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Osculações

por Kruzes Kanhoto, em 25.05.17

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 Fonte da imagem: Reprodução/Chris Sembrot

 

Diz que uma escola secundária está em pé de guerra por causa da reprimenda do conselho directivo a duas alunas que terão sido avistadas a beijarem-se. Não será, digo eu, motivo para tanto. Nem para reprimendas ou, ainda menos, para guerras. Isto cada um – e cada uma, também – beija o que lhe dá na realíssima gana e ninguém tem nada a ver com isso. Além dessa coisa da discriminação, ou lá o que é, que, parece, estará na origem do aquecimento dos ânimos. Assim de repente não estou a ver onde está o mal. Duas gajas na beijoquisse pode ser, admito, um bocado badalhoco. Mas, se quisermos ir por aí, nem sei o que diga de uma gaja e um cão na maior lambideira. Mas disso ninguém reclama. Até acham todos muito engraçado. Menos eu, que acho um nojo.

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publicado às 16:57

Haja respeito pelos bombistas!

por Kruzes Kanhoto, em 24.05.17

Está difícil a vida – e a morte, também - de terrorista. Devem estar que nem podem. Coitados. Por mais que se esforcem raramente as suas acções são reconhecidas atempadamente como resultantes da sua indómita vontade de aterrorizar. São sempre incidentes, ocorrências ou, na melhor das hipóteses, actos tresloucados.

Há, depois, aquilo da fé. Verdade que cada um tem a sua. Eles, com toda a legitimidade, têm a deles. Mas, desgraçados, por mais que insistam em se rebentarem por causa e em nome dela – da fé – outros ainda mais desgraçados esfalfam-se por demonstrar o contrário. Que não, que não têm fé nenhuma e mesmo que tenham não foi nada em nome da dita fé que se fizeram em fanicos. São, portanto, considerados uns mentirosos. Tese que, desconfio, pode ser considerada discriminatória por se tratar de um julgamento preconceituoso contra a classe dos bombistas suicidas.

Pior ainda é o que se segue aos rebentamentos. Não para os rebentados, que esses já foram ter com as virgens, mas para os candidatos a rebentar. Os infelizes têm de aturar os papalvos das flores, das rezas, das velas e dos facebook’s amaricados. Uma chatice. De tal ordem que até os que ainda não foram acometidos da vontade de se explodir ficam mortinhos por o fazer. E costumam fazê-lo.

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publicado às 19:19

Acolhimentos

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.17

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Desconheço, até porque só vi de longe, a que espécie de acolhimento se refere a tarja afixada – presumo com a devida autorização municipal – no coreto cá do sítio. Deve ser, calculo, algo que tem a ver com o turismo. Uma maneira simpática de saudar os muitos turistas que nos visitam, provavelmente. O que, diga-se, só nos fica bem. São eles que estão a fazer crescer a nossa economia, a contribuir para a queda do desemprego e, de certa maneira, a tornar-nos um povo mais feliz e optimista. São bem-vindos e merecem o nosso agradecimento. Esses. Quanto aos outros…que saibamos honrar a memória do nosso primeiro rei.

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publicado às 18:40

As cerejas da crise (ah, espera...isso já acabou!)

por Kruzes Kanhoto, em 22.05.17

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A produção da cerejeira cá do quintal foi uma miséria. Uma crise, mesmo. Daquelas a sério. Ou não se resumisse a colheita praticamente a isto. Poucas mais ficaram na árvore. Para piorar o cenário – se é que um cenário tão desolador pode ficar pior – há ainda os melros. Essa ameaça alada que paira sobre as cerejas mal elas começam a apresentar uma cor vagamente parecida com a camisola do Glorioso. São mais que muitos, os patifes dos melros. Que, para a coisa ficar mesmo má, se trata de uma espécie protegida. Vá lá saber-se porquê, se não estão em vias de extinção nem nada. Pelo contrário. Bicharada dessa não falta por aqui. Dessa e doutra. Que, diz, também não se pode matar. Parece que é proibido matar seja o que for que tenha asas. Não fosse isso e já teria feito uma fisga. Isso e as janelas da vizinhança.

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publicado às 22:17

O eleitor multiculturalista

por Kruzes Kanhoto, em 21.05.17

Ciclicamente há quem se lembre de sugerir que a autarquia cá do sitio - Estremoz, no caso -  deve construir casas para albergar os habitantes do resort. Não são, felizmente, muitos os defensores desta ideia. Se quisermos ter a certeza quanto ao seu número nem são necessárias grandes contas. Basta atentar nos resultados eleitorais das forças politicas que se têm candidatado a dirigir os destinos do município. Poucas terão proposto isso aos eleitores e quem o fez, se é que alguém se atreveu, teve o sucesso eleitoral que se conhece.

Confesso, no entanto, que começo a mudar de opinião acerca deste tema. Não me chocaria que, no âmbito de um projecto piloto qualquer, a autarquia realojasse alguns moradores do bairro de barracas. Só para ver como é que a coisa corria. O que não falta por aqui – tal como em todo o interior – são habitações devolutas. Mais que muitas. Daí que não existe necessidade nenhuma de edificar novas construções. Basta aproveitar o que há. Bem que a autarquia, aproveitando o bom momento financeiro que atravessa, podia adquirir umas quantas habitações e instalar lá parte daquela população. Perto, condição sine qua non, daqueles que entendem ser obrigação do município dar uma casinha a essa gente. Seria um projecto com sucesso garantido e capaz de suscitar a admiração por esse mundo fora. Nomeadamente ao nível de integração social e do multi-culturalismo.

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publicado às 11:16

As melhoras aos optimistas

por Kruzes Kanhoto, em 18.05.17

O optimismo, reconheço, é uma coisa boa. Que, igualmente aceito, devia ser praticada em mais ocasiões. Ou regularmente, de preferência. Também concordo que nos últimos dias foram vários os acontecimentos que motivaram uma onda de contentamento – o que, normalmente, anda relacionado com isso do optimismo – entre muitos sectores da população. Por mim fiquei particularmente feliz por mais uma conquista do Glorioso. Quanto às cantigas ou ao padrecas-mor não estou a ver, assim de repente, que outras coisas me podiam ser mais indiferentes. Mas se uns quantos ficaram contentes, então, ainda bem para eles.

Deve ser derivado de todo este clima festivo que os portugueses acreditam que o país, graças à geringonça, está agora muito melhor. Os indicadores que periodicamente vão sendo divulgados parecem dar-lhes razão. Embora em relação a essa cena dos números continue a pensar que os ditos, quando torturados, dizem sempre aquilo que nós queremos que eles digam. Mas, dizia, ainda bem que os portugueses estão contentes e confiantes quanto ao futuro. Sinal disso é que voltaram a esturrar tudo o que têm e, também o que não têm.

Não é que queira ser do contra, mas não consigo partilhar desse entusiasmo. Hoje, desconfiado que se me está a escapar qualquer coisa por não perceber onde estão tantas melhorias, fui comparar o último recibo de vencimento com o de Maio de 2011. As minhas suspeitas confirmaram-se. Recebo bastante menos agora do que recebia nessa altura. Mas, se calhar, só me acontece a mim. Admito que não sei fazer contas daquelas complicadas e que a minha formação académica – no caso a falta dela – não me permite ombrear com os génios das ciências politicas, económicas, financeiras e outras que por aí pululam, mas, garanto, comparar dois valores em euros e descobrir qual é o menor, isso sei fazer. 

