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Dia Mundial da Poupança

por Kruzes Kanhoto, em 31.10.08

Alguns rumores sugerem que se terá assinalado hoje o Dia Mundial da Poupança. Confesso que não dei por nada. Não vi ninguém a poupar, desconfio até que poucos conhecem o conceito, e a generalidade dos comportamentos públicos a que se assiste evidenciam um estilo de vida diametralmente oposto a uma conduta de poupança.

A julgar pelo caótico trânsito da cidade ninguém optou por andar a pé, mesmo que seja para uma deslocação de cento e cinquenta metros. Ninguém deixou de usar o telemóvel, ainda que a conversa com o interlocutor pudesse decorrer ao vivo e a cores ou a banal troca de impressões, que começa quase invariavelmente por um “onde estás?” e que acaba no inevitável “atão vá”, nem se revelasse imprescindível. Continuámos a tomar o pequeno-almoço nas pastelarias e cafés mesmo que o pudéssemos ter feito em casa onde, para além de mais barato teríamos uma noção mais precisa sobre o seu conteúdo e forma de preparação. E fumar? Alguém evitou hoje fumar, poupando assim uns cêntimos em cada cigarro e ganhando alguma saúde e minutos – horas ao longo do dia – de trabalho?! Claro que não.

Obviamente que não fizemos nada destas nem de outras coisas que nos podiam fazer poupar “algum” que, multiplicado por trezentos e sessenta e cinco dias, representaria no final de um ano uma poupança muito significativa. Principalmente numa altura em que todos se queixam de uma tal crise que parece andar por aí. Somos, definitivamente, uns queixinhas. E esbanjadores, também.

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publicado às 19:43

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por Kruzes Kanhoto, em 31.10.08
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Os inúteis e as cidades

por Kruzes Kanhoto, em 30.10.08

Há muitas maneiras de sujar uma cidade. Uma delas é escrever idiotices nas paredes ou, simplesmente, sujá-las com tinta. Uns chamam-lhe arte urbana, outros consideram que é uma forma de expressão de uma certa juventude. Tudo boa gente. Tirando a parte de existirem.

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publicado às 23:37

Os inúteis e as cidades

por Kruzes Kanhoto, em 30.10.08
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Que merdas andam a fumar lá pelo governo?!

por Kruzes Kanhoto, em 29.10.08

“Faz todo o sentido que os alunos até aos doze anos não fiquem retidos”. Apesar de à primeira vista qualquer pessoa normal – ou até mesmo ostentando um grau razoável de anormalidade - pensar que está perante uma anedota ou uma afirmação de um qualquer louco acabado de fugir de algum hospital psiquiátrico, a frase pertence ao secretário de Estado da Educação. Quer dizer, na moderna linguagem da esquerdalha que vem desde há muito dominando o sistema de ensino, que até aquela idade ninguém, por mais BURRO que seja, corre o risco de reprovar. Ou chumbar como era, até há pouco tempo, normal dizer.

O dito senhor, conseguiu proferir tal afirmação sem corar e num estado de, pelo menos aparente, sobriedade. O que não deixa de ser estranho, porque quem pretende avaliar o desempenho de professores e restante função pública, enquanto em simultâneo tenciona deixar de aferir as competências escolares adquiridas pelos alunos, não pode ser bom da cabeça. Ou então andam, lá pelo governo, a fumar merdas esquisitas. Não sei o que é mas também quero. E olhem que eu não fumo.

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publicado às 23:14

Que merdas andam a fumar lá pelo governo?!

por Kruzes Kanhoto, em 29.10.08
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A mão, a luva e o lixo.

por Kruzes Kanhoto, em 28.10.08

As questões relacionadas com a limpeza e recolha de lixo têm estado na ordem do dia e nem sempre pelos melhores motivos. Há quem se queixe, quem acuse tudo e todos e, inclusivamente, quem garanta que há mãozinha marota metida na coisa.

Embora não me apeteça tomar partido por nenhum dos pontos de vista, não posso deixar de partilhar com os meus leitores os resultados da pequena investigação pessoal que levei a cabo - era soldado raso mas à última hora foi promovida - relativamente a esta temática.

