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E o burro sou eu?!

por Kruzes Kanhoto, em 30.06.11

MárioSoares terá dito em certa ocasião, à laia de justificação paraalguma incoerência no seu discurso, que apenas os burros não mudamde ideias. É uma tirada que gosto de citar, até porque não tenhoreceio absolutamente nenhum de mudar de opinião quando me demonstram– ou descubro por mim – que estou equivocado. Há, no entanto,assuntos acerca dos quais ninguém me consegue “desmontar daburra”. Por mais que ilustres entendidos nas matérias alvo daminha casmurrice se esforcem em demonstrar quanto o meu entendimento,relativamente à matéria em apreço, apresenta graves falhas. Pode,até, ser assim. Aceito que, sendo um leigo em quase tudo –ignorante, vá – não terei grandes argumentos académicos paracontraditar os detentores da sabedoria. O pior – infelizmente,porque nem sempre fico satisfeito por ter razão – é que o tempoacaba por demonstrar que, afinal, os experts não são assim tãoespertos.
Vemisto a propósito do programa de governo apresentado hoje.Nomeadamente da ideia peregrina de criar um imposto extraordináriosobre o subsidio de natal. Ando há anos a escrever neste blogue –e noutros espaços onde vou mandando uns bitaites – que não seráretirando dinheiro às famílias, seja aumentando impostos, baixandosalários ou inventado outras manigâncias, que o problema do déficedo Estado se resolve. Esta receita é velha e está mais que provadaa sua ineficácia perante os objectivos que quem a implementapretende atingir. Basta ver que tem sido aplicada continuamente nosúltimos dez anos com o sucesso que se conhece.
Aindaassim Passos Coelho e os restantes rapazolas que o rodeiam insistemem trilhar este caminho. Com o aplauso, quase envergonhado, de muitagente com idade para ter juízo. Uns e outros deviam saber que existeum ponto a partir do qual as pessoas não estão dispostas a pagarmais impostos. Ou não querem. Ou não podem. Ou, como dizia um quetambém revela uma especial queda para o bitaite, há limites para ossacrifícios. E esse ponto está prestes a ser deixado para trás.Com as consequências que não são difíceis de imaginar. E o burrosou eu?!
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publicado às 23:39

E o burro sou eu?!

por Kruzes Kanhoto, em 30.06.11
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Parecenças e desconfianças

por Kruzes Kanhoto, em 27.06.11

Repete-seaté à exaustão que Portugal não é como a Grécia e que asrealidades dos dois países não são comparáveis. Há um ano, pelomenos, que ando a ouvir esta conversa. Não sei porquê, desconfio.Longe de mim pensar que o facto de andarmos uns meses atrasados emrelação ao gregos, no que diz respeito intervenção do FMI eassociados, não seja mais do que uma simples coincidência. Ou,sequer sugerir, que os pormenores que vão sendo conhecidos acerca dodelírio colectivo que afectará a sociedade grega têm a mais leveparecença com a realidade nacional.
Provavelmenteinspirada por uma reportagem publicada pelo jornal espanhol El Mundohá cerca de uma semana, a escandalizada repórter TVI em Atenasanunciava, como exemplos do que teria contribuído para o actualestado de coisas, que um hospital com três árvores no pátio teriaquarenta e sete jardineiros, um organismo que dispõe somente de umaviatura terá ao seu serviço quase meia-centena de motoristas, queas filhas solteiras de funcionários públicos falecidos auferem umapensão vitalícia de mil euros mensais e que um em cada quatrogregos não pagam impostos.
Nadadisto, obviamente, ocorre por estas paragens. As noticias do que porcá se vai passando, dão-me apenas conta da existência de hospitaiscom muitos mais administradores do que jardineiros contratados emregime de outsourcing. Ou, quase todos os dias, da renovaçãocompleta da frota automóvel – invariavelmente topo de gama – demais uma empresa pública. De vez em quando surge também uma ououtra noticia mais discreta que revela estimativas onde se consideraque a economia paralela representará perto de vinte cinco por centodo PIB. Ciclicamente vão igualmente surgindo informações sobrequanto o país gasta com os políticos - aqueles que adquiriram odireito, porque para os outros a mama já acabou - que se vãoaposentando após oito penosos anos de actividade. A maioria, ao quese sabe, vale por algumas celibatárias gregas.
Comoestá fácil de ver, não há mesmo comparação possível entre aGrécia e Portugal. Eu é que sou desconfiado.
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publicado às 23:38