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publicado às 20:30

A ditadura da fatiota

por Kruzes Kanhoto, em 15.05.17

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Um idiota qualquer lembrou-se hoje de opinar acerca da indumentária que as mulheres devem usar em contexto de trabalho. Obviamente que lhe caiu tudo em cima. Bem feita. Ninguém lhe manda andar a despejar alarvidades. É, pois, com normalidade que se assiste por esta altura à ridicularização do individuo em causa. Ninguém parece demonstrar a mínima compressão para com a criatura. Ou, já agora, tolerância que é uma coisa a que se apela com frequência. Mas, lá está, o tipo merece.

Curiosamente outra ideia igualmente repugnante, dada a conhecer ao mundo por estes dias, provocou muito menos reacções de desagrado. Pelo contrário. Suscitou até uma certa benevolência para com a proponente da iniciativa. Trata-se de uma fulana que se lembrou de promover um desafio para que as mulheres ocidentais usem o hijab durante quinze minutos. Diz, coitada, que se sente mal com os olhares de escárnio e piadolas que lhe dizem. Coisa que, acho eu, a senhora resolveria facilmente. Bastava tirar o trapo que lhe cobre a cabeça. Ou, para aquilo do multiculturalismo ser levado a sério, sugerir quinze minutos de mini-saia em Riade.

Pode sempre argumentar-se que não são situações comparáveis. Pois não são. O português pateta que largou aquele disparate representa o passado. É motivo de chacota, soltamos hoje umas gargalhadas à conta dele e amanhã já ninguém se lembra de tamanha parvoíce. A gaja que quer pôr as mulheres a usar o véu islâmico representa o futuro. Aquele que, seguramente, irá acontecerá num tempo não tão distante quanto isso. Daí que a maioria de nós prefira assobiar para o lado, encarar o assunto com alguma bonomia e fingir que o problema não existe. Não vá o diabo – ou o equivalente islâmico – tecê-las.



 

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publicado às 22:15

Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 14.05.17

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Para uns o Benfica só foi melhor por ter sido o campeão. Para outros foi o melhor e por isso foi campeão. Por mim estou-me nas tintas. Até porque em qualquer das opções constam as palavras melhor e campeão. Se os adversários não querem reconhecer o mérito, problema deles. O mundo benfiquista convive bem com isso. E, de certa forma, até agradece. Enquanto estiverem entretidos a falar do Glorioso não pensam em resolver os problemas deles. O que, convenhamos, é óptimo. Diz que agora vão formalizar aquilo que já se sabe existir na prática. Uma espécie de geringonça futebolística. O que será, seguramente, uma coisa divertida de ver. Um deles vai ser comido de cebolada, contribuindo assim para o crescimento do outro. E, como não são as galinhas que comem as raposas, não parece difícil adivinhar qual é que vai servir de repasto. Mas isso é lá com eles. A nós, aos adeptos do maior clube do mundo, não nos interessa. Diverte-nos, apenas.

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publicado às 20:26

Sou do tempo em que nas repartições públicas os contribuintes eram tratados abaixo de cão. Dado o tratamento que hoje é dispensado aos canitos, muitos - nomeadamente os mais novos - até poderão pensar que o acolhimento a quem, por azar ou necessidade, se deslocava ao qualquer serviço público era relativamente bom. Mas não. Era mau, mesmo.  

Hoje os papéis inverteram-se. A arrogância, a má-criação e a prepotência passaram para o lado dos utentes. Qualquer badameco acha que o funcionário que o atende é seu escravo e que está ali para cumprir as suas vontades, por mais absurdas que elas se revelem. Lamber-lhe as partes pudibundas, até, se esse  for o seu desejo.   

Para este estado de coisas muito tem contribuído a comunicação social. O caso das finanças do Montijo constitui um bom exemplo. Trataram de elevar à condição de herói um individuo que não só estaria a coagir quem o atendia como também se recusou acatar as ordens de um agente da autoridade. Já para o agente, que se limitou a cumprir o seu dever e a fazer aquilo que se espera que faça numa ocasião como aquela, parece reservado o papel de vilão. A vitima, a funcionária, essa não interessa para nada. Bem diferente do filme que a mesma comunicação social faz quando algum jornalista é untado. Nesse caso os que lhes batem são sempre os maus. Mesmo que às vezes só se percam as que caiem no chão...  

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publicado às 21:23

No seu blogue cada qual escreve acerca do que muito bem lhe apetece. Tem, obviamente, todo o direito a fazê-lo. Mas há coisas que me fazem espécie. Não que me incomodem. Era só o que faltava. Deixam-me é um bocado baralhado. Os blogues das promoções dos supermercados, por exemplo, que nem precisam de escrever. Ao certo servem para quê? E, sobretudo, a quem? Aos que procuram esse tipo de informação não bastam os sites das grandes – e pequenas – cadeias de distribuição, bem como  toda a parafernália de publicidade, para estarem devidamente informados acerca das pechinchas que podem adquirir? Mas, enfim, admitamos que não. Façamos de conta que são mesmo úteis. Merecem, por isso, os sucessivos destaques e prémios que lhes vão sendo atribuídosRepresentam o reconhecimento do quê? Do trabalho que aquilo dáDa notória criatividade que é exigida para alimentar o espaço? O que está por detrás disso?! Tudo questões inquietantes. Pertinentes, até. Ou, pelo menos, impertinentes.  

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publicado às 22:25

Xuning tuga

por Kruzes Kanhoto, em 09.05.17

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Gostava de perceber o que vai na cabeça de quem faz inscrições desta natureza – ou de outra, não importa para o caso – na pintura do seu meio de transporte. Ou de exibição, sabe-se lá. E, bem assim, que vantagens se obtém de um acto tão parvo.

Isto para não falar na “qualidade” da mensagem que se pretende transmitir. Se bem entendo, a criatura pretenderá ridicularizar quem ousar presumir que o carrito abusa do consumo de combustível. Usa, para isso, uma referência às actividades orais de uma familiar próxima do putativo perito em assuntos automóveis. Ora esta tentativa de escarnecer do próximo baseia-se, assim de repente porque bem visto podiam-se encontrar mais, em duas premissas profundamente erradas. A primeira é achar que existe alguém que se importa com o que a prima faz ou deixa de fazer. Ninguém quer saber disso. A segunda, muito pior, é a critica implícita ao acto de mamar. Como se o facto de a prima mamar fosse algo de condenável. Vá lá que o tuga ainda teve o bom-senso de não escrever “primo”. Por esta altura já teria um processo na Comissão para a igualdade e contra a discriminação, ou lá o que é…


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publicado às 22:19

O lixo, os lixados e os que se estão lixando...

por Kruzes Kanhoto, em 07.05.17

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A indignação por lhe despejarem o lixo nas imediações da residência levou um cidadão a deixar uma mensagem ao jarvardo que ali se livrou dos seus resíduos. Pois, caro cidadão indignado, não vale a pena. Contentores e eco-pontos existem por todo o lado. São mais que muitos. Mas, por maior que seja o seu número, os idiotas que atiram o lixo para o lugar que lhes cause menos esforço serão sempre mais. Isto, acredite, não se resolve com apelos, desta ou de outra natureza. Só lá vai com acção. Multas, nomeadamente. Até porque, em muitas circunstâncias que envolvem este tipo de comportamento, é possível identificar os infractores. Mas fazê-lo é um aborrecimento. Para todos.

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publicado às 16:46

Há "outros" e "outros"...

por Kruzes Kanhoto, em 06.05.17

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Políticos, politólogos e comentadores diversos esfalfam-se a tentar explicar as razões que têm estado na origem da ascensão dos partidos de extrema-direita – populistas, como eles lhes chamam – em quase toda a Europa. A austeridade, o desemprego, o fluxo migratório, a xenofobia ou outro motivo qualquer que, num momento de rara sagacidade, uma daquelas ilustres inteligências se lembre de mencionar constituem as explicações predilectas. Tudo isso enquanto manifestam um profundo desprezo por quem opta pelo voto nos tais populistas. Muitos milhões, no caso.