Após alguma pesquisa foi possível encontrar a prova que faltava e que vem demonstrar que, afinal, existe mesmo “mãozinha” e, dadas as circunstâncias e o meio em que se movimenta, até usa “luva”. Por esclarecer ficam ainda alguns pormenores, ou maiores depende do ponto de vista, nomeadamente quanto aos objectivos a atingir com as suas movimentações. Erradas, a maior parte delas, porque não acerta nos contentores.

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publicado às 20:21

A mão, a luva e o lixo.

por Kruzes Kanhoto, em 28.10.08
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Desacordo concertado

por Kruzes Kanhoto, em 27.10.08

A polémica do momento, para lá do Estatuto dos Açores que mais parece uma zanga de comadres entre o Presidente da República e o Partido Socialista, centra-se em torno do anúncio do primeiro-ministro no sentido do valor do salário mínimo nacional para 2009 ser fixado em quatrocentos e cinquenta euros. Este valor foi acordado em concertação social no ano transacto e visa garantir que em 2011 o seu montante seja de quinhentos euros.

As mais recentes reacções a esta proposta não podem deixar de espantar quem segue estas coisas com alguma atenção. Afinal o governo, quase sempre acusado de não cumprir o que promete, pretende apenas pôr em prática aquilo que foi já objecto de acordo entre os diversos parceiros sociais. Estranhamente, são agora alguns desses parceiros que não se mostram interessados em cumprir o que ainda há um ano assinaram.

As entidades patronais, secundadas pela líder do maior partido da oposição, estão desagradadas com o valor adiantado por José Sócrates porque, argumentam, tal porá em causa a sobrevivência de muitas empresas e, garantem, contribuirá para um aumento acentuado do desemprego. Não sei se assim será. Mas se for, o melhor que têm a fazer é mudar a empresa para a China enquanto por lá ainda trabalham por esse valor. Ou, em alternativa, que cortem noutros gastos. Nas idas às putas, por exemplo.

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publicado às 23:26

Desacordo concertado

por Kruzes Kanhoto, em 27.10.08
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Subprime

por Kruzes Kanhoto, em 26.10.08

Nas últimas semanas têm-se sucedido na comunicação social as mais diversas histórias de vida de pessoas que, nos Estados Unidos da América, já perderam ou estão em vias de perder a casa. São trabalhos jornalísticos que tentam dar rosto às vítimas do chamado subprime e dar a conhecer à opinião pública como e porque se chegou a este estado de coisas.

De tudo o que vi, ouvi ou li, poucos foram os casos que me sensibilizaram ao ponto de sentir alguma solidariedade com as vítimas, ou potenciais vítimas, desta crise. São, quase sempre, pessoas que ganham, ou ganhavam porque alguns perderam o emprego, ordenados inimagináveis para o cidadão médio português e que, ainda assim se endividaram em valores dez ou vinte vezes superior ao seu rendimento anual. Lamento, mas não me consigo comover com as dificuldades financeiras de uma família com um rendimento líquido de duzentos e cinquenta mil dólares anuais que não consegue pagar os calotes de cinco milhões. A maior parte dos quais, senão a totalidade, gastos em futilidades.

A história que o Jornal de Noticias publica hoje, apesar de bastante diferente, é igualmente sintomática e faz lembrar muitas que também se passam por cá. Uma cidadã comprou, em 1974, uma casa recorrendo a um empréstimo de vinte mil dólares. Apesar de ter um vencimento anual de cem mil dólares, em 2001 - vinte sete anos depois – ainda devia ao banco cinco mil euros. Nesse ano adoeceu gravemente e deixou de poder cumprir o pagamento da hipoteca. As prestações em atraso acumularam-se e, em consequência disso, o valor em divida atinge hoje os setenta e nove mil dólares. Hoje, possivelmente reformada – o jornal não adianta - não consegue pagar.

Problemas de saúde à parte, o percurso de vida desta mulher revela uma despreocupação pelo “dia seguinte” e uma ligeireza na gestão dos seus activos, semelhante em tudo a muitos casos que todos conhecemos, que me deixa com os meus poucos cabelos em pé. Quem é que auferindo rendimentos desta ordem de grandeza não liquida na totalidade a porra de um empréstimo que representa uma ínfima parte do seu rendimento anual?! Só alguém verdadeiramente estúpido, irresponsável e com prioridades de vida muito levianas. Alguém que, no fundo, estava mesmo a pedi-las.

