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Emparedados

por Kruzes Kanhoto, em 29.04.12

A nada ser feito – e nem desconfio o que se possa fazer – acredito,tanto quanto lamento, num futuro não muito longínquo este será um cenário quese generalizará nas cidades, vilas e aldeias do interior do país. Adesertificação é uma realidade há dezenas de anos mas, no estado a que chegámos,tende a agudizar-se e a ganhar contornos que a todos devia preocupar. Devia,mas, infelizmente, não é isso que parece estar a acontecer. Não se preocupam osque cá – no interior – estão, nem, ainda menos, os que não estão.
Talvez, digo eu que gosto muito de dizer coisas, emparedar os prédiosdevolutos e em ruínas não seja a melhor solução. Isto porque há crâniosiluminados que defendem a tributação agravada dos imóveis que se encontremnesta situação. Perante tão inteligente ideia acredito que será preferível doaras casas às Câmaras das respectivas terras. Depois, quando estas não receberamnada de IMI e já não tiverem dinheiro nem para se endividarem, queixem-se dosataques ao poder local. Democrático, dizem eles. Pode é já não haver eleitorespara os ouvir.
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publicado às 15:30

Emparedados

por Kruzes Kanhoto, em 29.04.12
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publicado às 15:30

Ainda que mal pergunte...

por Kruzes Kanhoto, em 28.04.12

Desde que estamos sob intervenção da troika – os gajos que estãocá para nos ensinar a pagar as nossas dívidas – que tem sido produzida inúmera legislaçãovisando reduzir a despesa do Estado e diminuir o montante que este deve aosseus fornecedores. De todas a mais conhecida, de tão polémica, é a Lei dosCompromissos e Pagamentos em Atraso. Não que dela resulte nada de especial, paraalém dessa coisa estranhíssima aos olhos de alguns que é comprar apenas quandoexiste dinheiro para pagar.
Esse conceito, tão absurdo para a maioria dos gestores dasentidades públicas, é aquele que tem merecido mais contestação – vá lá saber-seporquê – e que tem ofuscado outros aspectos curiosos que, pelo menos a mim, causamprofunda indignação. Nomeadamente na parte em que a lei, no caso o Orçamento doEstado, obriga municípios e freguesias a utilizar o dinheiro que deixa de serpago aos funcionários a título de subsidio de férias e natal, para reduzir adivida. Menos mal, dirão alguns. Entre os quais me incluo, diga-se. No entanto,ainda que mal pergunte, para onde vai o dinheiro das Câmaras e Juntas que nãodevem nada a ninguém?! Pode argumentar-se, entre outras coisas, que não serãotantas assim. Mas, de certeza, o seu número não é meramente residual e o valorem causa ainda menos. Eu, que não sou de intrigas, tenho um palpite – dois outrês, até - quanto ao seu destino. E é a quase certeza de acertar que aborrece.
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Ainda que mal pergunte...

por Kruzes Kanhoto, em 28.04.12
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publicado às 15:00

Investimentos das arábias

por Kruzes Kanhoto, em 27.04.12

A existência de duas bandeiras sarracenas hasteadas numa unidade industrialde transformação de mármore nos arredores de Estremoz quererá dizer, muitoprovavelmente, que por ali manda aquela malta oriunda de países onde é modaandar de toalha enrolada à cabeça. Ou, como se diz agora, significará que estaremosem presença de mais um caso de investimento estrangeiro.
Não é que a origem das bandeiras, do capital ou dos tipos queresolveram apostar nas nossas pedras, me incomode. Antes pelo contrário.Congratulo-me por aquele espaço, depois de largos anos de abandono, estar denovo a laborar e contribuir para a existência de alguns postos de trabalho. Atéporque se o dinheiro não tem pátria, menos terá ideologia ou religião.
Apenas uma questão me inquieta. Ou, antes, me deixa curioso. Seráque estes fulanos também serão gajos para investir nos vinhos e nos enchidos?
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publicado às 20:07

Investimentos das arábias

por Kruzes Kanhoto, em 27.04.12
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Vira-lata