O que não deixa de ser curioso é que, por norma, vão intercalando uns dichotes acerca da necessidade de respeitar as ideias e as opções do “outro”, pois, asseguram, são essas coisas que constituem a matriz europeia. Neste raciocínio, confesso, escapa-me qualquer coisinha. Não sei qual é o “outro” a que se referem. Ou será que há “outros” que devemos respeitar e “outros” que devemos repudiar?! O melhor que têm a fazer é decidirem-se. E depressa. Que isto, como dizia Vasco Gonçalves num celebre comício, não há cá neutros. Ou se estava, no caso daquele maluco, com a revolução ou contra a revolução.

Convinha que esta gentinha percebesse que em causa não estão politicas austeritárias, refugiados de guerra ou ódio a pessoas de outras nacionalidades. O problema é a islamização da Europa e a consequente substituição dos valores europeus por outros próprios da idade média. Tanto assim é que o problema da extrema-direita e dos populismos não se coloca em Portugal. Tivemos e continuamos a ter austeridade, não temos é muçulmanos tresloucados. Por enquanto, que eles não gostam de cá estar.

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publicado às 16:03

Natureza...

por Kruzes Kanhoto, em 05.05.17

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A compatibilização do mobiliário urbano com a natureza nem sempre se revela pacífica. Por vezes é, até, de todo impossível. Não neste caso. Aqui a harmonia – a simbiose, digamos – é perfeita. Não convém é que se dê uso à papeleira. Fazê-lo, seja a depositar lixo ou depois a esvaziá-la, implicaria a destruição das plantas que com ela interagem. E isso, obviamente, ninguém deseja. Seria, também, uma falta de respeito aos que delas cuidam com tanto desvelo. 

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publicado às 19:33

Os animais primeiro...as pessoas logo se vê!

por Kruzes Kanhoto, em 04.05.17

 

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A educação de um povo avalia-se pela maneira como trata os animais, garantem uns quantos alarves. Curioso. E eu aqui a pensar que seria mais pela forma como trata as suas crianças, os seus velhos e os seus desvalidos. Pelos vistos não. Mas ninguém me manda ser parvo. Esses, para esta gentinha de agora, não importam nada. Os animais sim, é que merecem tudo. Não fossem eles os nossos patudinhos queridos. Ou os nossos anjos de quatro patas, como algumas aleivosas gostam de se lhes referir. 

Isto a propósito, entre outras coisas, do inovador serviço de assistência médica aos munícipes de quatro patas a disponibilizar em permanência pelo Município de Oeiras. Uma ideia parva, despesista, eleitoralista e, sobretudo, repugnante. E, já agora, também discriminatória por levar em consideração o número de membros do bicho e não incluir os rastejantes e voadores. Choca-me, mas deve ser só a mim, que num país onde fecham serviços públicos essenciais quase todos os dias e onde um número significativo de localidades não dispõe de centros de saúde abertos vinte e quatro horas, se possa esturrar dinheiro público com os animais. Prioridades. Nunca pensei escrever isto, mas começo a ter saudades de quando, nos cartazes do PS, se garantia que as pessoas estavam em primeiro lugar.

 

 

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publicado às 18:36

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Diz que de ora em diante os bichos têm um estatuto diferente. Deixaram de ser coisas. Mas, parece, não se aplica a todos. E ainda bem. Se não sentir-me-ia um criminoso da pior espécie. Do piorio, mesmo. Involuntariamente contribui para a morte – presumo que dolorosa – de umas quantas formigas. Deve ter doido, coitadinhas. Se tivesse optado por beber o café sem açúcar, provavelmente, esta tragédia teria sido evitada. Culpa minha ser guloso. Ainda tentei salva-las, mas já não havia nada a fazer. Era demasiado tarde. As que não morreram afogadas, já tinham sucumbido à elevada temperatura da água. Há, pois, que tomar medidas para evitar que mais bichinhos continuem a perder a vida nestas maquinetas que apenas existem para deleite dos humanos. Colocar um filtro anti-formiga, por exemplo, para obstar a que outras amiguinhas patudinhas pequerruchas faleçam em vão.

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publicado às 19:03

Sim, os cães são uma praga!

por Kruzes Kanhoto, em 30.04.17

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Há trinta ou quarenta anos eram raríssimos os cães que viviam em ambiente urbano. Ainda que sem grande rigor cientifico diria que mais de noventa por cento dos canídeos seriam de caça e de guarda. Sendo que, os últimos, apenas podiam ser alojados em áreas rurais. Nas zonas urbanas eram considerados animais de companhia ou de luxo e o seu número era meramente residual.

Hoje tudo é diferente. Neste caso para pior. Muito pior. Ter um cão passou a ser moda. Tanto que se tornou uma praga. Constitui já um problema de saúde pública. E se não é tratado com o sensacionalismo do sarampo, da “baleia azul”, das claques do futebol ou de outra parvoíce qualquer é apenas por não ser politicamente correcto falar do assunto. A menos, claro, quando alguém é atacado por um bicho desses. Mas, mesmo nesses casos, ainda aparecem uns anormais a atirar a responsabilidade pela ocorrência para cima da vitima. Num programa televisivo que abordou o tema houve um parvalhão que o fez.

Daí que, sem surpresa de maior, os negócios em torno desta mania colectiva sejam cada vez mais. Agora até estas coisas, que nem sei ao certo como se chamam. Muito úteis, dirão os patetas dos tutores – donos era dantes – quando o animal for acometido de uma súbita fomeca ou de outra necessidade qualquer. Muito me engano ou um dia destes serão também os canitos a fazerem birra junto destas traquitanas…

 

 

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publicado às 12:32

Arte velocipédica

por Kruzes Kanhoto, em 29.04.17

Ainda me lembro como se tivesse sido ontem – ou, vá, anteontem – quando um grupo de pseudo-intelectuais bem pensantes, chefiados por uma senhora anafada de farfalhuda bigodaça, conseguiu parar a construção da barragem de Foz Côa. As gravuras não sabiam nadar, alegavam. Isso enquanto garantiam que aquilo, em lugar de uma imensa reserva de água, dava era um parque rupestre muito jeitoso. Coisa para trazer ao lugarejo um desenvolvimento inusitado. Desconheço se, estes anos todos e muitos milhões de euros depois, o profético vaticínio se concretizou. Desconfio que não. Mas isso, admito, até pode ser o meu cepticismo, em relação a tudo o que envolve gente da cultura a dissertar acerca de politicas e opções que se desejam sérias e racionais, a falar mais alto.

Diz que uma daquelas gravuras foi vandalizada um dia destes. Um acto condenável, sem dúvida. Alguém, ao lado daqueles riscos, desenhou uma bicicleta na rocha. Mas, como tudo na vida, há que olhar para o lado positivo da acção da besta com queda para a arte rupestre dos tempos modernos. Vejamos aquilo como um investimento de onde os vindouros irão tirar o mesmo proveito que nós tiramos agora dos riscos feitos pelos nossos antepassados. Talvez daqui por dez mil anos, um bando de idiotas, liderado por alguma senhora anafada de farfalhuda bigodaça, venha para a rua berrar que a gravura não sabe pedalar.

