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Adeus 2011, vamos ter saudades tuas.

por Kruzes Kanhoto, em 31.12.11

 

É,confesso, com uma pontinha de emoção que digo adeus a 2011. Apesar de, em termos profissionais, no ano que hoje acaba não ter tido aumento de ordenado nem sido promovido e a classificação de serviço não ter ido além do “Bom”. O mesmo que o Mário Nogueira. Coisa que, vista assim, me aborrece. Recordarei este como o último ano em que recebi subsídios de natal e de férias, em que me foi devolvida uma parte do IRS que paguei e onde não foram necessárias privações de maior para poder pagar o IMI. É também com mal contida tristeza que não esqueço que foi neste conjunto de doze meses que hoje terminam que, provavelmente pela última vez, pude desfrutar de pequenos prazeres como gozar meia dúzia de dias de férias, fazer uma ou outra refeição fora de casa e dar-me a outros pequenos luxos manifestamente acima das minhas possibilidades. Tivesse o Benfica sido campeão e teria sido um ano fantástico. Mesmo assim, por comparação com o que aí vem, foi certamente o melhor de todos os que se vão seguir. É por isso que desejo a todos os que me lêem um 2012 o menos mau possível.
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publicado às 13:30

Antes a mentira era uma coisa má. Agora não.

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.11

Osleitores que tem a paciência de frequentar este blogue farão ofavor de reconhecer que não tenho qualquer simpatia politica pelofigurão que, durante seis anos, tratou de afundar o país. Nem mesmoos tratantes – no sentido de tratar de coisas - que se lheseguiram me fizeram mudar deideias. Apesar de se esforçarem muito e não se cansarem de me dar motivos para que isso aconteça. Ainda assim, face a tudo o que se tem passado nos últimosmeses, não posso deixar de considerar que o actual estudante defilosofia foi um injustiçado. Nomeadamente pela comunicação sociale fazedores de opinião em geral. Se as bacoradas que tem sidoproferidas pelos actuais governantes e seus sequazes fossempronunciadas pelos Socretinos e apaniguados, nem quero imaginar oescarcéu que por aí andava.
Estranhamenteos portugueses estão a aceitar tudo. Até o inaceitável. Mesmo oque até há poucos meses parecia impensável. Daí que seja deespantar que não pareçam incomodados por no lugar de um mentirosoestar agora um pantomineiro. Deve ser um sinal que os sequazes deagora estão a desempenhar melhor o seu papel do que fizeram antes osapaniguados do outro. Ou então que nos sentimos confortáveis.
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publicado às 22:08

Antes a mentira era uma coisa má. Agora não.

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.11
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publicado às 22:08

Mancha Negra

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.11
 
 
Porgente vestida mais ou menos como as imagens acima documentam – oupor causa de fatiotas do género – foram mortos na Nigéria,durante o último fim de semana, algumas dezenas de cristãos que,pasme-se, tiveram o desplante de se deslocar a uma igreja para rezar.No seu próprio país, assinale-se. Estavam, é bem de ver, mesmo apedi-las. Tendo por perto pessoal dotado de tão bom gosto, no quediz respeito a indumentária e não só, apenas a um tonto ocorredirigir as suas preces a outro deus que não aquele que abomina oporco.
Usassemos falecidos uma toalha à volta da cabeça ou andassem enrolados empanos negros apenas com os olhos à mostra e a causa da morte fosseuma bomba desses bandalhos americanos ou dos seus sabujos israelitas e, calculo, teríamos por aí uma onda de indignação. Comunistas,bloquistas, a eurodeputada Ana Gomes e, até mesmo, algumas pessoasdaquelas que uma vez por outra dizem algo que merece ser levado emconsideração, já teriam manifestado a sua indignação e teriampartilhado connosco o quanto estas mortes os horrorizam. Assim estãocaladitos. Deve ser porque ainda não lhes passou o choque quetiveram com a morte do querido líder. Aquele grande democrata deaspecto badalhoco que reinava lá para a Coreia.
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publicado às 19:27

