Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Rotos

por Kruzes Kanhoto, em 31.05.10
Não faço ideia de quantos contentores do lixo são, por ano, destruídos no Concelho. Acredito que sejam muitos. A sua substituição é cara, exige recursos que poucos percebem ser escassos e que podiam ser aplicados noutras áreas – muitas certamente - não fosse a despreocupação com que olhamos para o bem público e a indiferença com que assistimos à destruição daquilo que, também, é nosso.
Mesmo sendo hoje um dia histórico para a malta esquisita, a coisa até meteu almoçarada com o não menos esquisito pseudo-engenheiro, parece-me completamente desnecessário fazer isto aos recipientes destinados à recolha de resíduos sólidos da nossa cidade. Para rotos já chegam esses javardolas que daqui por uns dias se vão poder divorciar.
Compartilhar no WhatsApp

Rotos

por Kruzes Kanhoto, em 31.05.10
Rotos
Compartilhar no WhatsApp

A contradição já não é o que era

por Kruzes Kanhoto, em 30.05.10
Na anterior crise o importante era gastar. Criar incentivos às empresas, distribuir generosamente dinheiro pelas famílias mais carenciadas e fomentar o crescimento económico mesmo que isso significasse fazer disparar o deficit para valores estratosféricos. Isso, na altura, era visto como algo de necessário e apresentado até como um acto de boa gestão. Dizia-se, à época, que tinha acabado a era dos economistas e que de então em diante prevaleceria a lógica da política. 
Esta teoria disparatada foi rapidamente seguida por muitas autarquias. De um dia para o outro desatámos a ter notícias de planos anti-crise que iam surgindo um pouco por todo o lado. De resto neste campo as autarquias estavam como peixe na água, porque distribuir de maneira generosa e magnânima o dinheiro dos contribuintes está-lhes na génese. 
De repente – em três semanas, diz o outro pantomineiro – o mundo mudou, a crise também e onde antes se punha dinheiro é agora urgente tirá-lo. Assiste-se agora a idêntico frenesim autárquico, mas de sentido contrário, e são às dúzias as Câmaras a anunciar a tomada de medidas visando a contenção de despesas. De resto não é difícil escolher onde cortar. Ao longo dos anos as autarquias habituaram-se a gastar, investir dizem eles, como se não houve amanhã ou se o dia seguinte fosse de uma radiosa prosperidade. 
É bom que seja este o caminho a seguir. Mais tarde ou mais cedo será inevitável extinguir municípios e freguesias e se os gregos optaram por extinguir os que têm menor número de habitantes – dez mil no caso – nada nos garante que, por cá, alguém não possa ter a ideia de acabar com os mais endividados…
Compartilhar no WhatsApp

A contradição já não é o que era

por Kruzes Kanhoto, em 30.05.10
A contradição já não é o que era
Compartilhar no WhatsApp

Se "escutados" e "filmados" trabalham todos no mesmo ramo porquê proceder de maneira diferente?!

por Kruzes Kanhoto, em 27.05.10
Da mesma forma que a divulgação de escutas, ainda que alegadamente reveladoras de potenciais crimes, não é autorizada sendo até punida criminalmente, também a exibição de imagens de um assalto a uma estação do CTT, pelos vários canais televisivos nos seus espaços noticiosos, não devia ter sucedido. Ocorrem-me razões de vária índole para sustentar o que afirmo. A saber:
 - A falta de autorização dos jovens – é assim que agora são conhecidos os meliantes – para a divulgação da sua imagem. Este procedimento, altamente condenável, pode constituir uma violação da sua privacidade e dar azo a que estes interponham uma acção contra quem autorizou a divulgação do filme. De estranhar até que não tenham interposto uma providência cautelar ou, melhor ainda, se tenham apoderado das câmaras antes de abandonar o edifício. Uma coisa assim do tipo acção directa;
 - A relativa facilidade com que o trabalhinho foi feito e o êxito da operação podem suscitar o interesse de outros pacatos cidadãos que, por uma ou outra razão, têm ficado privados dos seus meios de subsistência. Sabe-se que, por enquanto, na actividade dita criminal ainda não existe desemprego, embora a existência de cada vez mais pessoas a procurarem esta carreira possa alterar radicalmente esta realidade;
 - A tentativa de agressão de que foi alvo um dos intervenientes na operação. Como é perfeitamente visível nas imagens foi atirado um objecto que, a atingi-lo, podia ter colocado em causa a sua integridade física. Este mau exemplo, se seguido por futuras vítimas, pode influenciar o actual equilíbrio de forças e vir a condicionar o desempenho dos técnicos de angariação de bens alheios. O que, principalmente numa altura de crise, não é nada bom. Injustamente esta é ainda uma profissão não reconhecida, com poucos direitos laborais e como os profissionais do sector nem sempre cumprem com as suas obrigações com a segurança social, qualquer acidente em serviço é susceptível de causar sérios prejuízos no rendimento mensal obtido pelo técnico atingido.
Temos, felizmente, uma Justiça sensível a estas questões. Estou, por isso, em crer que em breve serão tomadas medidas sérias que evitem a exposição inqualificável dos "jovens" que, abnegadamente, se dedicam a estas causas. E, já agora, que se identifique o patife que atirou o balde, ou lá o que era, na direcção do profissional que, de forma honesta e briosa, fazia o seu trabalho. Coisas destas não podem ficar impunes sob pena de a justiça cair na rua.
Compartilhar no WhatsApp

