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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O tempo, o dinheiro e a fauna

por Kruzes Kanhoto, em 30.05.11
Faz-me confusão que existam pessoas que gostem de ir às compras. Por mim acho insuportável. Nomeadamente quando se trata dessa invenção a que chamam superfícies comerciais. Grandes ou pequenas. Por todos os motivos. Assim, de repente, são estes – mais podiam ser mais – os que me ocorrem: O tempo que se perde, o dinheiro que se gasta e a fauna que se encontra. Principalmente aquela fauna que não acredita em pagamentos electrónicos nem em listas de compras. 
Quanto aos primeiros motivos, não há nada a fazer. São daquelas inevitabilidades que apenas posso lamentar. Não sou auto-suficiente em nenhum produto de que necessito para viver, daí que tenha de recorrer ao mercado para suprir as minhas necessidades. Para meu desapontamento a consequência é ver o dinheiro a esfumar-se da carteira a uma velocidade muito superior ao desejável. Isto apenas porque ninguém me dá nada, nem tenho o hábito de surripiar os bens que me fazem falta. 
Por último, mas não menos importante, a fauna que frequenta esses lugares. Nomeadamente aquela – porque a outra não faz grande diferença – que tem a mania de complicar na zona da caixa. Ou porque não acha, no fundo da carteira, as moedas que perfaçam a quantia exacta que corresponde ao pagamento ou, como hoje, o esparveirado que estaciona o carrinho na fila, continua a fazer compras e quando volta, alguns minutos depois, fica desagradado ao constatar que foi ultrapassado. É o que dá não levar uma cábula com os produtos em falta, ou próximo do ponto de rotura, na despensa lá de casa. Por isso, esparveirado aborrecido por ter ficado para trás na fila do Continente, para a próxima diz à Maria que, em vez de ligar para o telemóvel para não te esqueceres das batatas, faça a lista das compras.
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O tempo, o dinheiro e a fauna

por Kruzes Kanhoto, em 30.05.11
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A maldição do pepino

por Kruzes Kanhoto, em 29.05.11
Diz que os pepinos, nomeadamente os espanhóis, andam envenenados. No entanto, garantem-nos os gajos que sabem destes assuntos, não há que ter receio. É que, parece, somos auto-suficientes em matéria de cucumis sativus e, como tal, não os importamos. Nem de Espanha nem de nenhum outro lado. O que, apesar de estranho, esperemos seja verdade. 
Por mim estou tranquilo. Mas só relativamente. Não gosto de pepino, mantenho as rodelas que me aparecem na salada a uma prudente distância e, se as alegadas bactérias que infestam o fruto alegadamente contaminado não se propagarem para além dele, penso que poderei considerar-me a salvo. 
Temo, no entanto, que não seja bem assim. Face a outras utilizações que por cá se dão ao citado vegetal, nomeadamente em matéria de beleza, começo a encontrar nesta problemática do pepino a explicação para a elevada percentagem de eleitores que manifestam intenção de votar no Sócas. Afinal as pessoas não estão loucas. Andam é a fazer tratamento caseiro para combater as olheiras e os efeitos provocados pelos irritantes seres microscópicos, mesmo quando não são ingeridos, revelam-se igualmente perniciosos. Bem feita. Ninguém nos manda ser vaidosos. 

PS (livra!) - Rima, mas espero que não seja verdade.
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A maldição do pepino

por Kruzes Kanhoto, em 29.05.11
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Memorando a quanto obrigas