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.12

Será, porventura, um cão tão bem treinado que até é capaz de levaro lixo para o contentor? Ou, talvez, uma vítima canina da austeridade não menoscanina que por cá vai grassando e que obriga o pobre animal a procurar comidaentre os restos que ali foram despejados? Provavelmente nem uma coisa nemoutra. Apenas um canito que, na falta de conseguir fotografar a fazer ahabitual cagada no passeio, surpreendi hoje de manhã nesta pose pouco vulgar.Como somos praticamente vizinhos um destes dias ainda o apanho a arrear ocalhau.
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publicado às 22:57

Vira-lata

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.12
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Felizmente já não há foguetes.

por Kruzes Kanhoto, em 25.04.12

Todos os anos por esta altura a comunicação social, na falta demelhor, faz questão de nos lembrar como se vivia antes de 25 de Abril de 1974.Invariavelmente enfatiza os hábitos, costumes e leis parvas que então vigoravam,transmitindo-nos a ideia que foi graças aos acontecimentos daquele dia e dosque se seguiram que hoje vivemos muitíssimo melhor, livres de um legislador ridículoe caquéctico. Tudo isto sem o conveniente distanciamento ou enquadramento notempo que então se vivia. O que já não acontece relativamente aos tempos que seseguiram. Perante os crimes, a parolice – de que o gajo da ferramenta nodocumentário sobre a ocupação da herdade da Torre Bela, é um magnífico exemplo –e as selvajarias então cometidas, existe uma ternurenta condescendência e aconstante preocupação em nos recordar que, então, vivíamos tempos conturbados, tínhamosânsia de liberdade e que estávamos todos a aprender a viver em democracia. Sejalá o que for que tudo isso queira dizer.
Vivi os últimos anos do regime anterior e tenho memória de comoeram as condições de vida de então. Obviamente que hoje – pelo menos até agora –vivemos incomparavelmente melhor, em todos os aspectos, do que antes daqueladata. Mas seria inevitável, mesmo sem golpe de Estado, que as coisas acabassempor mudar. Tal como ocorreu em Espanha e nos países da Europa de leste. Aditadura tinha os dias contados e, de certeza, teríamos tido uma transição paraa democracia sem sobressaltos nem destruição do tecido económico e financeirodo país. Prefiro dizer, mesmo sendo politicamente incorrecto – prática de quenão abdico - que estamos muito melhor apesar do 25 de Abril. Por enquanto.
Daí que não veja grandes motivos para comemorar a data.Congratulo-me, até, por os festejos anuais serem agora bastante mais discretosdo que há uns anos atrás. Será mesmo da mais elementar justiça deixar aqui umgrande bem-haja a quem teve a sensatez de acabar com o foguetório queassinalava a ocasião. Estoirar -  principalmente daquela forma inglória - o dinheiro que  a todos custa a ganhar é coisa de um passado que, à semelhança dooutro, também se quer distante.   
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publicado às 17:37

Felizmente já não há foguetes.

por Kruzes Kanhoto, em 25.04.12
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Vá lá entender-se estes sindicalistas

por Kruzes Kanhoto, em 24.04.12

Embora reconheça a importância dos sindicatos, ainda mais numafase em que ter direitos é quase encarado como um crime, não nutro especial apreçopela maioria daqueles que se dedicam à actividade sindical. Na generalidade, éclaro. Porque não tenho nada de pessoal contra nenhum e, de certeza, nãofaltarão pessoas estimáveis entre os activistas sindicais.
Fui, durante alguns anos – não muitos, diga-se – sócio de umsindicato. Assinale-se, também, que raramente me revia nas estratégias –estratagemas, a maior parte das vezes - que então eram praticadas. Pior do queisso. Das poucas ocasiões em que solicitei os seus préstimos – afinal a quotadevia servir para alguma coisa – acabei, invariavelmente, por me arrepender talera a qualidade das respostas que obtinha. Confirmada em todas ascircunstâncias. Que, reitero, felizmente não foram muitas.
Hoje a coisa não deve ser muito diferente. Talvez por isso cadavez menos trabalhadores se revejam nos sindicatos. E, por consequência, aqualidade dos líderes sindicais venha sistematicamente a cair. Exemplo dissosão as declarações atabalhoadas do secretário da UGT a propósito da eliminaçãode feriados. O homem, ao que parece, está indignado por apenas terem sidoeliminados dois feriados, os civis, enquanto a decisão sobre os religiosos,lamentava-se, era atirada para as calendas. Pensava eu, mas ninguém me mandaser burro, que os sindicatos eram contra o fim de todo e qualquer feriado e quenão iam apreciar que os trabalhadores – ou os seus associados, pelo menos –trabalhassem mais dias de borla. É o que faz dar certas coisas como adquiridas.
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publicado às 20:12

