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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Vou ali e já venho

por Kruzes Kanhoto, em 30.07.12

Não demoro. Apenas um oudois dias. Dito de outra forma, o tempo estritamente necessário para tirarum curso. Ou equivalente.
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Vou ali e já venho

por Kruzes Kanhoto, em 30.07.12
Vou ali e já venho
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Porque raio não vão estes gajos cagar estacas para os países deles?!

por Kruzes Kanhoto, em 27.07.12

Acho alguma piada àsideias, papagueadas pela comunicação social nacional, de um estrangeiroqualquer que resolveu mandar uns bitaites – cagar umas estacas, como diria aminha avó se fosse viva - acerca dos vencimentos que se praticam na funçãopública. Segundo a cavalgadura em questão, a tabela salarial deverá ser revistade maneira a aproximar o ordenado de quem trabalha para o Estado, daquilo quese pratica no sector privado.
Se, assim à primeiravista, a intenção até pode nem parecer de todo descabida, quando se olha maisde perto, para os pormenores, então percebe-se toda a patetice e, mais do queisso, o desconhecimento do que é hoje a realidade do país. A ideia seriaaumentar o ordenado aos técnicos especializados, que no Estado ganharão,segundo o idiota, menos que no privado, para que estes não tenham a tentação deabandonar a função pública. Aos outros seria reduzido o vencimento porque, nacabeça da besta, auferem mais do que na iniciativa privada e, assim, seriamestimulados a procurar outra vida que não trabalhar para o Estado.
No primeiro grupoestarão, com toda a certeza arquitectos, engenheiros, médicos, economistas,enfermeiros e outros licenciados, mestrados ou doutorados.  No segundo, entre outros, canalizadores,electricistas, carpinteiros, pedreiros e auxiliares de serviços gerais. Parademonstrar o ridículo da proposta não me vou socorrer do exemplo recentedaquela empresa – privada, por sinal – que pretendia recrutar um arquitecto porquinhentos euros ao mês. Nem lembrar que jovens licenciados a ganhar o salário mínimoé coisa que não escasseia. Prefiro antes sugerir que, o fulano da ideia e osmuitos seguidores que abundam por cá, tentem encontrar quem lhes conserte umatorneira, mude uma lâmpada, repare um armário, dê uns retoques na parede ou,até mesmo, lhes esfregue a casa de banho, por quatro euros à hora.
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Porque raio não vão estes gajos cagar estacas para os países deles?!

por Kruzes Kanhoto, em 27.07.12
Porque raio não vão estes gajos cagar estacas para os países deles?!
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Ainda que mal pergunte

por Kruzes Kanhoto, em 26.07.12

Para que raio precisa opresidente de uma assembleia municipal de ter um telemóvel de serviço? Para nada,obviamente. As funções de presidente do órgão deliberativo municipal sãomeramente decorativas e, para além de convocar e presidir às reuniões, não fazmais nada de útil à sociedade. O que, como se calcula com relativa facilidade,não parece envolver a necessidade de dar uso a um telefone móvel.
Ora não terá sido isso quepensou um tal Miguel Relvas. A criatura, quando exerceu o cargo de presidenteda assembleia municipal da sua terra, terá tido ao dispor um desses aparelhos eterá feito tantas ou tão poucas chamadas que a conta suportada pelos munícipes ládo sitio ultrapassará os trinta mil euros. Coisa para, em média, durante os dezanos que o homem ocupou o lugar, andar pelo 367 euros por mês. Isto a fazer fénas noticias recentemente divulgadas acerca do assunto.
Tudo terá, queroacreditar, uma explicação plausível. Se é que, por esta altura, já existe. Sejaela qual for, excluo liminarmente a hipótese de as chamadas envolverem assuntosparticulares. Naturalmente coloco fora de questão que um telemóvel de serviço, pagocom o dinheiro dos contribuintes seja usado – por este cavalheiro ou porqualquer outro – para tratar de matéria da sua vida privada. Cruzes canhoto! Euseja careca se tal ideia me passa, sequer de raspão, pela cabeça.
Estou mais inclinado apensar que o homem convocaria as reuniões por telefone e, para poupar no papel,trataria de ler a acta e demais documentação pela mesma via a cada um dosmembros do órgão autárquico a que presidia. O que, bem vistas as coisas, poderáter representado uma poupança assinalável ao município em questão. E, quemsabe, pode ainda render ao figurão em causa uma licenciatura em ciências dacomunicação. Por equivalência. O que se afigura mais do que justo para quem a comunicaçãonão tem qualquer ciência.
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Ainda que mal pergunte

por Kruzes Kanhoto, em 26.07.12
Ainda que mal pergunte
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Que se lixe a coerência

