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Excesso populacional ao nível da passarada

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.13
Àsemelhança do que acontece em muitas outras cidades, também Estremoz estáinfestada de pombos. Danificam monumentos, sujam edifícios, transmitem doençase são, reconhecidamente, uma verdadeira praga urbana. Nada disso impede quemuita gente, nomeadamente as dezenas de velhotes que passam os seus dias àvolta do Rossio, os alimente e contribua com essa atitude inconsciente para asua proliferação.
Nãoespero – não sou tão ingénuo quanto isso – que uma campanha de sensibilização juntodas pessoas que dão comida aos pássaros produza algum efeito. Duvido até quehaja quem a queira fazer. Isso só contribuiria para aborrecer as pessoinhas.Coisa que, obviamente, não queremos. Mas lá que convinha tomar uma medida qualquerparece-me por demais evidente. Assim, sei lá, tipo dar a pílula às pombas edistribuir preservativos aos pombos, ou isso.
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publicado às 20:18

Excesso populacional ao nível da passarada

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.13
Excesso populacional ao nível da passarada
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publicado às 20:18

Cavacopertence aquela espécie de criaturas desagradáveis que, segundo opróprio, nunca se enganam e raramente têm dúvidas. Alia a essacaracterística, já de si irritante, uma outra ainda pior. Aparentaser um daqueles decisores, como muitos que abundam nos lugares dedecisão, que está “ali” essencialmente preocupado com o “seu”.Apenas isso pode explicar a sua incessante e imensa preocupação comos cortes nas pensões e, simultaneamente, o desprezo com que olhapara tesouradas muito maiores nos rendimentos e apoios sociais dequem trabalha.
Talcomo se esperava o homem não teve dúvidas quanto àconstitucionalidade do corte nos vencimentos na função pública.Nem, diga-se, esta medida tem merecido destaque significativo juntoda comunicação social, analistas políticos, politólogos em geral,sindicatos ou até mesmo da oposição ao governo. Contrariamente,por exemplo, do que aconteceu com as TSU's. A dos pensionistas e aoutra. Mas, bem vistas as coisas, o roubo agora é muito maior, jáque a redução prevista no OE vai até aos doze por cento, enquantoantes se ficava pelos sete. Só que como é aos funcionáriospúblicos não faz mal. Desta vez ninguém se importa que o dinheirová para as empresas, os bancos e para os municípios que algunsmalucos trataram de arruinar. 
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publicado às 13:04

O defensor de reformados ricos que se está nas tintas para trabalhadores pobres
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publicado às 13:04

A couve (que podia ser) da crise

por Kruzes Kanhoto, em 28.12.13


Ofuturo desta couve não deverá ser longo. O mais provável é nemchegar à panela. Dificilmente contribuirá para um caldo verde ou umcozido. Também ninguém a mandou nascer num dos lugares maisimprováveis para o efeito. Mas, já que ali está, vai ter o mesmotratamento das suas congéneres – as couves da crise - que crescemno sitio certo. É que no meu quintal todas as couves são iguais.Não há cá discriminações.
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publicado às 15:53

A couve (que podia ser) da crise

por Kruzes Kanhoto, em 28.12.13
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publicado às 15:53

Consequências de um belo dia de inverno

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.13

Ao contrário do que aconteceu por outras paragens, por cá o temporal não causou estragos de maior. Uns ramos de árvores no chão e uma barraquita de venda de flores deitada abaixo eram os estragos mais visíveis ontem no centro da cidade.
Os telejornais exibiram por estes dias diversas reportagens dando conta das consequências do mau tempo que se fez sentir na quadra natalícia um pouco por toda a Europa. Numa delas, a dada altura, via-se um avião de pequeno porte que, alegadamente – digo eu, que isto nestas coisas convém não nos precipitarmos a atribuir culpas - teria sido virado pela forte ventania. Estava, proclamava o jornalista de serviço, de pernas para o ar. Ou, garantia-se noutro canal, de cabeça para baixo.
Esta retórica trouxe-me à memória o excerto de uma acta – documento público, portanto – de uma determinada reunião de certa Câmara, onde se escreveu, a propósito de uma situação que não vem ao caso, que as carrinhas do município em questão dormiam no respectivo parque de máquinas. Apesar de sobre esta tirada terem já passado, seguramente, perto de vinte anos ainda hoje está por esclarecer se entre elas existiria alguma que ressonasse, sofresse de insónias, sonambulismo ou qualquer outra perturbação do sono.  
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publicado às 20:24

