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Isaltinar

por Kruzes Kanhoto, em 30.09.11
Isaltino foi preso e libertado menos de vinte equatro horas depois. Não sei, nem isso me interessa muito, se a justiçaprocedeu mal quando o prendeu e bem quando o soltou ou vice-versa. O que me entristece,desgosta e repugna, tudo em simultâneo, é a opinião dos eleitores do seuconcelho. Independentemente do carinho, da estima pessoal ou do apreço em queaté possam ter a sua obra, tentar justificar as suas por enquanto alegadas acçõese aceitá-las como perfeitamente naturais é, pelo menos na minha maneira de veras coisas, algo de inaceitável e que me faz ter vergonha de ter nascido nomesmo planeta que aquela gentalha.
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publicado às 22:31

Isaltinar

por Kruzes Kanhoto, em 30.09.11
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publicado às 22:31


Não sei o que causa tanta indignação nasdeclarações proferidas por um corretor inglês - que afinal, sabe-se agora, não o era -  numa entrevista televisiva onde afirmou estar radiante com a actual crise porque, ao que garantiu, lhe está apermitir auferir elevados proveitos. Qualquer corretor dos verdadeiros, se quisesse ser sincero, diria exactamente a mesma coisa. Não é desonestidade nenhuma e, nesta como em noutras profissões em que tal é possível, ganhar muito dinheiro revela  elevada competênciaprofissional. Pena que a esmagadora maioria diabolize o lucro e dirija a suafúria na direcção errada.
Vejamos este pequeníssimo e quase insignificanteexemplo. Numa qualquer localidade, mesmo daquelas onde a maioria dos escassoshabitantes está com os pés para a cova, construiu-se uma piscina, um pavilhãodesportivo onde se podem praticar todas as modalidades e mais algumas, dotou-seo campo de futebol lá do sítio de um relvado todo janota, fizeram-se estradas que vão de nenhures a lado nenhum e edificaram-se duasou três escolas todas catitas e modernaças. Isto apesar de quase não nasceremcrianças lá na terra e de idênticos equipamentos existirem já em todas as localidades vizinhas. Tudo somado é coisa para vinte milhões de eurosfinanciados a oitenta por cento. O que, para os decisores, se afigura como umnegócio fantástico. Ou soberbo, na opinião dos eleitores inebriados com tantodinamismo. Claro que o insignificante pormenor de ainda faltarem quatro milhõesé apenas um miserável detalhe, só invocado pela falta de visão estratégica deuns quantos parvos. Até porque, como é óbvio, a banca estava mesmo desejosa definanciar a parte do investimento que os fundos europeus não cobriam. Apesar de,também ela tal como o país, não ter dinheiro e, por consequência, necessitar derecorrer aos mercados.
Ora, como é suposto saber-se, estas coisaspagam-se. E quando alguma coisa se paga alguém ganha alguma coisa. E é aqui queos tais corretores, insensíveis e gananciosos, entram em acção. Embora, que se saiba, nunca tenham posto os andantes na tal terriola perdida onde já não nascem crianças.Nem precisam. O melhor é mesmo não aparecerem por lá. Nessa terra – e nas outrastodas também – as pessoas não gostam de quem ganha dinheiro. Apreciam muitomais quem o gasta.
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Insensibilidade e falta de bom-senso (ou de senso, apenas)
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Premiar a burrice

por Kruzes Kanhoto, em 28.09.11
Contrariandotodos os que já duvidavam da intenção do governo em cortar na despesa, oexecutivo anunciou finalmente medidas que visam inverter o caminho do inusitadodespesismo pelo qual o país enveredou nas últimas décadas. Foi hoje anunciadoque, afinal, o prémio de quinhentos euros a atribuir depois de amanhã aosmelhores alunos do ensino secundário já não seria atribuído. Em vez disso omontante global em causa será destinado ao apoio a alunos carenciados. Mesmoque burros e se estejam cagando para essa maçada das actividades lectivas. Parece-mebem. Essa ideia parva de premiar o mérito e a excelência é socialmente injusta,fascizante, despesista e elitista. Há, pelo contrário, que promover asolidariedade social, estimular o espírito de partilha e fazer ver aos alunosque se esforçaram e deram o melhor de si, que será para eles muito maisgratificante e enriquecedor apoiar, por exemplo, os filhos daquele comerciantede toda a espécie de coisas, que, coitado, não tem dinheiro para livros,material escolar e alimentação dos seus meninos. Isto apesar de se deslocar numveículo topo de gama e de, alegadamente, já ter sido visto mais do que uma veza depositar uma invulgar quantidade de notas numa instituição bancária.
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publicado às 22:19