Parecenças e desconfianças

por Kruzes Kanhoto, em 27.06.11
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Não será pedir demais?

por Kruzes Kanhoto, em 26.06.11

Talvezpor o número de cães existentes nas zonas urbanas, partilhando omesmo espaço que as pessoas, constituir já uma calamidade, sãocada vez mais aqueles a quem desagrada a javardice em que se tornaramos passeios, zonas ajardinadas e outros espaços públicos, provocadapela falta de civismo, higiene e educação de grande parte dosdonos.
Daínão surpreender que, de vez em quando, surja um ou outro conflito,ou troca de opiniões mais exaltada, entre o gajo – ou gaja - quepasseia o canito e não recolhe o presente que este deixou e alguém,mais consciente do seu direito a ter uma rua limpa, que lhes chama aatenção. Uma imensa maioria prefere, por enquanto, ir chamandonomes em surdina, reclamando contra as autoridades que nada fazem oudeixando recados. Como este, que fotografei numa rua de Estremoz.
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publicado às 17:20

Não será pedir demais?

por Kruzes Kanhoto, em 26.06.11
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Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 25.06.11
Estenão é um típico estacionamento tuga. Vai além disso. Envolve uma“garagem” improvisada visando proteger o pópó do tórrido solalentejano que fustiga, sem dó nem piedade, o indefeso rodinhas.Está, reconheço, bem pensado. Melhor só se a coisa fosse portátil,coubesse na bagageira e pudesse ser montada e desmontada sempre quehouvesse necessidade da viatura se deslocar. Isso é que era umagrande ideia.
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publicado às 22:16

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 25.06.11
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Falência com muita técnica

por Kruzes Kanhoto, em 24.06.11
Onúmero de famílias que declararam insolvência está a ter umaumento assinalável relativamente ao ano anterior. Embora ascircunstâncias que levam um agregado familiar a optar por pedirajuda ao tribunal possam ser muito respeitáveis, acredito que, pelomenos em algumas situações, estaremos perante mais um caso dechico-espertismo tão característico na sociedade portuguesa.
Quemé declarado insolvente vê a sua vida ser gerida, durante cincoanos, por alguém nomeado pelo tribunal. Durante este período, emprincipio, os seus rendimentos ou eventuais bens que possua, serãopreferencialmente utilizados para saldar as dividas acumuladas. Oque, convenhamos, para quem nada tem de seu, ganha pouco e devemuito, constitui um verdadeiro euro milhões. Até porque, findo esteprazo, fica completamente livre de dividas e nada o impede de voltarao antigo estilo de vida.
Trata-se,portanto, de mais uma genialidade legislativa em que o infractor sainitidamente beneficiado. Nem se pense que o credor – o gajo que selixa nesta história - é sempre o malvado do banco e que é muitobem feito para não serem alarves e andarem por aí a obrigar aspessoas a contrair empréstimos. Pode ser qualquer um. Desde o fulanoda mercearia da esquina, que graças aos devedores não conseguecumprir as suas obrigações, ao senhorio que alugava a casa e vê avida andar para trás porque o investimento que fez num apartamentopara alugar acabou, afinal, por ser mais rentável para os aldrabões a quem o arrendou do que ao próprio.
Comocomecei por referir, as razões que levam alguém a percorrer estecaminho podem ser do mais atendíveis que se possa imaginar.Acredito, também, que não será uma situação fácil de viver epela qual a esmagadora maioria não gostaria de passar. Mas, comodizia o outro, para quem não tem vergonha é uma barrigada de rir. Edesses – dessas, também – não faltam por aí.
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publicado às 23:26

Falência com muita técnica

por Kruzes Kanhoto, em 24.06.11
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Como exemplo não está mal...falta o resto!

