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Vou ali e já venho

por Kruzes Kanhoto, em 30.07.12

Não demoro. Apenas um oudois dias. Dito de outra forma, o tempo estritamente necessário para tirarum curso. Ou equivalente.
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publicado às 22:39

Vou ali e já venho

por Kruzes Kanhoto, em 30.07.12
Vou ali e já venho
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publicado às 22:39


Acho alguma piada àsideias, papagueadas pela comunicação social nacional, de um estrangeiroqualquer que resolveu mandar uns bitaites – cagar umas estacas, como diria aminha avó se fosse viva - acerca dos vencimentos que se praticam na funçãopública. Segundo a cavalgadura em questão, a tabela salarial deverá ser revistade maneira a aproximar o ordenado de quem trabalha para o Estado, daquilo quese pratica no sector privado.
Se, assim à primeiravista, a intenção até pode nem parecer de todo descabida, quando se olha maisde perto, para os pormenores, então percebe-se toda a patetice e, mais do queisso, o desconhecimento do que é hoje a realidade do país. A ideia seriaaumentar o ordenado aos técnicos especializados, que no Estado ganharão,segundo o idiota, menos que no privado, para que estes não tenham a tentação deabandonar a função pública. Aos outros seria reduzido o vencimento porque, nacabeça da besta, auferem mais do que na iniciativa privada e, assim, seriamestimulados a procurar outra vida que não trabalhar para o Estado.
No primeiro grupoestarão, com toda a certeza arquitectos, engenheiros, médicos, economistas,enfermeiros e outros licenciados, mestrados ou doutorados.  No segundo, entre outros, canalizadores,electricistas, carpinteiros, pedreiros e auxiliares de serviços gerais. Parademonstrar o ridículo da proposta não me vou socorrer do exemplo recentedaquela empresa – privada, por sinal – que pretendia recrutar um arquitecto porquinhentos euros ao mês. Nem lembrar que jovens licenciados a ganhar o salário mínimoé coisa que não escasseia. Prefiro antes sugerir que, o fulano da ideia e osmuitos seguidores que abundam por cá, tentem encontrar quem lhes conserte umatorneira, mude uma lâmpada, repare um armário, dê uns retoques na parede ou,até mesmo, lhes esfregue a casa de banho, por quatro euros à hora.
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publicado às 23:12

Porque raio não vão estes gajos cagar estacas para os países deles?!
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publicado às 23:12

Ainda que mal pergunte

por Kruzes Kanhoto, em 26.07.12

Para que raio precisa opresidente de uma assembleia municipal de ter um telemóvel de serviço? Para nada,obviamente. As funções de presidente do órgão deliberativo municipal sãomeramente decorativas e, para além de convocar e presidir às reuniões, não fazmais nada de útil à sociedade. O que, como se calcula com relativa facilidade,não parece envolver a necessidade de dar uso a um telefone móvel.
Ora não terá sido isso quepensou um tal Miguel Relvas. A criatura, quando exerceu o cargo de presidenteda assembleia municipal da sua terra, terá tido ao dispor um desses aparelhos eterá feito tantas ou tão poucas chamadas que a conta suportada pelos munícipes ládo sitio ultrapassará os trinta mil euros. Coisa para, em média, durante os dezanos que o homem ocupou o lugar, andar pelo 367 euros por mês. Isto a fazer fénas noticias recentemente divulgadas acerca do assunto.
Tudo terá, queroacreditar, uma explicação plausível. Se é que, por esta altura, já existe. Sejaela qual for, excluo liminarmente a hipótese de as chamadas envolverem assuntosparticulares. Naturalmente coloco fora de questão que um telemóvel de serviço, pagocom o dinheiro dos contribuintes seja usado – por este cavalheiro ou porqualquer outro – para tratar de matéria da sua vida privada. Cruzes canhoto! Euseja careca se tal ideia me passa, sequer de raspão, pela cabeça.
Estou mais inclinado apensar que o homem convocaria as reuniões por telefone e, para poupar no papel,trataria de ler a acta e demais documentação pela mesma via a cada um dosmembros do órgão autárquico a que presidia. O que, bem vistas as coisas, poderáter representado uma poupança assinalável ao município em questão. E, quemsabe, pode ainda render ao figurão em causa uma licenciatura em ciências dacomunicação. Por equivalência. O que se afigura mais do que justo para quem a comunicaçãonão tem qualquer ciência.
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publicado às 23:37

Ainda que mal pergunte

por Kruzes Kanhoto, em 26.07.12
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publicado às 23:37