Mancha Negra

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.11
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O cafézinho da crise

por Kruzes Kanhoto, em 23.12.11


Oaumento de preço da bica parece inevitável. Pelo menos é o queconsidera um representante do sector hoteleiro que, face à subida dataxa do IVA entende não ser possível aos empresários do ramodeixar de repercutir o encargo no preço do café. Desconheço se amaioria das empresas a operar nesta actividade terão ou nãocondições para serem elas a suportar o diferencial resultante dasubida do imposto. Além de, convém não esquecer, terem também dearcar com o aumento de outros factores como a electricidade, a águaou o gás. O que sei - até porque nem foi assim há tanto tempoquanto isso - é que quando da entrada em circulação do euro, semque nenhum dos custos atrás mencionados tivesse sofrido qualqueracréscimo, os donos de cafés, pastelarias e afins trataram deadaptar os preços à nova moeda. Verdade que eram outros tempos. Amalta andava eufórica, julgava-se rica e ninguém se aborreceu comos aumentos. Hoje a coisa fia mais fino e acredito que, a haversubidas substanciais de preço, não faltarão estaminés a fecharportas.
Pormim, desde que o PPC anunciou o fim dos subsídios de férias e denatal, que entre as várias medidas anti-crise incluí a reduçãodos gastos em cafetarias e correlativos. O café da hora de almoço ébebido em casa. O que, apenas com esse pequeno gesto, representa umapoupança diária de cinquenta cêntimos. Mais ou menos cento eoitenta euros por ano. Incluindo cerca de vinte e um euros de IVA. Seum milhão de portugueses fizer o mesmo... é só fazer a conta!
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publicado às 22:16

O cafézinho da crise

por Kruzes Kanhoto, em 23.12.11
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Harmonias

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.11

Bastousurgir a noticia de que o governo se prepara para rever as tabelassalariais da função pública, alegadamente no sentido de asaproximar daquilo que se paga no sector privado, para os comentáriosde satisfação de inúmeros opinadores se multiplicarem. Seja nossites dos jornais que publicaram a noticia ou numa qualquer esquina.Toda essa gente saliva de agrado com a perspectiva de ver osfuncionários públicos sofrerem mais uma quebra dos seusvencimentos. Isto porque – com intenções fáceis de adivinhar - éfrequentemente transmitida a ideia que no sector público osordenados são mais elevados.
Provavelmenteaté serão. Talvez a sua harmonização com os pagos no sectorprivado constitua um factor de justiça social. É que a mim, um gajorelativamente preocupado com os mais desfavorecidos, fazem-meconfusão as listas – públicas todas elas – de atribuição deapoios de âmbito escolar a alunos carenciados. Quase todos, diga-se,filhos de pessoas que trabalham no sector privado. E, não rarasvezes, até a descendência de empresários que todos julgávamos desucesso por lá aparece.
Fará,portanto, algum sentido a satisfação evidenciada por uma certapopulaça que sofre de uma raiva mal contida contra os funcionáriospúblicos. Verem-se incluídos numa lista de pobrezinhos não deveser agradável. Mesmo que os carros em que se locomovem, as casasonde habitam ou os sofisticados telemóveis e outros gadgetsmanuseados pela sua prole, indiciem que vivem numa zona de confortopouco compatível com a sua condição de quase miseráveis.
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publicado às 23:33

Harmonias

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.11
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Isto não vai acabar nada bem...