por Kruzes Kanhoto, em 27.05.11
Há quem insista em vender a ideia que o poder local gere os recursos colocados à sua disposição – sempre poucos, segundo se apressam a alegar – muito melhor do que a administração central. Pode, até, ser verdade. Mas isso não quer dizer que a nível autárquico o dinheiro dos contribuintes – do concelho, portugueses em geral ou europeus – seja convenientemente administrado. Pelo contrário. Por norma, é muitíssimo mal-gerido. Só assim se explica que o volume total do endividamento liquido acumulado pelos municípios, à data de trinta de Setembro do ano passado, fosse de 3.696 milhões de euros. E desconfio que, de então para cá, a tendência não terá sido no sentido descendente. 
Muitos dos que não tem a gestão dos municípios portugueses em grande conta, concedem que o peso do endividamento autárquico não terá importância significativa no peso total no défice das contas nacionais. Hesito quanto a isso. Principalmente quando se lê atentamente o “memorando”  - o  tal que ninguém discute e todos preferem ignorar - e se faz um pequeno exercício matemático leva-nos a concluir, com facilidade, que o peso do défice autárquico não é assim tão negligenciável como alguns querem fazer crer. 
O desvario com que a generalidade das autarquias tem sido governada está, no entanto, prestes a chegar ao fim. Nos dois próximos anos os municípios portugueses vão receber menos 525ME mas, mesmo assim terão de reduzir o actual nível de endividamento. O que vai constituir um desafio interessantíssimo para autarcas habituados a gastar sem controlo, sem limite e muitas vezes sem critério. O pior, embora poucos acreditem nisso, é que vai mesmo de ter que ser assim. Senão a tia Merkel – rabugenta e chata – não manda o dinheirinho para a malta se ir governando.
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Memorando a quanto obrigas

por Kruzes Kanhoto, em 27.05.11
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A manif dos mal apessoados

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.11
Não consigo ter grande simpatia pelos ajuntamentos, alegadamente espontâneos, que vão ocorrendo nos locais mais emblemáticos de diversas cidades europeias. A minha falta de entusiasmo relativamente a estas manifestações nada tem a ver com os propósitos das mesmas ou com as ideias defendidas pelos manifestantes. Sejam as ideias e os propósitos quais forem. Até porque, nem eles sabem ao certo que motivos devem alegar para estar ali. Estão porque sim e isso parece-lhes suficiente. 
O que verdadeiramente me desagrada – e surpreende ainda mais - é que nestes encontros a esmagadora dos participantes seja gente mal-vestida, de especto esquisito e com manifesta aversão a hábitos de higiene. Mal apessoada, em suma. A coisa piora ainda mais quando abrem a boca. Independentemente do provável mau-hálito, utilizam um discurso próprio de alguém que vive numa espécie de realidade paralela. Ou que está sob o efeito de um qualquer produto cujas propriedades não potenciam a eloquência do discurso nem a clarividência do raciocínio. 
Constitui um verdadeiro enigma, talvez seja mesmo um caso a estudar, que nestas concentrações não participe gente com as ideias em ordem, razoavelmente vestida e que entre os seus costumes inclua um banho de vez em quando. A ausência destes atributos parece ser até uma das condições exigíveis para participar naquilo. É por isso que me arrisco – e desta vez com a certeza de não errar – que palhaçadas destas não vão a lado nenhum. A não ser para casa. De onde nunca deviam ter saído.
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A manif dos mal apessoados

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.11
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Ignorância selectiva

por Kruzes Kanhoto, em 24.05.11
Pedro Passos Coelho manifestou, não sei ao certo quando mas foi um dia destes, o seu desagrado perante o que considerou ser o facilitismo das Novas Oportunidades e a maneira como rapidamente se obtém um diploma ao abrigo daquele programa. Salientou, inclusive, que se trata tão somente de certificar a ignorância. Embora, mais tarde e perante o aproveitamento politico que os adversários fizeram da questão, tenha vindo esclarecer que não era bem isso que queria dizer e que a intenção foi denunciar as acções propagandisticas patrocinadas pelo governo. 
Terá PPC alguma razão quanto a esta matéria. Muita, até. Toda, pronto. Mas podia ter alargado o seu conceito de ignorante a muita outra gente – jovem, praticamente toda – que conclui o nono ano sem saber ler ou escrever. Malta que apenas frequenta um estabelecimento de ensino porque a isso é obrigada, que só vai à escola para roubar, agredir ou para que os pais recebam o rendimento mínimo e tenham assim um meio fácil de subsistência sem se esforçar muito. Toda uma imensa cambada que, no fim, leva como prémio um certificado do nono ano de escolaridade. E nem vale a pena a intelectualidade contrapor com argumentos bonitos e muito rebuscados, porque toda a gente sabe que é assim. 
Veja-se o caso de um vídeo que corre pela Internet, em que duas alunas agridem uma terceira, e que terá sido feito e colocado on-line por um jovem de dezoito anos que, segundo rezam as crónicas, terá o sétimo ano de escolaridade e frequentará um curso profissional. Que, suponho, no final lhe garantirá o nono ou mesmo o décimo segundo ano. Para PPC, presumo, neste caso, não estaremos a certificar a ignorância. Quero acreditar que ele será, no final do curso, um excelente profissional naquilo que aprendeu – realização cinematográfica, por exemplo – mas daí a merecer o certificado do ensino secundário, vai uma grande diferença. Entre o diploma deste jovem e o de um adulto das Novas Oportunidades, por mais que me esforce, não vislumbro diferença significativa. Mas isso sou eu, que não passo de um ignorante. Já PPC simplesmente ignora esta realidade. E outras, também.
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Ignorância selectiva