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publicado às 16:20

Intolerância com a tolerância

por Kruzes Kanhoto, em 27.04.17

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A propósito da vinda do Papa a Fátima e da tolerância de ponto concedida aos funcionários públicos anda muita gente a evocar a laicidade do Estado para contestar a alegada liberalidade do governo para com a função pública. Com alguma razão, admito. Mas, apesar de admitir a razoabilidade dos motivos que lhes assistem para manifestarem de forma tão veemente a inveja e o ódio que lhes percorre os teclados, acho piada à selectividade da indignação. Embora, dentre a vasta multidão de indignados, reconheça dois grupos distintos cada um apontando as baterias do ódio em sua direcção. Uns, os invejosos, indignam-se por a dispensa de ir trabalhar se aplicar apenas a quem trabalha para o Estado. Outros, os esquerdosos, aproveitam a ocasião para manifestar quanto odeiam a “cristandade”. A propósito do que penso acerca de uns e de outros podia citar o presidente do sporting. Ou, até, alguém com importância. Mesmo que pequena. Mas não. Prefiro algo mais sério. Ou apenas sério. Assim tipo recordar que nem uns nem outros manifestam igual nível de irritabilidade quando o dinheiro público é usado a beneficiar outras religiões. Como construir mesquitas, por exemplo.

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publicado às 18:00

Cães na praia. Exibicionismo ou estupidez?

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.17

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Face à gravidade dos últimos acontecimentos envolvendo cães, tudo o que decorre de passear o canito na praia é irrelevante. Ainda assim é algo que me repugna. Que alguém aprecie partilhar o mesmo espaço e sabe-se lá que mais com um animal, é lá com ele. Ou ela. Não podem é obrigar-me a fazer o mesmo. E isso é o que esta gentinha, alegadamente adoradora dos animais, anda a fazer. Sem entenderem, os idiotas, o mal que andam a fazer. A todos. A começar pela tortura que infringem aos pobres dos bichos, que não deviam ser obrigados a viver em espaços manifestamente desadequados para aloja-los, e a acabar em nós, que vemos a nossa segurança e a nossa saúde colocada em causa por estes imbecis. Como esta criatura que, apesar das inúmeras placas a proibir a presença de cães no areal, insiste em passear o cão praia fora.

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publicado às 22:00

Coisas (de)coração

por Kruzes Kanhoto, em 25.04.17

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Não sou grande entendido nessas coisas do coração. Nem, nesse caso ainda menos, das que envolvem decoração. Daí não perceber este padrão, absolutamente uniforme, que as lojas de mobílias agora usam para enfeitar as camas. Nomeadamente aquelas que, supostamente, vão servir de leito conjugal. Porquê três lugares?! Não é suposto ser apenas para dois? É que, parece-me, nisso do coração mais do que um par já é uma multidão. Ou, dadas as modernices cada vez mais inovadoras, talvez agora a coisa se faça a três. Um triângulo de facto, digamos. Em que, para evitar aquilo da discriminação, o lugar do meio é para alguém que dê para os dois lados. Um elo de ligação, por assim dizer. Os decoradores de interiores devem ter um explicação. E o mais certo é não ter nada a ver com as inquietantes questões que suscitei. Mas, sejam quais forem, não me interessam. Já tirei a fotografia...

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publicado às 13:01

Tá bem, tá...

por Kruzes Kanhoto, em 21.04.17

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Sou do tempo em que a tropa constituía uma obrigação a cumprir por todos os homens física e mentalmente capazes. Uma discriminação inqualificável, diga-se, capaz de violar uma porrada de preceitos constitucionais. Coisa que, à época, não incomodava ninguém. A começar pelas mulheres ficarem excluidas do cumprimento deste dever e a acabar na maneira como as comissões de recrutamento escolhiam - ou deixavam de fora, no caso – os mancebos que iriam jurar defender a pátria. 

Mas isso agora não interessa nada. Essa obrigatoriedade acabou e espero que nunca mais volte. Foi das piores experiências da minha vida. Pouco, ou nada, lá aprendi. Mas hoje, ao passar por este bar, lembrei-me desse tempo. Insistiam os instrutores – três ou quatro perfeitos burgessos – que apanhei na recruta, que todos nós, os “maçaricos”, éramos camaradas uns dos outros. Ou outra coisa qualquer, vá. Tudo menos “colegas”. Isso, garantiam, eram as putas. Não sei, nem quero saber, se aquelas bestas – a quem aproveito para desejar saúde de morto – têm ou não razão. Nem, no que respeita a este antro, me vou certificar da veracidade da afirmação. Mas, convenhamos, neste caso o nome escolhido é sugestivo…

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publicado às 20:12

Liberdade para não vacinar?! A sério?!

por Kruzes Kanhoto, em 20.04.17

Acho assaz curiosa esta cena da discussão acerca da vacinação dever ou não ser obrigatória. Ah, e tal, eu não quero o Estado a meter-se na minha vida, argumentam uns quantos alarves. Era o que faltava eu não ter liberdade para optar acerca do que é melhor para o meu filho, espumam outros idiotas. Assim, à primeira vista e se o assunto for outro qualquer, até posso concordar com uns e com outros. Também considero que o Estado não tem nada de se meter na minha vida. Nomeadamente naquela parte do sal, do açúcar ou do tabaco. Já quanto a eu conduzir bêbado ou adoptar outro qualquer comportamento que possa prejudicar terceiros – assim tipo não me vacinar e depois andar a contagiar pessoas que, não estando vacinadas, até podem falecer – já é capaz de não ser má ideia o Estado arranjar uma maneira de impor o bom senso onde ele não existe.

Também o argumento da liberdade me é especialmente caro. Mas, neste caso, evocá-lo é do mais estúpido que se pode imaginar. Eu não me importo que eles faleçam. Não quero é que eles tenham a liberdade de me matar. Não tarda ainda estamos a admitir que, em nome da liberdade religiosa, um pateta - tão pateta como os anti-vacinas - trepe a uma montanha e asse o próprio filho, alegando que uma divindade qualquer lho terá ordenado, tal como ao outro da bíblia.

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publicado às 12:42

Que os meus impostos lhes façam bom proveito...

por Kruzes Kanhoto, em 19.04.17

Esta coisa da declaração do IRS deixa-me sempre com os níveis de irritabilidade em alta. Nem aquilo do fisco me devolver uma pequena parte do que andei a descontar ao longo do ano me faz ficar mais animado. Ao contrário de muita gente, para quem o reembolso fiscal constitui uma espécie de presente que os deixa felicíssimos da vida. Ainda bem que ficam felizes. Enganados, mas felizes. O problema é o que ainda “lá” fica. E não devia ficar. O que volta é nosso e nunca nos devia ter sido tirado. O fisco é, neste caso, aquele ladrão arrependido que nos devolve uma pequena parte do roubo.

O que me dá algum consolo é saber o bom uso que é dado à parte do meu vencimento que nunca chega à minha conta. Fico feliz e contente pelo contributo para o bem estar de todos aqueles – e são mais que muitos aqui na terrinha – que ao longo da vida nunca conheceram outro modo de subsistência que não os chamados apoios sociais. Só receio é que eles andem a abusar um bocado do tabaco, do álcool e se estejam a tornar demasiado sedentários. Como aquela família de gordos, que encontro todos os dias, sentada numa esplanada quando vou trabalhar e abancada noutra quando regresso. Se para aí adoecem ainda me aumentam os impostos para equilibrar as contas do SNS.