Que se lixe a coerência

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.12

Parvus Coelho, tal como ooutro que lá estava antes, gosta de dizer coisas. A sua tendência para produzirmúltiplas declarações peremptórias, acerca de um qualquer assunto, é por demaisconhecida bem como a pluralidade de opiniões convictas que pronuncia acerca domesmo. Trata-se de uma gajo que, frequentemente, assegura como verdade uma coisa e o seu contrário. Neste aspecto coerência não lhe falta. Há que reconhecer.
Será, portanto, nesteâmbito que deverão ser interpretados os seus desabafos acerca dos actoseleitorais que se avizinham. Todos se recordarão daquilo que o homem diziaantes das eleições que o levaram ao poder e o que diz agora relativamente aimpostos, gorduras, subsídios e assuntos correlativos. Daí não ser de estranhareste tipo de discurso. O fulano está a adoptar a mesma estratégia para as autárquicasque, no futebol, o clube do Porto utiliza em relação à taça da Liga. Ou seja,fingir que não lhe dá importância nenhuma para melhor engolir a derrota.
Por falar em eleições –lembrei-me agora, mas não vem nada a propósito – parece que as senhas depresença atribuídas aos membros das mesas eleitorais irão sofrer uma reduçãosignificativa ou, até mesmo, desaparecer. Caso volte a ser de borla e osmembros escolhidos entre os eleitores, tal como acontecia há poucos anos atrás,sempre quero ver se os candidatos à prestação deste serviço de carácter cívico continuama ser às centenas. Provavelmente nunca mais iremos ver nas mesas de voto os garganeirosdo costume.
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publicado às 23:01

Que se lixe a coerência

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.12
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publicado às 23:01

Amiguinhos mas só até certo ponto

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.12

A pretensa protecção edireitos dos animais estão, cada vez mais, na moda. Tenho aguardado, por isso,com alguma expectativa que as associações de defesa dos animais mobilizem osseus associados, apoiantes ou todos os que fazem questão de exibir publicamentea sua infindável estima pela bicharada, para uma iniciativa em grande estiloque chame, ainda mais a atenção da opinião pública para a sua causa. Assim dotipo estabelecer um dia nacional de limpeza da merda de cão que polui as nossasvilas e cidades. Podiam, também, aproveitar a ocasião para sensibilizar osdonos dos animais a recolher os dejectos que os seus canitos vão largando. Eracoisa que, não sei onde é que fui buscar esta ideia, talvez contribuísse paradar um pouco de credibilidade a esta gente.
Desconfio – para nãogarantir que tenho a certeza – que tal iniciativa estará foras das cogitaçõesde todos os que se reclamam apaixonados pelos animais e se manifestamintransigentes defensores dos seus direitos. Podem ser, tadinhos, muitosensíveis ao bem-estar dos seus bichinhos mas isso não os impede de ser porcos.Javardos, vá.
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publicado às 22:24

Amiguinhos mas só até certo ponto

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.12
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publicado às 22:24

Importa-se de repetir?!

por Kruzes Kanhoto, em 22.07.12

Receio não estar aperceber plenamente o conteúdo da notícia. A acreditar no texto publicado napágina on-line de um jornal da região centro, um político da zona teráconfessado uma infracção à lei para, segundo o próprio, uns quantos comensaispoderem almoçar. Acrescentando ainda, segundo a mesma fonte, que o fazrepetidamente. Referindo-se ao acto de infringir, claro. Embora eu manifestedesde já – ainda que sem provas – as mais convictas suspeitas que o homemtambém é gajo para almoçar todos os dias mesmo sem, por isso, violar qualquertipo de legislação.
Ora, a ser verdadeira,esta declaração é deveras inquietante e revela-se de particular gravidade. Significaque as leis da república são desprezadas e que o seu incumprimento não constituimotivo para preocupações. Antes pelo contrário é exibido publicamente como sequem o pratica fosse uma espécie de herói. Recorde-se que um dos artigos da leique o autarca em causa alega ter violado diz, textualmente, o seguinte: “Ostitulares de cargos políticos, dirigentes, gestores ou responsáveis pelacontabilidade que assumam compromissos em violação do previsto na presente lei incorremem responsabilidade civil, criminal, disciplinar e financeira, sancionatória eou reintegratória, nos termos da lei em vigor.”
Se calhar o senhor terásido mal-interpretado. Ou, tratando-se de um almoço, poderá ser algo a falarpor ele. Quiçá, até, o problema possa ter estado no gravador. Sabe-se que essesaparelhos são muito traiçoeiros. Um certo deputado - cujo nome não me recordo,mas que também não interessa nada - que o diga.
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publicado às 09:00

