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Lágrimas de crocodilo

por Kruzes Kanhoto, em 31.01.12
As noticias sobre velhinhos sozinhos e abandonados à sua sorte – ou, no caso, azar – voltaram a estar na ordem do dia. Infelizmente aquilo que, por estes dias, as televisões não se tem cansado de mostrar não constitui novidade e, antes pelo contrário, não se trata de um fenómeno isolado nem, ainda menos, passageiro. O envelhecimento da população e outras circunstâncias que, quase sem se dar por elas, se foram acentuando na sociedade potenciam o surgimento de cada vez mais casos como os que têm sido relatados.
Soluções para situações desta natureza não existem. Nem será fácil encontrar uma forma de as minimizar. O que se dispensam são as lágrimas de crocodilo. Nomeadamente de jornalistas bem pagas ou de assistentes sociais com jeito para a representação. Não se espera que ninguém, principalmente esta gente, faça milagres. Agora o que gostava era que as profissionais da assistência social tivessem a honestidade de, perante as câmaras de televisão, ter a mesma atitude que exibem nos seus gabinetes a quem as procura para encontrar uma solução de acolhimento para os seus parentes mais velhos. Ou, por exemplo, quando nos hospitais procuram a todo o custo despachar, seja para onde for, os doentes com alta médica mas sem condições para ficar em casa. E, já agora, que jornalistas de lágrima prestes a brotar as interrogassem acerca disso.
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publicado às 19:54

Lágrimas de crocodilo

por Kruzes Kanhoto, em 31.01.12
Lágrimas de crocodilo
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publicado às 19:54

Esta é uma nova foto do alhal da crise, bastante mais pormenorizada do que a anteriormente publicada e obtida poucas semanas depois. É por isso visível, entre as viçosas plantas que entretanto evidenciam um razoável crescimento, a presença de um vistoso cagalhão. Não tendo eu nenhum cão, gato ou qualquer outro animal de estimação que produza dejectos destas dimensões a sua presença só pode significar que o meu quintal anda a servir de retrete à canzoada da vizinhança.
A julgar pela inusitada frequência com que estas coisas me aparecem por aqui, tudo leva a crer que algum canito das redondezas terá qualquer problema do trato intestinal e apenas consegue aliviar a tripa nesta circunscrita zona do bairro. Onde, por azar, se situa o meu pequeno quintal. A identificação do abusivo prevaricador está a revelar-se difícil. O que é uma pena. Teria todo o gosto em devolver o presente ao legítimo proprietário. Enquanto isso não acontece decidirei se, quando souber a quem pertence o cachorro, lho atiro para o quintal ou o introduzo na caixa do correio. Até lá vai direitinha para o meio da rua. Literalmente.
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publicado às 16:35

E a crise que não há maneira de chegar à praga dos animais de estimação
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publicado às 16:35

Jardinismo

por Kruzes Kanhoto, em 28.01.12
Ao contrário de muitos comentadores, que nos últimos dias não se têm cansado de declarar o fim do “jardinismo”, tenho alguma dificuldade em acreditar que esta forma de governar esteja a chegar ao fim. Direi mesmo que o anúncio do seu termo é manifestamente exagerado. Isto porque apesar da aparente rendição forçada do Jardim da madeira, onde se calhar a coisa de ora em diante irá piar ligeiramente mais fino, há em quase todos nós um pequeno Alberto João.
Se, com o chamado plano de resgate da Madeira, o original e grande Alberto terá forçosamente de alterar um bocadinho - pelo menos é o que se espera – a sua forma de governar a ilha, por cá vai continuar tudo na mesma para os muitos jardinistas que dirigem municípios, juntas de freguesia, empresas públicas, fundações e demais instituições onde, de alguma forma, é gerido dinheiro público. O rigor – não digo austeridade porque sou contra e acho-a desnecessária – ainda não tem data marcada para aparecer nessa espécie de universos paralelos onde tudo corre como se vivêssemos num país onde o dinheiro brota das árvores. E, quando um dia aparecer, não me enganarei muito se servir apenas para despedir funcionários, mandriões inúteis e malcriados, quase todos principescamente bem pagos. Malta que, como se sabe, ganha muito e trabalha pouco.
Mesmo ao nível do cidadão comum o jardinismo continuará a imperar. Continuaremos a adorar quem tapa cada pedacinho de terreno com betão e a aplaudir quem esturra fortunas – nossas, só por acaso – em cantorias e festarolas badalhocas. Vamos continuar a desprezar quem pretende gastar os dinheiros públicos de forma racional, a odiar os que procuram gerir a coisa pública com transparência e a votar em Isaltinos, Fátinhas ou Valentins.
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publicado às 19:20

