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O papel da comissão

por Kruzes Kanhoto, em 31.08.11

As imagens que hoje publico são,exactamente, do mesmo local. Uma é a vista aérea, obtida através do Google, eoutra tirada por mim um destes dias. Atente-se na dessincronização entre ossemáforos que obriga, ou pode obrigar, a parar no meio do cruzamento no caso emque o primeiro está verde e o segundo vermelho. Não sei se existe algo de erradocom a sinalização existente – provavelmente até estará tudo muitíssimo correcto– mas que a coisa me deixou baralhado lá isso deixou.
Quase sempre a sinalização a colocarnas ruas de aldeias, vilas e cidades é determinada por comissões. Daí que quenão seja rara a existência de sinais de trânsito em número astronómico, mesmoem locais onde não fazem falta nenhuma ou onde a circulação automóvel podia serregulada de forma muito mais racional. Claro que a comissão tem, nestas comonoutras coisas, um papel muito importante. Haverá até, quem sabe, muito papelenvolvido nas opções que se adoptam. Nada se faz sem estudos, comissões e muitapapelada. É, naturalmente, a isso que me refiro.
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publicado às 09:00

O papel da comissão

por Kruzes Kanhoto, em 31.08.11
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publicado às 09:00

(Des)Créditos

por Kruzes Kanhoto, em 30.08.11
Ponto prévio: Não conheço este Manuelnem esta Mariana, nunca os vi com menos roupa, não quero, nem me interessa,saber quem são e faço votos para que rapidamente ultrapassem o momentocomplicado que, suponho, estarão a viver. Tão pouco pretendo expor a vida ou asdificuldades deste casal, daí que tenha apagado o segundo nome e os apelidos deambos. Embora, como se sabe, estas coisas sejam públicas e estejam disponíveisna internet para que qualquer um possa aceder a este tipo de informação.
Posto isto e feita esta declaração dedesinteresse passemos ao essencial e que, verdadeiramente, está em causa.Apesar de a muitos soar mal e contra isso sacarem de mil e um argumentos, esteé apenas mais um caso que não deixa dúvidas – apenas dividas – de que andámosdurante muitos anos, porventura muitos ainda andarão, a viver acima das nossaspossibilidades, na ilusão do crédito e na convicção que, mesmo não tendorendimentos para isso, podíamos ter tudo aquilo a que nos achamos com direito.Ainda que, nove créditos depois, não conseguíssemos cumprir o dever de pagar.
O desemprego, a doença e muitas outrassituações podem conduzir o mais sério dos cidadãos à condição de incumpridor. Aganância, a iliteracia financeira ou a vigarice, também. Publicidade agressiva,todo um conjunto de facilidades concedidas pela banca ou outras entidadesfinanceiras serão, sem dúvida, parte significativa do problema. Mas, porra,contrair nove créditos não é coisa que alguém, mesmo que não tenha mais do queum dedo de testa, ande por aí a fazer. Parece por demais evidente que, mesmo emcondições normais e com vencimento razoável assegurado todos os meses,assegurar o pagamento de tantas prestações será tarefa quase impossível decumprir.
Quem embarcou nestas jogadas – e serãomuitos – não teria dinheiro para o estilo de vida que ambicionava. Amaneira mais fácil que arranjou para alcançar o patamar a que almejavachegar foi o recurso ao crédito. Ou seja, pediu emprestado para poder levar umavida que o seu rendimento não suportava. A isto chama-se viver acima das suaspossibilidades. Portanto e concluindo, tenho a maior dificuldade em perceber oporquê da indignação que esta afirmação suscita em muita gente. Principalmentequando se chega a este limite em que, publicamente, fica demonstrado que nãotêm possibilidade de pagar a vida que quiseram ter.
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publicado às 08:35

(Des)Créditos

por Kruzes Kanhoto, em 30.08.11
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publicado às 08:35

Onde está o interruptor?

por Kruzes Kanhoto, em 29.08.11
Certos locais devem permanecer bemiluminados. As cercanias das casas de banho públicas, por exemplo. Nem quesejam quatro da tarde de um radioso dia de Verão. É que, desde que o homem foià Lua, isto anda tudo mudado e nunca se sabe quando aparece uma nuvem negra aofuscar o Sol. Daí que, talvez para prevenir, a iluminação artificial estejaligada. A EDP e o ministro das finanças agradecem. Os utentes, esses, vãochamando nomes a quem não manda desligar a luz. Ingratos.
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publicado às 08:43

Onde está o interruptor?

por Kruzes Kanhoto, em 29.08.11
Onde está o interruptor?
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publicado às 08:43

