Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Mas que raio andam estes economistas a fumar?!

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.11
“Os cortes salariais nosector privado poderiam pôr em causa a solidez do sistema financeiro nacionalpor causa do grande endividamento das famílias. Assim, cortar os rendimentospunha em causa não só a situação social como o sector financeiro, já que muitasfamílias poderiam ficar sem conseguir pagar os seus empréstimos aos bancos”. 
Foi o que teve odescaramento de zurrar um reputado economista. Curiosa interpretação, esta. Principalmentequando vinda de quem não manifestou idêntica preocupação quando foi anunciada amesma receita para os trabalhadores da função pública. Talvez o cavalheiroconsidere que os últimos não têm empréstimos a pagar ou – hipótese a nãodescartar mas que eu não partilho - são mais honestos que os trabalhadores dosprivados. Um pândego, o homem.
Compartilhar no WhatsApp

Mas que raio andam estes economistas a fumar?!

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.11
Mas que raio andam estes economistas a fumar?!
Compartilhar no WhatsApp

Tadinhos...

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.11
Decididamente não compreendo osportugueses. Pelo menos aqueles que não se importam de dar a conhecer as suasopiniões. Até há poucas horas os cortes que atingem os funcionários públicoseram considerados como algo de bom. Após a troika revelar o seu entendimento queiguais cortes deviam também abranger os trabalhadores do sector privado, osentido das opiniões que se podem encontrar em blogues e nas caixas de comentáriosdos jornais, vão em sentido diametralmente oposto. O que antes era bom - sóatingia os malandros da função pública - é agora mau porque, mais cedo do quetarde se vai aplicar a todos. Impressionante a coerência de certa gentinha.
Compartilhar no WhatsApp

Tadinhos...

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.11
Tadinhos...
Compartilhar no WhatsApp

A sesta

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.11
Não foi à ora tantotempo que um grupo de alarves andou a tentar motivar os portugueses para a importânciada sesta e, pasme-se, chegou a tentar que a pausa para passar pelas brasasfosse consignada como um direito. Entretanto o mundo mudou. A vida tal como a conhecíamosacabou e agora até em Espanha o intervalo para dormir está a ser colocado emcausa. Tudo indica que mesmo em Espanha esta tradição nacional tenha, pelomenos para quem trabalha, os dias contados.
Nunca, nem em pequeno,fui adepto da sesta. Nessa altura nem obrigado pregava olho. Sempre achei umabsurdo a ideia de interromper o trabalho, ou prolongar a hora de almoço, paratirar uma soneca. Desconfio, no entanto, que entre quem defendia antes odireito à sesta se devem encontrar muitos que agora defendem o contrário. Emnome da produtividade. Ou de algo assim.
Compartilhar no WhatsApp

A sesta

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.11
A sesta
Compartilhar no WhatsApp

Boicote

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.11
Acho poucoprovável que, ao contrário do que tem vindo a ser sugerido, esteja a ser preparadoum plano de contingência tendo em vista o controlo pelas forças policiais deeventuais distúrbios, motins, barricadas e outro desacatos que possam estarpara ocorrer no país. As reservas que manifesto perante essa possibilidade têmtanto a ver com a pouca propensão dos portugueses para fazerem manifestaçõesviolentas, tipo as que ocorrem frequentemente na Grécia, como com a fraquíssimacapacidade das forças da ordem nacionais imporem a sua autoridade onde quer queseja. A menos que o perigoso prevaricador se disfarce de automobilista.
Sendo por demaisconhecida a impossibilidade da policia entrar em determinados locais, sabendo-seda impunidade de que goza qualquer meliante – independentemente da cor docolarinho – e dos amplos direitos que assistem a todos os criminosos, quase dávontade de rir que, de uma forma quase velada, venham tentar intimidar aquelesque tencionam ir para a rua protestar.
Mas, se acoisa for para levar a sério e o governo, com medo que lhes cheguem a roupa ao pelo,se esteja mesmo a preparar para eventuais convulsões sociais, não há que terreceio. Em lugar de tumultos, confrontos e tudo o que envolva pancadaria,opte-se pelo boicote. A tudo. Para além de ser muito mais seguro, não requerergrande esforço e poder ser praticado por todos é, garantidamente, bastante maiseficaz. Basta puxar um pouco pela imaginação e cada um de nós encontrará comfacilidade meia-dúzia de alvos a boicotar. E nem estou a pensar em bombas. Omeu pensamento dirige-se para coisas mais simples e bem menos violentas como,por exemplo, a economia paralela ou transferir dinheiro para um banco suíço. Ou, na pior das hipóteses, para o paypal.
Compartilhar no WhatsApp