por Kruzes Kanhoto, em 23.06.11

Emboraaplauda a decisão de não nomear governadores-civis, apenas lhereconheço algum mérito se, daí, resultarem consequências e osdezoito representantes do governo, bem como o inevitável gabinete deapoio pessoal, cessarem efectivamente funções e rumarem a outrasparagens. Se assim não acontecer estaremos apenas na presença deuma tentativa de dar o exemplo de contenção e de austeridade. Oque, constituindo um sinal interessante, é manifestamente pouco.
Nãofalta quem entenda este anuncio como uma cedência ao populismofácil. Os mesmos, provavelmente, que justificam outros cortes compragmatismo. É verdade que a poupança não será grande. Nem,tão-pouco, será por esta via que os cofres do Estado estancarão asangria de recursos públicos. Mas, para além de constituir oprimeiro passo para o fim de uma estrutura de utilidade mais queduvidosa, é bom que se façam outro tipo de contas. Nomeadamente queapenas os vencimentos e encargos dos governadores-civis e respectivostaff equivalem à transferência anual, prevista no Orçamento doEstado, para mais de cem freguesias. As tais que - é bom nãoesquecer - a troika e os partidos que assinaram o acordo, se preparampara extinguir.
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Como exemplo não está mal...falta o resto!

por Kruzes Kanhoto, em 23.06.11
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Coisas do além

por Kruzes Kanhoto, em 22.06.11
Queum médico vivo passe receitas a um paciente morto – poucos mortosrevelarão sinais de impaciência, diga-se – não constituirásurpresa de monta. Estou mesmo em crer que a Ordem dos Médicos, oSindicato ou qualquer outra estrutura representativa da classe, teráuma explicação mais ou menos lógica para o acontecido.
Emboramais difícil de justificar, também o curioso fenómeno de médicosfalecidos continuarem a emitir receitas a doentes vivos, mereceráuma justificação mais ou menos convincente. Por mim nem acho malque tal aconteça. Face à falta de médicos com que o país sedebate não nos podemos dar ao luxo de prescindir deles. Nem pelofacto insignificante de já terem batido a bota.
Menosnormal me parece – acho até que é mais coisa para o paranormal,as ciências ocultas ou actividades afins – que médicos mortosprescrevam medicamentos a doentes que também já adquiriram oestatuto de defunto. Principalmente quando em causa estão fármacosque custam os olhos da cara. Mesmo daqueles que a terra há muito jácomeu.
Acredito,ainda assim, que entre médicos, farmacêuticos, doentes,investigadores, políticos e juízes – se fôr caso para tal – seconcluirá que tudo se regeu pelos mais elementares princípiosdeontológicos e que, bem vistas as coisas, o Estado ainda poupoumuitos milhões de euros. Ou então que a culpa foi do morto.
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Coisas do além

por Kruzes Kanhoto, em 22.06.11
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E o estado de graça, pá?!

por Kruzes Kanhoto, em 20.06.11

Logoapós serem conhecidas a composição e a estrutura do governo, politólogos, comentadores habituais, conceituados analistas e genteem geral, ultrapassando o costumeiro estado de graça de que osgovernos desfrutam, desataram à procura de qualquer coisa queservisse para dizer mal do executivo acabado de anunciar.
Faltade experiência politica foi a primeira critica – generalizada,quase - que se ouviu. Apesar de mais de metade dos membros do futurogoverno fazerem parte das máquinas partidárias há largos anos, nemdessa coisa da experiência politica nunca ter faltado em governosanteriores com os resultados que se conhecem. Logo, a menos que euesteja a ver mal, ainda podemos ter uma pequena réstia de esperançanos quatro ou cinco “maçaricos” que se aprestam para iniciarfunções governativas.
Ainexistência do Ministério da Cultura constitui, também, objectode critica. Até uma cidadã espanhola a quem as televisões,inexplicavelmente e sem razão que o justifique, vão dando palco, seachou no direito de criticar as opções seguidas nesta matéria porum governo estrangeiro. Estrangeiro, para ela bem entendido. Por maisque desagrade aos que estão habituados a mamar na teta cultural estaé, igualmente, uma boa opção e que merecerá o aplauso de todos osque sabem que tarantantam não enche barriga.
Jáo inevitável Jerónimo lamentou que, pela primeira vez desde temposimemoriais, não exista o Ministério do Trabalho. Desilude-me cadavez mais este camarada. Esperava eu - mas se calhar é culpa minha edas elevadas expectativas que às vezes deposito nas pessoas –ouvi-lo protestar veementemente por, mais uma vez, o governo, cedendoaos interesses do grande capital, não instituir o Ministério doDescanso e ele sai-se com esta. Tá mal, camarada!
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E o estado de graça, pá?!

