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As favas da crise

por Kruzes Kanhoto, em 29.11.11

Éum dado adquirido que vamos ser nós – vocês sabem de quem euestou a falar – a pagar as favas. Nem, aliás, outra coisa seria deesperar. As bestas que passaram pelo poder, tal como as alimáriasque lá estão agora, leram todas a mesma cartilha e, mesmo queesteja demonstrado até à exaustão que este caminho não tem saída,insistem em marrar contra a parede.
Mas,voltando às favas, farei tudo o que puder para não as pagar. Nemque tenha de as semear. O que, pela primeira vez na minha vida,acabei de fazer no meu quintal. Só mesmo para ser do contra. É porisso que aqui vai, pelo menos é o que espero, nascer um pequenofaval. Ínfimo, por assim dizer, mas que, simbolicamente, representao meu protesto. Se o tempo permitir, num outro local, tratarei de“protestar” muito mais. Tanto que – caso a colheita correspondaàs expectativas – favas será coisa que não pagarei. Mas dissodarei conta na ocasião.
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publicado às 17:48

As favas da crise

por Kruzes Kanhoto, em 29.11.11
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Coisas da lavoura

por Kruzes Kanhoto, em 27.11.11

Aocontrário do que a imagem pode sugerir, não se trata de umaplantação de garrafões. É, apenas, a forma que encontrei depreservar as ervilhas, que começam agora a despontar, da gula dospardais. Espantalhos e outras artimanhas têm-se revelado incapazesde atemorizar os pequenos terroristas alados que insistem em saciar oseu apetite voraz no meu diminuto quintal. A técnica consiste emcortar ao meio um garrafão de agua, fazer-lhe diversos furos parapermitir a circulação do ar e colocar sobre as plantasrecém-nascidas. Quando começam a surgir as primeiras floresretira-se a protecção porque, nessa altura, a passarada já nãorepresenta qualquer perigo para as plantas.
Mesmocom todos estes cuidados a produção não será por aí além. Nemterá grande peso na redução da minha dependência alimentar faceao exterior. É antes, digamos, uma forma de me ir habituando aempobrecer com alguma qualidade. E, também, de contribuir, ainda que de forma modesta,para o empobrecimento de outros. Pela primeira vez nos últimos dez ou quinzeanos, o meu quintal vai ser integralmente aproveitado para cultivaralguns produtos hortícolas, e, assim, para além de obterprodutos mais saudáveis, poupar uns trocos. Poucos, obviamente, masque a juntar a muitos outros, constituem a minha humilde contribuiçãopara atingir o novo desígnio nacional. Empobrecer. Empobreçamos,então.
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publicado às 15:56

Coisas da lavoura

por Kruzes Kanhoto, em 27.11.11
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Eles não regulam bem...

por Kruzes Kanhoto, em 26.11.11

Hojeno tradicional mercado dos Sábados, em Estremoz - entre galinhas eoutros galináceos, couves e restantes vegetais, brinhol e outrasiguarias ou velharias e umas quantas modernices – vendiam-se,também, cartões de crédito. Ignoro se as vendas tiveram êxito, serevelaram um fracasso ou terão corrido dentro daquilo que eram asexpectativas de quem vende. No entanto, ainda que para os vendedores– coitados, precisam de se governar como toda a gente – a manhãtenha corrido bem, não auguro nada de especialmente bom para oseventuais compradores.
Atendendoà prática comercial particularmente agressiva – chata, até –dos promotores destes produtos, não me parece adequado permitir asua actuação em plena via pública. Nem toda a gente conseguecontrariar a sua insistência e – às vezes é necessário –olhá-los nos olhos e dizer-lhes que não queremos ser incomodados. Éque não vale a pena lamentar que as pessoas passem dificuldades porcausa desses malandros dos bancos e, simultaneamente, permitir queeles andem por aí a semear crédito fácil. Um pouco de regulação,neste caso, era capaz de não fazer mal a ninguém.
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publicado às 19:11

Eles não regulam bem...

por Kruzes Kanhoto, em 26.11.11
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Oportunidades. Ou oportunistas, sei lá.