Resta acrescentar que a senhora em causa culpa o Presidente Bush pela triste situação a que chegou…

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publicado às 10:16

Subprime

por Kruzes Kanhoto, em 26.10.08
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O fim dos blogues

por Kruzes Kanhoto, em 25.10.08

“Os blogues estão a morrer, estão ultrapassados”. Quem o afirma é o especialista em internet Paul Boutin, que vai mais longe e aconselha mesmo quem já tenha um blogue a encerrá-lo.

Esta parece-me ser uma opinião perfeitamente idiota. Se, por um lado, a credibilidade dos especialistas – seja qual for a especialidade - já conheceu melhores dias, por outro, isto de ser especialista em internet não é algo que me suscite grande confiança nem as suas previsões, porque afinal é disso que se trata, se afiguram minimamente próximas da realidade ou relativamente perto de um conceito a que habitualmente chamamos coerência. A prova disso é que o dito senhor mantém um blogue e não consta que tenha intenções de o encerrar…

Os blogues são cada vez mais um meio de comunicação e de divulgação de factos e ideias onde, não raramente, surgem os temas que mais tarde farão as notícias de telejornais e as manchetes da imprensa. É verdade que podem, igualmente, ser espaços ocupados por quem não tem mais nada que fazer e desata a escrever alarvidades só porque tem a mania que, de quando em vez, escreve umas coisas com relativa piada. Mas esses estão condenados a ter cinquenta visitas por dia, porque a generalidade dos leitores gosta é de blogues onde se pratica um humor inteligente, com muitos gif’s animados – porcos a andar de bicicleta ou bonecas a dar à perna, por exemplo – e com muitas fotomontagens do Sócrates aos beijos ao Cavaco. Isso sim, são blogues de qualidade e futuro garantido!

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publicado às 16:03

O fim dos blogues

por Kruzes Kanhoto, em 25.10.08
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Algo realmente útil

por Kruzes Kanhoto, em 24.10.08

Qual Google, qual Yahoo, este sim é o melhor motor de busca do mundo. E dos arredores, também.

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publicado às 19:36

Algo realmente útil

por Kruzes Kanhoto, em 24.10.08
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Prémio Dardos

por Kruzes Kanhoto, em 24.10.08

A Manga dalpaka, do blogue Front Office, linkado – preferia dizer hiperligado mas não me soa nada bem – na barra lateral aqui do KruzesKanhoto, atribuiu-me o prémio “Dardos”. O que, obviamente, me deixou todo satisfeito. Contentinho, até. Vou, no entanto, ser mau. Bera, mesmo. Coisa em que, diga-se, sou bom. Fico com ele só para mim e não o passo a mais ninguém contrariando, ou apenas não cumprindo o que como se sabe não é exactamente a mesma coisa, uma das regras que impunha a sua passagem a mais quinze blogues.

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publicado às 00:18

Prémio Dardos

por Kruzes Kanhoto, em 24.10.08
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A "outra" pergunta

por Kruzes Kanhoto, em 23.10.08

A recente polémica em torno do casamento dos homossexuais tem sido centrada, quase exclusivamente, nos supostos “direitos” que a estes devem ser reconhecidos e na discriminação de que dizem ser vitimas – os desgraçadinhos - por a lei não prever, ou permitir, que possam casar com o seu parceiro de paneleiragem ou de fufice.

Este parece, aliás, ser o único aspecto em discussão. Ninguém se mostrou preocupado com as consequências que adviriam para os restantes cidadãos, que têm todo o direito a não gostar destas misturas, se a lei passasse a consagrar a possibilidade legal de duas pessoas do mesmo sexo serem casadas uma com a outra. A ter ido em frente esta intenção legislativa, poderiam vir a suceder-se os mal-entendidos e as situações em que as pessoas se sentiriam ofendidas e humilhadas ao serem-lhe colocadas questões que, presentemente, todos temos como banais.

