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Aemissão da manhã da rádio Antena Um tem estado a ser dedicada àpobreza, ao empobrecimento e, de uma forma geral, a dar voz asituações de algum dramatismo que envolvem as novas condições devida dos portugueses. Foram muitos os relatos de quem perdeu quasetudo – a casa, o emprego e a qualidade de vida anteriormentedesfrutada – e que agora é colocado perante alternativas com que,de forma alguma, esperava vir a deparar-se. Ou, pior ainda, a faltadelas.
Verdadeque cada situação será sempre diferente e que cada individuo lá“sabe as linhas com que se cose”. Há no entanto alguns relatosque me deixam de pé atrás. É o caso descrito por um desempregado,alegadamente a receber mil e cem euros de subsidio de desemprego, comdois filhos que também não trabalham – provavelmente estudam –recebendo a esposa seiscentos e cinquenta euros provenientes de umemprego num call-center. Cerca de mil e oitocentos euros seriam,segundo o próprio, o rendimento total da família. Um valor que,acrescentava, insignificante e que em breve o faria regressar paracasa da mãe pois, garantia, estaria a passar fome. Finalizou a suahistória afiançando que com aquele montante era impossível dar decomer a quatro pessoas e que o seu desespero ainda era capaz de olevar a alguma loucura.
Nadana actual situação me surpreende. Não sou bruxo, adivinho, nemtenho qualquer tipo de poderes que me permitam antecipar o futuro.Contudo, nada do que se está a passar era difícil de prever.Estava, aliás, mesmo a ver-se que era no que ia dar. Como quem tivera paciência de ler o que aqui escrevo desde 2005 poderá atestar. Oque ainda me vai aborrecendo são historietas como a que acimareferi. O homem viverá, não duvido, uma situação lixada e quepoucos invejarão. No entanto, convenhamos, mil e oitocentos euros éum montante de que muitíssimos portugueses, ainda que empregados, não dispõem mensalmentepara viver. E não passam fome, pagam a renda ou a prestação dacasa, os estudos dos filhos e alguns, pasme-se, até vão de férias.Se calhar, mas isto cada um sabe de si, o senhor terá sido dos queandou a viver com as possibilidades que tinha e que agora insiste emviver da mesma maneira com as possibilidades que não tem. Isso é lácom ele. Não precisa é de vir chatear com o seu “problema”.
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publicado às 11:54

Fome, fomeca, larica ou já marchava qualquer coisinha...
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publicado às 11:54

Luzinhas milagreiras

por Kruzes Kanhoto, em 29.11.12

Aindanão vai assim tão distante o tempo em que o país desbaratava eurosaos milhões a iluminar festivamente os centros das cidades,nomeadamente nas áreas de maior concentração de estabelecimentoscomerciais, por ocasião da quadra natalícia. Hoje os gastos emluzinhas de Natal estão muito mais comedidos e aqueles que continuama insistir neste esbanjamento de dinheiro são já um númeromuitíssimo menor por comparação ao que ocorria há dois ou trêsanos. Ainda assim, uma meia-dúzia de esbanjadores de dinheiro dosoutros continua a fazer a mesma vidinha e a esturrar, impunemente, osrecursos que não temos ou que podiam ser usados em coisas realmenteúteis.
Osargumentos em defesa das iluminações de Natal – as das ruas,claro – são absolutamente fantásticos. Há quem acredite que issofará com que as pessoas comprem mais no pequeno comércio e ajudem adinamizar a economia da sua terrinha. Ainda que não tenham dinheiro.Deve ser uma espécie de milagre. Assim do género da multiplicaçãodos pães dos tempos modernos, que faz aumentar o número de notas nacarteira dos cidadãos que por elas forem iluminados. Cada umacredita no que quer. Não tem é o direito, pelo menos moral, de ofazer à nossa conta. 
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publicado às 23:41

Luzinhas milagreiras

por Kruzes Kanhoto, em 29.11.12
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publicado às 23:41

Coisas do diabo

por Kruzes Kanhoto, em 28.11.12

Acapa da última edição do semanário “O Diabo” revela - como sefosse necessário fazê-lo, porque quase toda a gente sabe – maisuma maneira como é esturrado em Portugal o dinheiro que não temos.Os valores apresentados, saliente-se, são apenas para o artista emcausa. Agora imagine-se o resto. O quanto se derrete neste permanente“sempre em festa” em que vivemos. Depois, quando a conta éapresentada, andamos por aí a dizer mal da Merkel, da troika e aatirar pedras à policia. Enquanto isso os verdadeiros culpados destatragédia vão-nos enganando. Com festas e bolos.
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publicado às 22:13

