Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Captura de ecrã de 2016-08-26 22-33-29.jpg

Cada um veste o que quer, onde e quando muito bem entender. Será. Não consigo discordar convictamente desta tese, tão reclamada por estes dias, acerca da liberdade de escolha da indumentária. Mais. Estou com uma vontade danada de a colocar em prática. Assim do tipo ir à ópera de calções e xanatos. Ou ir à mesquita e não descalçar os sapatos. Ou ir ao banco com um capacete integral na cabeça. Daqueles com viseira escura e tudo. E não me digam que estes exemplos não valem por não se tratar de um espaço público. A opera pode ser no teatro cá da terra – que é municipal e de vez em quando também tem cenas dessas – o banco é a Caixa Geral de Depósitos – que mais pública não podia ser – e a mesquita como não paga impostos também pertence ao povo. Sempre quero ver se não me deixam entrar. Eu depois conto. Até já estou a imaginar, caso me barrem a entrada, a onda de solidariedade que se vai levantar na Internet em defesa da minha liberdade a vestir o que quiser quando muito bem me apetecer...

Por falar em solidariedade, tolerância e o camandro. Lembrei-me, vá lá saber-se porquê, daquele futebolista português que foi jogar para um clube espanhol e que na apresentação aos sócios e à imprensa local apareceu vestido com uma camisola onde estava estampada a cara do General Franco. Podemos ver neste link, no espaço reservado aos comentários, o que escreveram sobre isso uns quantos portugueses...Ou no último ano mudámos de opinião quanto a essa coisa de cada um vestir o que quiser ou então isto é tudo um bando hipócritas. Inclino-me mais para esta segunda hipótese.

 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:40

Pobres avós que tão estúpidos netos têm...

por Kruzes Kanhoto, em 26.08.16

Fiquei por estes dias a saber – a propósito disto do burkini – que as avozinhas de muita gente também iam à praia naquele preparo. Completamente vestidas e com um lenço na cabeça. Quase todas de preto, garantem. Sem que ninguém ousasse incomodá-las por causa da fatiota. E desenganem-se os que pensam – tal como eu pensei – que quem assim escreve tem mais de cinquenta anos e se está a referir a velhinhas que já entregaram a alminha ao criador. Nada disso. São jovens – de idade, de resto não sei – os que afiançam ser esta a realidade dos areais portugueses trinta anos mais atrás. Aí por volta de mil novecentos e oitenta e seis, para nos situarmos melhor. Há, até, quem queira que nós acreditemos que a sua avó, hoje com sessenta e oito anos, dos quais quase quarenta vividos em Paris, é exactamente assim que, por estes dias, se banha nas águas mediterrânicas do sul de França. Pois. Deve ser, deve.

Desconheço o que andam a fumar. Ou a beber. Mas, decerto, tem pouco tabaco ou está estragado. Há trinta anos – ou mesmo mais – não havia banhistas assim vestidas, contudo, com as mentalidades que por aí existem, daqui por mais trinta não haverá ninguém em bikini. Mas é bem feito, que é para não serem parvos. E, principalmente, parvas.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:48

Já se calavam com a briga dos fedelhos...

por Kruzes Kanhoto, em 25.08.16

images (1).jpg

Isto dos alinhamentos dos telejornais e dos conteúdos noticiosos em geral ficarem a cargo dos jornalistas é uma chatice. Já dizia Ferreira Leite quando era líder do PSD. Basta ver a última semana. Não têm falado de outra coisa que não da briga de uns gaiatos. Como se, para além dos que lhes são próximos, isso importasse a alguém.

Podiam falar, se a ideia é manter a temática criminal na ordem do dia para roubar audiências à CMTV, dos muitos doentes mentais que andam pelas ruas europeias a tentar matar pessoas. Isto enquanto gritam “Allah akbar”. Que, parece, é o que as criaturas com problemas do foro psiquiátrico agora fazem enquanto tentam limpar o sebo a quem lhes está mais próximo e não tem, em comum com maluquinho, o mesmo amigo imaginário.