A súbita generosidade querepentinamente acometeu alguns ricaços por esse mundo fora, deixa-me de péatrás. De desconfiança e, simultaneamente, de vontade de o – ao pé – balancearem direcção às partes budibundas dos que se andam a oferecer para pagar umqualquer imposto que contribua para amenizar a crise e daqueles que ficaram emêxtase com a ideia. Isto porque, tal como não há almoços grátis, também não há“ofertas” destas completamente desinteressadas. E, ou muito me engano, afactura com uma conta “simpática” não tardará a ser apresentada. Esta gente nãoé parva, muito menos generosa, não anda cá para perder e não entrega o ouro aobandido, assim, de mão beijada.
Não sei se, nos termos em que propostaé conhecida, uma eventual taxação extraordinária dos rendimentos dos mais ricosdaria um contributo significativo para o equilíbrio das contas públicas. Duvido– reitero, tal como a ideia está a ser transmitida – que, no caso, se possafalar de justiça social ou fiscal. Porque, é bom lembrar, são rendimentos que,supostamente, já estão sujeitos a uma taxa de imposto que ronda os cinquentapor cento. E, convenhamos, o Estado ficar com metade daquilo que alguém ganha,seja muito ou pouco, pode parecer-me muita coisa mas entre elas não se incluinada aparentado com justiça.
Se calhar – digo eu, que gosto muitode dizer coisas – taxar outro tipo de rendimentos que agora escapam às malhasdo fisco era capaz de não ser má ideia. Desde as grandes negociatas bolsistasaté à economia paralela praticada por ricos ou pobres. Já um imposto especialsobre todo o tipo de património, como sugere Miguel Cadilhe e o Bloco deEsquerda se prepara para apresentar no Parlamento, embora enquanto tese mepareça excelente, teria uma eficácia de cobrança mais que duvidosa. A avaliaçãodas cabeças de gado, das jóias, quadros, tapetes persas e outros bens de valorassinalável, iria provocar uma carga burocrática capaz de dar azo a todo o tipode injustiças e de aproveitamentos diversos. Podendo até chegar ao extremo deum qualquer contribuinte, apesar de riquíssimo, não ter liquidez para pagar oimposto. À semelhança do que acontecia com aquela família algarvia a quem saiuo totoloto, comprou carros e casas mas, por falta de dinheiro para o dia-a-dia,teve de recorrer ao rendimento social de inserção. Com toda a legitimidade,como, à época, explicou a segurança social.
É por tudo isto que continuo na minha.A começar pelo Estado todos deviam ser obrigados a pagar o que devem. Se foremcriados mecanismos que permitam a célere e eficaz cobrança de dívidas – doEstado, dos particulares e das empresas – a economia depressa retomará o seucurso normal. Pode argumentar-se que não existe dinheiro para isso mas, emminha opinião, não é verdade. Bastaria, a título de exemplo para asadministrações públicas, que fosse proibido o lançamento de novas obras evedada a aquisição de todo o tipo bens e serviços não indispensáveis enquanto houvesse um cêntimoem divida. Se “isto” parava? Não, simplesmente, “isto” passava a ser gerido comhonestidade e rigor.
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publicado às 12:35

Os ricos que paguem a crise...que depois nós pagamos aos ricos!
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Vândalo positivista

por Kruzes Kanhoto, em 26.08.11
Esta enigmática mensagem foi um destesúltimos dias pintada numa das mais movimentadas artérias da cidade. Será,porventura, um apelo ao sorriso e à boa-disposição. Ou então não e trata-seapenas de um acto de vandalismo parvo cometido por alguém igualmente parvo. Ou,o mais provável, ambas as coisas.

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publicado às 13:32

Vândalo positivista

por Kruzes Kanhoto, em 26.08.11
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Censos 2011

por Kruzes Kanhoto, em 23.08.11

Osresultados dos Censos 2011 baralham-me. E nem sou daqueles que prestam especialatenção aos pormenores ou que se dedicam a analisar cada dado comparando-o comresultados obtidos anteriormente por outras operações do género. Neste aspectonão serei o único. Os números já foram divulgados há algum tempo e, por maisestranho que possa parecer, não se assiste a qualquer debate, seja a nível localou nacional, acerca daquilo que foi apurado. Um ou outro artigo de opinião,quase sempre a lamentar a perda de população do interior, e o assunto morre poraí. Lamentavelmente.
Como refiro no inicio, os valoresapurados relativamente ao concelho de Estremoz deixam-me aturdido. Se no quediz respeito à quebra do número de residentes a surpresa não é por aí além, omesmo já não se pode dizer quanto a outros números. O de edifícios, porexemplo. Esclareça-se que, segundo o Instituto Nacional de Estatística, oconceito de edifício é o seguinte: “Construção permanente, dotada deacesso independente, coberta e limitada por paredes exteriores ou paredes-meiasque vão das fundações à cobertura e destinada à utilização humana ou a outrosfins.”
Deacordo com os dados divulgados no site do INE, o aumento do número de edifíciosno concelho de Estremoz cifrou-se em – pasme-se - vinte e sete! Se olharmos osmapas que acompanham este texto verifica-se que a situação é especialmentepreocupante na Freguesia de Santo André onde, entre novas construções eeventuais demolições, desaparecem cento e quarenta e nove edifícios. Se adiminuição de habitantes é justificável pelos mais diversos factores, quase todosidentificados, para a redução de edifícios será necessário procurar outras causas.A começar por algumas dificuldades que possam ter existido na recolha deinformação. Porque, pelo menos que me lembre, não ocorreu na última década qualquerfenómeno capaz de fazer desmoronar tanto edifício.
Estesnúmeros são ainda mais surpreendentes porque nos concelhos vizinhos a suaevolução foi completamente diferente. Borba e Vila Viçosa cresceram 401,Alandroal 489 e Sousel 124. Ou seja, em média, 13 vezes mais do que Estremoz.Tem, portanto, que existir aqui qualquer coisa mal explicada. E não, nem vale apena argumentar que a culpa é do arquitecto Bouça!
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publicado às 15:51