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publicado às 14:08

Oh, valha-me Eu! Até os gatos...

por Kruzes Kanhoto, em 18.04.17

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Que o mundo está a ficar um lugar estranho, já se sabe desde há muito. Não constitui novidade. Está é a mudar depressa demais para o meu gosto. Há coisas a que não me habituo. Recuso-me. E, como se não bastassem as pessoas a adoptarem comportamentos cada vez mais idiotas, contra-natura e que renegam não sei quantos milhares de anos de evolução, agora até os animais parecem estar a seguir a mesma conduta. Este gato, por exemplo. Está pior que o bichano maricas da vizinha. Aprecia a companhia da passarada, ao que parece. E aquela pouca vergonha deve ser habitual, pois os pássaros não se incomodaram mesmo nada com a presença do pequeno felino. Que disso de felino, convenhamos, não tem nada. Chocante!

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publicado às 18:46

Se os "jornaleiros" não noticiam, noticiemos nós!

por Kruzes Kanhoto, em 17.04.17

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Este fim de semana, numa cidade espanhola, um marroquino atirou a viatura que conduzia para cima de grupo de pessoas que se encontravam no passeio. Causou cinco feridos, um dos quais em estado critico. Claro que nada disto, apesar de se encaixar num certo padrão de acontecimentos, mereceu grande destaque nos meios de informação tradicionais. Por cá, tanto quanto sei, nem foi noticiado. O que não admira. Já constitui um hábito.

Mas, ao que a policia local se apressou a garantir, não se tratou de um acto deliberado. O jovem seguia em elevada velocidade pela rua fora, tinha a carta de condução há apenas dois meses e terá perdido o controlo da viatura. Normalíssimo. Está sempre a acontecer. Então com os mouros é um Deus nos acuda. Sem ofensa, nessa coisa do amigo imaginário. Ah, e o moço não estava bêbado nem nada, que os diligentes bófias fizeram-lhe logo o teste de alcoolemia. É apenas mais um aselha encartado.

O problema, ainda segundo as autoridades competentes, terá sido originado pela procissão que, horas antes, tinha percorrido aquela avenida. Os procissantes terão deixado o pavimento coberto de cera que, com o calor, derreteu e acabou por provocar o despiste do incauto magrebino. Culpa, portanto, dos católicos. Não tinham nada de procissar na via pública. Nem, muito menos, deixar por lá os resíduos da sua fé.

Pode, admito, ser tudo como a policia diz. O que me deixa com os poucos cabelos em pé é a pressa com que concluem pela não intencionalidade do acto e o conjunto tão alargado de hipóteses que arranjam para justificar a ocorrência. Isso e a ausência de noticias acerca deste e de dezenas de outros acontecimentos similares que, todos os dias, ocorrem em solo europeu envolvendo sempre intervenientes que professam as mesmas crenças. Desconfio que alguém nos anda a querer esconder qualquer coisa...

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publicado às 15:39

A superioridade moral dos comunistas e isso...

por Kruzes Kanhoto, em 15.04.17

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Ninguém espera – a não ser, talvez, os próprios – que os comunistas sejam pessoas equilibradas e dotadas de bom senso. Nem precisam de ser. Ninguém - neste caso nem mesmo os próprios – se importa com isso. A menos, como infelizmente está acontecer em Portugal, cheguem ao poder. Aí é o nosso destino que está em causa. E vê-lo nas mãos desses malucos é uma coisa que me aborrece. Trata-se de uma gente que vive numa espécie de realidade paralela, cega pela ideologia, que não admite a tragédia que sempre ocorre nos países onde chegam ao poder, mas que consegue vislumbrar e anunciar ao mundo dramas que apenas eles conhecem.

O pior é que a generalidade dos meios de informação e dos opinion makersamparam-lhe o jogo”. Não os desmascaram. São, ao não o fazer, cúmplices da suas mentiras, manipulações e propaganda obscena. Como, por exemplo, esta noticia. Publicada, refira-se, em Novembro de 2015 e reproduzida até à exaustão em sites e blogues de propaganda comunista. Como ainda não a vi desmentida nem gozada, à semelhança do que acontece quando são outras áreas politicas a fazer declarações parvas, presumo que não falte quem a considere verdadeira. Assim sendo, um ano e meio depois, calculo que os cemitérios americanos estejam pejados de criancinhas que sucumbiram à fome. A Venezuela é que podia ter ajudado. O Maduro, se fosse realmente solidário, tinha enviado uns quantos contentores da comida que sobra na Venezuela.

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publicado às 15:35

Estou curioso acerca das reacções que os cânticos entoados no pavilhão do Porto, pela claque do clube local, vão suscitar nas diversas instâncias. Desportivas, politicas e judiciais, nomeadamente.

Presumo que Bruno de Carvalho, por esta altura, já tenha publicado um – ou mesmo dois –posts no facebook a insurgir-se contra aquelas atitudes e esteja já a preparar uma queixa  pelo comportamento dos adeptos. No mínimo exigirá uns vinte jogos à porta fechada. Também Pinto da Costa tratará de meter aquela gente toda na ordem.  A esta hora já os deve ter expulsado a todos e tratado de os enviar para Canelas. Outra coisa nem será de esperar de tão ilustre, educada e bem-quista personagem.  

Calculo que igualmente os meios políticos e judiciais estejam em polvorosa. Talvez, para prevenir futuras repetições deste triste episódio, tenham já sido encomendadas diversas propostas de lei a vários escritórios de advogados. A justiça estará, quase de certeza, a instaurar inquéritos a tudo o que mexe e que se relacione com o evento em causa. Isto para não falar das mais diversas associações que lutam bravamente contra o racismo, a xenofobia e outras intolerâncias de nome esquisito. Em nome da coerência, certamente, todos eles se vão manifestar contra aquele comportamento e exigir uma punição exemplar contra os que tiveram aquela atitude miserável. Nem tenho dúvidas quanto a isso... 

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publicado às 13:46

Regionalizar é um disparate

por Kruzes Kanhoto, em 12.04.17

Quando o tema foi referendado, votei a favor da regionalização. Hoje, não posso ser mais contrario à ideia. Tal como, quero acreditar, o serão, de novo, a maioria dos portugueses. Seria, se a proposta de regionalizar país tivesse acolhimento, mais uma tragédia. A todos os níveis. Logo a começar pelas implicações financeiras que a criação de mais um patamar de poder iria ter no bolso dos contribuintes. Quase todos sabemos o que custa sustentar a máquina do Estado. Muitos de nós sabem, também, o que é necessário para sustentar a chusma de eleitores que os autarcas insistem em arregimentar para a folha salarial das suas autarquias. Não será, por isso, necessário um grande esforço para imaginar o que nos esperaria se essa coisa de entregar o poder regional a mais meia dúzia de caciques fosse avante. Disso já chega o que há.

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publicado às 19:48

Será que tem sorte no amor?!

por Kruzes Kanhoto, em 10.04.17

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Alguém anda com azar ao jogo. Pelo menos a julgar pelas centenas – milhares, talvez – de raspadinhas deitadas fora, na via pública, em dois locais diferentes da cidade. Bastante distantes um do outro, refira-se. Tratou-se, para quem o fez, de um investimento ruinoso. Ou não. Nunca o saberemos. Pode, no meio de tanto jogo, ter saído um prémio – ou mais – que tenha compensado a fortuna gasta. A única certeza, sortudo ou azarado, é que é uma besta. Um javardo, mesmo. Dava menos trabalho deitar aquilo tudo no lixo do que aquele que teve a raspar tanto papel. A não ser que o autor desta proeza seja o proprietário de uma casa de jogo...

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publicado às 19:07

Deve ser uma espécie de piada holandesa...

por Kruzes Kanhoto, em 09.04.17

Nada de muito surpreendente que cerca de mil gaiatos portugueses tenham sido expulsos da unidade hoteleira onde desfrutavam da sua viagem de finalistas. De estranhar, apenas, que episódios desta natureza – expulsar quem se porta mal – não sejam a norma. Trate-se de gente acabada de largar os cueiros ou criaturas com idade mais do que suficiente para ter juízo.

