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Tiro ao Álvaro

por Kruzes Kanhoto, em 30.06.12

Protestos como os queontem tiveram como alvo o ministro da economia não constituem motivo paragrandes espantos. Pelo contrário. O que surpreende é, face à tragédia quemuitos ainda insistem em não querer enxergar, a pouca frequência com que vãoacontecendo.
Embora de lamentareventuais tentativas de agressão – que alegadamente possam ter existido –compreendem-se as razões dos protestos e da exaltação de alguns ânimos. O desesperonão é, por norma, bom conselheiro e é perfeitamente natural que à medida queformos empobrecendo mais desesperados façam coisas que em situações normais nãofariam.
O que nunca me pareceunormal é que estes indignados – provavelmente alguns deles profissionais daindignação, não sejamos ingénuos – apareçam apenas depois das asneiras que estamosa pagar já estarem feitas. Não teria sido má ideia terem insultado, na ocasião,quem andou de terra em terra a anunciar as obras faraónicas que agora nos estãoa custar os olhos da cara. Assim de repente, mas admito que até possa ser daminha memória, não me lembro de nenhuma manifestação contra a construção dosestádios de futebol, de auto estradas onde ninguém passa, de infra-estruturasque não servem para nada e que apenas foram construídas para “aproveitar” – queexpressão fantástica! – fundos comunitários ou contra as exorbitâncias pagasaos cantantes Carreiras desta vida. Desconfio– ando há dez anos a escrever isto – que os nossos problemas começaram aí. Ou,pelo menos, agudizaram-se desde então.
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publicado às 13:07

Tiro ao Álvaro

por Kruzes Kanhoto, em 30.06.12
Tiro ao Álvaro
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publicado às 13:07


Pode ser apenas impressãominha mas, eu que tenho o mau costume de prestar atenção aos pormenores, há umassemanas que não leio nem ouço a irritante expressão “é o país que temos...” apropósito de tudo e de nada. Seja lá o que for que os autores do desabafopretendam insinuar quando a escrevem ou pronunciam. Deve ser, desconfio, dopatrioteiro intervalo que os tugas fizeram para mostrar o seu amor à pátria. Coisaque, como se sabe, gostam de exibir de dois em dois anos durante o curto períodode tempo em que a selecção de futebol está em competição.
Ao contrário de muitagente, a maioria da qual percebe tanto de futebol como eu percebo de cozinha afegã,não nutro grande entusiasmo pela selecção nacional do pontapé na bola. Porvárias razões. Nomeadamente o massacre noticioso a que, nestas ocasiões, sousujeito. Não se pode ligar uma televisão sem que o objecto da notícia seja a “equipade todos nós”. Dados fundamentais para a boa prestação da equipa são reveladosem catadupa. Desde a marca dos carros dos jogadores até ao nome da loja ondecompram as cuecas, de tudo fomos informados para que, na altura do jogo, pudéssemosavaliar correctamente o seu desempenho dentro de campo. Pelo menos para aquelesque ainda tivessem paciência de, sequer, ouvir falar de selecção. É que, nãosei se os gajos da comunicação social sabem disso, tudo o que é demais chateiae provoca em muitas circunstâncias o efeito contrário.
Foi, por isso, com algum alívioque vi aquele indivíduo de aspecto pouco recomendável, caceteiro inveterado eque, no relvado, dá porrada em toda a gente que use uma camisola diferente dasua, acertar em cheio na barra da baliza defendida pelo espanhol. Para além da magníficapontaria demonstrada, teve o mérito de nos poupar à continuação do espectáculo deprimentede gente que nunca fez nada pelo país - a não ser viver à conta dele e deixarimundos os locais públicos onde assistiu aos jogos - garantir que Portugal é omaior. E o que temos, também.
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publicado às 23:02

Amanhã continuarão com um nivel de patriotismo tão elevado como ontem?
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Nem estou em mim...

