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Os porcos do costume

por Kruzes Kanhoto, em 31.05.12

Estremoz, Bairro daSalsinha, dezanove e trinta. Hora local. Embora o sítio pudesse ser qualqueroutro e o horário também.
Não tenho grande coisa aacrescentar ao que ando a escrever, ao longo dos sete anos de existência desteblogue, acerca da falta de educação dos que permitem que o seu animal deestimação faça uma javardice destas na via pública. Nem vale a pena gastar acabeça dos dedos a martelar o teclado. Desta vez faço apenas votos para que ogoverno não se esqueça que existe neste campo dos animais de companhia um vastocampo para colecta de impostos.
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publicado às 20:23

Os porcos do costume

por Kruzes Kanhoto, em 31.05.12
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publicado às 20:23

Isto anda tudo ligado

por Kruzes Kanhoto, em 30.05.12

A actualidade noticiosados últimos dias tem sido marcada por temas que me causam um nível deirritabilidade capaz de estourar a escala ao melhor e mais sofisticadoirritometro. Isto, claro, se os aparelhos de medir a irritação já tivessem sidoinventados ou, a existirem, houvesse um por perto.
Por algum motivo queescapa à minha compreensão, os sms do Relvas e doutro personagem obscuro, dequem nem fixei o nome, estão na ordem do dia. Não há telejornal que não dediquepelo menos vinte minutos ao assunto e, vá lá saber-se porquê, parece que isso éo que de mais importante se passa no país. Há, também, umas quantas escutas quepoucos querem ouvir, várias investigações a personagens acerca das quaisninguém está interessado em saber seja o que for e até, segundo rezam ascrónicas, alegadas ameaças de revelação de dados pessoais de criaturas totalmentedesinteressantes.
Depois vem a selecção. Umbando de alarves que um destes dias vai de viagem até à Polónia, para os quaisnão servem pardieiros como os que vão albergar pobretanas e jogadores de trazerpor casa como alemães, holandeses e todos os restantes participantes no Euro. Ficaminstalados no hotel mais caro, que isto é um país rico e essa coisa dos sacrifíciosnão se aplica a craques. Mesmo sem jogarem à bola, afinal – recorde-se – é paraisso que lá estão, conseguem ocupar largas horas do espaço televisivo nacional.Os mais atentos às diversas emissões, cálculo, já devem saber tudo acerca detodos os componentes da equipa. Desde a cor das peúgas até à marca do óleo demotor de cada um dos bólides que aquela malta ostenta. Tudo, como se vê, coisado mais relevante interesse nacional.
No meio de tudo isto nemum pio – uma investigaçãozinha jornalística, vá - acerca das alegadas denunciasdo cavalheiro careca posto em prisão domiciliária. Terá dito a criatura quehaveria por aí uma espécie de rede, mais ou menos mafiosa, a passar dinheiropor água e que envolveria uns largos milhares de "clientes", entre os quais figurões que ocupam ou jáocuparam lugares de destaque na vida pública.  Se calhar é porque isto anda tudo ligado.Provavelmente mais do que parece.
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publicado às 23:08

Isto anda tudo ligado

por Kruzes Kanhoto, em 30.05.12
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publicado às 23:08

A invasão das lesmas

por Kruzes Kanhoto, em 29.05.12


Várias pragas assolam omeu quintal. Via aérea são, principalmente, melros e pardais. Bandos deles.Apesar de, quanto aos primeiros, constar que estão em extinção e que gozam deum regime qualquer de protecção que torna criminoso que lhes torcer as goelas,a verdade é que, pelo menos por aqui, são mais que muitos. Cada vez maisespertos, também. Não se deixam enganar, se é que me faço entender. Aocontrário dos pardais, estúpidos por natureza, que de vez em quando vão caindona esparrela de debicar nos locais mais inapropriados.
Mas nem é da passaradaque vem a pior ameaça. Pela calada da noite centenas - milhares, quiçá - delesmas abandonam os seus esconderijos secretos e devoram tudo o que ameaçacrescer no quintal. Nada as parece travar. Mas está declarada a guerra. Foram,até agora, usadas várias abordagens ao inimigo. Contudo as imensas baixasinfligidas parecem não ser suficientes para o fazer desmobilizar e, por maisestranho que pareça, o seu número não aparenta diminuir nem as consequênciasdos seus ataques se afiguram menos relevantes.
Preocupado com estatemática procurei encontrar uma solução que me levasse ao extermínio destescriminosos rastejantes. Não a encontrei mas, em contrapartida, deparei-me comcomentários de alguns amiguinhos dos animais dignos de realce. Pelo lado daparvoíce, claro. Vejamos estes exemplos:

“Porque mata-las? Não fazem mal anós.”