Censos 2011

por Kruzes Kanhoto, em 23.08.11
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publicado às 15:51

Ficou-sehoje a saber que o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserçãobaixou de forma significativa quando comparado com a mesma data do ano passado.O país não está mais rico, os portugueses também não e, portanto, esta reduçãoterá apenas a ver com uma maior exigência quanto aos requisitos exigidos naatribuição desta prestação social. Requisitos esses que, no tempo em que atrampa Guterrista se lembrou de inventar este problema, quase se resumiam a umabarba por fazer e várias criancinha ranhosas a tiracolo. Hoje é substancialmentediferente. Diz que em certas circunstâncias já será necessário apresentar uma caçadeirade canos serrados. Embora a maioria ainda consiga aceder fazendo apenas ameaçasà integridade física dos funcionários da segurança social.
Exageros e piadolasde ocasião à parte, ainda que se reconheça algum mérito no princípio que estásubjacente à ideia que levou à criação deste tipo de subvenção, nem o país temdinheiro para a suportar nem ela é aplicável em países onde hábitos como a tramóiae a chulice estão ao nível que se conhecem e praticam por cá. Há, obviamente,que procurar soluções para pessoas cujo projecto de vida passa por ter tudo àborla – desde a casa, à alimentação e a todas as necessidades por menos básicasque sejam – e que não vêem qualquer necessidade de trabalhar. Nem que sejaconvence-los a, de imediato, doar o corpo à ciência. Talvez assim se possamajudar os que, por um qualquer azar da vida, precisam mesmo de ser ajudados.
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Adivinham-se problemas para a restauração e indústria cervejeira...
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Uma espécie de offshore dos pobres

por Kruzes Kanhoto, em 21.08.11
Um númerosignificativo de empresas nacionais mudou a sua sede para offshores ou para paísescom um regime fiscal mais favorável. Também cada vez mais portugueses, daquelesendinheirados é bom de ver, tratam de colocar o seu dinheiro a salvo da gula doEstado mudando as contas bancárias para bancos, pelo menos teoricamente,sedeados em paraísos fiscais.
Simultaneamente,por cá, fazem-se apelos patéticos a que optemos por comprar o que é nosso. Aindaque, quase sempre, mais caro. Parece-me que tentar convencer alguém a quem é reduzidoo vencimento, retirados benefícios sociais e sobrecarregado de impostos, acomprar os bens produzidos ou comercializados, possivelmente em alguns casos,por empresas que fazem de tudo para escapar ao fisco é, no mínimo, fazer de nósparvos.
Apesar daproximidade com a fronteira – Badajoz fica a meia hora de distância – não soudos que abastecem a despensa em Espanha. Para o meu padrão de consumo eventuaisdiferenças de preço em relação a Portugal ainda não justificam uma deslocaçãocom esse único propósito. Até porque, para além dos combustíveis ou doshonorários praticados pelos profissionais de saúde, a diferença não é significativae, antes pelo contrário, é até mais cara do lado de lá na maioria dos bens deconsumo corrente. No entanto, já que não tenho dinheiro para pôr ao largo asalvo dos impostos, se o iva subir substancialmente para compensar a TSU e, porconsequência, os preços espanhóis ficarem mais competitivos, não haverácampanha nenhuma que me convença a “comprar o que é nosso” e Badajoz poderápassar a constituir uma alternativa. Não é que eu queira, “eles” é que me obrigam.
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publicado às 22:00

Uma espécie de offshore dos pobres

por Kruzes Kanhoto, em 21.08.11
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Caridadezinha da moda

por Kruzes Kanhoto, em 20.08.11
De há unsanos a esta parte as autarquias começaram a oferecer os manuais do primeirociclo do ensino básico aos alunos do concelho. Na maioria dos casos fazem-no atodos e não apenas aos mais carenciados, possivelmente para evitar polémicas acercados rendimentos da famílias. Meninos filhos de pais ricos ou pobres, a todos,por igual, são oferecidos os livros necessários ao bom desempenho escolar.  
Parece,assim à primeira vista, uma acção deveras meritória. E, faça-se justiça,existem formas mais censuráveis de rebentar com o dinheiro que nos custa a ganhar. O pioré que muitos municípios que assim procedem têm dívidas assustadoras aos seusfornecedores, cujo pagamento vão protelando mês após mês. Possivelmente nãopagam o que devem às empresas onde trabalham os pais desses meninos e, porcausa disso, os pais desses e de outros meninos não recebem ordenado acabando, napior nas hipóteses, por perder o emprego.
Pelo menosnuma coisa estou de acordo com a malta da esquerdalha. Não precisamos decaridadezinha. Especialmente deste tipo de caridade bacoca e presunçosa.Basta-nos que todos cumpram as suas obrigações a tempo e horas e, em lugardestas palhaçadas, paguem a quem devem para que a economia possa funcionar.Claro que pagar dividas não dá votos, não merece destaque no noticiário, nemjustifica a organização de uma cerimónia toda pomposa. Mas, digo eu, era capazde ser uma coisa mais séria e honesta. Pena que este, em certos meios, seja umconceito desconhecido.
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Caridadezinha da moda