Vá lá entender-se estes sindicalistas

por Kruzes Kanhoto, em 24.04.12
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Só para contrariar

por Kruzes Kanhoto, em 22.04.12


É um clássico. Local onde esteja afixada uma placa a proibir odespejo de lixo, entulho ou outro qualquer tipo de resíduo é, quase sempre, opreferido daqueles que se querem livrar deste género coisas. Deve ser algo queintegra o nosso ADN e que nos leva, só para chatear, a desrespeitar o aviso.
No caso documentado pelas imagens, provavelmente, também assimserá. Apesar do alerta de “perigo de electrocussão” – garanto que está lá,apesar da máquina não o ter captado de maneira a ser legível na fotografia – a portaestá escancarada. Mesmo que dali esteja a sair um cabo – e não é garantido queassim seja - podia, pelo menos, estar um bocadinho mais encostada. Até porquenuma piscina e para mais na zona das partidas e viragens existirá a vagapossibilidade da caixa ser atingida por uns salpicos. Ou então o gajo que selembrou de afixar ali aquele papel é que é um chato. Talvez um pouco menos doque eu mas, ainda assim, um chato.
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publicado às 17:05

Só para contrariar

por Kruzes Kanhoto, em 22.04.12
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Contas furadas

por Kruzes Kanhoto, em 21.04.12

Isto, tal como se esperava, não está a correr nada bem. Por “isto”entenda-se o programa de ajustamento orçamental a que o país está a sersujeito. O cada vez mais evidente falhanço não surpreenderá muita gente. Atéporque os indícios são evidentes. Avizinha-se, portanto, mais austeridade. Oque também não surpreende. Apesar dos anos usados a queimar as pestanas – ou alubrificar as goelas, talvez – os economistas convertidos à política nãoconseguem encontrar alternativas inteligentes e, vai daí, insistem nas soluçõesque, comprovadamente, apenas trazem mais problemas.
Tal como revela a síntese da execução orçamental de Abril,divulgada por estes dias, a receita continua a cair a pique e a despesa a subirem flecha. Exactamente o contrário daquilo que se pretendia e que os actuaisgovernantes, quais génios da táctica e magos da estratégia económico-financeira,se propunham realizar. Os números demonstram o evidente falhanço desta gente edesta política. Aliás quase todos sabíamos que ia ser assim. E isto é apenas o princípio.
Dos dados agora divulgados saliento apenas dois aspectos que meparecem significativos. O Imposto Municipal sobre Transmissões - a antiga sisa- e o Imposto sobre Veículos caíram, respectivamente, 31% e 47,5% em relação aomesmo período do ano anterior. Sintomático, sem dúvida. No seu conjunto areceita fiscal, apesar do brutal aumento de impostos, tem uma quebra de 5,8% ea despesa, apesar de todos os cortes, verifica um aumento de 3,5%. Numaempresa, os responsáveis por resultados desta natureza, já estavam todos narua. Neste caso isso não acontece. Os accionistas até parecem  continuar satisfeitos.
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publicado às 23:29