Imagine-se, perante a necessidade de responder a um inquérito, preencher um formulário ou elaborar qualquer documento, alguém perguntar-nos o nosso estado civil e, no caso de a resposta ser casado, inquirir seguidamente se com um homem ou com uma mulher.

Cá por mim dava-lhe um murro nos cornos.

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publicado às 03:59

A "outra" pergunta

por Kruzes Kanhoto, em 23.10.08
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A pergunta

por Kruzes Kanhoto, em 22.10.08

Há perguntas e perguntas. Inconvenientes, desnecessárias, pertinentes, incomodas, inocentes e outras coisas mais que agora não me ocorrem. Esta, da autoria de um deputado do grupo parlamentar do Partido Comunista, acerca do atraso na construção do IP2 é, no mínimo, desconcertante. É que assim de repente não estou a ver motivo nenhum…Se descontarmos um riquíssimo ecossistema, de existência desconhecida até saber-se que ia por lá passar uma estrada, e com o qual ninguém se preocupou antes ou depois de terem conseguido o chumbo do traçado e garantido o sossego da bicharada que por lá habita.

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publicado às 04:50

A pergunta

por Kruzes Kanhoto, em 22.10.08
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Humor contemporâneo

por Kruzes Kanhoto, em 21.10.08

Aparentemente há coisas com que não se brinca. Pelo menos deve ser isso que pensam alguns iluminados que pretendem ditar as regras do politicamente correcto e que parecem pretender que todos as sigam. Mesmo os que se estão nas tintas para elas. E também para eles. Como se não vivêssemos numa sociedade plural onde cada um tem direito à sua opinião e a expressá-la livremente.

Houve quem se sentisse incomodado com o sketch dos “Contemporâneos”, que ironizava com a temática dos casamentos “gay”, em que os actores intervenientes interpretavam o papel de dois ciganos que davam o nó. Parece que em Portugal apenas os políticos e os alentejanos podem ser alvo de piadas. Por mais parvas, estúpidas, ofensivas e muitas vezes caluniosas que, não raramente, se revelem.

O programa televisivo terá conseguido de uma só vez desagradar aos homossexuais e aos ciganos. O curioso é que, sabe-se, os segundos não gostam dos primeiros e ter-se-ão sentido ofendidos por alguém brincar com o sentimento da comunidade, que de forma alguma se revê em práticas que consideram abjectas como a homossexualidade. Contudo não é isso que preocupa a intelectualidade queixinhas e apaneleirada. Para essa gente a comunidade cigana está à vontade para ser homofóbica, seja lá isso o que for, os outros é que não podem sê-lo.

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publicado às 17:02

Humor contemporâneo

por Kruzes Kanhoto, em 21.10.08
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Javardos à solta

por Kruzes Kanhoto, em 20.10.08

Impressiona a quantidade de estremocenses que utilizam o relvado circundante ao Rossio como local de eleição para o passeio higiénico do seu cachorro. A qualquer hora do dia, mas com especial incidência ao fim da tarde e durante a noite – embora haja quem o faça às seis da manhã – é comum encontrar várias pessoas com o canito à trela, ou até mesmo com o bicho em liberdade, aguardando que a natureza cumpra a sua função e o seu amigo de quatro patas volte para o aconchego do lar com a tripa aliviada. Numa observação atenta, embora desatenta também sirva, constata-se facilmente que poucos, raríssimos mesmo, são os que utilizam um saco ou qualquer outro meio de recolha dos dejectos.

Agora que se avizinha a discussão pública do projecto vencedor do concurso de ideias para a requalificação do Rossio e largos adjacentes, seria interessante que os estremocenses reflectissem acerca do uso que dão à zona nobre da cidade. Por mim, prefiro o jogo da “malha” que ocupa a zona entre o coreto e o “quiosque das mines”, do que o espectáculo deplorável de cães a cagar nos outros três lados deste imenso quadrilátero.

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publicado às 22:56

Javardos à solta

por Kruzes Kanhoto, em 20.10.08
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A subtracção

por Kruzes Kanhoto, em 19.10.08

Na blogosfera nacional tem sido dado amplo destaque aos péssimos resultados obtidos pela governação socialista, através da comparação com diversos indicadores relativos ao ano de 2004 e onde se demonstra que, em todos os itens analisados, o país está pior. Muito pior.

