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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E do Pai Natal, ninguém reclama?!

por Kruzes Kanhoto, em 19.11.17

Agora que está quase a chegar mais uma quadra natalícia, é com manifesta expectativa e uma mal disfarçada ansiedade que aguardo pela nova causa fraturante do Bloco de esquerda e de outras forças minoritárias na sociedade mas amplamente dominantes no âmbito do mediatismo. Já me tarda uma campanha contra o Pai Natal. Não espero – e daí não digo nada - que desatem à porrada aos desempregados gordos com vestimenta vermelha e longa barba branca que, por estes dias, vão andar um pouco por todo o lado. Mas, tirando a parte da pancadaria, começo a achar estranha a ausência de uma campanha dirigida às criancinhas a esclarece-las que o Pai Natal não existe e que o anafado de vermelho é apenas mais um símbolo da sociedade capitalista, opressora e estereotipada de que urge libertá-las. Nem sei porque esperam, essas inteligências de perú. E por falar em perú, que tal outra campanha para salvar os perús deste planeta? É pá, vá lá, não me desiludam...

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A igreja e os homossexuais

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.17

Mesmo não sendo devoto de nenhuma causa religiosa – a minha religião é o Benfica, e isso me envaidece – tenho a vaga sensação de, em algum lado, ter lido ou ouvido que a igreja católica estaria a atravessar uma grave crise de vocações. Tanto assim seria que, ao que até agora era a minha crença, os candidatos a percorrer os caminhos da fé e a dedicarem a vida a Cristo seriam em número quase insignificante. Ou seja, ninguém queria ir para padre.

Parece que, também nisto, não podia estar mais enganado. Afinal existirá uma legião imensa de gente que aquilo porque mais anseia é vestir a sotaina. Bastou um clérigo qualquer afirmar que os homossexuais não reúnem as condições necessárias para o acesso à profissão – de fé, no caso – e que, portanto, não serão admitidos no sacerdócio para, quase de imediato, serem mais do que muitos os que, de repente, descobriram a vocação. Isto, claro, a julgar pelas reacções exacerbadas que as palavras do senhor – o vigário, não o Outro – motivaram entre, quero acreditar, os putativos candidatos a seminaristas. Ou, então, são apenas os cães raivosos do politicamente correcto a mostrarem os dentes quando alguém lhes “vai ao cú”.

Mas, a bem dizer, a posição da igreja quanto a esta temática não se me afigura muito católica. Podiam, digo eu, aceitar os homossexuais. Pelo menos os não praticantes.

 

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E uma baixazinha no IRS?

por Kruzes Kanhoto, em 16.11.17

Segundo as contas do governo – ainda não desmentidas, ao que julgo saber – o descongelamento dos escalões dos professores custaria seiscentos e cinquenta milhões de euros. Coisa que, pelos vistos, pouco ou nada importa aos sindicatos. Mas – e não é por uma questão de inveja ou falta de respeito pela profissão – importa-me a mim. E muito. É que esta maçaroca toda representa um pouco mais de meio por cento do total do IRS que o governo prevê arrecadar em 2018.

A menos que me esteja a escapar alguma coisa deve existir uma qualquer espécie de discriminação nisso do descongelamento. Para os professores, ao que declararam alguns docentes às televisões, estarão em causa umas centenas de euros por mês. Mas, para a generalidade das carreiras da função pública, o tal descongelamento não dá mais do que umas três dezenas de euros mensais a cada funcionário. Logo, não me parece que a classe docente tenha assim tanta razão de queixa. Ou se há é apenas por estarem com dificuldade em recuperar parte dos privilégios perdidos.

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Blogs do ano

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.17

A sério que o blog do ano, na área do entretenimento, é uma coisa chamada “Bumba na fofinha”?!

E o “Poupadinhos e com vales” - graças ao qual ficaria elucidado acerca das diferenças entre a Bimby nova e a velha Bimby, se me desse ao incomodo de ler o post sobre o tema – foi o vencedor na categoria “negócios e empreendimento”?! De verdade, ou isso é só a reinar?!

