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Neve em Estremoz

por Kruzes Kanhoto, em 28.02.13

Nãoé que seja especial apreciador de neve. Seria mesmo incapaz deassapar umas quantas dezenas de quilómetros apenas para a ver. A bemdizer nem umas centenas de metros... mas pronto isso sou eu queapenas gosto de ver neve através da janela. Prefiro o calor. Estoucomo diz o outro:
Ósol és a minha crença
nemque eu morra queimado
aindaassim não me compensa
dosfrios que tenho passado”


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publicado às 21:59

Neve em Estremoz

por Kruzes Kanhoto, em 28.02.13
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publicado às 21:59

Vem aí o IMI

por Kruzes Kanhoto, em 26.02.13

Vamos,dentro de poucos dias, começar a receber as notas de cobrança doIMI. Abrir a caixa do correio e deparar com contas a pagar é algoque aborrece qualquer um, mas esta missiva das finanças vai sercoisa para deixar a maioria dos proprietários de imóveis com osníveis de irritabilidade em alta. Dependendo do montante a pagar –do tamanho do saque, por assim dizer – a conta será dividida atétrês prestações. A última, curiosamente, será paga apenas lápara Novembro. Depois da eleições autárquicas. Quando a malta jávotou, colocando assim a salvo os muitos candidatos que vão andarpor aí ao abrigo de algum percalço mais ou menos desagradável.Pelo menos daqueles relacionados com este imposto desgraçado,inútil e que, nos moldes actuais mais não é do que um roubodescarado aos nossos bolsos.
Depositivo neste esbulho vejo apenas um aspecto. O de os portuguesesterem finalmente a oportunidade de perceber que é o seu dinheiro quepaga as festas de que tanto gostam, as obras que não se cansam deexigir e tudo o mais que tanto apreciam no governo e nos governantesda sua terra. Ou na parte do IMI resultante da reavaliação dosprédios, como vai suceder neste e no próximo ano, para pagar osempréstimos contraídos por estes junto da banca. É que isto não há almoçosgrátis. Nem promessas “deles” que nós não paguemos.
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publicado às 22:17

Vem aí o IMI

por Kruzes Kanhoto, em 26.02.13
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publicado às 22:17

Deve ser uma espécie de perseguição religiosa

por Kruzes Kanhoto, em 25.02.13
Ainda que baptizado e casado pela igreja não me considero católico. Nem sequer, embora provavelmente as estatísticas me incluam nesse número, católico não praticante. Digamos que as minhas relações com a igreja serão muito mais circunstanciais do que movidas por qualquer espécie de convicção.
Apesar disso não aprecio muitos dos ataques que quase constantemente são dirigidos à igreja, enquanto instituição ou à sua hierarquia, nomeadamente quando as outras religiões não são postas no mesmo patamar de exigência. Desagrada-me sobretudo que se critique de forma despudorada a igreja católica e se deixe impune à critica, seja por cobardia ou em nome do pensamento politicamente correcto vigente, outras religiões que claramente oferecem mais motivos de reprovação. Refiro-me, entre outras, ao islão. Crença acerca da qual todos parecem ter um imenso receio de tecer o mais moderado dos comentários.
A foto que acompanha este post é um dos exemplos mais elucidativos do que acabo de escrever. Tem sido partilhada no fuçasbook e divulgada em sites e blogs como forma – se bem interpreto a mensagem – de denunciar a alegada indiferença da igreja perante a fome de milhares, quiçá milhões, de criancinhas africanas e de outras paragens menos favorecidas. Terão os que partilham este tipo de imagem alguma razão. Se calhar uns quantos indivíduos vestidos de forma abichanada podiam fazer mais qualquer coisa para minorar o sofrimento destas e de outras pessoas. Mas, se mal pergunto, os ayatollahs de toalha na cabeça, que rezam de cú para o ar e a quem também não faltam riquezas, não podiam fazer nada? Até porque estão lá mais perto. E, mesmo sabendo que são estes fulanos que muitas vezes impedem o auxilio a estas crianças, não há por aí umas quantas fotos desses seguidores do profeta que se possam colar às destas criancinhas?
Não se pode exigir que quem partilha e divulga estas palermices pare muito tempo para pensar. Ou que, em muitas circunstâncias, tenha sequer grande capacidade para o fazer. É por isso que aquela rede social substitui quase na perfeição a parede do WC. Sinal dos tempos e da evolução tecnológica. Que não necessariamente do utilizador.


