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Trump e as badalhocas

por Kruzes Kanhoto, em 22.01.17

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Também por cá umas quantas centenas de pessoas, principalmente mulheres, se manifestaram contra o Trump. Custa-lhes engolir a vontade popular. É quase sempre assim quando os resultados das eleições não são aquilo que os iluminados acham que deviam ser. É uma parvoíce, mas entendo. Estão no seu direito de expressar todo o azedume que lhes vai na alma por a democracia estar a funcionar.

O que tenho manifesta dificuldade em perceber é o tipo de ameaça que – enquanto mulheres - preocupa essa gente. Acharão as criaturinhas que a sua liberdade está em perigo? Pensarão realmente que os direitos das mulheres vão regredir cem anos? E que isso, apesar de termos um oceano pelo meio, vai acontecer igualmente em Portugal? Se sim, então são mesmo estúpidas, hipócritas ou, não sendo nada disso, foram pagas para se manifestarem. É que não me consta que estas pessoas – ou outras, não importa – já se tenham manifestado contra a maneira como o islão trata as mulheres. E, neste caso, não é do outro lado do mundo. É aqui, na Europa. Na nossa casa. E não é apenas o que impõe a quem professa essa religião. É também a imposição desses usos e costumes medievais, que já afecta mulheres de muitas regiões europeias. Mas isso não as preocupa. Badalhocas!

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publicado às 12:57

Mas qual é o vosso problema com o Trump?!

por Kruzes Kanhoto, em 20.01.17

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Depois de os últimos dias terem sido dedicados a endeusar o casal Obama, hoje voltaram em força os discursos anti-Trump. Uma coisa fina, isso. Dá ares de intelectual. Ou, no mínimo, de criatura bem-pensante. Por mim não tenho pachorra para os aturar. Nomeadamente aos que se recusam a perceber que são os argumentos usados para promover os Obamas ao patamar de divindade e o ódio que destilam relativamente ao Trump – aos que o elegeram, também - que ajudam ao surgimento de mais clones do agora Presidente americano.

Por cá bem podem os pé de microfone, os paineleiros de serviço nas diversas televisões e os bloguistas de inteligência superior prepararem-se. Vão ter muito para falar. Ou teclar. França, Holanda e Alemanha são já a seguir. E se não for nestas, será nas próximas eleições que acontecerá aquilo que tanto temem. A extrema-direita no poder. A culpa, essa, não será dos russos. Será vossa. De todos os politicamente correctos. Da ditadura do pensamento único que querem impor ao povo. Ou mudam de discurso ou, mais cedo do que tarde, vamos todos ter um azar do caraças.

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publicado às 19:36

Vão trabalhar, palhaços, vão trabalhar!

por Kruzes Kanhoto, em 18.01.17

Apesar de benfiquista de todos os costados sinto-me solidário com os futebolistas do Sporting. Está-lhes tudo a correr mal. O seu futebol mete dó, os adversários teimam em marcar golos nos últimos minutos e, como se isso não fosse pouco, têm de aturar um chefe idiota e um patrão doido varrido. Para já não falar nos adeptos – provavelmente um bando de rufias e mandriões - que fizeram questão de os ir esperar ao estádio, altas horas da madrugada, só para ofender quem trabalha. Sim, porque os jogadores, bem ou mal, trabalham. Coisa que aqueles energúmenos, provavelmente, só conhecem de ouvir falar. Se bulissem de certeza que não teriam grande vontade de estar ali a aborrecer quem exerce honestamente a sua actividade profissional. Se soubessem o que é trabalhar de certeza que, àquela hora, preferiam estar a descansar o coirão.

Obviamente que, enquanto benfiquista, fico satisfeito sempre que o Sporting tem um desaire. Mas, enquanto trabalhador, aborrece-me que quem trabalha não seja respeitado. Mesmo quando as coisas não correm bem. Ter um chefe habituado a perder, um patrão que nunca soube o que é ganhar e depois levar com a culpa das derrotas deve ser uma coisa lixada.