por Kruzes Kanhoto, em 21.12.11

Admiroeste governo. De verdade. Identifica rapidamente um problema e, quasede imediato, encontra soluções. Temos demasiadas pausas por culpado excesso de pontes, férias e feriados. Tudo pretextos para parar aprodução e dar cabo dos esforços governativos para fomentar ocrescimento, aumentar as exportações e essas coisas que eles achamque crescem por decreto. Vai daí a resolução da questiúnculasurgiu célere. Acabam-se com uns quantos dias festivos - nacionaisou religiosos - põe-se fim às pontes, tolerâncias nem que venha oPapa e reduzem-se os dias de férias. Vai ser produzir até mais não,o mundo vai ver-se grego – péssimo exemplo, mas isto é a forçado hábito – para consumir tudo aquilo que exportamos e, num ápice,estaremos podres de ricos. Pelo menos alguns de nós.
Reiteroa minha admiração pela malta do governo. Não só pela perspicáciaque demonstra na identificação dos problemas e pertinácia quecoloca na sua resolução mas, principalmente, pela quantidade deideias parvas que conseguem produzir. São imbatíveis. É por issoque aguardo com ansiedade o dia em que o ministro da economia – ouo Parvus Coelho, tanto faz – nos anuncie que estamos proibidos decomer carne. Esta será toda para exportação e, por cá, ficaremosapenas com os ossos. Diz que dão uma sopinha óptima. Foi umareceita – o caldinho e a ideia - que já foi testada na Roménia notempo do Ceausescu. Com os resultados, quer para o ditador quer paraos romenos, que se conhecem.
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publicado às 20:39

Isto não vai acabar nada bem...

por Kruzes Kanhoto, em 21.12.11
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publicado às 20:39

Festarolas e luzinhas

por Kruzes Kanhoto, em 20.12.11

Certasopiniões, se expressas por um qualquer vulgar cidadão, para alémde não deverem ser levadas a sério, são perfeitamenteirrelevantes. Daí que alguns disparates que se vão dizendo – ouescrevendo – não tenham importância absolutamente nenhuma. É, nofundo, a aplicação daquela máxima que garante que vozes de burronão chegam ao céu.
Ocaso muda de figura quando manifestadas por outros com algumaresponsabilidade ou projecção mediática. As opiniões expressaspor este tipo de figurão, até por chegarem muito longe, deveriamser bem pensadas e não constituírem uma espécie de bocas maiscomuns entre os frequentadores de tabernas ou outros antros de mávida. E, neste aspecto, os últimos dias têm sido particularmenteférteis. Desde o maluco que acha não serem as dividas coisa que osadultos devam levar a sério até ao outro que se está a marimbarpara os compromissos financeiros, passando pelo gajo que sugere aemigração como solução para quem não tem emprego.
Aindaassim não foi este tipo de conversa que mais de indignou. Outrasdeclarações tiveram o condão de me desagradar bastante mais. Ouvir– na televisão – um Presidente de Câmara garantir que pode nãohaver dinheiro para mais nada, mas que nunca faltará para pagaralmoços aos eleitores mais velhotes lá da terra é bastante maisirritante. Ou escutar um conhecido comentador a considerar pindéricoque a Câmara da capital do reino tenha – apenas para poupar abagatela de setecentos mil euros - decidido não proceder àshabituais iluminações de natal, é coisa para me deixar de bocaaberta.
Asprioridades desta gente são intrigantes. Festarolas e luzinhas.Apesar disso, um vai continuar a gerir uma autarquia e o outro avomitar opiniões num canal televisivo. O pior é que continuará ahaver quem os leva a sério. Por mais parva que seja a suaverborreia.
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publicado às 22:41

Festarolas e luzinhas

por Kruzes Kanhoto, em 20.12.11
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Vizinho incendiário

por Kruzes Kanhoto, em 19.12.11

Estaé uma imagem que, segundo os moradores, se repete quase todos osdias logo que o tempo se torna mais fresco. Desleixo, distracção outendências pirómanas de algum vizinho friorento e sem paciênciapara aguardar que o lume se extinga por completo, constituirão arazão para que tal aconteça. Desnecessariamente. O vizinhoincendiário que deita as cinzas mal apagadas da lareira para dentrodo contentor que me diga qualquer coisinha. Os resíduos de queapressadamente se quer livrar davam-me um jeitão. Diz que as cinzassão óptimas para fazer medrar os alhos e – acabei de saber - para repelir as lesmas. Espécie que - vá lá saber-se porquê - resolveu fixar residência no meu quintal e da qual, apesar de todasas tentativas, ainda não me consegui livrar.
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publicado às 21:26

Vizinho incendiário

por Kruzes Kanhoto, em 19.12.11
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O estranho caso do autarca pudico.