Premiar a burrice

por Kruzes Kanhoto, em 28.09.11
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Vozes que não chegam muito alto

por Kruzes Kanhoto, em 26.09.11

A julgarpelas opiniões expressas nas caixas de comentários de alguns sítios onde oassunto tem vindo a ser abordado, a redução significativa do número defreguesia agrada claramente a uma imensa maioria de comentadores. São, até, emnúmero bastante considerável os que acreditam que se devia ter coragem e irmais além, aproveitando a ocasião para acabar igualmente com uma quantidadeapreciável de municípios.
Relativamentea esta temática já aqui deixei a minha opinião e, pelo menos nos tempos maispróximos, não voltarei ao assunto. Mas, confesso, desagradam-me a esmagadorados comentários que acabo de ler. Nomeadamente porque, tenho a certeza, nãohaverá igual consenso quando chegarmos à fase determinante do processo. Aquelaem que o legislador vai, preto no branco, escolher as freguesias que deixarãode o ser. Ou, se for o caso, os municípios a agregar. Aí, acredito, vou leropiniões tão convictas das suas certezas como as de agora. E a maioria, não medevo enganar muito, manifestando um grau de concordância bastante mais reduzido.
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publicado às 23:17

Vozes que não chegam muito alto

por Kruzes Kanhoto, em 26.09.11
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Fitas

por Kruzes Kanhoto, em 25.09.11
É assim, semmais pormenores, que é anunciado o filme em exibição naquela sala de cinema. Ficamos,por isso, sem conhecer dados determinantes como os protagonistas ou orealizador. Embora, por outro lado, até seja boa esta ausência de detalhes.Podemos sempre dar largas à imaginação e tentar adivinhar o enredo, o elenco ouo figurão que dá as ordens.
Pode não sercoisa para ganhar um Óscar, um Leão de Ouro ou, sequer, merecer uma nomeaçãopara um qualquer prémio secundário. Não irá, na melhor das hipóteses, além deuma menção desonrosa. Mas lá que tem um nome sugestivo, isso tem.
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publicado às 22:49

Fitas

por Kruzes Kanhoto, em 25.09.11
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Uma fisga para cada um e não se fala mais nisso

por Kruzes Kanhoto, em 24.09.11
Garantemmuitos que o dinheiro gasto em guerras e armamento chegaria, e ainda sobejava,para acabar com a fome e a miséria no mundo. Terão, provavelmente, toda a razão.Acredito que países como o Iraque, Irão, Paquistão, Coreia do Norte ou Índiaestariam num patamar elevadíssimo de desenvolvimento humano se não desviassemparte significativa dos seus recursos para fins militares. Até mesmo o Afeganistão,o Sudão ou a Somália não seriam a bosta que se conhece caso o dinheiroinvestido na sua islamização e no combate religioso fosse aplicado em coisasrealmente úteis. Ou, aqui mais perto, a ETA aplicasse todos os meios de quedispõe para ajudar quem precisa – e calculo que haja gente no país basco apassar mal - em lugar de andar a pôr bombas que, por acaso, matam pessoas quenada têm a ver com as suas ideias parvas.
Não tenho acerteza – é, aliás, uma dúvida que me persegue – se será a este dinheiro que amaioria dos que usam este argumento se referem. Desconfio que não. Parece-meque estarão antes a pensar na massa que o ocidente rebenta em despesasmilitares e que, por qualquer espécie de obrigação moral, alguns consideram quedevia gastar a ajudar os pobrezinhos do resto do mundo. Como se esses pobrezinhos não estourassem em tralha militar, também eles, dinheiro mais do que suficiente para viverem muito melhor. Mas isso sou eu aespecular. É que, ainda sou desse tempo, de vez enquanto vem-me à memória ahistória dos mísseis bons e dos mísseis maus.
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publicado às 13:59

Uma fisga para cada um e não se fala mais nisso

por Kruzes Kanhoto, em 24.09.11
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Palavras para quê...

por Kruzes Kanhoto, em 23.09.11

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publicado às 23:10

Palavras para quê...

por Kruzes Kanhoto, em 23.09.11
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publicado às 23:10