Contas furadas

por Kruzes Kanhoto, em 21.04.12
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O quintal da crise

por Kruzes Kanhoto, em 19.04.12


Tal como referi noutras ocasiões, não será a produção do quintalda crise a ter influência determinante na economia cá de casa. E ainda bem. Mas,mesmo assim, sempre dá para um petisco. O espaço é reduzido, a terra não está minimamenteestrumada, água apenas da chuva ou os restos da cozinha e o jeito do alegado hortelãopara estas lides é quase nenhum. Portanto, face a todos estes condicionalismos,qualquer coisa que por aqui consiga vingar constitui um facto digno deassinalar.
Hoje foi dia de colheita. A primeira. Devidamentedocumentada pelas fotografias anexas. Favas e ervilhas. Digamos que, face aoacima exposto, não correu propriamente mal. Até porque – verdade, verdadinha –nem gosto de favas…
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O quintal da crise

por Kruzes Kanhoto, em 19.04.12
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Graffiti valorizável

por Kruzes Kanhoto, em 17.04.12

Em diversas ocasiões manifestei a minha indignação contra aquelesque se ocupam a borrar paredes. Abro hoje uma excepção. Este bloco de cimento –que, diga-se, parece não servir para nada além de ocupar espaço - ficou muitomelhor após o trabalho que um qualquer projecto de artista resolveu executar.Sim, vá lá, desta vez vou achar que é arte urbana. Aplaudo. E com as duas mãos. A sombra, aparentemente, também.
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publicado às 23:07

Graffiti valorizável

por Kruzes Kanhoto, em 17.04.12
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O massacre das galinhas

por Kruzes Kanhoto, em 16.04.12

Três milhões. Diz que será esse onúmero de galinhas a abater para que as restantes possam levar uma vidinha deacordo com as normas europeias. Uma mortandade. Uma verdadeira chacina, até. Umholocausto em vertente galinácea, mesmo. Tudo, ironicamente, graças aos defensores do animaise ao zelo dos legisladores europeus e portugueses que, parece, não terem nadade mais interessante para fazer com o dinheiro dos nossos impostos.
Já aqui há atrasado discorri acercada melhoria das condições de vida das galinhas. Coisa importante, como se sabe,e que a todos devia preocupar. Não irei, portanto, repetir-me. Mas agora, queos produtores já fazem gala – isto anda mesmo tudo ligado – das condições dasgaiolas em que os ovos são produzidos, confirmam-se as piores expectativas queentão manifestei. O preço vai disparar. Mas, em contrapartida, vamos passar amandar abaixo omeletas ou ovos mexidos de muito melhor qualidade. Pelo menos produzidospor galinhas muito mais felizes. As que sobreviverem ao extermínio, claro.
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publicado às 22:49

O massacre das galinhas

por Kruzes Kanhoto, em 16.04.12
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Paineleiros e outros populistas

por Kruzes Kanhoto, em 15.04.12

Não era preciso ser bruxo nempossuidor dons adivinhatórios para saber que o resultado da brutal austeridadeque está a ser imposta aos portugueses não seria muito diferente daquilo a queestamos a assistir. Houve, no entanto, parvos que não perceberam. E não merefiro aos que estão agora no governo nem aos que lá estiveram antes. Essessabiam que as consequências seriam estas e este era o resultado que pretendiam.O que me surpreende é não assistir à penitência de todos aqueles que nosjornais, televisões, blogues ou em simples cavaqueira de café, defenderam estapolitica suicida. Ou, se calhar, homicida. Porque, no fundo, o que se trata éde aniquilar a economia nacional e, por consequência, um número significativode portugueses.
Causa-me, também, algumas náuseas aforma como é discutida a questão dos subsídios de férias e Natal dosfuncionários públicos pela esmagadora maioria dos paineleiros. Todos,alegadamente, especialistas em medidas que nos hão-de tirar da crise. Aindaestou por perceber a razão porque escapa a esta gente que cerca de cinquentapor cento da alegada poupança constitui receita directa do Estado e da parterestante um valor significativo voltaria aos cofres públicos através doconsumo. Ou, pior, porque raio nenhum deles denuncia que relativamente aostrabalhadores da administração local esse dinheiro vai apenas servir para osmunicípios e freguesias gastarem como muito bem entenderem, porque o governovai transferir exactamente o mesmo valor.
Como sempre afirmei, a poupança comeste corte é em termos orçamentais – ponderados os valores da despesa que ficapor pagar e a receita por cobrar – praticamente residual. Envolve, antes, muitademagogia, populismo e uma mal disfarçada vontade de colocar uns portuguesescontra os outros. Ou, como diria um fulano que em tempo entendia que outrostinham que nascer duas vezes para serem mais honestos do que ele, “temos é denos preocupar com o desemprego”. É, sem dúvida, verdade. Mas uma coisa nãodesculpa a outra. E misturar as duas parece-me vagamente estúpido. Pelas razõesexpostas e, principalmente, pela falta de argumentos para as rebater.
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publicado às 22:16