Diz também que o “Emprego pelo Mundo” ganhou na categoria “Política e Economia”. Deve ser por não ter tido actualizações nos últimos seis meses…

Claro que nada disto tem importância. Nem, obviamente, serve para coisa alguma. A não ser para evidenciar a indigência mental que vai reinando por aí...

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Cara comida para estudante...é coisa do passado.

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.17

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Uma das últimas indignações deste país de indignados teve a ver com as refeições servidas nas escolas e nas cadeias. Fraca qualidade, pouca quantidade e ingredientes indesejáveis reveladores de falta de higiene, foram os motivos que mais indignaram os profissionais da indignação. E são muitos, diga-se. Tantos que, seja na comunicação social ou no Facecoiso, conseguem ditar a agenda política. Mas isso, agora, não vem ao caso. O que vem ao caso é a desatenção, a ligeireza e a hipocrisia com que toda essa malta olha para estas coisas. E para outras, também.

Podiam, por exemplo, fazer a comparação entre o preço das refeições dos alunos e o das refeições servidas nas festas para os idosos. Podiam até, num rasgo de impertinência, questionar aqueles que elegem acerca do que tem a dizer sobre tão grande discrepância. É que isto de uma refeição para presos e estudantes ser tão mais barata do que a servida a velhinhos – que, na esmagadora maioria, até nem comem assim tanto – deve ter aqui uma marosca qualquer. Que, de certeza, nada terá a ver com aquela coisa dos votos, ou lá o que é, de que se alimentam os políticos.


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Uma questão de anatomia

por Kruzes Kanhoto, em 13.11.17

Dizer que um dia destes não se pode manifestar uma opinião divergente do modelo de pensamento único que está a ser imposto à sociedade, não constitui nenhuma espécie de premonição. É, apenas, constatar o óbvio. E, em algumas circunstâncias, nem é necessário expressar opinião nenhuma. Basta distraidamente dizer qualquer coisa que ofenda os policias do politicamente correcto que, quais pides dos tempos modernos, se encontram ao virar da esquina. Ou da tecla, que agora é mais moderno.

Uma das muitas vitimas destas bestas foi, ao que é noticiado, um professor inglês que – por uma confusão qualquer – chamou menina a uma gaiata que tem a mania que é um gajo. “Aquilo simplesmente saiu-me”, ter-se-á desculpado o docente que – veja-se lá a ignorância do homem – acredita que o sexo de cada um é definido quando se nasce. As pessoas acreditam em cada coisa…

Mas, crenças à parte, o professor está metido em sarilhos. A pirralha levou aquilo a peito, fez queixinha e agora o mais certo é ser despedido. Por mim a coisa resolvia-se muito facilmente. Homem tem próstata. Portanto alguém que enfie o dedo no cú da catraia e ficam as dúvidas esclarecidas quanto ao que ela é ou não. O resto são ideias de merda.

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O Estado serve, ao certo, para quê?!

por Kruzes Kanhoto, em 12.11.17

Que um policia seja malhado por um meliante não me parece nada de por aí além. É um dos riscos, talvez o principal, que consigo associar à profissão. Inquietante é a ausência de reacção à agressão. Quer o agente agredido quer o colega teriam, como todos os agentes da autoridade, uma arma à cintura. E, ambos, optaram por não a utilizar. Em cumprimento, presumo, de alguma lei ou regulamento que determina o protocolo a seguir numa daquelas situações. Ou, mais inquietante ainda, por receio do que viria a seguir se, por sorte, limpassem o sebo ao agressor. Ora é precisamente aqui que a coisa se torna extremamente preocupante. Se os policias agiram assim quando em causa estava o seu próprio coiro, nem quero imaginar o que fariam se fosse o meu.

Perante situações deste género, a pergunta “para que serve o Estado?” é cada vez mais pertinente. Se abandona o território, deixa as populações à sua sorte e não garante a segurança dos cidadãos não parece que sirva para grande coisa. Excepto, talvez, para aquilo de recolher impostos com vista a satisfazer pensionistas e sindicatos.