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publicado às 19:15

Frio?! Assustava-me era se estivesse calor...

por Kruzes Kanhoto, em 17.01.17

Os gajos das televisões e mais uns quantos maganos andam há uns dias a esforçar-se por me convencer que está frio. Decretaram, até, que vamos estar em alerta laranja por causa disso. Da frialdade. Não me parece caso para tanto. Frio, frio era quando a malta fazia uma espécie de derrapagem artística nas poças de água que tinham congelado durante a noite. Ou no tempo em que as torneiras amanheciam com uma estalactite. Agora não. Estará, quando muito, fresquinho. E, mesmo assim, só para o pessoal mais friorento. Ainda hoje o coveiro foi para o trabalho de manga curta a acelerar na sua mota, os ciganos do resort andavam de t-shirt no Continente e o puto ranhoso navegava na internet sentado no portado de mármore da biblioteca já era noite cerrada. Um dia perfeitamente normal, portanto.

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publicado às 21:43

E o povo, pá?! Não tem direito a ficar com tsu?!

por Kruzes Kanhoto, em 16.01.17

Gosto de ouvir o comentário semanal do Marques Mendes. O homem fala bem. Nomeadamente por não ser gago. Como diria a minha avó, essa sábia senhora. Mas ontem não gostei assim tanto. Ao contrário do que é costume a opinião do baixote não foi tão esclarecedora quanto o habitual. Isto, claro, relativamente àquela coisa da redução da TSU para as empresas que empreguem trabalhadores pelo salário mínimo. É que parece-me ter existido, em tempos não muito distantes, uma certa unanimidade acerca do país não dever basear o seu modelo de crescimento numa economia de baixos salários. Ora isto, desconfio, constitui um incentivo a que isso aconteça. E depois há aquilo da despesa pública. O facto de ser o orçamento de Estado a financiar a manigância não tem, desta vez, importância nenhuma para o pequenote.

Fiquei, pois, pouco esclarecido acerca do que leva aquele comentador a defender esta ideia. Deve ser problema meu, presumo, ter ficado sem saber se ele quer a redução aprovada por ter acordo – mesmo que a medida seja má, como é – ou se a quer aprovada por a achar boa. E, neste último caso, boa para quem. Se calhar, entre outros, para muitos escritórios de advocacia que assim poupam uns cobres com os jovens licenciados que contratam pelo salário mínimo...

 

 

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publicado às 19:32

Investimentos e outras tolices.

por Kruzes Kanhoto, em 13.01.17

Há duas coisas – haverá mais, mas fiquemos pelas boas - que deixam qualquer autarca prestes a afogar-se na própria baba. Fundos comunitários e investidores dispostos a investir nos seus Concelhos. Dos primeiros já muito rezou a história. Nomeadamente para nos endividar. Quanto aos segundos é uma pena as “estórias” não serem mais conhecidas. Há de tudo. Deliciosas, a maioria. Como, por exemplo, a daquele príncipe da Transilvânia que estaria disposto a investir em fábricas de aviões e que levou à certa meia-dúzia de Presidentes de Câmara.

Percebo o voluntarismo dessa malta. Os eleitores gostam de ver obra. Mas, uma vez por outra, convinha ter juízo. Aceitar, por exemplo, a instalação de um centro internacional de realojamento de animais que, logo à partida, servirá para acolher seis centenas e meia de galgos vindos directamente de Macau, não me parece a mais feliz das ideias. Verdade que essa bicheza corre como o caraças mas, digo eu, podiam ficar lá pela zona. Na China, por exemplo. É que só para os trazer para o Alentejo deve ser preciso um grande monte de massa.

É por estas e por outras que ainda não perdi a esperança de, mais cedo do que tarde, ver surgir num qualquer Município alguém a propor-se construir um centro de acolhimento a visitantes de outros planetas. Ou, até, um pavilhão de negócios intergalácticos. Isso é que era uma ideia do outro mundo.