por Kruzes Kanhoto, em 20.06.11
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O que faz falta...

por Kruzes Kanhoto, em 19.06.11

Falta um ministro gay assumido. Falta uma procuradora-geral da república lésbica assumida. Falta um governador do banco de Portugal transsexual. Falta um guarda-redes do Porto casado com um lateral do Sporting.
Éisto, segundo uma força politica habitual concorrente a eleições eque - por mais estranho que possa parecer - até reúne votossuficientes para estar representada no parlamento, faz falta ao país.Não consta que quem entende serem estas as necessidades dosportugueses esteja internado para tratamento ao evidente estado dedegradação mental. Pelo contrário, parecerá até uma coisa muitomoderna e própria de uma mente muito aberta, evoluída e onde asaranhas não constroem teias. De esquerda, portanto.
Haverá,presumo, outros que comungarão a premência destas ideias. Por mimnem perco tempo a tecer considerandos. Mas vou ficar atento aeventuais frangos do guarda-redes do Porto quando tiver de enfrentarremates dos laterais do Sporting. Que isto depois da fruta e do leitecom chocolate já nada me surpreende.
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publicado às 13:46

O que faz falta...

por Kruzes Kanhoto, em 19.06.11
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Regresso ao passado

por Kruzes Kanhoto, em 18.06.11
Acho imensa piada àquilo a que, muitos municípios, resolveram apelidar de “balcão único”. Não porque a ideia me pareça descabida ou a sua implementação não possa contribuir para uma melhoria significativa do atendimento ao público, nem, ainda menos, queira pôr em causa uma opção perfeitamente legítima de cada autarquia. Nada disso. O que me faz rir é a forma como é anunciada a sua criação e o orgulho inusitado que o respectivo município exibe perante o que considera ser uma genial inovação. Ainda por cima com inauguração solene e a inevitável comparticipação comunitária ou, na ausência desta, ao abrigo de um qualquer generoso protocolo com a administração central. 
O cómico da coisa, se não fosse trágico, é que não se trata de nenhuma inovação. A centralização do atendimento ao público num único local não é mais do que o regresso ao que, até há vinte cinco ou trinta anos, existia em todos os municípios de pequena dimensão e não era raro encontrar mesmo nos de média dimensão. Nessa altura existia aquilo a que se chamava “secretaria” onde funcionavam, de forma concentrada, todos os serviços municipais de carácter administrativo. Só a partir do inicio da década de oitenta do século passado se iniciou uma descentralização, mais ou menos acentuada conforme os casos, e que permitiu dotar as autarquias, mesmo as mais pequenas, de múltiplos cargos dirigentes e de outros figurões que fazem tanta falta numa autarquia como um solário em África. 
Reitero que considero o “balcão único” uma boa solução. Mas todo o alarido em torno desta solução de atendimento, como se fosse uma grande e original ideia que até chateia de tão grande e tão original que é, não passa de provincianismo bacoco e própria de vendedor de banha da cobra. Assuma-se, antes, que o modelo seguido nas últimas décadas falhou, que foi construído com base noutros interesses que não o dos munícipes e que estamos agora de regresso ao passado. Falar verdade nem sempre é fácil e o povo raramente gosta, mas, por mais difícil que seja a tarefa, é tempo de o começar a fazer.
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Regresso ao passado

por Kruzes Kanhoto, em 18.06.11
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Direitos adquiridos vs deveres esquecidos