por Kruzes Kanhoto, em 24.05.11
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Gente que não tem ementa

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.11
Recrutados na região da grande Lisboa, paquistaneses – ou indianos, não interessa nada – e africanos de diversas nacionalidades, vieram até Évora apoiar o grande líder. Juntaram-se às velhinhas de bigode da região que, mobilizadas pela estrutura local do partido que se propõe defender Portugal sabe-lá do quê, manifestavam o seu contentamento por verem de perto tão bem parecida criatura. E pela excelência dos morfes a que tiveram direito, também. Principalmente por isso, porque, garantia outra velhota do alto da sua sabedoria, quem vê caras não vê corações. 
A tão multicultural comício faltou apenas a comunidade muçulmana. Dizem os maldicentes - os tais que apenas sabem dizer mal de tudo e estão sempre a atacar o PS, que é como quem diz Portugal - que não vieram por causa do lanche. Com a pressa, a organização não terá tido tempo de encontrar um menu alternativo às sandes de fiambre. O que terá inviabilizado a presença de uma significativa legião de seguidores do profeta. Do verdadeiro, claro. Consta que, colocados perante uma ementa atentatória das suas crenças, terão apenas enviado os camelos...
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Gente que não tem ementa

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.11
Gente que não tem ementa
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Isto sim é que eram PEC's, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 22.05.11
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<div style="color: blue; text-align: justify;"><div style="color: black;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">O Primeiro PEC, à boa maneira Guterrista, era assim:</span></le="font-size:></div><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">1: Limitar o crescimento da despesa corrente primária a quatro por cento por ano;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">2: Reduzir drasticamente e de imediato a admissão de novos funcionários;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">3: Utilizar a bolsa de emprego para flexibilizar a gestão de recursos humanos;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">4: Não efectuar novas reestruturações de carreiras até final de 2003;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">5: Moderar os aumentos salariais;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">6: Permitir um endividamento controlado da Administração Local;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">7: Acompanhar a criação de empresas municipais;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">8: Aprovar uma lei de Estabilidade Orçamental;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">9: Eliminar uma incorporação do segundo semestre de 2001 no SMO e reapreciar as incorporações de 2002;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">10: Reformar a gestão do serviço nacional de saúde (SNS);</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">11: Racionalizar a despesa do SNS e combater o desperdício;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">12: Reforçar o controlo da despesa na ADSE e nos outros subsistemas de saúde;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">13: Gerir conjuntamente os serviços sociais;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">14: Regulamentar no prazo de um ano a convergência gradual do regime da Caixa Geral de Aposentações para o da Segurança Social;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">15: Concretizar um programa de extinção de serviços públicos;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">16: Não permitir a criação de novos serviços;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">17: Reapreciar sistematicamente e racionalizar os quadros de pessoal;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">18: Reapreciar até final de 2001 grandes projectos de investimento em processo de decisão;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">19: Melhorar o acompanhamento dos grandes projectos de investimento público e as parcerias público-privado;</span></le="font-size:><br /><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;"></span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">20: Avaliar e acautelar os custos correntes dos projectos de investimento;</span></le="font-size:><br /><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;"></span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">21: Reestruturar e redimensionar o sector empresarial do Estado;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">22: Reavaliar o preço dos bens e serviços públicos, sem prejuízo das opções de política social;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">23: Cortar as dotações congeladas ao abrigo da lei nº 30/C/2000;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">24: Reduzir as horas