Importa-se de repetir?!

por Kruzes Kanhoto, em 22.07.12
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Tudo legal e com factura

por Kruzes Kanhoto, em 21.07.12

O anúncio de que umaparte – ínfima, diga-se – do IVA suportado vai passar a ser dedutível em sedede IRS, bem como a obrigatoriedade de emissão de facturas em todas astransacções, tem suscitado um conjunto de reacções curiosas. Por mim aplaudoesta iniciativa, ainda que lamente o valor miserável que se pode deduzir e oatraso com que uma medida destas, da mais elementar equidade, vai ser posta emprática. Embora, para me vingar do que o Estado me rouba, vá continuar aprescindir de factura sempre que isso implique um acréscimo no custo do bem ouserviço que esteja a adquirir. É, reconheço, uma incoerência. Mas, garanto, coma qual convivo bem.
Surgem-me, no entanto,muitas dúvidas quanto à implementação da obrigatoriedade de emitir uma facturapor cada transacção comercial. A restauração já avisou que não está com intençãonenhuma de cumprir a lei. Era só o que faltava, dizem, estar a facturar cadacafé, pastel de nata ou rissol de camarão que os clientes consomem nas chafaricas.Depois há os espaços como o que a imagem documenta. Ali, local por excelênciada economia informal, nunca será possível exigir qualquer tipo de formalismo.Nem mesmo revistando os compradores à saída.
É por isso – e tambémpelo nosso espírito tolerante para quem foge ao fisco – que não acredito queesta medida traga para o sistema um maior volume de contribuição fiscal. Daíque já estou como o outro. O melhor é legalizar a prostituição e o consumo dedroga. Desde que as profissionais do sexo passem recibo pelos serviçosprestados e a droga seja vendida com factura. Tudo com IVA à taxa máxima e adeduzir no IRS, evidentemente.
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publicado às 15:44

Tudo legal e com factura

por Kruzes Kanhoto, em 21.07.12
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publicado às 15:44

A algazarra dos inocentes

por Kruzes Kanhoto, em 20.07.12

Tenho lido e ouvido nosúltimos tempos inúmeras opiniões sustentando que os sacrifícios parareequilibrar as contas públicas devem apenas incidir sobre os funcionários doEstado porque, segundo os iluminados que assim pensam, os trabalhadores dosector privado não terão contribuído para o seu desequilíbrio. Esta teoriaparece-me, ela sim, desequilibrada. Própria de alguém perfeitamente burro ou anecessitar de urgente internamento em hospital onde tratem doenças mentais. Privado,de preferência.
Esta tese é deverascuriosa. O BPN, o défice na saúde, na educação, as PPP’s, a catástrofe dasempresas públicas de transportes, o descalabro da Madeira ou o desvarioautárquico, são culpa de quem trabalha para o Estado. Os outros não têm nenhumaresponsabilidade na matéria. Presumo que os filhos frequentam o ensinoparticular, apenas se tratam em clínicas privadas e só se deslocam de táxi ouautomóvel próprio. Nem sequer pisam as estradas que nos custam os olhos da caranem, tão-pouco, usam a água da torneira. Ver os Tonys Carreiras desta vida,comer o belo do frango assado na festa patrocinada pelo autarca lá do sitio edar voltinhas na rotunda, tudo à pala do orçamento da Câmara lá da terrinha,isso então nem pensar. É, está-se mesmo a ver, coisa reservada a quem tem o privilégiode ser funcionário público.
Nem me vou referir aosque contraíram empréstimos para construir casas de duzentos metros quadrados,com piscina, jardim e barbecue. Mesmo que nelas habitem apenas duas pessoas eum cão. Nem os que a juntar a tudo isso ainda aproveitaram o crédito paracomprar três carros, mobilar a casa e ir de férias para a República Dominicana.Muitos andam agora pelo Citius. Todos inocentes, claro. Por isso faz todo osentido que não paguem a recapitalização da banca. Os funcionários públicos quefaçam isso.
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publicado às 21:01

A algazarra dos inocentes

por Kruzes Kanhoto, em 20.07.12
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Eles fecham tudo