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publicado às 19:58


Sãomuitos os que ficam com os cabelos em pé quando ouvem dizer quevivemos – e se calhar continuamos a viver – acima das nossaspossibilidades. Isto enquanto país, obviamente. Não gostam e achamque os problemas estão algures noutros pontos quaisquer da nossavivência em sociedade. Terão, sem dúvida, toda a razãorelativamente a muitos argumentos que evocam para rebater a tese, queabominam , de termos andado a esbanjar o dinheiro que tínhamos, oque não tínhamos e o que provavelmente nunca chegaremos a ter.
Opior é que a razão deles não chega. O problema vai muito para alémdela. E o gráfico junto é por demais elucidativo. Os juros eencargos com a divida representam a mais importante parcela da despesa financiada com os nossos impostos, superam até os gastos com a saúde, o que, somandoo BPN, torna o país praticamente ingovernável. Digamos que se fosseuma empresa, ou mesmo um particular, um destes dias era declaradofalido. 
Oraestes encargos resultam de empréstimos que foram contraídos parafinanciar investimentos e para irmos mantendo o nosso simpáticonível de vida. O mesmo que muitos portugueses fizeram, portanto.Desgraçadamente todos os créditos têm aquela parte chata,aborrecida e muito desagradável que envolve o seu reembolso e opagamento dos respectivos juros. Coisa para a qual não temos gravetoporque não geramos riqueza para isso. Se isto não foi viver acimadas possibilidades, então não sei o que lhe chame. Talvez mania dasgrandezas, querer fazer figura com dinheiro alheio ou não ter ondecair morto mas fazer vida de rico, é capaz de não ser, também,desajustado de todo. 
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publicado às 12:10

Onde é que está a dúvida que andámos a viver acima do que podíamos?
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publicado às 12:10


Desatara trautear a Grândola vila morena quando nas imediações seencontra um qualquer membro do governo pode parecer um bocadinho aatirar para o estranho mas, enfim, ainda se tolera. Mesmo correndo orisco de o fulano que democraticamente se pretende silenciar desate,também ele, a cantar a dita cantiga. O que, convenhamos, tira todo obrilho ao putativo protesto.
Jáfazer uma compra, paga-lá e no fim pedir factura em nome de outro é,para ser simpático, das atitudes mais parvas de que já ouvi falar.Apesar disso, parece, é o que andarão a fazer uns quantos totós.Diz que será uma forma de protestar contra a obrigação de pedirfactura. Desconheço o que ganhará com isso quem assim procede ouem que medida ficará prejudicado o possuidor do número decontribuinte a quem a factura foi emitida. O efeito é, desconhecerãoos idiotas mentores desta acção, exactamente o contrário. Elesficam a perder e os contribuintes identificados a ganhar. Por causade palermas desta estirpe PPC, Relvas e outros terão já direito apagar menos 250 euros de IRS. ¹
Aideia é tão estúpida que já tem milhares de seguidores nofacebook - um local onde as ideias estúpidas surgem a uma velocidadeestonteante. De estranhar é apenas ter surgido agora. Se a intençãode mandar facturar em nome de outro tem a ver com a possibilidadedeste vir a ser investigado para determinar a origem dos proveitosque lhe permitiram adquirir bens acima dos seus rendimentos, porqueraio ninguém se lembrou de pedir facturas em nome de um alegadoengenheiro desempregado até há uns dias atrás?! Ou da senhora suamãe? Ou de outra pessoa qualquer que compre apartamentos de centenasde milhares de euros quando ganha apenas uma reforma miserável.