Consequências de um belo dia de inverno

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.13
Consequências de um belo dia de inverno
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Uma crise muito peculiar

por Kruzes Kanhoto, em 25.12.13

Um estrangeiro que cheguepela primeira vez a Portugal terá alguma dificuldade em acreditar que o paísesteja a atravessar uma crise como aquela que a comunicação social internacionalvai pintando. Centros comerciais à pinha, gente a comprar como se não houvesseamanhã e as últimas novidades em material informático e electrónico no topo dasaquisições natalícias, farão qualquer um duvidar que os portugueses estejam aser vítimas de algum tipo de austeridade. Se calhar o outro é que tinha razão.Parece que, se for necessário, o pagode ainda aguenta mais um aperto. Ou dois.Ai aguenta, aguenta.  
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publicado às 20:36

Uma crise muito peculiar

por Kruzes Kanhoto, em 25.12.13
Uma crise muito peculiar
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publicado às 20:36

O apoio social é que está a dar...

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.13

A maioria das autarquias está a aprovar por estes dias o orçamento municipal para 2014. Quase todas, salvo uma ou outra excepção, colocam um travão naquilo que tem sido o desvario orçamental dos últimos trinta anos e, muito por força da legislação que a troika tem obrigado a aprovar, vamos finalmente ver os autarcas a gastar de acordo com as receitas que conseguem amealhar. Este novo paradigma não significa, como é óbvio, que passem a gastar bem. Mas, valha-nos isso, vão passar a esbanjar menos.
Ao que se vai escrevendo acerca do assunto, na moda já não estão as grandes obras. Agora é mais apoio social a desempregados e velhinhos. O que até faz sentido. Nomeadamente depois de terem andado anos consecutivos a contribuir para a falência de empresas e de nunca se terem lembrado de fomentar a criação de lares de idosos. Se fosse bera, mas mesmo bera, diria que fizeram de propósito. Que criaram o mercado. Mas se calhar a culpa nem será deles. Afinal eles só fizeram o que nós queríamos que fizessem.
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publicado às 12:43

O apoio social é que está a dar...

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.13
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publicado às 12:43

Só os mais ingénuos - ou completamente desatentos a estas coisas da politica - podiam imaginar uma posição diferente do Tribunal Constitucional acerca da tal “convergência” das pensões. Da redução das ditas, no fundo. Isto porque estamos a viver uma paranóia colectiva, derivada de muitos reformados ocuparem lugares chave na sociedade, que impossibilita a chamada a um vastíssimo leque de reformados ricos – a começar pelo Aníbal - ao clube dos sacrificados em nome da crise. É inconstitucional, diz. Trai, garantem, o principio da confiança. Seja lá isso o que for.
Dentro dos limites da Constituição estão, ao invés, os sacrifícios a que são sujeitos os trabalhadores pobres. O fim do abono de família resultou, por exemplo, uma perda superior a sessenta euros mensais em ordenados quinze vezes mais pequenos do que a reforma do Presidente da República. Ou três vezes inferiores à pensão da esmagadora maioria dos professores aposentados. Mas disso ninguém questionou a constitucionalidade. Já devíamos desconfiar que isso de educar os filhos é muito menos importante que os cruzeiros...
Curioso será saber o que dirão os homens de negro quanto à redução salarial que se prevê para o próximo ano. Desconfio que vai passar sem grandes sobressaltos. Afinal o dinheiro tem de aparecer de algum lado. É nisso que a malta confia. Tal como eu confiava em muita coisa quando, já lá vão trinta e três anos, assinei um termo de posse ao qual o principio da confiança se não tem aplicado. Deve ser para garantir as pensões daqueles que, na mesma altura e apenas ligeiramente mais velhos, estavam a assinar idêntico papel na tropa, na GNR, no Ministério da Educação ou noutro sitio igualmente lixado onde o pessoal se reforma aos cinquenta e poucos. 
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publicado às 16:50

Por mim desconfio disso do principio da confiança ou lá o que é...
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Gente fina é outra merda

por Kruzes Kanhoto, em 18.12.13


Poucohaverá a dissertar perante um cenário que se repete com inusitadafrequência em todas as zonas verdes. Isto de ter um cão noapartamento é coisa fina, o bicho tem de cagar e os donos, na suaimensa maioria, são uns verdadeiros javardos. Daí que nãosurpreenda a imundície em que os nossos relvados – e, de umamaneira geral, todos os espaços públicos - se transformaram. Mastambém não faz grande diferença. É que se originalmente terãosido pensados para ser desfrutados, principalmente, por crianças ejovens estão hoje entregues aos animais e a quem os passeia. Oubrinca. Que isto, a par dos tablets, os cães são os brinquedos preferidos da malta.
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publicado às 20:52