Coisas do diabo

por Kruzes Kanhoto, em 28.11.12
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publicado às 22:13

Défice de educação

por Kruzes Kanhoto, em 27.11.12



Nãoaprecio as piadas de alentejanos. Muito menos aquelas que nosapresentam como mandriões, sem vontade nenhuma de nos mexermos e,como se não fossemos portugueses como os demais, portadores de umaparvoíce sem limites. Digamos que se muitas dessas piadolas palermastivessem como protagonista um paneleiro, um cigano ou um pretodesconfio que quem as contasse teria de certeza problemas com ajustiça porque alguém havia de descobrir ali um comportamentoxenófobo, racista e intoleravelmente discriminatório.
Aodeparar-me com imagens como esta – acontecem em qualquer ponto dopaís, diga-se – admito que alguns alentejanos e os portugueses emgeral se enquadram no estereótipo do preguiçoso, ignorante e parvo.De facto é preciso reunir estas três condições para não mexer ocú dez metros mais para o lado e depositar os garrafões de plásticoou as caixas de cartão no local que lhes está destinado. Istocusta-nos dinheiro. A todos. Mas eles não sabem ou não se importam.São burros.
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publicado às 23:53

Défice de educação

por Kruzes Kanhoto, em 27.11.12
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publicado às 23:53

Manifestem-se contra o despesismo, porra!

por Kruzes Kanhoto, em 26.11.12

ACGTP vai amanhã promover mais uma manifestação frente àAssembleia da República. Não está em causa a legitimidade doajuntamento. Nem, ainda menos, o justeza dos motivos que levam aorganização sindical a convocá-lo. O que me aborrece é odesinteresse desta malta perante o contínuo esbanjar de dinheirospúblicos que, apesar da dita austeridade, continuamos a verdelapidar. Como se a conta não fosse para nos ser apresentada numfuturo mais próximo do que muitos supõem.
Amanhã,ou muito me engano, assistir-se-à a um desfile de autocarros decâmaras municipais e juntas de freguesia em direcção a Lisboa. Amaioria, provavelmente, colocados à disposição dos trabalhadoresque, certamente por conta de um dia de férias ou com perda de um diade salário, se vão manifestar. Não estarão em causa - a seremsuportados pelo erário público – valores significativos. O BPN,só para usar o argumento que actualmente serve para justificar todosos disparates que se continuam a cometer, é bem mais criticável. Opior é que o conjunto de pequenas insignificâncias, contra as quaiseste pessoal não se insurge, representam vários BPN's. Mas contraisso ninguém se manifesta. Vá lá saber-se porquê.
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publicado às 20:24

Manifestem-se contra o despesismo, porra!

por Kruzes Kanhoto, em 26.11.12
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publicado às 20:24

Deve ser a isto que chamam refundar o Estado

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.12

Diziaum destes dias um individuo, deputado ou merda que o valha, que opaís não pode manter o actual número de funcionários públicos.Até porque, justificava, agora existem computadores e uma infindávelpanóplia de meios técnicos ao dispor dos cidadãos que os aproximammuito mais da administração e que, pretenderá a besta, se pode porisso dispensar o trabalho de muita gente. Um pequeno pormenor teráescapado ao animal. Ou então não escapou e o bói estará é aquerer enrolar os mais ingénuos. É que, caso o idiota não saiba,as admissões de pessoal não pararam desde que a informática segeneralizou na administração pública. Pelo contrário. Nos últimosdez ou quinze anos teremos assistido à entrada de cem ou duzentosmil novos funcionários. A mesma quantidade que agora algunsiluminados entendem como necessária colocar no olho da rua parasalvar as contas públicas.
Apar desta alegada necessidade de reduzir os custos do Estado, decontenção da despesa, da eliminação de gorduras e de mais umasquantas parvoíces que os javardolas que nos governam vão vomitando,aparecem de vez em quando noticias que ainda têm a capacidade de nosdeixar de queixo caído. É o caso do projecto de lei que pretendecriar mais uns quantos tachos. A pensar, talvez, nos autarcas que senão podem recandidatar às próximas eleições. São as chamadasentidades intermunicipais. Chefiadas por um “artista” que vaibater quatro mil euros por mês mais 30% para despesas derepresentação. Diz que vão ser ai uns noventa...Isto, se malpergunto, será coisa para dar quanto em subsídios de férias ou denatal? Ou em IMI? Ou IRS? Haja por aí um qualquer apaniguado destaspoliticas que faça as contas.
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publicado às 17:43

