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Dividas das autarquias do distrito de Évora

por Kruzes Kanhoto, em 30.06.13
Nossites dos municípios a divulgação de eventos culturais, festas,espectáculos de toda a ordem ou as actividades em prol da populaçãoem que o respectivo presidente está envolvido, são tudo matériasmerecedoras de especial destaque. Já a informação relativa àmaneira como é aplicado o dinheiro dos munícipes e contribuintes emgeral, é outra conversa. Apesar de ser de publicação obrigatória,a informação disponível é, quase sempre, difícil de descobrir, em muitos casos desactualizada e, não raras vezes, nemsequer é disponibilizada.
Apesardas dificuldades descritas pode constatar-se que os catorze municípiosdo distrito de Évora tinham em 31 de Dezembro de 2011, no seuconjunto, uma divida total – banca e fornecedores – de 193,9milhões de euros. Pode, até, nem parecer muito. A menos que comecemos a pensar em dividir este valor pelos 167.434 habitantes...
Osdados referentes a 2012 não são, por enquanto, conhecidos na suatotalidade. Cinco municípios, apesar de terem as contas apreciadasdesde Abril, não tiveram até hoje tempo para as publicitar norespectivo sitio da Internet. Ou então esconderam-nas tão bem quenão as consigo localizar. Os valores em divida, ao que tudo indica,ainda que se mantenham demasiado elevados, irão ficar abaixo dosapurados em 2011. O que, no seu conjunto, é de louvar.
Dosmunicípios que já divulgaram os resultados o destaque, pelapositiva, para Estremoz, com uma redução da divida em 22,4% e, pelanegativa, para o Alandroal que viu, no espaço de um ano, o valor dadivida subir de 19,6 para 20,2 milhões de euros.
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publicado às 16:02

Dividas das autarquias do distrito de Évora

por Kruzes Kanhoto, em 30.06.13
Dividas das autarquias do distrito de Évora
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publicado às 16:02

Nuncapercebi muito bem a legitimidade – e sublinho legitimidade - de umpiquete de greve. Que é o que chamam a um grupo de gajos - porvezes também há gajas – estrategicamente colocados à entrada deuma fábrica, estaleiro ou seja lá o que for. Nem, sequer, entendo apermissividade e a tolerância com que são tratados por quem temcomo obrigação manter a ordem e assegurar a liberdade de circulaçãodaqueles que, mesmo em dia de greve, pretendem trabalhar.
Temesta malta – a dos tais piquetes – a intenção de intimidaraqueles que escolheram outra opção. Coisa que a mim, mas se calharé algum problema meu, parece muito pouco coincidente com o conceitode democracia e nada respeitadora dos princípios da livre escolha emque assenta a sociedade em que todos – ou, pelo menos, a esmagadoramaioria – pretende viver. Verdade que o pessoal dos piquetes é,também ele, livre de escolher as suas opções. Mas, que é quequerem, faz-meespécie que não optem por aproveitar o dia de grevepara ficar na cama até mais tarde em lugar de ir aborrecer quemapenas quer trabalhar.
Apatética tentativa de evitar a saída de autocarros da carris, quepode ser apreciado num vídeo amplamente divulgado na net, é pordemais evidente que era na caminha que deviam estar os elementos dopiquete de greve. Uns quantos deitaram-se no chão, provavelmentecheios de sono, e necessitaram mesmo da ajuda dos agentes daautoridade para se levantar. Outros perguntavam insistentemente,enquanto a policia os afastava para abrir caminho à passagem dosautocarros, porque é que os estavam a empurrar. Era, digo eu, paranão serem atropelados. Ou então porque não saíram quando osagentes amavelmente lhes solicitaram que evacuassem a área. 
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publicado às 15:24

Não suporto piquetes de greve. Seja lá isso o que for.
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O pantomineiro, afinal, devo ser eu.