extraordinárias;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">25: Rever os contratos de avença e tarefa;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">26: Congelar até final de 2002 as aquisições de edifícios;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">27: Congelar até o final de 2002 as aquisições de material de transporte;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">28: Reduzir o dispêndio dos serviços em viaturas;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">29: Reduzir a despesa com deslocações;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">30: Gerir eficientemente os meios financeiros do Estado absorvendo saldos de gerência excessivos;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">31: Controlar a despesa com bonificações;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">32:Reapreciar os suplementos remuneratórios e eliminar os casos em que deixaram de ter justificação;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">33: Extinguir estruturas temporárias;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">34: Regulamentar os serviços mínimos;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">35: Elaborar um orçamento plurianual;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">36: Elaborar o orçamento do Estado em duas fases;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">37: Criar em cada ministério um responsável pelas contas;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">38: Reduzir o grau de rigidez do OE e a assunção de encargos deficientemente avaliados;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">39: Reforçar a disciplina na assunção de encargos plurianuais;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">40: Limitar no tempo os subsídios, benefícios e apoios desta natureza;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">41: Adoptar um método de orçamentação que permita avaliar o desempenho dos serviços;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">42: Dinamizar a unidade de tesouraria do Estado;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">43: Melhorar a gestão do património do Estado a acelerar a elaboração do cadastro patrimonial;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">44: Aplicar o regime de administração financeira do Estado a toda a administração pública até final de 2002;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">45: Obrigar à adopção do POCP a toda a Administração Pública até final de 2002;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">46: Avaliar a despesa pública e melhorar a eficácia do controlo interno.</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">47: Realizar auditorias externas aos serviços;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">48: Promover a certificação de contas;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">49: Definir um novo regime de responsabilidade por ilícitos financeiros;</span></le="font-size:></div><div style="color: blue; text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;">50: Contratualizar a autonomia de gestão dos serviços públicos".</span></le="font-size:></div><div style="text-align: justify;"><le="font-size: small;=""><span style="font-style: normal;"> </span></le="font-size:></div><div align="JUSTIFY" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"><div style="text-align: justify;"><i><span style="color: black;"><span style="font-family: Calibri,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-style: normal;">Em2001 já era mais que visível o desiquilíbrio das contas públicas.Daí que o governo de António Guterres tenha sido colocado nacontingência de elaborar um plano de combate ao défice, uma espéciede PEC em versão light, que incluía cinquenta medidas que visavamcombater o descalabro que então se começava a vislumbrar. Onze anosdepois, nove dos quais com governos socialistas, constitui uminteressante desafio tentar perceber quantas destas intenções,chamemos-lhe assim, foram concretizadas. </span></span></span></span></i></div><i><span style="color: black;"><span style="font-family: Calibri,sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-style: normal;">Presumoque o triunvirato de credores tenha feito o mesmo exercício. Terão,acredito, sido avisados que um dos ministros da época era JoséSócrates. O que, naturalmente, não os deixou descansados. Nem ocaso é para menos. Porque quem não implementou aquele rol de ideiasvagas não terá, com toda a certeza, intenção nenhuma de aplicaras medidas durissimas e dramáticas com que se comprometeu. O que até nem seria mau, se ele não nos quisesse convencer que as medidas são leves e, com boa vontade, até podem ser consideradas excelentes.</span></span></span></span></i></div>
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Isto sim é que eram PEC's, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 22.05.11
Isto sim é que eram PEC's, pá!
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Garnisé cantante