“Ah, elas são tão bunitinhas!Me  lembram muitos bichos do fundo domar... Por que quer vê-las mortas?”

“Solta um peido perto delas '-' “

“Por acaso as lesmas fazem-me muitaimpressão, e bastantes estragos nas plantas... Mas sou incapaz de as matar...”

“Será que as pessoas só pensam emmatar as lesmas? Procurei em vários sites e a única literatura que se acha écomo combater esta praga! Será que é mesmo uma praga ou são os Homo sapiens queestão ocupando o lugar de todos os animais no nosso planeta?”

“MATAR LESMAS E CARACÓIS É MALDADE!Já há estudos que comprovam que eles sentem dor, com aparelhos específicospode-se até ouvi-los gritar de sofrimento, não vejo razão forte o bastante quejustifique essa crueldade! Se elas realmente estão atrapalhando, é melhorretirá-las (sem machucá-las) e colocá-las em outro lugar, MAS JAMAISMATÁ-LAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! que crueldade!!!!!!!!!!
São animais irracionais, não comempq querem estragar as plantas, mas sofrem tb!!!!!!!!!!!!!!!! também não achomuitos sites que falem de curiosidades sobre caracois e lesmas, a maioria falade receitas de escargots e métodos para matar esses bichinhos lentos, inocentese irracionais. COMO PODEM SER TÃO MAUS? MINHA FELICIDADE É SABER QUE UM DIA AVIDA DESSAS PESSOAS TERÁ SUA "RECOMPENSA" POR TEREM UM CORAÇÃO TÃOMALDOSO!”
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publicado às 23:31

A invasão das lesmas

por Kruzes Kanhoto, em 29.05.12
A invasão das lesmas
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publicado às 23:31


Vejo, por vezes, oTribunal de Contas e outras instituições que têm por missão fiscalizar amaneira como a administração pública gasta os recursos do país, tão empenhados emcontrolar algumas minudências – trocos, na verdadeira acepção da palavra – que mesurpreende não terem todos estes órgãos de fiscalização já invadido a Câmara deLisboa. Vem isto a propósito de uma notícia, divulgada por estes dias, segundoa qual o Município lisboeta terá, alegadamente, isentado a organização do Rockin Rio do pagamento de taxas no valor de três milhões de euros. À semelhança,ao que parece e a confiar no noticiado, dos anos anteriores em que tal eventodecorreu na capital.
Bem podem alegar que setrata de um evento de enorme repercussão e com inegável retorno financeiro.Mas, nem por isso, três milhões deixam de ser três milhões. Ainda maissabendo-se as dificuldades financeiras que a generosa autarquia em causa estaráa atravessar. Igualmente não servirá de grande desculpa que, a não ser assim, ofestival iria para outro lugar qualquer. Quando muito reflectiria os custosadicionais no preço dos bilhetes, procuraria reduzir os custos do evento ouarranjaria outro esquema qualquer que lhe garantisse o lucro esperado. O que nãome parece nada correcto é que, perante a passividade geral, sejam os munícipes deLisboa e – bem vistas as coisas – de todo o país, a pagar a conta.
Parece existir um certopreconceito, relativamente a certas matérias, quando está em causa o princípiodo utilizador pagador. Nas scuts, na saúde, nos transportes ou na educação, nãosubsistem muitas dúvidas em aplicá-lo. Contudo noutras áreas, como no ramo dacultura e do espectáculo, ai Jesus que não pode ser, vamos lá concederisenções. Nem que sejam de três milhões. Mas depois os cortes do IMI, a Lei doscompromissos e outras baboseiras é que têm a culpa. O que diria a Lagarde se oRock in Rio fosse em Atenas?!
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publicado às 13:06

O que diria a Lagarde se o Rock in Rio fosse em Atenas?!
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O grelhador – fogareiro, vá – da crise.