Deve ser a isto que chamam refundar o Estado

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.12
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publicado às 17:43

Tremei caloteiros...

por Kruzes Kanhoto, em 24.11.12

Dizque estará em cima da mesa um proposta de alteração legislativa  que, alegadamente, revolucionará o funcionamento da justiça. Entre muitas outras coisas, parece,estará em causa a maneira como, até aqui, se têm cobrado asdividas em Portugal. A ir avante aquilo que estará previsto nodocumento recentemente vindo a público muito irá mudar na relaçãodos portugueses com o calote. Um dos aspectos fundamentais da novalegislação será, caso se verifique a sua aprovação, apossibilidade de um agente de execução proceder à penhora, semnecessidade de intervenção de um juiz, das contas bancárias dodevedor. Vai ser o bom e o bonito. Ai vai, vai...
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publicado às 19:11

Tremei caloteiros...

por Kruzes Kanhoto, em 24.11.12
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publicado às 19:11

Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 23.11.12



Emborasempre tivesse desconfiado que se tratava de um modo de vida que,mais tarde ou mais cedo, se revelaria insustentável fui, confesso,daqueles que cheguei a acreditar que não valia a pena produzir.Outros o fariam por nós. A nossa parte no processo limitar-se-ia aoacto de comprar a um preço mais ou menos em conta. Tão em conta quenão justificava que nos déssemos ao trabalho de sujar as mãos. Ese, contra as expectativas, o preço não fosse assim tão em conta,lá estaria a banca e o seu crédito rápido, fácil e barato paranos ajudar. O pior é que o mundo mudou e a insustentabilidade destaestranha forma de vida chegou muito mais cedo do que as minhas pioresdesconfianças.
Seno ano passado a agricultura da crise se limitou ao pequenologradouro a que ouso chamar quintal, este ano a actividade agrícolaestendeu-se, também, à courela da família. Enquanto no primeiro asfavas da crise apresentam já este aspecto todo janota, napropriedade foi, por estes dias, tempo de semear. Alhos e ervilhas,foram ontem e hoje lançados à terra. A juntar às couves e nabiçasque por lá vão medrando. E aos marmelos. Mas esses são de geraçãoespontânea.
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publicado às 15:25

Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 23.11.12
Agricultura da crise
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publicado às 15:25

Transtornados

por Kruzes Kanhoto, em 22.11.12

Ageneralidade dos políticos portugueses estão chateados. Disso mesmose tem dado conta nos últimos dias. Já os restantes portugueses, nasua esmagadora maioria – quase arriscaria dizer a totalidade –estão-se nas tintas para a mais recente preocupação da classepolitica. A causa da esquizofrenia dessa malta é, pasme-se, aprovável diminuição dos fundos estruturais a que Portugal terádireito nos próximos anos. Tal possibilidade levou já o primeiroministro a garantir que vetaria o orçamento da União Europeia casoa proposta reflectisse esta intenção.
Nãome surpreende o aborrecimento nem, ainda menos, o consenso que o temagerou entre os actores políticos dos diversos quadrantes. Sabe-se aforma como grande parte do dinheiro vindo da Europa tem sidoaplicado. É hoje aceite que a enxurrada de financiamentos é uma dasprincipais, para mim a principal, causa da situação dramática quevivemos. Para além de ter levado ao endividamento sem controlo,permitiu a construção de infraestruturas sem as quais passávamoslindamente e que hoje, só em manutenção e outros custos queentretanto vieram criar, nos custam os olhas da cara.
Há,depois, o resto. Aquilo de que todos falam, que poucos podem provar,que ninguém condena e que eu desconheço em absoluto. Daí que nãoseja difícil de perceber o transtorno que a diminuição de fluxosmonetários causará à classe dirigente. Já para os portuguesesesta será, a concretizar-se, uma excelente noticia. Talvez assim nãohaja dinheiro para despedir duzentos mil funcionários públicos erebentar de vez com o que resta das funções do Estado.
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publicado às 09:54

Transtornados

por Kruzes Kanhoto, em 22.11.12
Transtornados
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publicado às 09:54