Gente fina é outra merda

por Kruzes Kanhoto, em 18.12.13
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Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 17.12.13


Maisum. Apenas isso. Mas, ainda assim, a maneira desleixada como estamalta abandona a viatura faz-me questionar se - por acaso e só porum remoto e improvável acaso - nenhuma destas criaturas teráequacionado a hipótese de, com este comportamento, estar aprejudicar os outros. Nomeadamente os que chegam depois e nãoencontram lugar, um que seja, para estacionar. Ou então, o maisprovável, não se importam nada com isso e preocupam-se apenas com oseu umbigo. Ao melhor espírito tuga, portanto. 
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publicado às 20:44

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 17.12.13
Estacionamento tuga
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Preto no branco.

por Kruzes Kanhoto, em 13.12.13


Abem dizer não simpatizo com isso de andar a escrever nas paredes.Acho parvo. Neste caso ainda mais parvo. Se atentarmos no muropodemos constatar o seu evidente mau estado. Mas, olhando mais empormenor, pode ver-se que alguém – o dono, a Câmara, a Junta deFreguesia ou seja quem for – o começou a pintar. Pintou só umbocadinho, é verdade, mas que iniciou o processo de pintura éinegável. E não é que foi exactamente no reduzido espaço em quea pintura apresentava alguma dignidade – e não noutro qualquerponto – que o contestatário ao governo teve de escarrapachar a suamensagem?! Se fosse um bocadinho mais ao lado faria, de certezaabsoluta, toda a diferença... Assim, como foi ali, precisamente ali,é que o governo vai mesmo para a rua!
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publicado às 20:11

Preto no branco.

por Kruzes Kanhoto, em 13.12.13
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Olha que obra tão catita!

por Kruzes Kanhoto, em 12.12.13

Desconheçose esta passadeira, de notória utilidade, terá sido “avivada”antes das últimas eleições. Se não foi, podia ter sido. E estábonita, sim senhor. Assim como a restante obra também está bastantejeitosa...
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publicado às 22:20

Olha que obra tão catita!

por Kruzes Kanhoto, em 12.12.13
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Quecas, almoços e IMI

por Kruzes Kanhoto, em 11.12.13
Municípiosfalidos, completamente inviáveis e afogados em dividas, são coisaque não falta cá pelo rectângulo. Nada disso intimida os briososautarcas que os governam. Vejam-se as almoçaradas de Natal que,nestes dias por todo o lado, são oferecidas aos eleitores maisidosos e que, no seu conjunto, seguramente nos custarão a todos unsquantos milhões de euros. Isto depois de, durante todo o ano, osterem andado a passear pelo país. E, não raras vezes, peloestrangeiro. Para além, claro, das clássicas idas ao “PreçoCerto”.
Pode– e presumo que haja – quem considere que isso dirá apenasrespeito aos munícipes dos concelhos rebentados financeiramentepelas gestões popularuchas que por lá têm passado. Nada maiserrado. O descalabro instalado nas contas dessas autarquias vai serpago por todos. Até por nós. Mesmo pelos que nunca foram a Fátima numautocarro da Câmara nem cumprimentaram o Fernando Mendes.
Estána forja legislação que, no limite, permitirá transferir parte do IMI, a resultante dareavaliação que as nossas casas tiveram no ano passado, para asCâmaras endividadas por autarcas tresloucados. Que é como quemdiz: Quem pagava, por exemplo, noventa euros e paga agora duzentos,contribuirá com cento e dez euros para o bolo que ajudará a salvaras Câmaras falidas. Se, reitero, a redacção original for aprovada. É que isto não há almoços grátis. Nemquecas oficiais à borla. Num e noutro caso uns comem e todos pagam.
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publicado às 20:45

Quecas, almoços e IMI

por Kruzes Kanhoto, em 11.12.13
Quecas, almoços e IMI
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publicado às 20:45

Que é feito da tradicional chapada?!