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.12

Como escrevi noutrasocasiões não sou especial admirador de greves, manifestações, nem de outrasdemonstrações de desagrado mais ou menos ruidosas. Até porque os resultadospráticos decorrentes desse tipo de acção de protesto revelam-se, quase sempre,nulos. Quando não, na esmagadora maioria das ocasiões e apuradas as contas,penalizadores para quem os pratica. Prefiro, portanto, outras formas de luta. Oboicote é, de todas, a minha preferida. Creio mesmo que, se praticado em largaescala, seria muito mais eficaz do que o folclore promovido em função dedeterminadas agendas ou patrocinado por gente que quer apenas aparecer nostelejornais.
Há também quem lhe chamepoupança mas, convenhamos, não tem a mesma piada. Praticar uma determinadaacção acreditando que estamos a boicotar uma intenção de quem nos quer lixar dáum gozo muito maior. Dá outra motivação. Mesmo não sendo um gajo especialmentegastador, comecei esta prática subversiva no dia em que o outro – o que alegadamentefoi para Paris – decidiu espoliar-me do abono de família dos dois descendentes.Ganhou, contudo, uma dimensão inusitada desde a noite em que o Parvus Coelhoanunciou o assalto aos subsídios de férias e de Natal. Tudo somado, juntando oaumento do IRS, o roubo representa mais de três meses de ordenado.
Não sendo este um bloguede economia doméstica, apenas superficialmente aqui tenho dado conta dasmedidas de contenção – de ajustamento, digamos – em vigor cá pela maison. Mastêm sido em número significativo. Maior recurso à economia paralela,deslocar-me a pé em vez de o fazer de carro e o cultivo do quintal serão,talvez, as mais comuns. Dispensar os serviços dos profissionais do sector efazer eu próprio as pinturas cá de casa, com tinta comprada em promoção e pagacom o saldo do cartão Continente, pode ter sido a mais rentável. E, já agora, aúltima: arrumar o grelhador eléctrico e passar a usar este fogareiro.Adquirido, ele também, com o tal cartãozinho. O peixe, esse, é da promoção doscinquenta por cento do Pingo Doce.
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publicado às 22:21

O grelhador – fogareiro, vá – da crise.

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.12
O grelhador – fogareiro, vá – da crise.
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publicado às 22:21


Também o preço da águavai, dentro de pouco tempo, subir consideravelmente. Era de esperar. Afinal numpaís onde os salários são escandalosamente elevados, provocando por isso níveisde desemprego surpreendentes, é natural que os bens e serviços essenciaistenham, em conformidade, de ser a atirar para o carote. Se assim não fosse amalta nem sabia onde gastar o dinheiro e, às tantas, ainda ficava mais rica epetulante que um europeu mal-encarado do norte da Europa.
O que o pessoal da massaque anda a tentar governar-nos – ou a tentar governar-se à nossa custa, não seiao certo – não conhece, é a estirpe dos habitantes cá do rectângulo. Um erromuito comum entre os que ao longo da história se têm dado ao trabalho deinvadir um país ou subjugar um povo. Tal como aumentar impostos não significaum aumento da receita fiscal, também não é líquido que o aumento do preço daágua corresponda a um acréscimo dos proveitos das empresas – ou autarquias –que a vendem. Ou, por tabela, que aumentem as receitas provenientes das infindáveistaxas que pagamos na factura mensal. Pelo contrário. Se já hoje o número deincumpridores atinge proporções alarmantes, no futuro, caso o preço do preciosolíquido dispare para os valores que hoje foram anunciados, a fuga ao pagamentoirá generalizar-se.  
Quando os preços aumentamo consumo tende a retrair-se. Foi assim com os combustíveis, com aelectricidade e será o mesmo com a água. Depois de passar a andar a pé e defazer tudo às escuras, vamos ter nos adaptar a novos hábitos que proporcionemuma maior acalmia aos contadores. E nem estou a pensar nesses esquemas manhososque – alegadamente, está bem de ver - se farão por aí e que envolvem acirculação da água à margem dessas traquitanas usadas para medir a quegastamos. Parece-me é que teremos de tomar apenas um banho por semana, lavar aroupa uma vez por mês e esquecer essa mania de lavar a louça. E mesmo assim comágua da fonte.
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publicado às 23:45

Agua barata só a da chuva. (E mesmo assim é melhor não dar ideias...)
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A culpa é dos factores

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.12

Acho uma imensa piada aosfulanos que, de forma quase sempre patética, tentam explicar os números quereflectem, nas mais diversas áreas, o que tem vindo a ser a actividadegovernativa nos últimos anos. Há sempre uns factores – seja lá isso o que for –que são os culpados das medidas que os governam tentam implementar não estarema resultar. Ou, melhor, resultarem na catástrofe que antes facilmente seadivinhava.
Apesar de parecer evidenteque a austeridade que tem vindo a ser seguida em nada melhorou as contasnacionais, não falta quem insista na necessidade de austerizar ainda mais avida dos portugueses. É disso exemplo a ideia de reduzir de forma drástica ovencimento dos funcionários públicos. Quarenta por cento, já por aí seescreveu. Ou mais, de preferência. Pena, no entanto, a selectividade destespossidónios, para quem a única despesa pública que importa cortar é a que serelaciona com os salários dos trabalhadores. Podiam – digo eu, assim de repentee com a clarividência nitidamente toldada pela irritabilidade que estasopiniões me causam – admitir que haverá muitíssima gordura para eliminar antesde chegar ao bolso de quem trabalha. Basta olhar à nossa volta. Ler os jornais,ver as televisões ou consultar a internet, constitui um excelente exercíciopara descobrir para onde vai o dinheiro que está a ser roubado aos funcionáriospúblicos. Mas isso dá muito trabalho. E poucos votos, também.
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publicado às 22:57