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.12

Encerrar serviçospúblicos no interior do país constitui, quase sempre, um disparate. É daquelesactos de gestão do mais irracional que há quando em causa estão hospitais ououtras unidades de saúde. Tem sido, no entanto, essa a politica seguida por inúmerosgovernos que, desde há dezenas de anos, têm vindo a encerrar praticamente tudoo que representa o Estado e se situa a mais de cem quilómetros da costa.
Neste contexto não causaespecial estranheza a noticia do provável encerramento da urgência básica deEstremoz. Nem de nenhuma outra da dúzia e meia que, ao que parece, terão omesmo destino. O que se pretende é fácil de perceber e faz parte de uma clara estratégiade investimento na morte dos portugueses. Serão, num futuro próximo, menos despesascom internamentos, transporte de doentes, tratamentos, comparticipações nosmedicamentos, baixas médicas, reformas e tudo o mais que se relacione com saúdeou assistência à terceira idade. Não tenho a menor dúvida que o governo – no sentidolato do termo, porque incluo o que passou, o que lá está e o próximo –conseguirá o feito histórico de fazer cair drasticamente a esperança média devida em Portugal.
Admito que em muitaslocalidades, nomeadamente aquelas de onde os serviços de saúde vãodesaparecendo, irão surgir novos negócios relacionados com esta área.Provavelmente alguns até farão atendimento permanente ou uma espécie deurgência do tipo primeiros socorros. Para quem os possa pagar, está-se mesmo aver. Porque os outros não fazem cá falta nenhuma. São – somos – um fardo de queos filhos de uma aleivosa que nos governam se querem livrar o mais rapidamente possível.
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publicado às 23:06

Eles fecham tudo

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.12
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Foi-se o dinheiro...

por Kruzes Kanhoto, em 16.07.12

Por este andar qualquerdia nenhum ministro pode colocar um pé fora de casa – ou do gabinete, vá – sem queseja assobiado, insultado ou, quiçá, sem que lhe cheguem a roupa ao pêlo. Nadaque surpreenda por aí além. Os gajos estão mesmo a pedi-las e têm-se esforçadotanto por tramar a vidinha da rapaziada que, longe vá o agoiro, algum popularmais indignado ainda é fulano para fazer uma asneira daquelas à séria.
Por mim, que até acho umacerta piada a esses ajuntamentos, não me parece que a coisa resulte. Pelo menosno sentido de inflectir a politica que está a seguida, nem que contribua paraconstruir um caminho que nos conduza a uma sociedade melhor. É um método de lutaquase tão arcaico e ineficaz como certas ferramentas que se usavam noutrostempos. Hoje, enferrujadas e substituídas por novas e mais modernastecnologias, apenas servem para folclore. Ou para fotografias parvas.
A propósito de mais umaarruada, que teve desta vez como pretexto a visita de Parvus Coelho ao concelhoaqui do lado, reitero a pergunta que um dia destes formulei aqui no Kruzes acercade situação idêntica. Onde estava esta malta quando os milhões andaram a ser desbaratadospelo país - curiosamente alguns no concelho hoje visitado - conduzindo-nos aesta desgraça que hoje estamos a viver e, principalmente, a pagar?! Se calhar,digo eu que gosto muito de dizer coisas, a votar em quem os esturrou…
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publicado às 23:29

Foi-se o dinheiro...

por Kruzes Kanhoto, em 16.07.12
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Parece que um clube defutebol que esta época se preparava para botar figura na segunda divisão B dofutebol indígena, foi forçado a desistir das competições profissionais e amandar os seus jogadores embora, por impossibilidade de cumprir o contrato quecom eles tinha assinado.  A intençãoseria fazer um campeonato tranquilo, longe dos lugares de descida, e para issocontaria com um orçamento de duzentos mil euros financiado em noventa por cento(!!!) pela autarquia local lá do sitio. Cento e oitenta mil euros, portanto, saídos dos cofres municipais directamente para a agremiação do pontapé na bola e daí para a conta bancária dos seus funcionários. À semelhança do que vinha acontecendo ao longo dos últimos anos.
O que terá tramado amarosca – chamemos-lhe, simpaticamente, assim – terá sido uma tal “lei doscompromissos”, odiada visceralmente pelos autarcas e outros gastadoreshabituados a esturrar dinheiro com se não houvesse amanhã, que a Câmara lá da terraresolveu acatar. Provavelmente, digo eu, com fundado receio das consequênciascriminais e outras, que em breve se irão começar a fazer sentir sobre osincumpridores.
Financiamentos destagrandeza aos clubes de futebol será, acredito, coisa que não faltará de norte asul.  Presumo, por isso, que serão osmilhares de jogadores de futebol-funcionários públicos etreinadores-funcionários públicos que os verdadeiros génios da táctica, osmesmos que consideram inadmissível não haver despedimentos na função pública,pretendem pôr no olho da rua.
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publicado às 13:31