É verdade que os números, quando torturados, dizem aquilo que nós quisermos que eles digam. De uma coisa tenho, no entanto, a certeza. Graças ao governo de José Sócrates e ao ódio visceral que nutre pela função pública, recebo mensalmente cem euros a menos do que receberia não fossem as alterações manhosas que o homem andou a fazer nas regras de promoção e progressão nas carreiras. São mil e quatrocentos euros por ano que me são subtraídos. Portanto, pelo menos eu, não estou seguramente melhor que em 2004.

Independentemente dos resultados, parece-me licito concluir que estamos a ser governados por pessoas que subtraem coisas a outras pessoas. Ora a actividade subtractiva tem nome e é daqueles que, no caso, nada tem a ver com a matemática tal como a conhecemos.

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publicado às 20:11

A subtracção

por Kruzes Kanhoto, em 19.10.08
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A despesa tornou-se, finalmente, pública.

por Kruzes Kanhoto, em 18.10.08

Em nome da transparência, legislação recente obriga as entidades públicas a publicar na internet todos os contratos de fornecimento de bens, aquisição de serviços, ou outros que sejam celebrados por ajuste directo.

Graças a esta medida ficamos a saber de que forma o dinheiro dos portugueses é gasto. Não sei se isso nos tornará mais felizes, até porque, como muitas vezes digo, o excesso de informação é quase tão prejudicial como a falta dela. Saúde-se, no entanto, a imposição desta obrigatoriedade que nos ajudará perceber o que os responsáveis fazem com o dinheiro dos contribuintes/eleitores.

Aleatoriamente e sem qualquer critério que questione, nomeadamente, a bondade ou não das opções que levaram à realização da despesa, escolhi este exemplos:

Câmara Municipal da Maia – Prestação de serviços de colocação de outdoors e produção de imagens em vinil e lona para a campanha “Não às portagens” – 18.934.50€;

Câmara Municipal de Alandroal - Aluguer de toiros para a Corrida a realizar no dia 27/09/2008 - 10.000,00 €;

Câmara Municipal de Alandroal - Prestação de Serviços do Cavaleiro Tauromáquico João Salgueiro - 14.000,00 €;

Câmara Municipal de Alandroal - Aluguer de 6 toiros de lide para a Corrida de Toiros da Juventude - 9.900,00 €;

Câmara Municipal de Alandroal - Aquisição de serviços para apresentação de um espectáculo com “Anjos” - 18.000,00 €;

Câmara Municipal de Alijó - Aquisição de perdizes - 415,00 €;

Câmara Municipal de Castelo de Paiva - Aluguer de 37 autocarros – Passeio anual de idosos 2008 - 14.623,81 €;

Câmara Municipal de Peso da Régua - Aquisição de Serviços de Transporte para Passeio Sénior 2008” - 17.960,00 €;

Câmara Municipal de Portimão - Prestação de serviços de refeições para seniores do Concelho participantes na Comemoração do “Dia Internacional da Pessoa Idosa – 2008” - 42.504,00 €;

Câmara Municipal Vila Franca Xira - Aquisição de aulas de yoga para a época 2008/2009 - 6.075,00 €;

Desenvolvimento Turístico da Costa do Estoril, E.M. - Parecer Jurídico - 12.000,00 €;

Direcção Regional de Organização e Administração Pública - Spot televisivo de apelo ao voto antecipado de estudantes - 14.600,00 €;

Direcção-Geral das Artes - Serviço de catering para 1 cocktail de inauguração - 7.760,00€;

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Fornecimento de 9072 rolos de papel higiénico folha dupla tipo jumbo, para utilização interna dos Serviços da Faculdade - 5.806,08 €;

Município de Paredes - Fornecimento de Uma Escultura alusiva aos Direitos Humanos e Prémio Nobel da Paz - 25.000,00 €;

Rádio e Televisão de Portugal SA - Limpeza de Guarda-roupa - 12.384,15 €;

Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Leiria - Prestação de serviços para as especialidades de Ginecologia/Obstetrícia - 15.401,88€.