Se "escutados" e "filmados" trabalham todos no mesmo ramo porquê proceder de maneira diferente?!

por Kruzes Kanhoto, em 27.05.10
Se "escutados" e "filmados" trabalham todos no mesmo ramo porquê proceder de maneira diferente?!
Compartilhar no WhatsApp

A falta de fair-play da paneleiragem

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.10
Não me canso de afirmar que o verdadeiro ataque à liberdade de expressão não vem, como nos últimos anos muitos nos têm feito crer, dos políticos que ocupam os mais variados cargos aos diversos níveis do poder. Nem mesmo José Sócrates, apesar de todas as manigâncias em que é acusado de estar envolvido, conseguiu calar ninguém. Mesmo quando circunstancialmente levou a sua avante e obteve o afastamento de uma ou outra voz mais incómoda, muitas outras se levantaram e as consequências das suas tentativas – a terem existido - revelaram sempre que não é possível silenciar as vozes discordantes nem calar aqueles que se opõem ao poder.
Entendo, já o referi vezes sem conta, que a verdadeira censura que se vive hoje em Portugal tem muito mais a ver com o pensamento politicamente correcto, padronizado por uma esquerda pedante e em muitos casos rabeta, que impede a maioria das pessoas de exprimir livremente a sua opinião sobre assuntos,acerca dos quais está instituído uma linha de pensamento oficial da qual não se pode divergir sem ser vítima de uma adjectivação insultuosa que, já me tem acontecido, apenas se entende o significado com um dicionário por perto.
Veja-se, a este propósito, as reacções da paneleiragem e actividades correlativas ao último trabalho discográfico de Quim Barreiros. Denotando uma falta de fair-play e poder de encaixe – característica que não posso deixar de estranhar nessa malta – os insultos ao cantor não se fizeram esperar. Por mim não aprecio - detesto é capaz de ser mais apropriado - as músicas do dito cantor. Mas detesto ainda mais aqueles que o  criticam, não por o homem cantar mal ou aparentar um estilo a atirar para o javardola mas porque ousa parodiar o casamento gay no seu último trabalho. E, imaginem a ousadia, atreve-se a tratar por paneleiros, larilas ou maricas aquela rapaziada que fez a opção – legitima, evidentemente – de o ser.
Compartilhar no WhatsApp

A falta de fair-play da paneleiragem

por Kruzes Kanhoto, em 26.05.10
A falta de fair-play da paneleiragem
Compartilhar no WhatsApp

Orçamento para lamentar

por Kruzes Kanhoto, em 25.05.10
Mesmo correndo o risco de ser acusado de populismo, ou de estar a enveredar por um perigoso caminho que é geralmente percorrido por aqueles que atacam a democracia e as suas instituições, não posso deixar de me indignar – poder até podia, mas não quero – com o agravamento dos custos que o país tem suportar com os seus representantes, vulgo deputados, na chamada casa da democracia. Pior ainda quando em simultâneo o restante país está sob fogo cerrado de medidas altamente restritivas que, não raras vezes, raiam o ridículo e visam apenas poupar uns míseros trocos sem significado. 
Não consigo vislumbrar argumentos que justifiquem a absoluta necessidade democrática de pagar subsídios de reintegração, viagens ou de melhorar significativamente as ajudas de custo dos deputados. Nem, sequer, que se gaste uma pequena fortuna a proporcionar-lhes um ambiente de trabalho ainda mais agradável. Podem os apreciadores desta democracia argumentar que tudo isso contribuirá para elevar a qualidade das nossas leis e, por consequência, das nossas vidas e que, no fundo, os beneficiários de todas estas pequenas extravagâncias não são eles, somos nós. Podem, mas é melhor que não o façam perto de quem vai ser espoliado de centenas de euros que, entre outras coisas, vão servir para melhorar a qualidade de vida de um certo surripiador de dispositivos de gravação.
Compartilhar no WhatsApp