Jardinismo

por Kruzes Kanhoto, em 28.01.12
Jardinismo
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publicado às 19:20

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 26.01.12

EmEstremoz poucos são os que se deslocam a pé. Excepto, claro, os queao fim da tarde, depois de arrumar o carrinho na garagem, caminhamfreneticamente pelas ruas da cidade para, alegadamente, melhorar asaúde e, aspecto não menos importante, diminuir o tamanho do rabo.Os mesmos – a chamada brigada do croquete - que não faltam anenhuma das inúmeras caminhadas promovidas pelo Município e juntasde freguesia cá do sitio. Mas aí compreende-se. Mudar o de tráspara a frente dá uma fomeca do caraças e a certeza de encontrar umlauto banquete, ainda para mais à borla, no final da etapa causa umefeito deveras estimulante nos caminheiros de fim-de-semana.
Deveser pela ausência de qualquer manjar oferecido pelos comerciantes dazona que, de segunda a sábado até ao final da manhã, nesta rua dacidade, o tuga estremocense – maioritariamente na versão feminina– estaciona o popó sem se importar com quem vem a seguir e nãocabe na faixa de rodagem. Que trepe o passeio se quiser passar,porque deixar o tugamobil mesmo à porta do pronto-a-vestir ou daesteticista é algo de que elas não prescindem.
Compreendoa necessidade de andar trajada segundo os últimos ditames da moda.Aceito, também, que comprar uma roupita toda janota fará bem aoego. Percebo que tirar o bigode, depilar o sovaco ou suprirpilosidades indesejáveis de locais mais recônditos, seja umanecessidade imperiosa. Mas, que diabo, não podiam deixar a merda docarro no rossio?! Porra, são apenas cento e cinquenta metros. Paraalém de poderem exibir a figura, não chateavam ninguém e nãoobrigavam os outros a cometer uma infracção às normas do trânsito.Sim, não sei se sabem, circular de automóvel pelo passeio dádireito a multa.
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publicado às 20:24

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 26.01.12
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publicado às 20:24

Eu também não mudo de ideias...

por Kruzes Kanhoto, em 25.01.12

Nãoera necessário possuir invulgares dons adivinhatórios. Nem, sequer,ter grandes conhecimentos em matéria económica ou financeira.Bastava não ostentar um nível de parvoíce acima do tolerável.Era, portanto, bastante fácil perceber desde o inicio que cortes desalários e outros crimes contra quem trabalha não constituemsolução para coisa nenhuma. Pelo contrário. Apenas contribuem paraagravar ainda mais o triste estado do país.
Comose pode constatar, já lá vão uns anos que ando a escrever issomesmo nas páginas deste blogue. Devem ser às centenas oscomentários que deixei noutros espaços onde este assunto tem vindoa ser abordado. Nem têm conta os “gafanhotos” que já mandei avociferar contra estas opções de quem nos tem governado e acontrariar os que acham que este é que é o caminho certo. Daí quenão possa deixar de me congratular com a posição do FMIrecentemente divulgada. Afinal, agora, a austeridade já é uma coisamá. E também perigosa, parece. Se é verdade que apenas os burrosnão mudam de ideias, esperemos que estes não tenham mudado tarde demais. Já quanto a outros asnos não tenho grandes dúvidas que vãocontinuar a fazer jus à sua condição.
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publicado às 20:14

Eu também não mudo de ideias...

por Kruzes Kanhoto, em 25.01.12
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Clubes-palhaço