por Kruzes Kanhoto, em 10.12.13
Perigos vários apoquentarão, de certeza, os habitantes de Cabeceiras de Basto. Deve ser por isso que a autarquia lá do sitio decidiu promover um curso de defesa pessoal. Artes marciais ao estilo israelita. Krav Maga, ou lá o que é. Tudo grátis. Como é próprio de qualquer autarca que se preze, sempre pronto a colocar gratuitamente à disposição dos seus munícipes aquilo que não lhe pertence.
Desconheço os argumentos que terão servido de justificação para a realização desta despesa pública. Sim, porque o que se anuncia como gratuito para uns, acaba por custar dinheiro a todos. A ideia será, provavelmente, dotar a população de conhecimentos no âmbito da pancadaria que permita desmotivar eventuais ataques de meliantes. Ensinar aos velhinhos como reagir perante os patifes que lhes queiram roubar as reformas, por exemplo. Ou, talvez, promover junto das vitimas de violência doméstica uma actividade que lhes proporcionará uma forte capacidade de se defenderem dos seus agressores. Tudo boas causas, portanto. E para as quais as autarquias estão particularmente vocacionadas. 
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publicado às 12:00

Que é feito da tradicional chapada?!

por Kruzes Kanhoto, em 10.12.13
Que é feito da tradicional chapada?!
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Tragam a calculadora!

por Kruzes Kanhoto, em 09.12.13
Sefosse munícipe do Porto a noticia do regresso de Pedro Burmester àCasa da Música - o mamarracho onde, recorde-se, foram esturradosmais de cento e onze milhões de euros - deixava-me preocupado. Assim,enquanto contribuinte, os motivos que estão subjacentes ao seuregresso deixam-me só ligeiramente apreensivo.
Dizque o homem prometeu – e, pelos vistos terá cumprido - não actuarna cidade do Porto, sua terra-natal, enquanto Rui Rio fossepresidente da câmara. Isto como forma de protesto contra a politicado ex-autarca em relação à cultura. Contra a maneira rigorosa comoo anterior edil geria o dinheiro dos contribuintes, portanto. Agora,parece, tudo mudou e o pianista volta, feliz e contente, a dar largasao seu talento na cidade onde nasceu.
Acreditarque o pessoal das artes, da cultura ou a intelectualidade de esquerdaem geral, venha a perceber um dia o conceito de rigor na gestão do dinheiropúblico ou entenda que entre pão e circo a escolha terá de ser,inequivocamente, pelo primeiro, é ter as expectativas demasiadoelevadas em relação aquela malta. Por isso, os poucos que sepreocupam em gerir de forma rigorosa o dinheiro dos contribuintes sãoenxovalhados. Pior do que isso. Quase ninguém tem coragem de fazerfrente a essa tropa fandanga. É o politicamente correcto. Essa novaditadura que se instalou entre nós.   
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publicado às 14:30

Tragam a calculadora!

por Kruzes Kanhoto, em 09.12.13
Tragam a calculadora!
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Brincar com a água

por Kruzes Kanhoto, em 08.12.13
Anoticia hoje, divulgada pelo Diário de Noticias, segundo a qual opreço da água poderá em breve aumentar de forma significativa nãoconstitui surpresa. O actual modelo é desadequado e, principalmente,injusto. Desadequado porque, salvo raras excepções, os custos reaisdo sistema são desconhecidos. Pior do que isso. São, muitas vezes,liminarmente ignorados. É, também, injusto dado que o preço variade um concelho para outro ao sabor de politicas populistas,eleitoralistas, demagógicas e, principalmente, incompetentes.
Jádizia a minha avó, na sua imensa sabedoria, que a água não se negaa ninguém. Nem, acrescento eu, devia ser um negócio. Mas agora,chegados a este ponto, parece quase inevitável que o seja. E a culpaé nossa que nos pusemos a jeito. Quando cada metro cúbico noscustar dois ou três euros, vamos rabujar e chamar nomes a uns certosmalandros. Pena que ninguém tivesse pensado nisso quando andámos abrincar com a água.