Para minha grande desilusão – e do Bruno de Carvalho, também – nem a profunda crise que o tricampeão está a atravessar, como comprova o recente empate altamente comprometedor, tem sido noticia. Nem entrevistas de rua aos habitantes de Setúbal a indagá-los quanto à forte possibilidade do seu Vitória chegar à liga dos campeões. Há cerca de um ano Arouca, após a derrota do bicampeão aos pés do clube local, foi invadida por repórteres convencidos que estavam na terra onde se festejaria, meses mais tarde, a conquista do título. E agora não saem da Ponte de Sôr... Desiludem-me, estes jornaleiros.



Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:59

images.jpg

Que os cidadãos sejam obrigados a aprovisionar a despensa com mantimentos, para no mínimo dez dias, é uma medida que as autoridades alemãs pretendem implementar no país. Isto para fazer face a um qualquer acontecimento futuro. Seja ele qual for. Cenários não faltam. Desde um ataque em larga escala de doentes mentais a um cataclismo natural qualquer. Ou, mas isso sou eu a desconfiar, são os extraterrestres que estão para chegar. O que não deve constituir problema. Tal como os maluquinhos a que a Europa abriga aos milhões, serão certamente criaturas bondosas, simpáticas e pouco dadas a causar aborrecimentos. O melhor é não ligar a isso de açambarcar comida – deve ser coisa para ajudar as grandes cadeias de distribuição – e preparar mas é a placa com os dizeres “Welcome Et's”. 

PS - Razão tinha o outro autarca maluco que queria fazer o centro de acolhimento a visitantes de outros planetas.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:08

Manifestamente exagerada a cobertura noticiosa que tem merecido a rixa da Ponte de Sôr. Independentemente das consequências dramáticas para um dos lados e de quem, do outro, está envolvido no incidente, a insistência no tema já enjoa. Se calhar não será o caso mas, assim de repente, quase parece encomendada.

Apesar de tanto tempo de antena desperdiçado em redor do assunto, ficam duas ou três questões – pelo menos – por esclarecer. Ou, se foram esclarecidas não dei por isso. O que não é de surpreender dado que o tema, logo após os primeiros trinta segundos, deixou-me de me suscitar qualquer curiosidade. Mas falta, escrevia, esclarecer, entre outras coisas, o que faziam três putos, menores de idade e um deles com apenas quinze anos – uma criança, não é? - num bar, às tantas da noite? Bebiam chá? Um sumo, talvez?! E mais ninguém tem responsabilidade no caso? E como é que as chaves do carro foram parar às mãos dos fedelhos? Ninguém na embaixada do Iraque deu pela falta da viatura? Tudo questões pertinentes – e impertinentes – que deviam ser colocadas.

Quanto àquilo da imunidade diplomática e da eventual impossibilidade de punir os iraquianos, também não estou a acompanhar a admiração generalizada que por aí se instalou. Querem lá ver que o país não está repleto de gente que goza de todo o tipo de imunidade...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:10

E assim nos vamos indignando...

por Kruzes Kanhoto, em 22.08.16

O que não falta por aí é gente a diabolizar o sector privado. Basta ver a base de apoio da geringonça. O pior é que a dita iniciativa privada está, constantemente, a pôr-se a jeito. A dar razão a quem os abomina. Isto dos estágios é só mais uma sacanice das muitas em que os portugueses – “públicos” e “privados”, “individuais” e “colectivos” – são especialistas. “Semos” todos muito espertos. Gabamo-nos do nosso engenho em contornar as leis. Orgulhamo-nos de desenrascar tudo e todos. Depois dá nisto. E pior. Pena é que os gajos que se tramam sejam sempre os mesmos. É o que dá termos patrões a mais e empresários a menos, excesso de políticos e falta de gestores, lacaios incompetentes a fazer o que não sabem e cobardolas que falam quando deviam estar calados e se calam quando deviam falar.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:51

Detesto os bonzinhos. Prefiro os malvados.

por Kruzes Kanhoto, em 20.08.16

3b1df12e7f1598bc74590b14c8a8b9de.jpg

 

Um conhecido radialista partilhou nas redes sociais a sua preocupação por ter visto a cozinha invadida por um rato. Ralações a dobrar, no caso. Pois, a acrescentar à primeira, estava igualmente preocupado quanto à maneira de se livrar do visitante indesejado sem colocar em causa a integridade física do pequeno roedor. Para começar, acrescentava, trancou a porta da cozinha a fim de impedir que o gato – ou o cão, não sei ao certo, lá de casa – tratasse da saúde ao ratinho. Isto enquanto magicava na solução que permitisse capturar o intruso sem o molestar.