por Kruzes Kanhoto, em 23.01.12

Aconstituição de empresas municipais tem servido quase sempre –embora não haja disso noticia, admito que possa haver um ou outrocaso em que assim não seja – para contornar procedimentos,empregar clientelas e, até algum tempo atrás, para continuar aaumentar alegremente o endividamento das autarquias.
Estasentidade empresariais desenvolvem a sua actividade nos mais diversossectores. Mesmo naqueles em que a autarquia, a iniciativa privada ouo movimento associativo, fariam igual ou melhor por muito menos.Veja-se, por exemplo, no desporto. Por mais estranho que possaparecer existem em Portugal empresas municipais com equipasfederadas, nas mais diversas modalidades, a competir como se de umvulgar clube desportivo se tratasse. E não, não me estou a referiraos clubes que são financiados quase a cem por cento pelos governosregionais, câmaras municipais ou juntas de freguesia. São mesmoempresas municipais. Assim, rigorosa e descaradamente.
Podemargumentar que se trata de proporcionar aos jovens uma salutarprática desportiva. É, por norma, um bom argumento. Colhesimpatias, também. Mas, isto sou eu a especular, pode-se igualmenteacrescentar que gera postos de trabalho. E todos sabemos daimportância de empregar a malta amiga que acabou um curso ou queanda para aí aos caídos. Principalmente daquela que possui o cartãodo partido ou que segurou o pau da bandeira por alturas das eleições.Haverá certamente, nestas – e nas outras- empresas municipais,lugar para todos. Desde o administrador ao roupeiro. Não esquecendoos treinadores e outros profissionais. Tarefas que nos clubes são,na maior parte das circunstâncias, desempenhadas gratuitamente porpessoas que dão algum do seu tempo ao clube da terra.
Estetipo de “organizações” causam-me um elevado nível de alergia.E nem é por recentemente ter aturado uma claque de um destes“clubes” palhaços, devidamente uniformizada com t-shirts daempresa, que acho profundamente erradas estas concepções dedesporto e de iniciativa empresarial local. Ainda que os progenitoresque a constituíam, nomeadamente as mamãs, berrassem mais do quetrês claques femininas do Nacional da Madeira. Coisa que,convenhamos é muito desagradável.
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publicado às 22:24

Clubes-palhaço

por Kruzes Kanhoto, em 23.01.12
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Totós

por Kruzes Kanhoto, em 22.01.12

Aescumalha que se dedica a encher as cidades de gatafunhos não passade uma cambada de totós. Tal como o que não encontrou melhor localdo que este para largar um pouco de tinta. Mas, ao contrário de outros,reconhece a sua condição de totó. Javardice à parte, fica-lhe bema auto-crítica.
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publicado às 21:43

Totós

por Kruzes Kanhoto, em 22.01.12
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Alguém que interne esta gente!

por Kruzes Kanhoto, em 21.01.12

Diz-secom frequência que se isto fosse um país a sério a maioria dospolíticos estariam presos. Não é que discorde. Nem, sequer, que não considere a parte de lá das grades comoum sitio jeitoso para manter um número significativo daqueles quenos conduziram a este triste estado. Mas, parece-me também, emmuitas circunstâncias estaremos antes na presença de loucos.Verdadeiros indigentes mentais. O que não os torna menos perigosos.
Trêsdeles saltaram para a ribalta durante a semana de passou comdeclarações ao melhor nível de um doente mental. Primeiro foi umobscuro deputado social-democrata, exultante com o recente acordo noâmbito da concertação social. O discurso do homem foi de tal formanojento que até as reacções das deputadas Ana Drago e Rita Ratopareceram de alguém dotado de uma sapiência intocável. Veio depoisDaniel Bessa e a sua convicção de que cada português que se forembora resolve, de uma assentada, dois problemas. O seu e o dos quecá ficam. Partindo do principio que quem emigra é porque estádesempregado ou ganha mal, se esta besta desaparecesse resolveriacertamente muitos problemas. Por fim Cavaco Silva. O quase indigente.Diz que tem uma reforma de miséria. Pois. É capaz. Isso ou, como sediz por cá de alguém que não junta o gado todo, não conhece bem odinheiro.
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Alguém que interne esta gente!

por Kruzes Kanhoto, em 21.01.12
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"Tempos modernos"

por Kruzes Kanhoto, em 18.01.12

Aculpa do pouco crescimento da economia, do elevado desemprego, dabaixa produtividade e, em suma, do nosso atraso em relação aosoutros países europeus era a rigidez das leis laborais. Era. De oraem diante vai deixar de ser. O futuro será radioso. Odesenvolvimento, o progresso e o emprego para quase todos nãotardarão em chegar. Tudo isso porque vai ser ainda mais fácil ebarato despedir, trabalhar-se-à muito mais e ganhar-se-à muitomenos. Só vantagens competitivas, portanto. Lamentavelmente ficouapenas por consagrar a possibilidade legal do patrão poderchicotear os empregados menos produtivos ou que ousem olhá-lo desoslaio. Nada que, numa próxima revisão do código do trabalho, aUGT não se disponha a aceitar.
Asperspectivas são de tal forma entusiasmantes que o primeiro-ministronão hesitou em considerar que vivemos um momento histórico. Atépode ser. Embora desconfie que pelas piores razões. É que, tal comodizia hoje o proprietário de um comercio qualquer, se não houverclientes não há negócio. Não sei é se esta gente estará aperceber que aqueles que vão trabalhar mais tempo, receber umordenado menor e, muitos, ser despedidos é que são os tais clientesque fazem mover qualquer negócio.
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"Tempos modernos"

