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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Revellionzinho

por Kruzes Kanhoto, em 31.12.10
A foto que acompanha este texto serve de perfeito contraponto ao post de ontem. Apesar de os autarcas das freguesias raramente obterem o reconhecimento que a esmagadora maioria merece, é amplamente reconhecido - pelo menos por aqueles que têm algum conhecimento destes temas – que é a este nível da administração que o dinheiro dos portugueses melhor é gerido. Talvez por ser pouco. Se calhar, digo eu que gosto muito de dizer coisas, os cortes do Sócas nas transferências para as autarquias só pecam por demasiado pequenos. 
Atendendo a tudo o que assistimos ao longo dos últimos anos, nomeadamente daquele que agora finda, atingiu-se um ponto de inversão de valores difícil de compreender, onde o exemplo é, inexplicavelmente, pedido aos de baixo. O que, pensando bem, nem será coisa que me deva admirar assim tanto. Afinal a malta lá de cima não passa de uma cambada de invertidos. Quem não acredita, ou acha que estou a ser injusto, que vá ler a legislação produzida por esta gente.
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Revellionzinho

por Kruzes Kanhoto, em 31.12.10
Revellionzinho
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Festejar hoje e pagar (talvez) um dia destes.

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.10
O fim do ano está a chegar e com ele as festas de arromba. O que é bom. Nomeadamente as festas. Nada como festejar. Sejam quais forem os motivos. Todos eles são bons e passar de um ano para o outro em animada festarola afigura-se-me como algo bastante prazenteiro. 
Deve ser o que pensam os uns quantos municípios que, apesar de endividados e de cofres vazios, não prescindem de ver os seus munícipes alegres. Para que tal aconteça, resolveram assinalar condignamente a ocasião. Claro que, da noite para o dia, muitas centenas de milhares de euros vão voar para fora dos respectivos concelhos. Poderá até pensar-se – uns quantos parvos, se calhar, vão ter o atrevimento de o fazer – que com esse dinheiro podiam pagar umas quantas dividas a empresas que venderam produtos ou prestaram serviços à autarquia e, assim, contribuir para a sua sobrevivência e para garantir postos de trabalho. Mas não. Ter a malta animada é que é uma coisa importante. Constituirá, desconfio, o principal desígnio de qualquer autarca que se preze.
A liderar este tipo de festividades, no sentido em que se esmera no programa com que brinda quem por lá quiser passar de ano, está uma autarquia que devia, em trinta e um de Dezembro de dois mil e nove, mais de sessenta e dois milhões de euros aos seus fornecedores. Bagatelas.
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Festejar hoje e pagar (talvez) um dia destes.

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.10
Festejar hoje e pagar (talvez) um dia destes.
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Empatas

por Kruzes Kanhoto, em 29.12.10
Penso ter, em tempos, escrito qualquer coisa acerca da perplexidade que me causa a estranha e absoluta necessidade daquelas pessoas que não têm ocupação nem horário a cumprir – porque estão reformadas, desempregadas ou por outro motivo qualquer que não é para aqui chamado – e, apesar disso, escolhem precisamente a hora de almoço, ali entre o meio dia e meia e as treze horas, para fazer as suas compras diárias. Volto hoje ao tema porque continuo a acreditar, mas isso sou eu a dizer, que não custava nada tratar da aquisição dos bens essenciais à sua subsistência aí pelas dez da manhã. Ou pelas onze, vá. Até porque não acredito que seja gente para prolongar manhã dentro a sua estadia na cama. De resto para deitar cedo e tarde erguer boa companhia se há-de ter e não me parece que seja o caso. 
Isto aplica-se especialmente às senhoras de idade mais avançada. O que, estando Estremoz cheio delas, assume proporções alarmantes. Tenho o maior respeito pelas velhotas. Até porque, não tarda, serei tão velho como elas são agora e, quase de certeza, ainda mais chato e rabugento. Mas, confesso, causa-me uma especial irritação sair do emprego e ver os minutos da minha hora de almoço esvaírem-se na fila da padaria, do talho ou do supermercado porque, à minha frente, umas quantas velhinhas - ou outros desocupados - escolheram exactamente aquela altura para fazer o que podiam ter feito nas três horas anteriores. Isto porque, ao contrário delas, não posso ficar a degustar tranquilamente a minha refeição pela tarde fora. 
Se viver o suficiente para isso, vou vingar-me. Hei-de fazer o mesmo. Talvez, até, pior. Depois de fazer as compras passear-me-ei de carro pela cidade. A dez à hora. Só para chatear aqueles malucos apressados, que insistem em cumprir horários, e que vão atrasados para o emprego porque perderam parte da hora de almoço empatados por quem podia fazer compras noutro horário.
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Empatas