Já a postura dos pais dos meninos é patética. Apetece-me ser simpático, hoje. Dêem-lhes os “améns”, como dizia a minha avó sempre que um alarve de algum papá vinha defender – o que raramente acontecia, diga-se - as tropelias do filho em lugar de lhe arrear uns bons tabefes. Outros tempos.

O que continua a causar-me alguma admiração é que, apesar de todos os malefícios e roubos do malvado governo da direita ao povo ainda não consertados pela geringonça, os papás tenham dinheiro para financiar estas aventuras aos seus petizes. Querem lá ver que aquele holandês maluco, às tantas, ainda tem razão...

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publicado às 13:44

Figuras tristes

por Kruzes Kanhoto, em 08.04.17

Triste figura a daquele secretário de estado a quem o Costa e o Centeno ordenaram que exigisse um pedido de desculpas ao presidente do eurogrupo. Coitado. As coisas a que um individuo se tem de sujeitar. Para nada. O outro, obviamente, não pediu – nem tinha de o fazer – e, ainda por cima, teve de ouvir mais umas bocas do holandês. Bem-feita.

Há, por cá, uma vasta legião de ofendidos com aquilo dos copos e mulheres. Gente que, vá lá saber-se porquê, está a tomar as dores dos políticos. Foi a eles, como toda a gente minimamente informada percebe, que aqueles “piropos” foram dirigidos. Com toda a razão, diga-se. Até porque continuam a fazê-lo. Só um tolo não percebe que o festim continua. Basta olhar em redor. Se não vêem, então, é um problema clínico. E não me venham, como faz ciclicamente um alarve qualquer, com aquela cena do deficit e outros dados que alegadamente revelam que tudo está no melhor dos mundos. É que, como alguém escrevia hoje, “A melhoria da confiança dos portugueses acaba por não se refletir no índice de bem-estar”. Ou seja, estamos a viver num cenário de fantasia e ofendemos-nos com quem nos recorda isso.

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publicado às 15:26

Isto anda tudo ligado

por Kruzes Kanhoto, em 07.04.17

Isto já nada é o que era. Nem os "Verdes", aquela agremiação esquisita com assento parlamentar apesar de nunca ter tido um único voto, são o que foram.  Até estes, agora, parecem gostar de produtos químicos. Pelos menos de alguns. Daqueles que são utilizados pelas pessoas certas, nomeadamente.  

 

Como escrevi na ocasião em que a coisa "me soou", o governo vai avançar com um programa municipal para, alegadamente, melhorar as condições de vida das pessoas de etnia cigana e promover a sua integração social. Por mim, apesar disso poder colidir com a liberdade que cada um tem de não se pretender integrar,  acho bem. Já vem tarde, tal medida. Daí não entender que a mesma, apesar de anunciada, apenas avance após a eleições autárquicas. Deve ser uma esperteza saloia qualquer. Espero é que os candidatos aos órgãos autárquicos, nos seus programas eleitorais, digam claramente se aderem ou não a este programa. Cá os da terra, caso o não façam, tenciono questioná-los quanto a isso.  

 

Mais um atentado. Na Suécia, desta vez. Nada de surpreendente. Nem as reações. Lamentações diversas, fingimentos vários e consternações patéticas como sempre. Tretas, em resumo. Amanhã continuará tudo na mesma. Mudança nos discursos e nas atitudes apenas e só quando as vitimas tiverem mais peso. E não, não estou a pensar numa carnificina de obesos.  

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publicado às 18:24

Florzinhas

por Kruzes Kanhoto, em 05.04.17

Diz que, no âmbito de um protesto qualquer contra aquilo a que o politicamente correcto designa de homofobia, aquele maluco que lamenta a nossa propensão para esturrar o guito todo em "gajas e copos"  se terá passeado pela rua de mão dada com outro individuo. Já os vi começar por menos, diria a minha avó. Ou, então, é uma maneira de se redimir tentando ganhar simpatias entre uma franja dos indignados pela outra conversa. Seja como for é lá com ele, dirão. Pois, será. Mas eu também o posso achar parvo. É cá comigo. Até porque nem ele nem a esmagadora maioria dos idiotas uteis conseguem perceber a razão do crescente número de ataques às pessoas que exibem aquelas tendências esquisitas. Por mais que lhes custe a aceitar, o aumento exponencial de gente a viver na europa oriunda de zonas do globo onde essa prática é vivamente repudiada, é capaz de ter alguma relação com o aumento das agressões. Coisas do multiculturalismo com que temos de conviver. Habituem-se.  

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publicado às 18:51

Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 03.04.17

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Desde que somos ricos outra vez nunca mais ouvi falar das hortas sociais – comunitárias, ou lá o que era – nem, sequer, de gente que cultivava de tudo em qualquer nesga de terreno. Até aquelas pessoas que com muita arte e infindável engenho transformavam uma varanda num quintal ganharam juízo e deixaram de brincar aos agricultores. Ou, pelo menos, deixámos de ter noticias deles. O que é quase a mesma coisa.

Por mim, nunca alinhei nessas modas. Não tenho jeito para a lavoura nem, principalmente, grande vontade. Limito-me, como fazia antes de termos ficado pobres e faço agora que somos de novo abastados, a espalhar umas sementes pelos canteiros e a plantar um ou outro vegetal. Depois, o resultado, é o que a terra quiser. Ou o que os pássaros e rastejantes diversos deixarem.

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publicado às 22:12

Velharias

por Kruzes Kanhoto, em 02.04.17

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Mesmo não comprando nada – e não me recordo de alguma vez ter comprado seja o que for – gosto sempre de dar uma volta pelo mercado das velharias cá da cidade. A par da tralha, muita dela retirada do lixo, há sempre um ou outro item merecedor de um olhar mais atento. Às vezes até de uma foto. É o caso deste sofá. Com arrumação, esconderijo ou outra utilidade que se queira dar aquilo. A própria fotografia é ela, também, dois em um. Para além do objecto exposto, temos igualmente a base do candeeiro da iluminação pública. Outra velharia. Mas estará assim de propósito, presumo. Deve ser para condizer com a utilização que é dada ao espaço.


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publicado às 14:40

Justiça espanhola

por Kruzes Kanhoto, em 01.04.17

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Uma cidadã espanhola foi condenada por um tribunal – igualmente espanhol, obviamente – numa pena de um ano de prisão por ter escrito umas graçolas nas redes sociais acerca do atentado que vitimou, em 1973, o então primeiro ministro – espanhol, também - Carrero Blanco. Ora isto, mesmo não sendo espanhol, seria coisa para me deixar indignado. É, arranjem as justificações manhosas que arranjarem, um atentado à liberdade de expressão. Contudo, neste caso concreto, acho muito bem a condenação da criatura. Tratar-se-á, ao que se escreve na imprensa espanhola, de uma feminaza esquerdista. Gente que anda por aí - seja em Espanha ou no resto do mundo – a defender a condenação de quem escreve piadolas ou, simplesmente, manda uns dichotes acerca dos valores defendidos pelo esquerdume, sob o pretexto do discurso do ódio ou outras idiotices que a esquerdalha gosta de inventar. Presumo, por isso, que a senhora não recorra da setença e, humildemente, assuma o seu erro cumprindo a pena que lhe foi imposta. É que isto a coerência é muito bonita e constitui, a par da inteligência superior de que são dotados, uma qualidade intrínseca de todos os seres que se dizem de esquerda. Pelo menos é o que eles dizem. Por mim duvido. De ambas.