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publicado às 20:12

Não é a Miss. É o júri.

por Kruzes Kanhoto, em 12.01.17

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Vivemos num mundo em mudança. Mais do que imaginamos. Para mim uma mulher nórdica era alta, loura e muito branca. Algumas delas bonitas, também. Mas isso era dantes. Fará apenas parte do nosso imaginário colectivo, quando muito. Agora tudo é diferente. Deve ser aquilo do multiculturalismo. É que, na Finlândia, a senhora mais escura da foto foi eleita “Miss Helsínquia”. O que não teria nada de mais se, por exemplo, tivesse sido a única candidata. Mas não. Havia mais. Só que, lá está aquela coisa do multiculturalismo e do politicamente correcto, as outras eram todas brancas. E por acaso, independentemente da cor da pele, mais bonitas. A explicação para tão estranha eleição pode, admito, não ser a que eu estou a pensar. Dado que a fonte informativa não esclarece quanto à composição do júri, pode dar-se o caso de serem todos invisuais ou pouco entendidos em matéria de beleza feminina. Mas, face ao resultado, inclino-me mais para que sejam, na maioria, apenas extremamente parvos.

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publicado às 19:57

O direito à queca.

por Kruzes Kanhoto, em 11.01.17

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Diz que na Alemanha há quem proponha que seja o Estado a providenciar gratuitamente serviços de índole sexual aos mais necessitados. Parece-me bem. Acho uma grande ideia. Não estou a ver é, assim de repente, o conceito de necessitado. Ou com base em que considerandos se pode incluir alguém – ou pior, excluir – no âmbito da necessidade sem tornar a coisa discriminatória. Quiçá inconstitucional, até.

Parece que, a avançar, será por prescrição médica e que a medida se destina a quem não consiga ter sexo de outra forma. O que, convenhamos, é muito relativo. Então se a patroa não estiver para aí virada? Ou, ao contrário, o marido estiver farto do camafeu que lhe calhou em sorte? Terão ambos, digo eu, o mesmo direito que o marreco meio amalucado que não arranja ninguém para dar uma queca. Podem é ter de lhe ceder a prioridade no atendimento, mas isso já é outra história.

 

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publicado às 20:18

O país parou? Não dei por nada…

por Kruzes Kanhoto, em 10.01.17

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Para alguns, Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Para os jornalistas da capital nem isso. O país resume-se à sua secretária ou, quando muito, à redacção onde trabalham. Não, Portugal não parou. Nem, sequer, Lisboa permaneceu quieta. Afirmá-lo, talvez ao contrário do que pretende a criatura que publicou o texto, não constitui nenhuma homenagem ao homem que foi hoje a enterrar. É apenas parvo. Coisa própria de ignorantes, diria.

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publicado às 20:00

Epitáfios

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.17

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Parece que toda a gente tem necessidade de escrever qualquer coisa acerca de Mário Soares. Até Ricardo Salgado. Ainda bem que o fez. Ficámos, assim, todos mais esclarecidos relativamente a umas quantas coisas. Nomeadamente que não se nega um favor aos donos disto tudo sem que daí resultem consequências pouco agradáveis. Passos Coelho ao fazê-lo assinou a sua sentença de morte política. Dentro e fora do Partido. O resto é conversa. Fiada.

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publicado às 19:24

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Se há coisa que me aborrece é sentir que alguém está a tentar dar-me a volta. Assim do tipo pretender levar-me a concordar com a sua ideia de verdade, por mais evidente que se revele que essa suposta verdade, de que me pretendem convencer, pouco ou nada coincide com a realidade. Isso ou para idêntica situação apresentarem como boas e absolutamente verdadeiras duas soluções antagónicas consoante a que dá mais jeito à sua causa.

