Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Sacrificios

por Kruzes Kanhoto, em 30.04.10
Pergunta hoje uma estação de televisão que sacrifícios estaremos dispostos a fazer para salvar o país. Pela minha parte a questão é de fácil resposta. Nenhum. Pelo menos voluntariamente. A classe politica tem, durante as ultimas dezenas de anos, sugado os recursos da nação e, por isso, se alguém tiver que se sacrificar que sejam eles. De resto, nenhuma politica de austeridade que não implique cortes sérios nos sectores mais privilegiados da sociedade merecerá qualquer credibilidade nem produzirá os efeitos pretendidos.
Claro que quando chegar a hora de fazer sacrifícios ninguém nos vai perguntar se estamos ou não dispostos a fazê-los. Não teremos voto nessa matéria. Com mais ou menos dificuldade, mais ou menos protestos, pagaremos o bem-estar de um grupo de privilegiados e de oportunistas. Deve ser a isso que chamam patriotismo.
Compartilhar no WhatsApp

Sacrificios

por Kruzes Kanhoto, em 30.04.10
Sacrificios
Compartilhar no WhatsApp

Os desempregados que paguem a crise!

por Kruzes Kanhoto, em 28.04.10
Diz-se, com alguma ironia, que o mundo - e no caso o país - não encontra saídas para a crise porque aqueles que seriam capazes de a resolver estão ocupados a cortar cabelo e a conduzir táxis. Ou, acrescento eu, a escrever em blogues. É provável. Quase tão provável como a maior parte daqueles que conduzem táxis, cortam cabelo ou escrevem em blogues, não acreditarem nessa tal crise que, insistem em garantir-nos, anda por aí e, tal como já fez na Grécia,  ameaça instalar-se de armas e bagagens cá pela lusa pátria. 
Tenho dias - e hoje é um deles - em que faço parte desse grupo. Dos que têm dificuldade em acreditar que a tal crise financeira que, garantem, nos pode levar à ruína, existe mesmo e que não passa de uma manobra para os mesmos de sempre ganharem mais uns cobres. Senão vejamos: Apesar de todo o alarmismo provocado por umas denominadas agências de rating*, que terão feito subir os juros do dinheiro de que necessitamos para nos ir governando, as medidas anunciadas pelo governo no sentido de poupar “algum” para fazer face às despesas acrescidas que terá de suportar com o aumento do serviço da divida, implicam apenas alguns cortes nas despesas com o subsidio de desemprego!!!!! Com o acordo do maior partido da oposição, sublinhe-se. É por coisas destas que não consigo levar esta crise a sério. Nem, menos ainda, quem nos governa e quem finge que se opõe mas que afinal até está de acordo. 
Decididamente os gajos que cortam cabelo, conduzem táxis e escrevem em blogues, não percebem nada disto. São tão ignorantes que não viram que a culpa é dos desempregados. Esses malandros que, além de não quererem trabalhar, recebem uma pipa de massa para ficar em casa sem bulir. E o pior é que são cada vez mais. Aposto que fazem de propósito! 

* O corrector ortográfico sugere-me que substitua rating por ratinha. Eu bem que andava desconfiado…
Compartilhar no WhatsApp

Os desempregados que paguem a crise!

por Kruzes Kanhoto, em 28.04.10
Os desempregados que paguem a crise!
Compartilhar no WhatsApp

O outro lado da praça de touros.