por Kruzes Kanhoto, em 24.11.11

Istoda crise tem um lado bom. Ou, se calhar, até mais do que um. Faz,por exemplo, despertar o empreendedor que existe escondido em cadacidadão e estimula ainda mais o espírito de iniciativa dos que têmmais olho para o negócio. Até mesmo em Estremoz e no Alentejo emgeral, onde tradicionalmente por factores da mais variada ordem queagora não vêm ao caso existe uma menor capacidade de iniciativa,já vão surgindo pessoas a investir em pequenos negócios –esquemas, vá – capazes de proporcionar uma rentabilidade bastanteinteressante.
Foio caso com que me deparei na última edição de um jornal local –o Brados do Alentejo – onde um anúncio, também colocado emdiversos sites na Internet, se propõe ensinar “como ganhardinheiro trabalhando em casa”. Muito dinheiro. Para mais de “doismil e quinhentos euros mensais”. Melhor ainda, de uma maneira“fácil e agradável”. Provavelmente tratar-se-à daquelefantástico negócio de dobrar circulares e introduzi-las emenvelopes. Coisa para dar uns cobres ao anunciante – investidor,digamos – caso muitos parvos caiam na esparrela.
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publicado às 20:28

Oportunidades. Ou oportunistas, sei lá.

por Kruzes Kanhoto, em 24.11.11
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Greve quase geral

por Kruzes Kanhoto, em 23.11.11
Apesarde sobejarem motivos de indignação perante o actual estado decoisas, não vou fazer greve amanhã. Não estou disponível paracontribuir com um dia de ordenado para o governo - o que, admito,levará o ministro das finanças a desejar uma significativa adesãoda parte da função pública – nem sou, como já escrevi por aquivariadíssimas vezes, especial apreciador desta forma de luta.Prefiro o boicote, a sabotagem e outras maneiras mais astutas –mais sacanas, vá - de contrariar as intenções do governo e que nãoenvolvam a diminuição do meu pecúlio em favor do Estado, masexactamente o contrário.
Emboraisso não me cause especial incomodo, desconfio que entre osgrevistas de amanhã estarão muitos com responsabilidade – quenisto, como noutras coisas, não há inocentes – por termos chegadoaté aqui. Nomeadamente aqueles sindicalistas que, há dezenas deanos, contribuíram para abarrotar os quadros da função pública. Éverdade que hoje faz-se o mesmo sem ouvir os sindicatos, mas isso nãobranqueia a verdadeira mancha vermelha que, por exemplo, alastrou porquase todas as Câmaras do Alentejo.
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Greve quase geral

por Kruzes Kanhoto, em 23.11.11
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A estranha aranha

por Kruzes Kanhoto, em 22.11.11


Omeu quintal parece exercer um fascínio irresistível sobre abicharada. Desde um pato-bravo, o saboroso Barnabé, que o escolheupara se despenhar, até ao gato maricas da vizinha. Sem esquecer umcoelho que se conseguiu escapulir de uma forma muito maisespectacular do que qualquer Michael Scofield. Isto para referirapenas os maiores, porque, com dimensões bastante mais reduzidas, sãoinúmeras as formas de vida que escolhem este pequeno pedaço deterreno para passar parte das suas curtas vidas.
Destavez foi esta coisa esquisita. Uma aranha, ao que aparenta. Diferentede todas as outras que tinha visto antes e que, pela pesquisa deimagens que fiz na net, não parece muito popular. Nem mesmo paraaracnídeo. Pelo menos a julgar pela falta de fotografias de outrasda sua espécie. Tinha, sensivelmente, o tamanho de uma moeda de umeuro e, quando esmagada derramou uma substância viscosa e amarelada.De salientar que, até agora, ninguém reclamou o corpo nem a famíliaapareceu para o funeral.
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publicado às 22:33