por Kruzes Kanhoto, em 16.06.11
Nós, os portugueses em geral, entendemos que temos direito a tudo e mais alguma coisa. Evocamos constantemente os nossos direitos – qualquer analfabruto é capaz de berrar, principalmente se tiver uma câmara de televisão à frente, pelos “meus direitos” - mas esquecemo-nos com frequência dos nossos deveres. Quer a exigência do respeito escrupuloso dos nossos direitos, quer o esquecimento absoluto dos nossos deveres, ganham uma dimensão ainda maior na nossa relação com o Estado ou com os seus agentes. Basta ver o tom provocatório, a agressividade, a má educação e os modos dignos das pessoas que se dedicam à venda de pescado – sem qualquer desprimor para estes – com que muita gente se dirigem a qualquer repartição pública. E já nem menciono a maneira como, no dia-a-dia, tentam evitar o cumprimento das suas obrigações sempre que em causa está o pagamento de impostos ou de outras contribuições.
A nossa relação com a autoridade é igualmente preocupante. Ficamos paralisados de medo perante um meliante, ainda que munido de uma pistola de plástico ou de um canivete incapaz de cortar um pedaço de queijo mais duro, mas, na presença de um policia que tente restabelecer a ordem num desacato ou manifestação em que participamos, não hesitamos em desobedecer e, se necessário fôr, lhe pregar uns valentes tabefes. Sim, que isto de policias e quejandos só se perdem as que caem no chão. 
Vem isto a propósito da já dada como certa absolvição das duas criaturas que foram detidas quando estavam acampadas no Rossio, em Lisboa, para exigir – lá está, é só o que sabemos fazer – uma democracia verdadeira. Seja lá isso o que for. Não acredito que os agentes da policia se tivessem dado ao trabalho de deter os campistas ocasionais apenas porque sim. Ou porque estavam cheios de tédio e, para espairecer, se lembraram de recolher dois daqueles seres exóticos que por ali faziam...coisas. Pior. Parece que, ao que anunciava uma rádio, os agentes envolvidos poderão vir a ser objecto de procedimento disciplinar!!! Se calhar, para tornar isto um país a sério, é capaz de não ser suficiente mudar de governo...
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publicado às 22:59

Direitos adquiridos vs deveres esquecidos

por Kruzes Kanhoto, em 16.06.11
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Na Alemanha foi criada uma linha telefónica de apoio a potenciais bombistas suicidas. O objectivo – nobre, reconheço – será o de evitar que aquela malta que tem o vicio de rezar de cú para o ar e as antenas viradas para Meca, se ande por aí a explodir. Não sei se em território germânico existirão muitos ou poucos indivíduos dispostos a fazer-se rebentar. Não consta que haja muitos. Pelo menos ao que se julga saber. Nem se, de entre eles, um número significativo hesitará quanto às suas intenções ao ponto de as confessar a uma linha de apoio. Acredito, no entanto, que poucos se deixarão convencer pelo operador que os atender e que não bastará uma simples conversa telefónica para os demover. Digamos que se trata, portanto, de uma ideia parva donde resultará, quando muito, apenas um aspecto positivo. O de permitir localizar o presumível bombista e rebentar-lhe com o canastro antes que a besta tenha tempo de causar danos. 
Por cá, já que parecem não abundar os candidatos a homem-bomba, podia-se investir na criação de outro tipo de linhas de apoio a gente igualmente perigosa. Com todas as vantagens daí inerentes, logo a começar pela criação de emprego. Assim de repente estou a lembrar-me da utilidade que teria um serviço telefónico de apoio ao assaltante, ao consumidor compulsivo ou ao politico. Tudo, claro, no mesmo callcenter.
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publicado às 23:28

Por isso é que a Alemanha é um país desenvolvido, pá!
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Sinalética tuga

por Kruzes Kanhoto, em 12.06.11
Nem sempre as obras na via pública são devidamente sinalizadas ou colocada informação clara, acerca de procedimentos que peões ou automobilistas devem adoptar, para minorar os transtornos causados. Nada disso se aplica neste caso. Aqui, para aqueles que não percebem a sinalética, foi feito um desenho onde um boneco – com ar todo feliz, por sinal – indica o caminho que quem anda a pé deve seguir. Estamos, portanto, a evoluir.
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publicado às 18:25

Sinalética tuga

por Kruzes Kanhoto, em 12.06.11
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Campismo à beira da estrada

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.11
O campismo fora dos locais autorizados para o efeito constitui uma prática ilícita. Há, no entanto, cidadãos que, também no que concerne à actividade de acampar, parecem estar acima da lei. Pelo menos é o que se pode depreender da frequente presença de campistas neste local, mesmo junto à estrada nacional número quatro, à entrada de Estremoz.
Não coloco em causa o direito destas pessoas – ou de outras para quem as autoridades não manifestam igual tolerância – a usufruir do estimulante e salutar contacto com a natureza. Parece-me é que este não será o sitio mais adequado para o fazer, porque, para além de algumas crianças, estes campistas fazem-se acompanhar de um elevado número de animais. Tendo em conta que montaram o acampamento junto a uma via com um volume de tráfego bastante considerável e onde, face às condições da estrada, há quem circule a uma velocidade acima do aconselhável, não me parece descabido afirmar que não podiam ter escolhido pior lugar e que o perigo de acidentes é bem real.
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publicado às 15:34