por Kruzes Kanhoto, em 18.01.12
"Tempos modernos"
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publicado às 22:04


Cidadãosindignados terão hoje partido a pontapé uma divisória em vidronuma “Loja do Cidadão”. Estaria mesmo a pedi-las, suponho. Talcomo também acredito que bastou escaqueirar o objecto em causa paraque o motivo que provocou tão elevado grau de indignação terficado de imediato resolvido. Porque, como toda a gente sabe, pararesolver certos assuntos nada como partir coisas. Ou, no mínimo,elevar em muitos decibéis o nível da berraria.
Aoque parece, na origem do desacato terá estado o desagrado de algunsbeneficiários da segurança social que terão sido chamados a reporcomparticipações a que não teriam direito. O que, naturalmente,provocou a ira dos lesados e motivou a sua colérica reacção. Enada melhor e adequado para resolver a coisa do que começar porofender os funcionários e partir a loja.
Normalnos dias que correm, diga-se. Hoje quem se dirige a uma repartiçãopública, nomeadamente quando o assunto a tratar envolve algo que outente entende não o beneficiar, fá-lo quase sempre de formadeselegante, agressiva e ostensivamente provocadora. Pena que todaessa coragem e ousadia seja dirigida, por norma, aos alvos errados.Seria, com certeza, muito mais apropriado que o fizessem quando, porexemplo nas campanhas eleitorais, os políticos vão visitar oslocais onde vivem. Mas não. Aí portam-se que nem santinhos, talvezna esperança de receber uma torradeira, um emprego ou outra qualquerbenesse. E não, não estou a pensar apenas em gente de poucosrecursos, baixa escolaridade ou de certas franjas sociais. Bestasengravatadas ou mulas de salto alto é coisa que não falta.
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publicado às 22:47

O cliente tem sempre razão. Mesmo quando parte a loja.
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Paradigmas há muitos...

por Kruzes Kanhoto, em 16.01.12

Nãoseriam necessários grandes estudos, elaborados ou não por reputadosespecialistas de conceituadas instituições, para sabermos que aeconomia paralela representa um valor assustador em relação ao PIBdo país. Nem, tão pouco, que constitui uma das principais causas demuitos desequilíbrios da nossa sociedade. O seu combate deviaconstituir um desígnio nacional e uma das principais apostas dequalquer governo que tivesse tempo - ou bom senso, talvez – paraver mais longe que o horizonte eleitoral.
Podia,também, servir de pretexto para a actuação de um desses autointitulados movimentos de intervenção cívica que, de vez emquando, surgem por aí a promover causas aparentemente nobres. Quemsabe a capacidade de mobilização dessa malta não produziaresultados surpreendentes capazes de equilibrar o défice ou, menosprovável, de levar o governo a ser mais simpático com aqueles quenão podem fugir às garras da máquina tributária.
Noactual cenário a vida parece sorrir aos que vivem à margem darealidade fiscal. Poucos sentirão qualquer espécie de apelo,patriótico ou outro, para depois do canalizador, o electricista ouo limpa-chaminés terminarem um serviço pelo qual cobraram cemeuros, ainda desembolsar mais vinte e três. A somar, muitoprovavelmente, a outras centenas ou milhares que o governo já lhessacou no ordenado e nas dezenas de impostos e taxas que pagamos atoda a hora. Pelo menos enquanto não mudar o paradigma. Que é coisaque, por estes dias, fica sempre bem dizer. E escrever.
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publicado às 22:21

Paradigmas há muitos...

por Kruzes Kanhoto, em 16.01.12
Paradigmas há muitos...
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publicado às 22:21