A estranha aranha

por Kruzes Kanhoto, em 22.11.11
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Jardim iluminado

por Kruzes Kanhoto, em 21.11.11
Asluzinhas da Madeira, aquelas que vão alumiar a vaidade de AlbertoJoão, estarão prestes a acender. Diz que é próprio do natal e quesem elas a época não terá tanta piada. Estará, portanto,desculpado aos olhos de muitos que acharão esta despesa das menosmás quando comparadas com outras que o mesmo personagem temprotagonizado. Não partilho, obviamente, desta opinião. Os enfeitesnatalícios de ruas, praças e largos – pelo menos com aexuberância e ostentação que se conhecem – são relativamenterecentes, servindo essencialmente para alimentar os egos – quandonão outras coisas – dos seus mentores. Á custa, como é fácil decalcular, dos bolsos de todos. E, por mais que me tentem convencer docontrário, em pouco contribuem para a dinamização seja do que for.A menos, talvez, da carteira do gajo que vende as lâmpadas.
Noactual contexto uma iniciativa deste género mais parece umaprovocação. Queimar largos milhões de euros e não pagar asdividas, não direi que seja inédito. É, no entanto, umairresponsabilidade própria de um nababo que há muito tempo deviater sido afastado da proximidade de qualquer local onde existadinheiro público. Também por isto sinto-me cada vez mais satisfeitopor não ter colaborado nem com um cêntimo para a campanhade angariação de donativos organizada na sequência do temporal naMadeira. Verifico agora que o meu contributo não era necessário.Afinal dinheiro é coisa que não falta por lá.
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publicado às 20:29

Jardim iluminado

por Kruzes Kanhoto, em 21.11.11
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Assalto facturado

por Kruzes Kanhoto, em 20.11.11

Tudoserve de pretexto para nos irem ao bolso. Vejam-se, por exemplo, asfacturas da água ou da electricidade. São tantas as parcelasfacturadas, a suportar pelo consumidor, que chega a ser difícilperceber o que efectivamente gastámos em água ou luz e quanto doque nos é facturado vai para aquilo a que, eufemisticamente, chamamde taxas, impostos e outros contos do vigário.
Masparece que, ainda assim, não chega. É preciso mais. Cada vez mais.Novas taxas, tarifas, impostos, sobre-taxas e tudo o que a fértilimaginação da gentalha que manda destas coisas conseguir inventarirão, num futuro não muito longínquo, juntar-se ao extenso rol doque todos os meses temos de pagar. Deve ser a isso que chamamsacrifícios. Só falta dizerem que lhes dói mais a eles do que anós...
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publicado às 22:20

Assalto facturado

por Kruzes Kanhoto, em 20.11.11
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Roubalheira!

por Kruzes Kanhoto, em 19.11.11
Pagaré algo que me desagrada. Quando se trata de impostos, então, nem sefala. Nomeadamente quando daí não se retira qualquer lógica paraalém da mais descarada roubalheira. É o caso dos cinco euros queeste mês me estão a ser cobrados a titulo de imposto de selo pelautilização do cartão de crédito. Mais uma invenção doscriativos das finanças – no caso os outros que lá estiveram e dosquais estes que lá estão agora em nada diferem – encontraram paranos sacar dinheiro. Os espertalhões arranjaram um esquema manhoso emque – pasmai – mesmo não tendo qualquer valor em divida e estejaa decorrer o prazo para o pagamento do extracto mensal, o portador docartão de crédito é sempre obrigado a pagar uma percentagem sobreo valor das compras. Ainda que pague a totalidade dentro do prazoestabelecido.
Poralguma razão, que segunda-feira vou tratar de averiguar, apesar dalegislação já ter mais de um ano, este foi o primeiro mês que obanco de que sou cliente se aproveitou da marosca. O roubo estálegitimado por esta jóia da arte de sacar dinheiro:“Crédito utilizado sob a forma de conta corrente, descobertobancário ou qualquer outra forma em que o prazo de utilização nãoseja determinado ou determinável, sobre a média mensal obtidaatravés da soma dos saldos em dívida apurados diariamente, duranteo mês, divididos por 30”. Portantocrédito gratuito por cinquenta dias foi coisa que passou àhistória. Tal como o meu cartão de crédito. Logo que pague oextracto deste mês vou entregá-lo ao banco. Não estou paraengordar gulosos.
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publicado às 21:00

Roubalheira!

por Kruzes Kanhoto, em 19.11.11
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Despesa, querem eles dizer...

