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Bacoradas jornalisticas

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.12

Um individuo lá por ser jornalista não precisa ser burro. Embora, poraquilo que vou lendo, parece ser cada vez mais difícil encontrar umque não o seja. Vem isto a propósito de bacoradas – como se dizpor cá – que frequentemente ouço ou vejo escritas na comunicaçãosocial. É que há coisas que, se escritas por um quase iletrado comoeu num blogue insignificante e sem audiência, não têm importâncianenhuma, mas quando publicadas pelo chamado jornalismo de referênciae alegadamente de qualidade se tornam verdades absolutas.
Umaconceituada revista, de periodicidade semanal, escrevia numa das suasúltimas edições, num trabalho em que se procurava caracterizar afunção pública em Portugal comparando-a com os trabalhadores dainiciativa privada, exactamente isto: “...No extremo oposto ao dosdiplomatas, estão os auxiliares, com 747,9 euros, o salário maisbaixo da Função Pública. Em Portugal, estima-se que haja 605 miltrabalhadores a ganhar o salário mínimo nacional. É outradiferença "descomunal", como diria Vítor Gaspar”.
Trata-se,como também diria o ministro das finanças, de uma “enorme”diferença entre o que muitíssimos funcionários públicos realmenteauferem e o que o autor do artigo menciona. É que, ao contrário doafirmado, são muitíssimos os trabalhadores da função publica queganham abaixo daquele valor. Tal como também não faltam os queauferem o salário mínimo nacional. Com duas agravantes. Nãorecebem nada por debaixo da mesa e descontam mais que os colegas dosector privado.
Maspedir a um jornalista que saiba estas coisas é capaz de ser exigirdemasiado. Afinal, como toda a gente sabe, um jornalista é um gajoespecializado em saber nada acerca de tudo.
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publicado às 19:16

Bacoradas jornalisticas

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.12
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Madres desnudas

por Kruzes Kanhoto, em 29.12.12
Aindanão há muito tempo - talvez no inicio do actual ano lectivo –quando se colocou a questão de em determinados municípios nãoexistirem fundos disponíveis para assegurar o transporte dascrianças para as escolas, uma estudiosa destas matérias sugeriuque, em alternativa, fosse oferecida uma bicicleta a cada aluno. Com ainegável vantagem, argumentou, que assim iam fazendo exercício pelocaminho. A coisa não provocou grande alarido e a declaração,perdida na espuma dos dias, ficou por ali sem que ninguém lhetivesse prestado grande atenção. Mas, convenhamos, não estava malpensado. Os recursos são escassos e essa modernice de andar a levarmeninos de pópó até à escola devia ser repensada. Pelo menos naparte em que é tudo de graça.
EmEspanha, que por sinal até nem precisou de chamar nenhuma troika, oscortes neste sector são já uma realidade. Daí que um grupo de mãesse tenha despido de preconceitos - e de alguma roupa, também - para posaram semi-desnudadas com o objectivo de angariar as receitasque permitam as seus filhos continuar a beneficiar de transporte.Parece que em causa estarão cerca de quarenta e três mil euros, que as entidades responsáveis lá do sitio dizem não ter.
Épouco dignificante, argumentarão alguns. Pois será. Mas não éilegal. Completamente fora da lei e a incorrer em responsabilidadecriminal estarão sim muitos autarcas e dirigentes municipais paragarantir que os nossos meninos continuem a ir à escolinhatransportados à custa do erário público. São formas diferentes dever a crise. É a vida. Ou o contrário, sei lá. 
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publicado às 17:44

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por Kruzes Kanhoto, em 29.12.12
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Dividir para reinar