É isto, mais do que qualquer outra coisa, que não suporto nos geringonços e na sua tropa de choque. Antes tudo o que de mau acontecia no país era culpa do governo. E, em muitas circunstâncias, de facto era. Agora, quando ocasionalmente reconhecem que algo corre mal, a responsabilidade nunca é do governo. É sempre de um factor estranho e fora do controlo do poder político. A gripe, por exemplo. Nos anos precedentes o culpado do caos nas urgências e das mortes que ocorreram devido à doença era, inevitavelmente, o ministro da saúde. Um tal dr. Morte, como lhe chamaram. Este ano, a culpa das mortes e das intermináveis horas de espera pelo atendimento já não é do governo. Nem do ministro. É do vírus. Diz que está pior do que nunca, o maroto.

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publicado às 12:58

Tatuagem islamofóbica. Seja lá isso o que for.

por Kruzes Kanhoto, em 07.01.17

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Não gosto de tatuagens. Nem percebo as motivações que levam alguém a tatuar-se. Verdade que não me esforço por entender. A bem dizer pouco me importa. Excepto naqueles casos em que aparece um gajo – ou uma gaja, tanto faz – todo indignado a protestar contra qualquer coisa a que se julga com direito e que, segundo a criatura, o Estado devia providenciar em seu beneficio. Um dia destes – e já não é a primeira vez – reclamava um individuo da falta de dentistas no Centro de Saúde. Uma vergonha, garantia. Isto enquanto exibia um “faqueiro” completamente “enferrujado”. Vá lá que não protestou contra a inexistência de dermatologistas. Não vá precisar de remover algumas tatuagens. Que isto cada um tatua-se a seu livre prazer, não precisa é de aborrecer os outros com conversa fiada acerca da falta de dinheiro para arranjar os dentes.

PS - Reitero o meu desprezo pelas tatuagens. Mas, depois de encontrar a imagem acima, admito que vou passar a tolerar algumas. As que são por uma boa causa, nomeadamente.

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publicado às 10:11

Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 06.01.17

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Não percebo a indignação dos lagartos pela eliminação da taça da Liga. Primeiro, já é um hábito. Deviam estar acostumados. Depois porque, ao contrário do que afirmará Bruno de Carvalho – esse grande especialista em arbitragem, parvoíces diversas e assuntos derivados da questão – a culpa não foi do árbitro. É que o clube do Lumiar não foi afastado da competição por ter perdido o jogo. Ficou de fora por aplicação do terceiro critério de desempate. A média de idade dos jogadores utilizados. Utilizou menos jovens do que o adversário directo, no caso. O que, para quem se gaba de ter a melhor escola de formação de futebolistas do mundo inteiro e arredores, não deixa de ser estranho. E há, ainda, aquilo do treinador. Se nunca ganhou nada de jeito antes de chegar ao Benfica por que raio alguém há-de pensar que vai ganhar depois de lá ter saído?!

 

PS - Na foto um dos muitos penaltis que permitiram ao Sporting ganhar o seu último campeonato

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publicado às 08:59

É a ditadura, estúpido!

por Kruzes Kanhoto, em 05.01.17

"Esperem um minuto, agora tenho de ter cuidado com o que digo sobre Donald Trump?"

Esta inquietante questão, suscitada por um jornalista americano a que o Público deu voz, surge na sequência do facebook ter censurado uma publicação onde os apoiantes do Presidente eleito eram, entre outros mimos, apelidados de fascistas.

Deu-me graça, isto. O homem, uns quantos comentadores aparvalhados e, provavelmente, o jornal em questão ficaram visivelmente transtornados. Para eles a democracia, a liberdade de expressão e o direito a expressar o que vai na alma apenas se deve aplicar àquilo que coincida com a sua visão do mundo. Aplaudem o encerramento de sites e a censura imposta nas redes sociais a quem opina contra a invasão muçulmana da Europa ou critica determinados comportamentos, mas estranham que o mesmo aconteça quando usam as mesmas práticas contra pessoas que, no uso dos seus plenos direitos democráticos, se atrevem a pensar a escolher, no uso da sua liberdade individual e de pensamento, o candidato que muito bem entendem. Estranho conceito de democracia, este. Se calhar estamos é a viver numa corrupta ditadura mediática e ainda não demos por isso.