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.11

Num prospecto hoje distribuído à porta do meu local detrabalho, onde se apela à mobilização para a próxima greve geral, consta, entreoutras, uma proposta “não só exequível como absolutamente indispensável” comcontornos assaz curiosos. Propõem os autores do manifesto “a aposta noinvestimento produtivo e no investimento público”. Ora, a menos que esteja aver mal a coisa, é precisamente por aqui reside o problema. Como se depreendeda construção da frase assume-se desde logo que o investimento público não éprodutivo. E, de facto, não tem sido. Estádios onde ninguém joga à bola, autoestradas onde não passam automóveis, estradas que vão de nenhures a sítionenhum e escolas novas onde não existem crianças, podem constar de um extensorol de investimentos públicos, manifestamente improdutivos, que contribuíramdecisivamente para o estado a que chegámos.
Existirão motivos de sobra para apelar à greve. Entre osquais se incluirão a exigência na aposta em investimento produtivo, seja elepúblico ou privado. Ou, também, para exigir a responsabilização daqueles que,nesta matéria, insistiram em tomar opções que, como saltava à vista de qualqueriletrado, acabaram por se confirmar ruinosas. E, já agora, porque não igualmentedaqueles que, de uma ou de outra forma, andam por aí a exigir, para além deinvestimento produtivo, também investimento público?!
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publicado às 23:34

Despesa, querem eles dizer...

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.11
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Mas que raio andam estes economistas a fumar?!

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.11
“Os cortes salariais nosector privado poderiam pôr em causa a solidez do sistema financeiro nacionalpor causa do grande endividamento das famílias. Assim, cortar os rendimentospunha em causa não só a situação social como o sector financeiro, já que muitasfamílias poderiam ficar sem conseguir pagar os seus empréstimos aos bancos”. 
Foi o que teve odescaramento de zurrar um reputado economista. Curiosa interpretação, esta. Principalmentequando vinda de quem não manifestou idêntica preocupação quando foi anunciada amesma receita para os trabalhadores da função pública. Talvez o cavalheiroconsidere que os últimos não têm empréstimos a pagar ou – hipótese a nãodescartar mas que eu não partilho - são mais honestos que os trabalhadores dosprivados. Um pândego, o homem.
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publicado às 19:45

Mas que raio andam estes economistas a fumar?!

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.11
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Tadinhos...

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.11
Decididamente não compreendo osportugueses. Pelo menos aqueles que não se importam de dar a conhecer as suasopiniões. Até há poucas horas os cortes que atingem os funcionários públicoseram considerados como algo de bom. Após a troika revelar o seu entendimento queiguais cortes deviam também abranger os trabalhadores do sector privado, osentido das opiniões que se podem encontrar em blogues e nas caixas de comentáriosdos jornais, vão em sentido diametralmente oposto. O que antes era bom - sóatingia os malandros da função pública - é agora mau porque, mais cedo do quetarde se vai aplicar a todos. Impressionante a coerência de certa gentinha.
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publicado às 20:00

Tadinhos...

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.11
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A sesta

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.11
Não foi à ora tantotempo que um grupo de alarves andou a tentar motivar os portugueses para a importânciada sesta e, pasme-se, chegou a tentar que a pausa para passar pelas brasasfosse consignada como um direito. Entretanto o mundo mudou. A vida tal como a conhecíamosacabou e agora até em Espanha o intervalo para dormir está a ser colocado emcausa. Tudo indica que mesmo em Espanha esta tradição nacional tenha, pelomenos para quem trabalha, os dias contados.
Nunca, nem em pequeno,fui adepto da sesta. Nessa altura nem obrigado pregava olho. Sempre achei umabsurdo a ideia de interromper o trabalho, ou prolongar a hora de almoço, paratirar uma soneca. Desconfio, no entanto, que entre quem defendia antes odireito à sesta se devem encontrar muitos que agora defendem o contrário. Emnome da produtividade. Ou de algo assim.
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publicado às 20:31