Nestassituações de aperto como a que actualmente se vive nem tudo é mau.Existem também alguns aspectos positivos. Constatarmos que afinal,contrariamente aquilo que pensávamos, não somos ricos e que teremosque gerir muito melhor os recursos de que dispomos será seguramenteum deles. Ainda que, em muitas circunstâncias, essa constataçãotenha de nos ser imposta pela via legislativa.
Atéagora o Estado e demais entidades públicas têm comprado tudo o quemuito bem lhes apetece. Mesmo que não exista dinheiro para pagar nema sua existência seja previsível para os meses – quiçá anos –mais próximos. Nem, às vezes, para os mais distantes. Por maisirresponsável que pareça a ideia, o governo vai pôr um ponto finalneste peculiar modelo de gestão. Estará, ao que se sabe, para brevea publicação de legislação que limitará novas compras dosserviços públicos à possibilidade de as pagarem no prazo máximode noventa dias.
Nãofaltarão sorrisos trocistas perante tão patética ideia. Teoriasimpraticáveis de gente que não tira o cú dos gabinetes,afiançarão uns quantos. Impossível. Se for assim “isto” páratudo, garantirão outros. A mim o que me surpreende é que apenasagora, quando a desgraça está consumada, é que alguém se tenhalembrado de impor ao Estado e restantes administrações uma regratão básica. Comprar apenas quando há dinheiro ou, mesmo nãohavendo no momento, haja a garantia da sua existência num prazoconsiderado aceitável.
Governarou gerir uma instituição sujeita a pressões das mais diversasclientelas – em sentido lato, porque nem todas têm interessesilegítimos – com as novas regras que se avizinham não seráfácil. Mas também ninguém disse que a função governativa deveser algo que se faz com relativa facilidade. Isso é o que temacontecido até aqui, com os resultados que estão à vista. Aliásse fosse fácil qualquer badameco lá podia estar.
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publicado às 19:23

Comprar só quando se pode pagar?! Que ideia tão parva...
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Blogue do ano 2011

por Kruzes Kanhoto, em 15.01.12

O Aventar, um dos melhores blogues portugueses, está a promover umavotação destinada a escolher o “Blogue do ano de 2011”. Entreos muitos candidatos, na categoria “Actualidade politica -individuais”, está o Kruzes Kanhoto. A votação decorre entre 15e 21 de Janeiro e a mesa de voto está instalada emaventar.eu/blogs-do-ano-2011/. Todos os que se interessam por estascoisas podem ir até lá – e os não se interessam também - evotar neste blogue. Ou então num realmente bom.
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publicado às 15:14

Blogue do ano 2011

por Kruzes Kanhoto, em 15.01.12
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Pontes da discórdia

por Kruzes Kanhoto, em 13.01.12

Ciclicamentevem à baila a malfadada história das pontes. As quais, pelo menosaté agora e ao que me tenho apercebido, constituíam um exclusivodos funcionários públicos e representavam um intolerávelprivilégio dessa classe de malandros que não merecem o ar querespiram nem a água que bebem. Principalmente agora que o preciosoliquido está cada vez mais precioso. Há semelhança, diga-se, dequase todas as matérias que se apresentam naquele estado.
Vaídaí que não percebo a indignação causada pela intenção dopatronato que, segundo a manchete do “Jornal de Negócios”,pretenderá encerrar as empresas sempre que ocorra uma ponte edescontar o dia nas férias dos trabalhadores. Admito não estar aver bem a coisa. Concedo que a minha capacidade de análise destasmatérias não seja a melhor. Dou, até, de barato que esteja a fazeruma confusão qualquer. Mas esta gente queixa-se do quê?! Alguémque me corrija se estiver enganado, mas não é por causa dosfuncionários públicos – essa cambada – poderem fazerexactamente o mesmo que é agora proposto para os privados que tantascriticas lhes têm sido dirigidas?! Não percebo.
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publicado às 20:27

Pontes da discórdia

por Kruzes Kanhoto, em 13.01.12
Pontes da discórdia
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Vede, vede!

por Kruzes Kanhoto, em 12.01.12

Ide, ide ver ó gente da minha terra a figura que andamos a fazer e o que outros pensam de nós. Verdade que não somos os únicos e que o mesmo acontece por todo o país. No entanto, como também já escrevi em diversas ocasiões, por cá abusamos a um nível que, em certas circunstâncias, nos torna ridículos. Para reflectir. Acho eu.
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publicado às 08:46

Vede, vede!