por Kruzes Kanhoto, em 27.06.13
Parece-meter ouvido dizer que existem funcionários públicos em excesso.Seria, ao que me pareceu ouvir, na área administrativa que o númerode empregados do Estado estaria especialmente inflacionado face àsnecessidades da administração e à capacidade desta em suportar oscustos salariais com tão elevada quantidade de gente. Ao que suponhoter ouvido, o governo estará a preparar-se para colocar no olho darua – requalificação, mobilidade, ou lá o que é que agorachamam ao acto de despedir – umas quantas dezenas de milhares defuncionários. De que, como faz questão de salientar, não precisapara assegurar o regular funcionamento dos serviços.
Mastudo isto, presumo, devo ter sido eu a sonhar. Ou então por, a maiorparte dos dias, apenas ouvir as noticias de manhã. Quando estounaquela fase em não tenho a certeza se ainda estou a dormir ou jáestou acordado. Isto porque, depois, ao longo do dia, a realidadeencarrega-se de provar o contrário. Neste caso mostra-me claramenteque ando a ouvir mal, a deturpar as noticias e, quiçá, a pregarpantominices a quem me quer ouvir ou ler. O governo não pretende,afinal, despedir ninguém. Como, igualmente, não existemfuncionários a mais. Bem pelo contrário, precisamos é de maispessoal. Veja-se o caso de um organismo público que, na ausência derecursos próprios, tem recorrer a uma empresa de trabalho temporáriopara dar conta do recado. Ou do serviço.
Situaçõesdesta natureza ocorrem com inusitada frequência nos mais insuspeitosorganismos da administração pública. Contratam-se empresas detrabalho temporário a preços exorbitantes que, por sua vez, pagamuma miséria aos trabalhadores que recrutam. Podia perguntar-me o queé feito da diferença entre o muito que o Estado paga a mais do quepagava antes e o que o novo trabalhador recebe a menos do que aqueleque lá estava. Poder, podia. Mas era uma pergunta desnecessária.
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publicado às 15:28

O pantomineiro, afinal, devo ser eu.

por Kruzes Kanhoto, em 27.06.13
O pantomineiro, afinal, devo ser eu.
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publicado às 15:28


Estouque nem posso. Faltam-me as palavras para formular consideraçõesjocosas, ou mesmo de outra natureza, acerca de uma revelação comoesta. Isto, claro, partindo do principio que a noticia é verdadeira.É que até a mim me custa a acreditar!

Fonte:http://www.jornal-fundamental.com/noticias_show.htm?noticia=1393&title=C%E3o%20do%20presidente%20da%20C%E2mara%20vai%20ao%20cabeleireiro%20no%20carro%20oficial
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publicado às 09:52

"Cão do presidente da Câmara vai ao cabeleireiro no carro oficial"
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publicado às 09:52

Osecretário geral do partido socialista garantiu aos autarcassocialistas que, logo que chegue ao poder, tratará de revogar a leidos compromissos. Presumo que a audiência tenha exultado. Para osportugueses essa é, ainda que a maioria nem saiba do que se trata,uma péssima noticia.
Alei em causa pretende, no essencial, limitar os gastos dasadministrações públicas obrigando-as a só comprar quando têmdinheiro para pagar nos noventa dias seguintes. A ideia é que ospagamentos em atraso não cresçam e que o Estado passe a cumprir osseus compromissos dentro de um prazo aceitável. E, em determinadascircunstâncias, mesmo os três meses previstos ainda parecemconstituir um espaço de tempo demasiado dilatado.
Oranada disto interessa a quem sempre se habitou a governar gastando oque tem e o que não tem, a comprar hoje e a pagar quando calhar e,em suma, a esturrar dinheiro como se não houvesse amanhã. O que,qualquer parvo sabe, terá sempre como consequência num futuro maisou menos próximo a destruição de emprego e da economia.
Tambémfoi assim que nos habituamos a ser governados. Daí que nospreparemos para trazer de volta ao governo a bandalheira socialista.É disso que gostamos e é apenas assim que sabemos viver. Um dia,quando tivermos mesmo a sério de pagar a conta, alguém o fará emnosso lugar. Achamos nós. 
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publicado às 12:36

A culpa não é de quem não paga. É de quem não compra...Ou a teoria socialista para o crescimento.
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Bicha

por Kruzes Kanhoto, em 22.06.13

Estajibóia – anaconda, quase – terá sido atropelada mortalmentequando tentava atravessar a estrada. Ou então morreu de outramaneira qualquer. O que não me tranquiliza é saber que estas bichasse passeiam pelas redondezas.   
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publicado às 16:25

Bicha

por Kruzes Kanhoto, em 22.06.13
Bicha
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Nem com passadeira lá vamos!