por Kruzes Kanhoto, em 20.08.11
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O meliante aborrecido. (Ou o jovem chateado)

por Kruzes Kanhoto, em 19.08.11
Segundorelatos que refuto de absolutamente credíveis, um dia destes um conhecidomeliante teria demonstrado toda a sua mágoa e desencanto com o actual sistemade segurança social. Tê-lo-á feito em plena via pública, em voz perfeitamente audível,junto de outros não menos conhecidos meliantes. Ou jovens, que parece ser agoraa palavra mais adequada quando nos queremos referir a vadios e escumalhadiversa.
Garantia acriatura que a vida estava difícil. A assistente social, segundo o seu relato,apenas teria entrado com cem euros. Ora isso soava-lhe quase a ofensa. O “rendimento”há muito que tinha sido gasto e para chegar novo cheque de oitocentos “eróis”ainda faltava uma eternidade. Menos mal que da renda de casa, da conta da luz edo avio da despensa já lhe tinham tratado. Mas, porra, isso não justificavatamanha avareza e, afinal, o que é que se faz com cem euros?! Nada, pois claro.Adiantava, tão convicto como irritado, que no dia seguinte lá estaria de novo. Eno outro se calhar também.
Compreendo odesencanto desta malta. É, de facto, lamentável que a Segurança Social não lhespossa dar tudo o que eles querem. Até porque não querem muito. A exigênciadeles não vai além de pretenderem ter alguém que os governe sem terem dedesenvolver qualquer tipo de esforço. Assim do tipo cama, mesa, roupa lavada eum dinheirito para droga e cervejolas, durante a vida inteira. Parece-me justo.E razoável, também. Até porque, dirão alguns, o custo disso é capaz de nãochegar a um BPN. E quem paga um BPN, paga dois. Ou mais.
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O meliante aborrecido. (Ou o jovem chateado)

por Kruzes Kanhoto, em 19.08.11
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O regresso do leque

por Kruzes Kanhoto, em 18.08.11
De repente oar condicionado converteu-se num símbolo de poupança. Começou com a ministraCristas e agora já vai num Presidente de Câmara que anuncia, todo ufano, termandado desligar os aparelhos de climatização instalados no edifício dos paçosdo concelho e, com este bonito gesto, poupar trinta mil euros até final doVerão. Se no caso da ministra não foram avançados números que nos permitamaquilatar do peso que esta medida pode representar em termos de poupançaefectiva, o autarca não esteve com mais aquelas e tratou de quantificar quantoiria amealhar com um gesto tão simples como não ligar um aparelho eléctrico.
Longe de mimpensar mal do senhor. Será, certamente, uma pessoa respeitável, bem-intencionadae profundamente empenhada em alcançar o melhor para a sua terra. Mas, tenho aligeira sensação, estará baralhado. Ou, então, o gajo que lhe vendeu osaparelhos enganou-o bem enganado. É que, no orçamento do município a quepreside, a dotação inscrita na rubrica destinada ao pagamento da energiaconsumida em todos os edifícios e instalações municipais, para o ano inteiro, éde cento e setenta e um mil euros. O que significa que o consumo do arcondicionado, de apenas um edifício durante quatro meses, representa dezassetee meio por cento de todo o consumo energético da autarquia. Portanto ou osaparelhos são de categoria “G” ou o homem é capaz de estar a empolar umbocadinho a coisa.
Por mim, queescrevo estas linhas no conforto de uma temperatura amena que por estes dias apenaso ar condicionado pode proporcionar, continuo a acreditar na poupança e adefender que se deve poupar - nem que seja um euro - onde tal se revele possível.E, já que estava a olhar para o orçamento da dita autarquia, não pude deixar denotar entre que “Refeições de eventos culturais”, “Refeições de eventos diversos” e“Viagens e alojamentos”, o município em questão prevê gastar mais de noventa ecinco mil euros. Embora, fica a dúvida, as refeições até possam ser servidasfrias para poupar na conta do gás, as viagens sejam a pé para poupar combustívele o alojamento seja numa tenda de campismo.   Aindaassim, convenhamos, esturrar tanto dinheiro em futilidades destas não pareceser muito próprio de alguém minimamente poupado e interessado em dar exemplos derigor nos gastos.
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publicado às 23:22