Pouco me importa o destino que o homem queira dar ao rato. É lá com ele. A coisa apenas me despertou interesse pelo número inusitado de comentários que o post mereceu. Todos, ou quase, a apelar à clemencia, a sugerir maneiras - cada uma mais idiota do que a outra - para apanhar o bicho sem o magoar e à sua posterior libertação num descampado qualquer. Matá-lo, isso, está completamente fora de questão. Coitados dos poucos comentadores que, face às doenças transmitidas por aqueles animais, se atreveram a sugerir tal solução. O ódio destilado foi tanto que, estou em crer, se os apanhassem - aos comentadores malvados – aqueles seres sensíveis preocupados com a vida do ratinho, eram capazes de os matar.

 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:41

Ratos voadores

por Kruzes Kanhoto, em 19.08.16

0003.JPG

 

Agora é a tentativa de controlar a população de pombos a suscitar a ira dos amiguinhos dos animais. Uma fonte de doenças, como se sabe, essa bicharada. Ainda assim há quem os queira proteger e conteste as coimas para quem os alimente que, em boa hora, alguns municípios resolveram incluir nos seus regulamentos.

Em vez do extermínio em massa dessa espécie de ratazanas com asas, coisa que se faria a baixo custo e com elevada eficácia, as medidas colocadas em prática nalguns locais, com vista à redução de efectivos são absolutamente ridículas. Aquela, por exemplo, de capturar o bicho na cidade e ir soltá-lo ao campo nem a mim me lembraria. Ou, como propõe a agremiação de idiotas também conhecida por PAN, enganar as pombas substituindo os seus ovos por outros de gesso ou plástico também tem a sua piada. Principalmente quando vinda de um alegado partido político. Como é que se vai confiar em gente que até os pombos quer ludibriar?!

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 22:27

Tomatada

por Kruzes Kanhoto, em 18.08.16

o_tomate_guerreia_cartao_do_humor_cartao_postal-r6

 

Consta – presumo que seja verdade - que esta semana, ao atravessar a cidade pela EN 18, um automobilista terá sido surpreendido pelo arremesso de objectos contra a sua viatura ao circular na zona da rotunda da “Primavera”, junto ao Continente. Tomates, no caso. Significa, portanto, que o senhor em causa se pode considerar um sortudo. Outros, igualmente ao que se diz, não terão tido, noutras ocasiões, a mesma fortuna. Os itens que voam em direcção a quem passa, parece, costumam ser de natureza mais consistente e, por isso, capazes de causar estragos de maior monta.

Coisas de crianças, provavelmente. Ou próprias da irreverência de uma juventude sem perspetivas de futuro, talvez. Quiçá, até, de adultos marginalizados por uma sociedade incapaz de os integrar. Não sabemos. Mas lá que constitui uma boa explicação, isso constitui.

Podem, porventura, ter sido os militares da GNR – o quartel, para quem não sabe, é mesmo ali – a treinar a pontaria. Se atirarem tomates aos meliantes pelo menos não correm o risco de os matar e, por causa disso, acabar na prisão ou, pior, na miséria. Pouco provável esta hipótese, reconheço, mas fica a ideia.

Já completamente de descartar é a possibilidade do ataque ter partido dos habitantes do resort. Ná. Não acredito. Não são gajos para isso. Ainda que os tomates estivessem impróprios para consumo eles não os iam desperdiçar. Uma saladinha, para desenjoar depois de uma tarde nas cervejolas, cai sempre bem. Cá para mim aquilo foi algum espanhol a antecipar a tomatina deste ano, ou isso.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:48

O ignorante é quase sempre optimista...

