutro recipiente onde guardam odinheiro que não passa pela dita. Já nos locais onde são osempregados – colaboradores, vá – a operar a caixa não tenhorazões de queixa.
Masnão são os únicos. Até mesmo – pasme-se - os restantesclientes me olham como se fosse um extraterrestre que por aliapareceu. Como se estivesse a pedir algo a que não tivesse direitoou que não constituísse um dever da parte de quem me recebe odinheiro. Os mesmos que, presumo, depois de terem terminado de dizermal de mim e das minhas exigências extravagantes, voltarão alamentar-se de como o país está mal, do dinheiro que falta paratudo e desses malandros dos políticos que não tomam medidas parapôr toda a gente a pagar impostos.
Tenho,por estes dias e a este respeito, ouvido uns quantos comentáriossarcásticos - jocosos, até -  a que me esforço por não ripostar. Não sei é porquanto tempo vou manter este surpreendente – mesmo para mim –nível de fair-play. É que embora lavar a cabeça a burros – jádizia a minha avó, essa sábia senhora – seja um “gastadouro”de sabão, receio que, um dia destes, o caldo se entorne. Está aencher assim uma espécie de balão que ainda é capaz de rebentarperto de uma registadora.
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publicado às 14:18

Sim, são apenas três cêntimos a menos no IRS. E daí?
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publicado às 14:18

Eu que não sou de intrigas...

por Kruzes Kanhoto, em 11.01.14

...Questiono-me acerca dos motivos que levaram ao lançamento de uma petição on-line – uma dessas modernices parvas agora tão em voga – reivindicando do Presidente da Câmara Municipal de Estremoz a melhoria das instalações do canil cá do sitio. Isto porque, alegam, as condições de alojamento dos canitos deixam muito a desejar. Espanta-me que os peticionantes, especialmente os mentores da coisa, não se apoquentem antes com as condições degradantes e sub-humanas em que vivem os moradores das Quintinhas. Não é que me importe, reconheço, mas essa malta toda sensível podia preocupar-se. Um bocadinho, pelo menos.
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publicado às 21:52

Eu que não sou de intrigas...

por Kruzes Kanhoto, em 11.01.14
Eu que não sou de intrigas...
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publicado às 21:52

Há blogues e blogues. Como tudo na vida. Este, assistente-tecnico.blogspot.pt, é um dos que valem a visita. Nomeadamente de todos os que trabalham na administração pública. Podem, por exemplo, através deste simulador que é disponibilizado no sitio, começar a fazer contas ao roubo de que vão ser vitimas já dentro de dias...
De ora em diante o link para este blogue vai estar disponível na barra lateral.
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publicado às 19:50

Quanto é que o governo vai roubar? É fazer a conta...
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publicado às 19:50

Um estranho conceito de convergência

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.14
Os últimos governos, em particular o actual, têm pautado a sua actuação por um feroz ataque aos trabalhadores da função pública. Chamam-lhe convergência, ou lá o que é, com o regime aplicável a quem trabalha na iniciativa privada e merece o aplauso entusiástico de amplos sectores da sociedade. É, pode dizer-se sem grande margem de erro, um dos poucos assuntos que reúne um estranho consenso entre a opinião pública e a publicada. Estranho, porque ou isto é um país de gente burra que come a palha toda que lhe põem na gamela ou, não sendo burros, são todos uns filhos da puta que desejam o pior possível aos outros. Ainda que daí não tirem qualquer proveito.
Vem isto a propósito da decisão do governo em aumentar para 3,5% o desconto para a ADSE. A ideia, dizem, é que o Estado deixe de financiar o sistema e o mesmo se torne auto-sustentável. Isto porque, segundo opinião que faz escola, não têm de ser os contribuintes a pagar os privilégios dos funcionários públicos. No entanto ninguém se incomoda que as empresas deduzam os custos com os seguros de saúde dos seus trabalhadores em sede de IRC. Como se neste caso não estivesse em causa o dinheiro dos contribuintes! Ou seja: O Estado não pode comparticipar a ADSE, mas pode, através dos impostos que deixa de receber, financiar os seguros de saúde de quem trabalha no privado. Deve ser isto a que chamam convergência...
Pouco convergente parece, também, o facto de quem tem seguros de saúde – pagos pelo próprio, não pela empresa – os possa deduzir no IRS. É que o mesmo principio não se aplica aos beneficiários da ADSE, dado que os descontos para este sistema não são dedutíveis naquele imposto.
Mas nada disto parece importar. O que importa é malhar nos mesmos. É disto que o povo gosta. É isto que dá votos. Ou não fosse o povo burro, ignorante, invejoso e mesquinho. Digno dos governos que tem, portanto.
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publicado às 20:07

Um estranho conceito de convergência

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.14
Um estranho conceito de convergência
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publicado às 20:07

Aluno aplicado, o Sócrates.