Campismo à beira da estrada

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.11
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Badalhocos! Javardos! Recos!

por Kruzes Kanhoto, em 10.06.11
Que haja quem goste de partilhar o espaço onde vive com um animal é problema de quem o faz. É lá com eles. Dentro da própria casa cada um é javardo quanto quer e, se gosta de viver na porcaria, ninguém tem nada a ver com isso. Já na via pública as coisas não são assim tão simples. Este espectacular monte de merda foi hoje, entre o meio dia e as treze horas, deixado na minha rua e isso aborrece-me. Por mais estranho que possa parecer a alguns. 
Admito que nem todos os que tem cães são assim, badalhocos. Mas, os factos insistem em dar-me razão, alguns dos que residem para os meus lados são do mais javardo que há. Esta é uma situação recorrente, acontece quase diariamente e poucos parecem incomodados perante tamanha javardice. Provavelmente, caso um dia consiga apanhar o autor moral em flagrante, ainda há-de ficar ofendido se lhe chamar a atenção para este comportamento próprio de gente selvagem e incapaz de viver em sociedade, respeitando o espaço de todos. 
Quando se aumenta todo o tipo de impostos, tenho manifesta dificuldade em perceber porque diabo o licenciamento de canídeos não é substancialmente agravado e promovido um eficaz controlo sobre aqueles, muitos ao que parece, que nem sequer tem os animais registados na junta de freguesia a que pertencem. Continuaria a haver merda pelas ruas, não seria por isso que este ordinários ficariam mais civilizados, mas pelo menos seriam um pouco penalizados. FDP!
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publicado às 15:24

Badalhocos! Javardos! Recos!

por Kruzes Kanhoto, em 10.06.11
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Cultura ou obscenidade?

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.11








Quem trabalha na função pública tem visto o seu poder de compra diminuído ao longo dos últimos anos. Nada que constitua novidade, apesar de ciclicamente ser assunto para manchete de jornal. Redução salarial, congelamento de promoções e progressões, aumento de impostos e de contribuições, fim do abono de família e diminuição de comparticipações da área da saúde, tudo tem servido para fazer regredir o vencimento e a qualidade de vida dos funcionários públicos. Claro que as consequências destas politicas estão à vista, já foram vezes sem conta escalpelizadas neste blogue em inúmeros posts acerca do tema e, portanto, nem vale a pena perder muito tempo a lamentar a tragédia que estão a constituir para muita gente, sem que, daí, resulte qualquer beneficio para as contas públicas.
Importa, isso sim, ver o lado positivo da coisa. Podem tirar-me o que quiserem. Direitos, dinheiro, expectativas e tudo o mais que se forem lembrando. Tudo. Mas, por favor, não me tirem a cultura. Espectáculos, musica, teatro, exposições, actividades culturais diversas...isso é que não! Ainda que custem os olhos da cara. Mesmo que, com as centenas de milhares de euros esbanjados, se pudessem fazer coisas que valessem a pena. Como, sei lá, reduzir a divida pública, criar estruturas produtivas e potenciadoras da criação de emprego e riqueza. Bom, quanto a este último ponto não estarei a ser justo, alguém, de certeza e face aos valores envolvidos, ficará um pouco menos pobre. 
Olhando para as imagens que acompanham este post, escolhidas aleatoriamente de entre outras centenas de exemplos, é fácil de perceber que andamos a poupar nos farelos e a estragar a farinha. Perante situações como estas não consigo evitar um sentimento de apreço relativamente a quem assim decide. Por mais que se esforcem, continuam a não me desiludir. Sempre soube que a austeridade seria apenas para alguns e que, apesar de me tornarem a cada dia mais pobre, não me iam deixar ficar triste e, empenhadamente, tratariam de promover a minha animação. Cultural. Que, como toda a gente sabe, é aquilo que todos nós mais precisamos. Apenas uma coisinha me incomoda. Algo insignificante e de uma profunda irrelevância: Quanto é que isto custa em abonos de família?
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publicado às 23:05

Cultura ou obscenidade?