por Kruzes Kanhoto, em 26.06.12

Hoje consumou-se mais umassalto. Desta vez gamaram-me, como há muito tinham anunciado, o subsídio deférias. O que, à semelhança do que acontecerá com todas as vítimas deste bandodevidamente organizado que dá pela alcunha de “governo”, me faz sentir indignado.Capaz, digamos, de chamar nomes até esgotar o repertório mais vernáculo, aos políticos,aos eleitores e outros sabujos que contribuíram para este esbulho de que acabode ser alvo. E, até, inventar ainda mais uns quantos. Mas não o vou fazer. Nadaresolvia. Nem, sequer, contribuía para diminuir o nível de irritação.
Ser assaltado é sempremau. Sê-lo duas vezes é pior ainda. Principalmente quando isso ocorre no mesmodia. É, convenhamos, algo para deixar qualquer um fora de si. Pois que foi omeu caso. Fui duas vezes assaltado hoje e fiquei fora de mim. E ainda nãoregressei. Quis o destino, ou outro palhaço qualquer, que no mesmíssimo dia em quenão recebi o subsídio de férias que me é devido, tivesse na caixa do correiouma notificação das finanças a comunicar-me a avaliação da casa. Coisa para, nopróximo ano, ver multiplicar por cinco o valor a pagar de IMI.  
Tenho, por isso, mais doque razão para estar “ligeiramente” chateado. Aborrecido, vá. Não que meincomode pagar impostos. O que me desagrada – e inquieta, também - é o quefazem com eles.


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publicado às 19:54

Nem estou em mim...

por Kruzes Kanhoto, em 26.06.12
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publicado às 19:54

Os javardos que paguem a crise

por Kruzes Kanhoto, em 24.06.12

Tem-se falado, com algumainsistência nos últimos dias, da eventual necessidade de novas medidas deausteridade face à má execução orçamental do ano em curso. Nomeadamente e comoseria de esperar pela significativa quebra nas receitas fiscais. Do que se temfalado muito pouco é daquelas que terão mesmo de ser aplicadas por causa das dívidasdas autarquias. Vá lá saber-se porquê essas parecem não afligir oscomentadores, os políticos, nem – pasme-se – a população que as vai pagar. Ebem pagas, acrescente-se.
O Plano de Apoio àEconomia Local, recentemente objecto de acordo entre o governo e ANMP, prevê,entre outras coisas, um aumento significativo das receitas municipais dasautarquias que recorram ao financiamento estatal para satisfazer os seusencargos para com os credores. E, embora a adesão seja voluntária, perante osmais patéticos constrangimentos legislativos que foram criados, praticamentetodas terão de o fazer sob pena de, não recorrendo ao PAEL, verem toda a suaactividade bloqueada ou os seus responsáveis incorrerem em responsabilidadecriminal.
Neste contexto não seráde admirar que os preços dos bens e serviços das autarquias soframactualizações capazes de nos pôr – àqueles que os têm – os cabelos em pé. A água,o IMI ou o selo do carro serão apenas alguns, mas tudo o resto irá pelo mesmocaminho. Tudo o resto é como quem diz. Provavelmente coimas que penalizemcomportamentos como este, perpetrado por um vizinho javardão e filho da puta,continuarão incólumes. O que é pena. Se os donos dos descomunais montes demerda que pululam pelos passeios das nossas vilas e cidades fossem devidamentetaxados a crise passaria rapidamente à história.  
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publicado às 13:34

Os javardos que paguem a crise

por Kruzes Kanhoto, em 24.06.12
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publicado às 13:34

As barbas do vizinho já estão a arder...

por Kruzes Kanhoto, em 23.06.12

Queixam-se osresponsáveis pelas instituições de solidariedade social, de certeza absolutacom toda a razão, da falta de meios para apoiar quem a elas se dirige em buscade auxílio. Neste, como noutros campos, os recursos são quase sempre escassose, infelizmente, por maior que seja a boa vontade de quem está à frente destasorganizações, acredito que é difícil satisfazer todas as solicitações que lhessão dirigidas. Não será mesmo de excluir que, com o agudizar da crise e ocolapso social a que estamos a assistir, alguns destes organismos possam,também eles, entrar em ruptura.
Passei um destes dias porperto de um dos locais onde cá pelo burgo é distribuída ajuda alimentar. Aoscidadãos mais carenciados, suponho. E, confesso, fiquei incomodado. Se a crisee a tragédia para onde fomos conduzidos não constituem motivo de grandesurpresa, a sua dimensão – essa sim – mais do que apreensivo, começa a deixar-meassustado.
Vou poupar-me ao trabalhode percorrer o caminho da demagogia. Esqueço, por isso, o facto de um ou outroque dali saía com ajuda alimentar ser cliente assíduo das esquinas e tascos dacidade, onde fuma as suas cigarradas ou emborca umas bejecas. Não virá, daí,grande mal ao mundo e um homem – ou uma mulher – ainda que pobre, também tem direitoaos seus pequenos prazeres. Mas não consigo ficar indiferente quando umaposentado da função pública, com mais de oitocentos euros mensais de reforma,sente necessidade de recorrer a uma instituição para obter bens alimentaresessenciais. Aí é porque a crise já está a bater bem fundo. Será, portanto,tempo de todos nós irmos colocando as barbas de molho não vão elas, um dia destes,pegar fogo.
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publicado às 17:09