O regresso do leque

por Kruzes Kanhoto, em 18.08.11
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Coisas de fazer saltar a tampa

por Kruzes Kanhoto, em 17.08.11



Por umqualquer indecifrável mistério, estes três contentores estão permanentementeabertos. Como todos os outros equipamentos seus congéneres espalhados pelacidade possuem uma tampa dotada de um mecanismo de funcionamento bastanterudimentar que permite, num movimento que requer um esforço quase insignificante,proceder de maneira fácil ao seu fecho depois de cada utilização. Parece,portanto, um procedimento muito simples para o comum dos mortais mas, como asimagens demonstram, não o é para os costumeiros utilizadores destesrecipientes.
Também noque concerne à reciclagem as coisas não correm ao nível que seria de esperar.Apesar de terem passado já alguns anos após a colocação dos primeiros ecopontosnesta zona da cidade, ainda há quem não tenha aprendido a separar o lixo. Éverdade que o Gervásio – aquele chimpanzé protagonista dos primeiros anúncios a sensibilizarpara a necessidade de reciclar – aprendeu a fazê-lo em meia hora. Mas nãopodemos ser exigentes. Há quem tenha dificuldades de aprendizagem, por perto apenasexiste um vidrão e os contentores amarelo e verde distam uns longuíssimos cem metros.
Nada queimpeça um morador e leitor deste blogue, cujo nome não será aqui mencionado, dea percorrer para depositar o seu lixo doméstico no ecoponto. Por isso,individuo cujo nome não será revelado, esta critica não se aplica a ti. Àsvezes andas em contra-mão - e fazes tu muito bem - mas essa é outra história…
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publicado às 22:15

Coisas de fazer saltar a tampa

por Kruzes Kanhoto, em 17.08.11
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Pois, pá! A culpa é das malucas!

por Kruzes Kanhoto, em 15.08.11
Não faltam diagnósticos para o estado a que chegámos. Soluções, ainda que inesperadas e nos locais menos prováveis, também não.


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publicado às 22:29

Pois, pá! A culpa é das malucas!

por Kruzes Kanhoto, em 15.08.11
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publicado às 22:29

O bode expiatório

por Kruzes Kanhoto, em 14.08.11
De repente todos, até aqueles para quem essa coisa do rigor nas contas éuma parvoíce, desataram a criticar o Alberto João Jardim por o senhor, coitado,fazer aquilo que melhor sabe. Gastar. Não me parece justo que o foco dodespesismo sem controlo e do malbaratar de dinheiro público se foqueexclusivamente no homem. Ele apenas assume publicamente que gasta o que lheapetece e que se está positivamente cagando para essa parte, chata e reservadaapenas a uns quantos totós, que envolve o ressarcimento de quem vendeu oproduto ou fez o serviço, outrora conhecida como pagamento. Hoje caída emdesuso, diga-se.
Passar para a opinião pública a ideia que são necessários mais sacrifíciosou que as contas nacionais estão a derrapar por causa da Madeira é, na minhamodesta opinião, tentar mais uma vez encontrar uma espécie de alvo fácil.Ninguém está a implementar politicas de rigor ou de controlo de despesa em nenhumsector das administrações públicas. Veja-se o caso, vindo hoje a lume, dosmilitares contratados quando, ao que parece, não havia autorização para tal. Ouas nomeações em catadupa dos mais diversos ministérios. Ou, embora só por sinão representem aumento de despesa mas apenas se traduza em notória falta de palavra,as férias dos governantes e deputados que antes não iam mas agora já foram abanhos. E, por último mas tão importante como as autonomias regionais, os municípiosonde se continua a viver como se todos os dias saísse o euro milhões àrespectiva municipalidade.
Ao contrário daquilo que nos querem fazer crer, ninguém está interessadoem cortar nas adiposidades. A dieta tem sido apenas para os do costume. Esses –nós – é que vão sendo obrigados a emagrecer. O que eles ainda não deram conta éque se lhes cortarmos a “ração” a tal gordura, mais tarde ou mais cedo, vaimesmo esvair-se. Pena que, cada um por si, não vá cortando um grãozinho aqui eoutro ali até que a gamela já não dê sequer para lhes matar a fome.
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publicado às 22:22

O bode expiatório

por Kruzes Kanhoto, em 14.08.11
O bode expiatório
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publicado às 22:22