por Kruzes Kanhoto, em 28.12.12

Colocaros portugueses uns contra os outros foi a estratégia da governaçãoSócrates. Nisto, como noutras coisas, o actual governo manteve orumo. Aprimorou-o, sejamos justos. De tal forma que, a levar a suaavante, vai pela primeira vez provocar brechas insanáveis entre osautarcas nacionais. Classe que até agora, salvo um outro arrufo maisexacerbado neste ou naquele congresso, se tem mantido unida em tornodo direito inalienável de governar sem preocupações quanto a essacena, relativamente aborrecida, que envolve fazer a vida apenas acontar com o que se pode pagar num período de tempo que não causechatices ao credor. Ou ao contribuinte.
Aproposta de lei das finanças locais ontem aprovada em conselho deministros, para além de evidentemente vir a ser consideradainconstitucional, é um magnifico exemplo da arte de bem colocar emconfronto interesses contraditórios. A ideia de mutualizar a dividaautárquica, prevista no articulado da lei, é simplesmente genial.Vai obrigar os municípios bem geridos e sem dividas a contribuirpara pagar os calotes provocados por gestões desastrosas de outros.Com tudo o que isso implicará. E que facilmente se adivinha...
Poroutro lado será difícil a um larguíssimo conjunto de sectores dasociedade portuguesa – desde políticos, tanto da oposição comoda situação, a comentadores e outros fazedores de opinião –discordar deste conceito de mutualização da divida em que os maisricos apoiam os mais pobres. É assim uma espécie de solidariedadetão do agrado de uns quantos. Algo que me recorda o tempo – umdias destes, ainda - em que quase toda a gente andava por aí afalar de eurobonds como solução milagrosa para a crise e que exigiaque a Alemanha fosse solidária com os países em dificuldade.Pagasse parte da divida, portanto.
Eu,que nunca partilhei dessas ideias parvas, manifesto desde já o meudesagrado com essa jogada do governo. Vá lá saber-se porquê masaborrecem-me, enquanto munícipe e cidadão, que o IMI que vou pagarnos anos mais próximos sirva para saldar as dividas de municípiosmega endividados. Vizinhos ou não.
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publicado às 13:30

Dividir para reinar

por Kruzes Kanhoto, em 28.12.12
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Filho extremoso

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.12

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publicado às 22:07

Filho extremoso

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.12
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Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.12

Bempode o Presidente Ernesto alargar o passeio, plantar marcosrevestidos a fita reflectora e colocar sinais de trânsito. Não valea pena. Isto de comprar uns trapinhos, arranjar as unhas ou eliminaras pilosidades mais indesejadas, requer o estacionamento nascercanias do estabelecimento onde se trata destas coisas. E ascercanias são ali. Precisamente ali. Experimentar umas calças maisapertadas, borrar as nhacas de uma cor extravagante oufazer uma depilação artística – será que fazem a águiaVitória? -  presumo que seja tarefa para deixar qualquer condutoraesfalfada e incapaz de dar uma. Passada a pé.
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publicado às 20:23

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por Kruzes Kanhoto, em 26.12.12
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Os alhos da crise

por Kruzes Kanhoto, em 24.12.12

Oadagiário agrícola, nos que aos alhos diz respeito, diz-nos que no“Natal bico de pardal”. Isto quererá certamente expressar aideia que, por esta altura do ano, as plantas teriam acabado desurgir à superfície. Dada as reduzidas dimensões do bico daspequenas aves, as expectativas quanto ao desenvolvimento das plantasnão seriam, portanto, muito elevadas.
Oalhal da crise foi, este ano, semeado na propriedade. E se a anteriorcolheita permitiu a auto-suficiência durante seis meses, agora, ajulgar pelo magnifico aspecto que apresentam – muito para além dobico de um passarito minorca – é provável que a safra sejabastante mais proveitosa. Para já a coisa promete.
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publicado às 14:14

Os alhos da crise

por Kruzes Kanhoto, em 24.12.12
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Saqueadores

por Kruzes Kanhoto, em 23.12.12

Maisde cento e vinte mil serão os milhõesda divida portuguesa resultante da componente nacional que foinecessário assegurar para garantir os financiamentos comunitários.Um número absolutamente esmagador e que devia fazer corar devergonha uma imensidão de gente. Desde os que, nos últimostrinta anos, nos têm andado a prometer “sacar” - “ir buscar”ou “aproveitar” são igualmente expressões recorrentes - osmilhões da Europa para fazer obras, as inúteis e as que passávamosbem sem elas, até aos seus frenéticos e inconscientes eleitores ouapoiantes. Obrigado a todos por terem conduzido o país e osportugueses à miséria. 
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publicado às 12:42

Saqueadores

por Kruzes Kanhoto, em 23.12.12
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Ruas da minha cidade...

