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Tá bem tá

por Kruzes Kanhoto, em 31.03.12

Um dos meus passatempos diários – em casa, não no trabalho comofaz muito boa gente – é ler a edição on-line da maioria dos jornais nacionais.Podia, reconheço, dar-me para pior. Andar a esparvoar pelo facebook, porexemplo.
Ler aquilo que se publica na imprensa é, acho eu, a melhor maneirade entender como se chegou a este estado e, também, de perceber que não hágrande coisa a fazer por isto. Veja-se, assim ao acaso, a manchete do Jornal deNoticias de hoje: “Quem não quiser trabalhar perde rendimento mínimo”, escreviaaquele periódico em letras garrafais. Fica-se, à primeira olhadela, a suspeitarque vem aí uma alteração às leis que regulamentam a atribuição do RSI e aquelamalta que vive permanentemente à custa deste esquema, financiado com osimpostos de quem trabalha, vai ter de pensar noutra forma de vida. Pois que, secalhar, não será bem assim. Em letras muitíssimo mais pequeninas pode ler-se deseguida que “Autarquias e IPSS proporão tarefas a desempenhar pelosbeneficiários”. E pronto. Ficamos logo esclarecidos, lendo apenas a capa, quetudo vai continuar na mesma, que o dinheiro continuará a seguir o mesmo fluxoque até aqui - dos nossos bolsos para o Estado e daí para os deles – e quequanto a trabalho “tá bem, tá”.
O contínuo desbaratar de recursos do país tinha de dar no que deu.O RSI foi apenas mais uma loucura entre tantas outras. A que se devem somarinúmeros actos de gestão danosa, corrupção e aproveitamento ilícito, sob todasas formas, dos bens públicos. Tudo alegadamente, como é óbvio. O pior é quetudo, como se percebe por esta e outras notícias que diariamente se publicam,continuará igual. Dá jeito que assim seja. Aos que “lá” estão hoje, aos queestiveram ontem e aos que estarão amanhã. Um pouco à semelhança do que acontececom a generalidade dos tugas, para quem a grande máxima continua a ser “deixalá aproveitar enquanto a coisa ainda dá”.
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publicado às 19:55

Tá bem tá

por Kruzes Kanhoto, em 31.03.12
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publicado às 19:55

Á espera que chova

por Kruzes Kanhoto, em 30.03.12

Diz que já chove. Diz, porque aqui nem vê-la. À chuva. Nem umpingo para animar um agricultor de trazer por casa – pelo quintal, vá – que escolheumal o ano para retomar a tradição de cultivar o espaço em redor da casa. Ovasilhame – bazaréus, como gosto de lhes chamar – continuam vazios, acapacidade de armazenamento há muito que se esgotou e o recurso à água da redeestá a revelar-se uma tragédia. Devido aos produtos químicos que a compõem queimatodas as folhas das plantas por onde vai caindo. Às tantas ainda sou gajo parapedir uma indemnização. Seja pela destruição das culturas ou pela burla de queestarei a ser vítima. Pago água e vendem-me um composto químico qualquer!
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publicado às 20:17

Á espera que chova

por Kruzes Kanhoto, em 30.03.12
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publicado às 20:17

Uma visão iluminada

por Kruzes Kanhoto, em 28.03.12

Que o poder transforma as pessoas é um facto mais do queconhecido. E amplamente reconhecido também. Entre outras coisas - a maioria delasnão será para aqui chamada - transforma-os em optimistas inveterados.Visionários, até. Parvus Coelho estará prestes a adquirir estas capacidades. Depoisde meses a dar-nos más notícias, o homem veio hoje transmitir a sua convicçãode que a economia nacional crescerá no último trimestre do ano. Sustentará asua opinião, acredito, em estudos devidamente fundamentados e em indicadoresdotados da maior fiabilidade. Não serei eu, portanto, a questionar, nem sequera desconfiar, de tão boa noticia. Primeiro porque não percebo nada de economia.Segundo, porque as previsões dos economistas constituem para mim uma espécie demisteriosa ciência, e às vezes, também, um género de cartomancia.  Por fim, porque não estou a ver que tipo demilagre possa estar para acontecer. Antes pelo contrário. Perspectivo algumasocorrências que apenas por intervenção de algum santo milagreiro não nosconduzirão a uma situação ainda pior.
O aumento de preço dos mais variados bens eserviços, por exemplo. Entre eles, quase de certeza, o da energia eléctrica. A próximaliberalização deste sector conduzirá, tal como aconteceu com os combustíveis, auma acentuada escalada do preço da electricidade. Com todas as consequênciasdaí decorrentes para as empresas, administrações públicas e portugueses emgeral. A menos que estejam reunidas duas condições: Pertençam a uma minoria étnicae morem num local onde tenham água e luz à borla. Assim tipo um qualquer resort situado à entrada de uma qualquer cidade. Nesse caso podem continuar a encher a piscina,ligar o ar condicionado, o plasma e toda a panóplia de equipamentos que seligam à corrente. Depois alguém – está-se mesmo a ver quem – há-de pagar osmuitos milhares de euros da continha.
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publicado às 23:12