A culpa é dos factores

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.12
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Cavar?! Não, obrigado.

por Kruzes Kanhoto, em 21.05.12

As hortas urbanas,comunitárias ou lá o que lhes queiram chamar estão na moda. Autarquias einstituições de apoio social, um pouco por todo o país, disponibilizam espaçosonde potenciais hortelões podem cultivar a terra e obter daí alguns produtosdestinados a rechear a despensa. O que, numa altura difícil como a que vivemos,pode constituir um complemento importante para os orçamentos mais magricelas. Será,presumo, esta a filosofia que preside – e muitíssimo bem – a este tipo deiniciativas.
O pior é que o cenário idílicode pobrezinhos de enxada na mão a semear batatas, sonhado por umas quantasalmas bem-intencionadas, colide frontalmente com a pouca apetência dosprimeiros para actividades que envolvam o coiso. O trabalho, ou lá o que é. Nãosurpreende por isso que, segundo informa o Brados na sua última edição, ostalhões da “Horta comunitária de Santiago” não tenham despertado grandeinteresse nos habitantes daquela zona da cidade. A quem, saliente-se, ainiciativa se destina. Nem, mas isto já sou eu a especular, aos moradores dooutro bairro ainda mais degradado e onde, no dizer dos próprios, são todosdesempregados.
Por mais notórias quesejam as carências do público-alvo destas acções, o objectivo de pôr esta gentea contribuir para o seu próprio sustento – ainda que de uma forma quase lúdica –é, no mínimo, irrealista. Talvez, por mais politicamente incorrecto que possaparecer, a sua principal carência seja a incapacidade de colocar em causa odireito adquirido ao subsídio, à esmola e a um estilo de vida muito sui generis.Mas não admira. Faz parte de uma certa cultura que assim seja.
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publicado às 23:38

Cavar?! Não, obrigado.

por Kruzes Kanhoto, em 21.05.12
Cavar?! Não, obrigado.
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Osga alentejana

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.12

“Como se alimenta umaosga alentejana” interrogava-se uma das almas que aqui veio parar através da pesquisa do Google. A questão éassaz pertinente e, agora que penso nela, merece uma reflexão mais cuidada.Importa saber, antes de mais, se a criatura tem intenção de alimentar o bichoou se pretende apenas informar-se quanto à maneira como o réptil faz as suasrefeições. A verificar-se a primeira hipótese é provável que estejamos napresença de alguém que adoptou, ou pretenderá adoptar, uma osga como animal deestimação e esteja indeciso quanto ao tipo de ração a comprar. Ou, no caso dasegunda premissa, podemos estar perante um extremoso dono que caçou uns quantosinsectos e não sabe agora a melhor maneira de os dar a comer ao bicharoco.
A parte que me deixaverdadeiramente inquieto é a “raça” do animal. Na verdade osgas não faltam noAlentejo. Só no meu quintal mato umas dezenas delas por ano. O que, acho eu,não quer dizer que exista um tipo de osga que possa ser considerada como “alentejana”.Nem, a existir, que possua hábitos alimentares diferentes das restantes da suaespécie. Digo eu, porque às tantas ainda aparece por aí alguma apreciadora de ensopadode borrego e de um bom tintol da região.
Seja como for, caroleitor interessado em saber “como se alimenta uma osga alentejana”, experimentedar-lhe insectos alentejanos. Deixá-la sossegada – à noite, quando elasprocuram alimento - perto de uma lâmpada acesa, também é capaz de não ser máideia. Ou, mas isso sou eu a dizer, agarrar numa vassoura e mandar o bichodesta para a melhor pode igualmente ser uma hipótese a considerar.
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publicado às 20:24

Osga alentejana

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.12
Osga alentejana
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publicado às 20:24