PS-Quando escrevo nós é isso mesmo que quero escrever. Quem é quesucessivamente elegeu os políticos muita porreiros que negociam o precioso liquido como se fosse uma qualquer mercadoria, o vendem ao desbarato ou, em muitascircunstâncias, até o dão?!
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publicado às 15:37

Brincar com a água

por Kruzes Kanhoto, em 08.12.13
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As agressões verbais também contam?!

por Kruzes Kanhoto, em 07.12.13
Alei recentemente aprovada pelo parlamento que criminaliza os maustratos a animais domésticos tem merecido – justamente, talvez –uma quase unanimidade de comentários favoráveis. Acredito, noentanto, que será mais uma, entre tantas outras, a não teraplicação prática. Será até, como acontece amiúde, o próprioEstado que não a vai cumprir quando licenciar canideos que nãodispõem de condições de acomodação adequada. Como os que vivemfechados em apartamentos, por exemplo. Que isto não é só o tãocriticado “bidon”, a servir de casota, que é inapropriado para oscanitos.
Oteor da legislação definirá, presumo, o tipo de animal que se podeconsiderar como doméstico. É que se todos os animais são iguais,neste caso, convém que alguns sejam mais iguais que outros. Umacobra, um jacaré ou uma aranha venenosa dificilmente podem serenquadradas nessa categoria. Mais. De ora em diante que os tiver emcasa está a incorrer num crime. Manter qualquer um destes animaisprisioneiros é dos piores maus-tratos quem se lhe pode infligir. Enão falta quem o faça. Impunemente.
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publicado às 22:10

As agressões verbais também contam?!

por Kruzes Kanhoto, em 07.12.13
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Podemos sempre aumentar o IMI...

por Kruzes Kanhoto, em 06.12.13

Nasequência da divulgação a nível nacional destes dados, um jornallocal – na edição em papel e na versão online – fez uma breveanálise ao número de trabalhadores que algumas autarquias da regiãoempregam tendo em conta a população residente. Não vou comentar osnúmeros. Não me apetece. Nem, sequer, são eles que importam para ocaso. Perante este artigo o que verdadeiramente me surpreende é afrase entre parêntesis. Aquela que tem uma espécie de sublinhado avermelho. Há ali qualquer coisa que me escapa. Nomeadamente quando,ao que consta, o dinheiro escasseia. E de, também, ser quase unânimeque ao Estado não compete o papel de criador de emprego mas sim o depotenciar a sua criação pelas empresas. 
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publicado às 23:14

Podemos sempre aumentar o IMI...

por Kruzes Kanhoto, em 06.12.13
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A difícil arte de comer filhoses meladas

por Kruzes Kanhoto, em 05.12.13
Nãosou grande apreciador de filhoses. Nem nunca fui. Muito menos agoraque começo a ter preocupações com isso do colesterol. E depois háaquela parte de ficar com os dedos besuntados. Sim, porque aquilo nãoé coisa que se coma de faca e garfo. Como mostra o vídeo. Realizado por mim, diga-se, na última Cozinha dos Ganhões.


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publicado às 23:08

A difícil arte de comer filhoses meladas

por Kruzes Kanhoto, em 05.12.13
A difícil arte de comer filhoses meladas
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Estes macacos ainda não aprenderam...

por Kruzes Kanhoto, em 04.12.13

No principio, quando a reciclagem era uma novidade, os publicitários inventaram um macaco – o Gervásio, ou lá como se chamava o bicho – mas nos incentivar a reciclar. A tarefa era tão fácil, garantiam, que até o símio a aprendeu a executar em menos de nada. Passados todos estes anos – e são muitos – ainda há uns estafermos que desconhecem o conceito. Ou então – hipótese a não descurar – estão num estádio de desenvolvimento mais atrasado que o Gervásio.
Presumo que a generalidade das pessoas não sabem – o que não surpreende, porque ninguém lhes explica – que o facto de não reciclarem os resíduos que produzem nos custa dinheiro. Muito e a todos. Mas isso parece importar pouco. Afinal nós semos ricos,  samos?!
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publicado às 20:02

Estes macacos ainda não aprenderam...

por Kruzes Kanhoto, em 04.12.13
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publicado às 20:02