por Kruzes Kanhoto, em 27.04.10
Por muito que custe aos aficionados e outros saudosistas dos tempos áureos que se terão vivido naquele espaço, a recuperação da praça de touros de Estremoz é coisa que não se me afigura como viável. O edifício está em ruínas e qualquer projecto de reconstrução teria de partir do zero. Ou lá perto. 
Reclama-se com frequência que sejam os poderes públicos a intervir e apontam-se sucessivos exemplos do que terá ocorrido em localidades vizinhas, onde espaços semelhantes foram intervencionados e transformados em modernos locais de utilização multidisciplinar. É bom ter presente que a praça de touros é propriedade privada e que é ao legítimo proprietário a quem cabe a responsabilidade de zelar pela sua conservação. Convém igualmente não esquecer que a tourada é um negócio, normalmente da esfera privada, e que são as entidades vocacionadas para esta área empresarial que deverão criar condições para que o mesmo se realize. 
Como em tudo o que possa contribuir para dinamizar a actividade económica local – e, admito, os espectáculos taurinos até podem dar algum contributo – os poderes políticos locais e nacionais não devem ficar indiferentes e é nesse contexto, e apenas nesse, que não acharia chocante ver dinheiro público envolvido nesse negócio. Não directamente mas, por exemplo, adquirindo todo aquele espaço, demolindo as construções existentes e promovendo a recuperação de toda aquela área ligando-a ao parque desportivo do Caldeiro. Tal arranjo urbanístico proporcionaria, para além da integração da zona desportiva na cidade, a aproximação ao centro das novas urbanizações situadas nas traseiras das escolas, com  inegáveis vantagens para moradores e comércio local.
Quanto à praça de touros pode perfeitamente ser construída noutro qualquer local sem os condicionalismos, técnicos e urbanísticos, que a reconstrução da actual forçosamente implicaria. Seria neste aspecto que a autarquia teria um papel determinante, nomeadamente na construção de infra-estruturas ou na concessão de isenções de taxas e impostos à entidade que promovesse a sua construção. Algo que vá para além disso é capaz de ser pedir demais aos contribuintes estremocenses…
Compartilhar no WhatsApp

O outro lado da praça de touros.

por Kruzes Kanhoto, em 27.04.10
O outro lado da praça de touros.
Compartilhar no WhatsApp

Bonecos

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.10
Sou, seguramente, das pessoas menos indicadas para dissertar acerca dos eventos culturais que se vão realizando cá pela terrinha. Até porque é sobejamente reconhecida a minha vontade de puxar da calculadora sempre que ouço falar em cultura. Não é, hoje, o caso. 
Assisti ontem, na sede da Junta de Freguesia de que sou freguês, a um espectáculo dos “Bonecos de Santo Aleixo”. Para quem não sabe do que se trata é só pesquisar no Google, ou noutro motor de busca qualquer, que está lá tudo. Não farei a crítica à representação. Disso percebo pouco e para além de dizer que gostei e que achei divertido não terei muito a acrescentar. De assinalar a linguagem utilizada pelos actores que dão voz aos bonecos e às personagens. Popular, politicamente incorrecta quanto baste e, se calhar, só possível de utilizar naquilo a que chamam a província. Veja-se o caso do acto “Castigo de Caim”, em que Deus castiga o irmão e assassino de Abel transformando-o em negro. Calculo que para um molusco intelectualóide da capital tal facto constitua algo capaz de pôr os cabelos em pé, se os tiver, e de provocar a publicação de inúmeras postas indignadas nos blogues da esquerda caviar que não poupariam acusações de racismo. 
É apenas um pormenor, mas que não podia deixar de saudar. Principalmente quando se assinala mais uma passagem do vinte cinco do A e numa altura em que a liberdade de expressão, então devolvida ao povo, se encontra seriamente ameaçada pela ditadura do politicamente correcto quase sempre promovido por aqueles que mais se arvoram em defensores dessa mesma liberdade.
Compartilhar no WhatsApp

Bonecos

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.10
Bonecos
Compartilhar no WhatsApp

Reservado

por Kruzes Kanhoto, em 25.04.10

Á semelhança do Marquês de Pombal em Lisboa, da Rotunda da Boavista no Porto e, provavelmente, muitos outros lugares espalhados por esse país fora, também os benfiquistas de Estremoz já reservaram um local para as eventuais comemorações do título de campeão nacional. A rotunda dos Combatentes evidentemente…
Compartilhar no WhatsApp