Uma visão iluminada

por Kruzes Kanhoto, em 28.03.12
Uma visão iluminada
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publicado às 23:12

Badalhocos!

por Kruzes Kanhoto, em 26.03.12

A suposta reivindicação que o cartaz da JSD pretende transmitirnão me surpreende. Afinal, aqueles que se espantam, indignam e vociferam contraa mensagem nela contida, estavam à espera de quê? Este discurso é mobilizadorpara quem não tem emprego ou, mesmo que empregado, esteja em condições deprecariedade. Pretende culpar os que ainda tem alguns direitos – poucos e cadavez menos – da situação daqueles que não têm direitos nenhuns. É, notoriamente,um discurso que está na moda e cativa seguidores. Daí que estes aspirantes a políticoso promovam. Para se promoveram àquilo a que aspiram. Um cargozinho. Com todosos direitos - adquiridos, pois então - inerentes a qualquer cargo onde estamalta pretende chegar. A começar pelo mais importante. O direito à impunidade. Quandoum dia, depois de uma meteórica carreira na “jota”, forem nomeados para umlugar de relevo, poderão continuar a roubar os portugueses, tal como o fizeramos seus antecessores e a construir grandes vidas, para si e seus correlegionários,que ninguém lhes “vai ao cú”. Em sentido figurado, claro, que eu não pretendoimplicar com a paneleiragem. Nem, ainda menos,  pôr em causa os seus direitos adquiridos.
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publicado às 20:08

Badalhocos!

por Kruzes Kanhoto, em 26.03.12
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Ovo de Colombo

por Kruzes Kanhoto, em 25.03.12

O governo descobriu a maneira fácil, rápida e barata de arranjarmais lugares em lares de idosos e jardins-de-infância. Com uma simplesalteração da legislação que regulamenta esta a matéria passou a ser possível que,na mesma  instituição, coabitem maisvelhotes e no caso dos mais pequenos que estes se tenham de contentar em fazeras suas brincadeiras num espaço mais reduzido. Genial. Sem construir um único edifícioestes génios da manigância conseguiram, quase do dia para a noite ou contrário,criar lugar para arquivar mais umas largas centenas – ou milhares, sei lá - develhos que ninguém quer ter por perto e outros tantos para criancinhas a quemos pais não sabem onde deixar quando vão trabalhar. Ou fazer outras coisas queagora não vêm ao caso.
Não é que ache mal a solução encontrada. Sabe-se que as leisrelativamente a estes assuntos estão cheias de esquisitices e requisitos domais estapafúrdio que se possa imaginar. Não me parece, portanto, muito criticávelque se adeqúem certas normas à nossa realidade de país pobre, sem recursos eonde cada cêntimo tem de ser bem aplicado. Tratou-se, neste caso, do verdadeiroovo de Colombo.
E como isto anda tudo ligado, mesmo que às vezes não pareça, foi omesmo governo que se apressou a adoptar uma directiva comunitária manhosaacerca da qualidade de vida das galinhas e do espaço que estas necessitam paraviver confortavelmente. Nada de viver apertadas como até agora. Ao contrário develhinhos e catraios, que tem vivido escandalosamente à larga, os galináceos europeushabituados a viver compactados uns contra os outros, viram a agora as condiçõesde vida substancialmente melhoradas e podem, finalmente, pôr ovos sem incomodara galinha sua vizinha.
Posto isto – lá está, isto mesmo tudo ligado – não sei se os ovosestão ou não mais saborosos. Nem, tão-pouco, se as aves de capoeira andam maisfelizes. O que sei é que os ovos estão mais caros. Bastante mais caros. Pareceque a produção, apesar da provável felicidade das galinhas, diminuiusignificativamente. Isto porque, como é óbvio, os industriais do sector nãoaumentaram o espaço. Face à obrigação de cumprir a lei optaram por fazer baixara população de galináceos. Assim, graças aos amiguinhos dos animais e às bestasde cá e da Europa, estamos a pagar mais caro pelas omeletas.
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publicado às 13:39

Ovo de Colombo

por Kruzes Kanhoto, em 25.03.12
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publicado às 13:39