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.12

RossioMarquês de Pombal. Mercado tradicional. Um sábado destes.
Jápor aqui devo ter escrito que não sou apreciador de coelho.Principalmente desde que – a última vez que comi – me soube agato. Deve ser por isso que sinto uma enorme compreensão por aquelesque, vendo esta foto, vão achar que devia ser outro coelho a estarna gaiola. Não admira. “Venderam-lhes” gato por lebre.
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publicado às 19:44

Ruas da minha cidade...

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.12
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Ruas da minha cidade...

por Kruzes Kanhoto, em 21.12.12


Largoda República, frente à espingardaria. Mas podia ser noutro sitioqualquer por onde tenha passado um cidadão javardola.
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publicado às 19:00

Ruas da minha cidade...

por Kruzes Kanhoto, em 21.12.12
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Maravilhas do estado social

por Kruzes Kanhoto, em 20.12.12

Quandoem Portugal o estado social ainda dava os primeiros passos, aAlemanha e os países nórdicos costumavam ser apontados como exemplodaquilo que por cá se ambicionava - um dia, de preferência nãomuito distante – poder igualmente usufruir. Lá, dizia-se, umdesempregado gozaria de uma protecção social de tal ordem que lhepermitiria, se assim quisesse, passar férias no Algarve. Coisa que então, por mais estranho que agora possa parecer, não estava aoalcance do português médio.
Seria,provavelmente, verdade. Até porque, uns anos mais tarde, nósfizemos melhor. Construímos um estado social que nos permiteextravagâncias capazes de envergonhar qualquer boche sem emprego quese lembre de rumar a terras algarvias. Por cá não faltamdesempregados, reformados que pouco ou nada contribuíram para osistema de pensões e beneficiários do RSI a fazer uma vida de meterinveja ao nórdico dos anos setenta. Férias, empregada doméstica,apartamentos em zonas balneares ou viaturas topo de gama são apenasalguns dos pequenos luxos que o estado social lhes proporciona.
Podem,admito, não ser aos milhões aqueles a quem o país proporciona estemagnifico estilo de vida. Constituem, naturalmente, uma parcela quenem de longe representa o perfil tisico do desempregado, reformado oubeneficiário do RSI. São, contudo, mais do que podemos suportar. Eo pior – também o mais irritante – é que consideram que devemficar imunes à crise e às medidas que – bem ou mal, não vem aocaso – têm vindo a ser implementadas e que afectam os restantescidadãos. Devem ser direitos adquiridos. Ou coisa parecida.
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publicado às 20:11

Maravilhas do estado social

por Kruzes Kanhoto, em 20.12.12
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Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 18.12.12


Asrústicas tabuletas pintadas à mão não são nenhuns sinais detransito que tenham, necessariamente, de ser respeitados. Mas,caramba, o pintor improvisado até foi educado. Pediu por favor. Custavamuito fazer-lhe a vontade? Pelos vistos sim. É que isto de andar apé está reservado para o fim do dia. Ou para a passadeira doginásio.
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publicado às 19:30

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 18.12.12
Estacionamento tuga
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Piadistas

por Kruzes Kanhoto, em 16.12.12


Presumoque o meu sentido de humor esteja a atravessar uma fase critica. Sóisso pode justificar que não consiga sequer esboçar um sorriso, pormais amarelo que seja, perante piadolas que antes me fariam largarsonoras gargalhadas. Agora, mas admito que o problema seja meu, muitodo mais refinado humor que por aí se vai tentando fazer tem o condãode quase me levar às lágrimas.
Vejam-se os casos documentados pelas imagens que acompanham este post. Duaspersonagens – humoristas, quero acreditar - de quem nunca tinhaouvido falar – mais uma vez admito a minha falta de cultura geralporque, concedo, as criaturas devem ser gente importante – saem-secom declarações que em tempos me fariam rebolar de riso. Uma asugerir a inconstitucionalidade da ADSE porque, na sua certamentedouta opinião, não podem ser os portugueses em geral a financiar asaúde dos funcionários públicos. Outra a garantir que o ServiçoNacional de Saúde lhe financiou uma generosa ampliação dasmamocas.
Relativamenteao piadista hospitalar podia recordar que todos financiamos tudo. Atéoperações de embelezamento – enfim, depende do gosto – dasglândulas mamárias. Se, desse ponto de vista, quisermos questionaressa coisa da constitucionalidade não vão faltar áreas deactividade do Estado onde tal pode ser suscitado. Podia recordar,assim de repente, umas quantas. A começar, por exemplo, pela frotaautomóvel das administrações dos hospitais. Ou pela principescaremuneração que auferem. E que, se calhar, os contribuintes tambémnão deviam ter de suportar.
Jáquanto à tirada da menina do peito avantajado nada me ocorre.Sinto-me, digamos, esmagado perante as virtudes evidenciadas. PeloEstado social, claro.