A sesta

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.11
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Boicote

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.11
Acho poucoprovável que, ao contrário do que tem vindo a ser sugerido, esteja a ser preparadoum plano de contingência tendo em vista o controlo pelas forças policiais deeventuais distúrbios, motins, barricadas e outro desacatos que possam estarpara ocorrer no país. As reservas que manifesto perante essa possibilidade têmtanto a ver com a pouca propensão dos portugueses para fazerem manifestaçõesviolentas, tipo as que ocorrem frequentemente na Grécia, como com a fraquíssimacapacidade das forças da ordem nacionais imporem a sua autoridade onde quer queseja. A menos que o perigoso prevaricador se disfarce de automobilista.
Sendo por demaisconhecida a impossibilidade da policia entrar em determinados locais, sabendo-seda impunidade de que goza qualquer meliante – independentemente da cor docolarinho – e dos amplos direitos que assistem a todos os criminosos, quase dávontade de rir que, de uma forma quase velada, venham tentar intimidar aquelesque tencionam ir para a rua protestar.
Mas, se acoisa for para levar a sério e o governo, com medo que lhes cheguem a roupa ao pelo,se esteja mesmo a preparar para eventuais convulsões sociais, não há que terreceio. Em lugar de tumultos, confrontos e tudo o que envolva pancadaria,opte-se pelo boicote. A tudo. Para além de ser muito mais seguro, não requerergrande esforço e poder ser praticado por todos é, garantidamente, bastante maiseficaz. Basta puxar um pouco pela imaginação e cada um de nós encontrará comfacilidade meia-dúzia de alvos a boicotar. E nem estou a pensar em bombas. Omeu pensamento dirige-se para coisas mais simples e bem menos violentas como,por exemplo, a economia paralela ou transferir dinheiro para um banco suíço. Ou, na pior das hipóteses, para o paypal.
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publicado às 23:02

Boicote

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.11
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Almofadas

por Kruzes Kanhoto, em 13.11.11
Muito se temfalado e escrito ultimamente acerca de almofadas. Das que há, segundo uns, edas que não há, segundo outros. Por mim acho estranhíssimo que na elaboração deum orçamento possa haver lugar a adereços deste género. Daí que tenha ficadobasbaque com as declarações produzidas por governantes e opositores - emprincipio gente que sabe daquilo que está a falar - ou pelos paineleiros deserviço que, na sua maioria, alinham pela posição do governo e afiançam nãohaver na proposta do executivo qualquer margem de manobra.

O certo é que,relativamente à proposta inicial, o bando laranja cedeu ao lóbi dos autarcas erecuou na sua intenção de reduzir em metade a capacidade de endividamento dasautarquias e na proibição de contratar ainda mais funcionários. Significa estacedência a possibilidade da divida autárquica, no seu conjunto, poder aumentarno próximo ano em, pelo menos, mais oitocentos e trinta milhões deeuros. Eu, que não sou de intrigas, não vou especular acerca da maneira comoeste diferencial se vai aconchegar na cama do deficit. Acho, no entanto, de umadesonestidade intelectual inqualificável nem um único filho da puta, daquelesque passam a vida a saltitar de televisão em televisão, suscitar esta questão. Preferemmarrar em quem trabalha.
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publicado às 20:57

Almofadas

por Kruzes Kanhoto, em 13.11.11
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publicado às 20:57

Abaixo os feriados!