As barbas do vizinho já estão a arder...

por Kruzes Kanhoto, em 23.06.12
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publicado às 17:09

Estratégias

por Kruzes Kanhoto, em 21.06.12


Estes dois sapos, deaspecto simpático e jovial, não estarão propriamente a dar as boas-vindas aos clientesdo estabelecimento. O capacho, de certo ao gosto do proprietário, terá, paraalém da finalidade geralmente atribuída aos artefactos seus congéneres, comoobjectivo manter à distância uma determina espécie de fregueses indesejáveissobejamente conhecidos pela aversão aos pequenos batráquios. Embora isto, claro,seja eu a fazer um suponhamos.
Do que tenho a certeza éque o fabricante destes capachos teve olho para o negócio. Muitíssimo mais doque quem não teve a visão estratégica para colocar nesta rotunda, situada àentrada de Estremoz, em lugar desta boneca desengraçada a figura de um sapo de dimensõesgigantescas. Agora, se a lei dos compromissos ainda permitir, o melhor écomeçar a comprar capachos…
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publicado às 17:41

Estratégias

por Kruzes Kanhoto, em 21.06.12
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A colheita da crise

por Kruzes Kanhoto, em 20.06.12


A colheita do alhal dacrise, ocorrida por estes dias, situou-se dentro dos parâmetros esperados. Istoatendendo, nomeadamente, ao espaço semeado. Apesar, de muito provavelmente, nãoser em quantidade bastante para, sequer, afastar um vampiro, sempre dará paradurante algum tempo não andar no supermercado a revirar as embalagens de alhosaté descobrir os que não vêm da China.
Já a produção de morangostem-se revelado um verdadeiro desastre. Daqueles que dão lugar a pedidos desubsidio para fazer face ao prejuízos sofridos. Todas as quatro plantassobreviveram mas, até agora, apenas uma deu frutos. Dois, no caso. E o primeirofoi comido por um passarão qualquer. Daqueles verdadeiros, com asas e tudo.  Que os outros – esses que andam por aí mas quepor uma questão de higiene é melhor nem pronunciar o nome – roubam muito mais ecausam estragos incomparavelmente maiores.
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publicado às 17:38

A colheita da crise

por Kruzes Kanhoto, em 20.06.12
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É economia moderna, estúpido

por Kruzes Kanhoto, em 19.06.12

Desta vez é que vai ser.Após a centésima octogésima nona alteração ao código do trabalho temos,finalmente, uma legislação laboral toda modernaça que vai permitir às empresas desatara criar postos de trabalho como se não houvesse amanhã. Embora, se bem merecordo, para justificar as anteriores cento e oitenta e oito alteraçõesocorridas nos últimos vinte anos tenham garantido exactamente a mesma coisa eos resultados sejam os que se conhecem.
Agora, asseguram, édiferente. O emprego vai passar a aparecer em cada esquina. Os desempregados,por isso, que se ponham a pau. Daqui para a frente o melhor é nem saírem à rua.Caso arrisquem, o mais certo é serem de imediato contratados por um qualquergeneroso e empreendedor patrão ansioso por arregimentar colaboradores.
Apesar de vir a sersucessivamente aprimorada, a legislação laboral está ainda muito longe daperfeição. Todos concordaremos facilmente que trabalhar mais sete dias por ano,completamente de borla, constitui um passo significativo e necessário. Mas,igualmente não discordaremos, é pouco. Reduzir salários, apenas os parvos nãoperceberão, trata-se de um imperativo nacional. Pequeno, ainda assim. Há, deuma vez por todas, que alterar radicalmente as mentalidades tacanhas que querema todo o custo travar o avanço inexorável do progresso. Sejamos ambiciosos.Faça-se a derradeira reforma da legislação laboral. A que ponha fim a essaaberração de obrigar um dinâmico empreendedor a pagar ordenados e que terminecom o inadmissível direito a férias, descanso ao fim de semana ou que limita ohorário de trabalho a oito horas diárias. Enquanto estes problemas estruturaisnão se resolverem jamais conseguiremos ser competitivos ou criar empregosustentado. Daquele, como antigamente, para a vida inteira. Nem criar riquezasuficiente para os dinâmicos e empreendedores patrões tugas.
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publicado às 16:51