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publicado às 17:18

Piadistas

por Kruzes Kanhoto, em 16.12.12
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Gatos

por Kruzes Kanhoto, em 15.12.12

Gostode gatos. Nascidos por lá ou adoptados, em casa dos meus paissempre houve gatos. Pelo menos desde que me lembro. Recordo-meparticularmente de um que nasceu pela mesma altura em que o RuiJordão começava a dar os primeiros pontapés na bola na equipaprincipal do Benfica. O bichano, sem um único pêlo que não fossepreto, foi, como não podia deixar de ser, baptizado de Jordão.Infelizmente durou pouco. Tanto a permanência do excelente ponta delança na Luz, como a vida do pobre felino. Morreu, para meu grandedesgosto, pouco tempo depois do jogador ter assinado pelo Sporting.Sempre desconfiei que não pode ter sido coincidência. Pelo sim pelonão daí para frente, lá em casa, todos os cães se passaram achamar Benfica e todos os gatos Glorioso.
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publicado às 15:37

Gatos

por Kruzes Kanhoto, em 15.12.12
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Um conselho aos invejosos: Comprem um extintor.

por Kruzes Kanhoto, em 13.12.12

Apossibilidade do governo extinguir a ADSE, sistema de saúde dosfuncionários públicos, provocou uma onda de entusiasmo nas caixasde comentários dos sites e blogues onde o assunto foi noticia outema de debate. Vindos, naturalmente, dos que não trabalham para oEstado e, por consequência, não têm acesso ao sistema que agora,ao que parece, terá os dias contados.
Nãotenho paciência para este tipo de gente. Quem fica feliz pela másorte dos outros não merece o meu tempo, e, por isso, não vougastar os dedos, nem as teclas do computador, a insistir que a saúdedos actuais beneficiários da ADSE terá um custo muito superior parao Estado quando estes passarem a utilizar o Serviço Nacional deSaúde. Para além de tudo o resto que esta opção, a ocorrer, iráacarretar. Desde colocar em causa muitos empregos em clínicasprivadas, até ao regresso a um passado não muito distante em queeram raros os profissionais de saúde que passavam recibo.
Recordoa satisfação com que os mesmos entusiastas de agora receberam anoticia do fim dos subsídios de férias e de Natal dos funcionáriospúblicos. O que escrevi acerca do assunto pode ser lido escolhendo,na barra lateral deste blogue, as “Kruzadas antigas”.Infelizmente, pouco ou nada tem sido diferente do que eram as minhasexpectativas. Daí que me pareça não haver grandes motivos paratanto entusiasmo entre os invejosos do costume. Ide pondo as barbasde molho. Ou arranjando um extintor.
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publicado às 20:22

Um conselho aos invejosos: Comprem um extintor.

por Kruzes Kanhoto, em 13.12.12
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Na volta a culpa ainda há-de ser minha...