¹Se quiserem pedir factura em meunome é só deixar o contacto na caixa de comentários que eudisponibilizo o meu NIF para o efeito. Abater 250 euros ao IRS dásempre jeito. 
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publicado às 15:40

Peçam muitas facturas em meu nome que eu não me importo!
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O que o álcool faz... a um pobre diabo!

por Kruzes Kanhoto, em 22.02.13

Queos vinhos de Estremoz são dos melhores que se produzem no paísparece ser, a acreditar na opinião dos especialistas em matériavinícola, uma realidade incontornável. Por mim, que não não sougrande entendido nessas coisas da pinga, posso apenas garantir quepossuem qualidades insuspeitas. Pelo menos ao nível do efeito queproduzem na fluência do discurso e clareza do raciocínio dos seusconsumidores. Sobretudo daqueles que o consomem em quantidades maiselevadas.
Foipor causa desses efeitos que um destes dias num popular tasco cá daterra, enquanto aguardava o registo do euro-milhões, tive a oportunidade de assistir a um verdadeirocomício improvisado em torno de umas quantas garrafas de um tintoaqui da zona. O orador improvável, um borra-botas qualquer incapazquando sóbrio de dizer burro duas vezes seguidas, discorriafluentemente sobre o carácter e a conduta de um conhecido politicolocal. Fluente, mas em termos que a decência aconselha a nãoreproduzir. Mesmo num espaço como este.
Nadade mais se atendermos ao que todos os dias se diz dospolíticos, pensará quem se dá ao trabalho de me ler. De facto, oepisódio não teria nada de especial não fosse a piece deresistance da história. É que para gáudio dos que assistiam,  o homem terminava invariavelmente cada frase com um sonoro “e eusou amigo dele”. Nem quero pensar o que a criatura dirá, quandocom os copos ou até mesmo sem eles, de quem não grama.
Aindaassim o discurso inflamado do bêbado contribuiu involuntariamentepara a divulgação do produto. Alguém por perto pediu “umdaqueles que o gajo está beber”.
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publicado às 20:37

O que o álcool faz... a um pobre diabo!

por Kruzes Kanhoto, em 22.02.13
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Autárquicas 2013

por Kruzes Kanhoto, em 19.02.13

Àsemelhança do que aconteceu em 2005 e 2009, em 2013 o Kruzes Kanhotovai acompanhar as eleições autárquicas com toda a atenção queelas merecem. Pouca, portanto. Mais uma vez serão as promessasextravagantes, as ideias delirantes e as candidaturas mais ou menosexcêntricas em que estes actos eleitorais costumam ser pródigos,que vão merecer destaque aqui pelo blogue. Ainda que outraspatetices e até mesmo as coisas relativamente sérias não sejamesquecidas e possam, de vez em quando, merecer uma referencia.Necessariamente breve, como é óbvio, que isto há que manter opadrão a que os leitores já se habituaram.
Comecemos,como nas outras ocasiões, por Estremoz. Parece que um dos candidatosafinal já não é. Deixou de ser antes que fosse. Nunca chegaremos,por isso, a saber se a pessoa em causa, com a sua vastíssimaexperiência neste ramo de actividade, seria uma mais valia para oconcelho. Isto se ganhasse ou se, sequer, fosse eleito. Hipótesesque – a primeira - os auto proclamados especialistas em matéria deprevisões nem colocam ou, quanto à segunda, manifestam as maissérias reservas. Garantem até saber que nem o ex-candidato votarianele próprio. Mas isso agora, como diria a outra, não interessanada. São contas, se houver outro volte-face e o agora ex-candidato for mesmo a votos, para fazer lá mais para o inicio do Outono.
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publicado às 21:57