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Constatações

por Kruzes Kanhoto, em 10.11.17

Segundo as poucas fontes que demonstram a coragem suficiente para escrever acerca do assunto, serão bastantes os alegados refugiados que aportam aos países ricos do norte da Europa – os únicos onde lhes interessa refugiar, diga-se – acolhidos ou adoptados por mulheres solteiras, viúvas ou divorciadas. A maioria delas, segundo os mesmos relatos, já com alguma idade. Será, por certo, por uma questão de disponibilidade. Ou – e isso não tem nada de mal – para receberem da segurança social local um subsidio que as compense por tão piedoso acto. Mesmo que a quase totalidade desses acolhidos sejam do sexo masculino, como dizem ser o caso, continuo a não descortinar nisso nada de reprovável.

Também em Portugal, nos trabalhos jornalísticos onde o tema é abordado, a maioria dos intervenientes na tentativas de importar alegados refugiados são mulheres. Tal como na estranja com uma idade ligeiramente avançada. E também, certamente por disponibilidade para a fotografia, a maior parte dos alegados refugiados são homens. Não vou estar para aqui a tirar conclusões. Estou apenas a constatar. Até porque, fosse o que fosse que concluísse, era coisa que importava tanto como a chuva que tem caído no Alentejo por estes dias. Mas lá que constato, constato...

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Trump e bolcheviques. Malucos que chegaram ao poder.

por Kruzes Kanhoto, em 08.11.17

Reitero o que, aqui há atrasado, escrevi acerca do Trump. Uma desilusão, a criatura. Ao contrário do que garantia a intelectualidade, a malta de esquerda e todos aqueles que aspiram a serem considerados como pessoas sensatas ou, apenas, vagamente inteligentes o mundo continua a girar, o sol a nascer do mesmo lado e nada de especial ou de notória relevância ocorreu envolvendo o dito personagem. O homem é, tal como se esperava, um político igual aos demais. Pouco ou nada cumpre daquilo que promete. Até eu, um dos poucos incultos e iletrados políticos que vagueiam pelos blogs, percebi isso há um ano atrás.


Também por esta altura se assinala mais um aniversário da revolução bolchevique. Ocorrência da qual, ao que parece, os habitantes do antigo império onde os revolucionário governaram nem querem ouvir falar. Foi, para eles, uma página negra. Se há povo com a obrigação de perceber esse sentimento somos nós, os portugueses. Passámos pelo mesmo. Durante quarenta e oito anos também tivemos de aturar uns labregos que julgavam saber o que era melhor para os outros. Daí ter alguma dificuldade em perceber – eles, se calhar, também – a nostalgia com que os comunistas portugueses recordam a antiga União Soviética. Desiludam-se. Aquilo não volta. Agora existe um antídoto para aquela propaganda. Chama-se informação.

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A perua como forma de reconhecimento

por Kruzes Kanhoto, em 07.11.17

Ainda sou do tempo em que, para cair nas boas graças de alguém ou como forma de reconhecimento, as pessoas ofereciam géneros de diversa ordem a quem lhes tinham feito alguma espécie de favor ou àqueles de quem esperavam obter algum tipo de favorecimento. Fosse a um médico, político, professor ou, até, um amanuense qualquer.

Como foi o caso, já lá devem ir uns bons trinta anos, de umas quantas senhoras que, gratas por o presidente da Câmara lhes ter arranjado emprego, decidiram ofertar uma perua ao filantropo autarca de então. O pior é que o bicho, pouco disposto a ser o actor principal da cerimónia de agradecimento, resolveu fugir. Claro que as tentativas de captura da ave transformaram a pacatez da praça principal da cidade num pandemónio e divertiram quem assistia ao espalhafato.

Para além da risota que provocou, a fuga da perua teve a inequívoca vantagem de tornar a oferenda do domínio público. Foi assim a modos que um acto de “transparência” involuntária. Embora isso, para a época, nem fosse necessário dada a naturalidade com que estas coisas eram aceites. Hoje não será assim. O que, de certa forma, é uma pena. Porque as “prendas” foram substituídas pela subserviência e isso é, manifestamente, pior. Muito pior.