Paineleiros e outros populistas

por Kruzes Kanhoto, em 15.04.12
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Consumidos pelas taxas

por Kruzes Kanhoto, em 11.04.12

Aoque consta o governo terá a intenção de criar mais uma taxa. Parece que, destavez, sobre as superfícies comerciais acima de uma determinada dimensão. Afinalidade – que é como quem diz o argumento - será, alegadamente, qualquercoisa vagamente relacionada com a saúde, condições de higiene, segurançaalimentar e outros aspectos mais ou menos relacionados e igualmente parvos. Ouseja, traduzindo em linguagem clara, simples e daquela que eu entendo, arranjarmais uns pozinhos para maquilhar as contas do défice à custa dos consumidores.
Defora deste processo taxativo ficarão as pequenas lojecas. Ou, por exemplo, otipo de comércio que se pratica em barracas como as da fotografia. O que,atendendo à alegada finalidade da taxa a criar, diz tudo o que precisamos desaber acerca da honestidade politica e transparência de meios que os javardolasque pusemos no poleiro usam para governar. Nada que mereça a nossa estranheza. Afinalestamos mais do que habituados a barracadas.
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publicado às 20:52

Consumidos pelas taxas

por Kruzes Kanhoto, em 11.04.12
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A maternidade Alfredo da Costa vai fechar. E daí?

por Kruzes Kanhoto, em 10.04.12

Tenho aqui manifestado em inúmeras ocasiões a minha indignaçãopelo encerramento de serviços públicos no interior do país. Com este tipo de políticasprejudica-se a população, diminui a qualidade de vida aos que ainda por cárestam, promove-se o abandono do território e fomenta-se a desertificação.Parece-me óbvio, mas se calhar é só a mim, que aquilo que eventualmente se poupano presente ao fechar serviços ainda nos irá – a todos – custar muito caro nofuturo.
Pena que àqueles que vivem no litoral, em especial nos grandescentros, pouco tenha incomodado esta estratégia de encerramento de tudo o quepertence ao Estado. Pelo contrário. É mais ou menos comum este procedimentocolher a simpatia praticamente generalizada daqueles que, até agora, não têmsido afectados por esta tendência de fechar tudo o que fica longe de Lisboa. Oargumentário em defesa desta posição envolve quase sempre razões de escala,nomeadamente a pouca gente servida e os altos custos do serviço. Como se, porsermos poucos, fossemos cidadãos de segunda ou apenas onde existe muita gentetodos os direitos devam estar garantidos.
É por estas e por outras – mais pelas primeiras do que pelassegundas – que tenho alguma dificuldade em solidarizar-me com todos os queestão hoje indignados pelo encerramento da maternidade Alfredo da Costa. Aindignação terá, provavelmente, apenas razão de ser em termos sentimentais. Oque, convenhamos, se comparada com a onda de encerramentos a que temosassistido país fora é coisa pouca. Até porque, caso se confirme o fim daquela unidadede saúde, aos potenciais utentes não faltarão alternativas no raio muitoreduzido de quilómetros. Coisa de que nem todos os portugueses - supostamenteiguais – têm à disposição.
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A maternidade Alfredo da Costa vai fechar. E daí?