por Kruzes Kanhoto, em 12.12.12

Pretenderatirar para a crise na zona euro a responsabilidade pela nossa actualsituação só pode ser uma brincadeira. Ou, então, pretenderbranquear a actuação dos políticos que nos têm dirigido. Quiçáperdoar o comportamento tresloucadamente consumista adoptado pelosportugueses. O que se passa na Europa terá, naturalmente, umainfluência directa e significativa na nossa vida enquanto nação.Mas, nem de longe, evita que a maior parte da culpa na tragédia quepor cá se vive seja nossa.
Tudoo que nos conduziu a “isto” foi uma livre escolha dosportugueses. Dos que escolhemos para governar e dos outros. De nós.Podemos, é verdade, sempre recordar o BPN. De onde – lá está -alguns tugas mais espertos sacaram largos milhões de euros comesquemas mais ou menos mafiosos. Mas convém também não esquecermuitíssimos outros tugas, com recursos a esquemas igualmentemanhosos, foram a outros bancos buscar dinheiro para a casa dedimensão inversamente proporcional ao tamanho da família quepensavam constituir, a mobília do melhor estilo, o carro capaz deimpressionar a vizinhança ou as férias em Cancum, Djerba ou outroqualquer destino de fazer inveja aos colegas de trabalho. Tudo istoquando o ordenado mal lhes dava para um T1 num bairro periférico, umFiat Uno em segunda mão e um fim de semana na Comporta.
Nãoconsigo evitar, por tudo isso, de culpabilizar os portugueses peloestado a que isto chegou. A todos. Tanto se me dá que tenham roubadomilhões ou sacado milhares. Sou eu, que nunca me meti em engenhariasfinanceiras com o dinheiro que não tinha, que sofro agora asconsequências da irresponsabilidade dos outros. E sim, são todosigualmente culpados. Uma puta que cobra quinhentos euros e só atendeem hotéis é tão puta como a que faz o serviço na beira da estradapor cinquenta euros.
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publicado às 21:39

Na volta a culpa ainda há-de ser minha...

por Kruzes Kanhoto, em 12.12.12
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publicado às 21:39

Direitos adquiridos?!

por Kruzes Kanhoto, em 11.12.12

(imagem obtida em ecos electrónicos)
Como aproximar do Natal sucedem-se - na região, mas provavelmente nãosó – os almoços e jantares, organizados pelas câmaras municipaise juntas de freguesias, destinados aos idosos. São eventos que nãotêm uma componente social, no sentido de proporcionar uma refeiçãoa quem passa dificuldades, tratando-se antes de uma festarola a queacorrem ou são transportadas largas centenas de velhotes.
Nãose trata, obviamente, de nada ilegal. Sequer imoral. São opçõeslegitimas de quem organiza estas comezainas, assim como perfeitamentenormal é a presença dos comensais. Criticas a este tipo deorganizações, mesmo antes da crise, sempre as houve e sãoigualmente dotadas de toda a legitimidade. Mais ainda em tempo deacentuado crescimento da miséria, em que não faltará quem entendacomo mal empregue o dinheiro dos impostos assim despendido. Nem,também, quem manifeste dúvidas quanto às verdadeiras intençõesdos organizadores destas almoçaradas e jantaradas.
Oque se afigura de todo despropositado é considerar este tipo deevento como um direito adquirido do público a que se destina. Hajapaciência. Dissertações propagandisticas como a que imagemdocumenta não ajudam a levar a sério quem as escreve, nãodignificam estes eventos e até parece que é preciso arranjarjustificações, mais ou menos manhosas, para realizar estas coisas.Vá lá saber-se porquê.

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publicado às 21:45

Direitos adquiridos?!

por Kruzes Kanhoto, em 11.12.12
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publicado às 21:45


Devoestar com problemas, para lá de preocupantes, ao nível dacompreensão. Ando há um ano a ouvir os senhores da restauração alamentar-se que não têm dinheiro para pagar o iva, nomeadamenteagora que é a 23%. De cada vez que escrevo acerca do assunto e meatrevo a insinuar que a coisa não será bem assim, aparecem-me logouns quantos a lembrar a minha ilimitada ignorância quanto a estamatéria. E também a outras, diga-se.
Começava,finalmente, a acreditar que estava errado e que os empresáriosestariam mesmo em sérias dificuldades para arranjar o dinheiroexigido pelo fisco. Os tais 23% sobre o valor da caixa, comosabiamente explicava um destes empresários. Mas, deve ter sidopara me baralhar, ontem deram-me este papelinho. Uma venda a dinheirotoda catita e, aparentemente, dentro da legalidade. Onde me explicam que paguei vinteseis cêntimos de IVA. O tal que, alegadamente, os fulanos darestauração não têm dinheiro para pagar. Mas que eu já lhes paguei aeles. Estou, portanto, baralhado das ideias. Começo, até, adesenvolver novas teorias acerca do assunto. A mais plausível – jáque nem coloco a hipótese da existência de esquemas mahosos – éque as caixas registadoras tenham um qualquer defeito de fabrico.Assim uma espécie de buraco por onde se escape o dinheiro dosimpostos.
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publicado às 22:06