Reservado

por Kruzes Kanhoto, em 25.04.10
Reservado
Compartilhar no WhatsApp

Legalizar a corrupção

por Kruzes Kanhoto, em 24.04.10
Sou do tempo em que muitas práticas hoje legais ou toleradas constituíam crime ou eram socialmente reprovadas e aqueles que as praticavam, na linguagem actual, discriminados em função do seu comportamento. Outros tempos, outros valores e, seguramente, uma perspectiva muito diferente de ver a vida relativamente à maneira como são hoje encarados muitos conceitos. Ou preconceitos, alegarão muitos. 
Recordo-me da legalização do divórcio e de como, antes de ser legalizado, se olhava com desconfiança as pessoas que entendiam colocar um fim ao casamento. Também a legalização do aborto foi uma medida recente e, sabe-se, houve quem tivesse sido presa por o praticar. Até há pouco tempo duas pessoas do mesmo sexo viveram maritalmente seria algo impensável e mesmo quem tinha os gostos trocados não era tratado pela sociedade da melhor forma. Lembro-me ainda do tempo em que alguém apanhado a roubar era de imediato preso. E os exemplos podiam continuar… 
Poucos ousarão contestar a tese que a legalização destes comportamentos constituiu um significativo avanço civilizacional. Mas não chega. Há que inovar. Ser ousado e avançar ainda mais. Legalizar, por exemplo, a corrupção. Se hoje corromper, subornar, untar as mãos ou, simplesmente, ofertar um valor simpático – monetário ou de outra natureza - com vista à remoção de um obstáculo às suas pretensões, não é motivo para levar ninguém à prisão e é socialmente bem visto – vide o resultado de alguns actos eleitorais - porque raio a lei não há-de determinar que tal prática é perfeitamente legal?!
Compartilhar no WhatsApp

Legalizar a corrupção

por Kruzes Kanhoto, em 24.04.10
Legalizar a corrupção
Compartilhar no WhatsApp

Surpresas e indignações. Ou talvez não.

por Kruzes Kanhoto, em 23.04.10
Discordo dos que se mostram indignados com a decisão parlamentar de suportar as viagens - e respectivas ajudas de custo - entre Lisboa e Paris, onde alegadamente terá residência, a uma ilustríssima deputada da nação. Não acho mal que assim seja. Os bons profissionais devem ser bem pagos, sejam eles gestores, futebolistas ou exerçam outra qualquer profissão. O mesmo se aplica aos deputados. E às deputadas boas. 

Também o alarido relativamente à absolvição do empresário Domingos Névoa da acusação de tentativa de corrupção a um vereador da Câmara de Lisboa me parece manifestamente exagerado. Afinal a douta decisão judicial constituirá uma dinâmica interpretação da legislação em vigor e, principalmente, tratar-se-á do merecido reconhecimento há muito devido ao livre empreendedorismo. Absolva-se, pois, o homem. Melhor ainda. Louve-se o empresário dinâmico, de sucesso e, já agora, ensine-se-lhe que da próxima vez se deve dirigir às pessoas certas…

Por cá tem constituído notícia o desaparecimento, num caso, e o aparecimento, noutro, de coisas com rodas. O sumiço de três tractores do interior das instalações de uma empresa de comércio destes equipamentos, por serem objectos de dimensões apreciáveis, não pode deixar de ser surpreendente. Afinal uma máquina daquelas não se transporta num bolso nem esconde num qualquer canto. Nem, sequer, se vende em mercados semanais.

Surpreendente, ou talvez não, é o alegado aparecimento de umas largas dezenas de carrinhos de supermercado num bairro contíguo a uma superfície comercial. Ao que se diz, a inusitada procura destes apetrechos por parte dos moradores, assíduos frequentadores do estabelecimento em causa, terá a ver com as múltiplas utilizações que lhes podem ser dadas. Entre outras coisas diz que são óptimos como utensílios de cozinha. Grelhas para colocar sobre as brasas, nomeadamente.
Compartilhar no WhatsApp

Surpresas e indignações. Ou talvez não.

por Kruzes Kanhoto, em 23.04.10
Surpresas e indignações. Ou talvez não.
Compartilhar no WhatsApp