por Kruzes Kanhoto, em 10.04.12
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Era uma vez o progresso.

por Kruzes Kanhoto, em 08.04.12




Ainda que para muitos a destruição da linha de caminho de ferrotenha constituído um erro colossal – o futuro se encarregará, ou não, de oconfirmar – a verdade é que a cidade, no imediato, fica a ganhar com aconstrução deste novo arruamento já, parcialmente, aberto ao trânsito. É umespaço de que até agora os cidadãos não podiam desfrutar, contribuirá para amelhoria da circulação automóvel dentro da cidade e permite um acesso muitomais rápido à zona industrial. Para além de ter requalificado uma área quecomeçava a evidenciar uma preocupante degradação que, mais cedo ou mais tarde, trariaconsigo problemas de segurança.
Dispensava-se, digo eu que não percebo nada disto, era a ironia deornamentar a rotunda onde se inicia – ou termina, dependendo do ponto de vista –o dito arruamento, com material alusivo à via-férrea agora destruída. Tratar-se-áde uma homenagem póstuma para nos recordar que ali já existiu uma infra-estruturaque, em determinada altura da história, foi um símbolo do progresso. Mas será, também,mais um motivo que contribuirá para que todos os que por ali vão passar sequestionem se a opção foi a melhor.
Por outro lado esta decoração constituirá um enorme desafio paraos coleccionadores. E são muitos os que passam por ali. Eventualmente algunsaté podem ter residência por perto. Sabe-se que o metal é muito procurado, constituihoje um bem facilmente transaccionável e aquela coisa ainda deve pesar umquilitos jeitosos. O que a fará render uma quantia simpática. Tudo para, nacalada de uma qualquer noite, ser recolhido pela malta que se dedica àangariação de fundos através de esquemas manhosos. Por mais pregado que estejaao chão desconfio, especialmente a traquitana amarela, não se vai aguentarmuito tempo naquele lugar.
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publicado às 12:44

Era uma vez o progresso.

por Kruzes Kanhoto, em 08.04.12
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A Farmeville da crise

por Kruzes Kanhoto, em 06.04.12




Hámuitos anos que não tinha o quintal todo cultivado. Não sei ao certo quantosmas, de certeza, deve andar perto de vinte. Tempo em que, feito alarve, tive amania que era rico. Como, de resto, todos os portugueses. Excepto, claro,aqueles que o são mesmo e não precisam de ter a mania podendo ser tão alarvesquanto lhes apetecer.
Aprodução aqui retratada não vai, obviamente, dar para grandes coisas. Na verdadenão passa de um “desdém”. Uma brincadeira, vá. Digamos que não é mais do que umaespécie de entretém. Ainda assim, ao contrário de certas previsões maispessimistas, tenho fundamentadas esperanças de correr o risco de me engasgarcom alguma fava, ervilha ou outro produto com origem no quintal.
Apedido de várias famílias – que é como quem diz, um leitor interessado cujonome não será aqui revelado – são hoje publicadas várias fotos da horta dacrise. Um destes dias, se chegarem a ter “cara” para aparecer, também osmorangos, as courgettes ou as nabiças, poderão merecer honras de fotografia.Até lá, leitor interessado cujo nome não será revelado, vai aguardando.

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publicado às 13:06

A Farmeville da crise

por Kruzes Kanhoto, em 06.04.12
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Diz umas piadas giras, o gajo.

por Kruzes Kanhoto, em 05.04.12


O ministro-adjunto e dos assuntos parlamentares– o Relvas, portanto – quis hoje, segundo as suas palavras, deixar um sinal deesperança aos portugueses. Acho que não conseguiu. Mas, em contrapartida,arrancou-me um sorriso. Amarelo. Que, apesar de isto não estar para graças, ohomem evidencia uma enorme capacidade para dizer larachas. Segundo acriatura, o governo está a seguir "um princípio de exigência, de rigor ede seriedade nas políticas que temos seguido para que possamos no fim dalegislatura poder dizer que estamos a construir um país mais equilibrado, umpaís mais próspero, e também um país mais feliz”. E, como qualquer bomhumorista, disse tudo isto sem se deixar rir. Cá para mim anda a beber àsescondidas. Ou então a fumar alguma coisa estragada.
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publicado às 23:39