Autárquicas 2013

por Kruzes Kanhoto, em 19.02.13
Autárquicas 2013
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Governo alternativo precisa-se

por Kruzes Kanhoto, em 18.02.13

Comoaconteceu no tempo do governo do Partido Socialista, também agoraPassos Coelho e os seus ministros são apupados para onde sedeslocam. Estarão, portanto, a governar mal e com isso a provocar umelevado nível de irritabilidade aos portugueses. Tal como Sócratese seus acólitos o fizeram antes, recorde-se.
Jáno poder local, agora como nos últimos vinte anos, a deslocação dopresidente da câmara, seja de que partido for, a qualquer parte doterritório que administra constitui uma festa. Estarão, portanto, agovernar bem e com isso a provocar um elevado nível de satisfaçãoaos portugueses. Tal como todos os seus antecessores o fizeram antes,recorde-se.
Secalhar, digo eu que gosto muito de dizer coisas, era capaz de nãoser má ideia promover a constituição de um governo de uniãonacional, onde estivessem representados todos os partidos, integradoexclusivamente por presidentes de câmara. Seriamos, acredito, umpovo muito mais feliz. E o país seria, seguramente, um lugardivertido, com muita animação e onde tudo constituiria motivo parauma festa. Fosse a colocação de uma máquina de multibanco numaaldeola ou a oferta de uma gaita de beiços para uma filarmónicaqualquer.  
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publicado às 20:37

Governo alternativo precisa-se

por Kruzes Kanhoto, em 18.02.13
Governo alternativo precisa-se
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À vontade!

por Kruzes Kanhoto, em 17.02.13

Numtom de voz claramente irritado e em circunstâncias que não vêm aocaso, porque pouco ou nada acrescentariam à historieta, alguém mefez notar que era “autarca da Câmara do (…) só para o pôr àvontade”. Dada a grande velocidade a que o alegado autarca produziuesta afirmação nem dei conta da ligeira pausa, que daria sentido àfrase, e que significaria a existência de um ponto final a seguir àidentificação da autarquia. Apesar disso admito que a criatura atenha feito. Até porque será muito mais coerente que o homemdesempenhe o cargo que alega por amor à sua terra do que para me pôrà vontade. Admiti, por isso, que o senhor terá afirmado que é“autarca da Câmara do (uma determinada terra). Só para o pôr àvontade.”
Lamentavelmente ficaram por esclarecer as inquietantes duvidas que manifestei perante o interesse daextemporânea revelação. O alegado autarcatratou de desviar a conversa. Apesar de não ter visto esclarecido omotivo porque ficaria à vontade perante a informação que me estavaa ser transmitida, acredito que foi melhor a troca de palavras terseguido outro rumo e, principalmente, ter terminado pouco depois. Éque entre as muitas coisas que me irritam, as referências aoslugares que se ocupam estão no topo da lista. Nomeadamente quandoisso envolve a intenção de deixar o interlocutor à vontade. Sejalá o que for que isso queira dizer.
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publicado às 23:57

À vontade!

por Kruzes Kanhoto, em 17.02.13
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publicado às 23:57

Temos piada nós

por Kruzes Kanhoto, em 16.02.13

Tantos anos a reclamar de serem sempre os mesmos a pagar impostos, alamentarmos a generalizada fuga ao fisco e a criticar a inépcia da máquinafiscal para caçar aqueles que em nada contribuem para as finanças do país e,agora que podemos fazer alguma coisa para contrariar esta situação, o quefazemos nós? Zombamos da possibilidade de, finalmente, aquilo que sempreexigimos – pôr muitos dos que não pagam a fazê-lo – se tornar realidade. Piorainda. Barafustamos e recusamos participar no esforço colectivo que devemobilizar a sociedade contra a fuga e evasão fiscal. Achamos que controlar acobrança de impostos é um acto pidesco e manifestamos a nossa repulsa por nos pretenderem obrigar a exigir a factura quenos é devida por cada compra que efectuamos. Somos uns tristes. 
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publicado às 22:06