por Kruzes Kanhoto, em 18.12.11

Poralguma razão que me escapa, tem sido noticia nos diversos meios decomunicação social um email enviado por um funcionário de umaCâmara Municipal a desejar as boas-festas aos colegas e que terá,por motivos ainda mais difíceis de entender, causado um elevadonível de indignação junto da presidência da autarquia em causa. Ocaso atingiu tais dimensões que a demissão do autor da mensagemestará mesmo a ser equacionada.
Faceao teor do noticiado fui levado a pensar que se trataria de algobastante grave. Mas não. O próprio desenvolvimento da noticia seencarrega de revelar o ridículo da situação. Quer pelo destaquenoticioso, quer pela posição da autarquia perante o ocorrido.Afinal tratam-se apenas de meia-dúzia de imagens de moçoilas comnotória falta de roupa e umas quantas frases a desejar coisas boaspara o ano que se aproxima. Nada de mais, portanto.
Principalmentenuma altura em que são necessário estímulos, onde todos concordamque faz falta levantar a moral e há é que ter pensamentospositivos, o alarido e a consequente atitude sancionatória domunicípio relativamente ao comportamento do seu funcionáriorevelam-se totalmente descabidos e assim a atirar para o parvo.
Vendo o assunto numa outraperspectiva, não acredito que o senhor presidente – letraminúscula intencional – tivesse “coragem” para tomar a mesmaatitude se o conteúdo do email fosse de carácter apaneleirado. Nem,muito menos, que as recriminações contra o seu autor atingissemidênticas proporções. Aí, provavelmente, estaríamos a falar dediscriminação a um larila qualquer.
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publicado às 19:57

O estranho caso do autarca pudico.

por Kruzes Kanhoto, em 18.12.11
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Os alhos da crise.

por Kruzes Kanhoto, em 17.12.11

Talcomo dei conta noutras ocasiões, nomeadamente aqui e aqui, o meuexíguo quintal está este ano quase todo cultivado. Daí que umapequena parcela tenha sido reservada para uma sementeira de alhos. Umalhal, portanto. Ou, quiçá, uma alhada. A produção, não édifícil de adivinhar, não me tornará auto-suficiente neste tipo detemperos. Nem, de certeza, a colheita resultaria em material bastantepara afastar um vampiro. Se eles existissem, claro. Mas, espero,talvez seja coisa para durante uns quantos meses, quando for aosupermercado, não necessitar de me preocupar com a origem destaplanta hortense liliácea. Sim, porque é necessária uma elevadadose de atenção para não meter no carrinho alhos oriundos daChina. Para já, a julgar pelo desenvolvimento que apresentam, secalhar até demasiado precoce para esta época do ano, tudo indicaque a colheita vai ser jeitosa.
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publicado às 19:11

Os alhos da crise.

por Kruzes Kanhoto, em 17.12.11
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A luta é imaginação.

por Kruzes Kanhoto, em 15.12.11


Grevese manifestações não são a forma de luta que mais aprecio. Diriaaté que constituem um tipo de acção arcaico e a necessitar deurgente modernização. Excepto alguns sectores em que, pela suaespecificidade, a paralisação do trabalho pode ainda ter uma forçadecisiva para fazer valer as reivindicações dos grevistas, na maiorparte dos casos de nada vale. Veja-se, por exemplo, a administraçãopública. Um dia de greve – ou mesmo mais, não interessa aquantidade – apenas serve para prejudicar os utentes e pouco ounada influencia as decisões governativas, enquanto os governantes,esses, pouco se importarão com os eventuais transtornos causados aocidadão comum. Já os grevistas, quando olharem para o recibo dovencimento, constatarão que, afinal, apenas contribuíram para o seuempobrecimento.
Asmanifestações podem ser encaradas como algo mais útil. Pelo menosno âmbito do desabafo. Mas, tal como as greves, de pouca utilidadeprática. De resto, se exceptuarmos os tempos demenciais do períodorevolucionário de setenta e quatro e setenta e cinco, não hámemória de um governo – pelo menos daqueles normais – ceder a umgrupo mais ou menos numeroso de pessoas aos gritos.
Aluta, tal como tudo na vida, tem também ela de evoluir. Adaptar-se anovas realidades, adoptar outras armas, deixar a rua e mudar-se paracenários alternativos de combate. Não há limites para a imaginaçãohumana e, por isso, a nossa capacidade de encontrar maneiras decontornar as barreiras que nos vão colocando - ou apenas protestarcontra a sua colocação - causará um impacto muito mais forte doque as tradicionais formas de protesto. Acredito que, aos poucos, osportugueses perceberão isso. E também quero acreditar que o factode cento e noventa e sete visitantes deste blogue, entre os últimosquinhentos chegados pela pesquisa do Google, aqui terem vindo pararatravés de buscas relacionadas com a simulação de IRS a pagar em2012, significa alguma coisa relativamente à preocupação em pagarmenos imposto e, pela via fiscal, manifestarem o seu protesto face aoesbulho de que estão a ser alvo.
Outroexemplo do que atrás referi está na pesquisa “como piratear ocontador da luz” que trouxe um leitor até cá. Não encontrou poraqui a solução mas, sinceramente, espero que tenha sorte e encontreo que procura. E, já agora, se descobrir diga qualquer coisinha...
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publicado às 22:50