por Kruzes Kanhoto, em 12.01.12
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Mais de 70 anos? Afaste-se de um microfone!

por Kruzes Kanhoto, em 11.01.12

Erapara escrever qualquer coisa acerca do desplante daquelesanti-patriotas que, só para chatear e dar cabo das contas ao Gaspar,insistem em estar doentes. Tinha intenção de zurzir – malhar, vá– naqueles desenvergonhados que se atrevem a ter doenças cujotratamento saí caro ao serviço nacional de saúde e que o país nãotem condições de suportar. Gentinha sem dinheiro que, apenas porqueexiste, pensa que tem direito a adoecer e a ser tratada. Era, pois,para discorrer sobre tudo isso. Mas não vou perder o meu tempo.Manuela Ferreira Leite antecipou-se e já disse tudo o que havia adizer acerca deste assunto. De forma brilhante e esclarecedora,faço-lhe a justiça de reconhecer.
Seide um caso, até porque me é relativamente próximo, onde odescaramento, oportunismo e aproveitamento inqualificável derecursos do SNS atinge um nível absolutamente revoltante. Coisapara, se convenientemente divulgada nas redes sociais, causar umaonda de revolta difícil de conter. Nomeadamente entre bestas serescomo a velha carcaça senhora que ontem opinou na televisão. Mas,escrevia eu, conheço uma pessoa com noventa e nove anos que há maisde vinte faz hemodiálise. À borla. Grátis. Á pala. Sem pagar umchavo. Nadinha. O que, imagino, deve ir já numa conta calada. Detal forma elevada que o melhor é nem pensar em quantos milhares deeuros a doença da pessoa em questão já custou ao país. Parafacilitar as contas pensemos antes em quantos meses de reforma daManuela Ferreira Leite é que isso dá.
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publicado às 20:07

Mais de 70 anos? Afaste-se de um microfone!

por Kruzes Kanhoto, em 11.01.12
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Coerências

por Kruzes Kanhoto, em 10.01.12

Doisfactos contribuíram hoje para me baralhar as ideias. Ou para meesclarecer. Não sei ao certo. Nem, sequer, ao incerto. O primeiro dáconta de um relatório do Banco de Portugal onde se afirma que asmedidas de austeridade e a contenção salarial vão implicar umaquebra recorde no consumo e conduzir-nos a uma recessão semprecedentes. Fiquei, no entanto, com dúvidas se, para este gente,isso seria ou não uma coisa má. Pelos vistos não é. Se para qualquerpessoa com juízo mediano este seria uma caminho a evitar, para estamalta é por aqui que se deve continuar. De tal forma que atéadmitem a necessidade de mais austeridade. O que - não sei, digo eu– é capaz de ainda agravar mais a tal recessão sem precedentes.
Osegundo facto que contribuiu para me aturdir, foi a justificaçãodada por Eduardo Catroga quando inquirido se não achava o seu novoordenado – uns míseros 45 mil euros por mês a acumular com umapensão de quase dez mil – um bocadito a atirar para o exagerado.Que não, terá dito o homem. Porque “quanto mais ganhar maior é areceita do Estado com o pagamento dos meus impostos e isso tem umefeito retributivo.” O que é manifestamente verdade, Embora sejamais verdadeiro para uns do que para outros. Principalmente quandoesta tirada de génio não se aplica aqueles que são vitimas daredução salarial decretada em consequência de acordos em que ofigurão em causa terá estado, directa ou indirectamente, envolvido.
Perantedeclarações e relatórios deste quilate parece legitimoquestionar-me, citando um famoso filosofo brasileiro, se o burroserei eu. Quero acreditar que não, mas lá que ando há anos alevar coices destas bestas disso é que não tenho dúvidas.
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publicado às 21:16

Coerências

por Kruzes Kanhoto, em 10.01.12
Coerências
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publicado às 21:16

Crise de pluviosidade

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.12

Estapersistente ausência de pluviosidade começa a preocupar-me. E aaborrecer, também. Era só o que faltava, logo quando me dediquei àagricultura, ser confrontado com uma seca. Estas ervilhas – hoje jáligeiramente mais desenvolvidas do que na altura em que a foto foiobtida – começam a dar os primeiros indícios de que já bebiamqualquer coisinha. O que pode vir a constituir um problema. Ou umachatice. É que, para regar, teria de recorrer à agua da rede e issoera coisa para fazer disparar as taxas – para cima de muitas –que todos os meses constam de uma factura que me aparece na caixa docorreio. Ironicamente chamam-lhe conta da água, ou lá o que é.
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publicado às 21:54