É economia moderna, estúpido

por Kruzes Kanhoto, em 19.06.12
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publicado às 16:51

A solução é a impressora

por Kruzes Kanhoto, em 17.06.12

Bora lá fabricar notaspara resolver a crise. A receita é de Mário Soares e dá, segundo o próprio,resultados garantidos. A seguir, se alguém fizesse caso das ideias geniais dogajo, o mais provável seria termos uma subida brutal da inflação. Mas isso nãointeressa nada. Aumentavam-se os ordenados em metade do valor da taxa de inflaçãoe a malta, como não sabe fazer contas, ficava toda contente.
É, de facto, uma grandeideia. Se este mês recebesse subsídio de férias ia já comprar uma impressoradas boas e, num acto de verdadeiro patriotismo, desatava a imprimir notas.Seria o meu modesto contributo para a salvação do país, da Europa e do Euro.  Para o ano já teria, de certeza absoluta, ostrês meses de ordenado de volta. Até podia tirá-los directamente da impressora…
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publicado às 12:52

A solução é a impressora

por Kruzes Kanhoto, em 17.06.12
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publicado às 12:52


Vivemos um momentoparticularmente difícil. Talvez mesmo o mais complicado, em termos de perspectivasde futuro para o país, enquanto sociedade organizada, que se viveu nos últimosquarenta anos. No entanto os portugueses continuam pacientes, nas palavras deParvus Coelho, ou, nas minhas, absolutamente indiferentes. Uma indiferençainconsciente, digamos. Continuamos a comportarmo-nos como se o mundo tal como oconhecíamos não tivesse acabado e se aquilo que aí vem não fosse algo de terrível.Pior ainda, muito pior, do que já passámos ao longo deste ano de austeridade.Se dúvidas tivermos quanto a isso, basta estar atento ao que se vai passando naGrécia.
Mas, por cá, preferimosignorar e orientar as nossas preocupações para outras coisas. Importantes,quase todas. Exemplos disso são os “movimentos” criados pelos cidadãos – qualquerum o pode fazer - no portal do governo. De entre os quinze primeiros em termosde popularidade, os que têm maior número de apoiantes e que reflectirão ascausas que mais preocuparão os leitores, oito (!!!) estão relacionados com adefesa dos direitos, da saúde e do bem-estar…dos animais!!!!!!! Há, até, quempreconize, numa dessas iniciativas, que o Estado comparticipe nas despesas como tratamento dos bichos. Porra! Grandes bestas. Se é isto que os preocupa entãoé porque, de certeza, pensam que estão imunes a essas parvoíces da crise e nãorevelarão grande interesse pelos direitos, pela saúde e pelo bem-estar dosvossos concidadãos, que todos os dias são postos em causa.
De referir que dosrestantes sete “movimentos”, um defende as touradas e quatro sãorepresentativos de interesses específicos de classes como guia-intérprete epsicomotricista. Saliente-se que a primeira proposta dentro da normalidadesurge apenas em sétimo lugar. Chama-se “Não tenho de emigrar para me formar” e propõeque, quando existam limitações no acesso a determinados cursos do ensinosuperior, sejam criadas vagas suplementares suportadas pelos próprios alunos.Parece inteligente. Não acredito é que, num país de burros, tenha pernas paraandar.
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publicado às 20:39

E depois queixam-se das prioridades dos politicos...
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publicado às 20:39

E caderneta predial, têm?