Temos piada nós

por Kruzes Kanhoto, em 16.02.13
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Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 14.02.13

O Rossio, um dos maiores “largos” do país, fica tão longe quanto ooutro lado da rua. Ainda assim demasiado distante quando o objectivo éestacionar o popó o mais perto possível do local de destino.
Esta imagem, cada vez mais frequente nas placas da zona lateral doRossio Marquês de Pombal, faz-me sentir saudades do Sandokan. Aquele policia excessivamentezeloso das suas funções que, durante a permanência no comando da polícia local,aterrorizou os automobilistas estremocenses e muitos dos incautos visitantesdesconhecedores do seu modus operandi.
A julgar por aquilo que se vai assistindo começo a suspeitar que ashorrorosas barracas de lata, que estão paulatinamente a desaparecer, vão acabarsubstituídas por automóveis. Entre uns e outros venha o diabo e escolha. 
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publicado às 21:27

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 14.02.13
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Carnaval II

por Kruzes Kanhoto, em 12.02.13




Para o ano, se houver mais, volto a refilar da ausência de gajas nuase da quase inexistente sátira política ou social. Por hoje o destaque, não necessariamente por esta ordem, vai paraa Cergal, a Sagres e a Argus. E para o “assalto” à loja dos chineses. 
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publicado às 18:08

Carnaval II

por Kruzes Kanhoto, em 12.02.13
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Só os papalvos acreditarão na bondade da justificação do governo paranão conceder tolerância de ponto na terça-feira de carnaval. Os motivos que seprendem com esta decisão não estão, obviamente, relacionados com aprodutividade, a presença da troika, nem com a crise. Primeiro porque a relaçãocusto beneficio para o país deste dia de intolerância de ponto estará pordemonstrar. Segundo, porque se de facto estivessem preocupados com os argumentosque mencionam, não permitiam, entre outras coisas, a verdadeira vergonhanacional que são as greves nos sectores dos transportes.
Estamos a ser governados, tal como aconteceu anteriormente, por umbando de catraios mal-educados, incompetentes, inconsequentes mentais movidospor preconceitos ideológicos e orientados apenas para resultados financeiros. Etambém, convém não ser ingénuo, por uma agenda eleitoral manhosa. As pessoas, aeconomia, o futuro do país e das gerações futuras, esse pouco importa. Só assimse percebe a tolerância com a greve dos estivadores e a ausência de vontade emacabar com as sucessivas greves dos transportes das regiões de Lisboa e Porto.Autocarros e comboios parados e funcionários a descontar os dias sem trabalhar representamuma enorme poupança de recursos para as respectivas empresas. Todas públicas,por sinal. Como a receita com a venda dos títulos de transporte estápreviamente assegurada é fácil perceber o quanto a situação agradará ao governoe aos geniozinhos traquinas acabados de largar as fraldas que cirandam peloscorredores do poder.
Acredito, mas isso sou eu que só sei dizer mal e escrever pior, que meio-diade greve nos transportes provoca muito mais estragos à economia e causa muitíssimomais transtorno aos portugueses do que a tolerância de ponto no dia de carnaval.Mas disso aquela malta não quer saber. Nem lá está para se preocupar comminudências dessa natureza. 
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publicado às 12:30

A vasta gama de tolerâncias governativas não inclui o carnaval
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Carnaval

por Kruzes Kanhoto, em 10.02.13





Todos os anos lamento a ausência de gajas nuas no carnaval cá doburgo. Prefiro, desta vez, dirigir as minhas queixas para a falta de público.Admito que possa estar enganado mas, assim de repente, parece-me que este terásido o corso com menor assistência de sempre. Pelo menos dos que me recordo. Sejado tempo, da crise ou do pessoal não ter grande vontade para carnavais, o quese afigura evidente é que o número de visitantes não justifica a despesa. Já quantoaos figurantes, mesmo deixando de parte a falta das moçoilas desnudadas, podedizer-se que a coisa estava jeitosa. 
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publicado às 18:31