Aumentos colossais

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.11
Afinal, em lugar dos prometidos cortes brutais nas despesas, tivemosantes o anúncio de um aumento colossal de impostos. Uma coisa nunca vista. Mas,em meu entender e mesmo sabendo que a minha opinião não reunirá grandepopularidade entre os meus leitores, que não se me afigura desapropriada. Embora,como é óbvio, não me agrade até porque vai causar mais um rombo ao orçamentodoméstico cá de casa.
Fundamento a aparente contradição da minha opinião da seguinte forma:Entendo que os impostos, nomeadamente o iva, devem ser mais elevados nos bens eserviços que todos pagam. Isto é, naqueles onde a possibilidade de fuga é maisreduzida devem ser cobradas taxas mais altas e mais baixas, ou a tender parazero, naqueles onde a fuga ao pagamento de impostos é prática corrente ou a suacobrança se revela difícil de controlar. Combustíveis, electricidade ou até aágua não me chocam que sejam sujeitos à taxa máxima. Poucos arranjam maneira deescapulir e será sempre mais justo do que subir impostos a que apenas uns quantosparvos não conseguem escapar. Coisa que apenas no plano teórico tem preocupadoquem nos governa. Basta ver a quantidade de vezes, e pelas mais variadas vias,em que aumentaram o irs.
Já a possibilidade de redução da TSU me parece um verdadeiro crime. Nãoacredito que produza outros efeitos senão engordar a conta bancária dos patrõese colocar definitiva e dramaticamente em causa a sustentabilidade da segurançasocial. A acontecer, os responsáveis por tal iniciativa - que mais se assemelhaa uma experiência laboratorial acerca da qual ninguém tem certezas quanto aoresultado – deviam ser julgados em Tribunal e sofrer as consequências da sua leviandade.Por mim, e na sequência do que escrevi anteriormente, o imposto a reduzir seriao IRC de forma significativa. Talvez, digo eu, isso já fosse coisa maisapelativa para o investimento estrangeiro e para, em termos de receita fiscal,não ter um impacto tão negativo.
Não corro o risco de ficar desiludido com este governo. Não crieiexpectativas, nem tenho a mais ténue esperança no futuro do país. Em democraciadificilmente gente como a que manda nas regiões autónomas, nas autarquias e emmuitos outros centros de decisão, poderá ser posta na ordem e fazer-lhes verque é urgente mudar de vida e, principalmente, não continuar a desbaratar odinheiro dos outros. Não esperava que fossem os actuais governantes aconsegui-lo mas, embora só por breves instantes, ainda acreditei que desta veznão seriamos governados por loucos. Ninguém me manda ser ingénuo.
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publicado às 13:01

Aumentos colossais

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.11
Aumentos colossais
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Brutidades

por Kruzes Kanhoto, em 11.08.11

Diz que amanhã serão anunciados cortes brutais na despesa do Estado. Otal esforço colossal para corrigir o famoso desvio que, nas palavras doministro, não seria assim tão colossal, vai-nos ser dado a conhecer logo pelamanhã. Não está mal pensada a estratégia, não senhor. A malta ouve o gajo afalar, não percebe patavina do que ele diz e só lá mais para a tarde ou princípioda noite, quando os comentadores do regime escalpelizarem o rol de medidas emedidinhas, é que o pagode se apercebe da tramóia. Ou, que é o mais provável,nem aí. Uns porque vão de fim-de-semana, outros de partida para férias e osrestantes estarão mais interessados no Benfica, que dá na televisão daí abocado.
Não duvido que as más notícias estão a chegar. Tal como, não tenhograndes dúvidas, outras piores também não tardarão. Da mesma forma que tenho acerteza que a maioria dos portugueses não está nem um pouco preocupado. Nempreparado para os tempos que se avizinham. Vá lá saber-se porquê, umaquantidade assustadora de gente acredita que tudo isto lhes vai passar ao ladoe que os afectados serão apenas os outros. Por mim, embora provavelmente nãosirva de grande coisa, há muito que tenho as barbas de molho.
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publicado às 22:58

Brutidades

por Kruzes Kanhoto, em 11.08.11
Brutidades
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publicado às 22:58

Ainda mudam o nome à minha rua...

por Kruzes Kanhoto, em 10.08.11
Na minha rua, onde outrora tentou desesperadamente vingar uma árvore raquíticae maltratada, medra agora viçoso este tomateiro. Não sei se apenas fruto doacaso ou do aproveitamento do espaço vazio por algum vizinho com queda para alavoura, a verdade é que esta planta, ainda que nascida num meio hostil,apresenta um aspecto muitíssimo mais saudável do que as suas congéneres quetento manter vivas no meu projecto de quintal. Deve ser, calculo, da rega e dafertilização a que abundantemente é sujeita pelos canitos da zona.
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publicado às 23:06

Ainda mudam o nome à minha rua...

por Kruzes Kanhoto, em 10.08.11
Ainda mudam o nome à minha rua...
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publicado às 23:06