por Kruzes Kanhoto, em 11.11.11
Oempobrecimento dos portugueses constitui o desígnio nacional, proposto pelogoverno e aplaudido por uma ampla e quase consensual panóplia de paineleirosespalhados pelos canais televisivos de notícias e principais jornais.Secundados, diga-se, por um vastíssimo sector da opinião pública que, vá lásaber-se porquê, acredita que escapará incólume ao retrocesso civilizacional emcurso e que serão apenas os outros, designadamente os funcionários públicos, aficarem mais pobres.
Éneste contexto que surge a ideia de reduzir o número de feriados. Quatro ao queparece. O que, quanto a mim, é manifestamente pouco. Insignificante, quase. Aoque se sabe datas como o natal, a pascoa, o dia de Portugal ou de cada um dostrezentos e oito concelhos, continuarão a ser assinaladas como um dia dedescanso. Mal. Continuar a celebrar oficialmente feriados religiosos constituium insulto às crenças dos cidadãos de outras religiões que vivem entre nós e,no tocante aos outros, nomeadamente aos feriados municipais, acabam por não sercelebrados pelos munícipes que trabalham em concelho diferente daquele onderesidem.
Apesarde tímida e pecar por escassa, gosto desta intenção. Mais. É até com imensasatisfação que aplaudo esta ideia. Principalmente porque me vai permitirauferir anualmente mais dezassete euros - livres de impostos - e me permitirápoupar uns trocos que, às vezes mesmo sem querer, se gastam nos dias de lazer.Não querem acabar com mais? Vá lá. O aumento da despesa pública com o subsídiode refeição anda apenas à volta dos três milhões de euros por feriado. Peanuts.
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publicado às 13:14

Abaixo os feriados!

por Kruzes Kanhoto, em 11.11.11
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Austeridade selectiva

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.11
Autarquias locais autorizadas acontratar funcionários– “Jornal de Negócios”

Há que aplicar a folga orçamentalresultante do corte dos subsídios de férias e natal, das prestações sociais eda redução salarial dos funcionários, para dar emprego aos amigos,companheiros, camaradas e outros palhaços que, de quatro em quatro anos, andamagarrados ao pau. Da bandeira, claro, que eu não sou de intrigas.
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Austeridade selectiva

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.11
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Dai-lhe gás...

por Kruzes Kanhoto, em 09.11.11
Um gajoestrangeiro, com nome de esquentador, está num telejornal qualquer a agradecerao povo português o esforço que está a fazer para consolidar as contas pública.Não tem de quê. Ele. Eu não tenho alternativa.
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publicado às 20:11

Dai-lhe gás...

por Kruzes Kanhoto, em 09.11.11
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publicado às 20:11

Despesa a diminuir e receita a sumir

por Kruzes Kanhoto, em 08.11.11
A remota eafastada hipótese de o governo recuar e aceitar a proposta do líder do PS, nosentido do governo cortar apenas um dos subsídios aos funcionários públicos,está a deixar os comentadores de serviço com os cabelos em pé. Quase todosnutrem por quem trabalha na função pública um ódio visceral que os impede deanalisar o que estará em causa a concretizar-se este assalto aos bolsos dosportugueses.
Seria bom que,friamente, cumpra-se a intenção do governo ou vingue a proposta socialista, os pretensossábios destas coisas dos números explicassem à população, que agora exulta poros trabalhadores do Estado ficarem mais pobres, que a relevância destes cortes nascontas públicas não será tão significativa quanto se pretende fazer crer.Poderá, até, ao contrário do que se pretende, ter um efeito nefasto na execuçãoorçamental do próximo ano.
Imagine-se ocaso de um trabalhador que aufere mil euros de vencimento mensal. Deixará dereceber anualmente dois mil. Mas, em contrapartida, pagará cerca de trezentoseuros a menos de IRS, deixará de descontar trinta euros para a ADSE e duzentospara a Caixa Geral de Aposentações. O mesmo acontecerá com a sua entidadepatronal que deixará de contribuir com trezentos euros para a CGA. Significaisto que, neste caso, o Estado deixará de contabilizar do lado da receita, porano, oitocentos e trinta euros e, do lado da despesa dois mil. O que, é fácilfazer a conta, reduz esta fantástica medida de controlo da despesa pública amil cento e setenta euros.
Se, ao cenárioatrás descrito, adicionarmos o iva que o Estado deixa de arrecadar, os efeitosnefastos que esta quebra de rendimentos produzirá no consumo e, porconsequência, na arrecadação de receitas fiscais, então teremos uma ideia maisaproximada da genialidade desta intenção e dos seus efeitos práticos naexecução orçamental. Claro que os comentadores não são parvos e sabem,obviamente, fazer estas e muitas outras contas. Deve ser por isso que, se osouvirmos atentamente – o que a maior parte não merece – podemos constatar que, quandodissertam acerca desta matéria, manifestam o seu entusiasmo pela “redução dedespesa” provocada por esta medida mas esquecem sistematicamente a “execuçãoorçamental”. Será por acaso?
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publicado às 23:02