por Kruzes Kanhoto, em 17.08.16

Poucos discordarão que Passos Coelho não foi grande coisa como primeiro-ministro. E só não digo que foi mau ou péssimo porque se o fizesse ficaria sem saber como qualificar Guterres ou Sócrates. Também não haverá, presumo, muita gente a discordar que como líder da oposição o homem é fraquinho. Daí não se afigurar necessário que António Costa nos esteja sempre a lembrar disso. Já sabemos. Não precisa, por isso, de estar constantemente a recordar o pessimismo do outro. Melhor seria que, de preferência com factos sustentados por números, nos esclarecesse onde é que o outro está errado. E porquê, já agora. Não basta achar que a coisa vai melhorar. Nomeadamente quando isso depende mais de outros do que de nós. Nem persistir em apelidar de pessimistas os que acham que isto vai dar para o torto. Essa foi a estratégia de Sócrates quando o país caminhava alegremente para a bancarrota. Afinal os tais “catastrofistas”, como ele gostava de chamar a quem antecipava o cenário que se veio a verificar, tinham toda a razão. Costa, para já, repete os passos do mestre. A história, provavelmente, também se repetirá. Numa versão bastante pior, suspeito.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:50

img5500b497ecdab.jpg

 

Hesito em concordar com as autoridades francesas que proibiram o uso do burkini – aquelas vestes ridículas que as muçulmanas usam quando vão a banhos – nalgumas praias onde, por causa da dita fatiota, se registaram alguns conflitos entre os banhistas. Proibir, desconfio, apenas fará com que mais gajas se vistam assim. E multar também não adianta. Além da multa ser irrisória, diz que há um mouro ricaço qualquer que paga a conta.

Obviamente que, na praia, ao cidadão comum incomoda a presença de pessoas assim trajadas. Tal como também incomodam os nudistas. Ou os cães. É por isso que se optou por criar praias para os amantes do nudismo. E, mais recentemente, para cães. Quiçá esse seja o caminho. Em lugar de proibir que as criaturas usem o dito burkini, criar praias onde essa prática seja permitida. Não de uso exclusivo, que isso seria discriminação, mas onde um veraneante qualquer soubesse, ao aceder ao local, com aquilo que contava.

Já li, a este propósito, vários comentários indignados com esta proibição. Não muitos, diga-se. Parece-me é que não são das mesmas pessoas que se indignaram contra a invasão de uma piscina, exclusiva para naturistas, por parte de um grupo de muçulmanos que, reclamando pelo seu encerramento, ofenderam e agrediram os utentes. Isto da tolerância e do multiculturalismo funcionar apenas num sentido ainda vai acabar mal...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:46

Fala como deve ser, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 15.08.16

Captura de ecrã de 2016-08-15 21-42-38.jpg

 

Não sei quanto ganham os indivíduos que vão às televisões dizer umas alarvidades sobre futebol. Nomeadamente, digo eu, os seus clubes. Não sei mas gostava de saber. É que se é para dizer parvoíces, como as que eles bolçam durante horas a fio, sou gajo para o fazer por metade do preço.

Algumas das criaturas nem sequer sabem falar português. O ser que aparece na imagem, por exemplo. Cuidava eu - mas ninguém me manda andar mal informado - que era adepto do Sporting. Pelos vistos não é. Leva o tempo todo a falar do Benfica. E a dizer bacoradas. Iniciou a sua intervenção no programa de ontem, como não podia deixar de ser, a debitar parvoíces acerca do Glorioso. Referiu-se a uma “vestoria” que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional terá realizado ao estádio onde no Sábado jogou e ganhou o Glorioso. “VESTORIA”!!!! Sim, ele disse “VESTORIA”. Convinha, digo eu, que quem vai para a televisão participar neste ou noutro tipo de programas tivesse um conhecimento mínimo da língua portuguesa. E, de preferência, que a soubesse falar.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 22:15

Ė com um algum espanto e manifesta surpresa que alguma imprensa deu conta que a empresa electrica da Madeira teria dividas por receber, por parte de autarquias e outras instituiçoes, que ascendiam a muitos milhões de euros. Com dezenas de anos, algumas. Ora, a mim, o que surpreende é que a imprensa se surpreenda. Bastava um pouco de trabalho de casa. Não é preciso procurar calotes tão longe. Nem, sequer, esperar pelos relatórios de qualquer entidade fiscalizadora. Que, pelos vistos, também fiscaliza muito pouco. Vão ver, para não falar noutras coisas, nas dividas relativas ao consumo de água. São aos milhões. Os euros e as dividas. Pode, quase, dizer-se que em muitos municipios só os parvos é que pagam. Em muitas localidades, onde o fornecimento de água ė da responsabilidade da respectiva câmara, há gente que não paga uma única gota desde que o sporting ganhou o último campeonato. É só ver as contas das autarquias publicadas na internet. Está lá tudo.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:19

Subvencionar é uma coisa que nos assiste...