O reino da macacada

por Kruzes Kanhoto, em 09.08.11
Confundir o que se está a passar em Inglaterra com os protestos que têmacontecido na Grécia é, pior do que manifesta ignorância, uma ofensa a quemtrabalha e sente na pele as consequências das políticas determinadas pelo FMI eseus comparsas. Isto independentemente de se concordar ou não com essas medidasou de reconhecer a necessidade da sua aplicação. Na Grécia as manifestações,ainda que violentas, visavam evidenciar o desagrado por motivos concretos e atendíveise, principalmente, os protagonistas pouco ou nada tinham a ver com a escumalhaque tomou conta das ruas britânicas.
Tentar encontrar justificações no campo social, nomeadamente com asmedidas de austeridade e os cortes nos apoios sociais, seria risível se nãofosse estúpido. Não consta – talvez as televisões ao serviço do grande capitalcensurem as imagens – que entre os artigos pilhados dos estabelecimentoscomerciais estejam bens alimentares. O alvo dos macacos vai antes para artigosde electrónica, informática ou roupa desportiva de marcas famosas. Tudopreviamente combinado através de mensagens trocadas com telemóveis topo degama. Gentalha pobrezinha, portanto.
Outro argumento fabuloso é que os jovens – são assim que agora sedesignam os arruaceiros – coitados, não têm mais nada para fazer. Como muitoscentros comunitários de ocupação de tempos livres – ou o equivalente lá do sítio,não interessa – foram fechados, a malta não tem como passar o tempo e então váde partir, queimar ou assaltar coisas. Parece uma cena fixe. Muito mais fixe doque fazer coisas parvas como limpar ruas, praças e jardins ou desenvolverqualquer outra actividade menos destrutiva. E já nem falo em trabalhar, porqueisso, para certa gentinha constituí uma ofensa da pior espécie.
Apesar de por cá também existir muita macacada como a que enxameia asruas de Londres, não me parece que actos de vandalismo generalizado como os queas televisões nos têm mostrado, atingissem idênticas proporções ou se prologassempor tantos dias. As nossas forças de segurança não reagiriam de uma forma tão ridículacomo está a fazer a polícia inglesa – nem a nossa opinião pública tolerariatamanha passividade – e, por outro lado, acredito que os próprios lesados fossemmuito mais pró-activos, chamemos-lhes assim, na defesa dos seus bens. O únicosenão seria o facto de os macaquitos mais novos, ao contrário do que acontecelá, não poderem ficar na jaula. Mas a esses, não tenho grandes dúvidas, nãofaltaria quem desse uns tabefes pelas trombas.
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O reino da macacada

por Kruzes Kanhoto, em 09.08.11
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Havia, num passado não muito distante, quem reclamasse uma alegada superioridade moral dos comunistas. Coisa que nunca se chegou a provar e que, pelo contrário, o tempo - esse grande conselheiro - se encarregou de revelar que a moral não era muita e a superioridade, a existir, seria apenas na propaganda, na demagogia e na mentira. O que, mesmo nestes domínios, me suscita dúvidas. 
Nos dias que correm surgiu um novo conceito. Mais abrangente, porque todas as esquerdas o reivindicam, e que consiste numa auto-proclamada superioridade intelectual de todos os que se consideram portadores dos ideais de esquerda. Seja lá isso o que for. Para uma certa gente, que normalmente escreve em jornais e blogues, vai à televisão ou aparece em manifestações a encher o peito que nem um peru, as suas convicções são as únicas verdades e, de tão óbvias que as consideram, nem se lhes afigura possível que alguém em seu perfeito juízo as possa colocar em causa. Para eles a “direita”, ou seja todos os que não comunguem das suas certezas, não passam de mentecaptos, verdadeiros malvados que apenas desejam o mal do próximo e de criaturas inferiores a quem não foi concedido o privilégio de ver a luz.
Esta mania – doença mental é capaz de ser mais apropriado – atinge o auge na blogosfera. Quem ousa discordar da opinião do autor, ainda que manifeste a sua diferença de pensamento de forma cordata, é quase sempre considerado – ou melhor, desconsiderado – como um analfabeto, alguém que não percebe a genialidade da tese exposta ou um porco fascista da pior espécie que devia ter vergonha das opiniões parvas que anda por aí a vomitar. Trata-se, quase sempre, de uma certa esquerda caviar, burra, ignorante, que das dificuldades da vida pouco sabe e para quem o maior problema é escolher a marca do uísque com que se vai embebedar. Deve ser por isso que as suas ideias cativam tantas pessoas em todo o mundo. Embora, em alguns dos países que essa malta mais aprecia, exista gente “cativa” por causa delas…
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publicado às 22:57

Da superioridade moral dos comunistas à genialidade intelectual da esquerda em geral
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Graçola de oportunidade

por Kruzes Kanhoto, em 06.08.11
Hoje não havia nada de novo na feira dasvelharias.
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publicado às 12:52

Graçola de oportunidade

por Kruzes Kanhoto, em 06.08.11
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Mentes brilhantes. Ou delirantes, sei lá.