por Kruzes Kanhoto, em 22.06.13
Adeposição em aterro do lixo que produzimos custa anualmente aoscofres dos municípios muitos milhões de euros. Esta factura podiaser significativamente reduzida se, em lugar de jogar tudo para ocontentor, fosse feita por cada um de nós uma adequada separaçãodos resíduos domésticos. Ou seja, sempre que um material reciclávelnão é depositado num ecoponto estamos todos a pagar por isso. Daía importância de estender a passadeira à reciclagem. Que é comoquem diz à poupança.
Masestas coisas interessam muito pouco a eleitos e eleitores. A uns nãodão votos e a outros – pensam eles – não custa dinheiro. Importante mesmo é lamentar que não nos deixem continuar a fazer avidinha de sempre. Que, achamos nós, alguém há-de continuar apagar. 
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publicado às 13:18

Nem com passadeira lá vamos!

por Kruzes Kanhoto, em 22.06.13
Nem com passadeira lá vamos!
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AEsquerda não nutre particular apreço pelas manifestações queestão a levar para a rua milhares de brasileiros. Logo agora queestava tudo a correr tão bem lá pelo país dos dilmos. Investimentopúblico de muitíssimos milhões, nomeadamente em estádios defutebol e infraestruturas para os jogos olímpicos, com a consequentecriação de postos de trabalho no sector da construção, e, mesmoassim, o povo não está satisfeito?! Uns mal-agradecidos! Ou entãosão todos de direita e deviam ser severamente punidos. Que isto ademocracia é muito bonita, as reivindicações populares também,mas apenas quando são os movimentos e os partidos de esquerda aorganizar a coisa quando, como cá, se trata de pagar a conta dafestança. 
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publicado às 17:50

Os manifestantes brasileiros são uns perigosos reaccionários
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Cavaco, o apressado.

por Kruzes Kanhoto, em 20.06.13

Nãopercebo porque se surpreendem com a rapidez estonteante do presidentena promulgação da lei relativa ao pagamento dos subsídios deférias. A sério. Cavaco estará, apenas, a ser coerente. Ele teráquerido acautelar que o subsidio de férias a que tem direitoenquanto pensionista não lhe vai ser pago em Julho. Estará aguardá-lo para Novembro. E, do seu ponto de vista, faz bem. Não váfaltar-lhe o dinheiro para as compras de natal como, coitado, teráacontecido da outra vez.
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publicado às 14:14

Cavaco, o apressado.

por Kruzes Kanhoto, em 20.06.13
Cavaco, o apressado.
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Ele disse "trabalhar"?!

por Kruzes Kanhoto, em 19.06.13

Deveter sido impressão minha. Só pode. Algo assim do tipo andar a ouvircoisas. Mas, verdade verdadinha, que estava capaz de jurar que ouvi oCavaco dizer, num local qualquer onde se deslocou para plantar umaárvore, que o que é preciso é trabalhar. Uma receita apenas paraaplicar aos outros, pelos vistos. Porque quando toca a mandarem-notrabalhar a ele a coisa muda de figura.
De salientar, a propósito da presidencial plantação, que o buraco  foi previamente cavado. O senhor só teve de chegar lá e pespegar com a arvorezita no sitio. Grande coisa. Assim também eu, olha. 
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publicado às 18:38

Ele disse "trabalhar"?!

por Kruzes Kanhoto, em 19.06.13
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Histórias da carochinha

por Kruzes Kanhoto, em 18.06.13
Háquem acredite que em Abril de 1974 andávamos quase todos descalços.Assumem-no como um facto indesmentível. E que ninguém se atreva acontradizê-los. Só falta, mas tenho esperança de ainda encontraruma dessas pérolas, garantirem que foi o companheiro Vasco queforneceu o primeiro par de sapatos a oito milhões de portugueses. Oumais.