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Os amigos dos pulguentos

por Kruzes Kanhoto, em 06.11.17

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Ao que parece anda por aí – para os lados de Lisboa, mais concretamente – um grupo de indivíduos que, estilo “comandos”, tratam de defender os animais mal-tratados. Seja pelos donos ou em situação de abandono. Os método, a ser verdadeiro o relato feito num órgão de comunicação social online, é que não se afigura o mais adequado. O recurso à violência e à coação são condenáveis e, como dizem os entendidos nas coisas do pacifismo, geram sempre mais violência. Mas, admito, o principio é bom. Pena que outros não lhes sigam o exemplo. Podiam voluntariar-se para limpar as ruas, passeios, parques e jardins que estão repletos de merda de cão. Seria, igualmente, uma forma de demonstrar carinho pelos bichos. Tão válida como a outra e, seguramente, mais valorizável. A menos que aos donos fosse necessários dar uns murros nos cornos. E alguns bem merecem.


Sucedem-se os casos de pessoas atacadas por cães. Nada de muito surpreendente, dada a explosão demográfica verificada no âmbito da canzoada nas cidades e a consequente convivência forçada entre pessoas e canitos. Serão, portanto, normais os desaguisados entre uns e outros. Com tendência, diga-se, a acentuado agravamento. Por enquanto, salvo uma ou outra excepção, a maior parte desse convívio forçado ainda ocorre ao ar livre mas, um dia destes, passará também a dar-se em espaços fechados e de grande concentração de pessoas. E aí, desconfio, o nível de conflitualidade é capaz de fazer dos nossos brandos costumes uma boa recordação do passado. Porque agora, como se tem visto, não há quem intervenha se deparar com alguém a dar uma carga de porrada num desgraçado qualquer. Mas se num restaurante uma pessoa der um pontapé a um cão, quase aposto que não sai de lá inteira...

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Manipulação informativa, misandria e xenofobia. Tudo em directo numa TV perto de si.

por Kruzes Kanhoto, em 04.11.17

A comunicação social insiste em manter na ordem do dia a cena de pancadaria em Lisboa. Como se isso fosse algo de importante para o país ou dali tivessem resultado consequências que constituíssem uma qualquer espécie de drama. Afinal, para quem terá sido agredido selvaticamente, os tais jovens até parecem não estar assim tão mal. Isto ou os seguranças batem como meninas ou alguém nos está a contar uma história alternativa. Entretanto não se vai falando no OE/2018. Realmente o que é que isso pode interessar aos portugueses quando comparado com um arraial de porrada entre meliantes? Nada, obviamente.


E aquilo do assédio sexual, ou lá o que é? Mais uma modernice. Outro filão a explorar até à exaustão pelo comité das noticias. Não tarda, também por cá, começarão a vir a terreiro umas quantas criaturas muito traumatizadas por terem sido apalpadas pelos colegas de carteira na escola primária. É nestas alturas que bem-digo ser pobre. Parece-me que é a única condição para se estar imune a esse tipo de acusações.


O elevado preço das casas em Lisboa é culpa, ao que alegam uns quantos, dos estrangeiros endinheirados que vêm para cá beneficiar da isenção de IRS, concedida em 2009 pelo governo do Sócrates e ainda hoje em vigor. Uma chatice, isso de essa estrangeirada vir para Portugal gastar o dinheiro deles quando o podiam fazer noutro país qualquer. Daí que ande a germinar a ideia de acabar com essa benesse. Eles que paguem como os demais, ameaçam umas criaturas que entendem tanto do que estão a falar como eu de cozinha uzebeque. Mas, se fazem assim tanto mal na capital, façam-nos pagar tudo e mais alguma coisa onde acham que a sua presença está a distorcer o mercado e isentem-nos, também de tudo e mais o resto, em todo o interior do país. Mas não. Isso não será feito. Preferem que continuemos orgulhosamente sós. Como o outro.