O mealheiro

por Kruzes Kanhoto, em 23.03.12


De certeza que não sou o gajo mais indicado para dar dicas depoupança aos que têm a paciência de me ler. Primeiro porque não me acho tãopoupado quanto isso. Apenas racional, quando muito, e mesmo assim tem dias. Emsegundo lugar porque não quero entrar em concorrência com a legião de blogues acercadeste tema que pululam por essa blogosfera fora e, finalmente, porque ninguémligava nenhuma à minha retórica.
Tenho, no entanto, uma regra de poupança que não de canso dedivulgar e de sugerir a todos os que se queixam – e aos outros também – de nãoconseguir poupar absolutamente nada. Há anos, ainda muito antes de se falar em crise, todas as moedas de um e dois eurosestrangeiras, apenas as estrangeiras, que me vêm parar à carteira vão direitinhaspara um mealheiro. E, como a imagem documenta, por este dias abriu-se alatinha. Sendo eu de gostos simples e pouco dado a extravagâncias, mesmo nãose tratando de uma quantia avultada, é coisa para não andar muito longe de pagar asférias. Até porque este ano vou querer tudo sem factura.
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publicado às 20:49

O mealheiro

por Kruzes Kanhoto, em 23.03.12
O mealheiro
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Não há comboios grátis

por Kruzes Kanhoto, em 22.03.12

O governo decidiu – e muitíssimo bem – parar definitivamente com oprojecto do TGV. Mesmo descontando o facto de isso do definitivo, em tudo navida e na política ainda mais, ser um conceito muito relativo foi uma dasraras notícias que gostei de ouvir nos últimos tempos. Para aqueles – não muitos,infelizmente - que sabem fazer contas é uma decisão sensata e que livra osportugueses de um volume de encargos que dificilmente suportaríamos.
Tenho manifesta dificuldade em perceber o raciocínio de certagente. Ou melhor, em entender qual é a espécie de bloqueio que lhes tolda amente quando ouvem falar em fundos comunitários. Embora compreenda que possahaver, naturalmente, quem não goste da ideia de ficar sem um comboio todojeitoso. Não sei se muitos se poucos. Nem isso me incomoda. O que me transtornaé que, pelo menos alguns deles, nos queiram fazer de parvos. Papaguear que opaís, por abandonar o projecto, vai perder mil e duzentos milhões de euros – a parteda obra que a União Europeia, alegadamente, financiaria – sem esclarecer quepara receber esse dinheiro teria de gastar muitos outros milhões que não tem é,no mínimo, próprio de um vigarista. Mal comparado, será como alguém oferecer ummilhão e duzentos mil euros a um sem-abrigo com a condição deste construir umacasa que lhe vai custar um milhão e quinhentos mil e chamar-lhe parvo se elenão aceitar.
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publicado às 20:18

Não há comboios grátis

por Kruzes Kanhoto, em 22.03.12
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Custe o que custar...

por Kruzes Kanhoto, em 21.03.12

Diz que a execução orçamental, nomeadamente do lado da receita,não está a correr lá muito bem. Nada que constitua motivo para admiração.Excepto, talvez, para uns quantos brilhantes académicos com vasto conhecimentoteórico acerca de matérias orçamentais mas profundos desconhecedores de comofuncionam as coisas no mundo real. Uns rapazolas, ansiosos por colocar emprática os ensinamentos adquiridos nos bancos da faculdade que chegaram aoscorredores do poder vindos directamente da jota. Seja ela laranja, agora, ourosa antes. Gente que, como dizia o outro, sabe lá o que é a vida. Por mais quenos gabinetes, nos jornais ou nas televisões, se esforce por aparentar ocontrário.
Interessa, porém, não esquecer que os resultados divulgados estãoser comparados com o período homólogo de 2011. Que foi, como toda a gentecertamente se recordará, marcado por uma execução orçamental espectacular. Istona opinião dos que faziam campanhas negras porque, na realidade, foi para lá desublime. Tanto que deu naquilo que se sabe. E que se sente, também.
Obviamente que a coisa ainda vai ficar pior. Muito pior. Nem vaiser preciso chegar ao final do ano para perceber isso. Quando forem divulgadosos resultados de Julho perceber-se-á o tamanho da tragédia em que nos metemos. Edepois vai ter de acontecer um milagre. Assim tipo tirar mais um mês deordenado a uns quantos, lançar uma sobretaxa qualquer, inventar mais um impostoou, talvez, tudo em simultâneo. Por mim legalizava já a prostituição e a droga.Sujeitas, naturalmente, a IVA à taxa máxima e os rendimentos obtidos tributadosem IRS. Pelo sim pelo não. Mas isso sou eu que tenho pouco cabelo.
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publicado às 20:16

Custe o que custar...

por Kruzes Kanhoto, em 21.03.12
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Eu que não sou de intrigas...