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publicado às 08:59

Alguém anda a levar a Mortágua a sério...

por Kruzes Kanhoto, em 04.01.17

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Ainda bem que não sou milionário. Nem, por sorte, multimilionário. É que, a ser verdade o que tem sido relatado na comunicação social especializada em patifaria diversa, a malta do crime está a descobrir um novo filão. Os ricaços. Diz que dois destes cavalheiros foram, por estes dias, espoliados de parte dos seus bens. Isto ou a malta do gamanço está a seguir à letra a conversa da Mortágua sobre aquilo de ter a coragem de ir buscar o dinheiro a quem o tem ou, então, é mesmo azar. Muito azar. Quiçá apenas coincidência. E esta é a parte que me deixa desconfiado. Nomeadamente quanto aos elevados valores que levaram sumiço. Desconfio que se esta vaga de assaltos continua, vamos ter que resgatar também as seguradoras...

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publicado às 08:59

Método de poupança. Forçada, no caso.

por Kruzes Kanhoto, em 03.01.17

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Métodos de poupança é o que mais há. Quase tantos como maneiras de gastar dinheiro. Por ser inicio do ano não têm faltado dicas acerca do assunto. Deve ser uma espécie de motivação ou isso. Por mim não alinho muito nessas práticas. Tenho quem o faça por mim. Gente simpática, que se preocupa comigo e com as minhas economias. Tanto que, de agora em diante, vão todos os meses retirar uma parcela ao meu ordenado. Diz que me será entregue apenas lá para Novembro. Vésperas de Natal, quase. Garantem-me que, com este método, consigo poupar o equivalente a meio mês de estipêndio. E já avisaram que para o ano a coisa duplica. Vai chegar mesmo ao mês inteiro. A poupança. Ou corte de vencimento, na minha perspectiva. 

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publicado às 08:59

A carneirada não se importa...

por Kruzes Kanhoto, em 02.01.17

Mais uma trapalhada. Que é, simultaneamente, o enésimo aumento de impostos promovido pela geringonça. Nada que inquiete as massas, a comunicação social ou os comentadores televisivos. O que não admira. Nomeadamente quanto aos últimos. A maioria deles são reformados e estão eternamente gratos ao Costa pela devolução de milhares de euros da sua choruda reforma. Conquistada, por quase todos, sabe-se lá como. Ou, melhor, saber até se sabe. Estiveram sempre do lado certo do tacho.

Isto a propósito do subsidio de refeição da função pública, pela primeira vez, deixar de constituir o referencial para a isenção de IRS e TSU. É assim que, graças ao Partido Socialista e respectivos apêndices, a partir de Agosto e até final do ano – depois logo se vê, todos vamos pagar mais impostos. Outra vez. Mas nada disso importa. Ninguém quer saber. Mau, mas mesmo muito mau, era se fosse o outro parvo que lá esteve antes a fazer estas coisas. Isso é que era o diabo. Assim, lá vamos cantando e rindo. Apesar do cheiro a enxofre ser cada vez mais intenso.

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publicado às 09:32

Candidatos de peso

por Kruzes Kanhoto, em 30.12.16

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Começam a ser conhecidos os candidatos às ainda relativamente distantes eleições autárquicas. Ou, nalguns casos, os candidatos a candidatos. Daqueles putativos, apenas. Outros, para além de reunirem as duas condições anteriormente enunciadas, são igualmente surpreendentes. Isaltino de Morais, por exemplo. Diz que o homem reunirá apoios que o tornam num sério candidato a reocupar a presidência do município de Oeiras. Por sinal o concelho com maior concentração de licenciados e doutorados do país. Curioso, isso. Nomeadamente quando se insiste tanto que um dos nossos maiores problemas é a baixa escolaridade da população...

Por cá a coisa promete. Ou muito me enganam – não me enganei, queria mesmo escrever isto - ou vamos ter vários candidatos de peso. O que é bom. O resultado também não parece difícil de adivinhar. Embora esta coisa das eleições se assemelhe cada vez mais com o Placard. Neste jogo nem sempre o que tem a “odd” mais baixa é o vencedor e nas contendas eleitorais o favorito nas sondagens às vezes não ganha. E depois há aquilo das influências externas, Assim tipo o Putin a meter o bedelho nas eleições americanas e isso. O que será um factor a ter em conta. Má ou boa. Por mim prefiro as boas. Contas.