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.12

Parvus Coelho, tal como ooutro que lá estava antes, gosta de dizer coisas. A sua tendência para produzirmúltiplas declarações peremptórias, acerca de um qualquer assunto, é por demaisconhecida bem como a pluralidade de opiniões convictas que pronuncia acerca domesmo. Trata-se de uma gajo que, frequentemente, assegura como verdade uma coisa e o seu contrário. Neste aspecto coerência não lhe falta. Há que reconhecer.
Será, portanto, nesteâmbito que deverão ser interpretados os seus desabafos acerca dos actoseleitorais que se avizinham. Todos se recordarão daquilo que o homem diziaantes das eleições que o levaram ao poder e o que diz agora relativamente aimpostos, gorduras, subsídios e assuntos correlativos. Daí não ser de estranhareste tipo de discurso. O fulano está a adoptar a mesma estratégia para as autárquicasque, no futebol, o clube do Porto utiliza em relação à taça da Liga. Ou seja,fingir que não lhe dá importância nenhuma para melhor engolir a derrota.
Por falar em eleições –lembrei-me agora, mas não vem nada a propósito – parece que as senhas depresença atribuídas aos membros das mesas eleitorais irão sofrer uma reduçãosignificativa ou, até mesmo, desaparecer. Caso volte a ser de borla e osmembros escolhidos entre os eleitores, tal como acontecia há poucos anos atrás,sempre quero ver se os candidatos à prestação deste serviço de carácter cívico continuama ser às centenas. Provavelmente nunca mais iremos ver nas mesas de voto os garganeirosdo costume.
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Que se lixe a coerência

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.12
Que se lixe a coerência
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Amiguinhos mas só até certo ponto

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.12

A pretensa protecção edireitos dos animais estão, cada vez mais, na moda. Tenho aguardado, por isso,com alguma expectativa que as associações de defesa dos animais mobilizem osseus associados, apoiantes ou todos os que fazem questão de exibir publicamentea sua infindável estima pela bicharada, para uma iniciativa em grande estiloque chame, ainda mais a atenção da opinião pública para a sua causa. Assim dotipo estabelecer um dia nacional de limpeza da merda de cão que polui as nossasvilas e cidades. Podiam, também, aproveitar a ocasião para sensibilizar osdonos dos animais a recolher os dejectos que os seus canitos vão largando. Eracoisa que, não sei onde é que fui buscar esta ideia, talvez contribuísse paradar um pouco de credibilidade a esta gente.
Desconfio – para nãogarantir que tenho a certeza – que tal iniciativa estará foras das cogitaçõesde todos os que se reclamam apaixonados pelos animais e se manifestamintransigentes defensores dos seus direitos. Podem ser, tadinhos, muitosensíveis ao bem-estar dos seus bichinhos mas isso não os impede de ser porcos.Javardos, vá.
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Amiguinhos mas só até certo ponto

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.12
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Importa-se de repetir?!