Funcionários públicos há muitos. Alguns até jogam à bola.
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Os figos da crise

por Kruzes Kanhoto, em 13.07.12

Os figos, produto lá dacourela, são este ano, por comparação com anos anteriores, em quantidade maisreduzida e de tamanho significativamente menor. Deve ser por isso que, aocontrário do que acontece normalmente por esta época, a propriedade sejabastante menos visitada. Ou, pelo menos, que os sinais deixados pelosvisitantes – passarões de todas as espécies - em redor das figueiras quase nãose façam notar.
Ainda assim a colheitatem sido razoável. Figos são coisa que, por esta altura, não escasseia cá porcasa. À borla. Com IVA excluído.  
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publicado às 19:59

Os figos da crise

por Kruzes Kanhoto, em 13.07.12
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publicado às 19:59

Cuidado com o que desejas

por Kruzes Kanhoto, em 12.07.12

Que qualquer paspalhovomite as suas opiniões deprimentes ou destile os seus ódios de estimação contraos funcionários públicos, não é coisa que me provoque a mais pequena reacção ouque constitua, sequer, motivo para a mais ténue indignação. São vozes de burroe, como tal, voam baixinho.
O que me deixaverdadeiramente transtornado são afirmações da mesma natureza, proferidas deforma convicta, por gente com responsabilidade na sociedade e que, em principioe se estiver no seu perfeito juízo, tem obrigação de saber o que diz. A menosque esteja de má fé, a tentar com as suas declarações influenciar quem tem detomar decisões ou, de alguma forma, a preparar o terreno para a implementaçãodas medidas que preconiza.
Foi o caso de um velhotede cabelo branco, sobejamente conhecido - pelas piores razões - da generalidadedo público, que num momento de rara sagacidade e de notória indignação pelochumbo do Tribunal Constitucional ao corte dos subsídios de férias e de Natal,apelou ao primeiro-ministro para aplicar integralmente o Código do Trabalho àfunção pública. Já que se pretende equidade, acrescentou, então que ela sejaplena e as regras do trabalho sejam iguais para todos. Não que a ideia mepareça de todo mal. Suscita-me apenas umas quantas dúvidas. Vejamos o seguinteexemplo: Se num restaurante alguém dá uma gorjeta ao empregado com o intuito deconseguir uma mesa antes dos demais clientes, isso não constituirá nenhumcrime. É má educação, apenas. Igual procedimento num serviço público éabsolutamente intolerável. Pelo menos no actual quadro legislativo. Noutro,nomeadamente o sugerido pelo tal velhote, não estou assim a ver porque há-de continuara ser…
Pena que o fulano emcausa – um tal de Catroga, ou lá o que é – não tenha ido mais longe na propostade equidade. Podia ter sugerido que fosse criada legislação que punisse os políticospelos actos de gestão que tomam no âmbito das suas funções. Nem precisava deser particularmente inovador. Bastava que fosse lhes fossem aplicadas as mesmasleis que se aplicam a qualquer cidadão que não sabe gerir a sua empresa.
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publicado às 23:25

Cuidado com o que desejas

por Kruzes Kanhoto, em 12.07.12
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publicado às 23:25


O país está em festa. Denorte a sul – ou de sul a norte para quem vai em sentido contrário – abundam oscartazes a anunciar artistas consagrados, populares e de reconhecidos méritos.Pelo menos na opinião de quem os promove e procura cativar a putativaaudiência. Quase sempre com o alto patrocínio da autarquia lá do sítio. Àsvezes a mesma que se lamenta de, por força dos cortes do governo, não terdinheiro para as despesas com os transportes escolares e que ameaça deixar ascriancinhas a pé.
Plásticos pendurados emárvores, postes e tudo o que sirva para pendurar, a anunciar todo o tipo de festase festivais também é coisa que não falta. Principalmente, por esta altura doano, os dedicados à juventude. Mesmo em terras onde quase não existem jovens. Semprecom os artistas preferidos da malta nova, como está bem de ver, pagos a peso deouro. Invariavelmente, neste ramo, a organização está a cargo do município láda terrinha. Até daquelas onde o respectivo presidente garante estar proibido,por uma lei manhosa qualquer, de comprar um prego e que, portanto, não podeassegurar o pagamento das refeições escolares das criancinhas culpando osmalandros do governo caso os petizes se queixem de larica.
Acho muitíssimo bem que opaís festeje. Seja lá o que for que haja para festejar. Tristezas não pagamdividas e andar macambúzio também não ajuda a pagar calotes. Agora esturrar odinheiro que devia servir para pagar dívidas e calotes, em festas, festarolas efestivais, é que já não parece atitude digna de festejo.
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publicado às 20:31