Fui ao café e paguei o iva. Será que me enganaram?
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Eu que não sou de intrigas

por Kruzes Kanhoto, em 07.12.12

Desconfioquase sempre das entusiásticas manifestações de apoio a este ouàquele candidato. Ou, por vezes, ainda candidato a candidato. Excluodessas desconfianças o entusiasmo dos pais e de outro qualquerfamiliar ou amigo mais chegado por, na maioria desses casos, ele sejustificar com a satisfação pelo sucesso pessoal de quem secandidata. Seja lá a que cargo for. Estou, apenas, a pensar naquelesque de forma exuberante não se coíbem de expressar a sua admiraçãopelas insuspeitas qualidades do seu preferido, em contraponto com aausência de atributos valorizáveis dos outros concorrentes. Nãoacredito que o façam de forma desinteressada, a pensar tão somenteno melhor para o seu país, a sua cidade, vila, aldeia, clube ouagremiação cultural. Estarão, digo eu que não sou de intrigas –tá bem, sou – à procura de qualquer coisinha que o pote lhes possadar. O pior é que, desta vez, o pote está vazio. Que é como que diz, não vaihaver pão para malucos. Mas isso eles não sabem. Nem sonham. Ainda.

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publicado às 17:59

Eu que não sou de intrigas

por Kruzes Kanhoto, em 07.12.12
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Touradas...ou cavalarias altas.

por Kruzes Kanhoto, em 06.12.12

Umconhecido cavaleiro tauromáquico, residente na região, deverá aofisco cerca de quatrocentos mil euros. O homem terá, com toda acerteza, as suas razões para, alegadamente, não pagar a maquiareclamada pelas finanças. Não ter dinheiro pode, eventualmente, seruma delas. Ainda que o aspecto anafado que ostenta, os círculos quefrequentará e alguns sinais exteriores de um modo de vida fora doalcance da esmagadora maioria, não levem a supor que o senhor estejaa passar necessidades de maior. Poderá é ter outras prioridadespara empregar o guito.
Afuga ao pagamento de impostos é, em Portugal, socialmente bemaceite. Por norma olhamos de uma forma condescendente para quem seconsegue eximir ao cumprimento das obrigações fiscais e - a menosque se trate de um politico, porque aí será um malandro da piorespécie - até com uma pontinha de inveja. Justificamos esse modo depensar com a maneira como o Estado gasta o dinheiro dos nossosimpostos e, até porque está na moda, debitando opiniões alarvesacerca de cortes na despesa. Um dos argumentos do momento é, entreoutros, o fim de muitos serviços públicos. Nomeadamente a extinçãode freguesias e, no futuro próximo, de municípios.
Naturalmenteque muito há a fazer – quase tudo, diria – no âmbito dapoupança de recursos públicos. Embora, como é visível nestaspáginas, o meu conceito de má despesa pública sejasubstancialmente diferente do que por aí vejo muitas vezes escrito.É por isso que, quanto à alegada divida deste toureiro, mais do quejuízos de valor acerca do seu comportamento, deixo apenas um número.Caso se confirmem os valores divulgados, eles representam quase odobro daquilo que o governo vai transferir em 2013 para o conjuntodas quatro freguesias do concelho onde o senhor em causa temresidência.
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publicado às 15:02

Touradas...ou cavalarias altas.

