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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Cagadela exemplar

por Kruzes Kanhoto, em 30.04.09
Desde o inicio deste blogue não tem conta as fotos e os textos que publiquei denunciando e condenando o comportamento dos responsáveis pelo triste cenário com que nos podemos deparar nas ruas das nossas cidades. Assim sendo, que mais posso eu escrever que demonstre a indignação que sinto sempre que deparo com gente a passear o canito, para que este possa aliviar a tripa, ou a abrir a porta do quintal para o animal ir cagar suficientemente longe da casa dos donos? Provavelmente nada. Mas não será por isso que deixarei, ainda que isso irrite uns quantos leitores ocasionais, de continuar a criticar esta atitude negligente e mal-educada de pessoas que têm, ou tiveram, uma posição relativamente importante no contexto social em que estão inseridas. Recordo que, na zona da cidade onde estas fotos foram obtidas, residem muitos professores – no activo e aposentados – que tem cães e que permitem que eles defequem onde muito bem lhes apetece. Destas pessoas seria de esperar um comportamento diferente e que servisse de exemplo para os outros cidadãos. O que, no caso e bem vistas as coisas, até estará a acontecer. Pela negativa, claro.
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Cagadela exemplar

por Kruzes Kanhoto, em 30.04.09
Cagadela exemplar
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Ano do barroco

por Kruzes Kanhoto, em 29.04.09
Um dos primeiros sinais de velhice é quando se começa a pensar que não era má ideia escrever as nossas memórias. Talvez por isso, ou por outra coisa qualquer, lembrei-me um destes dias que devia fazer um desmentido. Ou melhor, um desmentido público. Melhor ainda, um importante desmentido público. Embora, convenhamos, pouco público porque este blogue não tem grande audiência e a importância da coisa a desmentir seja pouco menos que insignificante. Mas, como o blogue é meu e o desmentido também, chamo-lhe o que muito bem me apetecer. E, no caso, apetece-me chamar-lhe importante desmentido público.
Passemos aos factos. Como muitos se recordarão, pelo menos os que moram em Estremoz, em 2004 ou 2005, não sei ao certo, o Município local levou a efeito um conjunto de actividades culturais a que resolveu chamar o “Ano do Barroco”. Ora os alentejanos – pelo menos a maior parte – têm um apurado sentido de humor, gostam de trocadilhos e demonstram uma apetência natural para “rebaptizar” este tipo de coisas. Recorde-se a quantidade de alcunhas que existem por esse Alentejo fora e que não encontra paralelo em mais nenhuma região do país.
Não foi portanto de estranhar que o “Ano do Barroco” depressa passasse a ser conhecido, em Estremoz, como o “Ano do Bacoco”. De estranhar é que tal “baptismo” tenha sido atribuído, de imediato e convictamente, à minha pessoa. A tal ponto que, ainda hoje e apesar da veemência dos meus protestos, continua a haver quem esteja convencido que fui eu a inventar tal designação. É por isso que, mais uma vez, faço este importante desmentido público. E veemente, também. É uma piada engraçada, irreverente como quase todas as boas piadas, mas nada tenho a ver com a sua origem. Ainda assim, aproveito a ocasião para parabenizar o autor que, desconfio, é gajo para de vez em quando dar por aqui uma espreitadela.
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Ano do barroco

por Kruzes Kanhoto, em 29.04.09
Ano do barroco
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As "mines"

por Kruzes Kanhoto, em 28.04.09
A malta das “mines” não é conhecida pelas preocupações ambientais ou outras causas que envolvam a preservação da paisagem. Nomeadamente a urbana. Mas tenhamos esperança porque já não falta tudo. Alguns já vão conseguindo deixar os restos de uma noite animada relativamente perto do ecoponto.
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As "mines"

por Kruzes Kanhoto, em 28.04.09
As "mines"
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A pergunta que se impõe