Carnaval

por Kruzes Kanhoto, em 10.02.13
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Modernices é o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 09.02.13

Este anúncio – reclame, como se dizia antigamente – é no mínimo ambíguo.Capaz, até, de se prestar a equívocos. E de, ao contrário do pretendido,afastar a clientela. Um prato de caracóis por confeccionar, vivinhos da costa ecornitos de fora, não me parece que seja a coisa mais apetecível paraacompanhar umas bejecas. A menos que se trate de uma nova moda. Assim umaespécie de sushi em versão gastrópode. Mas melhor, porque o bicho, para além decru, ainda está vivo.
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publicado às 12:14

Modernices é o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 09.02.13
Modernices é o que é...
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Lixados...

por Kruzes Kanhoto, em 07.02.13

A cena repete-se todos os anos por estas paragens quando o frio começaa apertar. Caixotes do lixo a arder, pelo menos a fumegar, são coisa que nãofalta, principalmente nos bairros residenciais. Menos mal que, no caso, ocontentor é de metal. Se assim não fosse lá seriam mais umas centenas de eurosdo nosso dinheiro a derreter. O que para esta malta friorenta e preguiçosa nãoterá importância nenhuma.  Se nempercebem as consequências de despejar os restos da lareira ainda acesos, quantomais imaginar que os estragos que causam também lhe saem da algibeira.
O contrário do que acima escrevo poderá ser igualmente verdade. Por desconfiardo elevado preço que é pago para depositar os resíduos em aterro, algum munícipemais zeloso terá deitado fogo ao lixo. Ou, quiçá, a treinar para num futuropróximo queimar todos os restos que produzir. Quando, depois de concluída aprivatização da água, a recolha dos resíduos sólidos urbanos for também ela privatizadae, então, cada quilo de lixo nos custar os olhos da cara. Como é que nos vãocobrar isso? Não se preocupem que eles hão-de pensar numa maneira manhosa denos lixar.
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publicado às 19:53

Lixados...

por Kruzes Kanhoto, em 07.02.13
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Foi para isto que andaram a estudar?!

por Kruzes Kanhoto, em 05.02.13

Posso, ainda que vagamente, perceber a intenção de baixar osvencimentos dos funcionários públicos. Não que isso, como está amplamentedemonstrado, constitua um ganho para as finanças publicas no seu conjunto, mas dadaa popularidade da medida admito que possa ser defensável do ponto de vistaeleitoral. Compreendo até que economistas e outros doutores destas áreas estejamconvictos da sua bondade. Incompetentes e parvos há em todas as profissões egente com canudos comprados a saber tanto daquilo em que se diplomou como eu aperceber de cozinha tchechena é coisa que não falta.
Já quanto à ideia mirabolante de reduzir os vencimentos intermédios ebaixos da função pública, aumentado em contrapartida os mais altos, é que nemsei o que diga. Principalmente em face dos argumentos utilizados para defendera tese que, segundo os alucinados que a propõem, pagando mais aos do topo elesnão vão à sua vidinha laborar para outro lado e pagando menos aos outros adequa-seo seu vencimento ao que se paga no privado onde, ao que nos querem fazer acreditar,se ganha muito menos.
Vinda de um iletrado perdido de bêbado esta teoria era capaz de ter asua piada. Agora dita de forma séria – no sentido de que não se estão a rir –faz-me reflectir na utilidade da parte dos meus impostos que tem servido parafinanciar os cursos a estas bestas. Alguém que explique a esta gentalha quantopagam hoje a generalidade das empresas aos licenciados. E já agora, se elessouberem, que esclareçam para onde é que os técnicos superiores do Estado, que ganhamcinco ou dez vezes mais e têm as tão apregoadas regalias, vão que melhorestejam. Seria também interessante saber quanto pensam reduzir os vencimentosdos que menos recebem. Quatrocentos e oitenta e sete euros não darão parabaixar muito. A menos que queiram instituir um salário ainda mais mínimo para afunção pública.
Será muito pouco provável que entre os três leitores que vão ler estetexto se encontre alguma das alimárias que tem sugerido esta medida. Mas, sepor uma estranha coincidência isso acontecer, aconselho que vá perguntar à mamãou ao papá quanto é que pagam à empregada doméstica lá de casa. Quando souber écapaz de começar a pensar que no Estado os menos qualificados não são assim tãobem pagos. 
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publicado às 20:10