Prioridadezinhas

por Kruzes Kanhoto, em 21.11.12

“As pessoas primeiro” ou ”as pessoas não são números”, foram apenas dois slogans, entre outros, de campanhas partidárias relativamente recentes. Significavam que, pelo menos em teoria, seriam as pessoas a estarem no centro das preocupações dos partidos políticos – que, se não estou enganado, até chegaram ao poder – que, na época, os propagandeavam.
Hoje, por maioria de razão, devem ser as pessoas a merecer a atenção, se não de quem nos governa, de todos os que, de uma ou outra forma, se preocupam com a tragédia que estamos a viver. Não é, infelizmente, essa a realidade. Os portugueses parecem ter outras prioridades. Nada respeitáveis, diga-se. Se olharmos para os “movimentos” mais votados, uma espécie de causa que qualquer um pode promover no site do governo, no top cinco os três primeiros envolvem a protecção e o bem estar dos animais, o quarto pretende estabelecer em vinte o número máximo de alunos por turma e o quinto visa proibir os menores de assistirem a touradas.
Em finais de Novembro de 2012, ano dois da troika em Portugal e quando estamos a um pequeno passo de um verdadeiro cataclismo social, são estas as prioridades de alguns milhares de portugueses. Elucidativo.
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publicado às 22:21

Prioridadezinhas

por Kruzes Kanhoto, em 21.11.12
Prioridadezinhas
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publicado às 22:21

Daenfadonha conferência de imprensa do ministro das finanças fica aperspectiva de, no tocante aos funcionários públicos, mais umataque àquilo que uns quantos badamecos – com tanto de invejosocomo de ignorante – apelidam de direitos adquiridos ou, noutrosdias, privilégios inqualificáveis.
Umadas medidas que ficou a pairar foi a intenção de aumentar a cargahorária dos trabalhadores da função pública para quarenta horassemanais. O que não me parece desapropriado uma vez que esse é ohorário praticado pela generalidade de quem trabalha no sectorprivado. Como é possível constatar no arquivo do Kruzes, defendoesta ideia há muito tempo. Lamento apenas que estes idiotas que nosgovernam sejam incapazes de definir um rumo para o país e nãotenham, em lugar de roubar salários, começado exactamente por aí.
Paralá do lado moral – que, como referi, se afigura por demaisevidente – esta medida a concretizar-se irá ter efeitosperniciosos que, receio, não estejam a ser equacionados. Primeiroporque a produtividade que se pretenderá alcançar, dado o actualestado de espírito reinante entre os funcionários públicos,dificilmente será conseguida. Depois porque o aumento da jornada detrabalho implicará um aumento de custos, os tais consumosintermédios, nomeadamente energia e seguros. Finalmente, porque seráexpectável a redução do intervalo para almoço ou até adopçãoda jornada contínua, veremos o impacto desta alteração nos cafés,restaurantes ou pastelarias que se situam nas imediações dosorganismos públicos. Nomeadamente nos centros urbanos de maiordimensão onde muitos, na impossibilidade de – como eu – iralmoçar a casa, ainda conseguem ter dinheiro para comer uma sopinhae um croquete na espelunca mais próxima.
Anunciam-setambém mexidas na ADSE. Mas quanto a isso nem vou perder mais tempoa comentar. Alguém que acha que vai conseguir poupanças com a suaextinção nem merece resposta. De tão estúpida que é a ideia.
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publicado às 19:33

Estes gajos têm um trauma com os funcionários públicos...
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publicado às 19:33

Quem paga a limpeza?

por Kruzes Kanhoto, em 19.11.12

Continuoa achar que a existência em profusão de merda de cão nas ruas dasnossas cidades é, claramente, revelador da má formação cívicados moradores que possuem um canito como animal de estimação. Aindaassim não deixo de, também, responsabilizar por esta pouca-vergonhatodos aqueles que, a qualquer nível, têm algum tipo deresponsabilidade na gestão da coisa pública. Taxas mais elevadaspelo licenciamento de canideos, adequada fiscalização da legalidadedo animal e aplicação de coimas em conformidade, seriam algumas das medidas mais fáceis de implementar e que teriam comoconsequência a diminuição da população canina e, por forçadisso, a existência de dejectos na via pública.
Masnaturalmente ninguém usará o poder de que foi investido para mexeruma palha. Nesta como noutras coisas o melhor é não levantar ondas.Fingir que não passa nada. Os porcos são mais do que muitos etambém votam. Daí que aborrecê-los com minudências de que maistarde, na altura do voto, venham à memória é coisa de tododesaconselhável.