por Kruzes Kanhoto, em 20.03.12

Após ter recebido a resposta à carta que enviou aos trezentos eoito presidentes de Câmara, onde solicitava que lhe fosse transmitidainformação acerca da divida de cada município, o ministro Relvas concluiu queas autarquias portuguesas devem cerca de doze mil milhões de euros. O que, faceaos números supostamente conhecidos até agora, o terá deixado surpreendido.
Não será coisa para tanto. Em termos de espanto, claro. Por mim,que não acredito em bruxas mas que desconfio de bruxedos, foi a expectativa deum resgate anunciado – leia-se entrada de dinheiro fresco nos cofres autárquicos– que terá feito sair de uma qualquer gaveta algumas facturas que antes davajeito lá estarem.
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publicado às 22:12

Eu que não sou de intrigas...

por Kruzes Kanhoto, em 20.03.12
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publicado às 22:12

Vão limpar Portugal

por Kruzes Kanhoto, em 19.03.12

A iniciativa “Vamos limpar Portugal” está de volta. Aquela em queuma quantidade de gente se junta para alegremente recolher o lixo que unsquantos javardolas abandonam nos locais mais inapropriados. Nada de confusõescom a limpeza que uma certa maralha anda, já lá vão uns séculos, a fazer aopaís. Com uma eficiência notável, diga-se. Mas, escrevinhava eu, o pessoal bem-intencionadoque faz agora dois anos andou a recolher o lixo, que outros deliberadamenteespalharam, está de volta e tenciona recolher mais umas toneladas de resíduos detoda a espécie.
Trata-se, como é fácil constatar de um trabalho inglório. Admitoque os muitos voluntários que no próximo sábado se vão dedicar a estaactividade o façam imbuídos de um invulgar espírito de cidadania. Incontáveis furosacima do meu, concedo facilmente. Ou, hipótese não negligenciável, não tem nadade mais interessante para fazer. Nem menos, talvez. Trata-se, em qualquer doscasos, de trabalhar para aquecer. Basta atentar como ficaram, pouco tempodepois, os espaços que foram limpos na anterior edição desta iniciativa.
Criaturas que deviam ter vivido no tempo em que o homem ainda habitavaem cavernas e que, com o seu negligente estilo de vida, provocam autênticaslixeiras como a que a imagem documenta e que pode ser observada junto àsmuralhas da cidade, não merecem que outros sujem as mãos por eles. A menos quea ideia passe por proporcionar aos que sujaram agradáveis momentos de diversão.Ver uns quantos papalvos recolher o lixo que eles espalharam deve ser, cálculo,motivo de divertimento.
O mesmo cenário desolador, no que diz respeito à profusão da maisvariada porcaria,  pode ser encontradonoutros locais. Como as Quintinhas, por exemplo. Embora aí a limpeza, ainda quede outro género, apresente elevados índices de eficácia. Veja-se a vedaçãometálica do terreno contíguo. Foi limpa num ápice…  
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publicado às 20:06

Vão limpar Portugal

por Kruzes Kanhoto, em 19.03.12
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"Ele há lá torre mai linda!"

por Kruzes Kanhoto, em 18.03.12

Acabadinha de limpar, tão acabadinha que os andaimes ainda láestão, a torre de menagem está de cara lavada. Como nunca a vi. Nem,provavelmente, ninguém até agora. E está bonita. Acho eu.
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publicado às 14:24

"Ele há lá torre mai linda!"

por Kruzes Kanhoto, em 18.03.12
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O sol (ainda) não paga impostos

por Kruzes Kanhoto, em 16.03.12

Se, por um lado, este tempo esquisito não me está a dar grandeajuda na horta da crise, por outro vai contribuindo para a eficiênciaenergética cá de casa. Cansado de carregar com botijas de gás - nos meses maisfrios eram duas por mês – optei, há coisa de um ano, por colocar um painelsolar para aquecimento de água. Recuperar o investimento inicial demora,naturalmente, algum tempo mas, mesmo assim, é uma opção que recomendo. Oconsumo de gás diminuiu de forma drástica, as minhas costas nunca mais sequeixaram e, com este inverno solarengo, quase nem tem sido necessário recorrerà energia eléctrica para aquecer a água do banho matinal. O astro-rei tem-seencarregado de a pôr a escaldar.
No processo de aquisição e instalação do sistema apenas umpormenor me deixou escandalizado. O painel foi fabricado na Austrália.Inacreditável. Somos um país em que o sol brilha a maioria dos dias do ano mas,apesar disso, não aproveitamos a sua energia nem desenvolvemos uma indústriaque vise a produção de equipamentos que potenciem o seu aproveitamento eprecisamos de importar estas coisas. Afinal, ainda que o sol quando nasce sejapara todos, parece que do outro lado do mundo ilumina muito mais. Pelo menos noque diz respeito às ideias, à iniciativa e ao que se faz com elas.
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publicado às 22:40