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.16

2304163.jpg

 

Populista. É o que já vi chamar à lista de subvenções vitalícias divulgada ontem pela Caixa Geral de Aposentações. Será. Isso e o mais que queiram lhe chamar. A transparência tem destas coisas. Chatas, como esta. E é também muito bonita. Nomeadamente quando aplicada aos outros.

Por mim acho-a, à lista, estranhamente curta. Muito, mas mesmo muito mais gente beneficiou daquele esquema vergonhoso a que o governo Sócrates colocou fim em 2005. Ainda que por outras vias. Como, por exemplo, aquele senhor que - lá para o norte, acho eu - se candidatou a Presidente de Câmara com o objectivo de cumprir no cargo o tempo necessário para completar os doze anos de autarca que lhe permitiram sacar a reforma. Propósito que, diga-se em abono da verdade, o homem nunca escondeu. Louve-se, apesar de tudo, a sua integridade. Após ter sido eleito, quando completou o tempo necessário para se reformar, sensivelmente a meio do mandato, pôs-se ao fresco. Ou seja, pediu a aposentação e foi-se embora gozar a reforma. Correspondente ao valor do último vencimento - como era de lei à época – de autarca e não ao que auferia na sua actividade profissional e sobre o qual terá descontado.

Era incompetente como poucos, mas de parvo a criatura nada teve. Viu a oportunidade e agarrou-a. Idiotas foram os que o elegeram. E pensar que muitos deles – como isto terá sido há cerca de trinta anos, bastantes ainda estarão vivos – passam a vida a vociferar contra os privilégios dos políticos...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:38

Isabel "Irritada" Moreira. Outra vez.

por Kruzes Kanhoto, em 12.08.16

irritada.jpg

Ainda a Isabel Moreira. Queixa-se a criatura de ter sido ameaçada por homens. Mais de mil vezes, ao que diz. Não compreendo o que tanto a desagrada. Significa que o seu discurso é ouvido. Por pior que ele seja. E é, de facto, muito mau. Parvo, até, a maior parte das ocasiões. Granjeia-lhe no entanto, a julgar pelo inusitado número de ameaças, um vasto rol de fans.

Mas, dizia, não percebo a irritação da senhora. Mesmo que irritada seja o seu nome do meio. Eu apenas fui ameaçado uma vez por uma gaja e achei piada. Tanta que até lhe mandei um pedido de amizade no Fuçasbook. Continuo é à espera que ela me aceite. Uma tal Ana Brito, para que conste. Não deve ter tido tempo, a fulaninha, de tão ocupada que anda a cuidar dos seus “patudinhos lindos”.

Ocorreu-me de novo, mesmo não vindo a propósito, aquela treta da moeda de dois euros com a cara do Papa que tanto irritou a senhora deputada. Presumo que, sendo ela laica, republicana e socialista rejeite liminarmente usar as moedas de um e dois euros que têm a cara do rei de Espanha.

 

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:13

Incêndios

por Kruzes Kanhoto, em 10.08.16

humor-tonto-para-gente-inteligente-36-728.jpg

 

 Isto dos incêndios é uma coisa curiosa. Todos os anos – ou quase – se atira mais dinheiro para cima do problema, se afectam mais recursos e apesar disso fica-se com a sensação que, mais fogo ou menos fogo e mais hectare ardido ou menos hectare ardido, continua tudo na mesma.