A luta é imaginação.

por Kruzes Kanhoto, em 15.12.11
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publicado às 22:50

A folga deles é o nosso aperto

por Kruzes Kanhoto, em 14.12.11

Aalmofadaorçamentaltambémconhecidapormargem,excedente,folgaououtracoisaqualquerquelhe queiramchamar-irá,entreerrosdiversosenegociatasvariadas,pertodostrêsmilmilhõesdeeuros.Nestascircunstâncias,nãopareceabusivoconcluirqueoconfiscodossubsídiosdenataledefériasserevelacomodesnecessário.Daíquenãomepareçadespropositadaaconclusãomanifestadaempostsanteriores-queoobjectivogovernamentalpassapeloempobrecimentodosportuguesesepelafortedesvalorizaçãodotrabalho.
Odestinodadopelogovernoaoalegadoexcedenteorçamentalérevelador,paraalémdaevidenteopçãopolíticaatrásreferida,dadesconfiançaqueoexecutivodePedroParvusCoelhomanifestarelativamenteàmaneiracomogastaríamosodinheiro.Que,porsinal,eranossopordireito.Talvezsuspeitandoquedesatássemosafazercomprasnaslojasdoschineses,noestrangeiroou,omaisprovável,o esturrássemos em bens importados,entendeuogovernoficar com ele e – diz - pagardividasafornecedoresdoEstado. Seria, com certeza, uma decisão de aplaudir e que até me levaria aconsiderar o homem como pessoa de boas contas. Seria, se eu achasse –como qualquer um dos muitos “neo-liberais” que não se cansam deelogiar esta ideia - que o Estado é um bom gestor e que faz agestão de recursos, sejam eles quais forem, melhor do que osprivados.
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publicado às 21:58

A folga deles é o nosso aperto

por Kruzes Kanhoto, em 14.12.11
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publicado às 21:58

Mas que raio é um peru fêmea?!

por Kruzes Kanhoto, em 12.12.11

Nãosei se tem a ver com essa coisa toda modernaça relacionada com o“género” ou lá o que é. Também pode, eventualmente, tratar-sede uma tentativa parva de evitar as conotações desagradáveisgeralmente associadas à palavra. Ou, última e mais provável detodas as hipóteses, ignorância. Minha ou do gajo da publicidade.Seja como for, a verdade é que nunca tal eu tinha visto. Ou, nocaso, lido.
Paramim, pelo menos até hoje, um peru é um peru e uma perua é umaperua. Concedo, até, que para os mais velhotes ou iletrados, a avegalinácea em causa seja denominada por pirum e a respectiva fêmeapor pirua. Mas para a malta que faz estes prospectos publicitários –que, admito, para além de “jove” deve ter algumas letras - jáme parece coisa mais própria de um asno. Ou, que eu não sou dediscriminar ninguém, burro-fêmea...
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publicado às 19:42

Mas que raio é um peru fêmea?!