O sol (ainda) não paga impostos

por Kruzes Kanhoto, em 16.03.12
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publicado às 22:40

E que tal pô-lo a juros?

por Kruzes Kanhoto, em 15.03.12

Não falta quem ache o ministro da economia um verdadeiro totó.Talvez seja. Ou então será apenas um académico com pouca noção do que é a vidareal. Um teórico, portanto. Daí que hoje tenha teorizado acerca da forma comodeverão ser, de ora em diante, aplicados os fundos comunitários do QREN. Paracombater o desemprego e gerar riqueza, acha ele, em lugar de servirem paraconstruir rotundas, acrescentou.
Em tese não se afigura como uma ideia despropositada. É, até, algoque devia ter acontecido desde que o primeiro euro – ou, à época, outra unidademonetária qualquer – chegou a Portugal vinda dos cofres europeus. O pior é quenão é disso que o povo gosta. E o povo, pelo menos até que o Otelo promovaoutra Abrilada, é que vota e escolhe quem quer ver no poleiro. Por norma aquelesque fazem mais rotundas e outras obras que não se sabe ao certo para o queservem.
Esta intenção governativa demonstra que o ministro Álvaro conhecemal os portugueses. Se o dinheiro não for repartido – coisa em que não acredito– por inúmeras obras inúteis, bacocas e de rentabilidade rigorosamente nula,voltará direitinho para Bruxelas sem ser utilizado. O que, diga-se, seria preferívela esturrá-lo ingloriamente a endividar ainda mais o país. Assim como assimcomeço a pensar que, se calhar, a ideia de fazer espectáculos musicais e outraspalhaçadas com financiamento comunitário nem será das piores. Pelo menos semprecontribui para diminuir o desemprego entre os “artistas”. Ou lá o que lhes queiramchamar.
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publicado às 23:30

E que tal pô-lo a juros?

por Kruzes Kanhoto, em 15.03.12
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publicado às 23:30

Evitar o homejacking

por Kruzes Kanhoto, em 14.03.12

Quiçá, com o agudizar da crise, este equipamento urbano passe ater outra utilização que não apenas a de servir como ponto de depósito do vidrousado. E quem diz a crise pode também dizer o aumento do IMI. Para muitos denós, se quem manda nestas coisas não ganhar juízo, não restarão muitasalternativas para além de entregar a chave de casa à Câmara e mudar-se para um abrigodeste ou doutro género. Com a vantagem, neste caso, de se poder dispor de umafantástica garrafeira. Pena que não seja fácil acomodar um colchão no seuinterior ou que mudar de roupa lá dentro se revele uma tarefa complicada. Masnão se pode ter tudo. Principalmente se isento de impostos parvos.
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publicado às 23:01

Evitar o homejacking

por Kruzes Kanhoto, em 14.03.12
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publicado às 23:01


Pretende o governo, por imposição da troika e – quase de certeza –de alguns fundamentalistas, reduzir em tempo recorde o montante da dividapública e, bem assim, a quantidade de dias – que é como quem diz meses ou anos –que um fornecedor tem de esperar para receber o dinheiro do bem que vendeu, ouserviço que prestou, ao Estado ou a qualquer outra entidade pública. Paraatingir tal desiderato tratou de aprovar a chamada lei dos compromissos epagamentos em atraso, em vigor há coisa de vinte dias, com a qual pretende queos organismos oficiais apenas adquiram bens, serviços, façam obras ou atribuam subsídiosse, para tal, tiverem dinheiro suficiente para pagar nos noventa diasseguintes.
A ideia, assim à primeira vista, até parece boa. É, no fundo,aquilo que qualquer pessoa precavida faz no dia-a-dia. O problema é que osportugueses, quer os que governam quer os que são governados, não são pessoasprudentes quando toca a gastar dinheiro nem nutrem particular simpatia por políticosque apliquem com rigor o dinheiro público. Pior. Durante muitos anos gastou-sesem rei nem roque e agora, assim de repente, querem que tudo mude e toda agente fique poupada. Quem sempre gastou o que não tinha vai perder o “brinquedo”e, como se compreende, fica chateado. Para todos – ou quase todos – vai ser umatragédia. Daquelas que, mais tarde ou mais cedo, vamos descobrir não acontecemapenas aos outros.
Tal como previ no post escrito no dia em que a lei começou a seraplicada, começamos a assistir a situações que, por enquanto, ainda não sepodem classificar de dramáticas mas que podemos – simpaticamente – considerar aborrecidas.Como, por exemplo, na área da saúde. Diz que em algumas unidades hospitalares começarájá a haver dificuldade em fornecer medicação aos utentes por, alegadamente, osfundos disponíveis – vulgo o dinheiro para pagar em noventa dias – não seremsuficientes.
Seguir-se-ão as autarquias. O que não admira. Pagar e morrer é aúltima coisa que se faz na vida e no poder local o lema, não necessariamentepor esta ordem, é seguido à risca. Pretender mudar isto de um dia para o outroé capaz de ser pedir de mais.
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publicado às 22:54