por Kruzes Kanhoto, em 14.06.12

Como referi uns postsatrás, com a construção do novo quartel da Guarda Nacional Republicana, oresort das quintinhas vai ficar mais seguro. E pequeno, também. Segundo noticiao Brados do Alentejo de hoje, meia dúzia de habitações terão de ser demolidas paradar lugar ao edifício que vai acolher aquela força de segurança.   A questão, provavelmente, não será pacíficadada a peculiar exigência dos moradores a desalojar. Parece, conforme destaqueda mesma fonte, que apenas estarão dispostos a abandonar o local caso lhes sejadada uma casa ou, em contrapartida, a módica e quase insignificante quantia de250 mil euros. O que, para além de outras coisas, releva um claro desconhecimento dos valores praticados no mercado de habitação.
Não se me afigura que talreivindicação tenha um grau de razoabilidade digno, sequer, de merecer atençãopelas autoridades competentes. No caso o ministério da administração internaenquanto responsável pela execução da obra. Por muitas razões. A começar pelofacto de as habitações precárias terem sido edificadas em terreno que não édeles. Estão ali há dezenas de anos a ocupar terrenos públicos e – ao que julgosaber – privados, sem que tenham pago qualquer renda pela ocupação dos mesmos. Duranteeste tempo têm usufruído de energia eléctrica e abastecimento de água de formacompletamente gratuita. Ou seja, paga por todos nós.
Não estaremos, nestecaso, perante nenhuma situação de emergência social. É público - e por demaisnotório - que as pessoas em causa não aparentam ser especialmente carenciadas.Deslocam-se em viaturas de alta cilindrada, tomam o pequeno-almoço e o lancheno bar do hipermercado ali ao lado e não lhes é conhecida qualquer ocupação queenvolva trabalho. Alguns deles nem serão apenasportugueses. Terão, alegadamente, documentos nacionais e espanhóis. De Portugalreceberão o rendimento social de inserção - bem como outros apoios sociais - ede Espanha estarão a receber o “paro”. Como é conhecido o subsídio dedesemprego, no linguajar de nuestros hermanos. (1)
Em Estremoz não existe habitaçãosocial. A última experiência neste sector foi o bairro da caixa há maisquarenta anos e, mesmo assim, com contornos absolutamente diferentes daquiloque são hoje os chamados bairros sociais. Desde aí, para o bem e para o mal,nunca por cá se deram casas fosse a quem fosse. Estou em crer que não seráagora que esta regra irá ter uma excepção. Nem tal seria compreendido por todosos que estão, sabe-se lá com que sacrifício, a pagar as suas habitações nem,ainda menos, pelos que já as perderam por não conseguir cumprir junto daentidade credora.
Quase de certeza nãofaltarão os que agora, de repente e sabe-se lá com que motivações, vão aparecera defender aquela malta e  insistir na necessidade da autarquia cá do sitiolhes arranjar alojamento. A esses deixo apenas duas sugestões: Levem-nos paraperto da vossa casa e tenham a coragem de inscrever isso no programa eleitoral.Numa ou noutra hipótese vão ver a sorte que têm…

(1) E isto que escrevo –para esclarecer um parvo que tem a mania de vir para aqui marrar – não se tratade uma afirmação. É apenas uma suposição baseada numa conversa, em altos berrose para quem queria ouvir, entre ciganos residentes naquele bairro ocorrida àporta das urgências do Hospital do Espírito Santo.

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publicado às 12:51

E caderneta predial, têm?

por Kruzes Kanhoto, em 14.06.12
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Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 13.06.12

Aconselho vivamente quequem pretenda estacionar nesta rua de Vila Viçosa o faça sensivelmente a meioda via e nunca junto ao passeio. Mesmo que aí exista lugar para encostar ocarro. Se, por acaso ou parvoíce, deixar o automóvel devidamente estacionado omais provável será não o conseguir tirar de lá enquanto a besta que parou aolado não emborcar uma cervejola, puser a conversa em dia ou fizer outraqualquer coisa não menos importante que as duas anteriores.  
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publicado às 15:42

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 13.06.12
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Taxas, taxas e mais taxas!

por Kruzes Kanhoto, em 12.06.12

Vamos, dentro de poucotempo, pagar novas taxas e sofrer aumentos significativos das existentes. Garantidasestão já as taxas municipais. Pelo menos para quem elegeu autarcas gastadores. Oque, diga-se, me parece uma medida acertadíssima. Sim, porque convenhamos, é justoque quem beneficiou do desenvolvimento proporcionado pelos milhões em dividacontribua agora para o seu pagamento. Uma coisa assim a modos que o utilizadorpagador mas a posteriori.
Especula-se também quantoà possibilidade de virmos a pagar, na factura do serviço de televisão, uma taxadestinada a financiar o cinema português. Aqui o caso afigura-se-meligeiramente pior. É que, não sei porquê, fico com a sensação de estar acontribuir, à força, para uma actividade privada que devia subsistir por siprópria graças à venda – a mim, por exemplo – dos produtos por ela produzidos eque eu estivesse na disposição de comprar. Não sei onde fui desencantar estaideia mas, a ser assim, fico a pensar que a receita cobrada mais não servirá doque para sustentar umas quantas pessoas que não sabem ou não querem fazerprodutos com a qualidade suficiente para colocar no mercado.
O pior é que isto é capazde não ficar por aqui. Se financiamos quem anda a fazer fitas provavelmentetambém iremos financiar os que fazem cenas. A malta do teatro, se a do cinemaconseguiu arranjar quem os continue a sustentar, também há-de querer que searranje uma taxazinha qualquer para eles. E a das cantorias…e do bailado…e daopera…
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publicado às 13:50