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publicado às 21:45

Quem paga a limpeza?

por Kruzes Kanhoto, em 19.11.12
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publicado às 21:45

Mas esta gente julga que somos parvos?!

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.12

Dasmuitas propostas de alteração ao orçamento de Estado para 2013 háuma de que gosto particularmente. Aquela - da autoria dos partidos da coligação - que altera a data depagamento do IMI. O tal imposto que mais não é do que uma renda quecada um dos que compraram casa tem de pagar ao respectivo Município.Pois parece que o pagamento do dito imposto, em lugar de ocorrer –como até agora - em Abril e Setembro, vai passar para Abril eNovembro.
Longede mim sequer imaginar que esta mudança possa ter a ver com o factodas eleições autárquicas se realizarem em Outubro. Eu era lácapaz de insinuar que aquela malta pretende fazer de nós parvos.Nada disso! Eles pensaram apenas no nosso bem estar. Em Setembromuitos ainda estão de férias e, portanto, sem tempo paraligar a essas minudências. Depois há o regresso às aulas e osencargos associados. Assim sendo nada melhor que adiar o pagamento doIMI para depois das eleições dessas preocupações. Quem éamiguinho, quem é? O PSD e o CDS, pois então...
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publicado às 13:14

Mas esta gente julga que somos parvos?!

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.12
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publicado às 13:14

Aiiiii...róbaram mi burro!

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.12

Estesanimais passeavam-se tranquilamente um destes dias pela zonaindustrial de uma cidade vizinha. Diz – não sei se verdade – queserá prática mais ou menos corrente. Tudo indica que serãopropriedade de uns cavalheiros que residem numa espécie de bairro situado em terreno contiguo ou dos seus compinchas que, de vez emquando, vão montando acampamento na dita zona residencial.
Acreditoque, atendendo ao volume de transito no local, a circulação destabicharada possa não causar males maiores. Os donos causarão,provavelmente, mais estragos. É também por coisas como esta que, aocontrário do que alguns pretendem, considero a actuação que osresponsáveis cá do burgo têm tido desde sempre quanto a estamatéria, como altamente sensata. Quem quiser “casinhas”, dequalquer espécie, que as compre. Ou arrende. Ou, melhor ainda,vá-se embora.
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publicado às 12:30

Aiiiii...róbaram mi burro!

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.12
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publicado às 12:30

PAEL fofinho

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.12

Maisde oitenta municípios assinaram hoje com o governo um contrato deempréstimo que vai permitir às autarquias aderentes saldar asdividas mais antigas. É o denominado PAEL - Programa de Apoio àEconomia Local – que, na sua versão fofinha, quase não temobrigações para as câmaras que a ele recorrem. Excepto, claro,aquela parte chata, aborrecida e desagradável que envolve o seureembolso. O pagamento das prestações. Vinte e oito, no total. Ouseja, os juros e a amortização do empréstimo a saírem das contasmunicipais a cada seis meses durante catorze anos.
Trata-sede uma operação financeira que vai trocar divida de curto prazo pordivida a médio e longo prazo. O endividamento total fica na mesma –a divida à financeira cresce em igual montante da diminuição dadivida comercial – e portanto, assim à primeira vista, a adesão aesta medida do governo pode, a alguns, parecer uma boa opção degestão. A mim, substituir uma divida por outra nunca me pareceu boaideia. Trata-se, mal-comparado, de pedir emprestado ao amigoporreiraço para pagar ao gajo lixado que leva o tempo a moer ojuízo.
Pretende-secom o PAEL colocar o “contador” das dividas a zero e começar umavida nova. E é precisamente aqui que começa o meu cepticismo. Nãoacredito que quem sempre viveu a construir divida – a estrutura dasautarquias e os autarcas em geral – sejam capazes ou, sequer,queiram mudar de vida. De hoje a um ano, mil milhões de euros e umacto eleitoral depois, a maioria das autarquias que hoje assinou oprograma e as que dentro de dias irão assinar vão estar,seguramente, mais endividadas. Algumas, talvez, até incapazes decumprir as obrigações para com a banca. Mas isto sou a profetizar,porque se calhar muitas até conseguirão obter descontos de prontopagamento...
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publicado às 21:47

PAEL fofinho

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.12
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publicado às 21:47

Perderam-se as que caíram no chão...