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publicado às 12:52

Uns chatos, estes larápios dos tempos modernos.

por Kruzes Kanhoto, em 30.03.17

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 Estes gajos do phishing, ou lá o que chamam a isso de roubar dados pessoais, começam a aborrecer-me. A bem dizer nunca deixaram de o fazer. Mas agora estão a ficar particularmente chatos. Ainda mais chatos. Insistem, quase diariamente, em pedir as minhas credencias bancárias. A mim e muitas outras pessoas, de certeza. E, ao que parece, a sua perseverança tem sido recompensada. Diz que uns quantos clientes de uma entidade bancária muito falada por estes dias, terão caído na esparrela e, como seria de esperar, viram as suas contas depenadas. Grandes malucos. Como não lhes chegava já terem confiado nos bancos, nos banqueiros e nos políticos que saquearam os bancos foram ainda confiar num desconhecido que lhes enviou um email. Deve ter sido um "impulse" qualquer.  

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publicado às 21:56

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Poucas causas mobilizam mais os portugueses, nomeadamente os agarrados do facebook, do que aquela mania parva de achar que os bichos têm os mesmos direitos que o ser humano. Confundindo isso, a maior parte das vezes, com o que se pretende que seja a defesa e protecção dos animais.

Hoje bastou o Presidente da Câmara de Aveiro queixar-se da legislação que proíbe o abate de animais, para os maluquinhos da Internet lhe caírem em cima que nem “gato a bofe”. Os custos para as autarquias são de monta e, como salienta o edil, a estadia dos bichos pode prolongar-se por muitos e longos anos. Provocando, obviamente, problemas de lotação dos espaços e obrigando a novos e maiores investimentos. Nada, naturalmente, que preocupe a cambada de imbecis para quem um cão sarnoso é mais importante que o pai ou a mãe. Esturre-se o dinheiro que for preciso, acham eles. São tão burros, mas mesmo tão burros, que nem percebem donde vem o graveto para sustentar essas maluqueiras. Ou, se percebem, não se importam. O que ainda é pior. Nomeadamente quando não se coíbem de mandar bitaites contra a maneira como “ele” é gasto quando em causa estão outras despesas do Estado. Por exemplo com RSI, ordenados, pensões e outras coisas que dão jeito às pessoas...

 

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publicado às 20:13

Ironias...

por Kruzes Kanhoto, em 28.03.17

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A política local não é tema que caiba neste blogue. Mas hoje apetece-me fazer uma excepção. Uma coisa assim para confirmar a regra. O assunto, convenhamos, merece. Até porque não é todos os dias que um tribunal declara a perda de mandato de um presidente de Câmara. O que, como não podia deixar de ser, constitui o assunto do momento cá na cidade.

Não tenho sobre o caso nenhum “estado de alma” acerca do qual valha a pena dissertar. Tão pouco me importa a forma, o conteúdo, a bondade ou não de todas as tomadas de posição acerca do assunto ou outros pormenores da trama. Nem sequer os pormaiores. O único detalhe que não me deixa indiferente é a ironia do autarca poder vir a perder o mandato - se, a seguirem-se eventuais recursos, a sentença vier a ser confirmada por instâncias superiores - na sequência de uma sua decisão que envolve deixar de fazer despesa.  Coisa que é capaz de ser mais ou menos inédita. Assim a atirar para o sui generis, quase.

 

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publicado às 22:50

Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 26.03.17

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Haverá na comunicação social muita gente séria e honesta. Na prateleira, provavelmente. É que, a julgar por aquilo que diariamente vamos lendo, entre os que reúnem pelo menos uma daquelas qualidades não serão muitos os que estão no activo. Vejamos dois casos ilustrativos. Só, que não me apetece ser exaustivo.

 

“Pontuar na Luz costuma dar título ao dragão” garante hoje, em plena primeira página, um pasquim que se publica na cidade do Porto. Costuma pois. Ora se costuma. Basta ver o exemplo do ano passado. Ou, se não chegar, o do ano anterior. Estamos, portanto, conversados em termos de qualidade informativa.


Por seu lado “A Bola”, logo na capa, recorda aos seus leitores que “Maxi nunca perdeu contra o Benfica”. Grande feito. Ao alcance de poucos, convenhamos. Principalmente por causa dessa coisa do nunca. Seria, de facto, uma proeza assinalável não se desse o caso desse nunca corresponder a três jogos. Já agora - e até nem custava muito - poderiam ter acrescentado que o uruguaio caceteiro, desde que deixou o Glorioso nunca mais foi campeão. Mas isso, enfim, sou eu que tenho algum apreço pelo rigor terminológico. Coisa que, obviamente, não se pode esperar dos lambe-cús da actual comunicação social tuga.

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publicado às 13:23

Deputados mal educados e outras criancices

por Kruzes Kanhoto, em 25.03.17

O governador do Banco de Portugal não será um figura pública que reúna a admiração de um número significativo de portugueses. Mas, apesar disso, devia ter sido evitada a humilhação pública a que foi sujeito no Parlamento. Expô-lo à má-criação de gaiatos arrogantes que nunca fizeram nada de útil na vida, foi prestar um péssimo serviço à democracia e, até, ao apuramento seja do que for que querem apurar. Serviu, isso sim, apenas para mostrar ao país inteiro a falta de consideração que as gerações mais novas e os políticos em geral têm pelos mais velhos. O homem tem idade para ser avô daqueles deputados e, só por isso, já merecia ser tratado com respeito. Além do mais, tem também, uma carreira profissional que lhe permitiu chegar ao lugar que ocupa. Tudo coisas que gente como aqueles deputados nem sonham o que é.

 

Li por aí umas comparações parvas acerca do crime de ontem, o assassinato à facada de quatro pessoas em Barcelos, e acções terroristas na Europa envolvendo igualmente o uso de facas. Estão - coitados, que isto da cabecita não dar para mais é uma chatice - a comparar o cú com a feira de Borba. Um dia destes ainda os vou ver a escreverem que os presos políticos, libertados pelo 25 do A, não passavam de reles criminosos de delito comum.

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publicado às 11:58

Que a loucura tomou conta dos habitantes deste planeta, não constitui nenhuma espécie de novidade. Tanto assim é que noticias tão idiotas, que à primeira vista tomamos por pantominice ou brincadeira de um ou outro piadista mais desinspirado, são, afinal, o retrato fiel de acontecimentos reais. É o caso de uma cidadã espanhola, relatado pela comunicação social lá do sitio, para quem o equivalente ao nosso ministério público pediu uma pena de prisão de nove meses. Presumo que este prazo, dado o motivo da acusação, envolva algo de simbólico. A senhora era acusada de um delito de maus tratos ao filho de quinze anos. O pirralho, parece, ter-se-a queixado ao tribunal por a mãe lhe ter retirado o telemóvel com o intuito de o obrigar a estudar. Coisas que, obviamente, irritaram o fedelho. Não bastava o confisco do aparelho, foi ainda submetido à tortura do estudo. Uma violência, de facto. Não se faz. Nomeadamente a um filho.

Mas, apesar de tudo, a senhora teve sorte. O juiz era uma pessoa normal e tratou de a mandar em paz. E é assim, ao aceitar queixinhas bizarras como esta, que se esbanjam recursos, prejudica a vida das pessoas e, em última análise, contribui para o descrédito das instituições públicas e de quem as representa. Mas é a isto que nos temos de habituar. Será, cada vez mais, esta a realidade com que temos de conviver. Por mim, confesso, sinto uma imensa pena. Da mãe, por ter uma besta daquelas em casa, dos pais do gajo que decidiu levar o caso a julgamento, que não deve ter sido para ver o filho fazer figura de urso que lhe pagaram os estudos, e, por fim, de todos os que aturam passivamente as manias de uma escassa minoria que pretende obrigar as pessoas normais a seguirem as suas alucinações.