A chamada lei dos compromissos,em vigor desde Fevereiro último, está deixar os autarcas portugueses à beira deum ataque de nervos. Com alguma razão, admito, porque o objectivo de redução doendividamento conseguir-se-ia na mesma se, em lugar do modo sinuoso que alegislação impõe, o caminho escolhido tivesse sido o da obrigatoriedade deelaboração de orçamentos ajustados aos montantes de receita efectivamentecobrados.
Os argumentos usados paracontestar as opções do governo é que, na minha opinião de eleitor atento aestas coisas, não são os melhores e retiram credibilidade às críticas. Justas,reitero, quando à maneira como se pretende fazer o ajustamento. Mal comparado –e daí talvez não – a ideia que está a passar para a opinião pública é de umgrupo de endividados que ficou irritado por ver cancelados todos os cartões decrédito.  Tudo parece valer a pena paranão cumprir o estipulado na lei. A começar pelo fabuloso argumento de que nãoestá em vigor e a terminar na impossibilidade de fornecer refeições outransporte aos alunos das escolas a cargo das autarquias.
A lei é estúpida? Aresposta é claramente sim. Se os autarcas têm razão? Toda. O pior é o nível daargumentação utilizada. Principalmente quando se conhece a pouca vontade emcobrar as receitas a que legitimamente têm direito e cuja proveniência não sãoos cofres do Estado ou as que os munícipes pagam longe dos edifícios dos paçosdo concelho. Atente-se, por exemplo, nas imagens seguintes e onde se podem ver osvalores em divida, resultantes do fornecimento de água ou de outros serviçosprestados por algumas autarquias que se tem empenhado em exibir o seudescontentamento com a lei dos compromissos, o corte nas transferências do OEou com a alegada redução do IMI. Como se pode ver pelos exemplos, existe alimuita “matéria” por cobrar. Até, independentemente de outras razões, por umaquestão de justiça em relação aos parvos que ainda vão pagando. 




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publicado às 17:07

Cobrar dividas aos eleitores é uma coisa desagradável...
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O paraíso dos gatos

por Kruzes Kanhoto, em 16.05.12

Este felino - o gatocapado da vizinha do lado - de ar aparvalhado passa a vida no meu quintal. Cápor casa é conhecido como o “Chalupo”. Escuso de explicar porquê. Os que hátrinta ou quarenta anos viam desenhos animados vão perceber e os outros, sequiserem, façam como os gajos que andam a avaliar imóveis. Vão ao Google.
Mas, escrevia, o bichano ocupaparte significativa do seu dia a dormitar no meu quintal. O que nada tem demal, esclareça-se desde já. Podia no entanto, entre uma e outra soneca, darcaça aos melros que roubam as cerejas e aos pardais que depenicam a hortaliça.Mas não. Isso seria pedir demais a sua excelência. Desconfio que terádesenvolvido uma improvável relação de amizade com os delinquentes alados queme atacam a horta. Ou então é porque já não se fazem gatos como antigamente.Quando, como dizia a minha avó, “o céu dos pardais era a barriga dos gatos”.
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publicado às 23:47

O paraíso dos gatos

por Kruzes Kanhoto, em 16.05.12
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Vem aí a (verdadeira) tempestade perfeita

por Kruzes Kanhoto, em 15.05.12

Mais de um ano depois deter sido oficialmente aberta a época de crise, constato – sem grande surpresa,diga-se – que aprendemos muito pouco com os erros que cometemos. Pior do queisso. Insistimos neles. Trata-se, se calhar, não de um problema de iliteraciafinanceira ou de uma qualquer dificuldade em lidar com os números mas antes deum problema do foro psicológico. Ou então de um caso de ignorância pura e dura.Não é mesmo de descartar a hipótese de ser a conjugação dos três factores que contribuiupara o desencadear da tempestade perfeita que se está a abater sobre as nossascarteiras.
Um bom exemplo do queacabo de referir são os chamados fundos comunitários. Uma espécie de cenouraque colocaram na nossa frente e atrás da qual marchámos até à beira do precipício.Há ainda quem ache que não os “aproveitar” é perder dinheiro. Mesmo que para osobter tenha de se gastar o dinheiro que se não tem. Basta ouvir – e, também,ler – os lamentos que por aí correm sobre a quantidade astronómica de milhões queteremos perdido com o fim do projecto do TGV. E o pior é que os cidadãos a quemfoi poupado o sacrifício de suportar os custos de mais essa loucura estão igualmenteentre os queixosos. Ainda que, aparentemente sem perceberem, já estejam a pagarum ror de outros desmandos.
O desnorte colectivo dosportugueses irá, por altura das próximas eleições autárquicas, conhecer novospatamares. Dentro de poucos meses, quando começarem a ser conhecidas asprimeiras promessas eleitorais e as exigências dos eleitores, atingiremos umnível que, acredito, estará para lá de todos os padrões conhecidos da ciência. Desconfioque ninguém, de um lado e do outro, se vai preocupar com o pormenor quaseinsignificante da inexistência de dinheiro. Tenho, até, a leve desconfiança quea tragédia financeira em que vivem as autarquias será coisa de somenos. Porisso, mantenho uma secreta esperança que talvez seja desta que um dos milharesde candidatos aos trezentos e oito lugares de presidente da câmara prometa aconstrução de um centro de acolhimento a visitantes – quiçá investidores – de outrosplanetas. Isso é que era visão. Ah pois era!
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publicado às 22:55