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.12

Discordoo mais possível dos que consideram a actuação das forçaspoliciais, ontem frente ao parlamento, como tendo sido adequada àscircunstâncias. Por mim foi tudo menos isso. Não me parece adequadoque uma policia, que tem como finalidade manter a ordem, sejacondescendente para com um bando de desordeiros. Principalmentequando a desordem ocorre mesmo nas suas barbas e se prolonga por umperíodo de tempo bastante significativo.
Impõe-se,como defendem uns quantos – embora por outros motivos – que sejainstaurado um inquérito à maneira como a policia agiu. Nomeadamenteporque permitiu, impávida e serena, a destruição de mobiliáriourbano, de infraestruturas e de outros bens públicos e privados, que agoraterão de ser pagos por todos nós. Não é tolerável que um aparatodaquela natureza seja mobilizado para conter eventuais desacatos edepois se limite, muito para lá do aceitável, a assistir a umtriste e deprimente espectáculo protagonizado por vadios e outrosmarginais que se interessam tanto por politica quanto eu por folclorenepalês.
Peranteaquele cenário não são muitos os que se queixam da cacetadadistribuída pela policia quando, finalmente, se dignou intervir.Até agora apenas a Amnistia Internacional, como não podia deixar deser, se colocou do lado dos arruaceiros. Deve ser por posiçõesdesta natureza, perante factos por demais evidentes, que são poucosos que levam aquela organização a sério. Pretenderia,provavelmente, que em vez de serem expulsos à bastonada tivessemsido convidados para tomar um chazinho. Ou fumar umas brocas. 
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publicado às 20:02

Perderam-se as que caíram no chão...

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.12
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publicado às 20:02

Os likes da greve

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.12


A greve dehoje constitui o tema forte das redes sociais. As opiniões, comoseria de esperar, dividem-se entre apoiantes e críticos, cada um comas suas razões que acha, invariavelmente, melhores e maisconsentâneas com a realidade do que as daqueles que pensam demaneira diferente. Tudo normal, portanto.
Não foi, noentanto, isso que verdadeiramente me interessou. Principalmentedepois de encontrar declarações como as da imagem. O senhor emcausa é presidente de uma câmara municipal e, no seu espaçopessoal no fuçasbook, dá conta que na sua terra os serviçoscamarários contaram com uma adesão à greve de noventa e nove porcento. Só não consigo perceber se está triste ou contente. Masparece-me, assim à primeira vista, que estará satisfeito porpraticamente ninguém ter trabalhado na organização que dirige. Oque a mim, mas se calhar sou eu que estou a ver mal, se afigura umbocadinho estranho...A menos que o autarca esteja a pensar nos eurosque o município poupou.
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publicado às 21:35

Os likes da greve

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.12
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publicado às 21:35

Xunning

por Kruzes Kanhoto, em 13.11.12


Este modelo da Fiatconheceu os seus tempos de glória há mais de vinte anos. Agora, emplena decadência, é alvo da irreverência do seu proprietário queo vai artilhando como pode e com o mau gosto que se vê. Colar fotosde gaja – para mais tipo passe - na carripana não lembra aninguém. Ainda que, provavelmente, a ideia seja tapar um outroburaco provocado pela ferrugem.
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publicado às 21:00

Xunning

por Kruzes Kanhoto, em 13.11.12
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publicado às 21:00

Luta selectiva

por Kruzes Kanhoto, em 11.11.12



Satirizara próxima greve geral não terá sido – digo eu, mas não é que tenha a certeza -o objectivo de que quem “vestiu” algumas estátuas e bustos da cidade com aindumentária alusiva à jornada de luta da GCTP a ter lugar dentro de dias. Emborahesite que seja coisa - a greve -  para levar muito a sério. Isto porque olhando para aGrécia – a nossa bola de cristal onde olhando para o seu passado podemos ver onosso futuro – se constata que, mais de uma dezena de greves gerais depois,tudo tem ido de mal a pior.
Continuoa insistir que existem motivos de sobra para a indignação. Por exemplo aescandalosa maneira como o dinheiro público continua a ser esturrado. Bastafazer uma pequena busca nos sites da especialidade e constatar-se-á que aquadra natalícia irá ser comemorada em muitos locais como se a crise morasse aolado. Iluminações de natal, festas, jantaradas, cartões e presentes diversos –estou, naturalmente, a referir-me a actividades oficiais porque das outras não temosnada a ver com isso –  vãoanimar o eleitorado a malta  durante as semanas que se seguem. Mas contra esses desmandos, que também saem dos nossos impostos,ninguém “luta”. Nem os profissionais do protesto. Porque será?
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publicado às 12:52