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publicado às 19:50

A despesa tornou-se, finalmente, pública.

por Kruzes Kanhoto, em 18.10.08
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Autarquicas 2009

por Kruzes Kanhoto, em 17.10.08

As próximas autárquicas continuam a mexer com as máquinas partidárias e, consequentemente, as noticias - muitas vezes também as não noticias - mais ou menos ridículas começam a surgir. Neste âmbito a mais recente novidade é a provável candidatura de Pedro Santana Lopes à Câmara de Lisboa. O menino guerreiro, dado várias vezes como morto politicamente, está a pôr-se a jeito e a direcção do partido, só para não ter chatices, parece não se opor. Até porque o candidato a candidato reunirá muitos e importantes apoios entre os sociais-democratas.

Que o ex-primeiro ministro, ex-presidente do Sporting, ex-presidente da Câmara de Lisboa, ex-presidente da Câmara da Figueira da Foz, ex-presidente do PSD e actual deputado e aposentado da política, pretenda voltar a ser presidente de qualquer coisa não é de admirar. O que verdadeiramente espanta é a fixação de muita gente nas hostes do PSD por este figurão que já demonstrou, nos muitos lugares por onde tem passado, todas as suas aptidões para dirigir seja o que for.

Confirme-se ou não este cenário, não restarão muitas dúvidas que ele continuará a andar por aí. A atormentar-nos.

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publicado às 19:26

Autarquicas 2009

por Kruzes Kanhoto, em 17.10.08
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Informação aos leitores

por Kruzes Kanhoto, em 16.10.08

Têm-me sido reportados problemas no acesso a este blogue nomeadamente por, em alguns computadores, ser exibida pelo Internet Explorer uma mensagem de erro informando da impossibilidade daquele navegador abrir este endereço. Apesar de, com um pouco de insistência, a dificuldade ser ultrapassável e à segunda ou terceira tentativa o blogue ser aberto, tenho feito inúmeros testes no sentido de localizar a fonte do problema. Removi todos os elementos da página e, inclusive, testei vários templates sem conseguir determinar a causa do erro que, sublinho, afecta apenas um reduzido número de leitores. Tal facto poderá, digo eu como podia dizer outra alarvidade qualquer, ter a ver com as definições do I.E. ou de algum software de protecção mais “temperamental” que os leitores tenham instalado.

Relativamente às hiperligações do cabeçalho e da barra lateral, que têm suscitado interrogações e reservas por parte de alguns visitantes mais desconfiados, trata-se de publicidade colocada aleatoriamente pelo Google, não tendo o autor deste blogue qualquer interferência na escolha dos anúncios que vão surgindo. Obviamente que a sua fiabilidade em termos de segurança é total, pelo que dela não advêm qualquer perigo para a segurança ou privacidade de quem visita este blogue.

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publicado às 22:29

Informação aos leitores

por Kruzes Kanhoto, em 16.10.08
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Promoção fantástica!

por Kruzes Kanhoto, em 16.10.08

A iniciativa de distribuir computadores “Magalhães” pelos mais petizes tem merecido amplo destaque neste blogue e, sobre ela, já foi praticamente tudo dito. E escrito também. O que me baralha a mente é haver quem compre este equipamento, à margem do sistema de ensino. Mas, pelos vistos, há e até fizeram bicha – cá por mim continuo a dizer bicha – para comprar um destes computadores por duzentos e oitenta e cinco euros quando o podem ter a custo zero ou por vinte euros. Isto, claro, para quem trabalhe por conta própria e tenha apoio da acção social escolar. Na pior das hipóteses, a traquitana poderá ser adquirida por uns miseráveis cinquenta euros, no caso de alunos que os pais trabalham por conta de outrem.

Talvez por isso as campanhas de vendas atinjam uma agressividade pouco usual entre nós. De tal forma, que os vendedores chegam a fazer fantásticos descontos de zero euros!