por Kruzes Kanhoto, em 29.12.10
Empatas
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Inversões

por Kruzes Kanhoto, em 28.12.10
A paneleiragem nacional, nomeadamente aquela que se expressa na blogosfera e na comunicação social, rejubila com a adopção de uma criança pela parelha de paneleiros constituída por um conhecido cançonetista britânico e alegado marido. É pelo menos assim que se referem as noticias que nos relatam o acontecimento quando mencionam o larila que vai ao cú do tal cantante. 
Afirmar que o rebento é filho do casal de rabetas, apesar de concebido numa barriga de aluguer e de nenhum dos dois ter tido qualquer intervenção no acto que gerou aquela vida, denota, manifestamente, uma falta de rigor quase tão grande quanto a vontade de ver por cá legalizada idêntica possibilidade. Seria, com certeza, muito mais correcto informar que dois fulanos adoptaram uma criança. Mas isso não seria noticia. Já noticiar que um casal mediático – marido e esposa, portanto – são agora pais tem outro impacto, parece uma coisa importante e constituirá até um exemplo de transbordante modernidade que nos faz exultar de alegria. Mesmo que se trate de um par de panascas que, provavelmente, terão pago uma fortuna pelo petiz.
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Inversões

por Kruzes Kanhoto, em 28.12.10
Inversões
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Misturas muito caras

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.10
Não tenho grandes preocupações ambientais. Acredito que o planeta terá uma capacidade de regeneração maior que os estragos que lhe vamos fazendo e que, muito provavelmente, sobreviverá, ao contrário de nós, às nossa agressões. 
O desprendimento relativamente a estas questões não impede de me indignar com a forma como os estremocenses – e os portugueses em geral – tratam os resíduos domésticos que produzem. Apesar de o número de ecopontos, pelo menos na cidade, ser já relativamente significativo, continua a ser um procedimento recorrente a ausência de separação do lixo. Em muitas circunstâncias nem se pode falar de comodismo porque, no caso da imagem, o local correcto para depositar os garrafões está a cinco metros. 
Esta atitude negligente custa anualmente a cada município muitos milhares de euros. Numa altura de aperto como a que vivemos em que cada euro é importante, cada um pode, à sua maneira, contribuir para racionalizar recursos. Separar o lixo e depositá-lo no sitio certo é uma delas. Mas, pelos vistos dá muito trabalho. É mais fácil berrar contra os escandalosos ordenados e outras mordomias dos malandros dos funcionários municipais.
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Misturas muito caras

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.10
Misturas muito caras
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Dar desconto aos descontos

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.10
Entre os muitos rectângulos de plástico, com chip incorporado ou banda magnética colada nas traseiras, que quase todos transportamos na carteira – o cartão tornou-se um elemento fundamental nas nossas vidas – encontram-se um, ou mais, cartões de uma qualquer cadeia de lojas onde, com mais ou menos frequência, deixamos uma parte do nosso ordenado. Ou rendimento. Estes cartões, que oferecem inúmeras e fabulosas vantagens que até chateiam de tantas e tão fabulosas que são, procuram fidelizar o cliente e através de um sistema de acumulação de pontos, descontos ou promoções levá-lo a voltar ao local da compra e, de preferência, a gastar mais. Nada de anormal quanto a este procedimento nem, assim à primeira vista, nada de reprovável nesta estratégia. Afinal o gajo da loja está ali para vender e quem compra fica satisfeito porque acredita que ganhou qualquer coisita. 
A coisa muda de figura quanto querem fazer do consumidor parvo. O que, em muitas circunstâncias, conseguem sem esforço de maior. Veja-se, para não irmos mais longe, o caso dos alegados descontos do Modelo e Continente. Mesmo deixando de lado que o valor do desconto obtido apenas pode ser usado em futuras compras – constitui uma das cláusulas do contrato que regula o uso do cartão de fidelização – o produto onde é conseguido é, por norma, substancialmente mais caro que outro equivalente. A titulo de exemplo refira-se que um bolo rei nestas condições custava sensivelmente o dobro de outro a que a promoção não se aplicava. E nem sequer era uns daqueles produtos amaricados a que agora chamam gourmet - ou lá o que é - tratava-se de um bolo, assim à primeira vista e à excepção da embalagem, exactamente igual ao outro. 
Este é um procedimento recorrente para o qual devemos estar atentos. Se a quem vende interessa fazer sair a mercadoria do estabelecimento, quem compra tem obrigação de estar cada vez mais atento e não se deixar levar em promoções, descontos e outros esquemas manhosos em que quem fica a ganhar são sempre os mesmos. Até porque é para isso que eles lá estão.
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Dar desconto aos descontos