Diz umas piadas giras, o gajo.

por Kruzes Kanhoto, em 05.04.12
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Não pague impostos, ande a pé!

por Kruzes Kanhoto, em 03.04.12

O preço da gasolina não pára de bater sucessivos recordes. Já vaiem mais de um euro e setenta e seis cêntimos – nalguns postos terá mesmosuperado um euro e oitenta – mas nem isso parece levar os portugueses a encostaro carrinho. Apesar de números oficiais indicarem que estão a ser vendidos menosuns quantos milhões de litros e que a cobrança de impostos sobre os combustíveiscontinua em queda, não se verifica ainda a diminuição de viaturas em circulaçãoque seria expectável face aos valores que são agora necessários para atestar odepósito.
Esta questão faz-me, de certa forma, lembrar as estatísticas acercada criminalidade. Sempre que são divulgados os dados relativos à actividadecriminosa, todos os indicadores apontam para a baixa do número de crimes.Invariavelmente. Isto apesar de toda a gente ter a percepção do contrário.Sinto o mesmo quando tomo conhecimento de notícias que dão conta da redução do trânsitoautomóvel em consequência da escalada de preços dos combustíveis. Não noto nada.As cidades continuam repletas de carros e poucos são os que optaram por andar apé. Desconfio, até, que existirá petróleo a jorrar em muitos quintais. Só pode.
Tenho curiosidade em ver até que ponto vamos resistir e continuara insistir em não prescindir do automóvel nas deslocações dentro da cidade. Quepreço estamos dispostos a pagar pelo conforto, vicio, vaidade, mania ou o quelhe queiram chamar, de percorrer escassas centenas de metros sentados aovolante quando o podíamos fazer a pé? Quando a gasolina sem chumbo chegar aosdois euros voltarei ao tema. Um dias destes, portanto.
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publicado às 23:23

Não pague impostos, ande a pé!

por Kruzes Kanhoto, em 03.04.12
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publicado às 23:23

Manifesta discriminação

por Kruzes Kanhoto, em 03.04.12

O facto de algumas juntas de freguesia terem decidido alugarautocarros para levar os seus fregueses a manifestarem, em Lisboa, o seudesacordo pelo desaparecimento da sua freguesia parece ter causado algum incomodoem certos opinadores. Daqueles que, nas mais variadas televisões e outros órgãosde comunicação social, têm a mania que fazem opinião. Para essa rapaziada, umapasseata até à capital da república para exprimir indignação não será odestino mais adequado a dar a umas centenas de euros oriundos do erário público.Embora muitos deles não se tenham cansado de, num passado não tão distantequanto isso, exaltar o direito dos portugueses à indignação. Desde que apaguem, acrescentarão agora.
Parece não levantar grande celeuma a necessidade de umareorganização que envolva o fim de freguesias que hoje, praticamente, já nãotêm habitantes e que, na prática, apenas existem no papel. É, também, consensualque ao nível autárquico – municípios e freguesias – se esturra dinheiro seforma absolutamente tresloucada. Mas, que diabo, apontar o dedo aos autarcasque entenderam mobilizar os seus eleitores, mesmo gastando dinheiro de todos,para a defesa do órgão da administração pública que está mais próximo docidadão comum, já me parece demais. Principalmente quando há tanta outra coisa,mesmo a este nível, onde o procedimento é exactamente o mesmo. Assim de repenteestou a lembrar-me daqueles eleitores que ciclicamente são transportados para,a título individual e apenas porque lhes apetece, participarem nas maisdiversas manifestações. De carácter lúdico, no caso. Estamos, portanto, peranteuma clara discriminação do manifestante. O que me deixa indignado. Ludicamente,claro.
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publicado às 00:08

Manifesta discriminação

por Kruzes Kanhoto, em 03.04.12
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