Boatos

por Kruzes Kanhoto, em 22.04.10
Alguns, com o sentimento clubistico um pouco abalado, têm andado a espalhar a piada que o espaço aéreo nacional esteve prestes a ser encerrado por causa de uma espessa nuvem de pó. Segundo os piadistas de serviço o encerramento apenas não se verificou porque, atempadamente, o Instituto de Meteorologia detectou que a dita nuvem não tinha origem no vulcão islandês de nome impronunciável, mas que tal quantidade de pó provinha dos cachecóis de milhões de adeptos benfiquistas.
Tem, de facto, alguma piada mas não corresponde, no entanto, à verdade. Até porque a nuvem  vulcânica terá mesmo atingido o nosso país e com uma densidade muito maior do que a verificada noutros países europeus. Apesar disso o espaço aéreo nacional não foi fechado e muitos voos puderam ser realizados normalmente. Há quem garanta que José Sócras, as companhias aéreas e muitos passageiros que puderam regressar a suas casas sem os incómodos que se verificaram noutros aeroportos, já terão agradecido ao Bloco de Esquerda.
Compartilhar no WhatsApp

Boatos

por Kruzes Kanhoto, em 22.04.10
Boatos
Compartilhar no WhatsApp

A minha quinta

por Kruzes Kanhoto, em 21.04.10
Se forem verdadeiras as conversas que por aí se vão ouvindo, os portugueses voltaram a interessar-se pela agricultura. Estão de novo a tratar a terra, a semear, a colher e, em suma, a dedicarem-se a um tipo de vida mais saudável. Fazem bem. Por mim, devo confessar, não sou apreciador. Nada que envolva a utilização de ferramentas agrícolas me entusiasma e encaro com desagrado qualquer actividade relacionada com o mundo da lavoura.
Felizmente a minha quinta não o chega a ser. É apenas um quintal. Dos pequenos. Digamos que mais ou menos à medida da aversão que nutro pelas labutas rurais. Não dá, ao contrário da maioria dos novos lavradores, para comprar maquinaria pesada, manter animais ou para fazer sementeiras que resultem em fabulosas colheitas. Nada disso. Como partilho com os meus leitores, a coisa não vai além de uns miseráveis espinafres, coentros que hesitam em brotar da terra, salsa raquítica, duas couves manhosas e nabiças que prometem constituir a excepção neste panorama de pré-calamidade que parece vir a tornar-se a presente época agrícola. 
A fauna residente é constituída essencialmente por uns quantos pássaros, pardais e outros de marca desconhecida, e lesmas. Muitas lesmas. Deixo mesmo um apelo aos que têm a paciência de me ler para me enviarem sugestões – que não incluam produtos químicos - que conduzam ao extermínio de tão irritante praga.
Há, também, uma gata. Que, por sinal, até é da vizinha. Bonita. A gata, claro, porque a vizinha… 


Compartilhar no WhatsApp

A minha quinta

por Kruzes Kanhoto, em 21.04.10
A minha quinta
Compartilhar no WhatsApp

Promessas por cumprir

por Kruzes Kanhoto, em 20.04.10

É definitivo. Pinto da Costa, o septuagenário que preside ao clube de futebol do Porto, não cumpriu a sua promessa de dedicar o título de campeão nacional ao defunto treinador José Maria Pedroto tal como prometera, chorando baba e ranho, numa reunião de "família". Não constitui surpresa por aí além. De resto é perfeitamente normal que naquela idade já não consiga atingir determinados objectivos nem cumprir tudo o que promete. 
Às senhoras que o acompanham, invariavelmente bastante mais novas, não sabemos que tipo de promessas faz e se as cumpre ou não é coisa que dificilmente chegará ao nosso conhecimento. Nem, diga-se, temos nada a ver com isso. Acredito no entanto que, uma ou outra vez, as possa concretizar. Até porque um golo é muito mais difícil que um gole…
Compartilhar no WhatsApp

Promessas por cumprir

por Kruzes Kanhoto, em 20.04.10
Promessas por cumprir
Compartilhar no WhatsApp

Pág. 1/4