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publicado às 20:08

Todos os que conhecemos a maneira como funciona a administração pública sabemos os motivos porque determinadas leis, nomeadamente aquela de inutilidade mais do que reconhecida, são aprovadas e publicadas. Incluem-se, entre outros, a vontade de dar dinheiro a ganhar aos grandes escritórios de advogados e a necessidade que muitos governantes – estes, todos os outros que já lá estiveram e os que hão-de vir – têm de mostrar serviço e de justificar a sua presença, muitas vezes mais do que dispensável, na estrutura governativa. Digamos que muitas leis não servem para nada, não correspondem a nenhuma exigência da sociedade e servem apenas como prova de vida do membro do governo que a mandou fazer.

É o caso da lei da prioridade no atendimento. Uma das ideias mais estúpidas produzida por socialistas. Passe a redundância. O que já existia fazia todo o sentido, chegava perfeitamente e não havia nenhuma reivindicação o sentido da sua alteração. Mas não. Tiveram de mexer no que estava bem e não necessitava de ser alterado. Criar confusão onde não a havia.

Senão vejamos. Num multibanco instalado na via pública, caso a prioridade não seja cedida, quem é multado? Recorde-se, para os mais distraídos, que o texto da lei refere a “entidade que não prestar...”. Ou naquelas situações em que a fila é para aquisição de um produto ou serviço – essencial ou não – que apenas está disponível ao público numa quantidade limitada ou o acesso condicionado a um restrito numero de lugares? Não estou a ver que, num caso destes, se possa evocar o bom senso. Quando, ao que tenho ouvido argumentar, terá sido a sua ausência a motivar este aborto legislativo.

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publicado às 20:10

 

 

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Presumo que o presépio que visitei um dia destes numa cidade vizinha tenha causado a ira dos amiguinhos dos animais. Que eles, por estas zonas, são poucos mas, como todos os que abraçam essa causa, chatos como o caraças. Aquilo há lá de tudo o que pode irritar essa malta. Ele é a matança do porco, uma cavalgadura espancada, um crocodilo prestes a ser espetado com uma lança, galinhas enxotadas à base de vassourada, um raposa açoitada ou um rato quase esmagado são algumas das cenas retratadas. Uma representação desnecessária de violência sobre sobre seres dotados de sensibilidade – ou anjos de quatro patas, como lhes chamam os que já estão num estado de putrefação cerebral - dirão uns quantos alarves. Talvez. Mas tem graça. E merece uma visita. Antes que os iluminados desta alegada democracia aprovem uma lei a proibir estas coisas.

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publicado às 18:15

A seguir proíbem o quê? O peixe com espinhas?!

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.16

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E aquilo do bolo-rei não trazer fava nem brinde?! Outra – mais uma - intromissão grosseira nas nossas liberdade individuais de que já ninguém reclama. Verdade que durante muitos anos, entre o Natal e o dia de reis, não fiz mais nada do que andar em funerais de gente que morreu engasgada por, inadvertidamente, ter engolido o brinde ou voluntariamente ter tragado a fava. Era um regabofe para as agências funerárias. Os gatos-pingados andavam numa lufa-lufa. E os dentes e placas que se escavacavam nesta quadra? Mais que muitos. Tantas que o meu vizinho dentista se despedia da família e só voltava a casa por altura do Carnaval, tal era a trabalheira. Mas, ainda assim, preferia os bolos-rei de outros tempos. Tinham mais piada. E muito mais frutos, também.