Não fazparte do currículo do 1º ciclo, ao que julgo saber, nenhuma disciplina que,pelo menos ao de leve, aborde temas como a economia, gestão ou finanças. Eainda bem. Mas, pelo menos, quando este tipo de generosidade – e outros, também– são praticados, deviam vir sempre acompanhados de uma explicação acerca daorigem do dinheiro que permite adquirir os “presentes”, da necessidade de sesubstituir na compra de livros a eleitores encarregados de educação que ospodem comprar e, já agora, do prazo que o fornecedor vai ter de esperar parareceber a conta.
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publicado às 12:46

Noticias do país irreal onde a crise é imaginária
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As coisas que eu não sei...

por Kruzes Kanhoto, em 21.09.11
Fez hoje notíciaa alegada e já desmentida intenção do governo em nacionalizar a Santa Casa daMisericórdias de Lisboa. Apesar de estranho não seria coisa que mesurpreendesse. O que me deixou surpreso, principalmente com o meu nível deignorância, foi o facto de, entre os exemplos de equipamentos sociais, sermencionada uma tal Herdade do Monte de Cima, situada no concelho de Estremoz.Será, com toda a certeza, uma falha imperdoável para quem aqui viveu quase todaa sua vida, mas, verdade verdadinha, nunca ouvi falar da existência de qualquerequipamento de carácter social propriedade da SCML instalado por estas bandas.  Se até da Misericórdia local, assim derepente, é difícil lembrar a existência de  alguma instalação deste género,quando mais da de Lisboa…
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publicado às 22:22

As coisas que eu não sei...

por Kruzes Kanhoto, em 21.09.11
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Cuidai-vos!

por Kruzes Kanhoto, em 19.09.11
Diz que umvelho satélite vai despenhar-se na Terra na próxima sexta-feira. Ou, talvez, umdia antes. Mas também pode ser um dia depois. Os cientistas ainda não sabem aocerto. Optam, por isso, pelo incerto. Quanto a mim, que destas coisas desatélites apenas sei mudar de canal, a culpa pela incerteza das previsões científicasrelativamente à hora – ou pior, ao dia – da sua entrada na atmosfera terrestreterá a ver com as dimensões do objecto. Mais ou menos as mesmas de umautocarro.
O local deaterragem do monte de sucata espacial está já identificado. Será, mais coisamenos coisa, algures entre o norte do Canadá e o sul do Chile. Nada depreocupante, portanto. Até porque o obsoleto aparelho irá fragmentar-se e ao soloapenas chegarão vinte e poucos pedaços de dimensão mais apreciável. Assim comoassim, espero que em termos longitudinais a possibilidade de queda do satélitese restrinja a uma área bem menor. Apesar de, como salientam os gajos da NASA,a probabilidade de aquilo cair em cima de alguém ser praticamente remota. Ou residual,vá. O que, atendendo às circunstâncias e às características do objecto emqueda, não me deixa particularmente tranquilo.
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publicado às 23:44

Cuidai-vos!

por Kruzes Kanhoto, em 19.09.11
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Dislike

por Kruzes Kanhoto, em 18.09.11
Alberto JoãoJardim tem sido, principalmente nos últimos dias, alvo da crítica desabrida daesmagadora maioria dos portugueses. Dado como exemplo de como não se devegovernar é apontado a dedo como gastador-mor e um dos grandes responsáveis pelogigantesco buraco – mais um – nas contas deste desgovernado e ingovernávelpaís.
Independentementedas inúmeras tropelias financeiras que o homem tenha, alegadamente, feitodurante a sua já longa governação, não me parece que haja muita gente commoralidade suficiente para o atacar. Isto, claro, no âmbito estritamente dagestão financeira da ilha e do endividamento a que conduziu a região. Quemataca o governante madeirense que olhe para o todo do país ou, se não se quiserdar a esse trabalho e ficar pelas coisas mais comezinhas, para a sua autarquia.Qualquer uma serve. É só escolher entre os trezentos e oito municípios e maisde quatro mil freguesias. De caminho pense um pouco e, para não criticar apenascomportamento alheios, ponha a mão na consciência e reflicta se nunca exigiunada ao seu autarca, se não se congratulou com aquele fantástico espectáculo doCarreira, meteu uma cunha para um emprego lá na autarquia ou andou a espalhar“likes” sempre que é anunciada mais uma obra sem a qual os moradores lá daterra passavam muitíssimo bem e que, por mais estranho que possa parecer, desequilibratambém ela as contas do Estado.
É fácilcriticar, à posteriori, quando estas coisas vem a público. Aí o gajo queautorizou é “um malandro”,  ”devia ir preso” e “andou-se a amanhar”. O pior éque muitas vezes fomos nós que exigimos, aplaudimos a sua actuação e, no fim,quando a factura é apresentada, fazemos de conta que não o conhecemos e que nãoé nada connosco. Por isso é bom que se perceba que o descalabro das contasnacionais, incluindo regiões e autarquias, é culpa de todos. Ou os “likes” nascemde geração espontânea?!
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publicado às 11:22