Taxas, taxas e mais taxas!

por Kruzes Kanhoto, em 12.06.12
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Cortes a sério

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.12


As fotos não documentamas consequências de um furacão, tornado ou qualquer outro fenómeno meteorológicoque se tenha abatido sobre estas árvores. É apenas o resultado dos estragoscausados – por mim e pela minha Maria – após decidirmos que já era tempo delimpar as quatro velhas e enormes oliveiras lá da propriedade. Hesito quanto àpossibilidade de um dia voltarem a dar azeitonas, mas de uma coisa tenho acerteza: Tão cedo não voltam a fazer sombra. Foi portanto uma grande poda. Oumelhor, quatro! E todas de seguida.
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publicado às 08:30

Cortes a sério

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.12
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publicado às 08:30

Rio de indignações

por Kruzes Kanhoto, em 10.06.12

Como era de prever, aspalavras de Rui Rio, sugerindo que nos Municípios endividados não serealizassem eleições, porque quem ganhar nada mais pode fazer senão pagardividas, suscitaram as reacções mais indignadas desde que o outro badamecoarrotou em defesa da redução de ordenados. Obviamente que essa não é, nem nuncapoderá ser enquanto houver democracia, a solução a adoptar. Mas, acho eu,pode-se andar lá perto.
Em primeiro lugar, faça-sejustiça, o homem sabe do que fala. Por todos os motivos. Colocou em dia ascontas do município a que preside, moralizou uma série de aspectos daactividade municipal e colocou em sentido uns quantos figurões mal habituados ea quem poucos ousaram antes – e ainda menos depois – dizer não.
Naturalmente que ademocracia deve correr o seu curso e, em devido tempo, o povo ter oportunidadede julgar quem governou. Tem, no entanto, Rui Rio toda a razão quando afirmaque quem ganhar eleições nada pode fazer para além de pagar dívidas. Mas issonem é ele que diz. É a própria lei. Aprovada, publicada e em vigor. Claro queesta lei, como qualquer outra, pode ser sempre desrespeitada. Embora nem mepasse pela cabeça que possam existir políticos dispostos a infringir as leis daRepublica e a arcar com as consequências criminais e financeiras daídecorrentes. Tal como me é difícil acreditar que os eleitores estejam dispostosa eleger quem tiver como objectivo, no seu programa eleitoral, violar as leis dopaís. Apesar de más, como é o caso.
O que já me pareceperfeitamente razoável – e lógico, acima de tudo – é que, no actual cenário,não seja possível aos futuros autarcas constituir aquilo a que chamam gabinetede apoio ou, sequer, nomear vereadores a tempo inteiro. Se aquilo que há parafazer é apenas gestão corrente, estão impossibilitados de realizar seja o quefor e a prioridade única é pagar divida, então, para isso – ou seja, não fazernada – não precisam de ajuda. A menos, reitero, que não queiram cumprir as leispelas quais nos regemos. Mas desses o povo não gosta, pois não?
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publicado às 15:21

Rio de indignações

por Kruzes Kanhoto, em 10.06.12
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Feijão-verde da crise

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.12

Esta coisa da agriculturanunca foi a minha praia. Daí que a produção do meu exíguo e maltratado quintal nãose possa comparar à conseguida por outros hortelões que, apesar de igualmenterecém iniciados nestas lides agrárias, dispõem de outras condições logísticase, principalmente, de jeito para a actividade de amanhar a terra. Que, diga-se,é uma expressão um bocado manhosa mas que agora veio mesmo a calhar.
Cá pelo quintal –logradouro, vá – depois das favas e das ervilhas da crise, é agora a vez dofeijão verde. A sementeira foi um destes dias e, surpreendentemente, as plantasapresentam já este aspecto. Magnífico, atendendo ao seu curto período deexistência. O único senão, por enquanto, continua a ser a bicharada que vai devorandoas folhas e para a qual não estou a conseguir desenvolver um método eficaz decombate. Se relativamente às lesmas foi possível diminuir de forma significativaa população residente, o caso da passarada parece mais bicudo. Meia dúzia debaixas infligidas constitui um resultado insignificante face ao esforço deguerra envolvido, ao contingente do inimigo e aos estragos provocados pelosinvasores.
Noutro recanto, que umdestes dias merecerá igualmente destaque, crescem – pelo menos assim espero -pepinos, courgettes, batatas e morangueiros. Com sorte o único morango queconseguiu vingar será comido em breve.
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publicado às 14:57