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.10
Dar desconto aos descontos
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Post de Natal

por Kruzes Kanhoto, em 25.12.10
Talvez por causa da crise, do desemprego, da fome, da miséria e de tudo o que mais se sabe – também por causa da espírito natalício, claro - foi reconfortante ver todas as mesas – sublinho todas – da cafetaria do Modelo de Estremoz, na manhã de sexta-feira, ocupadas por famílias ciganas residentes no bairro contíguo ao supermercado. Papás, mamãs, putos ranhosos e um ou outro avô ou avózinha, desgrenhados e com cara de quem acabou de acordar, tomavam o seu pequeno almoço. Galões, leite com chocolate, bolos e torradas enchiam as mesas enquanto guardanapos de papel, restos e coisas dificilmente identificáveis ocupavam o pavimento em redor. Outros, provavelmente com o estômago já aconchegado ou aguardando a sua vez para o aconchegar, deambulavam pelo local em alegre algazarra. Foi bonito, pá. E diz que é assim todos os dias. 
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Post de Natal

por Kruzes Kanhoto, em 25.12.10
Post de Natal
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Há gente com cada ideia...

por Kruzes Kanhoto, em 23.12.10
“Os sacrifícios têm de ser equitativamente distribuídos por todos”. É o que acha um bispo da Igreja católica portuguesa. Vá lá saber-se porquê existem pessoas com a mania de distribuir coisas. Nomeadamente as más. Devem pensar que são uma espécie de Pai Natal mas ao contrário. Justo, mas mesmo justo, seria dividir as coisas boas por todos. Isso sim. Agora dividir as más – assim tipo...os sacrifícios – parece-me muitíssimo mal. Cá para mim os  ditos sacrifícios devem ser distribuídos pelo menor número e, de preferência, pelos do costume. Assim como assim já estão habituados.
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Há gente com cada ideia...

por Kruzes Kanhoto, em 23.12.10
Há gente com cada ideia...
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Mouro queixinhas

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.10
Um extremoso papá muçulmano, a viver em Espanha mais a sua numerosa prole, ficou irritado porque na escola pública espanhola frequentada pelo seu rebento – um pequeno Mohamed, presumo – o professor cometeu o atrevimento – heresia, como eles dizem – de citar o presunto como exemplo para melhor explicar a matéria que estava a leccionar. É, de facto, chocante e justifica perfeitamente a atitude daquele seguidor do profeta que, chateado com tamanho dislate, tratou de apresentar queixa contra o docente. Bem feita, porque isto de falar das pernas de um porco na presença de muçulmanos a residir na Europa, ainda para mais numa escola oficial, não lembra a ninguém. 
Se a atitude do queixinhas já é suficientemente parva, nem sei como qualificar a da policia. Ao que parece não só aceitaram a queixa, como se deslocaram à escola no intuito de ouvir o professor e suposto criminoso. Que por enquanto – e sublinho por enquanto - ainda não foi preso. Não tardará, qualquer referência a coisas que a mourama considere blasfémia, ainda que feita em território europeu, constituirá um crime punível sabe-se lá com que pena. Talvez, até, a morte por apedrejamento. Tudo, claro, com o alto patrocínio dos multiculturalistas.
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Mouro queixinhas

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.10
Mouro queixinhas
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Finalmente uma grande ideia!

por Kruzes Kanhoto, em 20.12.10
Um jornal online pediu a algumas personalidades - umas mais conhecidas que outras – que, cada uma, desse uma ideia para o país. A maioria dos inquiridos não revelou grande imaginação e as respostas obtidas não constituirão, seguramente, grande contributo nem para a melhoria da nossa situação nem, com toda a certeza, merecerão especial atenção por parte de Sócrates e seus sócretinos. 
Cooperação, exigência, qualidade, são chavões mais que batidos e que, quanto mais são repetidos menos impacto vão tendo nos destinatários. Apesar disso incluíram a receita de alguns notáveis. Já a “fusão com o Brasil”, a “poupança de energia” e “aumentar o número de nascimentos” me parecem argumentos bastante valorizáveis. Até porque – e provavelmente não serei apenas eu a pensar assim – existe uma curiosa interligação entre eles que nem mesmo a questão da economia energética ali pelo meio consegue disfarçar. Principalmente para aqueles que preferem às escuras. 
Não sei se pode ser considerada como ideia, mas a afirmação proferida por um dos entrevistados é verdadeiramente genial e vale o tempo perdido a ler o conjunto de lugares comuns que até eu, que não percebo nada destas coisas, era capaz de proferir. Garante um dos elementos do painel que “todos os nossos problemas estarão resolvidos quando cada chinês beber uma garrafa de vinho português”. Por dia, acrescento eu.
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Finalmente uma grande ideia!

por Kruzes Kanhoto, em 20.12.10
Finalmente uma grande ideia!
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