Dislike

por Kruzes Kanhoto, em 18.09.11
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Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 17.09.11
Ou, antes, uma maneira muito tuga dereservar lugar para o popó.
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publicado às 08:57

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 17.09.11
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Montra

por Kruzes Kanhoto, em 15.09.11
Alguém, provavelmente um aspirante adecorador de montras, entendeu decorar esta fonte - que por acaso está seca - com o recheio de um guarda-roupa.Não sei se a fatiota está ou não fora de moda. Nem, sequer, desconfio se estaráem condições de ser utilizada. Agora que é de um mau gosto assinalável promoveresta exposição de peças de vestuário, disso tenho a certeza.  
Neste local é frequente encontrar todoo tipo de despojos. A zona é maioritariamente habitada por pessoas idosas e nãoé raro encontrar por aqui sinais claros de mais uma casa que fica vazia. É porisso que, perante este cenário, hesito em alargar-me nas piadolas. Quem sabe,se continuarmos a percorrer este caminho, um destes dias o último pendura a indumentária e já não há ninguém para tirar a fotografia.
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publicado às 22:37

Montra

por Kruzes Kanhoto, em 15.09.11
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Coisas da bloga

por Kruzes Kanhoto, em 14.09.11
Sete anos a escrever em blogues, acomentar e a ser comentado, dão-me um certo à vontade a lidar com provocações.Sejam elas feitas on-line ou na vida real. Já perdi a conta aos insultos, àsameaças de me chegarem a roupa ao pêlo e a reacções mais ou menos intempestivasacerca de coisas que escrevo com uma intenção e que, espantosamente, alguém encaixacomo ofensa pessoal ou ataque desrespeitoso às suas opiniões. Continuo, noentanto, sem entender o motivo de tanta susceptibilidade. Principalmente quandocomparada com a fraquíssima capacidade de reagir que a maioria demonstra quandoconfrontados a sério – e com coisas sérias – ao vivo e a cores. Parece,portanto, que muitos de nós apenas nos ofendemos e reagimos de forma desabridaquando navegamos na internet.
Vem isto a propósito de um comentárioque deixei num blogue, tristonho e desengraçado, onde o seu autor, socrático devoto,criticava o actual governo por não fazer nada para promover o emprego. Limitei-me,sarcasticamente, a deixar um comentário interrogando o autor se ficariasatisfeito com um eventual anúncio de criação de cento e cinquenta mil novosempregos. Nada de mais nem de ofensivo e incapaz de, em qualquer conversa, provocarmais do que um sorriso amarelo. Mas que, vá lá saber-se porquê, despoletou aira do bloguista em causa e motivou uma reacção pouco cordial que envolveu orecurso à ofensa pessoal. Não há – senhor Manuel pequenino – necessidade detanta irritabilidade.  Deixe lá. Nem oSócrates lhe agradece nem eu me aborreço com comentários bacocos.  
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publicado às 21:53

Coisas da bloga

por Kruzes Kanhoto, em 14.09.11
Coisas da bloga
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A solução final

por Kruzes Kanhoto, em 13.09.11
Por alguma estranha razão o governoentende que deve subsidiar alguns consumidores - os fiscalmente pobres, ao queparece - de electricidade e de gás natural. Tudo por causa do aumento da taxade IVA a que esses bens de primeira necessidade vão passar a estar sujeitos.Nem vou estar para aqui a explicar porque acho a atribuição deste tipo de subsidiouma patetice. Limito-me a realçar a profunda injustiça e gritante discriminaçãoque continuará a ser cometida relativamente aos consumidores de gás de botija. Esses,ainda que pobres de verdade e não apenas em termos fiscais, continuarão comoaté aqui a suportar alegremente a taxa máxima de IVA que há muito pagam peloseu gás engarrafado.
Provavelmente os decisores destascoisas desconhecem que grande parte do país não dispõe de acesso ao gás natural.Desconhecerão igualmente que o gás butano e propano, comercializado em botijas,fica bastante mais caro ao consumidor que o seu congénere natural. Ou, então,são sabedores de tudo isso mas acham que, assim como assim, já estão habituadosaos 23% e, portanto, nem vão estranhar. Seja como for trata-se, quanto a mimque como escrevi atrás acho este subsidio um disparate, de uma discriminaçãointolerável entre portugueses e que dá vontade de mandar esta malta levar nabilha. Ou de lhes dar gás. Ou, melhor ainda, de ir ali a Espanha e poupar dezeuros em cada garrafa…
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publicado às 22:38