O que faz falta é animar a malta (pelo menos alguma, porque a que está a "arder" não deve achar piada nenhuma)
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publicado às 20:31

Estamos todos (a afundar) no mesmo barco

por Kruzes Kanhoto, em 08.07.12

Está de novo ao rubro atroca de argumentos – insultos, digamos – acerca das desigualdades entretrabalhadores do privado e do público. Se antes foram os primeiros a manifestaro seu regozijo por os segundos ficarem sem dois meses de vencimento, agora sãoos últimos a não esconder a satisfação por, ao que tudo indica, o roubo passara ser generalizado e não vitimizar apenas quem trabalha para o Estado.
Por mim é um peditóriopara o qual não dou. Revolta-me, naturalmente, ser espoliado daquilo que me pertencemas isso não me faz desejar o mal dos outros. Tenho até alguma dificuldade emperceber porque razão alguém se pode alegrar com o facto de outro ser vítima deum crime desta natureza. Ou de outra.
Parece lógico que se nãome pagarem também não gasto o dinheiro que não tenho - obviamente que não mevou endividar para comprar aquilo que não posso pagar – e isso, como se afigurafácil de perceber, contribuirá para que aqueles que vendem também tenham algumtipo de dificuldade em cumprir as obrigações perante os seus empregados. Digoeu, embora com tanta gente a achar o contrário o mais provável seja o meu raciocíniocarecer de fundamento ou partir de algum pressuposto errado.
Os benefícios no campo dasaúde de que gozarão os funcionários públicos têm sido também um dos insultosmais utilizados. Convém esclarecer que, para receber as comparticipações pelosactos médicos, os beneficiários da ADSE têm primeiro que os pagar na íntegra. Oseu reembolso demora, em regra, alguns meses o que faz com que quem não tenhadinheiro para suportar a despesa recorra, como todos os outros, ao serviçonacional de saúde e acabe por não usufruir do sistema. Embora desconte namesma. De salientar, também, que uma consulta de especialidade numa entidadecom acordo coma ADSE - Hospital da Luz ou da Misericórdia de Évora, por exemplo- custa 5 euros ao utente e 14,97 euros ao Estado. Desconfio que num hospitalpúblico é coisa para ter um custo cinco ou seis vezes maior. A pagar por todosnós. Acho eu.
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publicado às 11:21

Estamos todos (a afundar) no mesmo barco

por Kruzes Kanhoto, em 08.07.12
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publicado às 11:21


A decisão do tribunalconstitucional acerca do confisco dos subsídios de férias e de natal dosfuncionários públicos - dos que ganham mais de seiscentos euros por mês, porqueos outros escaparam ao roubo – tem motivado um conjunto de reacções deveras curiosas.A começar pela do governo. Como era notório estava com a batata quente dodéfice entre mãos, a necessidade de novas medidas era mais do que evidente e,assim de repente, a solução é-lhe servida sem grandes custos políticos. Esteacórdão vem permitir-lhe aumentar o saque, atirando para outros a culpa demedidas que teria, inevitavelmente, de tomar.
Depois as reacções doscomentadores que pululam pelas televisões. Uma escassa minoria revelou algumalucidez na análise, mas a grande maioria reagiu com os argumentos simplistas dequem não aprecia que lhe vão ao bolso. Pior do que isso foi o destilar deveneno contra os funcionários públicos. Quase aquele tipo de conserva, “porcausa daqueles palhaços vou eu agora ter de pagar”. Coisa que se for eu a dizer,que não passo de um alarve, não vem mal ao mundo, mas gente daquela, capaz defazer opinião – pelo menos entre os mais parolos – devia ter um bocadinho detento na língua.
As declarações apropósito deste assunto atingiram um nível de burrice verdadeiramenteassustador. Incluindo as proferidas pelo líder parlamentar do ex-partido dotáxi. Fico-me apenas por uma, entre as inúmeras que se podiam citar, que ilustrana perfeição a qualidade das elites pensantes e os conhecimentos que evidenciamacerca do país que governam ou relativamente ao qual revelam um inquietante frenesimopinativo. Para eles pode-se cortar dois meses de ordenado aos funcionáriosporque estes não podem ser despedidos, ao contrário do que acontece no sectorprivado. Os ignorantes desconhecerão certamente que na função pública existemdezenas de milhares de contratados a prazo que, tal como os restantesfuncionários, são vitimas do roubo de dois meses de vencimento. Assim derepente parece-me – se calhar é por não ter nenhum curso desses da moda – que aestabilidade de um vinculo laboral titulado por um contrato a prazo, ainda queoutorgado com o Estado, é capaz de ser ligeiramente diferente, para pior, doque um contrato de trabalho sem termo numa qualquer empresa. Mas isso sou euque, ao contrário dessa malta, ando a dizer há anos que cortar salários provocasérios estragos na economia.
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publicado às 12:39