Depois há aqueles que reclamam por estudos, debates, ordenamento do território e outras iniciativas que se costumam sugerir quando não se sabe como resolver um problema. Não vale a pena. Podem estudar, debater e ordenar o que quiserem se isso lhes dá prazer. Não adianta. Desde que o homem descobriu o fogo que existem incêndios. E incendiários. Que, por mais estranho que pareça a alguns citadinos, a mata não arde sozinha. Isso da combustão espontânea, do pedaço de vidro que origina uma chama ou de árvores que não ardem não existe. É uma treta. Haverá sempre alguém que provoque um fogo. Nem que seja por queimar o papel a que limpou o rabo. E é em relação a estes gajos – malucos ou não – que se terá de fazer alguma coisa. Prende-los, sei lá. Por mais estranha que esta ideia aparente ser a quem aplica a justiça. A menos que incendiar constitua – por praticado reiteradamente – mais um daqueles direitos adquiridos sempre tão protegidos pelos tribunais.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:45

Zunzuns...

por Kruzes Kanhoto, em 09.08.16

Desconfio quase sempre das parangonas dos jornais. Acho, não sei porquê, que normalmente trazem água no bico. As de hoje não são excepção. Refiro-me às noticias que enchem diversas primeiras páginas acerca da Caixa Geral de Aposentações. Ele é que os aposentados já são mais que os activos, ele é um buraco de não sei quantos mil milhões que terá de ser o Orçamento de Estado a tapar...enfim, uma tragédia. Como se aquela ideia, implementada em 2006, de não inscrever mais ninguém na CGA, sendo os funcionários admitidos a partir daí inscritos na Segurança Social não tivesse, inevitavelmente, de levar, mais cedo do que tarde, a esta situação de insustentabilidade.

Mas, escrevia, desconfio destas noticias. E, principalmente, daquilo que lhes dá origem. Um relatório do Tribunal de Contas, no caso. Publicado com um timing espectacular. Quando o orçamento de Estado está a começar a ser “alinhavado”, por coincidência. Talvez por isso, mas isto sou só eu a supor – as noticias acerca do aumento do desconto dos funcionários públicos para a CGA, de 11% para 15% já a partir de Janeiro, não sejam assim tão descabidas.

Ainda bem que temos uma geringonça que se preocupa com os seus cidadãos. Que bate o pé aos gajos lá das Europas que nos querem lixar, acaba com a austeridade, reverte as maldades do anterior governo e que, em suma, é fofinha connosco. Ainda bem. Se fosse o Passos Coelho era coisa para ir aos 17%. A serem verdade os “zunzuns” que por aí correm lá teremos de agradecer ao Costa...

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:24

Ouvir a deputada Isabel Moreira deixa-me nostálgico. De lágrima ao canto do olho, quase. Bate cá uma saudade do tempo em que a capacidade de falar ainda não estava reservada apenas para uma das muitas espécies que povoam o planeta...

Desta vez a dita criatura insurgiu-se contra a possibilidade – entretanto recusada pela Santa Sé – da emissão de moedas de dois euros com a imagem do Papa Francisco. Que não, protestava a senhora, era o que mais faltava os portugueses andarem com moedas dessas na algibeira. Desconfio, mas isso devo ser só eu, que o pagode se aborrece mais por não as ter nos bolsos, independentemente de quem seja o feioso ou feisosa que lá tenha as trombas. O Estado é laico, acrescenta, portanto não tem nada de tratar de maneira desigual uma das religiões. A menos que, suspeito, essa religião seja aquela cujos seguidores rezam de cú para o ar. Nesse caso, esturrar milhões do erário público a construir uma mesquita, já deve ser uma coisa muito valorizável para a senhora deputada. Assim a atirar para o multiculturalismo que, como se sabe, é muito apreciado pelas pessoas cultas, sensíveis e inteligentes. Ou, como quem diz, de esquerda. Boas, portanto. Embora disso de boa, manifestamente, a sujeita nada tenha.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:46

Ó sol és a minha crença...

por Kruzes Kanhoto, em 07.08.16

IMG_20160807_143619.jpg

 

Estremoz. Catorze horas e trinta minutos. Cinquenta graus. É nestes dias que mais me lembram os idiotas que fazem piadas acerca da lentidão dos alentejanos e da nossa alegada pouca propensão para o trabalho. Gostava de os ver a trabalhar oito horas sob este sol. Depois, se sobrevivessem, falávamos acerca da vontade de trabalhar.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:13

E piscinas públicas, já agora...

por Kruzes Kanhoto, em 06.08.16

img_memartinez_20160311-142156_imagenes_lv_otras_f

 

É hoje inaugurada a primeira praia para cães em Portugal. Mais uma idiotice saída da cabeça dos urbano deprimidos que, aos poucos, vão impondo a sua vontade a um poder político que vai satisfazendo caprichos na perspetiva de angariar benefícios eleitorais futuros. Mas que sejam felizes. Eles, os seus cães e quem vier a ganhar com esta iniciativa.