por Kruzes Kanhoto, em 07.01.14
Por estes dias foram contadas inúmeras histórias envolvendo, de uma ou outra forma, o falecido Eusébio. A melhor, na minha modesta opinião, foi a que José Sócrates ontem nos contou.
O ex-primeiro ministro, já se sabia, é benfiquista. Por causa do “Pantera negra”, confidenciou. A sua admiração pelo “Rei” nasceu ao som do relato do Portugal – Coreia do Norte do Mundial de Inglaterra quando, na Covilhã a caminho da escola, ia ouvindo os golos que Eusébio marcava.
Nada que surpreenda. Nessa tarde de 23 de Julho – um Sábado, por sinal – muitos portugueses se terão tornado benfiquistas. Alguns, de entre eles, até se terão licenciado ao Domingo. É o que dá, logo de pequenino, não faltar às aulas aos Sábados à tarde. Nomeadamente em tempo de férias. 
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publicado às 20:33

Aluno aplicado, o Sócrates.

por Kruzes Kanhoto, em 07.01.14
Aluno aplicado, o Sócrates.
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publicado às 20:33

"Não, obrigado"?! Nunca comi...

por Kruzes Kanhoto, em 05.01.14
Quando peço a factura relativa ao que estou a pagar tenho a sensaçãoesquisita que estou a causar um tremendo aborrecimento a quem estádo outro lado da máquina registadora. Desconfio, até, quementalmente me estão a chamar uma série de nomes nada simpáticos.Isto enquanto não evacuo a área, porque depois deve ser em alto ebom som.
Secalhar sou eu que ando a ver coisas. Mas, independentemente disso dosautomóveis a que a factura nos habilita, trata-se de um dever decidadania. De cada vez que pagamos – mesmo um simples café, porexemplo – parte desse dinheiro não é de quem nos vendeu o produtomas sim do Estado. Do país. De todos nós, afinal. Assim sendoparece-me da mais elementar justiça fazer o que está ao meu alcancepara que ele chegue ao destino. Impedir um roubo, no fundo.
Presumoque haja quem não goste. Azar. Habituem-se. É altura de, a isso dosimpostos ser coisa apenas para alguns, dizer “não, obrigado”.
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publicado às 15:24

"Não, obrigado"?! Nunca comi...

por Kruzes Kanhoto, em 05.01.14
"Não, obrigado"?! Nunca comi...
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publicado às 15:24



Quenada aprendemos com esta alegada crise, já se sabia. Que nãoapreciamos quem gere o dinheiro público com rigor e administra acoisa pública com parcimónia, também. É por demais conhecida anossa incapacidade de nos governarmos e a aversão a deixarmos quenos governem. Os últimos meses do ano agora findo, particularmenteas derradeiras semanas, foram disso um exemplo flagrante. Com aexpectativa de ver a troika pelas costas – assinalada com relógioe tudo – não falta quem volte a deitar os pauzinhos de fora. Entre outros exemplos salientem-se as festas de fim-de-ano, asluzinhas de natal ou o foguetório com o alto patrocínio de autarcasdesejosos de voltar a fazer dividas por tudo quanto é sitio. E amalta gosta. Aplaude. Exige. E alguns pagam. Os do costume, no caso.
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publicado às 21:08

Voltar a esturrar, que é o que melhor sabemos fazer!
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publicado às 21:08

Nem é preciso ser bruxo...

por Kruzes Kanhoto, em 01.01.14
Devem estar a gozar connosco. Só podem. Ou então são parvos. Mesmo admitindo os meus reduzidos conhecimentos na matéria, parece-me altamente improvável que o próximo ano traga qualquer espécie de recuperação da economia nacional. Ando há anos a escrever que não é assim que vamos lá e, apesar de garantirem sempre que para o ano é que é, a verdade é que, desgraçadamente, tenho tido sempre razão. Pelo quinto ano consecutivo reafirmo a minha convicção que vamos continuar na mesma e, pela quinta vez, manifesto o desejo de, volvidos os próximos trezentos e sessenta e cinco dias, vir aqui congratular-me por estar enganado.
Prever, por exemplo, o crescimento da procura interna num ano em que os salários vão ter a maior quebra desde que entrámos na União Europeia afigura-se, sei lá, assim um bocado contraditório. Ou, quiçá, bastante idiota. Isto, simultaneamente, com a continuação do desemprego em níveis que não param de bater recordes, os apoios sociais a sofrerem cortes consecutivos e o Estado sem dinheiro para investir ou apoiar investimentos. Neste cenário falar de recuperação é, reitero, coisa de lunáticos ou de optimistas convictos capazes de fazer o Sócrates parecer um governante ajuizado.
Restam as exportações e o turismo. Talvez. Mas isso não depende apenas da nossa vontade. O beato Paulinho irrevogável que vá rezando à nossa – dele – senhora de Fátima para que o seu eventual crescimento chegue para compensar a inevitável quebra de tudo o resto. 
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publicado às 12:43

Nem é preciso ser bruxo...

por Kruzes Kanhoto, em 01.01.14
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