Despesa a diminuir e receita a sumir

por Kruzes Kanhoto, em 08.11.11
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publicado às 23:02

"Insulta-me se puderes"

por Kruzes Kanhoto, em 07.11.11
Na actualditadura do politicamente correcto em que estamos a viver, tornaram-se banaisas acusações de racismo. Por tudo e por nada se é acusado de praticar adiscriminação racial, mesmo que em muitas circunstâncias os acusadores – quase sempreas alegadas vitimas – nem entendam muito bem o conceito. Por cá basta ir à lojado Belmiro para ter fortes probabilidades de ouvir guinchar histericamente “aiiiiiiiiraciiiiistaaaaa”. O que na opinião deles – coitados – constituirá um gravíssimoinsulto para o visado. E nem é preciso grande esforço para ouvir esta supostaofensa. Basta não sair apressadamente do caminho de um qualquer habitante doresort contiguo ao referido espaço comercial, que por ali ande a colmatar asfaltas na despensa.  
Vem istoa propósito das queixas de um jogador de futebol – negro, por sinal - que,segundo o próprio, terá sido alvo de insultos racistas por parte de outro.Branco, pois claro. Alega o primeiro que o segundo lhe terá chamado “preto demerda”. Uma acusação confusa, convenhamos. Pelo menos para mim, que após ler ereler as declarações do queixoso ainda não percebi se ele se sente ofendido coma parte do “preto” ou com a da “merda”. E esta questão das partes não é, para ocaso, de somenos importância. Quando alguém chama a outrem “político de merda”,“economista de merda” ou “portista de merda”, o visado sente-se insultado nasua condição de político, economista ou portista? Obviamente que não. O que oincomoda é a merda. No caso em apreço parece que não será assim. O tal jogador sentir-se-á arreliado é com o “preto”. Ele, apesar de ser bastante escuro, lá sabe.
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publicado às 19:40

"Insulta-me se puderes"

por Kruzes Kanhoto, em 07.11.11
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publicado às 19:40

Flor de Outono

por Kruzes Kanhoto, em 06.11.11
Esta cerejeiraque vai sobrevivendo no meu quintal – digo sobrevivendo porque, face àpaupérrima produtividade, um destes dias fica com as raízes ao sol – deve estarcom o relógio biológico avariado. Estamos em Novembro, acabou há poucos dias deperder quase toda a folhagem e está a começar a dar flor. Coisa que, acho, sódevia ocorrer lá para Março. A continuar assim, por essa altura devo estar acomer cerejas. Eu e os melros aqui das redondezas.
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publicado às 17:34

Flor de Outono

por Kruzes Kanhoto, em 06.11.11
Flor de Outono
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publicado às 17:34

Compreendo quea prometida revolução no sector dos transportes das áreas metropolitanas deLisboa e Porto suscite a indignação de muita gente. Nomeadamente dos que serãoafectados pelas suas consequências. Ainda assim não é coisa que me inquiete poraí além ou que motive em mim o mais leve sentimento de solidariedade. Afinalsão os residentes destas regiões quem, de um modo genérico, menos se apoquentam com asdecisões governativas de encerrar serviços - por vezes tão ou mais essenciaisdo que os transportes - nas regiões do interior. Chegou, digo eu que nisto deser solidário sou um apreciador da reciprocidade, a altura de também osmoradores das duas grandes cidades e seus arrabaldes provarem, ainda que apenasligeiramente, da receita que há muito é aplicada ao resto do país em nome de algoa que chamam rentabilidade, ou assim.
Não ter transportepúblico depois das vinte e três horas não constituirá nenhum drama. É tudo umaquestão de mudança. De horário, de rotinas ou, até, de residência. O mercado –onde é que eu já ouvi isto – acabará por se ajustar. E, se não estiveremcontentes, façam-se à vida e venham morar para o Alentejo, para a Beira ou paraTrás-os-Montes. Curioso. Com as devidas adaptações esta sugestão também me soariavagamente familiar…
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publicado às 22:42