Há, nisto, umas quantas questões inquietantes. Será que esta praia vai ter bandeira azul? E a que está ao lado? Ou, num futuro não muito distante, quando conseguirem uma área reservada – como, por exemplo, a da imagem – dentro de uma praia, quem é que no seu perfeito juízo vai querer ir para ali passar férias? Se esta parvoíce se generalizar não estaremos a colocar em causa uma das nossas poucas riquezas naturais?

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:25

Dediquem-se aos estudos. A sério.

por Kruzes Kanhoto, em 05.08.16

Um estudo qualquer concluiu que os funcionários das autarquias gozam mais dias de férias do que aqueles que a lei determina. Um escândalo, portanto. O estudo, presumo, terá sido aturado. Como convém a todos os estudos. Pena é ter de aturar as conclusões. Parvas, diga-se. É que o estudioso – e se calhar até lhe pagaram para estudar o assunto – resolveu incluir, entre os dias que os funcionários autárquicos gozam em número superior ao legal, a véspera de Natal e a terça-feira de carnaval. Dias que, como se sabe, mais ninguém goza em Portugal. Nem são tolerância de ponto, nem nada.

Temos a tendência de fazer comparações. Tudo serve para comparar. Fazê-lo entre ordenados, regalias diversas e quantidade ou qualidade de trabalho na função pública e privado é quase tão velho como o mundo. A mim é coisa que me desagrada profundamente. Por norma mando quem as faz para uns quantos sítios cabeludos que me ocorram na ocasião. E faço-o desde que, já lá vão quase trinta e seis anos e era eu um jovem “administrativo” que ganhava dez contos por mês, um “camarada” me apontava a condição de burguês. Enquanto, garantia, um outro jovem servente de pedreiro, que por acaso levava vinte contos livres de impostos para casa todos os meses, não passava de um pobre proletário. Mandei-o, então, ir ter com a camarada meretriz que o pariu. Não deve ter ido. Ou, se foi, não interrompeu nada. Pelo menos a julgar pelos estudiosos que por aí andam a publicar baboseiras.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:02

Aquilo é uma bíblia, quase. Um corão, vá.

por Kruzes Kanhoto, em 05.08.16

Não concordo nada com as críticas em relação ao tipo de jornalismo que é praticado pelo “Correio da manhã”. Pelo menos quando feitas isoladamente e desligadas da restante realidade do país. São, por norma, feitas por criaturas com a presunção que são dotados de um intelecto superior ou que se acham iluminados por uma luz qualquer que não tocou ao comum dos mortais. Talvez as duas coisas em simultâneo, até.

Ora aquele jornal está ao nível dos políticos, ex-políticos ou pretensos famosos que alimentam as suas páginas. Daí que, sendo o nível dos protagonistas aquele que reconhecidamente é, não se possa esperar grande coisa. E depois há aquilo do mercado. Que também é o que é. Os críticos que experimentem abrir um negócio que se destine a um mercado que não exista e vão ver o tempo que aguentam até à falência. A menos que o Estado se substitua ao mercado. Coisa que não é assim tão incomum. Exemplos de criaturasa viver à conta disso existem por aí aos pontapés. Nomeadamente entre aquelas que vilipendiam o mencionado folhoso.