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Se fosse uma "Rural Beach" não interessava nada...

por Kruzes Kanhoto, em 03.11.17

Não conheço a tal “Urban Beach”, ou lá o que é. Nunca, até ontem, tinha sequer ouvido falar em tal espaço de diversão e, por isso e por jamais lá ter posto a sola dos sapatos, até admito que aquilo possa ser um antro de má vida, frequentado por criaturas da melhor estirpe guardado por gente do piorio. Concedo, também, que um governo mantido no poleiro por partidos que têm por referência ditadores malucos possa, só porque sim e à margem de qualquer decisão judicial, encerrar um negócio privado. Hoje uma discoteca, amanhã um supermercado, no outro dia, quiçá, uma televisão. Não seriam os primeiros. Pouco me surpreende, portanto. O que me espanta é a passividade com que isto se aceita. Até parece uma coisa normal. E, se calhar, é mesmo. Deve ser aquilo de uma mão lavar a outra.

Provavelmente devo ter sido só eu a reparar mas, desde que surgiram as noticias das agressões na tal discoteca lisboeta, deixou-se de falar na tentativa de assassinato levada a cabo em Coimbra por dois indivíduos, ao que se noticia, de etnia cigana. Das duas uma. Ou os agredidos de Lisboa são mais importantes, ou os agressores da capital são mais sacanas que os da cidade do Mondego. Ou, terceira hipótese que não invalida nenhuma das outras, há por aí um comité de propaganda que sabe muito bem que noticias devem ser dadas ao pagode...

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Os reformados são a vaca sagrada do regime

por Kruzes Kanhoto, em 02.11.17

Comove-me a obsessão dos governantes – destes e doutros – com os reformados. Com os actuais, porque dos futuros - e isso é condição a que todos chegaremos se não morrermos antes – ninguém quer saber. Já escrevi em inúmeras ocasiões que não consigo perceber a justiça que alegam existir num anunciado aumento do valor das pensões. Nem, por outro lado, detecto qualquer fundamento válido para reverter os cortes – ou, até mesmo, para não cortar ainda mais – a pessoas que se reformaram aos cinquenta anos, com trinta de serviço e com o mesmo ordenado que auferiam no dia em que deixaram de trabalhar. Isto quando, por comparação, a mim que já levo trinta e sete anos de trabalho e há muito ultrapassei os cinquenta de idade, me dizem que tenho de bulir mais dez anos. Ou, se quiser ir já, fazem o favor de me pagar uma pensão que corresponderá a um pouco menos de um terço do meu actual estipêndio. Justo, não é? Depois venham para cá contar-me histórias acerca da reposição de direitos feita pelos geringonços, da justiça social, dos direitos adquiridos e de outros conceitos tão queridos aos que estão a mamar na vaquinha enquanto eu, feito parvo, a alimento.

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Não há bruxas, mas devia haver...

por Kruzes Kanhoto, em 01.11.17

Isto do Halloween, dia das bruxas ou lá o que é, trata-se do quê, ao certo? Ou até mesmo ao incerto, vá. É que começo a desconfiar que é aquela altura do ano em que uns quantos pirralhos, mal-educados e que apenas recentemente largaram os cueiros, acham que podem fazer tudo o que lhes dê na real gana. Coisa a que, presumo, os progenitores acharão muita graça. Deve ser aquela coisa de estimular os meninos a “apanhar sol por dentro” e isso. Ou, então, é porque são mesmo umas bestas e não sabem educar os rebentos que puseram no mundo.


Entretanto, mais um atentado realizado por um seguidor da religião da paz. E em nome dela, também. Isto começam a ser demasiados os que não podemos tomar pelo todo. É que são já muitos os casos isolados que não representam a generalidade dos pacíficos militantes daquela pacifica doutrina. Um dia destes deixa de ser noticia. Por mim só retive aquela parte do atacante ter sido transportado para o hospital. Porquê?! Não havia necessidade…


E a Catalunha? Até posso entender o entusiasmo dos esquerdelhos com as intenções independentistas daquela região. O que me surpreende é o desprezo com que falam da Constituição espanhola relativamente a este assunto. Para quem, ainda há dois ou três anos, rasgava as vestes por causa dos alegados estupros à nossa Lei Fundamental cometidos pelo maléfico governo da direita, parece-me assim um bocadinho parvo...

