Mas por que raio tem uma certa comunicação social dificuldade em chamar as coisas pelos nomes?! Essa mania de apelidar os desordeiros de "jovens" é daquelas coisas que me deixa com os meus poucos cabelos em pé...
Juntar deputados a discutir assuntos relacionados com o BNP com um senhor de nome Fantasia parece-me algo...fantasioso, talvez. A ver aqui.
Sex-shop e religião parecem ser coisas que não combinam. Dizem...
Era para ser um protesto. Mas acabou ainda antes de começar!
Há penaltys mais famosos que outros. E alguns que nem chegam a ser...
Embora a semana não tenha sido das melhores em termos de pesquisas extravagantes, é sempre de dar uma vista de olhos à melhor da semana.
Neste post relembro um tio-avô que, na presença de um qualquer acontecimento menos bom, garantia convictamente: "Eu já sabia...".
A instrumentalização é o instrumento dos instrumentalizadores. Ou se calhar é apenas parvoice. A confirmar aqui.
Aqui fala-se, que é como quem diz escreve-se, acerca de gente boa. Ou boa gente, para quem vem em sentido contrário.
Gás é esse o tema do post do dia. De ontem, porque o de hoje ainda não saiu. Trata de considerações várias acerca da fiscalidade que incide e da que devia incidir sobre este combustivel.
Touros, touradas e investimentos constituem os temas de hoje do Kruzes Kanhoto.
Por enquanto...Mas a continuar assim perde as próximas eleições!
Justiça. Injusta, por vezes, é o tema de hoje. A ver no sitio do costume.
O post de hoje é acerca de um porco que se viu envolvido numa hilariante jogada politica. Como sempre pode ser vista aqui.
Hoje apeteceu-me escrever sobre o diácono Remédios. Essa figura sinistra está em destaque aqui.
Actualizações diárias (ou quase) em http://kruzeskanhoto.blogspot.com
Por uma estranha e inexplicável razão o internet explorer recusa-se a abrir o Kruzeskanhoto.blogspot.com em alguns computadores. Ou melhor. Tem dias. Umas vezes abre sem problema, outras abre à quarta ou quinta tentativa e noutros não abre de todo. Se a coisa não tiver solução num prazo relativamente curto terei de considerar a hipótese de voltar a usar este blogue como morada principal. Entretanto aceitam-se sugestões para a resolução do problema.
Nos últimos tempos raramente tenho escrito neste blogue. Ainda assim mantém um nivel diário de visitantes bastante razoável se comparado com os seu irmãos da trilogia KruzesKanhoto. Posso portanto concluir que quem visita os espaços onde vou escrevendo gosta mais dos meus blogues quando não escrevo nada.
Embora este blogue seja actualizado de vez em quando, ou de quando em vez para quem vem em sentido contrário, aconselha-se a visita ao endereço http://kruzeskanhoto.blogspot.com onde todos os dias se podem encontrar parvoíces novas.
Nas últimas semanas as contas bancárias dos portugueses terão sofrido uma injecção de capital surpreendente ou então somos todos uma cambada de mentirosos. Passou-se de uma situação em que o problema era o endividamento das famílias e a insolvência quase inevitável para muitas delas, para uma preocupação quase histérica face à remota possibilidade das poupanças dos portugueses desaparecerem na voragem da actual crise do sistema financeiro ocidental. O que terá acontecido para, assim de repente, toda a gente ter poupanças em risco?! Será que ficou tudo rico?!
O Ayuntamiento de Zaragoza decidiu abandonar o Windows e passar a utilizar apenas sistemas de código aberto, prevendo com esta medida poupar cerca de um milhão de euros por ano. Este processo será implementado em duas fases. De inicio serão implementadas as aplicações do pacote "office", processador de texto, folha de cálculo, correio electrónico..etc. Para este efeito foram escolhidas as soluções OpenOffice. Numa segunda fase, a concluir no próximo ano, implementar-se-à o sistema operativo Suse-Linux, propriedade da Novell. Esta mudança vai requerer um investimento de cerca de 700.000 euros que, na sua maior parte, vão para a formação dos trabalhadores do "Ayuntamiento" dado que, segundo o Alcaide lá do sitio, "é mais difícil mudar os hábitos dos funcionários que o sistema operativo". É claro que nós não alinhamos nestas coisas e, um destes dias, vamos começar a ver as repartições públicas equipadas com computadores onde os funcionários podem desfrutar as maravilhas do novo Windows Vista. É que essa treta de trabalhar com software livre é para os pobrezinhos...