A solução final

por Kruzes Kanhoto, em 13.09.11
A solução final
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Coisas que me aborrecem

por Kruzes Kanhoto, em 12.09.11
Quando determinado bem ou serviçoapresenta um preço demasiado elevado relativamente à média do mercado ou ao queestou disposto a pagar por ele, ainda que possa ter dinheiro para o adquirir optopor não o fazer. Isto, naturalmente, em termos gerais e deixando de lado situaçõesespecificas e completamente anormais. Penso que desta forma penalizarei muito maiso vendedor ganancioso e o Estado-ladrão do que, por exemplo, desatar a chamargatuno a quem vende e filho de uma senhora que anuncia os seus préstimos nosclassificados do Correio da Manhã ao político que aumenta impostos. Daí quetenha manifesta dificuldade em entender os protestos contra o preço da gasolinadaqueles que, podendo andar a pé, continuam a não abdicar do automóvel ou, comoestá agora na moda, dos que vociferam contra a cobrança de IVA à taxa máxima daelectricidade e, eventualmente, do vinho.  
Em ambos os casos não me parece queseja difícil proceder a uma redução do consumo que cubra o previsível aumentodo preço. Se, relativamente à electricidade, as maneiras de poupar poderãorequerer alguma imaginação e, até, prescindir de algum conforto, já quanto aovinho não se me afigura que a coisa apresente dificuldade de maior. Basta reduziro consumo em 9% e a carteira não se irá queixar de correntes de ar. Ou, emalternativa, que quem o vende seja um pouco menos ganancioso. Porque umrestaurante, ainda com IVA a 13%, vender por 5,90€ uma garrafinha de 37,5 cl,contendo uma vulgar zurrapa que custa em qualquer supermercado pouco mais de euroe meio, é algo muito parecido com roubar. Ou assaltar, como fazem inúmerasespeluncas no Algarve, que cobram um euro por uma gota de café que mal tapa ofundo da chávena.
É por estas coisas que, contra acorrente daquilo que a maioria dos estudiosos garante, considero o impostosobre o consumo muito mais justo do que a tributação sobre o trabalho e, emcerta medida, sobre o capital. Se quanto ao consumo disponho sempre de opção emfunção de uma série de factores que posso controlar, o mesmo não se verificarelativamente ao rendimento em que não existe alternativa ao pagamento. É quepagar impostos e “engordar gulosos” são duas das coisas que mais me chateiam.
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Coisas que me aborrecem

por Kruzes Kanhoto, em 12.09.11
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Enganem-nos que nós gostamos

por Kruzes Kanhoto, em 11.09.11

Como é publico e notório, de tantasvezes que já o repeti, tudo o que é opção de reduzir custos pela via dossalários causa-me uma certa alergia. Dá-me brotoeja, digamos. A recentementeanunciada intenção governativa de reduzir para metade os cargos dirigentes naadministração local não foge à regra e, para além da vontade de me coçar,provocou-me igualmente uma incontrolável vontade de rir. Embora até admita quea necessidade de controlar nomeações nas autarquias é essencial – por este ladoa ideia pode ser vista como positiva – já a parte da poupança prevista meparece completamente tola. Das duas, uma. Ou o governo é ingénuo ou é parvo. Ouentão acha-nos ingénuos e quer fazer de nós parvos. É que, se não forem tomadasoutro tipo de medidas, o dinheiro que não for pago aos dirigentes municipaisque deixarem de o ser – trabalhadores como os outros, recorde-se – não iráficar nos cofres autárquicos. O mais certo é ir direitinho para as contasbancárias do clã Carreira e de outros agentes culturais do nosso contentamento,para fazer obras que apenas servem para alimentar o ego dos autarcas ou paragovernar a malta que, de norte a sul, pulula em redor de muitas associações deutilidade mais que duvidosa.
Veja-se, por exemplo, o que aconteceucom a redução salarial este ano decretada e com o fim do abono de família. Osnúmeros são públicos e demonstram claramente que o facto de os trabalhadoreslevarem para casa bastante menos dinheiro que anteriormente, em nada, mas mesmoem nada, contribuiu para a redução da despesa e do endividamento global dasautarquias. Antes pelo contrário. Estas não pararam de se endividar, de admitirmais “funcionários” e de fazer mais despesa que, se vivêssemos num país sério,devia colocar na prisão quem a autoriza. Daí que anúncios destes me dêem vontadede chamar nomes pouco abonatórios a muita gente. A começar por aqueles que osaplaudem.
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Enganem-nos que nós gostamos