Burrice, qualidade exigida para opinar nas televisões.
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Doutores da mula ruça

por Kruzes Kanhoto, em 05.07.12

Afinal – a acreditar nopatrão lá da chafarica onde o Relvas terá ido buscar o diploma – licenciados datreta é o que não falta por aí. Não admira pois que tenhamos chegado a estetriste estado. Temos sido – e o mais certo é continuar assim – governados porburros, preguiçosos e oportunistas que não estiveram para perder tempo com essamaçada que é tirar um curso, preferindo aproveitar uma oportunidade jeitosapara arranjar um canudo.
Pensava eu, mas claro queninguém me manda ser ignorante, que essa coisa do reconhecimento de competênciasera apenas para as novas oportunidades. As tais que o PSD ridicularizava e que,pela boca do seu líder, prometeu extinguir ainda em campanha eleitoral. Contudo,até para participar nessa festa que foi a distribuição de diplomas e computadores,era preciso fazer uns quantos trabalhitos. E o papel a garantir que o portador possuíao ciclo de ensino pretendido só era conseguido após uma “entrevista” em que umavaliador, em amena cavaqueira com o candidato, o interrogava acerca da suaalegada experiência de vida. Portanto, como se vê, existia nas novasoportunidades um grau de exigência substancialmente mais elevado do que aquelede que terão beneficiado umas centenas de espertalhões.
Diz que está tudo na leie que, no limite, uma qualquer besta pode entrar no edifício da universidadesem saber uma letra e sair de lá doutor. Ainda que nem por isso menos besta.Tudo dependerá da competência demonstrada relativamente à área em que sepretenda diplomar. No caso da Ciência Política não será nada de mais. Bastaráter sido militante mais ou menos activo de um partido e a coisa estará feita. Secolou cartazes e distribuiu panfletos, bonés ou aventais então o douramento, provavelmente,será garantido. Esta legislação pode, no entanto, levar-nos muito longe.Conduzir-nos por caminhos sinuosos, mesmo. Não estou a ver, por exemplo, comose poderia recusar a uma beata uma licenciatura imediata em Ciências das Religiões,como se negaria a um vereador desse pelouro um mestrado em Urbanismo e Gestãodo Território ou a uma actriz porno um doutoramento em Cinema, Vídeo eComunicação Multimédia. Ou, já agora, a mim próprio uma pós-graduação em Fotografia.Na variante merda de cão, obviamente.
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Doutores da mula ruça

por Kruzes Kanhoto, em 05.07.12
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Discriminações selectivas