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.11
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Não foi bem em cheio...mas andei lá perto!

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.11

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publicado às 22:14

Não foi bem em cheio...mas andei lá perto!

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.11
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Vandalismo

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.11
Por alguma estranha razão é significativo o número de floreiras, em diversos pontos da cidade, que já não possuem o cinto metálico que originalmente ostentavam. A acção do tempo, que tudo corrói, a degradação do material ou o indevido manuseamento em eventuais deslocações, poderiam ser a causa do desaparecimento da componente metálica daquele equipamento urbano. Mas não. A julgar pela imagem haverá quem se dedique à sua metódica retirada. Sabe-se lá com que finalidade. Embora, sem grande esforço, possamos encontrar uma  meia-dúzia de boas justificações para o fazer. Assim do tipo: Aquele pedaço de latão tá mesmo a pedi-las, bora lá tirá-lo e mostrar-lhe quem manda aqui. 
Tratar-se-á, com certeza, de um crime menor. Insignificante, mesmo, no actual contexto. Mas, para quem ainda se lembra das perseguições da policia ao pessoal que se aventurava a tomar banho no lago do Gadanha ou se atrevia a roubar uma laranja das muitas laranjeiras da cidade, não deixa de constituir motivo para lamentar a enorme bandalheira em que vivemos. Ou de lastimar, como diria o outro que é um gajo que fica bem citar, a manifesta ineficácia do sistema de recolha do lixo social.
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publicado às 20:03

Vandalismo

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.11
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publicado às 20:03

Vai-te embora ó melga!

por Kruzes Kanhoto, em 06.06.11
Estas eleições foram, para mim, como um jogo do foculporto. Como, por exemplo aquele fantástico desafio de futebol, realizado em Março de 2005, em que o Nacional da Madeira ganhou por quatro a zero no Estádio do Ladrão. Não porque seja adepto ou, sequer, simpatize com a equipa da ilha do Alberto João, mas porque não consigo deixar de vibrar com as derrotas da agremiação nortenha. 
Ontem, mal comparado, foi mais ou menos a mesma coisa. Não espero rigorosamente nada da vitória eleitoral do PSD – ou melhor, espero muita coisa mas nada de bom – no entanto a derrota de José Sócrates encheu-me de satisfação. E, relativamente a mais considerandos acerca desta criatura, fico-me por aqui. Não é de bom tom bater em mortos e este fulano é já um cadáver politico. Em avançado estado de putrefacção.
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publicado às 20:00

Vai-te embora ó melga!

por Kruzes Kanhoto, em 06.06.11
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publicado às 20:00

Credo, um bicho!

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.11
Da campanha eleitoral agora terminada pouco há a reter. O momento mais marcante, ou pelo menos aquele que me ficou na memória, foi protagonizado por Francisco Louçã quando, referindo-se às posições assumidas por um adversário politico cujo nome não me recordo e nem agora vem ao caso, contou a história do contrabandista que trazia a camioneta cheia de porcos. O homem, apanhado pela Guarda, quando o agente da autoridade o confrontou com o carregamento de suínos, desatou ao berros, num misto de estupefacção e de indignação, gritando a plenos pulmões: “Credo, um bicho! Credo, um bicho!” 
Existe em cada um de nós um contrabandista. Quando confrontados com os nossos contrabandos reagimos quase sempre assim. “Credo, um bicho!” Deve ser por isso que, invariavelmente, nos colocamos ao lado daquele que contrabandeia e contra o agente da lei. Embora, ironia das ironias, seja a este último que pagamos o salário para apanhar o primeiro. Somos mesmo parvos!
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publicado às 11:47

Credo, um bicho!