Boicote

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.11
Boicote
Compartilhar no WhatsApp

Almofadas

por Kruzes Kanhoto, em 13.11.11
Muito se temfalado e escrito ultimamente acerca de almofadas. Das que há, segundo uns, edas que não há, segundo outros. Por mim acho estranhíssimo que na elaboração deum orçamento possa haver lugar a adereços deste género. Daí que tenha ficadobasbaque com as declarações produzidas por governantes e opositores - emprincipio gente que sabe daquilo que está a falar - ou pelos paineleiros deserviço que, na sua maioria, alinham pela posição do governo e afiançam nãohaver na proposta do executivo qualquer margem de manobra.

O certo é que,relativamente à proposta inicial, o bando laranja cedeu ao lóbi dos autarcas erecuou na sua intenção de reduzir em metade a capacidade de endividamento dasautarquias e na proibição de contratar ainda mais funcionários. Significa estacedência a possibilidade da divida autárquica, no seu conjunto, poder aumentarno próximo ano em, pelo menos, mais oitocentos e trinta milhões deeuros. Eu, que não sou de intrigas, não vou especular acerca da maneira comoeste diferencial se vai aconchegar na cama do deficit. Acho, no entanto, de umadesonestidade intelectual inqualificável nem um único filho da puta, daquelesque passam a vida a saltitar de televisão em televisão, suscitar esta questão. Preferemmarrar em quem trabalha.
Compartilhar no WhatsApp

Almofadas

por Kruzes Kanhoto, em 13.11.11
Almofadas
Compartilhar no WhatsApp

Abaixo os feriados!

por Kruzes Kanhoto, em 11.11.11
Oempobrecimento dos portugueses constitui o desígnio nacional, proposto pelogoverno e aplaudido por uma ampla e quase consensual panóplia de paineleirosespalhados pelos canais televisivos de notícias e principais jornais.Secundados, diga-se, por um vastíssimo sector da opinião pública que, vá lásaber-se porquê, acredita que escapará incólume ao retrocesso civilizacional emcurso e que serão apenas os outros, designadamente os funcionários públicos, aficarem mais pobres.
Éneste contexto que surge a ideia de reduzir o número de feriados. Quatro ao queparece. O que, quanto a mim, é manifestamente pouco. Insignificante, quase. Aoque se sabe datas como o natal, a pascoa, o dia de Portugal ou de cada um dostrezentos e oito concelhos, continuarão a ser assinaladas como um dia dedescanso. Mal. Continuar a celebrar oficialmente feriados religiosos constituium insulto às crenças dos cidadãos de outras religiões que vivem entre nós e,no tocante aos outros, nomeadamente aos feriados municipais, acabam por não sercelebrados pelos munícipes que trabalham em concelho diferente daquele onderesidem.
Apesarde tímida e pecar por escassa, gosto desta intenção. Mais. É até com imensasatisfação que aplaudo esta ideia. Principalmente porque me vai permitirauferir anualmente mais dezassete euros - livres de impostos - e me permitirápoupar uns trocos que, às vezes mesmo sem querer, se gastam nos dias de lazer.Não querem acabar com mais? Vá lá. O aumento da despesa pública com o subsídiode refeição anda apenas à volta dos três milhões de euros por feriado. Peanuts.
Compartilhar no WhatsApp

Abaixo os feriados!

por Kruzes Kanhoto, em 11.11.11
Abaixo os feriados!
Compartilhar no WhatsApp

Austeridade selectiva

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.11
Autarquias locais autorizadas acontratar funcionários– “Jornal de Negócios”

Há que aplicar a folga orçamentalresultante do corte dos subsídios de férias e natal, das prestações sociais eda redução salarial dos funcionários, para dar emprego aos amigos,companheiros, camaradas e outros palhaços que, de quatro em quatro anos, andamagarrados ao pau. Da bandeira, claro, que eu não sou de intrigas.
Compartilhar no WhatsApp

Austeridade selectiva

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.11
Austeridade selectiva
Compartilhar no WhatsApp

Dai-lhe gás...

por Kruzes Kanhoto, em 09.11.11
Um gajoestrangeiro, com nome de esquentador, está num telejornal qualquer a agradecerao povo português o esforço que está a fazer para consolidar as contas pública.Não tem de quê. Ele. Eu não tenho alternativa.
Compartilhar no WhatsApp

Dai-lhe gás...