P.S- Esta estimativa é baseada nos portugueses descalços que, segundoo autor da resposta ao meu comentário, circulavam por essa altura naAvenida de Roma..
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publicado às 10:20

Histórias da carochinha

por Kruzes Kanhoto, em 18.06.13
Histórias da carochinha
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Inquietações

por Kruzes Kanhoto, em 17.06.13
Nãofaço juízos de valor acerca da greve dos professores. Primeiroporque não tenho nada que os fazer, segundo porque quem perde o seuo tempo a ler o que por aqui vou escrevendo sabe o que penso emrelação a algumas das questões que conduziram a esta luta e, porúltimo mas mais importante, porque não me apetece.
Há,no entanto, algo que me inquieta. Muito deve ter mudado nosindicalismo nacional desde o tempo em que eu ligava a essas coisas.Recordo-me de, nessa altura, por ocasião de uma greve da funçãopública que se realizou praticamente nas vésperas de umas eleiçõesquaisquer, um sindicato ter recomendado aosgrevistas que, apesar da greve, fosse garantido que a realização doacto eleitoral não sairia prejudicada.
Poucome importa se eram os sindicatos de antanho que estavam certos e osde agora que estão errados. Ou o contrário. Ou se ambos estãocertos. Ou ambos errados. Mas tenho a certeza quanto a uma coisa.Alunos, funcionários públicos e professores são muito maisimportantes do que políticos ou sindicalistas. O passado não deixadúvidas quanto a isso. E o presente também não.  
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publicado às 16:44

Inquietações

por Kruzes Kanhoto, em 17.06.13
Inquietações
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A fé está pela hora da morte

por Kruzes Kanhoto, em 16.06.13
OEstado é laico. Mas isso é o que está escrito na Constituição. Arealidade, nessa como noutras temáticas, nem sempre tem grandeaderência à lei fundamental do país. Certamente estribado em leisque garantem a legalidade do procedimento, na tradição secular queimportará assegurar e, se necessário for, em vários pareceres quegarantirão a regularidade da acção, o poder politico não hesitaem promover manifestações de carácter religioso. Veja-se o exemplode uma empresa municipal que entendeu contratar à paróquia da terraa organização de uma procissão. Pagando para isso, naturalmente.
Julgavaeu – vejam lá a minha ignorância - que isso de organizarprocissões era coisa da competência, em rigoroso exclusivo, daigreja. E que ninguém lhe pagava para as fazer. Até porque - mas láestá, eu não percebo nada disso - não hão-de ser eventosespecialmente caros. Tinham mesmo a impressão que se faziam deborla. Esta não foi o caso. Custou(-nos) dezoito mil euros.
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publicado às 15:56

A fé está pela hora da morte

por Kruzes Kanhoto, em 16.06.13
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Será algo relacionado com o nome?

por Kruzes Kanhoto, em 15.06.13

Há,diz-se, quem seja capaz de vender a própria mãe. De vender a dosoutros – ou qualquer outra coisa - todos somos capazes. É, pelomenos, o que parece deduzir-se do significado desta expressão. Secalhar será mesmo assim. Vem isto a propósito de um poetacolombiano que pretenderá vender os testículos. Provavelmente nãolhe farão falta nenhuma. Já o dinheiro que espera obter com ainsólita venda vai dar-lhe muito jeito. Para viajar pela Europa. Dizele. O Brochero, assim se chama a criatura.
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publicado às 18:30

Será algo relacionado com o nome?

por Kruzes Kanhoto, em 15.06.13
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Lamentavelmente não havia outra...

por Kruzes Kanhoto, em 15.06.13

Depoisde aqui ter manifestado o meu desencanto pela ausência deprodutividade da cerejeira que ornamenta o quintal cá de casa, queparece não servir para mais nada do que fazer sombra e crescer parao lado dos vizinhos, constatei que estava a ser injusto. Afinal haviauma. Ou melhor, havia “a” cereja. Lamentavelmente, de outra nemsinal. O pior vai ser dividi-la por quatro...
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publicado às 15:17

Lamentavelmente não havia outra...

por Kruzes Kanhoto, em 15.06.13
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Sem projecto, sem licença e sem alvará...