Crise de pluviosidade

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.12
Crise de pluviosidade
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publicado às 21:54

Vão morrer longe!

por Kruzes Kanhoto, em 07.01.12

Emigrem.Vão-se embora. Ou morram. Melhor ainda, vão morrer longe. Essaparece ser a única proposta que os javardolas que nos governam tempara apresentar aos portugueses. Comigo não terão sorte nenhuma.Pelo menos na parte de emigrar não lhes farei a vontade. E na outrasó contrariado. Deve ser falta de patriotismo.
Desconfioque eles se estão a esforçar muito para levarem a deles avante.Provavelmente vão conseguir que muitos de nós morram e que osjovens se vão embora. O pior – ou melhor, depende do ponto devista – é que se cumprirem o seu desígnio não fica cá ninguémpara os sustentar e lá terão de ir para Paris, ou para outro sitioqualquer, estudar coisas.
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publicado às 21:37

Vão morrer longe!

por Kruzes Kanhoto, em 07.01.12
Vão morrer longe!
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publicado às 21:37

Devem ser uns optimistas, eles...

por Kruzes Kanhoto, em 06.01.12

Começoa interrogar-me acerca das previsões, mais ou menos catastrofistas,que por aqui – e também por outros lados - tenho andado aespalhar. Nomeadamente quanto às consequências que a quebra brutaldo poder de compra dos portugueses, em particular dos funcionáriospúblicos, representaria em termos de queda no consumo. Admito que,provavelmente, estarei errado. E, se assim for, ainda bem.
Indiferentesaos aumentos de preços, subidas de impostos, descidas de salários eincertezas quanto ao futuro, continuamos a consumir como se nãohouvesse amanhã. Ou, noutra perspectiva, a dinamizar a economia. Oque, reconheço, não é necessariamente mau. Mas, digo eu, se calharera conveniente não abusar.
Apesarde todos os indicadores mostrarem uma acentuada diminuição dosníveis de consumo, por cá – pelo menos é essa a minha sensação– não se nota nada. Nos parques de estacionamento das quatrosuperfícies comerciais, nomeadamente ao fim-de-semana, é quaseimpossível arranjar lugar para estacionar. Nos cafés e pastelarias,em certas horas, não se arranja mesa para beberricar um cafezitoporque estão repletos de malta a devorar os deliciosos bolos e docescá da terra. Moro num bairro que, a pé, não dista mais do que dezminutos do centro da cidade mas, para além de mim e da patroa, sãopouquíssimos os moradores que não fazem sistematicamente estetrajecto de automóvel.
Épor estas e por outras que desconfio que está a faltar lucidez naanálise da alegada crise. Da minha parte, quase de certeza, porpintar um cenário demasiado negro. Ou do restante pessoal, o queserá menos provável, que achará não ser o futuro tão mau quantoo pintam. O pessimista serei, portanto, eu. O pior é que há queminsista em definir o pessimista como um optimista informado.
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publicado às 20:35

Devem ser uns optimistas, eles...

por Kruzes Kanhoto, em 06.01.12
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publicado às 20:35

Estratégias

por Kruzes Kanhoto, em 04.01.12

Ogoverno produziu um documento, actualmente em discussão pública eportanto aberto a sugestões de todos os cidadãos, a que chamouEstratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas. Oque, desde logo, é sugestivo. Ter uma estratégia, seja lá para oque for é sempre bom e quando se trata de uma abordagem àcomunidade cigana – o que implica mais do que um – é melhorainda.
Aolongo das sessenta e oito páginas que compõem o dito documentoestratégico é definido um conjunto de boas intenções – e tambémideias meritórias, sejamos simpáticos - visando que nos tornemostodos amigos. Ou, pelo menos, que não nos andemos por aí adiscriminar uns aos outros. A estratégia é tão boa e completa quereserva mesmo umas quantas medidas para as minorias existentes dentrodesta minoria e, por isso, nem os ciganos paneleiros foramesquecidos. Também serão integrados estrategicamente, portanto.
Partefundamental desta estratégia é, como não podia deixar de ser, aeducação. Daí que nela se preveja mandar os adultos destacomunidade para as Novas Oportunidades e as crianças para a escola.Nomeadamente – é o que consta do documento - promovendo turmasmistas de ciganos e não ciganos. Parece, mais uma vez uma excelenteestratégia. Pelo menos a julgar pelo sucesso da escola de uma certafreguesia que, de um ano para o outro, passou do risco de fechar paramais de cinquenta alunos. Todos não ciganos idos, na sua maioria, de um estabelecimentode ensino frequentado por um número bastante elevado de membros dacomunidade alvo desta estratégia. Stratágie, em francês.
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publicado às 22:28