por Kruzes Kanhoto, em 21.05.11
No rescaldo do debate de ontem entre José Sócrates e Passos Coelho, Miguel Sousa Tavares, conhecido especialista em analisar tudo e mais alguma coisa, referindo-se às despesas com a saúde, afirmava peremptoriamente que o país não tem dinheiro para levar os doentes que moram na província a consultas ou tratamentos em Lisboa. Concluiu de seguida que deviam ser os familiares, vizinhos ou amigos – esqueceu-se de mencionar os parentes afastados – a tratar do caso. Até, reforçou, pelos deveres de solidariedade que todos devemos praticar. Não sei se o fulano ainda possui um monte no Alentejo. Se assim for esta posição constituirá uma boa noticia para os vizinhos que, em caso de se sentirem enrascados, já sabem a quem recorrer numa próxima ida médico. 
É por demais óbvio que o país não terá dinheiro para tudo. Era, até, quase capaz de assegurar que não tem graveto para nada. Não pode, no entanto e ao contrário do que afirma MST, cortar na assistência médica a quem dela precisa. Seja rico ou pobre, velho ou novo, resida em Lisboa ou em Estremoz. Se, como também é compreensível, não pode existir um hospital com todas as especialidades em cada aldeia, não parece também difícil de entender que o Estado tem de assegurar os recursos necessários para levar os cidadãos até onde existem os meios para os tratar. É, aliás, o que faz com bandidos a quem os juízes aplicam penas de prisão para ser cumprida ao fim de semana. Não existindo uma cadeia em cada terra, o Estado – o mesmo que não tem dinheiro para transportar doentes – coloca um taxi à porta de casa do meliante para o levar à choça no Sábado de manhã e outro, à saída da choldra no domingo á noite, para o trazer de regresso ao aconchego do lar. 
MST não reconhece aos cidadãos que residem longe dos grandes centros urbanos os mesmos direitos que assistem aos que lá moram. Apesar de pagarmos os mesmos impostos e cumprirmos deveres iguais. Evocar falta de recursos, quando se trata de saúde, é uma argumentação tão desprezível quanto quem a usa. A solução terá de passar antes pela melhor distribuição dos meios disponíveis e pela moralização das isenções. Quer das pessoas quer dos actos médicos. Porque não lembra a ninguém – excepto a alguns tresloucados – que se façam abortos à borla, se distribuam gratuitamente produtos alternativos à droga, que se isentem de taxas todos os indivíduos de uma determinada etnia, independentemente de serem ricos ou pobres, ou que – ao que se diz e por vezes escreve - se façam intervenções cirúrgicas que apenas servem para satisfazer a vaidade do paciente ou ajudar a carreira do médico. Tudo isto enquanto – alegam - não há dinheiro para transportar alguém realmente doente.
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Garnisé cantante

por Kruzes Kanhoto, em 21.05.11
Garnisé cantante
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Cartazes

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.11
Este cartaz anuncia uma qualquer espécie de evento que, um destes dias, se vai realizar por cá. Não sei ao certo o que é, nem, em boa verdade – e em má também – me interessa. O que acho interessante é que se vão realizando iniciativas deste género. E de outros. Pena que não sejam mais frequentes. Mesmo que alguns as desvalorizem, são importantes como factor de dinamização. Nomeadamente a nível económico. Um acontecimento destes, para além de constituir um pólo de atracção para trazer pessoas à cidade, mexe com diversos sectores da economia local. Desde o gajo que vai vender as cervejas até à gráfica que imprimiu os cartazes. A menos que, coisa em que não acredito, alguém ofereça a cerveja.
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Cartazes

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.11
Cartazes
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Um dia destes estamos fundidos

por Kruzes Kanhoto, em 19.05.11
Apraz-me constatar que há mais quem pense como eu quanto à forma como deve ser reorganizado o quadro autárquico do país. Se, coisa em que não acredito, essa parte do programa de governo que nos foi mandado cumprir chegar a ser executada. Propunha alguém, ligado ao Partido Socialista e responsável por uma entidade oficial responsável pela gestão territorial, que o caminho a seguir seria o da fusão de municípios, e dava como exemplo o caso de Gaia e Porto que deviam, na sua opinião, constituir apenas um concelho. Já quanto ao interior era de opinião que, a nível concelhio, seria de manter a actual estrutura pois, em seu entender, fundir ou extinguir municípios conduzirá a uma ainda mais acentuada desertificação. 
Esta posição coincide exactamente com aquilo que venho escrevendo há anos e, não é para me gabar, mas a única que fará algum sentido. Não sendo totalmente ingénuo sei que tal ideia é absolutamente irrealista e, se extinguir Barrancos ou Monforte ia ser uma chatice, fazer fusões como a proposta seria a “guerra civil”. Temo, por isso, que se por um extraordinário acaso a medida da troika se concretizar e o futuro governo seja mesmo obrigado a mexer na divisão administrativa vigente, a opção recaia, por exemplo, em juntar num só os concelhos de Estremoz, Borba e Vila Viçosa. Tinha, concordarão, a sua piada. Negra, estarão igualmente de acordo.
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Um dia destes estamos fundidos

por Kruzes Kanhoto, em 19.05.11
Um dia destes estamos fundidos
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