Quando o bom senso tem que ser imposto por uma lei...com pouco senso!
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"Ganda" nabo

por Kruzes Kanhoto, em 12.03.12

Este vistoso nabo, de proporções épicas, podia esta manhã serapreciado – e comprado, também – numa das barracas de venda de fruta ehortaliça instaladas bem no centro da cidade. Podia armar-me em chalaceiro efazer umas quantas piadolas envolvendo o Brassica rapa em exposição. A dimensão do tubérculopresta-se a isso. Mas não. Não me apetece. Em certa ocasião, dava este blogueos primeiros posts, fiz uma graçola com uma planta destas e, apesar muito maispequena do que a exposta, a coisa não correu nada bem. Houve logo quem serevisse na prosa. Daí que, desta vez, expresse apenas o meu lamento – e, quiçá,uma ligeira inveja - de na minha “horta” da crise não se desenvolverem vegetaisdestas dimensões.
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publicado às 22:46

"Ganda" nabo

por Kruzes Kanhoto, em 12.03.12
"Ganda" nabo
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publicado às 22:46

Executa-se muito pouco...

por Kruzes Kanhoto, em 09.03.12
Acredito que a vida de agente de execução, solicitador e demaismalta que exerce actividade no ramo da cobrança de dívidas, não seja fácil.Nem, se calhar, especialmente proveitosa. Pelo menos se levarmos em conta aquantidade de trabalho que provavelmente terão, o risco associado ao exercício dessasfunções – negócio, digamos – e os resultados, que em muitas circunstâncias,decorrem das suas diligências.
Repare-se, por exemplo, nos bens penhorados e colocados em vendano concelho de Estremoz. Uma miséria franciscana. Como se pode ver no site deonde foi retirada a imagem, entre prédios - em altura de profunda crise dosector imobiliário – e cinco botijas de gás vazias, ainda conseguiram “apanhar”uma máquina de musculação. A vender em conta, ao que parece. Vá lá saber-secomo é que a conseguiram confiscar…
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publicado às 23:50

Executa-se muito pouco...

por Kruzes Kanhoto, em 09.03.12
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publicado às 23:50

Ler blogues, eu? Kruzes Kanhoto!!!

por Kruzes Kanhoto, em 08.03.12

São muitos os que manifestam uma profunda relutância em admitirque lêem blogues. Ou que, pelo menos de quando em vez, lhes dão uma vista deolhos. Há mesmo quem não se coíba de declarar - do alto do seu elevadíssimo QIe de uma dose QB de ignorância – a sua aversão à blogosfera e ao que por cá seescreve. Ainda que, como gostam de frisar, não percam tempo com essasparvoíces. Apesar de, quase sempre, estarem a par de todas as novidades que sevão publicando.
Ao contrário do que, alegadamente, acontecerá com outros sistemasde aferição de audiências, os contadores de visitas não mentem. E, como se podever na imagem junta, gente a visitar este blogue não tem faltado. O pico deaudiência – há que dizer isto com estilo – foi atingido no dia cinco de Março,segunda-feira, com mil e treze visitantes e mil quinhentas e quarenta e trêspáginas vistas. O que, para um espaço desta natureza, constitui um númeromuito assinalável. Mas ninguém lê blogues. A gente sabe que não…
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publicado às 20:50

Ler blogues, eu? Kruzes Kanhoto!!!

por Kruzes Kanhoto, em 08.03.12
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publicado às 20:50

Gasolina cara? Não parece.