Orçamento para lamentar

por Kruzes Kanhoto, em 25.05.10
Orçamento para lamentar
Compartilhar no WhatsApp

Sai um pastel de...qualquer coisa!

por Kruzes Kanhoto, em 24.05.10
A Deco andou por aí a investigar pastéis de bacalhau e rissóis de camarão. Daqueles ultra-congelados que se vendem nos supermercados, e outras superfícies comerciais, que constituem um dos alimentos preferidos das donas de casa pouco dotadas na arte de bem confeccionar refeições decentes. Fez, aquela associação de defesa dos consumidores, muito bem. Afinal, segundo o que os resultados da investigação acabaram por revelar, os ditos pastéis do fiel amigo tinham muito pouco e os rissóis de camarão quase nada. As surpresas não ficaram, no entanto, por aqui. Pior do que aquilo que não tinham e deviam ter é que tinham aquilo que não deviam ter. Terá sido, a serem verdadeiras as conclusões, encontrada em algumas embalagens uma quantidade significativa de bactérias de nome esquisito que também habitam, entre outros locais, no nariz de um vulgar – não necessariamente pouco asseado – ser humano. Macacos, portanto. 
Não sei se a segurança alimentar dos portugueses está ou não garantida, mas noticias como esta não são de maneira nenhuma tranquilizadoras. Até porque o mundo mudou – e não foi apenas nas últimas três semanas – pelo que hoje poucos concordarão com aquela velha máxima de outros tempos que garante que tudo “o que não mata engorda”.
Compartilhar no WhatsApp

Sai um pastel de...qualquer coisa!

por Kruzes Kanhoto, em 24.05.10
Sai um pastel de...qualquer coisa!
Compartilhar no WhatsApp

O mercado das festas

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.10
Não vale a pena tentar encontrar desculpas para o falhanço de certos eventos. Muito menos recriminar os habitantes de uma determinada localidade pela fraca adesão a esta ou àquela iniciativa. Não vale a pena argumentar com essa vaga desculpa das mentalidades, nem disparar um sem número de chavões sem qualquer significado, para tentar justificar o injustificável. A cultura, a arte, o espectáculo ou até mesmo o desporto e todos aqueles que os promovem – ou se querem prover à sua conta - tem que compreender primeiro, e aceitar depois, as regras do mercado. É inútil querer dar ao mercado aquilo que ele não quer, não precisa ou para que se está nas tintas. Arranjar outros argumentos faz lembrar a velha história do soldado que aos olhos da família era o único com o passo certo.
Parece-me ser esta a altura apropriada para que o país pondere se deve continuar a financiar realizadores de cinema, produtores de eventos ditos culturais, clubes de futebol e toda uma panóplia de “organizações” que apenas têm lugar graças ao financiamento público. Ou seja ao dinheiro de todos os contribuintes.  Os mesmos que agora são chamados a "salvar a pátria". É tempo de toda essa gente perceber o que o mercado quer e, com os seus meios ou com aqueles que o mercado estiver disposto a conceder-lhes, mostrarem o que valem. Porque isto de fazer festas e festinhas com o dinheiro dos outros é coisa que não parece muito complicada. Mesmo que o público não apareça.
Compartilhar no WhatsApp

O mercado das festas

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.10
O mercado das festas
Compartilhar no WhatsApp

O "comprimento" do dever...

por Kruzes Kanhoto, em 22.05.10
Não conheço Fornos de Algodres. Nunca lá fui. E se até ontem não lamentava esse facto, depois de ver as notícias num dos telejornais da noite tudo mudou e passei a ter uma enorme vontade de conhecer essa terra. Ao que parece, a serem verdadeiras as informações veiculadas pela SIC, aquela autarquia é das mais endividadas do país. A confirmarem-se as notícias, terá uma divida de trinta e cinco milhões de euros! O que, para um município com uma área de cento e trinta e um quilómetros quadrados e uma população de cinco mil e trezentos habitantes, menos catorze quilómetros quadrados e dois mil e cem residentes do que – por exemplo - Borba, é algo de absolutamente surreal. Nomeadamente se tivermos em conta que se trata de uma Câmara que, a título de Fundos Municipais, recebe pouco mais de quatro milhões e trezentos mil euros e que as receitas próprias andarão pouco acima dos dois milhões. 
Terão feito, com certeza, muitas obras. Todas importantes, acredito. Com um tal volume de divida é provável que tudo esteja revestido a ouro, ou então que a cada passo se tropece em infra-estruturas de fazer inveja a qualquer eleitor de uma qualquer cidade de um qualquer país rico. Terão, também, atribuído subsídios de forma mais ou menos generosa que se revelaram determinantes para o progresso, bem-estar e qualidade de vida dos residentes no concelho. O pior é pagar a conta. E parece que chegou a altura de o fazer. 
A reportagem televisiva terminou sem que nos tenha sido dado conta se os responsáveis por esta situação calamitosa estarão ou não presos. Num país decente, habitado por gente honesta, regulado por leis elaboradas por pessoas sérias e aplicadas por profissionais competentes, não tenho grandes dúvidas que “políticos” deste calibre seriam responsabilizados por tamanho descalabro. Por cá ainda lhes fazem uma estátua…
Compartilhar no WhatsApp