por Kruzes Kanhoto, em 11.09.11
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Os crentes devem estar loucos

por Kruzes Kanhoto, em 02.09.11
Só uma qualquer espécie de desequilíbriomental de gravidade acentuada levará alguém até ao meio de nenhures para fazeruma parvoíce destas. Ainda para mais em pleno mês de Agosto e quando opotencial risco de incêndio atinge os valores mais elevados. Será, com certeza,uma mente a precisar de tratamento urgente. Dificilmente se pode encontrar outrarazão que justifique acender uma quantidade industrial de velas em redor de umagravura. Se calhar, digo eu que não percebo nada destas coisas, é “macacumba”. Oumagia alentejana, até. Pelo sim pelo não mijei-lhes em cima.
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publicado às 00:20

Os crentes devem estar loucos

por Kruzes Kanhoto, em 02.09.11
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Cortar nas ervilhanas para continuar tudo na mesma

por Kruzes Kanhoto, em 01.09.11
Por força do acordo com a troika umdos temas do momento é a reestruturação do poder local. E por reestruturaçãoentenda-se a diminuição do peso da despesa deste sector da administração noconjunto da despesa pública nacional. Ou, mas isto sou a divagar, fazerqualquer coisa – umas medidazecas, vá – para dar a entender que o país está acumprir os compromissos assumidos perante os gajos que nos emprestam o dinheiroque nos vai permitindo continuar a fazer figura de alarve. Daí que a discussãoande em torno da redução de freguesias, diminuição de vereadores e outrasbanalidades que, na melhor das hipóteses, reduzirão a despesa em meiocagagésimo.
Ora o problema das autarquias é,parece mais que evidente, o excesso de endividamento. Deixando de lado tudo oque tem contribuído para isso – e continua a contribuir porque os autarcas vãocantando e rindo como se nada estivesse a acontecer – importa tomar medidaslegislativas que, de uma vez, ponham fim ao acumular de dividas por parte dosmunicípios portugueses. A solução não podia ser mais simples, eficaz e barata.Basta uma pequena alteração ao POCAL (Plano Oficial de Contabilidade dasAutarquias Locais) nomeadamente das regras previsionais previstas no ponto 3.3do citado Plano. Às seis regras, já existentes, a que deve obedecer aelaboração do orçamento seria suficiente, em minha opinião, acrescentar umaalínea que determinasse mais ou menos isto: “O valor total do orçamento do anon+1 não pode exceder em 10% (*) o total das receitas cobradas no ano n-1”.Seria assim impossível a uma autarquia com uma receita efectiva de doze milhõesde euros elaborar um orçamento de trinta. O que significa, nos moldes actuais,que apenas pela via orçamental se pode endividar em dezoito milhões.
Pode argumentar-se que já existemlimites ao endividamento que impedem o seu crescimento. Pois, lá isso pode. Opior é que não são cumpridos e as consequências do seu incumprimento sãopraticamente irrelevantes para os incumpridores. Pelo contrário, a introduçãoda norma que acima referi inviabilizaria, logo à partida, que fossem assumidasdespesas para as quais a autarquia não tivesse capacidade de pagamento. Mas,claro, o lobby dos autarcas nunca deixará que semelhante entrave lhes sejacolocado. Era o que mais faltava. E os partidos, do governo ou da oposição,também não. Era uma chatice. É muito melhor andarmos para aqui a discutirparvoíces porque assim, com a nossa natural habilidade para estas coisas,enrolamos os gajos da troika e fica tudo na mesma.

(*) Valor meramente indicativo quepodia, em alternativa, ser o da taxa de inflação verificada nos anos em causa.
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Cortar nas ervilhanas para continuar tudo na mesma

por Kruzes Kanhoto, em 01.09.11
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