por Kruzes Kanhoto, em 03.07.12

Um prestigiado jornalnacional, daqueles de referência, anunciou na sua página na internet que iráenviar às autoridades denúncias sobre comentários feitos no seu site queindiciam a prática de crimes de discriminação racial previstos no Código Penal.
Lá terão, osadministradores do espaço em questão, as suas razões. Mas, mesmo desconhecendoo teor dos alegados escritos discriminatórios, não me parece grande ideia. Umacaixa de comentários, ainda mais quando permite o anonimato, se não for geridapor alguém que filtre os textos antes de permitir a sua publicação, não passaráde uma espécie de parede de casa de banho pública antes da moda dos paneleirosdeixarem lá os seus contactos. Logo é capaz de a gerência do site poder nãoestar assim tão isenta de responsabilidade quanto a intenção de denunciar possadar a entender.
Atendendo ao que se lêpor essa internet fora, atitudes deste tipo suscitam-me sempre algumas dúvidas.Existem uma série de preceitos constitucionais garantindo, entre outras coisas,que ninguém pode ser discriminado em função da sua origem ou opções de vida.Daí que me seja difícil perceber porque raio tecer considerações depreciativasrelativamente a um cidadão de pele escura ou cigano pode ser discriminatório e,até, configurar um crime, mas se ditas em relação a um alentejano constituemmotivo para risota e consideradas humor do mais requintado. Ou, mais flagranteainda, se eu escrevesse que “limpo o cú ao Corão” seria facilmente acusado deislamofobia, discriminação religiosa e de intolerâncias várias. Contudo, sesubstituir o livro sagrado do islão pela bíblia, o mais provável é a minhaescrita ser considerada do mais fino recorte literário.
Neste contexto, acho queescolher o que é ou não discriminação é um acto, também ele, discriminatório. Porestas e por outras tenho cada vez menos paciência para este tipo de virgensofendidas e com a mania do politicamente correcto. Que vão todos bardamerda. Acontinuar assim um destes dias teremos de começar a olhar para o lado antes depronunciar expressões tão inocentes como, por exemplo: “Um olho no burro eoutro no cigano”, “trabalho como um mouro” ou “só tenho pretos” quando nosquisermos referir às moedas que temos na carteira.
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publicado às 20:36

Discriminações selectivas

por Kruzes Kanhoto, em 03.07.12
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Uma fortuna no lixo

por Kruzes Kanhoto, em 02.07.12

Mesmo não sendo nenhumfanático da ecologia acredito que a reciclagem tem pés para andar. Embora ageneralidade dos cidadãos desconheçam – até porque ninguém lhes explica – decada vez que optamos por depositar no contentor de resíduos comuns um qualquerobjecto que pode ser reciclado, estamos a pagar por isso. Todo o lixo nãoreciclável que produzimos é depositado em aterro e, por mais estranho que possaparecer, os municípios ou as empresas que fazem a recolha têm de pagar, quase apreço de ouro, tudo aquilo que recolhem. Preço esse que, em parte, suportamos directamentena factura da água e, o resto, através dos impostos que financiam as autarquias.
Portanto, quando todosreclamam de dinheiro mal gasto ou apenas da ausência de dinheiro para gastar,era capaz de não ser má ideia começar a reformular certos hábitos. Não vousugerir que passemos a enterrar o lixo no quintal. Nem, ainda menos, a jogá-lopara a beira da estrada. Basta depositá-lo no sítio certo. Quando assim nãoprocedemos estamos a engordar a factura que a autarquia - qualquer uma dastrezentas e oito - terá de pagar para se livrar dos “restos”. Que é como quemdiz, todos nós teremos de pagar. E se para alguns, trezentos ou quatrocentosmil euros em lixo – isto em concelhos relativamente pequenos – será coisapouca, já a mim se afigura como uma fortuna. Ou, de outro ponto de vista, insustentável.
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publicado às 23:22

Uma fortuna no lixo

por Kruzes Kanhoto, em 02.07.12
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publicado às 23:22

Não há sardinhas grátis

por Kruzes Kanhoto, em 01.07.12

Num momento difícil comoo que passamos é normal que todos aqueles que tenham disponibilidade para issoqueiram ajudar os que sentem mais dificuldades. Na primeira linha dos quequerem prestar ajuda estão, como lhes compete, os autarcas. Embora, também, porquedaqui por um ano e picos teremos eleições. Mas isso são as más-línguas asugerir. Por mim acho bem que se auxilie quem precisa. E, deste âmbito, nãoexcluo os carenciados de votos.
Deve ter sido com a nobreintenção de ajudar os pobres fregueses, que um conjunto de freguesias de umdeterminado concelho entendeu por bem promover uma festarola em que a bela dasardinha assada era à borla e o panito para a acompanhar completamente grátis.Música a convidar a um pezinho de dança também não faltou. Tudo à pala, claro,para quem se quis associar ao evento.
Não há, como se sabe,almoços grátis. Nem, sequer, petiscos. E a menos que um padeiro benemérito ou algumpescador altruísta tenham oferecido os ingredientes da ementa, alguém os teve -ou terá um dia mais ou menos distante - de pagar. São uns heróis estesregedores, a quem o elevado preço da sardinha não fez recuar na intenção de animara malta nem as dificuldades, resultantes do inqualificável ataque do governo aopoder local, impedem de organizar festarolas eleitoralmente socialmenterelevantes.
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publicado às 20:32

Não há sardinhas grátis

por Kruzes Kanhoto, em 01.07.12
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