O "comprimento" do dever...

por Kruzes Kanhoto, em 22.05.10
O "comprimento" do dever...
Compartilhar no WhatsApp

Coisas (pouco) sérias

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.10
Esforço-me por acreditar naqueles que as televisões e outros órgãos de comunicação social escolhem para nos manter informados acerca das incidências da actual crise e das possíveis soluções para a ultrapassar. Acredito que, na sua maioria, são pessoas sensatas e, quase todos, saberão daquilo que falam. Torna-se, no entanto, cada vez mais difícil levá-los a sério e, à semelhança dos membros do governo ou do pessoal ligado ao PS, é crescente o número de supostos analistas políticos, económicos e financeiros a dizer alarvidades. Ora esse era um papel que tinha como reservado para gajos que escrevem em blogues parvos. Como este, por exemplo.
Cito apenas dois casos. O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa sugeriu que os funcionários públicos recebessem os subsídios de férias e de natal em certificados de aforro. Medida que, defende, constituiria um incentivo à poupança. E nada melhor que começar pelos trabalhadores do Estado que, à semelhança do patrão, são uns esbanjadores pouco dados a essa coisa de manter um pé-de-meia. A proposta, principalmente vinda de onde vem, é no mínimo suicida. Até porque representaria uma quebra dramática no consumo e acabaria por se virar contra quem a propõe. 
Também Belmiro de Azevedo se saiu, um destes dias, com uma tirada genial. As dificuldades que se avizinham legitimam, segundo o patrão da Sonae, que os pobres roubem para se alimentar. Uma afirmação destas na boca do dono de uma cadeia de supermercados que vendem, nomeadamente, bens alimentares não me parece lá muito sensata…Mas pode ser um bom argumento a usar em Tribunal por um qualquer larápio apanhado a gamar uns “morfes” para o pic-nic. 
A maior evidência dos tempos estranhos que vivemos não veio, quanto a mim, da área económico-financeira. O Presidente da República falou ao país acerca de paneleiros, fufas e actividades correlativas. Quando o mais alto magistrado da nação ocupa uma parte do seu tempo, por mais ínfima que seja, com assuntos de merda – literalmente – como esse, é porque estamos realmente em crise.
Compartilhar no WhatsApp

Coisas (pouco) sérias

por Kruzes Kanhoto, em 20.05.10
Coisas (pouco) sérias
Compartilhar no WhatsApp

Ainda os plátanos da Fonte do Imperador

por Kruzes Kanhoto, em 18.05.10
Como já escrevi noutro post todas estas árvores, de ambos os lados da antiga estrada nacional quatro junto à Fonte do Imperador, foram podadas, de uma forma radical e absolutamente despropositada, na mesma altura. As do lado esquerdo da fotografia recuperaram, enquanto as do lado direito estão num estado deplorável e apresentam apenas tímidos sinais de recuperação. Coisa que, naturalmente, não acontece por acaso e que apenas se verifica porque enquanto umas crescem livremente, sobre as outras têm sido exercidas, ao longo dos últimos anos, várias acções com o evidente propósito de as matar. 
Obviamente não sei quem é o criminoso que assim procede. Sei apenas que estas acções ocorrem desde que, no terreno mesmo ao lado, foi plantado um nogueiral. Será também consensual que os plátanos não se auto-mutilam, e se aparecem sistematicamente cortados é porque alguém o fará. Pensa-se, mas isso são as más-línguas a sugerir porque eu dessas coisas nada sei, que se tratará de um passarão que estará por detrás desta manigância. Uma espécie de pato-bravo que por aqui tenta esvoaçar de rosa no bico e motosserra debaixo da asa…
Compartilhar no WhatsApp

Ainda os plátanos da Fonte do Imperador

por Kruzes Kanhoto, em 18.05.10
Ainda os plátanos da Fonte do Imperador
Compartilhar no WhatsApp

Pág. 1/3