Estratégias

por Kruzes Kanhoto, em 04.01.12
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publicado às 22:28


Nãopartilho da indignação que por aí vai contra a mudança para aHolanda do local onde a empresa proprietária do Pingo Doce passaráa pagar impostos. Tenho, até, alguma dificuldade em perceber a causade tanta irritabilidade. Afinal todos, ou quase, fazemos o mesmo.Cada um à sua escala, claro. O que significa que, ao contráriodaquilo que insistem em garantir, o tamanho importa.
Repare-se,por exemplo, nas romarias a Espanha para atestar o deposito docarrinho. Se fossemos tão patriotas como exigimos que seja omerceeiro em causa, tratávamos de abastecer a viatura cá pelaterrinha e, consequentemente, pagar bastante mais imposto ao ministroGaspar. Argumentar-se-à que estas actividades transfronteiriças sãoabsolutamente irrelevantes e não terão impacto digno de registo nacobrança fiscal. Pode ser. Se calhar não passam de uma minúsculagota. Mas fica a intenção. E, quase sempre o lamento que o depósitonão tenha uma capacidade maior.
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publicado às 20:27

Com um pingo de inveja - e alguma amargura - por não poder fazer o mesmo.
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Uma questão de fé.

por Kruzes Kanhoto, em 02.01.12

Provavelmentefruto da época, de repente, os portugueses ficaram mais optimistas.Pelo menos uma parte deles. Parece que alguém os convenceu - ou seconvenceram eles sem necessidade de intervenção externa – que,afinal, “isto não vai ser assim tão mau como para aí andam aapregoar” e “lá mais para o fim do ano as coisas começam amelhorar”. Já perdi a conta às vezes que nos últimos dias ouviestas e outras frases onde se pretendia exprimir esta ideia. A menosque estas pessoas acreditem que vão ganhar o euro milhões, estejamà espera de receber uma herança avultada ou planeiem assaltar umbanco, não estou a ver no que fundamentam o seu optimismo. Será,talvez, uma questão de fé.
Pormim não vou fazer mais previsões quanto ao que penso vai sucedernos próximos tempos. E não não é por medo de errar. Antes pelocontrário. Tenho é um certo receio de acertar. O que, diga-se, nemconstituiria nem grande proeza. Basta desconfiar da existência dopai natal, ou ter umas leves suspeitas que o coelhinho da Páscoanunca existiu, para ter uma razoável certeza quanto ao nosso futuropróximo. A ver vamos se os milagres existem.
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publicado às 22:48

Uma questão de fé.

por Kruzes Kanhoto, em 02.01.12
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A queima

por Kruzes Kanhoto, em 01.01.12

Entreontem e hoje autarcas e governantes regionais queimaram –literalmente – alguns milhões de euros. Vá lá saber-se porquê,há quem ache tratar-se de um bom negócio rebentar fogo de artificioem determinadas circunstâncias. Para as pirotécnicas sê-lo-á, decerteza absoluta. Para os cofres públicos não me parece. Atéporque se o fosse, estas actividades já estariam privatizadas hámuito. E se até agora não o foram é porque à iniciativa privadaestoirar milhões em foguetório não se afigura como algo lucrativoou que traga qualquer tipo de retorno. Coisa que não interessa nadaquando o dinheiro a incendiar, por ser de todos nós, não tem dono.
Poucashoras antes também eu me dediquei a queimar coisas. Sem custos. Paraalém dos fósforos que atearam o fogo. Claro que o fogaréu nãoatingiu as proporções de outros eventos. Foi o que se podearranjar. Serviu apenas para queimar a porcaria que sobrou daslimpezas da courela da família. Exactamente o contrário daquelesque iluminaram os céus de algumas cidades. Esses apenas nos trazemmais porcaria. É só esperar pela factura.
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publicado às 22:01

A queima

por Kruzes Kanhoto, em 01.01.12
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