Feijão-verde da crise

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.12
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Temos pena

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.12

Tenho o maior respeitopor todos – infelizmente muitos – que passam por dificuldades bem maiores do queaquelas que me afectam. Nomeadamente por quem, face a situações de desemprego,doença, divórcios ou outras contingências da vida, se vê impossibilitado depagar a prestação da casa e corre o sério risco de ficar sem ela. É, semdúvida, um drama pelo qual todos dispensamos passar.
Apesar disso não meparece apropriado que se institua uma tolerância ao incumprimento, comopretendem alguns partidos. Tal, para além de constituir um estímulo perigoso aque se deixe de cumprir - com as nefastas consequências que daí poderão advir -será forçosamente encarado como uma injustiça em relação aos que, sabe-se lácom que sacrifícios, sempre honraram os seus compromissos perante a instituiçãocredora.  
É notório e por demais evidente que muitos aproveitaramo crédito fácil para comprar casas desajustadas das necessidades dos seusagregados familiares. Outros tantos utilizaram o dinheiro que jorrava dosbancos para as mais variadas inutilidades. Quase todos, durante o tempo em queviveram sem dificuldades e com alguma folga orçamental, não optaram poramortizar a divida ao banco e aligeirar assim as suas responsabilidades. Pelocontrário. Aproveitaram para fazer mais créditos, ir de férias para lugaresexóticos ou fazer as mais disparatadas opções em termos financeiros. Todasmuito legítimas, reconheça-se. Hoje têm um problema. Temos pena.
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publicado às 20:59

Temos pena

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.12
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publicado às 20:59

Sol e dó

por Kruzes Kanhoto, em 06.06.12
Acredito que este seja um cenário capaz de agradar aos accionistas da EDP. A mim, que não sou accionista de coisa nenhuma, desagrada-me profundamente. Talvez esteja a ver mal mas, mesmo sabendo quanto os portugueses são aselhas a estacionar, não me parece apropriado que às vinte horas, em pleno mês de Junho, exista necessidade de iluminar um parque de estacionamento. E manter a luz acesa custa dinheiro. Muito dinheiro. Nomeadamente daquele que não há.
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publicado às 21:44

Sol e dó

por Kruzes Kanhoto, em 06.06.12
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publicado às 21:44

Ainda há boas noticias

por Kruzes Kanhoto, em 05.06.12

No meio de um turbilhãode más noticias, ainda há um ou outro facto noticioso que me deixa bem-disposto.Hoje, bem pela manhã, foi o relato de uma viagem de idosos o causador da minhaboa disposição. Tratou-se de uma iniciativa – não sei quem promoveu, mas issoagora também não vem ao caso – que levou um grupo de velhotes a dormir com ostubarões. Dormir é como quem diz. Queixava-se um participante que não pregouolho em toda a santa noite. Estranhou a cama, garantiu para quem o quis ouvir.
Também da parte dostubarões a coisa não correu pelo melhor. Para além dos visitantes nocturnosestarem na parte errada do aquário, ainda tiveram de dormir sob o olhar indiscretode um grupo de mirones. O que, como se compreende, é aborrecido. Capaz até decomprometer o desempenho na hora de juntar a barbatana com a patroa. E o piorde tudo é que isto deve ser ideia para ganhar adeptos. Eu, que nãosou de intrigas, desconfio que uma certa rapaziada já arranjou pretexto paramais umas quantas passeatas.
Outra noticia que medeixou satisfeito foi a da maneira como algumas comunidades, em diversos paíseseuropeus, lidam com a horda de muçulmanos que, com a complacência dos diversospoderes, está a invadir a Europa. Em lugar de manifestações que podem conduzira conflitos desnecessários e que, por norma, nada alteram, escolheram umamaneira original de lutar pela sua terra. Quando se sabe ser intenção da maltaque reza de cú para o ar construir uma mesquita em determinado lugar, logo aísão espalhados pedaço de porco. O que, face às crenças daquela maralha, deimediato inviabiliza para todo o sempre a utilização do terreno para esse fim. Simples,eficaz e um bom exemplo da maneira como, sem grandes alaridos, se conseguematingir os objectivos.
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publicado às 20:26