Novos esquemas para ganhar dinheiro à custa da invenção de novas "doenças" surgem na sociedade actual a cada dia que passa. "Descobriu-se" agora que navegar na internet é tão viciante, logo prejudicial e perigoso, como o alcool ou a droga e, por isso, nos EUA já existe um "Centro para a recuperação de dependência da internet". Com acesso em banda larga, espera-se.
Alguém ligado ao combate à criminalidade dizia-me, já lá vão uns meses, que caso os que se dedicam ao crime conhecessem todos os seus direitos viveríamos em Portugal um clima de guerra civil. Pareceu-me na altura uma afirmação manifestamente exagerada, mesmo atendendo à dificuldade que parece existir no nosso país em meter um qualquer meliante na cadeia e, em simultâneo, na enorme facilidade com que saem de lá.
Tudo isso porque a legislação criminal portuguesa padece de uma permissividade perante o crime própria de um território habitado por inocentes anjinhos que dedicam os seus dias a tocar harpa e a alisar as penas das asas. Concede aos criminosos as mais amplas garantias de defesa e vê neles potenciais qualidades de regeneração e de reinserção na sociedade que escapam ao comum dos mortais. Por seu turno a vítima é quase sempre olhada com desconfiança, como um chato com a mania de aborrecer quem tem coisas mais importantes para fazer e, em muitas circunstâncias, como alguém que até estava mesmo a pedi-las
Acredito por isso que o estado actual de coisas não se alterará por aí além. Os assaltos continuarão e um destes dias serão tão normais que deixarão mesmo de ser notícia de abertura de telejornais ou primeira página dos matutinos. Pelo menos até que os portugueses se fartem, comecem a defender os seus bens e respondam na mesma moeda àqueles que os atacam. É que armas há muitas à venda e, garantem os especialistas, todos as podem comprar num qualquer bairro social.
Foi recentemente publicada a Lei que consagra as Grandes Opções do Plano para 2009, as quais se inserem na estratégia de desenvolvimento económico e social do País definida no Programa do Governo.
Segundo o diploma agora publicado uma das principais áreas de intervenção para 2009 será o “Desenvolvimento sustentável como forma de optimização de recursos e aproveitamento de sinergias que permitam um crescimento e desenvolvimento equilibrado e duradouro.” Genial.
Quanto aos meus leitores não sei, mas por mim adoro optimizar recursos e aproveitar sinergias. Principalmente quando dessa optimização e desse aproveitamento resulta um crescimento equilibrado e duradouro. Normalmente propiciam um desenvolvimento sustentável da coisa. E também do coiso. O que, quase sempre, é bom.
Temos assistido nas últimas semanas a uma sucessão pouco comum em Portugal de crimes violentos. Para as autoridades, que me recuso a apelidar de competentes porque notoriamente não o são, todos estes casos são pontuais. Ou seja, são pontos. O pior é que muitos pontos acabam por constituir uma linha. E é na linha que as autoridades, sejam elas quais forem, devem colocar os criminosos antes que este país se torne, definitivamente, num sítio muito mal frequentado.
Segundo as estatísticas oficiais criaram-se no último ano mais empregos, o desemprego baixou e, por consequência disso ou de outra coisa qualquer, o número de pessoas a receber o respectivo subsídio diminuiu. De forma significativa, exulta o governo, num valor residual, assegura a oposição. Seja como for - nisso todos parecem estar todos de acordo - os indicadores relativos ao emprego estão agora melhor do que à um ano atrás.
O que não se percebe é que, simultaneamente, os beneficiários do rendimento social de inserção não param de aumentar. Segundo dados do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, desde 2004 o número de pessoas abrangidas por esta medida de protecção social mais do que quintuplicou e, só nos primeiros meses do corrente ano, já registou um aumento de sete por cento relativamente a Dezembro passado.