por Kruzes Kanhoto, em 06.03.12

O preço do litro de gasolina – nas marcas de referência e nasoutras não tardará a chegar lá - já ultrapassa um euro e setenta cêntimos.Trezentos e quarenta escudos, para aqueles que ainda se lembram do valor dodinheiro. Nada que impeça os intrépidos condutores tugas de continuar a usar oseu tugamóbil como se não houvesse amanhã e o precioso liquido que faz mover omundo fosse ao preço da água. Por mais incrível que pareça, até numa localidadede reduzidas dimensões como Estremoz, o número de automóveis a circular afastaqualquer ideia de crise ou de dificuldade em enfrentar os elevados preços dos combustíveis.O que não deixa de ser espantoso por se tratar de uma cidade que se atravessa apé, de uma a outra ponta, em meia-hora e onde qualquer lugar não dista mais de dezou quinze minutos do centro.
É por estas e por outras que tenho dificuldade em perceber a filosofiada política fiscal relativamente ao automóvel e à habitação. Que é como quemdiz aos valores que se pagam de IUC – Imposto Único de Circulação e de IMI –Imposto Municipal sobre Imóveis. Em relação a este último vamos, dentro de umano e fruto da reavaliação que está a ser levada a efeito, pagar largascentenas de euros por uma coisa que é, supostamente, nossa e que, coitada, estáali parada e não faz mal a ninguém. Já quanto ao carrinho, embora sujeito amúltiplos impostos, não tem nem de perto a mesma importância que a habitação,prejudica e incomoda bastante mais. Daí que a sua utilização – e não tanto acompra ou a posse – devesse ser muitíssimo mais penalizada. Substituir osactuais impostos que incidem sobre o automóvel e passar a cobrá-los nos combustíveisera capaz de ser muito mais justo. Digo eu, que gosto de andar a pé.
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publicado às 20:24

Gasolina cara? Não parece.

por Kruzes Kanhoto, em 06.03.12
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Os fundos que nos levaram ao fundo

por Kruzes Kanhoto, em 05.03.12

Os fundos comunitários são a menina dos olhos de muito boa gente.E de outra assim não tão boa, também. Se é verdade que foi com os fluxosmonetários oriundos da Europa que o país se desenvolveu – se entendermos odesenvolvimento como construir coisas, independentemente da sua utilidade – nãoé menos verdade que a sua mais do que tresloucada aplicação contribuiudecisivamente para a tragédia em que agora vivemos. Fazer obra, que quasesempre se revela incapaz de gerar qualquer espécie de retorno, sem ter dinheiropara assegurar a contrapartida nacional não constitui, contrariamente ao quemuitos pensam, um acto de boa gestão ou algo de que alguém se deva orgulhar.Pelo contrário.
Deve ser por estas e por outras que, nos últimos tempos, a gestãodos dinheiros do QREN tem estado na ordem do dia. Pelos vistos, pretenderá ogoverno que seja o ministro das finanças a controlar a sua distribuição. Aideia, ao que consta, será evitar que entidades altamente endividadas e sem hipótesede avançar com a parte que lhes cabe no pagamento do projecto, venham abeneficiar destes fundos. O que, diga-se, parece do mais elementar senso comum.Este princípio, a ter sido aplicado desde o inicio, teria contribuído para queo descalabro das contas nacionais não tivesse chegado a este ponto e se calhar –mas isto sou eu a divagar – não houvesse necessidade de andar por aí a roubardois meses de ordenado.
Será, portanto, uma questão de rigor. Embora aplicada tarde e amás horas. Isto se o lobbies deixarem. Porque isso do rigor é uma coisa que aosportugueses não assiste.
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publicado às 22:46

Os fundos que nos levaram ao fundo

por Kruzes Kanhoto, em 05.03.12
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Pavões endividados e pavoas falidas

por Kruzes Kanhoto, em 04.03.12

Segundo a imprensa de hoje haverá mais de cem mil portugueses como vencimento penhorado. Provavelmente seriam bastante mais se as entidadesempregadoras, nomeadamente as do sector privado, não ignorassem as penhoras quelhes são enviadas pelos solicitadores de execução. Significa isso que, tal comonoutras coisas, até em matéria de calotice os funcionários públicos estão a serdiscriminados. Enquanto os caloteiros que trabalham para o Estado vêem os seusvencimentos reduzidos e são obrigados a ir pagando os calotes, quem trabalhapara a privada vai, tal como nos impostos, escapando ao pagamento das suas dívidas.
Todas as generalizações são perigosas e no que ao calote dizrespeito o perigo, dada a sensibilidade da questão, ainda é maior. São inúmerosos casos de incumprimento devido a situações dramáticas, que fogem ao controlodo mais precavido e que apanham de surpresa quem sempre se julgou ao abrigodestes dramas. Divórcios, doenças, desemprego, falecimento de um dos conjuguesou fraudes, constituirão um número apreciável deste conjunto de penhoras eenvolverão, com toda a certeza, muita gente honesta que sempre a intenção de cumprircom aquilo a que se comprometeu.
Do que também não tenho grandes dúvidas é que a maioria destamalta não se enquadra nas condições que acabo de descrever. É gente que pediucréditos atrás de créditos, que não tem onde cair morta mas que, ainda assim,entendeu que tinha o direito a fazer vida de rico. Que, diga-se, em muitoscasos, continua a fazer enquanto vai olhando para os outros do alto de um estatutoque obviamente não tem. Por mim, que naturalmente nada tenho a ver com isso atéporque nada me devem, acho uma certa piada a alguns narizes empinados que poraí pululam. Não pagariam o ar que respiram se este fosse pago, mas – como diriao outro - quem os vê e ouve falar não os leva presos. Nem eu gostaria quefossem de cana. Depois para quem é que olharia de lado quando me cruzo comcertos pavões emproados? Ou pavoas, que nisto da vigarice elas não se ficamatrás.
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publicado às 16:07