por Kruzes Kanhoto, em 14.06.13
Há noticias que me deixam com os poucos cabelos em pé e  com as restantes pilosidades igualmente eriçadas. Hoje foi a de um casal de reformados que após a aposentação resolveu dedicar-se à agricultura. Nada de mais. Se lá chegar sou capaz de fazer o mesmo. O pior é que, para fazerem as refeições de forma mais confortável, construíram  na propriedade uma mesa e uma churrasqueira em cimento. Grave erro. Agora têm a Câmara lá do sitio à perna.  Diz que se não apresentarem um projecto, daqueles todos catitas assinado por um arquitecto, vão ser multados. Talvez até a obra venha a ser demolida, digo eu. 
Presumo que a “obra” seja um mamarracho. Talvez constitua mesmo um daqueles atentados urbanísticos que por aí se vão vendo. Fará, portanto, a autarquia muitíssimo bem em zelar pela qualidade de vida dos outros munícipes afectados pela construção. Exigir um estudo de impacto ambiental, um arranjo paisagístico da zona envolvente e, quiçá, a reversão para a Câmara de uma parcela do terreno circundante, não me parece de todo descabido. Isto, claro, para além do parecer da CCDR da região, do IGESPAR, da Direcção regional de agricultura, dos bombeiros e de mais umas quantas entidades com responsabilidade nestas matérias. Sem isso nada de licenciar o parque de merendas. 
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publicado às 19:50

Sem projecto, sem licença e sem alvará...

por Kruzes Kanhoto, em 14.06.13
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publicado às 19:50

Deixem-me lá levar a "bicicleta"!

por Kruzes Kanhoto, em 13.06.13
Nada percebo de economia. Sou, igualmente, um ignorante em ciências ocultas. Não foi, no entanto, a ausência de conhecimento nestas áreas que, em pleno consolado socretino, me inibiu de publicar a minha opinião acerca do que seriam as consequências das politicas do governo socialista. Fui, à conta disso, alvo de comentários jocosos onde a minha ignorância relativamente ao que escrevia – aqui e noutros locais por onde espalhei os meus bitaites – foi amplamente salientada.
Recordo, também, a satisfação que vi em alguns rostos quando, já no reinado do Coelho, os funcionários públicos ficaram sem subsídios de férias e natal. Reforcei nessa altura a convicção que isso de nada serviria para equilibrar as contas nacionais e, pelo contrário, contribuiria para afundar ainda a economia do país.
Lamentavelmente nem a tralha socrática, que antes apreciavam os cortes e agora os abominam, nem os laranjas podres, que antes achavam pouco os cortes do Sócrates e até queriam cortar mais que a troika mas agora quase têm vergonha de dizer que são do PSD, têm a honestidade intelectual de reconhecer que estavam errados. 
Pela minha parte preferia não o fazer. Teria sido melhor para todos. Mas a verdade é que tive razão em tudo o que escrevi. Nem era, reconheça-se, difícil de calcular que o resultado ia ser este. Portanto, na impossibilidade de o fazer individualmente, devolvo a todos os comentadores – daqui, doutros blogues e foruns e também da “rua” - todos os nomes que me chamaram sempre que previ esta desgraça. Ah, e não precisam de agradecer. 
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publicado às 21:29

Deixem-me lá levar a "bicicleta"!

por Kruzes Kanhoto, em 13.06.13
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publicado às 21:29

Os enraivecidos do facebook

por Kruzes Kanhoto, em 12.06.13
As imagens de um grupo de cães a atacar um boi estão a causar um nível de irritabilidade de proporções épicas entre os amigos da bicharada. E não só, sejamos justos. Que a crueldade, principalmente contra os animais, deixa muita gente em choque. A ira sobe de tom quando, como é o caso, envolve figuras mais ou menos conhecidas. Isto, claro, a confirmarem-se a alegada origem das fotos e o não menos alegado local onde terão sido recolhidas. 
As imagens, a serem verídicas, retratam uma malvadez sem limites. Convém, contudo, recordar que nem tudo o que parece é. Não vou sugerir que a cena foi adulterada, as fotos foram objecto de intervenção artística ou que foram obtidas do outro lado do mundo. Acho apenas que a esmagadora maioria dos que as tem comentado podia ser ligeiramente mais comedido nas opiniões.
É por estas, e também por outras parecidas, que considero o “pisco” no “mostrar no feed de noticias”  uma das melhores ferramentas do facebook. Nomeadamente para quem, como eu, não aprecia vídeos de gatinhos fofinhos, não tem interesse em saber o que é o almoço ou o jantar de ninguém, se está nas tintas para que Jesus ou ou santo qualquer nutra por si um grande amor, nem, principalmente,aprecie piadolas de anti-benfiquistas. Ou, como no caso presente, acha  um tudo nada exageradas certas reacções de pessoas aparentemente normais. Mas, se calhar, só aparentemente. 
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publicado às 21:45