Qualquer coisa aqui parece não bater certo. Se em termos estatísticos, económicos e políticos poderá ser mais valorizável apresentar um aumento significativo nas despesas sociais e uma diminuição nos números do desemprego, já aos olhos dos eleitores, pelo menos daqueles que trabalham e pagam com os seus impostos, a coisa não aparece tão cor-de-rosa. Um desempregado é, por norma, alguém útil que por uma qualquer contingência se viu involuntariamente envolvido numa situação que, não controlando, o levou a ficar sem trabalho. Já o beneficiário típico – salvo as honrosas excepções que confirmam a regra - do rendimento social de inserção é alguém completamente diferente.
Mais uma morte trágica de um jovem na zona de Lisboa em consequência de uma zaragata. Desta vez sem intervenção policial. Tudo decorreu entre “eles” e, por azar, nem um branco esteve envolvido no conflito que terá incluído perseguições, tiros, invasão de propriedade e homicídio no interior do domicílio da vítima.
Azar porque os do costume – gosto de os chamar assim para ser simpático e porque é o que de mais agradável me ocorre quando me refiro a uma certa intelectualidade – não têm desta vez a quem acusar de racismo, xenofobia, descriminação e outras coisas com que habitualmente justificam situações semelhantes. Ou se calhar até terão. É deixá-los pensar que eles vão-se lembrar de qualquer coisinha…
Nos últimos dias quem tenta aceder ao KontraFactos & KontraFeitos a partir de computadores ligados a um servidor onde está instalado o Panda GetDefender depara, mais uma vez, com esta estranha mensagem. Deve ser o resultado de, logo no primeiro post, ter prometido que de vez em quando ia haver por ali umas quantas moçoilas desnudadas. Que é como quem diz gaijas nuas.
Assaltar é uma actividade de risco. Só nos últimos dias – que se saiba – três assaltantes foram abatidos em plena acção. Um foi morto pelo assaltado que, visivelmente incomodado pelo facto de lhe estarem a saquear a casa despachou seis tiros no coirão do gatuno. Os outros dois – o que não tendo pais ricos e acreditando na mensagem publicitária se deslocou ao BES e o ciganito que dava os primeiros passos na profissão – foram mortos no decurso de acções das forças policiais.
Como não podia deixar de ser, os do costume reclamam contra a ocorrência destas mortes. Admito que tenham alguma razão. De facto não se compreende que garantindo o Estado, por diversos meios, o risco inerente a algumas actividades económicas não deixa de ser estranho que não o faça relativamente a outras. Principalmente quando o maior risco do negócio é a própria vida.
Argumentarão que esta é uma actividade ilegal e portanto não será obrigação do Estado apoiar, mas sim punir, aqueles que a ela se dedicam. Permito-me discordar. Ao longo dos últimos anos tem-se vindo a verificar a legalização das mais variadas actividades e comportamentos que até há pouco eram consideradas crime. Assiste-se hoje, por parte de muita cabeça bem pensante, ao branqueamento de quase todo o tipo de criminalidade sob pretextos tão variados como a pobreza, a exclusão social e económica, o abandono escolar ou o desemprego. Há até quem a justifique com os sucessivos desaires do Benfica.
Seguindo esta linha de raciocínio parece-me oportuno legalizar os profissionais do gamanço e regulamentar a actividade de forma a garantir a segurança de todos os agentes envolvidos e a dotá-los de condições para que cumpram todos os seus deveres – nomeadamente fiscais – e possam usufruir plenamente de todos os direitos como qualquer outro trabalhador ou empresário de outro qualquer ramo. Em termos estatísticos seriamos o país mais seguro da Europa, quiçá do Mundo, com as inegáveis vantagens que daí adviriam. O turismo e o investimento estrangeiro seriam os mais beneficiados e rapidamente atingiríamos os lugares cimeiros do desenvolvimento e do bem-estar.
Como experiência piloto – antes de deixar o mercado funcionar livremente – seria interessante que todos aqueles que manifestam compreensão por essa classe que parecem compreender tão bem, fossem o publico alvo de tão arrojada medida.