Vem aí a (verdadeira) tempestade perfeita

por Kruzes Kanhoto, em 15.05.12
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publicado às 22:55

Reparado?!

por Kruzes Kanhoto, em 14.05.12

Como se pode reparar, amensagem que a palavra escrita no pedaço de metal pretenderá transmitir nãoestá nada actualizada. Ou, pelo menos, pode considerar-se deslocada. Digamosque seria mais ou menos a mesma coisa se uma superfície toda ferrugenta ostentasseo aviso “pintado de fresco”.
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publicado às 22:41

Reparado?!

por Kruzes Kanhoto, em 14.05.12
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publicado às 22:41

Velhas oportunidades

por Kruzes Kanhoto, em 13.05.12

As ondas de indignaçãosucedem-se umas às outras com uma frequência alucinante. A sorte é que todas,invariavelmente, acabam na praia sem fazer estragos de maior. Excepto, mas issonão conta a não ser para o visado, aquelas que vão entrando para o anedotárionacional.
Desta vez o motivo para aindignação tem origem nos considerandos tecidos por Parvus Coelho acerca dovasto manancial de oportunidades com que se depara um desempregado. O homem, aocontrário dos que alimentam o alarido em torno destas declarações, estácarregadinho de razão. A confirmá-lo não faltam exemplos. Podia citar, sequisesse ser demagógico, o caso de José Sócrates que agarrou uma oportunidadede estudar filosofia. Mas não vou por aí. Limito-me a recordar os inúmeroscasos de ministros, secretários de estado, deputados, directores gerais e maltaligada ao ramo da assessoria, que conseguiram um emprego espectacularmente bempago após terem sido despedidos – ou terem-se despedido – do cargo queocuparam. E nem vale a pena contra argumentar que antes já tinham emprego. Aquestão é a facilidade com que encontraram ocupação no pós actividade politicae, quase sempre, muito melhor remunerada.
Outro exemplo deempreendedorismo são os presidentes de Câmara que no próximo ano vão ficardesempregados em virtude de, por força da lei, estarem impedidos de continuarno seu emprego. Antecipando o problema estão já a procurar a oportunidade deirem esturrar dinheiro para a autarquia do lado, continuando a nobre missão deendividar o país e a arruinar as finanças dos municípios por onde vão passando.
Como está bom de ver odesemprego constitui mesmo uma janela de oportunidade. Principalmente para osoportunistas. Exemplos que as outras centenas de milhar que insistem em continuardesempregados - de propósito, quase de certeza, só para chatear o governo - deviamseguir. O que me parece altamente reprovável e que motiva a irritabilidade subjacenteas estas declarações do primeiro-ministro. Talvez a oportunidade surja se, emlugar de se inscreverem no centro de emprego, corram a filiar-se num partido político.De preferência num daqueles que, de vez em quando, está no governo.
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publicado às 11:07

Velhas oportunidades

por Kruzes Kanhoto, em 13.05.12
Velhas oportunidades
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publicado às 11:07