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publicado às 19:38

Video de Natal

por Kruzes Kanhoto, em 26.12.16

 

Este é um daqueles vídeos de Natal que teria tudo para se tornar viral, como o pagode gosta de dizer. Mas não será o caso. Mais dia menos dia vai ser retirado da Internet, que isto do pessoal andar a ver coisas destas não agrada à censura nem aos defensores das novas verdades. Cá para mim é fofinho. Amoroso, quase. Ternurento, vá. É sobre um jovem que gosta de camiões, que ama as pessoas e apenas pretende fazer bem ao próximo. "The most wonderful form of jihad" é o seu sugestivo titulo.

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publicado às 10:34

Embrulhar é que está a dar!

por Kruzes Kanhoto, em 23.12.16

Ainda sou do tempo em que um gajo – uma gaja também, vá – ia a uma grande superfície nesta altura natalícia, comprava o que muito bem lhe apetecia e, junto às caixas, um bando de “joves” contratados especialmente para o efeito, tratava dos embrulhos. À pala, claro. Embrulhavam tudo. Lembro-me de, em certa ocasião, alguém mesmo à minha frente ter mandado embrulhar um frango assado. E cheirava bem, o raio do franganito.

Agora já não é assim. No lugar da rapaziada que aproveitava as férias de natal para ganhar uns trocos, estão os escuteiros ou uma associação de auxilio a uns desgraçados quaisquer. Todos, com esta mudança, ficaram a ganhar. Os donos do supermercado que se livraram dos encargos com aquele pessoal e os escuteiros ou as tais associações que sacam uns trocos aos preguiçosos que não querem embrulhar as prendas em casa. E nós? Nós ficámos a perder. Como sempre.

Esta situação revela a elevada capacidade de inovação do empresariado português. Deve ser por isso que não gostam de pagar salários dignos. Afinal para quê?! Até têm quem lhes faça o servicinho de borla. Nem sei como é que este tipo de comportamento não se generalizou. Mas não deve tardar. Um dia destes, num daqueles tascos com pré pagamento, ainda me aparece um voluntário da associação dos ramelosos anónimos a servir-me o café...

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publicado às 18:50

Animais, coisas e...coiso!

por Kruzes Kanhoto, em 22.12.16

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No âmbito de mais uma iniciativa parva, das muitas em que os deputados se entretêm, os amiguinhos dos animais conseguiram finalmente que os animais deixem ser coisas. Não vejo, assim de repente, a vantagem que daí pode advir. Nem para as pessoas, nem para os animais. Presumo, isso sim, é que num futuro mais ou menos próximo estarão a tentar impedir-me de matar um “ser vivo dotado de sensibilidade” - parece que os bichos agora são isso - com o intuito de o degustar. Não me surpreenderá por aí além que o consigam. A paranoia em relação à bicharada é mais que muita, a subversão de valores ultrapassou toda a razoabilidade e já se perdeu a noção do lugar do animal na sociedade. Quando se considera adequado e normal ter cães e gatos – quando não pior - a partilhar a casa, a cama e a mesa está tudo dito acerca da sanidade mental desta gente. Mas não admira. De uma sociedade controlada por urbano-deprimidos não se pode esperar grande coisa.

 

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publicado às 20:01

Dar o melhor aos eleitores...

por Kruzes Kanhoto, em 21.12.16

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Não se pense que isso das almoçaradas, jantaradas e outras comezainas e festarolas oferecidas pelas autarquias aos eleitores mais idosos - seja pelo Natal ou noutra altura qualquer, que isto há que trazer o eleitorado satisfeito - constitui um exclusivo nacional. Nada disso. Aqui ao lado, em Espanha, é igual. Embora, a julgar pelas noticias que chegam de Lozoya, um ayuntamiento perto de Madrid, a coisa por lá já chegou a outro nível. A cantante convidada para animar os comensais, da festa dos idosos e reformados lá do sitio, apresentou-se em grande estilo. Vestida, como aconselham os rigores da época e recomendam as normas do decoro associadas à circunstância, mas com uma fatiota que simulava estar nua. Rezam as crónicas que os velhotes gostaram. Pudera. Bem esgalhada, a ideia. Podia era ter menos pêlo, aquilo.

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publicado às 20:03


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