por Kruzes Kanhoto, em 04.08.11
Vindas sabe-se lá de onde, ou sugeridas vá lá saber-se por quem, todos os dias surgem novas e mirabolantes ideias. Gosto, em especial, de duas. A primeira é a já desmentida intenção de portajar, para além das anunciadas ainda no tempo do anterior governo, mais uma quantidade de estradas. Requisito bastante seria, ao que foi noticiado, ter pelo menos duas faixas em cada sentido. Seria, porque afinal, já não vai ser. Talvez, quiçá, se fiquem pelas portagens citadinas para evitar o aglomerado de viaturas nos centros da cidade. Ou, se calhar, nem isso. É que estes ministros geniais, que até chateiam de tão geniais que são, começam a fazer lembrar o tempo do Guterrismo em que qualquer medida, nomeadamente as difíceis, era posta a circular sob a forma de boato para aquilatar as reacções que suscitava, até que, se houvesse muita reclamação, alguém do aparelho se apressava a esclarecer que tal coisa nunca estivera nas cogitações do governo. 
A outra ideia absolutamente fabulástica e que me entusiasma a um nível que até a mim surpreende, tem a ver a diferenciação em função do rendimento que se pretende introduzir no acesso aos mais diversos serviços do Estado. Ou seja, quem nada declara em sede de irs é pobre e terá acesso mais barato aos serviços de saúde, transportes, e fornecimento de electricidade e gás. Se alguma critica posso fazer é apenas relativa à pouca ousadia desta tão parva quanto improvável medida. Comunicações, nomeadamente televisão, internet e telemóvel, deviam também estar incluídas no pacote de apoio aos fiscalmente mais pobres. Ou, fazendo verdadeira justiça social, toda a espécie de bens, desde a alimentação aos combustíveis e do vestuário ao calçado, podiam igualmente ter preços menores, devidamente subsidiados pelo Estado claro está, para todos os que são pobres na altura de apresentar a declaração de rendimentos. 
Como para pagar todo esse desvario e ao mesmo tempo diminuir o desequilíbrio da escrita será necessário muito dinheiro, suspeito que novas ideias andarão já a fervilhar nas geniais cabeças dos não menos geniais ministros. Colocar um contador na boca e outro no rabo dos que pagam tudo é coisa para lhes ocorrer. Paga-se o ar que se respira – isso de andar por aí a respirar sem pagar nada tem de acabar – e o ar que se expele. Nada de mais se pensarmos no princípio do utilizador pagador ou do poluidor pagador.
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publicado às 23:22

Mentes brilhantes. Ou delirantes, sei lá.

por Kruzes Kanhoto, em 04.08.11
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Dever é um direito!

por Kruzes Kanhoto, em 03.08.11

A declaração dos banqueiros, produzida há meia dúzia de dias,reclamando do Estado o pagamento das dívidas à banca passou praticamentedespercebida. Caso tivesse merecido maior destaque por parte da comunicaçãosocial e dos comentadores de serviço teríamos, com toda a certeza, assistido areacções indignadas por parte dos sectores do costume. Sendo sobejamenteconhecida a nossa aversão ao rigor e à disciplina, também em matériafinanceira, qualquer posição que se assuma em prol dessa causa, para além decondenada ao fracasso, faz quase sempre despoletar um coro de protestos emanifestações de gente para quem o “dever” se afigura como um dos seus direitosmais sagrados. Ou adquiridos, depende da perspectiva. De facto é preciso umdescaramento descomunal para vir a terreiro lembrar – esteja em causa o Estadoou não, é perfeitamente irrelevante – a necessidade de pagar o que já deviaestar pago há muito tempo.
Quase de certeza que entre os que manifestam o desagrado por estaestapafúrdia exigência dos bancos, estarão alguns que sofrem na pele,provavelmente sem perceberem, as consequências deste vergonhoso incumprimentodas administrações públicas. Ainda que as pessoas tenham manifesta dificuldadeem entender, o que está em causa é a sobrevivência das empresas e a manutençãode postos de trabalho. Quer nas empresas que estão directamente a “arder”, querdas outras a quem as primeiras não pagam e por aí fora numa bola de neve queacabará, mais cedo do que tarde, numa enorme avalanche que a todos irá esmagar. 
A ligeireza com que se olha para os calotes e caloteiros – sejam elespessoas, empresas ou administração pública – deixa-me boquiaberto. Abenevolência, a tolerância e, por vezes, até admiração com que são olhados pela“vida” que ostentam, provoca-me, mais do que alguma espécie de irritabilidade,um sentimento de compaixão pelas débeis capacidades intelectuais dos que assimagem e pensam. Coitados, não conseguem perceber que é muito por causa deles –dos caloteiros de toda a espécie – que os ordenados descem, os impostos sobem,o desemprego aumenta e o trabalho escasseia. E depois a crise é que paga…salvoseja!
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publicado às 13:07

Dever é um direito!

por Kruzes Kanhoto, em 03.08.11
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AntónioJosé Seguro, talvez o menos socrático dos socialistas, tem agora o apoio daesmagadora maioria dos socialistas mais socráticos. Ele há coisas…
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publicado às 19:58

Coisas que não m'aquecem nem m'arrefecem mas que me divertem
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Coisas que m’atormentam

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.11
Aquantidade de gente que vem aqui parar através da pesquisa “gaijas” no Google.Mas o que raio é uma “gaija”?!
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publicado às 10:52

Coisas que m’atormentam

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.11
Coisas que m’atormentam
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"Cãotidiano"

por Kruzes Kanhoto, em 01.08.11
Ocanito, coitado, manifestamente mais ajuizado que o dono, demonstra sériarelutância em caminhar sob a chuva intensa que, na altura, se abatia sobre acidade. De nada lhe valeu.  A trela sobrepôs-seà sua vontade e fê-lo prosseguir no encalço do outro maluco. É, portanto, umaimagem clássica do nosso quotidiano.
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publicado às 21:49

"Cãotidiano"

por Kruzes Kanhoto, em 01.08.11
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