por Kruzes Kanhoto, em 06.12.12
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Ainda a lamúria do iva da restauração

por Kruzes Kanhoto, em 05.12.12

Nãose calam. Insistem na idiotice. Até ao aborrecimento, digo eu. Hajaalguém que explique ao pessoal da restauração que não são elesque pagam o IVA. Seja o imposto à taxa mínima ou máxima quem pagaé sempre o cliente. Esta insistência é bem elucidativa do queestes gajos percebem de impostos. Deve ser de não os pagarem.
Atribuira culpa do negócio estar a dar para o torto ao IVA aplicado àrestauração é, também, um bocado a atirar para o parvo. Muitosrestaurantes estão às moscas pelos altos preços praticados, peladeficiente qualidade ou porque, como dizia e com razão um deputadoqualquer, pelo excesso de oferta.
Amudança de comportamento do lado da procura é outro factor a ter emconta. E, aí, não será apenas a falta de dinheiro dos portuguesesa principal razão. Se assim fosse as zonas de restauração dosgrandes centros comerciais não estavam, às vezes muito para alémdas horas normais das refeições, completamente lotadas.
Depoishá os que não saem de casa sem o farnel da ordem. A merenda, vá.Aqueles que, como forma de solidariedade para com os gajos darestauração, já nem põem os pés – nem o resto - nosrestaurantes. Só para não lhes arranjar mais despesa com o IVA.
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publicado às 21:57

Ainda a lamúria do iva da restauração

por Kruzes Kanhoto, em 05.12.12
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publicado às 21:57


Causa-meuma certa estranheza a ausência de reacção da esquerda, e daintelectualidade em geral, às manifestações que por estes dias vãoagitando o Egipto. O contraste com o entusiasmo revelado quandodaquilo a que chamaram primavera árabe é por demais evidente.Parece, até, que agora por aqueles lados nada se passa. À esquerdanem uma linha se escreve cerca da tentativas de islamização dopaís, da luta dos que heroicamente se batem contra a instalação deum novo regime ditatorial nenhuma voz dá eco e nem os arautos daliberdade, de todos os sectores ideológicos, se dignam a manifestara sua solidariedade para com o povo egípcio.
Talvezseja por não perceber peva de politica internacional, ou ser umperfeito ignorante em estratégia geopolítica – seja lá isso oque for – mas incomoda-me que os “democratas” e outros“defensores da liberdade”, convivam tão pacificamente com osfascistas islâmicos. Será, provavelmente, da sua costeletamulticulturalista. Ou, então, é o ódio comum aos States a falarmais alto. Ou, quiçá, outra demência qualquer. Sim, porque nãoestou a ver esta malta a sobreviver uma semana – e já estou a sercondescendente – se tivessem de viver segundo os conceitosmedievais da malta barbuda que reza de cú para o ar que tantoparecem admirar. À distância, claro.


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publicado às 20:11

O "inverno" árabe não incomoda os nossos democratas
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publicado às 20:11

O elogio da incompetência

por Kruzes Kanhoto, em 01.12.12

Umqualquer estudo de opinião recentemente publicado revela-nos que,segundo os portugueses inquiridos, o melhor primeiro ministro desde ainstauração da democracia terá sido o engenheiro AntónioGuterres. Isto apesar de até quem integrou a sua equipa governativa– Sousa Franco, Medina Carreira, entre outros - considerar que setratava do pior governo desde o reinado de D. Maria I.
Admitoa fiabilidade dos resultados obtidos neste inquérito. No momento deaperto como o que estamos a viver, é natural que muitos sintamsaudades da bandalheira, da distribuição de dinheiro público emtodas as direcções e da incapacidade de tomar decisões. Derecordar que Guterres, entre outras ideias brilhantes, chegou asugerir que o líder da oposição tivesse – enquanto tal - umaremuneração atribuída pelo Estado!!!!
Numpaís em que as noticias sobre o julgamento de um paneleiro que terámorto outro larila abrem, durante dias seguidos, os noticiários doscanais de televisão e onde telenovelas ou casas de segredos batemrecordes de audiência, não parece estranho que um dos nossosmaiores coveiros seja considerado como o melhor chefe de governo. É,afinal, de gente com especial apetência para o calote, para a vidade rico mesmo não tendo cheta e que tenha ar de gajo porreiro que amalta gosta. E se nos mantiver sempre em festa, melhor ainda.
Porúltimo, mas não menos importante, haverá que esclarecer o local derealização da sondagem ou de residência dos sondados. Se foi, porexemplo, num bairro social ou num lugar tipo “Quintinhas” apenassurpreenderá não ter atingido uma votação perto dos cem porcento. 
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