por Kruzes Kanhoto, em 12.12.11
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O azeite da crise

por Kruzes Kanhoto, em 09.12.11

Coma entrega no lagar terminou hoje a safra da azeitona. O resultadoobtido, face aos meios materiais e humanos envolvidos, enquadra-senas expectativas e deixou-me relativamente agradado. Por doismotivos. Primeiro porque contribui para amenizar os efeitosrecessivos que estão a incidir sobre o meu rendimento. Em segundolugar, porque a produção de azeite da empresa que me comprou aazeitona será, ao que parece numa quantidade bastante significativa,para exportação. O que significa que dei o meu modesto - e,saliente-se, pouco desinteressado - contributo para o equilíbrio nanossa balança de transacções.Para o ano, com crise ou sem ela, talvez haja mais.
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publicado às 15:40

O azeite da crise

por Kruzes Kanhoto, em 09.12.11
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Temas fracturantes, precisam-se.

por Kruzes Kanhoto, em 07.12.11

Nãosão bem saudades - talvez apenas uma certa nostalgia - mas averdade é que sinto falta dos temas fracturantes com que o anteriorgoverno resolvia entreter-nos enquanto o mundo, tal como oconhecíamos, se ia desmoronando à nossa volta. Faltam, de facto,assuntos de relevante interesse nacional para discutir. Assim do tipolegalização de casamento entre rabetas e fufas. Cada grupo por si,claro, que eu não sou de intrigas nem de andar por aqui a ofenderuns e outros.
Acreditoque a actual maioria, com o tempo, encontrará um ou outro motivopara nos divertir, lançando a debate um tema que realmente mobilizea opinião pública e suscite mais uma animada controvérsia entre osportugueses. Só espero que, quando isso acontecer e ao contrário doque tem sucedido até aqui, a discussão não continue a girar àvolta do buraco. Nem dos arredores.
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publicado às 20:44

Temas fracturantes, precisam-se.

por Kruzes Kanhoto, em 07.12.11
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Patrimónios

por Kruzes Kanhoto, em 06.12.11

Duranteanos, quase tudo – diria mesmo tudo – servia para entrar para oGuiness. Os recordes, ou as tentativas de os bater, sucediam-se e nãohavia tuga que não ambicionasse ver o seu nome inscrito no celebrelivro. Por mais parvo que fosse o objectivo a superar.
Pareceestarmos agora perante uma nova vertente desta lusitana parolice.Depois do fado – que alguns sustentam ser, vá lá saber-se porquê,a canção nacional - ser reconhecido como património imaterial dahumanidade, começam a surgir noticias de mais umas quantas putativascandidaturas. O cante alentejano será, provavelmente, uma delas. Obailinho da Madeira, o corridinho do Algarve ou o vira minhotoincluirão, talvez, o lote seguinte.
Enquantofoi o tuga anónimo, quase sempre em iniciativa isolada e de caráctermeramente individual, a parvoíce que envolvia este tipo deiniciativa – vulgarmente associada a exibicionismos bacocos - nãose configurou como algo de que devêssemos ter vergonha enquanto povoe enquanto país. No entanto, agora, que estas idiotices sãopromovidas por entidades públicas, a coisa muda de figura. Secalhar, digo eu, em lugar de reconhecimentos que não valem a pontade um corno e a que a humanidade não liga nenhuma, era capaz de nãoser má ideia aplicar o dinheiro que estas palermices custam a cuidardo património material nacional que tão desleixadamente é tratado.
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publicado às 14:37

Patrimónios

por Kruzes Kanhoto, em 06.12.11
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Alentejo

por Kruzes Kanhoto, em 05.12.11

Dizque o Alentejo é lindo quando chega a Primavera. Embora sejasuspeito quanto a isso, permito-me discordar. O Alentejo é lindo epronto. Sempre. Mesmo num dia enevoado, sem a nossa luminosidadehabitual e ainda que visto pela objectiva de um gajo com manifestafalta de jeito para a fotografia.
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publicado às 20:12

Alentejo

por Kruzes Kanhoto, em 05.12.11
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publicado às 20:12


Asquestões suscitadas pelas recentes alterações em sede de iva temsido mais que muitas. Principalmente pelos sectores alegadamenteafectados pela transição para a taxa máxima. Neste, como noutrosassuntos, a posição do governo e as opções pouco coerentes quetomou não ajudam mesmo nada à aceitação pacifica da mudança quese aproxima.