Os enraivecidos do facebook

por Kruzes Kanhoto, em 12.06.13
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publicado às 21:45

Os alhos da crise

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.13

Ainda queatacados pela alforra – diz que é assim que se chama a doença queataca esta espécie – os alhos da crise deram uma produção dentrodos limites expectáveis. Presumo, por isso, que a colheita torne acozinha cá de casa auto suficiente quanto a este ingrediente. Masnão sei ao certo. Nessas artes sou um verdadeiro artola. Talvez, mascontinuo igualmente sem certezas, constituam guarnição suficientepara afastar um ou outro vampiro. Se os houver, claro. 
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publicado às 20:12

Os alhos da crise

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.13
Os alhos da crise
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Andarilho artilhado

por Kruzes Kanhoto, em 10.06.13


A qualidade dasfotos não é a melhor – pronto, estão uma merda – mas para ocaso não interessa muito. O que importa realçar é o espírito doidoso que conduz este andarilho. Preocupado, talvez, com uma eventualconcentração de velhotes nas deslocações até à casa de banho ou ao refeitório, capaz de provocar algum acidente – assimdo tipo pisar os calcanhares ao parceiro da frente – resolveuinstalar uma buzina no seu auxiliar de locomoção. Ou então foimesmo na brincadeira, apenas para reinar com os seus companheiros ecompanheiras do lar de idosos. 
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publicado às 13:29

Andarilho artilhado

por Kruzes Kanhoto, em 10.06.13
Andarilho artilhado
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publicado às 13:29

O tempo, esse malandro.

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.13
Está tudo explicado. Afinal a retoma só não acontece por causa do tempo. É o que garante o sábio Gaspar e, se ele o diz, tem de certeza toda a razão. Por mim, devo dizer, já andava desconfiado que a culpa era disso do tempo. Faz, até, algum tempo que o ando a escrever. O tempo que esta gente – e a outra que lá esteve antes – perdeu a tomar as opções que tomou e que, estava-se mesmo a ver à muito tempo, iam dar nisto. 
Apetece-me também incriminar o tempo em que se construíram estádios, auto-estradas, multiusos, piscinas, centros culturais, escolas onde não há crianças, parques desportivos onde só moram velhos, distribuiu subsídios, arregimentou gente para a função pública e, em resumo, se esturrou dinheiro como se não houvesse amanhã. Nem, tão pouco, um tempo em que teríamos de pagar a conta. 
Sobra-me, igualmente, vontade de responsabilizar o tempo que ninguém teve para se manifestar estridentemente, como fazem agora, contra o rumo que o país estava a seguir. O tempo que agora lhes sobra para protestar contra os tempos que vivemos. Mas o pior - e que verdadeiramente me atormenta -  é que, a esmagadora maioria, ainda não tiveram tempo de perceber que vivemos noutro tempo.  



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publicado às 15:10

O tempo, esse malandro.

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.13
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Vendam essa a outro!

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.13
“A divida dos países não se paga, gere-se”. Ainda que pareça desculpa de mau pagador, esta frase é absolutamente verdadeira. Mas, lamento discordar de muitos que a estão a usar na tentativa de justificar erros do passado e do presente, não se aplica no caso português. A divida do Estado – onde, naturalmente, se incluem o estado central, regional, local e as empresas públicas – é impossível de gerir se continuarmos a viver pelos mesmos padrões de há meia dúzia de anos atrás. Essa história do “isto não pode parar”, “os nossos filhos pagam as nossas dividas tal como nós pagamos as dos nossos pais e estes já pagaram as dos nossos avós” ou “quem vier que pague as dividas que eu deixar porque eu já paguei as que encontrei”, é conversa de tolinho. Por mais escola que ainda faça entre gestores tão aptos a gerir a coisa pública como eu a dizer missa. 
Este, estou em crer, será um debate que não vai acontecer na próxima campanha autárquica nem na que, provavelmente, se seguirá para eleger o novo parlamento. Até porque não interessa a ninguém. Nem, sequer, aos que são esmifrados para pagar todas as tropelias que, em nome de uma alegada melhoria da sua qualidade de vida, se vão fazendo de lés a lés. É deprimente, mas é o que temos.
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publicado às 13:12

Vendam essa a outro!