A rentabilidade é uma coisa boa? Depende se nos prejudica ou não...
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publicado às 22:42

Javardolas

por Kruzes Kanhoto, em 03.11.11

Cada dia quepassa serve para confirmar que as gorduras do Estado são, em especial, osfuncionários públicos e, de uma maneira geral, todos os restantes portugueses.Razão tinha o outro palerma em sugerir à rapaziada que emigre e deixe quantoantes esse país que parece condenado a ser governado por javardos. Sempre querover de que vão viver este bando de merdosos quando não estiver cá ninguém para ossustentar. Como disse o outro, eles sabem lá o que é a vida.
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publicado às 23:19

Javardolas

por Kruzes Kanhoto, em 03.11.11
Javardolas
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publicado às 23:19

Perguntas desnecessárias. Parvas, até.

por Kruzes Kanhoto, em 02.11.11
A acentuadadiminuição da população nos concelhos do interior devia constituir uma dasprincipais preocupações de quem tem por dever governar o país. Mas esse - e arealidade está aí para o demonstrar - não parece ser o caso. Tirando uma ououtra honrosa excepção. O Presidente da República, por exemplo. Recorde-seaquele discurso onde Cavaco se interrogava – ou interrogava-nos a nós, sei lá -de forma veemente, acerca do que seria necessário fazer para que nascessem maiscrianças no interior do país. Assim, derepente, não estou a ver. Mas, ainda no âmbito das perguntas parvas, acabo de constatarno site do Parlamento que o Presidente não está sozinho quanto às interrogaçõessobre esta temática. Quatro deputados do CDS-PP enviaram dezenas derequerimentos a outros tantos Presidentes de Câmara onde solicitam respostapara a seguinte questão: “Quais são, na opinião de V.Exª, as razões queconduziram à diminuição da população no concelho?”. Eu, que não sou deintrigas, quase me sinto tentado a sugerir que a concentração do investimentopúblico e privado na faixa litoral é capaz de ter alguma coisa a ver com isso. Ou que osucessivo encerramento de serviços públicos, deixando as populações aoabandono, pode ter tido alguma influência. Embora também suspeite que ascegonhas tenham uma assinalável dose de responsabilidade. Mas, como isto andatudo ligado, desconfio que o principal motivo é já não haver daquela rapaziadamariola a furar os preservativos com alfinetes. De cabecinha.
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publicado às 23:33

Perguntas desnecessárias. Parvas, até.

por Kruzes Kanhoto, em 02.11.11
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publicado às 23:33

Se fosse grego votava não.

por Kruzes Kanhoto, em 01.11.11
Os gregoschegaram ao fim da linha. Tal como nós, mais cedo do que tarde, acabaremos porchegar. Colocar nas mãos do povo a decisão acerca do seu futuro parece umadecisão sensata. Ou perigosa. Depende do ponto de vista. Mas que se justificaface à dimensão do que está em causa.
Por cá, quasede certeza, nunca seremos chamados a pronunciar-nos acerca das novas patifariasa que, um dia destes, seremos sujeitos. Principalmente se, como é expectável, osreferendos – sim, porque tal como noutras ocasiões serão gajos para repetir avotação até o resultado ser do seu agrado - na Grécia não correrem de feiçãopara aqueles que nos querem tirar a pele. Mas, se estiver enganado e formos tambéma votos, acredito que aceitaremos tudo e mais alguma coisa. Verdade que aalternativa será a falta de dinheiro para pagar ordenados, pensões e importar comidaou medicamentos. No entanto talvez fosse uma boa oportunidade para, definitivamente,os portugueses – incluindo muitos políticos e seus sabujos – aprenderem que agestão da vida, a privada e a pública, não se faz apenas de gastar dinheiro. Principalmentedo que não temos.
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publicado às 15:40

Se fosse grego votava não.

por Kruzes Kanhoto, em 01.11.11
Se fosse grego votava não.
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publicado às 15:40



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