por Kruzes Kanhoto, em 22.07.12

Receio não estar aperceber plenamente o conteúdo da notícia. A acreditar no texto publicado napágina on-line de um jornal da região centro, um político da zona teráconfessado uma infracção à lei para, segundo o próprio, uns quantos comensaispoderem almoçar. Acrescentando ainda, segundo a mesma fonte, que o fazrepetidamente. Referindo-se ao acto de infringir, claro. Embora eu manifestedesde já – ainda que sem provas – as mais convictas suspeitas que o homemtambém é gajo para almoçar todos os dias mesmo sem, por isso, violar qualquertipo de legislação.
Ora, a ser verdadeira,esta declaração é deveras inquietante e revela-se de particular gravidade. Significaque as leis da república são desprezadas e que o seu incumprimento não constituimotivo para preocupações. Antes pelo contrário é exibido publicamente como sequem o pratica fosse uma espécie de herói. Recorde-se que um dos artigos da leique o autarca em causa alega ter violado diz, textualmente, o seguinte: “Ostitulares de cargos políticos, dirigentes, gestores ou responsáveis pelacontabilidade que assumam compromissos em violação do previsto na presente lei incorremem responsabilidade civil, criminal, disciplinar e financeira, sancionatória eou reintegratória, nos termos da lei em vigor.”
Se calhar o senhor terásido mal-interpretado. Ou, tratando-se de um almoço, poderá ser algo a falarpor ele. Quiçá, até, o problema possa ter estado no gravador. Sabe-se que essesaparelhos são muito traiçoeiros. Um certo deputado - cujo nome não me recordo,mas que também não interessa nada - que o diga.
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Importa-se de repetir?!

por Kruzes Kanhoto, em 22.07.12
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Tudo legal e com factura

por Kruzes Kanhoto, em 21.07.12

O anúncio de que umaparte – ínfima, diga-se – do IVA suportado vai passar a ser dedutível em sedede IRS, bem como a obrigatoriedade de emissão de facturas em todas astransacções, tem suscitado um conjunto de reacções curiosas. Por mim aplaudoesta iniciativa, ainda que lamente o valor miserável que se pode deduzir e oatraso com que uma medida destas, da mais elementar equidade, vai ser posta emprática. Embora, para me vingar do que o Estado me rouba, vá continuar aprescindir de factura sempre que isso implique um acréscimo no custo do bem ouserviço que esteja a adquirir. É, reconheço, uma incoerência. Mas, garanto, coma qual convivo bem.
Surgem-me, no entanto,muitas dúvidas quanto à implementação da obrigatoriedade de emitir uma facturapor cada transacção comercial. A restauração já avisou que não está com intençãonenhuma de cumprir a lei. Era só o que faltava, dizem, estar a facturar cadacafé, pastel de nata ou rissol de camarão que os clientes consomem nas chafaricas.Depois há os espaços como o que a imagem documenta. Ali, local por excelênciada economia informal, nunca será possível exigir qualquer tipo de formalismo.Nem mesmo revistando os compradores à saída.
É por isso – e tambémpelo nosso espírito tolerante para quem foge ao fisco – que não acredito queesta medida traga para o sistema um maior volume de contribuição fiscal. Daíque já estou como o outro. O melhor é legalizar a prostituição e o consumo dedroga. Desde que as profissionais do sexo passem recibo pelos serviçosprestados e a droga seja vendida com factura. Tudo com IVA à taxa máxima e adeduzir no IRS, evidentemente.
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Tudo legal e com factura

por Kruzes Kanhoto, em 21.07.12
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A algazarra dos inocentes

por Kruzes Kanhoto, em 20.07.12

Tenho lido e ouvido nosúltimos tempos inúmeras opiniões sustentando que os sacrifícios parareequilibrar as contas públicas devem apenas incidir sobre os funcionários doEstado porque, segundo os iluminados que assim pensam, os trabalhadores dosector privado não terão contribuído para o seu desequilíbrio. Esta teoriaparece-me, ela sim, desequilibrada. Própria de alguém perfeitamente burro ou anecessitar de urgente internamento em hospital onde tratem doenças mentais. Privado,de preferência.
Esta tese é deverascuriosa. O BPN, o défice na saúde, na educação, as PPP’s, a catástrofe dasempresas públicas de transportes, o descalabro da Madeira ou o desvarioautárquico, são culpa de quem trabalha para o Estado. Os outros não têm nenhumaresponsabilidade na matéria. Presumo que os filhos frequentam o ensinoparticular, apenas se tratam em clínicas privadas e só se deslocam de táxi ouautomóvel próprio. Nem sequer pisam as estradas que nos custam os olhos da caranem, tão-pouco, usam a água da torneira. Ver os Tonys Carreiras desta vida,comer o belo do frango assado na festa patrocinada pelo autarca lá do sitio edar voltinhas na rotunda, tudo à pala do orçamento da Câmara lá da terrinha,isso então nem pensar. É, está-se mesmo a ver, coisa reservada a quem tem o privilégiode ser funcionário público.
Nem me vou referir aosque contraíram empréstimos para construir casas de duzentos metros quadrados,com piscina, jardim e barbecue. Mesmo que nelas habitem apenas duas pessoas eum cão. Nem os que a juntar a tudo isso ainda aproveitaram o crédito paracomprar três carros, mobilar a casa e ir de férias para a República Dominicana.Muitos andam agora pelo Citius. Todos inocentes, claro. Por isso faz todo osentido que não paguem a recapitalização da banca. Os funcionários públicos quefaçam isso.
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A algazarra dos inocentes