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.11
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publicado às 11:47

Sem mãos... sem pés... sem higiene!

por Kruzes Kanhoto, em 03.06.11
Depositar o lixo em cima do contentor, atendendo à frequência com que se repete, deve constituir uma espécie de graçola. Parva, sem piada e própria dum – ou duma, sabe-se lá – javardola qualquer, com a mania que é engraçado. Ou, então, com medo de conspurcar as delicadas mãozinhas. O que nem é necessário, pois estes contentores possuem um mecanismo que permite levantar a tampa através de um dispositivo accionado com o pé. A menos que o sapatinho da moda não possa igualmente contactar com o receptáculo do lixo. Só com um banano!
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publicado às 22:25

Sem mãos... sem pés... sem higiene!

por Kruzes Kanhoto, em 03.06.11
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publicado às 22:25

Cada um vê o que quer...

por Kruzes Kanhoto, em 02.06.11
Duas pessoas a olhar para o mesmo cenário são capazes de ver coisas completamente diferentes. Sucede-nos a todos a cada dia. É o caso da campanha publicitária a um produto de beleza, que acabou por ser retirada em virtude de ter havido quem visse nela conteúdo racista. 
Quando muito estaremos perante um caso de publicidade enganosa. Da descarada. Dificilmente alguém acreditará estarmos perante um produto que promova o emagrecimento enquanto, simultaneamente, vai aclarando a pele. Embora o primeiro efeito fosse, com toda a certeza, garantia de sucesso de vendas. Já quanto ao segundo, manifesto sérias reservas. Principalmente agora, que o pessoal começa a ir escurecer o coirão para a beira-mar. 
A mensagem publicitária a tentar transmitir estará, julgo eu, nos painéis situados atrás das senhoras. Pretender-se-à passar a ideia que o produto é óptimo para tirar os riscos do cromado e que, quem o usar, fica com um aspecto todo catita. No entanto, agora que penso nisso, é capaz de ser por aí que alguns notam um certo racismo. De facto aquela não é a cor da pele de alguém de raça negra. Ah! Malandros! Deviam ter colocado ali um quadro completamente preto!
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publicado às 22:41

Cada um vê o que quer...

por Kruzes Kanhoto, em 02.06.11
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publicado às 22:41

Mensagem de ânimo aos apoiantes de José Sócrates

por Kruzes Kanhoto, em 02.06.11
A campanha está, finalmente, a chegar ao fim e, com ela, o governo – comissão liquidatária talvez seja mais apropriado – dirigido por José Sócrates. Felizmente para todos. E hoje nem estou a pensar na esmagadora maioria dos portugueses, que foram vitimas do conjunto de indigentes mentais que tem comandado os destinos do país. O meu pensamento vai para aqueles outros que, coitados, por devoção ao partido ou a outra coisa qualquer que não estou interessado em julgar porque cada um sabe de si, se vêem na obrigação de justificar as patacoadas do líder. Imagino que deve ser doloroso dar a cara por alguém como o ainda Primeiro-Ministro. De facto mostrar publicamente apoio a um candidato cujas afirmações públicas são diariamente desmentidas pela realidade deve ser lixado. Para eles a minha solidariedade. E que a tortura acabe depressa.
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publicado às 19:54

Mensagem de ânimo aos apoiantes de José Sócrates

por Kruzes Kanhoto, em 02.06.11
Mensagem de ânimo aos apoiantes de José Sócrates
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publicado às 19:54

Fim de festa...

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.11
Até Domingo o país está em festa. Uma festarola que já leva vinte cinco anos mas que, para o bem e para o mal – principalmente para este último – tem os dias contados. A factura do desvario colectivo está a chegar e, desta vez, não vai ser paga em prestações suaves ou através de mais um crédito pedido pelo telefone. Nem podemos, sequer, olhar para o lado para fingir que não vemos o credor. A coisa vai mesmo bater fundo e dificilmente a vida voltará a ser como a temos conhecido. 
A verdade é, quase sempre, inconveniente. Incomoda e geralmente dói mais do que um tabefe bem assente. Acredito que, num futuro próximo, quando tivermos de viver à nossa verdadeira dimensão, haverá muita gente a penar. Principalmente aqueles, que já não sendo grande coisa dentro de casa, irão perder toda a prosápia que ainda vão insistindo em evidenciar na rua. No meio de toda uma imensa tragédia que nos irá assolar, essa será a única consequência positiva da factura que nos vão fazer pagar. 
Claro que existe quem não comungue desta opinião e exiba uma fé inabalável em que nada vai mudar. Veremos. Se estiver enganado e esta minha visão não passar de um persistente ataque de pessimismo, daqui por um ano farei um post a retratar-me. Isto se, nessa altura, ainda tiver dinheiro para pagar a internet.
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publicado às 23:05

Fim de festa...

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.11
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publicado às 23:05



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