por Kruzes Kanhoto, em 27.04.09
Prosseguindo a senda de modernização do país e de melhoria de condição de vida dos portugueses, o espectacular, fantástico, competente, extraordinário, sublime, esplêndido, o melhor entre os melhores e absolutamente genial governo presidido pelo não menos fabuloso, excelso, perfeitíssimo e quase mitológico José Socrates, prepara-se para adoptar mais uma medida essencial para o bem-estar geral e, diria mesmo, fundamental para o progresso do país. Trata-se da aplicação aos trabalhadores das autarquias da famosa lei dos disponíveis. A proposta de lei pode ser vista na integra aqui, deverá entrar em vigor no inicio do próximo ano e, ou muito me engano, vai contribuir para um acentuado aumento da qualidade de vida de muitas famílias.
Posto (mais) isto a pergunta impõe-se. Podíamos viver sem um governo socialista? Podíamos. Mas não era a mesma coisa.
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A pergunta que se impõe

por Kruzes Kanhoto, em 27.04.09
A pergunta que se impõe
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Dia do engraxador

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.09
Hoje, segundo alguns estudiosos destas coisas de “dias comemorativos”, ter-se-á assinalado o dia do engraxador. Não teve destaque na comunicação social nem consta que a data tenha merecido especiais comemorações. Uma injustiça, acho eu que tenho pelo trabalho destes profissionais – e de outros, também – o maior respeito. É, todos o sabemos, uma actividade difícil e que, apesar de muito praticada, não está ainda suficientemente valorizada perante grande parte da população que olha os engraxadores com algum desdém.
É, no entanto, justo que o engraxador tenha o seu dia próprio. Sabe-se que dar graxa nem sempre se revela uma tarefa fácil e que, por vezes, é difícil agradar ao engraxado. Uma mancha aqui, falta de brilho ali ou uma borradela acolá, são deslizes quase sempre fatais para o engraxador e que provocam, mesmo que de uma forma velada, a ira do cliente quase sempre desdenhoso de quem lhe puxa o lustro ao calçado.
Curiosamente as novas tecnologias não contribuíram aí além para melhorar esta actividade. Contudo alguns engraxadores desenvolvem, ainda assim, esforços assinaláveis no sentido de aplicar estes novos meios aos seus intentos, visando aperfeiçoar a técnica e promover de forma eficaz a resplandecência daqueles a quem servem. O pior é que embora possam ganhar eficácia perdem em discrição, pela exposição a que ficam sujeitos uns e outros. Mas, provavelmente, isso pouco lhes importa.
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Dia do engraxador

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.09
Dia do engraxador
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Espalhafato

por Kruzes Kanhoto, em 25.04.09
Os panos que, nas últimas semanas, têm “engalanado” várias janelas e varandas no centro da cidade, vão constituindo motivo de falatório e de interrogações, por parte da populaça desinformada e pouco dada a estas macacadas culturais, acerca do que significa tal espalhafato. São, ao que garantem alguns, peças artísticas que estão em exposição. Uma forma de arte, portanto. E da boa, afiançam outros mais entendidos no assunto. Ou apenas mais gozões, não sei ao certo.
Para mim, um trapo é isso mesmo. Um trapo. Por mais voltas que queiram dar ou enfeites manhosos que lhe acrescentem. Assim como assim, ainda prefiro o velho costume português de secar a roupa à janela. Apesar de tudo vejo mais arte numas cuecas, num soutien ou num par de ceroulas. Mesmo de gola alta.
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Espalhafato

por Kruzes Kanhoto, em 25.04.09
Espalhafato
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"Bispo" tecnológico