por Kruzes Kanhoto, em 09.11.11
Dai-lhe gás...
Compartilhar no WhatsApp

Despesa a diminuir e receita a sumir

por Kruzes Kanhoto, em 08.11.11
A remota eafastada hipótese de o governo recuar e aceitar a proposta do líder do PS, nosentido do governo cortar apenas um dos subsídios aos funcionários públicos,está a deixar os comentadores de serviço com os cabelos em pé. Quase todosnutrem por quem trabalha na função pública um ódio visceral que os impede deanalisar o que estará em causa a concretizar-se este assalto aos bolsos dosportugueses.
Seria bom que,friamente, cumpra-se a intenção do governo ou vingue a proposta socialista, os pretensossábios destas coisas dos números explicassem à população, que agora exulta poros trabalhadores do Estado ficarem mais pobres, que a relevância destes cortes nascontas públicas não será tão significativa quanto se pretende fazer crer.Poderá, até, ao contrário do que se pretende, ter um efeito nefasto na execuçãoorçamental do próximo ano.
Imagine-se ocaso de um trabalhador que aufere mil euros de vencimento mensal. Deixará dereceber anualmente dois mil. Mas, em contrapartida, pagará cerca de trezentoseuros a menos de IRS, deixará de descontar trinta euros para a ADSE e duzentospara a Caixa Geral de Aposentações. O mesmo acontecerá com a sua entidadepatronal que deixará de contribuir com trezentos euros para a CGA. Significaisto que, neste caso, o Estado deixará de contabilizar do lado da receita, porano, oitocentos e trinta euros e, do lado da despesa dois mil. O que, é fácilfazer a conta, reduz esta fantástica medida de controlo da despesa pública amil cento e setenta euros.
Se, ao cenárioatrás descrito, adicionarmos o iva que o Estado deixa de arrecadar, os efeitosnefastos que esta quebra de rendimentos produzirá no consumo e, porconsequência, na arrecadação de receitas fiscais, então teremos uma ideia maisaproximada da genialidade desta intenção e dos seus efeitos práticos naexecução orçamental. Claro que os comentadores não são parvos e sabem,obviamente, fazer estas e muitas outras contas. Deve ser por isso que, se osouvirmos atentamente – o que a maior parte não merece – podemos constatar que, quandodissertam acerca desta matéria, manifestam o seu entusiasmo pela “redução dedespesa” provocada por esta medida mas esquecem sistematicamente a “execuçãoorçamental”. Será por acaso?
Compartilhar no WhatsApp

Despesa a diminuir e receita a sumir

por Kruzes Kanhoto, em 08.11.11
Despesa a diminuir e receita a sumir
Compartilhar no WhatsApp

"Insulta-me se puderes"

por Kruzes Kanhoto, em 07.11.11
Na actualditadura do politicamente correcto em que estamos a viver, tornaram-se banaisas acusações de racismo. Por tudo e por nada se é acusado de praticar adiscriminação racial, mesmo que em muitas circunstâncias os acusadores – quase sempreas alegadas vitimas – nem entendam muito bem o conceito. Por cá basta ir à lojado Belmiro para ter fortes probabilidades de ouvir guinchar histericamente “aiiiiiiiiraciiiiistaaaaa”. O que na opinião deles – coitados – constituirá um gravíssimoinsulto para o visado. E nem é preciso grande esforço para ouvir esta supostaofensa. Basta não sair apressadamente do caminho de um qualquer habitante doresort contiguo ao referido espaço comercial, que por ali ande a colmatar asfaltas na despensa.  
Vem istoa propósito das queixas de um jogador de futebol – negro, por sinal - que,segundo o próprio, terá sido alvo de insultos racistas por parte de outro.Branco, pois claro. Alega o primeiro que o segundo lhe terá chamado “preto demerda”. Uma acusação confusa, convenhamos. Pelo menos para mim, que após ler ereler as declarações do queixoso ainda não percebi se ele se sente ofendido coma parte do “preto” ou com a da “merda”. E esta questão das partes não é, para ocaso, de somenos importância. Quando alguém chama a outrem “político de merda”,“economista de merda” ou “portista de merda”, o visado sente-se insultado nasua condição de político, economista ou portista? Obviamente que não. O que oincomoda é a merda. No caso em apreço parece que não será assim. O tal jogador sentir-se-á arreliado é com o “preto”. Ele, apesar de ser bastante escuro, lá sabe.
Compartilhar no WhatsApp

"Insulta-me se puderes"

por Kruzes Kanhoto, em 07.11.11
"Insulta-me se puderes"
Compartilhar no WhatsApp