Ainda há boas noticias

por Kruzes Kanhoto, em 05.06.12
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publicado às 20:26

Esta gente não se cansa de errar?

por Kruzes Kanhoto, em 03.06.12

A opinião veiculada pormuita gente, alguma com obrigação de saber do que opina, que os primeirosindicadores de retoma do crescimento da economia irão surgir no segundosemestre deste ano - não sei se repararam, mas já estamos em Junho e nicles -sempre me tem deixado ligeiramente confuso. Quase tanto como a tese,normalmente defendida por gente com rendimentos obscenos de tão elevados quesão, segundo a qual os salários terão de sofrer uma redução significativa para,então sim, as coisas começarem a melhorar. Uns e outros, por mais reputadas quesejam as qualificações que ostentam no currículo, parecem-me manifestamente deslocadosda realidade que se vive por cá.
Relativamente aosprimeiros invejo-lhes o optimismo. Apesar da evidente demência das suasprevisões se encontrarem a um nível muito próximo dos meus prognósticos quandoescolho os números do euro milhões. Terão, esforço-me por acreditar,indicadores que lhes garantam que apesar de nos últimos seis meses do ano partesignificativa da população deixar de receber dois meses de ordenado, dasreceitas fiscais irem sofrer o trambolhão resultante desse corte e de, como vemsendo hábito, no regresso de férias muitos trabalhadores encontrarem asempresas encerradas, ainda assim, entraremos numa fase de crescimento. O PaiNatal, o Coelhinho da Páscoa ou até mesmo o Sócrates, não diriam melhor.
Quanto aos segundos, paraalém de lhes desejar saúde de morto, desconfio que acreditam existir em cadaaldeia, vila ou cidade, uma fábrica a produzir coisas destinadas à exportação.Ou, pelo menos, sonham que assim venha a ocorrer. Mas entre isso e o querealmente acontece vai uma distância que nunca percorreremos porque, por maisque corramos atrás desse desígnio, haverá sempre quem chegue primeiro. Esseslunáticos desconhecem que, principalmente no interior, a economia privada sebaseia no pequeno negócio – o café, o cabeleireiro, a boutique e outros de pequenadimensão – sempre dependentes do dinheiro que os moradores da terra tenham nacarteira. E, parece evidente, quanto menos estes tiverem, mais negóciosencerram as portas. O que, mas isto sou eu a especular, me parece difícil deconjugar com as tais oportunidades de que falava o outro parvo.
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publicado às 12:09

Esta gente não se cansa de errar?

por Kruzes Kanhoto, em 03.06.12
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publicado às 12:09

O resort vai ficar mais seguro

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.12

O recente anúncio que aobra de construção do novo quartel da Guarda Nacional Republica estará prestesa arrancar constituirá, estou em crer, uma das melhores noticias para a cidade.Será mesmo uma das mais ansiadas pela população e, arrisco-me a vaticinar, aque a esmagadora maioria dos estremocenses colocaria como prioritária caso issolhes fosse perguntado. É, portanto, de aplaudir quem finalmente, após tantosanos de avanços e recuos, decidiu avançar com o empreendimento.
O entusiasmo dos nativoscá do burgo terá muito pouco a ver com a notória falta de condições do actualposto da GNR. Nem envolverá grande solidariedade com os militares que ali desempenhama sua missão. Estas serão questões que a poucos dirão alguma coisa. O motivoprincipal – único, talvez – para o regozijo de quem vai tomando conhecimento danotícia, tem exclusivamente a ver com a localização do edifício. O local éverdadeiramente estratégico e a sua implementação no terreno causará, pelomenos o pessoal tem essa esperança, a debandada de parte significativa daquelesque agora habitam na zona.
Por mim tenho algumasreservas que todo este processo decorra de forma inteiramente pacífica. Desconfioque os habitantes do resort irão protestar pelo incómodo causado pelas obras,os custos de construção – nomeadamente os materiais – vão, de certeza, derrapare, ou muito me engano, vamos assistir à tradicional reivindicação da casinha.Embora, quanto a este último aspecto, sem qualquer sucesso. É que toda a gentesabe que politico que por cá prometa casinhas não ganha eleições.
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publicado às 22:33

O resort vai ficar mais seguro

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.12
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