Luta selectiva

por Kruzes Kanhoto, em 11.11.12
Luta selectiva
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Uma enxada para cada português

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.12


Ajulgar pelo que se lê nas redes sociais os portugueses estão encantados com asolução islandesa e parecem desejar que por cá se adopte solução idêntica. Desconfioé que o entusiasmo não terá muito a ver com as opções políticas e económicasencontradas – até porque, se calhar, não as conhecem – mas apenas com o factode os responsáveis governativos na altura em que rebentou a crise terem sidolevados a julgamento.
Admitoque a maioria ficasse satisfeita, numa primeira fase, caso deixássemos de pagara divida. Talvez alguns não se mostrassem especialmente preocupados se saíssemosdo euro e a nossa moeda desvalorizasse, logo de seguida, setenta ou oitenta porcento. Agora o que – quase de certeza - deixaria a esquerda esquizofrénica,muito activa em tudo o que é espaço online onde se publicite opinião, à beira deum ataque de nervos, seria a garantia do primeiro-ministro que ninguém morreriaà fome enquanto o governo pudesse oferecer uma enxada a cada português. Oequivalente nacional à cana de pesca que o presidente da Islândia prometeu aoseus concidadãos para evitar que morressem à mingua.
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publicado às 15:21

Uma enxada para cada português

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.12
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publicado às 15:21

Não gosto

por Kruzes Kanhoto, em 09.11.12


Continuamos – ou pelo menos muitos de nós continuam – a nãoperceber o que nos está a acontecer. Todos os dias surgem novos sinais da nossaignorância quanto à realidade dos tempos que vivemos e da falta de percepçãoque temos acerca dos que estão para chegar. Só assim se justificam as reacçõesidiotas relativamente às declarações da responsável pelo Banco Alimentar. No fuçasbook, por exemplo, a parvoíceassume proporções verdadeiramente assustadoras. O que não surpreende. Foi aíque encontrei, na página da mesma pessoa que chama tudo menos mãe à doutoraIsabel Jonet, a imagem que anexo e que diz muito quanto à noção que, quem acolocou, tem acerca do momento que o país e os portugueses estão a viver. Masdepois a Merkel é que tem a culpa.
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publicado às 19:31

Não gosto

por Kruzes Kanhoto, em 09.11.12
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publicado às 19:31

Taxa turistica (Nem se pode dormir descansado)

por Kruzes Kanhoto, em 07.11.12


Jásão algumas as autarquias que resolveram cobrar uma taxa – no valor de um euro,ao que julgo saber – por cada dormida, em unidade hoteleira, no território queadministram. A finalidade, ao que tem sido divulgado, será ajudar os maiscarenciados. Assim uma espécie de roubar aos ricos para dar aos pobres. Masnuma versão cobarde porque, ao contrário do Robin dos Bosques, fazem-no àsocapa, por interposta pessoa e quando apanham os que consideram mais abonadosa dormir.
Oargumento para a cobrança desta taxa é mais do que ridículo. Servirá, quandomuito e nem isso dou como adquirido, para tentar equilibrar as depauperadascontas das autarquias que a estão a lançar. Até porque a medida pode produzir umefeito exactamente ao contrário. É que eu não sei se esta malta sabe fazercontas, mas um euro por dormida dá para uma família de quatro pessoas que passeuma semana de férias na terra desses iluminados pagar qualquer coisa como vinteoito euros de taxa a somar ao custo do alojamento. A menos que esta genteacredite que vão ser os operadores turísticos a suportar o custo desta ideiacompletamente parva.
Osnossos bolsos estão a ser atacados por todos os lados e sob os pretextos mais estapafúrdios.Há que resistir. Não sei exactamente como fazer face a todos os ataques mas,quanto a este, a forma de resistência é por demais evidente. Evitar pernoitarem municípios onde esta taxa seja cobrada. E, já agora, incentivar os outros afazer o mesmo. Eles que façam caridade ou acertem as contas com o dinheirodeles. Já que acabar com comes e bebes, passeatas e festarolas é capaz de serpedir de mais… 
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publicado às 22:22