por Kruzes Kanhoto, em 20.07.12
A algazarra dos inocentes
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Eles fecham tudo

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.12

Encerrar serviçospúblicos no interior do país constitui, quase sempre, um disparate. É daquelesactos de gestão do mais irracional que há quando em causa estão hospitais ououtras unidades de saúde. Tem sido, no entanto, essa a politica seguida por inúmerosgovernos que, desde há dezenas de anos, têm vindo a encerrar praticamente tudoo que representa o Estado e se situa a mais de cem quilómetros da costa.
Neste contexto não causaespecial estranheza a noticia do provável encerramento da urgência básica deEstremoz. Nem de nenhuma outra da dúzia e meia que, ao que parece, terão omesmo destino. O que se pretende é fácil de perceber e faz parte de uma clara estratégiade investimento na morte dos portugueses. Serão, num futuro próximo, menos despesascom internamentos, transporte de doentes, tratamentos, comparticipações nosmedicamentos, baixas médicas, reformas e tudo o mais que se relacione com saúdeou assistência à terceira idade. Não tenho a menor dúvida que o governo – no sentidolato do termo, porque incluo o que passou, o que lá está e o próximo –conseguirá o feito histórico de fazer cair drasticamente a esperança média devida em Portugal.
Admito que em muitaslocalidades, nomeadamente aquelas de onde os serviços de saúde vãodesaparecendo, irão surgir novos negócios relacionados com esta área.Provavelmente alguns até farão atendimento permanente ou uma espécie deurgência do tipo primeiros socorros. Para quem os possa pagar, está-se mesmo aver. Porque os outros não fazem cá falta nenhuma. São – somos – um fardo de queos filhos de uma aleivosa que nos governam se querem livrar o mais rapidamente possível.
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Eles fecham tudo

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.12
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Foi-se o dinheiro...

por Kruzes Kanhoto, em 16.07.12

Por este andar qualquerdia nenhum ministro pode colocar um pé fora de casa – ou do gabinete, vá – sem queseja assobiado, insultado ou, quiçá, sem que lhe cheguem a roupa ao pêlo. Nadaque surpreenda por aí além. Os gajos estão mesmo a pedi-las e têm-se esforçadotanto por tramar a vidinha da rapaziada que, longe vá o agoiro, algum popularmais indignado ainda é fulano para fazer uma asneira daquelas à séria.
Por mim, que até acho umacerta piada a esses ajuntamentos, não me parece que a coisa resulte. Pelo menosno sentido de inflectir a politica que está a seguida, nem que contribua paraconstruir um caminho que nos conduza a uma sociedade melhor. É um método de lutaquase tão arcaico e ineficaz como certas ferramentas que se usavam noutrostempos. Hoje, enferrujadas e substituídas por novas e mais modernastecnologias, apenas servem para folclore. Ou para fotografias parvas.
A propósito de mais umaarruada, que teve desta vez como pretexto a visita de Parvus Coelho ao concelhoaqui do lado, reitero a pergunta que um dia destes formulei aqui no Kruzes acercade situação idêntica. Onde estava esta malta quando os milhões andaram a ser desbaratadospelo país - curiosamente alguns no concelho hoje visitado - conduzindo-nos aesta desgraça que hoje estamos a viver e, principalmente, a pagar?! Se calhar,digo eu que gosto muito de dizer coisas, a votar em quem os esturrou…
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Foi-se o dinheiro...

por Kruzes Kanhoto, em 16.07.12
Foi-se o dinheiro...
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