Veja-se,por exemplo, o caso do vinho. A jeitosa da ministra da agriculturafez finca pé na sua manutenção na taxa intermédia com ajustificação que se trata de um produto nacional e com elevadopotencial exportador. Podia, até, aceitar-se este ponto de vista seo mesmo não fosse absolutamente ignorado no que diz respeito aoutros sectores com a mesma, ou muito maior, capacidade de exportar ede criar emprego.

Omesmo entendimento, mas no sentido de penalizar as importações, nãofoi seguido, entre outros casos, relativamente às chamadasactividades culturais. Que, diga-se, na sua esmagadora maioria são,como é óbvio, negócios exactamente iguais aos outros. Assim, derepente, não estou a ver porque raio as entradas – ou os cachets –de um concerto de um qualquer artista estrangeiro hão-de pagarapenas treze por cento de iva e um cozido à portuguesa, comido natasca da esquina, terá de levar com vinte e três. Mas, aposto, devehaver uma excelente justificação.
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publicado às 22:14

Tarantantam não enche barriga mas paga menos imposto
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As azeitonas da crise

por Kruzes Kanhoto, em 02.12.11

Desdeque o olival da família iniciou o seu ciclo produtivo – há umadúzia de anos, ou coisa parecida – que a apanha da azeitona temsido feita em regime de outsourcing. Falta de tempo, inexistência deequipamento adequado, baixa rentabilidade, tudo servia de desculpapara justificar uma manifesta ausência de vontade de meter mãos àobra e faziam com que a tarefa fosse entregue a terceiros. Este anoestá a ser diferente. Talvez por causa da crise, da perspectiva –quase certeza – que tudo irá piorar muitíssimo mais ou, apenas,porque me deu uma inusitada vontade de me dedicar à agricultura.Seja como for, eu e a minha Maria resolvemos passar as férias deinverno por aqui, vestir a pele de agricultores e apanhar asazeitonas antes que elas fujam!
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publicado às 19:32

As azeitonas da crise

por Kruzes Kanhoto, em 02.12.11
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29 de Fevereiro dia mundial do repouso

por Kruzes Kanhoto, em 01.12.11

Terásido hoje assinalada pela última vez, enquanto feriado, arestauração da independência. Não é que ache mal. Nem a restauração da soberania nacional sobre o território que ocupamos,nem o facto de tal data deixar de estar incluída entre os feriadosque, por enquanto, ainda não vão abaixo. Parece que com a aboliçãodeste - e de mais uns quantos dias de descanso - o país se vaifartar de ganhar dinheiro, o que, como é óbvio, constituirá umforte motivo de satisfação para qualquer português que se preze.
Mas,ainda que mal pergunte e sem pretender com a minha ignorânciacolocar em causa esta nova moda de garantir que temos feriados amais, quem é que vai ficar mais rico por o pagode trabalhar maisquatro dias no ano? O Estado não é certamente. Os quatro futurosex-feriados vão custar aos cofres públicos, só em subsídios derefeição, cerca de doze milhões de euros. Isto sem contar com ostais consumos intermédios – luz, água, telefone, combustíveis,etc – que passarão, nestes dias, a ser consumidos pelos serviçosestatais. Eu também não devo ver a minha fortuna aumentarsignificativamente. Afinal apenas verei o meu pecúlio crescerdezassete euros. Ainda que livres de impostos – do mal o menos –não é lá grande coisa.
Paraser à séria e produzir efeitos que realmente se vissem, devia dehaver coragem, politica e não só, de acabar com o descanso. Porquêtrabalhar apenas oito horas cinco dias por semana?! O horário detrabalho devia contemplar a obrigação de cumprir, no mínimo,dezasseis horas por dia – oito chegam muitíssimo bem pararecuperar energias – trezentos e sessenta e cinco por ano. Descanso– até podia ser o dia mundial do repouso – apenas a vinte novede Fevereiro.
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29 de Fevereiro dia mundial do repouso

por Kruzes Kanhoto, em 01.12.11
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