por Kruzes Kanhoto, em 24.04.09
O “Bispo” Edir Macedo é um fulano que “orienta”, digamos assim, uma espécie de confissão religiosa. Pelo menos consideremo-la, benevolentemente, como tal. Há quem não partilhe desta opinião e ache que a Igreja Universal do Reino de Deus, é isso que o dito Edir comanda, é outra coisa muito pior. Opiniões, digo eu, que de religiões, seitas, confrarias e organizações de mal feitores não percebo nada.
Do que não restam grandes dúvidas é que o homem tem olho para o negócio. A prová-lo está o verdadeiro império que a organização detém em vários países, nomeadamente no Brasil, e também em Portugal onde nos últimos anos comprou diversos edifícios nas principais cidades do país, alguns deles simbólicos, para instalar locais de “culto”. Dizem, porque, como é manifesto, cultura não é o meu forte e do ramo imobiliário e negócios adjacentes só sei o que leio nos jornais.
Apesar de aparentemente a “coisa” movimentar muitíssimo dinheiro, nada parece ser suficiente para as ambições do autoproclamado bispo. Vai daí lançou no site que possui na internet uma nova campanha de angariação de fundos. Para o efeito disponibiliza a informação necessária para que os fiéis depositem nas contas indicadas as respectivas doações. É nestas alturas que lamento não ser um génio da informática, para poder substituir os números daquelas contas bancárias por outros que me são mais familiares…
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"Bispo" tecnológico

por Kruzes Kanhoto, em 24.04.09
"Bispo" tecnológico
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Anda por aí uma ladroagem…

por Kruzes Kanhoto, em 22.04.09
Podia muito bem ser o título desta foto que nos mostra como até uma simples cadeira pode ser objecto da cobiça dos amigos do alheio. Ou então trata-se apenas de alguém, muito preocupado com a possibilidade de perder o lugar, que resolveu prevenir-se prendendo o assento ao poste de iluminação.
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Anda por aí uma ladroagem…

por Kruzes Kanhoto, em 22.04.09
Anda por aí uma ladroagem…
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Perseguições revolucionárias

por Kruzes Kanhoto, em 21.04.09
Tal como escrevi em posts anteriores, o período se seguiu ao vinte cinco de Abril foi um tempo estranho. A democracia foi posta em causa e iniciado um percurso que, se não tivesse sido travado a tempo, podia ter tido consequências trágicas. É normalmente isso que acontece quando o poder persegue alguém por ter opiniões diferentes. Seja antes ou depois de setenta e quatro, em ditadura ou em democracia.
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Perseguições revolucionárias

por Kruzes Kanhoto, em 21.04.09
Perseguições revolucionárias
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Pilha galinhas

por Kruzes Kanhoto, em 20.04.09
Quiçá motivado pela ida a julgamento de um indivíduo que alegadamente terá roubado umas quantas galinhas, meio país acha hoje que esse tipo de crime não justifica o tempo nem os meios que a Justiça gasta para o julgar. O argumento utilizado é quase sempre o da comparação com outros crimes, cometidos por outro tipo de gente, com proveitos incomensuravelmente maiores. Por outras palavras, e em termos práticos que é o que realmente importa, há quem defenda que o roubo de galináceos devia ser despenalizado.
Obviamente não posso estar mais em desacordo com esta ideia absurda de despenalizar o roubo, furto ou lá o que lhe queiram chamar, só porque o objecto alvo dos amigos do alheio é de valor insignificante face aos custos do processo tendente a apurar os factos e, se for o caso, punir o prevaricador. Pior ainda quando se argumenta que a Justiça terá casos muito mais preocupantes para se entreter. Se aplicarmos este tipo de argumentação a outros serviços públicos, ainda um dia deixaremos de ser atendidos no serviço nacional de saúde se padecermos de uma gripe ou de uma unha encravada porque o custo do atendimento não se justificará no caso de maleitas tão ligeiras e os serviços terão pacientes com doenças mais preocupantes para tratar.
Defender a despenalização só porque outros que roubam quantias mais avultadas não são penalizados pelo sistema judicial é igualmente revoltante. A ser assim, ainda um destes dias alguém se lembraria de isentar um assassino de ser julgado face à impunidade de que gozaram muitos criminosos que mataram aos milhares e são hoje idolatrados por alguns.
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Pilha galinhas

por Kruzes Kanhoto, em 20.04.09
Pilha galinhas
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