Vá lá entender-se estagente. Primeiro as promoções e os avantajados descontos de preço queproporcionavam eram uma coisa má. Terrível, até. Para lá de degradante. Constituíammesmo uma humilhação para aqueles que as aproveitavam até ao último pacote dearroz e que se debatiam por uma garrafa de óleo ou embalagem de preservativos ametade do preço. Isto sem esquecer a afronta, protagonizada pelo grandecapital, de vender produtos muito abaixo do preço de custo comprometendo comisso o pequeno comércio, os pequenos produtores e, provavelmente, outrospequenos qualquer coisa que agora não me ocorre.
Mas isso foi antes. Estasemana, quase diariamente, foram anunciadas promoções e descontos em toda aespécie de bens e serviços, onde a redução de preços era de setenta ou oitentapor cento – nalguns casos até mais - e, espantosamente, ninguém se queixou. Pelocontrário. Garantiam-nos que era uma excelente oportunidade. Também não dei contade preocupações – políticas, sociais ou de outra natureza – com dumping,concorrência desleal, esmagamento de preços ou outros conceitos assazinteressantes. Nem consta que os deputados tenham dedicado parte do seu tempo adebater o assunto. Ou, tão-pouco, que a malta bem pensante que por aí opinatenha sentido necessidade de expressar o seu mal-estar.
Dir-se-á que as situaçõesnão são iguais. Ou, sequer, parecidas. Não têm, de facto, nada a ver. Naprimeira trata-se de gente, maioritariamente, com menos recursos ou que temalguma preocupação em gerir de forma criteriosa o seu dinheiro e que procurouadquirir bens essenciais. No segundo caso trata-se de promoções mais discretas- on-line ou em espaços onde até se paga para entrar – e os bens em causa sãotão necessários à sobrevivência como idas ao cinema, férias, massagens ou roupade marca. Coisas finas, portanto.
Ainda me ocorreu que estadualidade de critérios envolvesse alguma espécie de atitude preconceituosa. Masdepressa afastei essa ideia. Afinal, parece legitimo concluir, as promoções nemsempre são más. Depende do que se promove, do local onde é feita, do público aquem se destina e, principalmente, da data escolhida para a sua realização.Convém é que não coincida com nenhuma “demonstração”.

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publicado às 20:46

Ninguém se manifesta contra as mais recentes promoções?!
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Estou contra!

por Kruzes Kanhoto, em 08.05.12

Recuso-me a escrever deconformidade com o acordo ortográfico, não suporto sequer a leitura de textoselaborados segundo a nova grafia e, como diz o outro – que tal como eu é umgajo que diz muitas coisas – evacuo no acordo ortográfico. Para mim um fato continuaráa ser uma indumentária e um ato será uma acção que envolva um laço ou, na piordas hipóteses, um nó. Já fatura ou respetiva continuarão a ser factura ourespectiva escritas de forma errada.
Admito que a minha posiçãoseja parva. É uma coisa que me acontece com frequência. Pelo contrário, darsumiço às contas a pagar é um acontecimento relativamente raro. E ainda bem. Seassim fosse, pelo menos neste caso, seria forçado a ferrar o cão. Mesmo que aideia de negar-se a aceitar o pagamento, apenas porque o cliente não apresentao papelinho da conta – por esquecimento ou por outro motivo qualquer que nãovem ao caso – não me pareça reveladora de um significativo brilhantismo quandoem causa estará o suposto interesse em cobrar a factura.  
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publicado às 19:42

Estou contra!

por Kruzes Kanhoto, em 08.05.12
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publicado às 19:42

O alcatrão não engana

por Kruzes Kanhoto, em 06.05.12

Há quem defenda que os políticos devem ser apenas julgados emeleições. Não falta, também, quem entenda que a obra feita justifica tudo.Sobeja igualmente quem sustente que o Estado deve manter um elevado índice deinvestimento público como forma de estimular o crescimento, combater a crise emais uns quantos chavões próprios de uma retórica demagógica e a atirar para obacoco.
Daí que, muito provavelmente, serei apenas eu a achar que oindividuo – ou os indivíduos, porque neste tipo de coisas é costume actuar emmatilha - responsável pela decisão de construir mais uma estrada onde já haviaduas – ou mais uma onde já existiam duas, isso agora não interessa nada – deviaestar preso. Podem, os que conhecem o local ou quem defende este género de “investimento”,arranjar as justificações que quiserem. Desde a segurança dos utentes dasdiversas vias, à necessidade de transferir dinheiro dos cofres públicos para asempresas ou, como é frequente, remeter para projectos antigos. Posso ser burroque nem um asno, mas a mim ninguém me convence que esta profusão de estradas,que se prolonga por dezenas de quilómetros em pleno Alentejo, terá a mais pequenae plausível justificação técnica.
O pior é que cenários destes – ou mais extravagantes, chamemosassim – não faltam pelo país fora. Ou não estivéssemos no reino da impunidadedos decisores e onde alarvemente achamos que os políticos e a maneira como esturramo nosso dinheiro devem apenas ser julgados na urna de voto. Num aspecto,contudo, comungo a opinião quase geral. A obra está à vista. E o resultadotambém.
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publicado às 19:41

O alcatrão não engana

por Kruzes Kanhoto, em 06.05.12
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publicado às 19:41