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publicado às 08:15

Promoção fantástica!

por Kruzes Kanhoto, em 16.10.08
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publicado às 08:15

Problemas chatos

por Kruzes Kanhoto, em 15.10.08

A entrega na Assembleia da Republica da proposta de orçamento de Estado para 2009 foi bastante atribulada. Consta que o problema esteve relacionado com pen’s. Nada de muito grave, no entanto. Pelo menos nada que afecte o desempenho ou prejudique a performance governativa neste momento difícil em que é necessário tomar medidas para combater a crise financeira.

Fontes pouco fidedignas, daquelas que nada sabem e tudo inventam, garantiram-me que os imprevistos terão estado relacionados com a sugestão que deixei neste post. Não terá envolvido números trocados ou contas erradas mas antes problemas ligeiramente aborrecidos. Chatos, até mesmo.

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publicado às 15:03

Problemas chatos

por Kruzes Kanhoto, em 15.10.08
Problemas chatos
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publicado às 15:03

O ditadorZÉco

por Kruzes Kanhoto, em 15.10.08

Não é que me identifique com o tipo de sociedade preconizada pelo PNR, até porque nem sei ao certo, e ainda menos ao incerto, qual o tipo de sociedade que este partido preconiza. Sei é que gosto de campanhas - sejam políticas, publicitárias ou outras - com imaginação e sentido de humor. E este cartaz, apesar dos macambúzios do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista acharem o contrário, tem alguma piada e sentido de oportunidade.

Concorde-se ou não com a mensagem transmitida, goste-se ou não da ideologia seguida pela organização partidária responsável pela colocação do cartaz, devia ser-lhe reconhecido o direito a expressar livremente a sua opinião. Direito que lhe foi negado pelo vereador da Câmara de Lisboa, eleito pelo pequeno grupelho de extrema-esquerda, que ordenou a retirada do cartaz. Tiques de quem acha que faz falta. Tanta como a fome, acrescento eu.

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publicado às 08:53

O ditadorZÉco

por Kruzes Kanhoto, em 15.10.08
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publicado às 08:53

Aiiiii...que sou tão discriminadinho!

por Kruzes Kanhoto, em 14.10.08

Noticiava o Expresso de uma destas semanas que na firma C. Santos, representante da marca de veículos Mercedes em Portugal, existiria uma circular interna, mais ou menos secreta, que instigaria os vendedores a dificultarem a venda de viaturas a clientes de etnia cigana. Atendendo ao que é possível observar nas feiras, acampamentos e bairros sociais, ou a dita norma interna nunca existiu, ou não tem sido cumprida por parte dos profissionais da empresa. Outra hipótese, igualmente não desprezível, é que os interessados vão comprar os carrinhos da sua preferência a outro lado.

Obviamente perante uma notícia deste teor surgiram de imediato algumas indignações. Injustificadas a meu ver. Primeiro porque quem vende tem o direito de escolher a quem quer vender e, segundo, porque a haver discriminação ela estender-se-á a uma grande maioria da população e é feita descaradamente. Como? Com aqueles papelitos, cheios de algarismos, que eles colocam nos pára-brisas dos automóveis que tem para venda lá nos stands…

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publicado às 22:38

Aiiiii...que sou tão discriminadinho!

por Kruzes Kanhoto, em 14.10.08
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publicado às 22:38

Momentos de glória

por Kruzes Kanhoto, em 14.10.08

Disse uma vez um jornalista, em pleno período revolucionário, que “por maior que fosse a fita de um gravador nela não caberia a sabedoria do povo”. Provavelmente teria ouvido expressões como a proferida, um destes dias, por uma velhota que garantia para os microfones e câmaras de televisão que lhe faziam pontaria, que “eles lá no Palramento palram, palram…Só o que sabem é palrar!”

É nestas alturas que sinto uma inveja danada – é feio ter inveja, eu sei, mas não consigo evitar – de não ter jeito para fazer uns trocadalhos do carilho, como o que a idosa senhora proferiu naquele brilhante improviso, e que constituiu o seu momento de glória.

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publicado às 12:55

Momentos de glória

por Kruzes Kanhoto, em 14.10.08
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publicado às 12:55

Portáteis para todos

por Kruzes Kanhoto, em 13.10.08

A distribuição massiva de computadores portáteis, sejam eles Magalhães ou daqueles mais a sério, pelo governo no âmbito dos programas e-escola e outros, tem sido ridicularizada e alvo das mais variadas e contundentes críticas. Não me parece justo. Esta iniciativa permitiu, entre outras coisas, massificar o acesso à internet e fez baixar de forma significativa o preço deste equipamento, o que teve como principal consequência a “democratização” do seu uso.