Taxa turistica (Nem se pode dormir descansado)

por Kruzes Kanhoto, em 07.11.12
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Ai aguenta, aguenta (II)

por Kruzes Kanhoto, em 06.11.12


Levar velhinhos - ainda estou para perceberporque raio lhes chamam seniores - a passear constitui uma das actividadespreferidas das câmaras municipais e juntas de freguesia. Encher-lhes a pança decomida e bebida sempre que a ocasião se proporcione, também é coisa que nãodescuram. Se, como parece ser o caso, podem fazer tudo isso na mesmaoportunidade melhor ainda.
Deve ser para fomentar este tipo deiniciativas que os autarcas nacionais conseguiram que o governo não cumprisseas determinações a que se tinha obrigado com a troika no sentido de cortar nastransferências para a administração local. Podiam aproveitar o exclusivo dagenerosidade governativa, pensará qualquer cidadão que goste de honrar as suascontas, para pagar aos credores a quem devem aos milhões. Poder, podiam. Mas nodia do voto não era a mesma coisa.
Este é mais um daqueles casos em que o talbanqueiro tem razão. Se o poder local aguenta mais austeridade? Ai aguenta,aguenta. Deixar de fazer concorrência às agências de viagens até nem se afigurados cortes mais dolorosos.
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publicado às 22:33

Ai aguenta, aguenta (II)

por Kruzes Kanhoto, em 06.11.12
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publicado às 22:33

Ai aguenta, aguenta!

por Kruzes Kanhoto, em 05.11.12
Muita celeuma têm gerado as palavras de um banqueiro qualquer acerca da capacidade do país e dos portugueses aguentarem mais austeridade. A expressão “ai aguenta, aguenta” já se tornou famosa e vai de hoje em diante, enquanto me apetecer ou sempre que achar oportuno, servir de mote para uma série de posts em que adicionarei imagens de situações que, no meu modesto entender, darão alguma razão à criatura que a pronunciou.
O que penso quanto à austeridade está suficientemente expresso em dezenas – quiçá centenas - de artigos publicados neste blogue. Quem quiser que os leia ou releia. Agora que aguentamos, enquanto povo, muito mais cortes, ai isso aguentamos, aguentamos. Os donos dos bichanos e cachorros da notícia, por exemplo, aguentarão uma vida mais austera. Que, diga-se, até trará benefícios aos animaizinhos.



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publicado às 21:30

Ai aguenta, aguenta!

por Kruzes Kanhoto, em 05.11.12
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Engalfinhai-vos e multiplicai-vos

por Kruzes Kanhoto, em 04.11.12


Notícias inquietantesdão-nos conta do aumento de homicídios entre casais desempregados. Apesar da fracacapacidade para me surpreender sempre que nos factos noticiados há portuguesesenvolvidos, desta vez fiquei, confesso, para lá de espantado com tão estranharevelação. Cuidava que ia suceder exactamente o inverso. Que, ao contrário doque estará a acontecer, em lugar de morrer gente iríamos assistir a um baby-boom. Resultado – lá está a minha ignorânciaem constante produção de ideias parvas – do maior tempo que os membros do casaliam passar um com o outro, da provável falta de dinheiro para a tv por cabo eda ausência de guito para outro tipo de diversões, acreditava que estariamreunidas todas as condições para o número de quecas aumentar exponencialmente.Enganei-me, pelos vistos. O engalfinhanço, afinal, é de outra natureza e muitomais trágico.
O paragrafo anterior maisnão é, evidentemente, que uma tentativa de graçola com pouca piada envolvendoum assunto que devia preocupar a todos mas a que poucos ligam. O envelhecimentoda população e a desertificação de todo o interior do país. Causa-me especialinquietação a falta de visão estratégica e a incapacidade dos políticos –principalmente os autarcas, por serem os que estão mais perto do problema – em,sequer, reconhecer a existência de uma situação dramática com a demografia. Temosuma bomba relógio prestes a explodir nas nossas mãos e continuamos a assobiarpara o lado na esperança que o contador pare no último segundo. Mas isso, aocontrário dos filmes, não vai acontecer. Sucederá, isso sim, o desaparecimentoda esmagadora maioria dos concelhos do interior e o encerramento das lindasescolas e “centros educativos” em que agora andamos a esturrar o dinheiro dos eleitorescontribuintes portugueses e europeus.
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publicado às 11:58

Engalfinhai-vos e multiplicai-vos

por Kruzes Kanhoto, em 04.11.12
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