Deve ser, assumo, problema meu. Mas, de verdade, nãoestou a ver razão para a histeria colectiva que tem assaltado acomunicação social a propósito da intenção do governo de reduziras pensões de aposentação. Tudo o resto parece que não interessa.O desemprego, a diminuição de apoios sociais, a falta deperspectiva de futuro para os jovens ou, até porque o barco é omesmo, os cortes nos vencimentos dos funcionários públicos, nãomotivam idêntico nível de preocupação nem constituem tema quemereça, da parte dos média, o mesmo tratamento.
Tal ficará a dever-se, não vislumbro outro motivo, aofacto de Portugal ser um país de reformados. São muitos, logoqualquer assunto que os envolva garante audiência. Destes, não sãopoucos os que ocupam lugares de destaque na governação do país –logo a começar pelo Aníbal, que nunca escondeu as suas preocupaçõescom a sua reforma –e ainda serão mais os que se dedicam a fazer opinião em tudo o queé jornal, rádio e televisão. Nomeadamente a opinar em defesa dasua dama. A sua rica reforma. Que, ao contrário da maioria dosaposentados e dos que trabalham, é mesmo rica.
Não está, obviamente, em causa a reprovação quemerece esta medida do governo. Tenho as pontas dos dedos gastas detanto me indignar contra ela e outras do mesmo genero. O que merepugna é a maneira como a coisa é apresentada. A parcialidadeescandalosa com que o assunto é tratado. O descaramento com que mequerem fazer acreditar nas dificuldades por que estarão a passar.Que diabo. Eu também tenho cortes no vencimento – o que me deixavisivelmente aborrecido – e ganho várias vezes menos do que aquelamalta que me enche o ecrã da televisão de lamentações. Façammenos cruzeiros e vão ver que nem notam a austeridade!
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publicado às 19:59

Mas os cortes são só nas pensões? É que até parece que são apenas os pensionistas as vitimas destes malucos
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publicado às 19:59

Numa coisa concordo com todos aqueles – e têm sido muitos – que manifestaram a opinião, seja qual for o meio utilizado, que o aumento do salário mínimo constituiria um crime contra os mais pobres porque, garantem, isso contribuiria para aumentar o desemprego e dificultaria, ainda mais, o acesso ao mercado de trabalho aos jovens e aos menos qualificados. Contrariado mas não vejo, nas actuais circunstâncias, como não concordar.
Há mesmo quem defenda, não só de agora mas desde tempos imemoriais, que nem sequer devia existir um mínimo estabelecido por lei para a remuneração do trabalho. Por acaso também acho. São, afinal, dois os itens em que estou de acordo com essa corrente de pensamento. É que, vendo bem, se o mundo fosse tão perfeito como estes opinadores defendem, o desemprego seria praticamente erradicado. Arrisco, até, que o problema passaria a ser a falta de mão de obra.
Nunca tinha equacionado a coisa desta forma mas, visto o tema por este prisma, é, de facto, verdade. Contorço-me de raiva por nunca ter pensado nisso antes, enquanto me vergo perante tanta sapiência. Mais, torno-me desde já um defensor dos salários baixos. Baixíssimos, mesmo. Miseráveis, até. E garanto que, caso esta idílica perspectiva se concretize e os ordenados passarem a ser, sei lá, tipo 50 euros por mês, crio de imediato meia dúzia - ou mais - de postos de trabalho lá na herdade. Se houver quem não se importe de ser escravo, claro.
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publicado às 19:44

Sim, estou de acordo. E simultaneamente de opinião contrária.
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publicado às 19:44

António Costa, o autarca da capital, parece ser o preferido das esquerdas para chefiar o governo a sair de umas próximas – ou apenas relativamente próximas – eleições legislativas. Ao homem são apontadas umas quantas virtudes que, dizem, têm andado afastadas dos antigos e, também, do actual líder do partido socialista. Para além, garantem, de seguramente ser muito mais capaz de governar o país do que o Parvus Coelho.
O meu habitual cepticismo em relação aos políticos - e em particular aos autarcas – não me permite concordar com o quase consenso em redor do senhor Costa. Por muitas razões. A primeira, porque tenho uma vaga ideia de este destacado militante socialista ter sido o número dois do governo socrático. O tal que rebentou com as nossas finanças e que cavou um buraco de dimensões apocalípticas nas contas do país. Como não se afigura provável que o actual edil tenha aprendido grande coisa desde então, está-se mesmo a ver o rumo que isto levará com ele ao leme...
Depois, porque as suas prioridades, mesmo em momento de crise, são de continuar a gastar os recursos que não têm em futilidades, principalmente em tempo de crise, em lugar de pagar as dividas. Ainda ontem o cavalheiro, na inauguração da iluminação de natal da capital, manifestou opiniões curiosas quanto à maneira de gerir o dinheiro dos contribuintes. Para ele poupar, em anos anteriores, nas iluminações de natal foi um erro que não voltará a repetir. Pois. Gaste, gaste. Que no gastar é que está o ganho. Eleitoral, apenas.  
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publicado às 12:34

Um autarca em primeiro-ministro?! A esquerda não tem mesmo amor à carteira...
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publicado às 12:34



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