Pavões endividados e pavoas falidas

por Kruzes Kanhoto, em 04.03.12
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publicado às 16:07


Tirando a parte da cobrança de impostos estar a comprometer asmetas da execução orçamental – só um tolinho é que não percebia a inevitabilidadeda quebra das receitas fiscais – as coisas até não estarão a correr mal aogoverno. Não fora a chatice de ainda não se ter conseguido encontrar umamaneira de cobrar IRS sobre rendimentos inexistentes, obrigar quem sai do paísa pagar cá os impostos ou fazer com que os mortos não se eximam das suasresponsabilidades fiscais e as contas até apresentariam um equilíbrio assinalável.
Mas, vá lá, nem tudo são más notícias. A emigração, uma dasgrandes apostas do governo, continua a apresentar uma acentuada tendência decrescimento. Os portugueses, principalmente os mais jovens e qualificados, estãoa procurar no estrangeiro o conforto que o seu país não lhes proporciona e, poresta forma, a contribuir para que uma série de indicadores não apresentemresultados ainda mais escandalosos. No sentido da miserabilidade, claro.
Mas a cooperação dos portugueses com o seu governo não se ficaapenas por dar de frosques para outras paragens. Muitos resolveram mesmofalecer. Nas últimas semanas têm vindo a ser batidos todos os recordes daquelesque foram desta para melhor. A continuar assim não tardarão a fazer-se sentiros efeitos benéficos desta onda de mortandade. Nomeadamente nas contas dasegurança social, que deixa de pagar reformas e comparticipações às entidadesque cuidavam dos velhotes ou nas despesas com a saúde que toda esta malta jánão faz e que o Estado deixa de suportar.  
Será, portanto, motivo para acreditar que os objectivos estarão aser cumpridos. O outro que está em França a estudar filosofia – por falarnisso, como é que um funcionário autárquico arranja dinheiro para viver emParis sem trabalhar? - prometeu cento e cinquenta mil empregos e deixouquinhentos mil desempregados. Este, que lá está agora, mesmo não tendoprometido nada, é capaz de ser gajo para arranjar meio milhão de novosemigrantes e outros tantos mortos. Ou, quem sabe, tornar-se um deles.
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publicado às 23:44

A continuar assim ainda seremos o deserto mais desenvolvido do mundo
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Obscenidades

por Kruzes Kanhoto, em 01.03.12

Podemos não apreciar as medidas de austeridade que tem vindo a sertomadas nos últimos anos visando, alegadamente, a consolidação orçamental. Podemos,também, estar convictos da pouca eficácia de algumas e acreditarmos que ocaminho para a regularização das contas públicas devia ser outro. Por mim, comonão me canso de repetir, acredito que a implementação de uma cultura de rigorem toda a sociedade, pública e privada, chegava e sobrava para resolver aactual crise.
Agora o que não podemos é exigir o direito a passar incólumesentre os pingos da chuva enquanto todos os restantes apanham uma valente molha.E, por mais que se esforcem por nos fazer acreditar o contrário, é exactamenteisso que se pode depreender de alguns discursos. Por exemplo dos autarcas, coma sugestão, cada vez mais repetida, da imperiosa necessidade de um plano de resgatepara os municípios à semelhança do que aconteceu com a Madeira. O pior – e queninguém explica – será o dinheiro que isso irá custar. Para cima de dez mil milhõesde euros. Que não há, diga-se, mas que convinha fosse explicado aos portuguesesde onde poderão aparecer.
Desconfio que, a acontecer, o dinheirinho vai sair do sítio docostume. Provavelmente sob a forma de imposto sobre o subsídio de natal e de umaumento absolutamente obsceno do IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis em 2013.Neste último caso uma certeza de que poucos já se aperceberam. O que não deixade ser bem-feito. Assim todos ficaremos a saber quem paga as cantorias do TonyCarreira nas festinhas de Verão lá da terra e as inúmeras rotundas que quasenos põem tontos ao atravessar qualquer vilória.
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publicado às 22:10

Obscenidades

por Kruzes Kanhoto, em 01.03.12
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