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Investigue-se...e talvez se escrevam menos pantominices!

por Kruzes Kanhoto, em 30.10.17

Quem tem a paciência de me ler sabe que não tenho os jornalistas em grande conta. Nomeadamente aqueles – e são muitos – que comem toda a palha que lhes põem na gamela. Ou, quero eu dizer na minha, que têm como boa e verdadeira qualquer historieta que lhes é contada, não hesitando em transmitir aos seus leitores, ouvintes ou que seja as patranhas que alguém lhes relatou.

Como, por exemplo, um artigo publicado no “Observador” acerca daquilo que a autora intitulou “sexo à moda antiga” e onde relatava as experiências amorosas, sexuais e afins de umas quantas idosas. Num desses relatos uma das velhotas, confidencia que “casei com 22 anos. Conheci-o nas festas e ele estava sentado num muro com outros gajos. E as minhas amigas, a certa altura disseram: “Dou-te 500 escudos para ires ter com aquele rapaz”. Pensei: “Raios, que ainda não namorei nada, vou mesmo ter com aquele gajo”. Ainda por cima 500 escudos já era dinheiro! Então fui lá ter com ele”. Ora, tendo a senhora em questão oitenta e seis anos, isto ter-se-á passado no ano da graça de mil novecentos e cinquenta e três. A outrora intrépida namoradeira pode, agora, estar confusa. Mas, digo eu, a jovem jornalista tinha obrigação de saber – ou, pelo menos, de se informar – quanto valiam então quinhentos escudos. Talvez se surpreendesse se alguém lhe explicasse que valiam muito mais do que dois euros e meio.

E se nisto dos escudos foi assim, imagino as restantes pantominices que as velhinhas contaram à jovencita...

 

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Empreendedorismo tuga

por Kruzes Kanhoto, em 29.10.17

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Vender flores num cemitério parece-me bem. Que seja a Junta de Freguesia a fazê-lo afigura-se, também, como algo perfeitamente normal. Mais ainda quando se recordam os finados. Podia era anunciar a iniciativa em bom português. Daquele sem erros. A menos que o órgão autárquico responsável pela gestão do cemitério não tenha nada a ver com o anúncio nem com a venda e a ideia tenha partido de outro empreendedor qualquer. Um funcionário menos letrado mas com olho para o negócio, ou assim. Coisa em que, convictamente, não acredito.

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O hortelão

por Kruzes Kanhoto, em 28.10.17

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Reitero que gosto daquilo. Daquela estrutura alegadamente artística. Mesmo que por desleixo, má-vontade ou falta de dinheiro ninguém a tenha mandado pintar. A sorte, no caso, é que isto não tem ido de chuva, senão a alegada obra de arte – sim, diz que é isso – ainda estaria mais enferrujada e capaz de, por esta altura, ir para a sucata.

Mas isso agora não interessa nada. O importante é que ficámos todos este sábado a perceber, com a colocação da última peça, o que representa tão majestático ornamento. É, nem mais nem menos, do que a merecida homenagem ao hortelão. Faz sentido.

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AiParque...

por Kruzes Kanhoto, em 27.10.17

Estive um dias destes – ontem, pronto – numa empresa localizada no iparque. Diz que se pronuncia aiparque, ou lá o que é. Uma extensão de terreno infraestruturado, com um nome pomposo, onde é suposto instalarem-se empresas de carácter tecnológico, dedicadas à investigação – ainda indaguei se havia escritório de detectives, mas parece que não – e daquelas todas inovadoras. Ou seja é uma zona industrial onde se fixam empresas modernas. Um dia destes, presumo, pois por agora os dedos de uma mão chegam para contar as existentes.

Mas não é a aparente escassez de investidores nem o nome amaricado do investimento – avultado, calculo – que suscitam a minha critica. O que me aborreceu e, simultaneamente, causou estranheza foi estar num local com todas aquelas características e, durante todo o santo dia, não ter tido acesso a wi-fi, dados móveis nem rede de telemóvel. Esta, muito fraquinha, só no exterior do edifício. Deve ser aquela coisa do espeto de pau na casa do ferreiro...

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O décimo terceiro mês...

por Kruzes Kanhoto, em 25.10.17

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Trinta dias tem Novembro, Abril, Maio e Setembro. De vinte e oito há só um e os demais têm trinta e um. Já com o nome Estremoz não conheço nenhum...

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