Por falar em “Correio da Manhã”. Alguém reparou na pança do António Costa na primeira página do dito jornal? O homem continua com barriguinha de autarca. A continuar assim um dia destes não os vê…

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:38

Desespero fiscal ou só parvoíce?

por Kruzes Kanhoto, em 04.08.16

transferir.jpg

 

Já escrevi muitas vezes, aqui e noutros lugares, acerca daquilo de pedir factura. Fui sempre incompreendido por quase todos os que me leram. Deve ter sido um problema de comunicação. Meu, obviamente. Só pode. Pelo menos a julgar pela ausência de gente indignada, nas redes sociais e na vida real, em relação à operação de fiscalização aos vendedores de bolas de Berlim e congéneres a decorrer nas praias algarvias. Nomeadamente por parte de uns quantos que zombavam de quem exigia factura num restaurante ou num café. Não é que tenha importância. Que não tem. É só para assinalar que há quem, acerca do mesmo assunto, vá alterando a sua opinião consoante o governo vai mudando. O que não constitui novidade. Nem surpresa. Afinal isto é como no futebol. O que hoje é verdade amanhã é mentira.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:28

A liberdade de expressão, como dizia o outro acerca do fair-play no futebol, é uma treta. Compreendo, por isso, as extremas cautelas dos jornalistas quando noticiam casos como os que envolveram os bombeiros de Campo Maior. Os intelectualoides impuseram as suas ideias, a sua visão do mundo e quem divergir do pensamento único vigente sofre as consequências. Tal como numa ditadura. Mas, como quase sempre, a emenda é pior que o soneto. E, pelo menos por cá que não temos bandos de outra natureza, sempre que surgem relatos de desacatos envolvendo grupos mais ou menos numerosos ninguém tem dúvidas acerca da sua origem. Mesmo que, uma ou outra rara vez, as suspeitas se revelem infundadas.

Bem lixado estará o comentador televisivo que teve a honestidade de dizer, em directo e sem possibilidade de ser censurado, o que toda a gente normal pensa mas que não diz por receio das consequências. Vindas não dos visados que, na maioria das circunstâncias, até são os primeiros a reconhecer a veracidade das declarações. O medo que todos sentem é da polícia dos costumes, das milícias do politicamente correcto e dos terroristas que nos querem impor o pensamento único e estandardizado.

Mas, há que reconhecer, o homem foi parvo. Bastava-lhe ter dito que o quartel tinha sido invadido por alentejanos, avessos ao trabalho, que acordaram mal-dispostos após a longa e habitual sesta. Evitava uma série de chatices e teria sido uma risota.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:44

E o vento, camaradas?! Esqueceram-se do vento!

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.16

19295632_MupMg.jpeg

 

Sejamos claros. A popularidade do governo deve-se, quase em exclusivo, a três grupos sociais. Funcionários públicos, reformados e pessoal da restauração. A uns restituiu os cortes, aumentou reformas nalguns cêntimos a outros e aos últimos deu mais dinheiro por via da baixa do iva. Obviamente que ficaram todos contentinhos. Mas não ficariam, se soubessem fazer contas. Nomeadamente a quanto dessa reversão, de vencimentos e pensões, perderam com os impostos entretanto agravados. Mas reconheça-se a manha dos geringonços em jogar com a iliteracia financeira da generalidade dos portugueses. Enquanto assim for, por mais que nos esmifrem, tudo lhes será perdoado.

Hoje, depois de semana passada anunciarem o truque do euro milhões, inventaram outro esquema manhoso para nos roubarem mais dinheiro. O dinheiro que precisam para, satisfazendo as clientelas, se aguentarem no poder. Vamos passar a pagar o sol que nos entra casa dentro e as vistas que alcançamos das nossas janelas. Desta nem o governo mais ultra-liberal, que mais roubou os portugueses em toda a história do país, se lembrou. Sim, porque caso semelhante ideia tivesse ocorrido ao Parvus Coelho nem todo o stock de tampões auriculares nos protegeria das esganiçadas, dos Galambas, dos Jerónimos e de outros políticos preocupados com o ataque aos rendimentos e o bem-estar dos portugueses levado a cabo pela troika, o pacto de agressão e as outras balelas a que nos habituámos.

Face à tragédia orçamental que se avizinha tenho até medo de imaginar o que se segue. Que mais irá esta gente inventar? Um imposto sobre os pockemons capturados pela rapaziada que se entretém nessas caçadas esquisitas? A cobrança de uma taxa aos peões para manutenção da calçada dos passeios? Um imposto de circulação sobre bicicletas, skates e trotinetas? A sorte é que já acabou a austeridade...Olha se não tem acabado!

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:49


Mais sobre mim

foto do autor


calendário

Agosto 2016

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031



Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2008
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2007
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D


Contador