Mais uma horta da crise

por Kruzes Kanhoto, em 05.05.12
Esta em pleno espaço público e dando algum uso a um canteiro desaproveitado. Até porque, ainda que estivesse repleto de flores, o aproveitamento não seria grande coisa. Está, digo eu, muito melhor assim.
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publicado às 14:32

Mais uma horta da crise

por Kruzes Kanhoto, em 05.05.12
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Gorduras

por Kruzes Kanhoto, em 04.05.12

Ficou-se por estes dias a saber que os cortes orçamentais nasdespesas publicas, pelo menos naquelas relativas à área social, só não vão maisfundo graças ao fim dos subsídios de férias e de natal dos funcionáriospúblicos. Obviamente que fico satisfeito por saber que o produto do saque aquem trabalha para o Estado tem uma finalidade nobre e não serve para andar aesturrar em parvoíces.
Antes das eleições havia gorduras em quantidade suficiente paracortar. Como o PSD e CDS parecem evidenciar, desde que chegaram ao governo, umamanifesta dificuldade em as encontrar – sabendo que este blogue é lido porilustres e conceituados militantes desses dois partidos – o Kruzes Kanhotoresolveu dar uma ajuda na localização das banhas desaparecidas. Desinteressadamente,diga-se. Por mim até já esqueci essa coisa dos subsídios. Dêem lá o dinheiro aosciganitos, à malta que nada declara no IRS, aos pobrezinhos e não se fala maisnisso. Mas, se a cegueira da militância o permitir, passem com os olhos pelasimagens seguintes. Podem ser que vislumbrem uma ou outra potencial gordurita.





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publicado às 22:41

Gorduras

por Kruzes Kanhoto, em 04.05.12
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publicado às 22:41

Paternalismos

por Kruzes Kanhoto, em 03.05.12

É com insistência que nos recordam não competir ao Estado criaremprego, assegurar a assistência na doença ou no desemprego, garantir umaadequada formação académica ou a protecção na velhice. As prioridades de quemgoverna parecem, cada vez mais, estar viradas noutra direcção. A ideiadominante é, agora, regular. Tudo, até os aspectos mais insignificantes dasnossas vidas, está sob a fúria reguladora dos governantes. Desde a quantidadede sal no pão até às promoções das mercearias. Como se no país não houvessenada de importante com que aqueles que foram eleitos para governar se devessempreocupar.
O pior é que parece existir um certo consenso, mesmo entre ocidadão comum, quanto à necessidade deste desenfreado espírito regulador. Nãome surpreende que um destes dias, a prosseguirmos neste caminho, saiam para aíumas normas que estabeleçam quantas quecas se podem dar por semana. Ou, alegandoalgum imperativo de higiene, seja publicado um decreto a impor o número devezes que se deve sacudir a pila depois de uma mijadela. O que, se calhar, nemia merecer grande contestação. Afinal nós gostamos mesmo é que o Estado trateda nossa vidinha. Seja para nos proteger de promoções manhosas, de normascontratuais que aceitámos debaixo de muita chico-espertice ou para nos perdoaras dívidas que fizemos quando, com ordenados de pobre, insistíamos em levarvida de rico.
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publicado às 21:30

Paternalismos

por Kruzes Kanhoto, em 03.05.12
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publicado às 21:30

Poupar, dizem eles.

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.12

Hoje metade dos portugueses – a julgar pelos relatos talvez mesmomais - precipitaram-se para a loja Pingo Doce mais próxima e carregaram tudo oque puderam para o carrinho de compras. Ou para outro receptáculo qualquer,porque, diz, os carrinhos terão sido o primeiro artigo a esgotar. Daí que,revelando um invulgar espírito empreendedor e uma rara sagacidade,outros portugueses tenham montado um negócio – um esquema, talvez – de aluguerdaqueles veículos de tracção animal.
Acredito que não faltarão cartões de crédito com o planfondestourado, ordenados derreados até ao último cêntimo e despensas com acapacidade de armazenamento mais do que ultrapassada. Tudo, presumo, em nome deuma boa causa. A poupança. A mesma poupança que fez com que as farmácias fossemtomadas de assalto quando, aqui há atrasado, o governo de então resolveualterar as comparticipações nos medicamentos. Também nessa altura, evocando anecessidade de poupar, não faltou quem comprasse quantidades astronómicas deremédios. Os necessários e os outros.
Não me surpreende que os portugueses demonstrem tanto carinho pelapoupança. Esta constitui uma prática desde há muito enraizada entre nós. Aproveitamostodas as oportunidades para poupar. Mesmo que para isso tenhamos de gastar comose não houvesse amanhã.
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publicado às 16:34

Poupar, dizem eles.

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.12
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