Como em tudo na vida também este processo terá os seus excessos e aproveitamentos. Nada, no entanto, que chegue para ofuscar o brilhantismo de uma medida que faz chegar computadores a quem nunca supôs possuir um. Como aqueles dois ciganitos, de doze ou treze anos, que encontrei um destes dias numa loja da cidade, onde alguém dotado de uma paciência infinita lhes preenchia o modelo do Ministério da Educação para requisitarem o seu portátil. Embora não saibam ler nem escrever, a perspectiva de efectuarem um bom negócio era mais que suficiente para justificar o brilho de contentamento que era bem visível no seu olhar.

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publicado às 19:38

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por Kruzes Kanhoto, em 13.10.08
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publicado às 19:38

Vendas sem estratégia

por Kruzes Kanhoto, em 12.10.08

Durante o fim-de-semana um banal incidente doméstico envolveu a necessidade de utilização de um dispositivo para fixar solidamente dois objectos entre si. Dado que, na situação em causa, o pequeno problema apenas podia ser resolvido mediante o recurso a um parafuso e uma porca, e não dispondo em casa destes acessórios nas dimensões adequadas, tentei adquiri-los numa grande superfície comercial da cidade. Até porque, estando o restante comércio encerrado, nem o podia fazer noutro sítio.

Estavam-me, no entanto, reservadas algumas surpresas. Após encontrar a medida dos parafusos pretendidos constatei que a embalagem não incluía as respectivas porcas. Uma inovadora estratégia de vendas ou uma imposição legislativa visando proteger o consumidor incauto que apenas pretenda comprar parafusos e tenha que gramar com as porcas, foi o que primeiramente me ocorreu. Nada disso. Uma mais cuidada observação permitiu-me constatar que nenhuma das espécies de parafusos e porcas, à venda em embalagens separadas, tinham qualquer relação de medida entre si. Ou seja, nenhuma das porcas enroscava em nenhum parafuso exposto. O que me leva a concluir que, afinal, é só burrice da parte de quem vende.

Sem estes acessórios, apenas umas artimanhas manhosas permitiram minorar os estragos. Resta-me ter esperança que a coisa aguente até o comércio tradicional reabrir.

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publicado às 19:40

Vendas sem estratégia

por Kruzes Kanhoto, em 12.10.08
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publicado às 19:40

Quase gaja nua

por Kruzes Kanhoto, em 11.10.08

Como é reconhecido, este blogue não é um espaço de informação nem de debate. Tão pouco pretende ser uma espécie de serviço público - nem privado – para os leitores que assídua, ou ocasionalmente, por aqui vão passando. Não encontro uma forma fácil de o dizer mas, há que assumi-lo com toda a frontalidade, este blogue optou desde o seu início pelo culto do desagradável. E, sempre que possível, pelo inconveniente.

Raras são as ocasiões em que aqui se procura ir ao encontro dos gostos ou sugestões dos visitantes. Fazê-lo constituiria uma cedência intolerável e podia conduzir-nos por caminhos mais ou menos tenebrosos, até que um dia isto se tornasse num sítio razoavelmente agradável. Ou, pior ainda, com alguma “Qualidade”. Por iso não trilharei esse caminho.

No entanto hoje estou disposto a quebrar essa regra que impus a mim próprio. A foto que acompanha este post visa, na medida do possível, satisfazer os visitantes que insistentemente continuam a pesquisar no Google por “gajas nuas”, “gaijas nuas”, “mulheres peladas” e outras expressões assaz curiosas, que só não reproduzo por, apesar de tudo, pretender manter alguma dignidade neste espaço. Talvez não corresponda inteiramente às expectativas de quem faz este tipo de pesquisas, mas é o que se pode arranjar.

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publicado às 12:35

Quase gaja nua

por Kruzes Kanhoto, em 11.10.08
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publicado às 12:35


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