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.13
Vendam essa a outro!
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publicado às 13:12

Menos uma hora para consumir

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.13
Notáveis algumas ideias que tenho lido cerca do aumento do horário de trabalho na função pública. Que é para aproximar do que se pratica no sector privado, diz quem acredita na versão oficial. O que, acrescenta, se trata de uma questão  da mais elementar justiça relativamente aos restantes trabalhadores. Talvez seja. Ainda que, mas isso deve ser defeito meu, me pareça que esta posição evidencia mais um sentimento de vingança do que de qualquer outra coisa.   
Que assim, há quem defenda esta tese, graças ao prolongamento de horário dos funcionários públicos – esses malandros, convém acrescentar – o cidadão comum, que se farta de trabalhar para manter essa cambada de gabirús, tem mais tempo tratar dos seus assuntos nas repartições públicas. Embora, saliente-se, hoje em dia quase tudo se possa fazer a partir de casa. Ou de qualquer outro local, com um desses aparelhos ultra modernos que os tugas compram mal são lançados no mercado. É que essas traquitanas, não sei se a generalidade do pessoal sabe, dão para fazer mais coisas do que estar ligado ao facebook. 
Por mim, já escrevi em diversos posts, não me aquece nem arrefece. É-me indiferente. O mesmo não sei se poderão dizer muitos dos que agora se regozijam por ver aplicado mais um “castigo” aos vizinhos, conterrâneos ou compatriotas. É que ainda estamos para ver o impacto que este prolongamento de horário vai ter nos sectores privados da economia. Desconfio, mas isso sou eu que tenho a mania de fazer contas, que é capaz de não ser lá muito positivo. Que o Estado vai gastar mais, disso não tenho dúvidas. Que os funcionários ficam com menos uma hora para gastar dinheiro, também não...
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publicado às 21:32

Menos uma hora para consumir

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.13
Menos uma hora para consumir
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publicado às 21:32

Quem tem medo da transparência?

por Kruzes Kanhoto, em 06.06.13
Acho piada ao conceito de privacidade, bom nome ou seja lá o que for, actualmente em vigor. Qualquer boa mãe de família – ou mesmo que não seja assim tão boa – expõe à vista de todos, livre e espontaneamente, em qualquer rede social fotografias suas, da sua família ou do último pitéu que acabou de cozinhar. Todos – bom, pelo menos muitos – compartilham imagens das férias em Cuba, Porto Galinhas ou outro  destino exótico. Não falta quem exiba de forma ostensiva, pelos mais diversos meios, sinais exteriores de riqueza que, por muito legítimos que sejam, não tinham necessidade de ser exibidos. Tudo coisas que, na sua maioria, não necessitávamos de ver nem de saber.
A coisa muda radicalmente de figura quando se trata de dinheiro. Do que têm ou, principalmente, do que não têm e deviam ter para pagar aquilo que exibem ou de que desfrutam. Muitas vezes de forma legitima, diga-se. A ideia de privacidade parece ganhar outros contornos quando em causa estão o cumprimento de obrigações. Ou seja, apenas se defende intransigentemente quanto aos deveres. Nunca ou raramente do lado dos direitos.
Vem isto a propósito da intenção do governo de tornar obrigatória a divulgação dos beneficiários dos apoios sociais. O que faz todo o sentido. A sociedade tem o direito a saber quem beneficia do dinheiro dos seus impostos. Mas, como era de esperar, não pode ser. A oposição, CDS incluído, não quer e a comissão de protecção de dados também não. Seria uma medida da mais elementar justiça. Nomeadamente para com aqueles que realmente necessitam desses apoios. 
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publicado às 20:02

Quem tem medo da transparência?

por Kruzes Kanhoto, em 06.06.13
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A piada negra

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.13


É, também,por coisas destas que gosto do meu bairro. Convenhamos que ir a pépara o trabalho e pelo caminho deparar com uma cena bucólica deovelhas a pastar num recanto da cidade é algo pouco comum. Pena ovizinho chato, mais as suas piadas secas. “Olha, olha”,dizia o gajo, “o Passos Coelho já começou a despedirfuncionários públicos”. Não percebi. “E os primeirosforam os jardineiros”. Ah, estou a começar a ver o sentido dacoisa...”substituiu-os por ovelhas!”. Pois. Tá bem, tá.Tens piada,tu. 
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publicado às 20:57

A piada negra

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.13
A piada negra
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