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publicado às 19:32

Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 23.03.17

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Tenho manifesta dificuldade em perceber gente que sente a estranha necessidade de estacionar em segunda fila. Mais ainda quando o motivo da paragem não constitui um daqueles imperativos urgentes, inadiáveis e que mais ninguém pode fazer pelo próprio sujeito. Ir ao tasco ali ao lado mordiscar qualquer coisa – seja em sentido real ou figurado – não parece que se enquadre nos preceitos minimamente toleráveis. Nomeadamente quando se trata de uma cidade pequena, onde qualquer sitio é perto de tudo e não faltam lugares para estacionar. Para já não falar que, mesmo ao lado, está um enorme parque de estacionamento gratuito onde cabe sempre mais um. Ou, em dias como este, mais uma centena.

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publicado às 19:42

A malta quer é copos e gajas boas!

por Kruzes Kanhoto, em 21.03.17

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E pronto, já cá faltavam as virgens ofendidas com as declarações do presidente do Eurogrupo. Aquilo do gajo ter considerado que nós, a malta do sul, esturramos o guito todo em bebida e com as gajas, caiu mesmo mal às alminhas mais sensíveis. O homem, coitado, estava apenas a usar uma metáfora para salientar o quão mal gastamos o dinheiro que os outros nos emprestam. Nós também podíamos, por exemplo, dizer que os holandeses estoiram demasiado graveto com marroquinaria. Metaforicamente falando, também. Poder, podíamos. Mas não era a mesma coisa. É que eles gastam-no, mas é deles. Convinha, digo eu, percebermos estas nuances.

Isto é mais ou menos como aquela cena do pedinte a quem damos uma esmola porque, afiança-nos, não tem dinheiro para comer mas, depois e já com as moedas na mão, vai comprar tabaco ou beber um copo. Ou como aquele amigo a quem desenrascamos umas massas e, em vez de orientar a vida, vai esbanjá-las em inutilidades. Todos, nestas circunstâncias, não se coibiriam de mandar o seu bitaite. Tal como o fez este socialista holandês.

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publicado às 19:12

Um mártir dá sempre jeito...

por Kruzes Kanhoto, em 20.03.17

De repente ficou toda a gente com muita peninha do Sócrates. Coitadinho. Está, garantem, a ser vitima da incompetência da justiça que não ata nem desata nessa coisa da acusação, ou lá o que é. Um atentado aos direitos, liberdades e garantias de um cidadão que não pode ficar eternamente sob suspeita. Pois. Deve ser isso tudo, deve. E aquela parte do “cada tiro, cada melro”, também. Ou, então, é aquilo das barbas do vizinho. É que, não é por nada pois eu destas coisas só sei o que ouço dizer, se a investigação se prolongar por muito mais tempo isto ainda chega ao nível de “paróquia”...

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publicado às 18:49

Desinspiração

por Kruzes Kanhoto, em 19.03.17

Confesso a minha falta de inspiração. Isto apesar de temas para escrever ser coisa que não falta. Pelo contrário. Culpo a esquerda por isso. Pela falta de inspiração e pela abundância dos temas. Tantos que até se torna difícil escolher. Esta acusação não é em vão. Por um lado a esquerda é óptima a criar factos, visões paralelas, mundos alternativos e reinos de fantasia. Tudo coisas que proporcionariam inúmeros posts e, em condições normais, um rol quase infindável de tiradas jocosas e outras tantas piadolas a escarnecer dos seus autores. Mas, por outro lado, a esquerda bafienta e retrograda tomou conta das televisões, das rádios e da opinião publicada em geral. O que, naturalmente, me afasta dos locais onde essa malta destila a sua verborreia irracional. Prefiro não saber o que dizem e, consequentemente, ficar sem motivo para os gozar, a ter de os aturar. Assim como assim, ainda prefiro aqueles programas onde, entre gritos histéricos, concorrentes e apresentadores admitem publicamente a sua burrice. Sempre são mais honestos.

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publicado às 17:10

Populismo...mas do bom!

por Kruzes Kanhoto, em 18.03.17

Concordo com a pequena líder do Bloco de Esquerda quanto a isso da disparidade de vencimentos entre os trabalhadores e os manda-chuva das empresas. Há que fazer alguma coisa. Tanto nas públicas – em relação às quais a criatura não parece ter preocupações de maior – como nas privadas. E nem venham, os ultra liberais ou outros tansos quaisquer, reclamar da ingerência do Estado nem argumentar que, sendo privado, cada um paga o ordenado que quiser. Sem dúvida que sim. Mas deve existir um leque salarial minimamente razoável. Desde que, obviamente, se salvaguarde sempre a vontade dos accionistas. Se quiserem pagar mais, pagam. A todos.

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publicado às 15:50

E urinar sentado, também...

por Kruzes Kanhoto, em 18.03.17

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A Internet está cheia de noticias falsas e aquela a que hoje me refiro pode ser apenas mais uma. Espero que sim, mas temo que não. Ao que é relatado por uns quantos sites espanhóis, diversas organizações feministas estarão a preparar uma proposta, para apresentar ao parlamento do país vizinho, visando obter “a igualdade real entre sexos, géneros e identidades sexuais”. Seja lá o que for que isso queira dizer. Assim, entre outras parvoíces, pretende-se que os “médicos, durante a gravidez, fiquem proibidos de revelar aos progenitores se o bebé que aguardam é menino ou menina. Devem, isso sim, informar que tem órgãos sexuais de masculinos ou femininos.”

Todo o rol de disparates – e são muitos - constitui um excelente motivo para umas boas gargalhadas. Se, como tenho esperança, não passar apenas de uma piadola com o intuito de ridicularizar as feministas e restante a gentalha do politicamente correcto. Há, no entanto, uma ideia preocupante. Daquelas que, de alguma forma, já é defendida, e em alguns países aplicada, relativamente a outros tipos de doutrinas. Querem “impor sanções legais aos pais que inculquem ou permitam que inculquem aos seus filhos estereótipos machistas”. Se assim fosse a educação das crianças ficaria entregue aos valores e crenças de gente destravada, completamente doida e, em muitas circunstâncias, com conceitos de vida repugnantes ao comum dos mortais.

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publicado às 12:31

Ainda as eleições holandesas

por Kruzes Kanhoto, em 16.03.17

Tenho manifesta dificuldade em perceber a euforia que o resultado das eleições holandesas provocou na comunicação social, nas esquerdas em particular e na intelectualidade bem pensante em geral. Deve ser problema meu, admito. Afinal quem é que ganhou aquilo? Parece-me, se percebo alguma coisa disto, que foi um partido assim mais ou menos parecido com o PSD de cá. Estranho é isso constituir motivo de satisfação para os gajos de esquerda... mas pronto, eles lá sabem.

Celebra-se, também, a estrondosa derrota da extrema-direita. Pois que não sei se será bem assim. Hesito em considerar a subida de cinco lugares no parlamento como uma derrota. Mais ainda daquelas derrotas que fazem estrondo. Nomeadamente se, como padrão de análise, seguir os critérios de alguns partidos portugueses nas noites eleitorais. Todos se lembrarão que, desde as primeiras eleições, o Partido Comunista tem, a cada eleição, menos votos e menos deputados mas, nem assim, deixa de proclamar retumbantes vitórias. Mas, para a propaganda oficial das novas verdades, isso agora não interessa nada.

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publicado às 20:47



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