Foi para isto que andaram a estudar?!

por Kruzes Kanhoto, em 05.02.13
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Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 03.02.13

Este pode ser considerado o tuga dois em um. A dobrar. Daqueles quemerece um par de sopapos bem aviados. Verdade que estacionar seja lá onde for éum verdadeiro suplício. É o que dá termos, percapita, um dos maiores parques automóveis da Europa. Fruto da nossa vaidadee de uma suposta necessidade de nos fazermos deslocar de carrinho para todo olado, por menor que seja a distância a percorrer. Daí que talvez o Nando do BPItenha alguma razão. Se calhar aguentamos mais. Como diz o outro “quem nãoaguenta larga a carga”. Parece é que estamos relutantes em largá-la einsistimos em continuar a carregar o peso para que não temos arcaboiço. O popó,por exemplo…
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publicado às 13:13

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 03.02.13
Estacionamento tuga
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Quem corre por gosto...

por Kruzes Kanhoto, em 01.02.13

Li um destes dias num blogue claramente alinhado à esquerda, por ondepassei acidentalmente, onde ao longo de vários textos sobre o assunto é feitauma intransigente defesa da classe política. São abordados, entre outros temas,a aposentação da presidente da Câmara de Palmela e a intemporal e pertinentequestão dos alegadamente baixos vencimentos dos políticos. No caso em apreço dosautarcas.
Para o autor, a senhora edil tem toda a legitimidade em ir para casa –ou para onde ela quiser – desfrutar dos mil e oitocentos euros da pensão. Coisapouca, como refere. Até porque, acrescenta, presidir a uma Câmara é umaactividade desgastante, que comporta riscos e que obriga quem a desempenha a quaseabdicar da vida privada e familiar. Será tudo isso e o mais que ele quiser.Mas, digo eu, não deve ser assim tão mau nem provocar os estragos anunciados.Pelo menos a senhora parece-me em muito bom estado. E o número de candidatos a presidentesde câmara que por esse país fora surgem diariamente, desmente qualquerargumento que envolva a penosidade do lugar. Para além de, mas isso oarticulista esqueceu-se de mencionar, integrarem o restrito número deportugueses que podem violar todas as leis sem ir parar à prisão. Atingiram onível supremo da inimputabilidade. Aquele em que por mais tribunais decretem asua detenção, ela jamais ocorrerá.
Vem, depois, a questão do vencimento. Ainda que reconhecendo não seresta a melhor altura para debater o assunto, não deixa de considerar modestaremuneração dos cargos políticos. Interroga-se – e interroga-nos – se “faz sentido que um presidente de câmara tenha umaremuneração (2800 a 3900 euros brutos, conforme o número de eleitores) que ficaa anos-luz de um qualquer administrador ou gestor de empresa de média dimensão”.Provavelmente não fará. Tal como também não faria sentido um administrador ougestor que arruíne uma empresa privada perpetuar-se no lugar. Nem, muito menos,que os accionistas o aclamem e sucessivamente o elejam para lhes continuar aderrear o capital. A menos que sejam parvos. 
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publicado às 20:08

Quem corre por gosto...

por Kruzes Kanhoto, em 01.02.13
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